Início Site Página 58

Deputada Sílvia Cristina anuncia R$ 2 milhões para Centro de Atendimento ao Diabetes, em Ji-Paraná

0

Ela confirmou o recurso durante audiência pública, a pedido do presidente da Câmara Municipal, Marcelo Lemos

 

Durante audiência pública na Câmara Municipal de Ji-Paraná, nesta semana, a deputada federal Sílvia Cristina confirmou a destinação de emenda de R$ 2 milhões para a construção do Centro de Atendimento ao Diabetes no município.
A implantação do Centro de Diabetes em Ji-Paraná atende ao pedido do presidente da Câmara, Marcelo Lemos, proponente da audiência pública que reuniu vereadores e a sociedade.
“Recebi esse projeto do presidente Marcelo Lemos e logo de cara abraçamos essa idéia. O diabetes é uma doença silenciosa, que impacta de forma avassaladora a saúde dos pacientes. No Centro de Reabilitação em Porto Velho, erguido com recurso de nosso mandato em parceria com a fundação Pio XII, temos muitos pacientes atendidos, que sofreram amputação em razão do diabetes e recebem órteses, próteses e cadeiras de rodas”, disse a deputada.
O Centro deverá ser erguido em um terreno em frente à Unidade Básica BNH, no bairro Mário Andreazza, no 2º distrito. O presidente da Câmara reforçou que o centro será o primeiro em Rondônia e, possivelmente, um dos primeiros da região Norte. “Nossa expectativa é de que o Centro ofereça tratamento e acompanhamento adequados, com profissionais capacitados e oferecendo medicamentos eficazes, além de oportunizar uma série de outras atividades para que o paciente diabético possa levar uma vida digna”, completou Lemos.
Os vereadores Márcio Freitas, Geraldo da 102, Weslei Brito e Ademir Scopony participaram da audiência, além da juíza Geovana de Moraes Cismoski, a nutricionista Tássia Fernanda de Lima e o médico especialista em endocrinologista, Massai de Souza. Vivian Darros e a filha Isadora, portadora da Diabetes Tipo 1, que relataram convivência com a doença.

Assessoria, com informações da CMJP

Carla Redano sanciona lei histórica e garante auxílio alimentação de R$ 800 para professores em Ariquemes

0

Medida assinada pela prefeita valoriza profissionais da educação e passa a valer com efeito retroativo a abril de 2026

A prefeita de Ariquemes, Carla Redano (União) sancionou nesta quinta-feira (16) a Lei Municipal nº 3.054, que garante o pagamento de auxílio-alimentação no valor de R$ 800 aos professores da rede pública municipal de ensino. A medida representa um avanço significativo na valorização dos profissionais da educação no município.
De acordo com o texto da lei, o benefício será concedido tanto aos professores efetivos quanto aos contratados temporariamente, desde que estejam em pleno exercício de suas funções e com frequência regular. O auxílio tem caráter indenizatório, ou seja, não será incorporado ao salário, nem sofrerá incidência de tributos ou contribuições previdenciárias.
Outro ponto importante é que o benefício não será cumulativo. Professores que acumularem cargos ou contratos no município terão direito a apenas um auxílio-alimentação. Além disso, o pagamento não poderá ser somado a outros benefícios da mesma natureza eventualmente concedidos pela administração municipal.
A legislação estabelece ainda que o pagamento estará condicionado ao efetivo exercício das atividades. As despesas serão custeadas por dotações orçamentárias próprias, podendo ser suplementadas, se necessário.
A lei já está em vigor, com efeitos retroativos a partir de 1º de abril de 2026, garantindo que os profissionais recebam o benefício desde o início do mês.
A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a valorização dos educadores, reconhecendo a importância da categoria para o desenvolvimento social e educacional de Ariquemes.

Texto: Evanildo Santos

Anvisa redefine códigos de petição para bulas, rotulagens e nomes de produtos biológicos e radiofármacos

0

s assuntos correspondem a petições analisadas pela Coordenação de Bula, Rotulagem, Nome Comercial e Registro Simplificado (CBRES)

Foto: Pexels

Em razão da migração do protocolo de petições de registro e pós-registro de medicamentos para o sistema Solicita, realizada no início deste ano, os assuntos de petição passaram a ser vinculados aos chamados “serviços”. 

Os serviços organizam, integram e padronizam a oferta de atendimentos públicos digitais para todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal, direta e indireta, a partir da plataforma GOV.BR, https://www.gov.br/pt-br/servicos 

O objetivo principal é colocar o cidadão no centro da prestação de serviços, promovendo simplicidade, transparência, eficiência administrativa e interoperabilidade entre os órgãos governamentais. 

Na Anvisa, os serviços são estruturados de acordo com a categoria de produto sujeito à vigilância sanitária, diferenciando medicamentos sintéticos de produtos biológicos e radiofármacos. Com isso, assuntos que atendiam de forma simultânea a essas três categorias precisaram ser desmembrados.  

Agora, para a solicitação de alteração de bulas, rotulagens e nomes comerciais de produtos biológicos e radiofármacos, devem ser utilizados os seguintes códigos de assunto: 

ANTIGO 

Código de Assunto 

Assunto 

NOVO Código de assunto 

NOVO Assunto 

12142 

Inclusão do complemento de nome 

12407 

Produtos Biológicos e Radiofármacos – Inclusão do complemento de nome 

12268 

Notificação da alteração de rotulagem – Adequação à RDC nº 768/2022 

12408 

Produtos Biológicos e Radiofármacos – Notificação da alteração de rotulagem – Adequação à RDC nº 768/2022 

12269 

Notificação da alteração de rotulagem 

12409 

Produtos Biológicos e Radiofármacos – Notificação da alteração de rotulagem 

12270 

Alteração de rotulagem 

12410 

Produtos Biológicos e Radiofármacos – Alteração de rotulagem 

12271 

Inclusão de rotulagem – Nova destinação 

12411 

Produtos Biológicos e Radiofármacos – Inclusão de rotulagem – Nova destinação 

12384 

Alteração de rotulagem – Adequação a RDC nº 768/2022 

 

Produtos Biológicos e Radiofármacos – Alteração de rotulagem – Adequação a RDC nº 768/2022 

12355 

Notificação de implementação da RDC nº 885/2024 – Bula digital 

 

Produtos Biológicos e Radiofármacos – Notificação de implementação da RDC nº 885/2024 – Bula digital 

Não houve qualquer alteração em relação ao fato gerador desses códigos de assunto ou aos seus respectivos check-lists 

Adicionalmente, os seguintes códigos de assunto, também avaliados pela CBRES, continuam válidos:  

  • 10463 – PRODUTO BIOLÓGICO: inclusão inicial de texto de bula – publicação no Bulário RDC 60/12  
  • 10886 – RADIOFÁRMACO: inclusão inicial de texto de bula – publicação no Bulário RDC 60/12 
  • 10456 – PRODUTO BIOLÓGICO: notificação de alteração de texto de bula – publicação no Bulário RDC 60/12  
  • 11499 – RADIOFÁRMACO: notificação de alteração de texto de bula – publicação no Bulário RDC 60/12 
  • 11853 – PRODUTO BIOLÓGICO: notificação para publicação no Rotulário Eletrônico de Medicamentos 
  • 11855 – RADIOFÁRMACO: notificação para publicação no Rotulário Eletrônico de Medicamentos 
  • 1859 – PRODUTO BIOLÓGICO: notificação da alteração de rotulagem para fracionamento 
  • 10467 – PRODUTO BIOLÓGICO: inclusão de nome comercial em vacinas por decisão judicial 
  • 10809 – RADIOFÁRMACO: notificação de alteração de texto de bula 
  • 11187 – PRODUTO BIOLÓGICO: solicitação de alteração de categoria de vendas 

Com essa mudança, a Anvisa busca alinhamento aos princípios adotados pelo governo federal, como: organização orientada a serviços, e não a órgãos; padronização e qualidade da experiência digital e transparência, monitoramento e melhoria contínua. 

Outras mudanças em códigos de assunto também requerem atenção: 

  • Em razão da publicação da Instrução Normativa 443/2026, que atualiza a lista de radiofármacos passíveis de apresentarem dados de literatura como prova de segurança e eficácia, o assunto de petição para sugestão de inclusão de ativo na lista foi alterado, conforme informações abaixo: 

Cód. De Assunto 

Descrição do Assunto de Petição 

Alteração solicitada 

12058 

RADIOFÁRMACOS – Atualização do anexo da IN 81 de 16/12/2020 

RADIOFÁRMACOS: atualização das listas de radiofármacos passíveis de apresentarem dados de literatura 

  • Também para a desvinculação de atos normativos que podem ser revogados ou alterados, o assunto para informe de mudanças menores com potencial impacto significativo na qualidade, segurança ou eficácia do medicamento, foi modificado conforme texto abaixo: 

De: 11963 – PRODUTOS BIOLÓGICOS – RDC nº 413/2020 – § 1º art. 16 – Moderada 

Cód. De Assunto 

Descrição do Assunto de Petição 

Alteração solicitada 

11963 

PRODUTOS BIOLÓGICOS – RDC nº 413/2020 – § 1º art. 16 – Moderada 

PRODUTOS BIOLÓGICOS: alteração menor com impacto na qualidade, segurança ou eficácia 

 

 

 

Saúde e Vigilância Sanitária

Ministério da Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratamento da diabetes e alterações oculares

0
Tecnologia regenerativa visa acelerar a cicatrização de lesões, além de possibilitar a redução de infecções e dores. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados anualmente
tratamento.jpg

Foto: Ministério da Saúde

OMinistério da Saúde ampliou, nesta quarta-feira (15), o uso da membrana amniótica nos cuidados ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS). Após a indicação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a publicação das Portarias Nº 20 e Nº 22, ambas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), a tecnologia passa a ser indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados com o uso do tecido por ano.

A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e utilizado na medicina regenerativa, com ação anti-inflamatória e cicatrizante, que reduz as complicações no tratamento de diversas doenças. No pé diabético, por exemplo, a tecnologia possibilita uma cicatrização até duas vezes mais rápida das feridas, quando comparada aos curativos padrão. No SUS, ela já é utilizada no tratamento de queimaduras extensas desde 2025.

Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a incorporação de tratamentos inovadores no SUS coloca o Brasil em posição de destaque no uso de tecnologias regenerativas mundialmente, além de ampliar o cuidado com os pacientes na rede pública de saúde.

“Estamos garantindo mais opções terapêuticas para a assistência, beneficiando pacientes com uma chance de recuperação mais ágil, com a redução das possíveis complicações e infecções. Isso significa menos internações prolongadas, menores custos hospitalares e mais qualidade de vida”, destacou a secretária.

Já no tratamento de alterações oculares, como nas pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido auxilia na cicatrização de feridas e pode reduzir a dor, além de otimizar a recuperação da superfície ocular. O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

Vicente Ramos
Ministério da Saúde

Ministério da Saúde envia mais 2,2 milhões de doses contra Covid-19 e mantém estoques garantidos no país

0
Com entregas regulares e nova remessa, mais de 6,3 milhões de doses foram enviadas aos estados somente neste ano
vacina covid.jpg

Foto: Myke Sena/MS

Nesta semana, o Ministério da Saúde enviou mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, garantindo estoque suficiente para atender às demandas regionais. Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões. Os estoques estão garantidos em todo o país.

As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis. “As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.

O Ministério da Saúde mantém estoque para atender todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses.

O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. Estados podem formalizar solicitações adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais. Quando acionado, o Ministério realiza o envio de mais doses.

Abastecimento contínuo em todo o país

Entre janeiro e março de 2026, o Ministério da Saúde enviou 4,1 milhões de doses aos estados, com 2 milhões já aplicadas. A nova remessa, com mais 2,2 milhões de doses enviada nesta semana, dá continuidade ao envio regular e se soma aos estoques regionais para crianças e adultos, reforçando a estratégia de ampliação da cobertura vacinal.

A distribuição é feita pelo Ministério da Saúde diretamente às secretarias estaduais de saúde (SES), responsáveis pela logística de recebimento e distribuição das doses aos municípios.

Quem deve se vacinar?

  • O esquema de vacinação contra a Covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis:
  • Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
  • Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
  • Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
  • Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
  • População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.

A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.

A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.

Cenário epidemiológico

A Covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente em grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito. Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por Covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por Covid-19 (1.456 casos), com 188 óbitos de SRAG por Covid-19.

Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Marcella Mota
Ministério da Saúde

Justiça Federal recebe denúncia do MPF contra dois acusados por extração ilegal de ouro no Rio Madeira (RO)

0

Exploração ocorreu em área de proteção ambiental, sem autorização de órgãos competentes

A Justiça Federal recebeu uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra dois acusados por exploração ilegal de ouro no leito do Rio Madeira, em Porto Velho (RO). Com a decisão, os denunciados passam à condição de réus e foram citados para apresentar resposta à acusação no prazo de dez dias, dando início à ação penal.

De acordo com o MPF, os fatos ocorreram no interior da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Madeira, onde os acusados instalaram e operaram uma balsa equipada com motor e outros instrumentos típicos da atividade garimpeira para extrair ouro diretamente do leito do rio.

A estrutura foi apreendida em 17 de dezembro de 2015, durante fiscalização realizada por servidores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam), com apoio da Polícia Militar e da Marinha do Brasil. Na ocasião, os trabalhadores que estavam na embarcação fugiram ao perceber a aproximação da equipe, pulando no rio ou utilizando embarcações de pequeno porte.

Segundo a denúncia, a fiscalização constatou que a balsa estava em plena operação, com indícios recentes de uso. Os acusados, ouvidos posteriormente, confirmaram a propriedade da embarcação, mas não apresentaram autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) nem licença ambiental para a atividade.

Para o MPF, a conduta indica atuação habitual na exploração clandestina de ouro, o que afastou a possibilidade de acordo de não persecução penal ou de suspensão condicional do processo. O órgão também pediu à Justiça a fixação de indenização mínima de R$ 20 mil por danos morais coletivos, a ser destinada ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

A ação penal é uma atuação do 2º Ofício da Amazônia Ocidental do MPF, especializado no enfrentamento à mineração ilegal no Amazonas, no Acre, em Roraima e em Rondônia.

Os réus responderão pelo crime de usurpação de matéria-prima pertencente à União, previsto no artigo 2º da Lei nº 8.176/1991, com pena de detenção de um a cinco anos e multa.

Ação Penal nº 1002579-54.2020.4.01.4100

Consulta processual

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal em Rondônia

Operação Narco Fluxo prende 32 envolvidos em esquema bilionário de lavagem de dinheiro

0
Veículos apreendidos nesta quarta, durante operação Narco Fluxo /Foto: PF

Atuação do MPF e da Polícia Federal busca desarticular núcleo financeiro de rede criminosa

Veículos apreendidos nesta quarta, durante operação Narco Fluxo /Foto: PF

A Operação Narco Fluxo, realizada nesta quarta-feira (15), resultou na prisão temporária de 32 pessoas e no cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão. Um outro investigado, também alvo da operação, já estava detido. Os agentes ainda tentam prender outros suspeitos que estão foragidos ou se encontram no exterior.

As medidas cautelares decorrem da atuação do Ministério Público Federal (MPF), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em São Paulo, em parceria com a Polícia Federal (PF). O objetivo é desarticular a estrutura financeira de uma organização criminosa que realizou movimentações bilionárias relacionadas a lavagem de capitais, evasão de divisas e outros atos ilícitos.

Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos (SP). A Narco Fluxo é um desdobramento de operações anteriores que revelaram a atuação da rede criminosa. Os investigadores já haviam identificado o esquema durante as Operações Narco Vela, Narco Bet e Narco Azimut 1 e 2. Estima-se que os criminosos tenham movimentado mais de R$ 1,6 bilhão desde 2023 por meio de transações em espécie, transferências bancárias e uso de criptoativos, entre outras práticas.

As investigações detectaram indícios de conexão da estrutura financeira com crimes como tráfico de drogas, estelionato digital e exploração de jogos de azar ilegais. O grupo foi descoberto a partir de apurações sobre uma rede de tráfico internacional que utilizava embarcações de pequeno porte para exportar entorpecentes à Europa, alvo da Operação Narco Vela, realizada há um ano. As operações seguintes aprofundaram a investigação dos mecanismos de lavagem de capitais. Ao todo, o MPF já ofereceu 11 denúncias contra os envolvidos.

Organização complexa – As apurações revelaram a existência de uma estrutura criminosa estável, com divisão de tarefas e atuação coordenada. A organização utilizava uma rede complexa que incluía empresas de fachada, contas de passagem e estruturas empresariais aparentemente regulares, com o objetivo de dissimular a origem dos recursos.

Foram identificadas práticas típicas de lavagem de dinheiro, como fracionamento de operações financeiras, triangulações comerciais e mescla de valores ilícitos com receitas formalmente declaradas. O esquema abrangia diferentes etapas do processo de lavagem, desde a inserção dos valores no sistema financeiro até sua posterior integração na economia formal, por meio da aquisição de bens e da utilização de atividades comerciais.

Os mandados judiciais desta quarta-feira foram cumpridos em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Espírito Santo, no Maranhão, em Santa Catarina, no Paraná, em Goiás e no Distrito Federal. Com a execução das medidas cautelares, o MPF busca não apenas a responsabilização penal dos investigados, mas também a descapitalização da organização criminosa, de modo a interromper o fluxo de recursos ilícitos e reduzir sua capacidade operacional.

As investigações prosseguem com a análise do material apreendido e outras diligências em andamento.

Ministério Público Federal (MPF)
Assessoria de Comunicação em São Paulo

MPRO participa de reunião do CNPG em Brasília

0

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) participou, nesta quarta-feira (15/4), da 3ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), realizada em Brasília (DF). A instituição foi representada pelo Subprocurador-Geral de Justiça Administrativo, Marcelo Lima de Oliveira. O encontro reuniu membros dos Ministérios Públicos de todo o país para discutir temas ligados à segurança pública, direitos humanos e gestão institucional.

Durante a reunião, os participantes acompanharam a apresentação dos resultados dos grupos nacionais que atuam no eixo de segurança pública. Esses grupos são equipes formadas por membros do Ministério Público que estudam problemas e propõem soluções para reduzir a violência.

Também foi feita uma exposição sobre a experiência de encontros anteriores desses grupos, com foco na troca de informações entre os estados.

Outro ponto da pauta foi o debate sobre ações ligadas aos direitos humanos. Os integrantes discutiram propostas e encaminhamentos para fortalecer políticas públicas nessa área.

Na reunião, ainda foi apresentada e votada uma nota técnica sobre a educação em tempo integral. Esse modelo amplia o tempo que o aluno permanece na escola, com atividades de ensino e desenvolvimento.

Os membros do conselho também analisaram propostas para melhorar a estrutura de apoio do CNPG. A ideia é garantir mais organização e eficiência nas atividades do colegiado.

A programação incluiu, ainda, diálogo com representante do Senado, com foco na cooperação entre instituições públicas.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Juíza federal da 1ª Região é primeira mulher eleita para presidir a Associação dos Juízes Federais do Brasil

0

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) elegeu, pela primeira vez na história da instituição, uma mulher como presidente. A escolhida para o biênio 2026-2028 foi a juíza federal Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira, titular da 2ª Vara da Subseção Judiciária de Cáceres, no Mato Grosso, vinculada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A desembargadora federal do TRF1 Rosimayre Gonçalves de Carvalho foi eleita vice-presidente.

A eleição, realizada de forma eletrônica no dia 7 de abril, contou com a participação de 1.298 associados e sua chapa, a “Ajufe em Frente”, recebeu 1.222 votos, o equivalente a 94,14% do total. Também foram registrados 76 votos em branco.

O juiz federal Hugo Abas Frazão, da Seção Judiciária do Maranhão (SJMA), vinculada ao TRF1, foi eleito como diretor de Relações Internacionais da Associação; o juiz federal em auxílio à Vice-Presidência do TRF1 Régis de Souza Araújo foi eleito como diretor legislativo; e o juiz federal Daniel Santos Rocha Sobral, da Seção Judiciária do Piauí (SJPI), foi eleito como suplente da 1ª Região.

A nova gestão da Ajufe será empossada no dia 10 de junho de 2026, em Brasília (DF).

Crédito – Ajufe

RF, com informações da Ajufe.

Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Regional Federal da 1ª Região

Acidente na BR-364 mata morador de Vilhena após colisão com carreta em Mato Grosso

0

Vítima morreu ainda no local após colisão registrada entre Sapezal e Campos de Júlio (MT)

Um grave acidente de trânsito registrado na noite desta quarta-feira, 15 de abril, resultou na morte de um morador de Vilhena, identificado como Ricardo Simonetto. A colisão ocorreu na BR-364, entre os municípios de Sapezal e Campos de Júlio, no estado de Mato Grosso.

Ricardo Simonetto

De acordo com as informações iniciais, Simonetto conduzia uma caminhonete quando colidiu com uma carreta que saía de uma estrada vicinal, nas proximidades da Fazenda Tucunaré. Com o impacto, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Relatos preliminares apontam que a caminhonete estaria realizando uma ultrapassagem no momento da colisão. A dinâmica exata do acidente deverá ser apurada pelas autoridades competentes.

Simonetto retornava de uma feira de tecnologia e negócios do setor agropecuário, realizada no município de Campo Novo do Parecis (MT), quando ocorreu o acidente.

Socorro e constatação

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e prestaram atendimento às demais pessoas que estavam no veículo, encaminhando os feridos para unidades de saúde. Até o momento, não há detalhes oficiais sobre o estado de saúde dos ocupantes.

Ricardo Simonetto era representante comercial de uma empresa de insumos agrícolas e conhecido no meio rural de Rondônia e Mato Grosso. Também atuava como agrônomo e vendedor de sementes.

Fonte/ Rondônia em Pauta