Recurso já está na conta da Prefeitura e será investido na compra de equipamentos hospitalares
Assessora Kashna Selhorst entregando em mãos o comprovante bancário ao prefeito Silvano Almeida de Cabixi.
Por Assessoria
A deputada estadual Rosangela Donadon (PRD) garantiu mais um importante avanço para a saúde pública de Rondônia. Desta vez, o município de Cabixi foi contemplado com uma emenda parlamentar no valor de R$ 809.899,00, já depositada na conta da Prefeitura, para a aquisição de equipamentos hospitalares.
O recurso assegurado pela parlamentar reforça o compromisso com a melhoria da estrutura de atendimento à população, proporcionando mais qualidade, agilidade e segurança nos serviços prestados pelas unidades de saúde do município.
A conquista é fruto do empenho da deputada em garantir investimentos que cheguem diretamente à população, atendendo demandas prioritárias da área da saúde. O trabalho contou com a atuação da representante do município de Cabixi, Kashna Selhorst, a quem a deputada agradece, assim como ao prefeito Silvano Almeida, pelo apoio, que apresentou a demanda e acompanhou o processo junto ao mandato.
Rosangela Donadon destacou a importância de investir na saúde dos municípios do interior. “Nosso trabalho é garantir que os recursos cheguem na ponta, melhorando de verdade a vida das pessoas. Saúde é prioridade, e Cabixi pode contar com o nosso mandato”, afirmou.
A deputada também fez questão de agradecer ao governador do Estado, coronel Marcos Rocha, pela parceria e apoio na liberação dos recursos, reforçando o compromisso conjunto com o desenvolvimento e bem-estar da população de Rondônia.
A mudança nas regras do crédito rural, que passou a incorporar dados de monitoramento por satélite na análise de financiamento, levou o setor produtivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e abriu um novo flanco de disputa entre política ambiental e política agrícola.
A mudança foi publicada pelo portal Pensar Agro no último dia 9, leia aqui.
Nesta quarta-feira (15.04) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encontrou com ação questionando resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determinaram o uso de informações do sistema oficial de monitoramento do desmatamento (Prodes) como filtro nas operações de crédito para imóveis rurais acima de quatro módulos fiscais.
O ponto de conflito está na forma como a regra foi desenhada. Pelas normas, instituições financeiras devem considerar a existência de supressão vegetal apontada por satélite na análise de risco das operações. Na prática, isso introduz uma nova camada de verificação antes da liberação dos recursos.
Para o setor produtivo, o problema não está no monitoramento em si, mas na forma automática como a informação passa a impactar o crédito. O argumento é que o sistema não diferencia, de forma imediata, desmatamento ilegal de intervenções autorizadas, o que pode gerar bloqueios mesmo em propriedades regulares.
Outro aspecto que pesa é o tempo de resposta. A ausência de prazos definidos para validação das informações e análise das justificativas apresentadas pelo produtor cria, segundo a entidade, um intervalo de incerteza em que o crédito simplesmente não chega. Em um setor dependente de calendário, esse atraso pode significar perda de janela de plantio ou redução de escala.
A discussão ganha relevância em um momento de maior restrição financeira no campo. Com juros elevados e avanço do endividamento, o crédito rural já opera com maior seletividade. A introdução de um novo filtro, ainda sujeito a inconsistências técnicas, tende a ampliar esse efeito.
Na leitura de agentes do mercado, a medida altera a lógica tradicional da política de crédito, que historicamente combina análise financeira com critérios produtivos. Ao incorporar um indicador ambiental como elemento de bloqueio prévio, a regra desloca parte do risco regulatório para dentro da operação.
A CNA sustenta que o modelo atual cria uma presunção de irregularidade antes da análise individual de cada caso, o que, na prática, transfere ao produtor o ônus de comprovar sua regularidade após a negativa de crédito. Para a entidade, isso contraria princípios básicos do direito administrativo e compromete a previsibilidade necessária ao financiamento da produção.
O governo, por sua vez, vê a medida como instrumento de alinhamento entre crédito público e compromissos ambientais, em linha com exigências de mercado e acordos internacionais. A avaliação é de que o sistema contribui para coibir irregularidades e dar maior transparência às operações.
O desfecho da disputa deve definir o alcance dessa nova lógica. Caso o STF suspenda as resoluções, o crédito tende a voltar ao modelo anterior. Se mantidas, as regras devem consolidar um novo padrão, em que variáveis ambientais passam a ter peso direto na liberação de financiamento.
Para o produtor, o efeito é imediato: mais do que custo, o crédito passa a depender também da leitura de dados remotos e da capacidade de comprovar regularidade em tempo hábil. Em um setor guiado por janela de plantio e fluxo de caixa, essa variável pode fazer diferença entre produzir ou reduzir área na próxima safra.
Os preços do boi gordo voltaram a operar em patamares elevados em termos reais e têm melhorado a relação de troca para o pecuarista terminador, mesmo diante da valorização contínua do bezerro. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) mostra que, na parcial de abril, a quantidade de arrobas necessárias para a compra de um animal de reposição caiu ao menor nível em 12 meses.
De acordo com o indicador do Cepea para o estado de São Paulo, a arroba do boi gordo registra média de R$ 363,82 até 14 de abril, avanço de 13% frente a janeiro e de 14% em relação a abril do ano passado, já descontada a inflação pelo IGP-DI. O valor coloca o mercado praticamente no maior nível real da série, muito próximo do recorde observado em novembro de 2011, de R$ 364,82 por arroba.
Na outra ponta, o bezerro também segue em trajetória de alta. O indicador Cepea/Esalq para o animal nelore de 8 a 12 meses, com base no mercado de Mato Grosso do Sul, aponta média de R$ 3.316,71 em abril, com valorização de 7,4% no ano e de 19,5% na comparação com igual período de 2025. Ainda assim, o preço permanece abaixo do pico histórico real, registrado em abril de 2021, quando superou R$ 3.610.
Apesar da pressão do custo de reposição, a alta mais intensa da arroba tem favorecido o terminador. Na prática, a relação de troca melhorou: são necessárias atualmente 9,12 arrobas para a compra de um bezerro, o melhor patamar desde abril do ano passado. Quanto menor esse número, maior o poder de compra do pecuarista na reposição do rebanho.
O movimento reflete um ajuste típico do ciclo pecuário. Após um período de oferta maior de animais para abate, os preços do boi reagiram, sustentados por demanda firme e menor disponibilidade relativa. Ao mesmo tempo, a reposição segue valorizada, acompanhando a retenção de fêmeas e a expectativa de recomposição de rebanho.
Para o produtor, o momento é de melhora nas margens da terminação, mas ainda exige atenção na estratégia de compra. A relação de troca mais favorável abre espaço para recomposição de plantel, mas a volatilidade dos preços, tanto da arroba quanto do bezerro, segue como fator de risco.
No curto prazo, o comportamento da demanda interna, das exportações e da oferta de animais prontos para abate deve continuar ditando o ritmo do mercado. Se a arroba se mantiver próxima dos níveis atuais, a tendência é de sustentação das margens do terminador, mesmo com custos elevados na reposição.
A economia brasileira avançou no início de 2026, mas o ambiente fiscal mais deteriorado já começa a acender um sinal de alerta para o custo do crédito e o ritmo de investimento no campo. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,6% em fevereiro frente a janeiro, atingindo o maior nível da série histórica, segundo o Banco Central do Brasil.
Na comparação anual, a alta foi de cerca de 2,5%, enquanto o acumulado em 12 meses permanece próximo de 2,3%, indicando expansão moderada da economia mesmo em um ambiente de juros elevados. O resultado foi puxado principalmente por serviços e indústria, enquanto a agropecuária apresentou recuo na margem, refletindo a sazonalidade entre safras.
Esse quadro de crescimento, no entanto, convive com uma deterioração das contas públicas. O Fundo Monetário Internacional projeta que a dívida bruta do Brasil pode alcançar cerca de 100% do PIB já no primeiro ano do próximo governo, conforme o mais recente Monitor Fiscal. O nível é considerado elevado para padrões de países emergentes e aumenta a pressão sobre a credibilidade fiscal.
Mais do que o tamanho da dívida, o que preocupa é a trajetória. O relatório aponta déficits persistentes e uma dinâmica de crescimento da dívida que depende cada vez mais de condições favoráveis de arrecadação e de ajustes pontuais nas regras fiscais. Hoje, o país cumpre o arcabouço fiscal, mas dentro da margem de tolerância, apoiado em receitas elevadas e na exclusão de despesas relevantes do limite, como os precatórios.
Na prática, esse cenário tende a manter o custo do dinheiro elevado por mais tempo. Para o agronegócio, altamente dependente de financiamento, o impacto é direto: crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e redução da capacidade de investimento.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o cenário exige atenção redobrada do produtor. “O crescimento da economia é positivo, mas ele perde força quando vem acompanhado de deterioração fiscal. No agro, isso aparece rapidamente no custo do crédito”.
Segundo ele, o produtor já opera sob pressão financeira. “Hoje, o campo enfrenta aumento de custos e avanço do endividamento. Se o risco do país sobe, o crédito fica mais caro e mais difícil. Isso afeta diretamente o planejamento da próxima safra”, diz.
Para Isan, o problema é estrutural. “O mercado olha a capacidade de pagamento do país. Quando há dúvida sobre isso, o efeito é imediato: menos investimento, juros mais altos e maior seletividade. O agro sente isso antes dos outros setores porque depende de capital para produzir”, afirma.
Apesar do alerta, a expectativa para 2026 ainda é de contribuição relevante do campo para o crescimento, sustentada pela projeção de safra recorde. No curto prazo, porém, o protagonismo da economia tem ficado com serviços e indústria, enquanto o agro entra em fase de transição entre ciclos produtivos.
Para o produtor, o recado é claro: o cenário econômico segue positivo, mas o risco fiscal passou a ser variável central. E, mais do que o tamanho da safra, será o custo e a disponibilidade de crédito que devem definir o ritmo do agronegócio nos próximos meses.
Proposta aprovada na Comissão de Infraestrutura do Senado aumenta punição para crimes contra o transporte fluvial, marítimo e aéreo
O aumento dos ataques a embarcações no Rio Madeira deu peso regional ao projeto relatado pelo senador Marcos Rogério que endurece penas para crimes contra a segurança do transporte fluvial, marítimo e aéreo. A proposta foi aprovada nessa terça-feira, 14 de abril, pela Comissão de Infraestrutura do Senado e segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça.
O texto eleva a pena básica de dois a cinco anos para três a oito anos de reclusão nos casos de atentado contra esses modais, com agravamento conforme o resultado do crime e possibilidade de punição mais alta quando houver morte. O projeto é de autoria do senador Flávio Bolsonaro, e o parecer favorável foi apresentado por Marcos Rogério.
A discussão encontra eco direto em Rondônia. Em junho de 2025, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia deflagrou a Operação Piratas do Madeira contra um grupo investigado por furtar cargas de soja, milho e adubo de embarcações fundeadas em Porto Velho. A ofensiva resultou em 14 mandados de prisão e bloqueio de R$ 126 milhões, reforçando a dimensão econômica e criminosa das ações na hidrovia.
Em um estado onde o Madeira é corredor logístico estratégico para o transporte de cargas, o endurecimento penal deixa de ser tema abstrato de Brasília e passa a responder a um tipo de crime que afeta o abastecimento, circulação fluvial e segurança da navegação. Em declaração à Agência Senado, Marcos Rogério afirmou que “trata-se de mecanismo essencial para preservar não apenas vidas humanas, mas também a própria estrutura funcional do país”.
O governo federal prevê salário mínimo de R$ 1.717 em 2027, um aumento de R$ 96 (5,9%) em relação ao piso atual, de R$ 1.621. A projeção está no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2027, espécie de bússola das contas públicas, apresentado nesta quarta-feira (15), prazo limite para entrega do texto ao Congresso. O documento estabelece as regras que orientarão a elaboração do Orçamento do próximo ano.
O reajuste segue a política do Executivo de valorização do salário mínimo: o piso é corrigido anualmente de acordo com a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Como serve de referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, cada aumento se reflete diretamente nas despesas públicas. O valor final, porém, só será confirmado após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro.
A LDO também define metas fiscais (como déficit ou superávit esperado), parâmetros econômicos que norteiam os cálculos (crescimento do PIB e inflação esperada) e as regras que condicionam os gastos federais ao longo do ano. A partir dessas diretrizes, o governo elabora a peça orçamentária, a ser enviada ao Congresso em agosto.
Meta
A proposta prevê superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, equivalente a R$ 73,2 bilhões, o que indica a intenção do governo de encerrar o ano com receitas superiores às despesas, desconsiderando o pagamento de juros da dívida.
O arcabouço fiscal prevê margem de tolerância de 0,25 ponto percentual em torno da meta central. Isso significa que um superávit de até 0,25% do PIB (ou R$ 36,6 bilhões) ainda é considerado dentro do limite.
A meta de 2027 é mais ambiciosa do que a deste ano, quando o objetivo é alcançar superávit de 0,25% do PIB, com possibilidade de resultado zero. O governo traça uma trajetória de recuperação fiscal até 2028, quando projeta superávit primário de 1% do PIB.
Precatórios
De acordo com o texto apresentado pela equipe econômica, 39,4% das despesas com precatórios de 2027 serão contabilizadas na meta de resultado primário do ano. O percentual supera o mínimo de 10% exigido pela regra constitucional vigente. Precatórios são dívidas que o governo deve pagar por ter perdido ações na Justiça.
Com a decisão, R$ 57,8 bilhões ficarão fora do cálculo da meta fiscal em 2027, o mesmo valor excluído neste ano.
Parâmetros
O projeto traz as principais projeções econômicas para 2027: crescimento do PIB de 2,56%, inflação de 3,04% e taxa básica de juros (Selic) acumulada de 10,55% ao ano.
Gatilhos e limite de despesas com pessoal
Pelo arcabouço fiscal, as despesas públicas só podem crescer, em termos reais, até 2,5% ao ano. Para 2027, o limite total é de R$ 2,54 trilhões. Para garantir o cumprimento das metas, a LDO prevê gatilhos de contenção, como restrições à criação de benefícios tributários e teto para o aumento de despesas com pessoal.
Um dos limites estabelecidos veda que o Executivo elabore um Orçamento com crescimento das despesas com pessoal superior a 0,6% acima da inflação.
Chocolate ao leite cobre pedacinhos de cacau em iguaria vencedora de prêmio internacional — Foto: Nugali/Divulgação
O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (15), em regime de urgência, projeto de lei que estabelece percentuais mínimos de cacau em produtos como chocolates e cacau em pó (PL 1.769/2019). Aprovada em votação simbólica, a matéria será encaminhada à sanção presidencial.
Chocolate ao leite cobre pedacinhos de cacau em iguaria vencedora de prêmio internacional — Foto: Nugali/Divulgação
A proposta estabelece parâmetros, definições e características a serem observados na produção de derivados de cacau; determina o percentual mínimo de cacau nos chocolates; e exige que os rótulos desses produtos, tanto nacionais quanto importados, e embalagens e peças publicitárias informem o percentual total de cacau.
O texto aprovado pelos senadores é uma versão alternativa (substitutivo) apresentada pelo deputado Daniel Almeida (PcdoB-BA) ao projeto de lei original. O Senado já havia aprovado o texto original, de autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). Como houve mudanças na Câmara dos Deputados, a proposta voltou para apreciação do Plenário, sob a relatoria do senador Angelo Coronel (Republicanos-BA).
Respeito aos produtores
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou que o projeto foi incluído na pauta de votações a partir de preocupações manifestadas pelos senadores Angelo Coronel e Jaques Wagner (PT-BA).
Durante a discussão da matéria, Coronel defendeu o projeto e cobrou respeito aos produtores de cacau. Avaliou que o texto fortalece a agricultura familiar e empresarial, gera empregos no campo e reduz a dependência de importações.
— Os produtores têm sofrido com os preços. O governo não faz previsão de safra e libera importação de cacau da África, que não tem controle fitossanitário. A gente tem que ter sempre a previsão de safra para que, com essa previsão, possa aferir se realmente precisaremos importar ou não, porque nós temos que valorizar o produtor nacional, especialmente da agricultura familiar — afirmou.
Jaques Wagner disse que o projeto socorrerá a lavoura, principalmente na Bahia, o maior produtor, e no Pará. O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) ressaltou que o projeto vai trazer mais segurança para o pequeno produtor rural.
Percentuais
O projeto distingue a massa, pasta ou licor de cacau — produto obtido com a moagem das amêndoas de cacau torradas — da manteiga de cacau, que é a fração de gordura extraída dessa massa, e dos “sólidos totais de cacau”, a soma da manteiga de cacau, da massa de cacau e do cacau em pó.
A Câmara retirou do texto do Senado a terminologia “amargo ou meio amargo”, no trecho que exige um mínimo de 35% de sólidos totais. Foi mantida, porém, a exigência de que um mínimo de 18% seja de manteiga de cacau e 14% sejam isentos de gordura. Incluiu-se ainda um limite de 5% para outras gorduras vegetais autorizadas.
O projeto apresenta ainda as seguintes definições:
Cacau em pó: mínimo de 10% de manteiga de cacau, em relação à matéria seca, e, no máximo, 9% de umidade
Cacau solúvel: produto obtido do cacau em pó adicionado de ingredientes para solubilidade
Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau
Chocolate ao leite: no mínimo 25% de sólidos totais de cacau e 14% de sólidos totais de leite ou derivados
Chocolate branco: no mínimo 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos totais de leite
Achocolatado, chocolate fantasia, chocolate composto, cobertura sabor chocolate ou cobertura sabor chocolate branco: mínimo de 15% de sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau
De acordo com emenda do relator, não integram os sólidos totais de cacau as cascas, películas ou quaisquer outros subprodutos da amêndoa.
A definição dos critérios técnicos para indicação do percentual de cacau será disciplinada por ato do Poder Executivo, dentro dos limites e requisitos fixados na lei. As empresas que descumprirem as normas estarão sujeitas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na legislação sanitária. As regras entrarão em vigor 360 dias depois da publicação da lei.
Consumo
Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) indicam que o Brasil é o sexto maior produtor de cacau do mundo. Bahiae Pará respondem por mais de 90% da produção brasileira.
A presença do chocolate nos lares brasileiros passou de 85,5%, em 2020, para 92,9%, em 2024. Cada cidadão consome, em média, 3,9 quilos de chocolate por ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), apresentados no relatório de Coronel.
Primeira etapa do projeto contempla 57 estruturas metálicas com investimento de R$ 500 mil em recursos próprios do município
A Prefeitura de Vilhena, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (Semtran), iniciou nesta semana a instalação de novos abrigos destinados aos usuários do transporte público. A iniciativa visa oferecer maior comodidade e proteção aos passageiros que utilizam as linhas circulares na cidade.
A meta da administração municipal é concluir a instalação de 120 pontos de ônibus ao longo de 2026. Nesta primeira fase, 57 unidades serão distribuídas pelo município. As estruturas são fabricadas em aço galvanizado, policarbonato e ACM, materiais escolhidos pela resistência e durabilidade.
Na última segunda-feira, 14, duas unidades foram instaladas em caráter de teste na Avenida Jamari, no Centro, em frente à sede da Semtran. Nos próximos dias a Secretaria começa a implantação da primeira etapa dos abrigos. Nos locais de maior fluxo de passageiros, como nas praças, serão instaladas estruturas maiores para acomodar mais pessoas.
O investimento para esta etapa inicial é de R$ 500 mil, custeado integralmente com recursos próprios da prefeitura. Segundo o secretário municipal de Trânsito e Transportes, Rogério Dias, a melhoria na infraestrutura complementa a política de gratuidade do transporte público já vigente na cidade. O secretário afirmou que a viabilização dos novos abrigos é resultado de uma gestão eficiente dos recursos públicos, focada no conforto da população atendida pelo sistema viário.
A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), aprovou, nesta terça-feira (14), três Projetos de Lei (PL) encaminhados pelo Poder Executivo que autorizam a abertura de créditos no orçamento estadual de 2026, com destinação de recursos para as áreas de ciência, saúde e infraestrutura.
Um dos projetos aprovados, o PL 1329/2026, prevê a liberação de até R$ 10.000.000,00 para a Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero). Conforme mensagem do governador Marcos Rocha, os recursos são do superávit financeiro da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) e serão utilizados, entre outras finalidades, para a execução do projeto “RO – Empreender na Escola” e ações voltadas ao fortalecimento da ciência no estado. O projeto teve parecer favorável do deputado Eyder Brasil (PSD).
Saúde de Guajará
Outro projeto aprovado, o PL 1319/2026, autoriza a abertura de crédito adicional especial de até R$ 9.560.294,49 em favor do Fundo Estadual de Saúde (FES). A proposta, relatada pelo deputado Jean Mendonça (PL), tem como objetivo viabilizar a criação do chamado “Contrato de Gestão”, permitindo a contratação de Organização Social para administrar o Hospital Regional Dr. Júlio Perez Antelo, em Guajará-Mirim. Segundo o Executivo, a medida busca garantir maior eficiência na gestão da unidade, considerada estratégica para atendimento de média e alta complexidade na região de fronteira e na Macrorregião I de saúde.
Convênios
Já o PL 1327/2026 autoriza a abertura de crédito de até R$ 900.000,00 para a Secretaria de Estado de Obras e Serviços Públicos (Seosp), com recursos provenientes de superávit financeiro de 2025. De acordo com o governo, os valores serão destinados à celebração de convênios com municípios para execução de projetos estruturantes, como construção, revitalização e manutenção de espaços públicos, além de iniciativas voltadas ao esporte e à melhoria da qualidade de vida da população.
Nas justificativas encaminhadas à Assembleia, o governador destacou que as propostas visam reforçar o orçamento estadual para garantir a execução de despesas previstas em 2026, além de ampliar investimentos em áreas consideradas prioritárias, assegurando continuidade de serviços e desenvolvimento de políticas públicas.
Texto: Elianio Nascimento I Jornalista Secom ALE/RO
Foto: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO
Recursos vão melhorar o acesso de produtores rurais e garantir melhores condições de trafegabilidade na região.
Ezequiel Neiva (PL) tem garantido investimentos para o setor rural do município (Foto: Alexandre Almeida | Assessoria Parlamentar)
O deputado estadual Ezequiel Neiva (PL) assegurou a destinação de R$ 400 mil para a realização de serviços de corte de morro no Projeto de Assentamento (PA) Belo Horizonte, em Machadinho do Oeste. O recurso foi repassado à Prefeitura Municipal para atender demandas essenciais da região.
Do total destinado, R$ 300 mil serão aplicados diretamente nos serviços de rebaixamento de três morros na região do Galo Velho, enquanto os outros R$ 100 mil serão utilizados pela Secretaria Municipal de Obras na aquisição de pneus para os maquinários, garantindo melhores condições de trabalho às equipes.
O investimento no rebaixamento dos morros é considerado fundamental para facilitar o acesso dos moradores, especialmente dos produtores da agricultura familiar, que dependem das estradas para escoar a produção e manter suas atividades. “Estamos trabalhando para melhorar a trafegabilidade e dar mais segurança aos moradores. Esse tipo de investimento impacta diretamente na qualidade de vida das famílias e fortalece a produção rural”, destacou o deputado Ezequiel Neiva.
A ação também reforça o trabalho em parceria com a Prefeitura de Machadinho do Oeste, além do apoio dos vereadores João Carlos e Reginaldo Batista, e dos colaboradores Abrahãozinho e Celso Coelho. “Nada disso seria possível sem a união de esforços. Nosso mandato tem buscado atender as demandas apresentadas pelas lideranças locais, sempre com diálogo e compromisso com a população”, ressaltou o parlamentar.
Ezequiel Neiva enfatizou ainda a importância da execução dos serviços para o desenvolvimento da região. “Sabemos das dificuldades enfrentadas pelos moradores, principalmente em períodos chuvosos. Com esses serviços, vamos garantir mais acessibilidade, segurança e melhores condições para quem vive e trabalha no campo”, concluiu.
Texto e foto: Alexandre Almeida | Assessoria Parlamentar