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Projeto transforma em agravante a prática de crime em local de culto religioso

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Proposta aumenta em um sexto a pena quando o crime acontecer nesses ambientes

Para a deputada Edna Henrique, País experimenta uma verdadeira epidemia de delitos nos locais de cultos religiosos

O Projeto de Lei 5315/20 altera o Código Penal para prever aumento de pena para os crimes praticados em local destinado a culto religioso. Segundo o texto, que tramita na Câmara dos Deputados, praticar crime nas dependências de local destinado à realização de culto religioso passa a ser considero circunstância agravante, o que pode resultar em aumento de 1/6 da pena.

Atualmente, o Código Penal já considera como agravantes a reincidência e a prática de crimes por motivo fútil ou torpe, contra parentes, criança, maior de 60 anos, enfermo ou mulher grávida, entre outras circunstâncias.

Vulnerabilidade
“É indispensável registrar que o nosso País experimenta uma verdadeira epidemia de delitos, como homicídios, latrocínios, furtos e roubos, nos locais de cultos religiosos”, diz a autora, deputada Edna Henrique (PSDB-PB).

“É inadmissível que seja desconsiderado o fato de que essa conduta se encontra revestida de maior periculosidade, ante a situação de vulnerabilidade em que as vítimas se encontravam e sem a possibilidade de opor resistência”, conclui.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Campanha brasileira na Universíade de 2021 contará com R$ 6,7 milhões

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Segundo confederação brasileira, com esse suporte do Governo Federal será possível preparar a melhor equipe do Brasil de todos os tempos

O Governo Federal garantiu o apoio à participação do Brasil nos Jogos Universitários Mundiais de 2021. Por meio de Termo de Fomento, a Secretaria Especial do Esporte, do Ministério da Cidadania, assinou o repasse de quase R$ 6,7 milhões para a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU).

“Ficamos felizes em aumentar os recursos para a CBDU porque sabemos que eles terão um impacto muito grande, ainda mais em um ano olímpico. Os atletas terão a segurança de saber que poderão participar da competição e fazer um planejamento com antecedência. Isso com certeza vai ser fundamental para termos melhores resultados”, afirmou Fabíola Molina, secretária nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (Snelis).

Ex-nadadora, Fabíola disputou duas edições da Universíade, em 1995 e em 1997, quando conquistou a prata nos 100m costas. “Essa é uma faixa etária ‘chave’ e, com mais recursos, podemos estimular os atletas até mesmo a estudarem mais. Acho que isso é um estímulo também à educação no país por meio desse recurso disponibilizado para que eles representem o Brasil. Assim, vamos fechando as lacunas que existem”, ponderou.

“Esse empenho vai nos dar 100% de condições de preparar a melhor equipe do Brasil de todos os tempos para disputar os Jogos Mundiais Universitários”, acredita o presidente da CBDU, Luciano Cabral. “O recurso garante que possamos levar a delegação completa para que o Brasil tenha a sua melhor participação na história do evento”, acrescentou. A expectativa é que a equipe brasileira tenha cerca de 200 pessoas, sendo de 150 a 160 atletas, além de técnicos, auxiliares, fisioterapeutas e médicos.

Universíade

A Universíade de Verão ocorrerá entre os dias 18 e 29 de agosto em Chengdu (China). O programa prevê a competição de 269 modalidades, divididas em 18 esportes: atletismo, mergulho, arco e flecha, basquete, voleibol, natação, polo aquático, badminton, ginástica, ginástica rítmica, esgrima, judô, tênis de mesa, taekwondo, tênis, wushu, remo e tiro (os três últimos são esportes opcionais). Esta será a 31ª edição do evento, que deve atrair mais de 10 mil atletas, além de oficiais de mais de 150 países.

Histórico

Em julho de 2019, o Brasil alcançou o melhor desempenho na história da Universíade, na edição de Nápoles, na Itália. A delegação de 116 atletas voltou para casa com 17 medalhas, sendo cinco de ouro, três de prata e nove de bronze, terminando em 13º lugar no quadro de medalhas. Em 2017, o país havia subido 12 vezes ao pódio, com dois ouros, quatro pratas e seis bronzes.

O desempenho histórico em Nápoles também contou com investimento direto da Secretaria Especial do Esporte. Foram R$ 3,3 milhões repassados à CBDU para o custeio da participação brasileira. Além disso, 38 representantes brasileiros contavam com o benefício do Programa Bolsa Atleta, e eles foram os responsáveis pela conquista de 13 das 17 medalhas do país (76%), incluindo todas as de ouro.

Com informações do Ministério da Cidadania

Portaria altera idade para pagamento das pensões por morte

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O normativo define os períodos de término do benefício de acordo com a idade

A Pensão por Morte é um benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedido para os dependentes do trabalhador. – Foto: Arquivo/Agência Brasil

APortaria ME 424 fixa novas idades para os beneficiários que têm direito a cotas de pensão por morte.

De acordo com a medida, o direito à percepção de cada cota individual da pensão por morte, cessará, para o cônjuge ou companheiro, de acordo com a idade do beneficiário na data de óbito do segurado. Isso se o óbito ocorrer depois de vertidas 18 contribuições mensais e pelo menos dois anos após o início do casamento ou da união estável.

As regras da portaria se aplicam aos óbitos ocorridos desde 1º de janeiro de 2021.

Períodos

I – três anos, com menos de vinte e dois anos de idade;

II – seis anos, entre vinte e dois e vinte e sete anos de idade;

III – dez anos, entre vinte e oito e trinta anos de idade;

IV – quinze anos, entre trinta e um e quarenta e um anos de idade;

V – vinte anos, entre quarenta e dois e quarenta e quatro anos de idade;

VI – vitalícia, com quarenta e cinco ou mais anos de idade.

Pensão por Morte

A Pensão por Morte é um benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedido para os dependentes do trabalhador (urbano e rural) que, antes da morte, possuísse qualidade de segurado, recebesse algum benefício previdenciário ou que já tivesse direito a algum benefício antes de falecer.

Entre os dependentes estão cônjuge ou companheiro (a), filhos e equiparados, pais e irmãos, desde que comprovada a dependência econômica.

Com informações do Instituto Nacional do Seguro Social

Documentos de registro e transferência de veículo serão digitais

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A medida passa a valer a partir desta segunda-feira (4) e visa a facilitar a vida do cidadão

Para simplificar e desburocratizar a vida do cidadão brasileiro, passa a valer a partir desta segunda-feira (4) a digitalização do Certificado de Registro de Veículo (CRV), do Certificado de Licenciamento Anual (CLA) e do comprovante de transferência de propriedade (antigo DUT). A mudança entra em vigor com a Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada também nesta segunda.

O CRV e o CLA agora serão integrados ao Certificado de Registro de Licenciamento do Veículo (CRLV-e) e o DUT se desvincula do CRV e se transforma na Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV-e). Segundo o Contran, a medida vale para veículos registrados a partir desta segunda. Documentos expedidos antes disso, impressos em papel-moeda verde, continuarão valendo.

Para o diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e presidente do Contran, Frederico Carneiro, a digitalização dos documentos de registro e transferência de veículo visa a facilitar o serviço à população. “O propósito é trazer mais simplificação, facilidade e redução de custo para o cidadão. Esse é o processo de transformação digital que o Denatran vem imprimindo nos serviços de trânsito”, afirmou.

Ainda de acordo com o diretor, em breve nenhum órgão de trânsito utilizará mais o papel-moeda, gerando economia para o país.

O CRLV-e estará disponível em formato digital após a quitação de todos os débitos, no aplicativo da Carteira Digital de Trânsito, pelo celular, no portal do Denatran ou pelos canais de atendimento dos Detrans. O proprietário de veículo também poderá imprimir o documento em papel A4 comum, branco, que terá o QR Code de segurança, válido para fiscalização.

Mudanças

Para quem ainda possui o documento de registro e a autorização para transferência de propriedade (popularmente conhecido como DUT) em papel-moeda, ou seja, para os veículos registrados antes de 2021, nada muda. Quando esse proprietário for vender o veículo, segue o mesmo procedimento atual: preenche o verso do documento com os dados do comprador, reconhece firma no cartório e, por fim, o comprador vai ao Detran para efetivar a transferência.

Já para os veículos registrados a partir do dia 4 de janeiro, o Detran expedirá somente o CRLV-e, em formato digital. A ATPV-e, que antes vinha em branco, no verso do documento, a partir de agora será expedida somente quando o proprietário for vender o veículo. Nessa ocasião, ele solicita junto ao Detran, presencialmente ou por meio de algum canal de atendimento digital, a expedição do documento de transferência, informando os dados do comprador. O Detran disponibiliza a ATPV-e preenchida e com o QR Code de segurança. A partir daí, o procedimento é o mesmo de antes: reconhecimento de firma no cartório e efetivação da transferência no Detran.

Serviços digitais

Desde março de 2019, o Governo Brasileiro já transformou 515 serviços em digitais. Com a impossibilidade de parte da população receber atendimento presencial em agências ou unidades do Governo, foram revistos cronogramas de entregas e priorizada a digitalização de serviços.

Hoje, dos 4 mil serviços do Governo Federal, 2,6 mil já estão digitalizados. Entre eles, 1.084 foram nos últimos 24 meses, como a Carteira de Trabalho Digital e a Carteira Digital de Trânsito. Os dois serviços são os aplicativos de governo mais solicitados pela população brasileira.

Infraestrutura, Trânsito e Transportes

Fies oferecerá 93 mil vagas para financiamento estudantil em 2021

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Fundo de Financiamento Estudantil,Fies

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) vai oferecer 93 mil vagas em 2021. Com isso, o aporte financeiro do Ministério da Educação (MEC) será de R$ 500 milhões para viabilizar as vagas. Esses números estão no Plano Trienal do Fundo de Financiamento Estudantil, publicado no último dia de dezembro.

O plano traz a previsão para os próximos três anos. Nesse período, serão ofertadas, no total, 279 mil vagas. O Fies é o programa do governo federal que tem como meta facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Criado em 1999, ele é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O período de inscrições para o processo seletivo do Fies para o 1º semestre de 2021 é do dia 26 até as 23h59 de 29 de janeiro de 2021. O resultado será divulgado no dia 2 de fevereiro. Para os pré-selecionados em chamada única, o prazo para complementar a inscrição é de 3 a 5 de fevereiro.

Os candidatos não pré-selecionados na chamada única do Fies podem disputar uma das vagas ofertadas por meio da lista de espera. Todos os não pré-selecionados na chamada única serão, automaticamente, incluídos na lista de espera. A convocação por meio da lista de espera ocorrerá de 3 de fevereiro até o dia 18 de março de 2021.

Edição: Aline Leal

Caixa divulga calendário de pagamentos do Bolsa Família em 2021

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Fila para entrada em agência da Caixa, em Brasília.

Responsável por operar o Bolsa Família, a Caixa Econômica Federal divulgou hoje (4) o calendário de pagamentos do benefício social para 2021. Em janeiro, o pagamento será feito entre os dias 18 e 29.

Programa com 14 milhões de famílias inscritas, o Bolsa Família paga os beneficiários conforme o dígito final do Número de Identificação Social (NIS). Os depósitos ocorrem sempre nos dez últimos dias úteis de cada mês.

Confira o calendário de pagamento para todos os meses do ano na tabela abaixo:

Calendário do Bolsa Família 2021

Em dezembro, a Caixa começou a migração dos beneficiários que ainda sacam o Bolsa Família exclusivamente com o Cartão Cidadão para a conta poupança social digital. Usada no pagamento do auxílio emergencial, a conta poupança permite o pagamento de boletos e de contas domésticas (como água, luz e gás).

A conta poupança digital também permite a realização de compras com cartão de débito virtual pela internet e com código QR (versão avançada do código de barras) em lojas físicas com maquininhas de estabelecimentos parceiros. A poupança digital permite até três transferências gratuitas por mês para qualquer conta bancária.

Segundo o cronograma divulgado no fim do ano passado, os beneficiários com NIS de finais 9 e 0 começaram a receber o Bolsa Família pela conta poupança social digital em dezembro. Em janeiro, o pagamento pela plataforma passará a ser feito para os inscritos com NIS de finais 6, 7 e 8.

Em fevereiro, a Caixa abrirá contas poupança digitais para os beneficiários de NIS com finais 3, 4 e 5. Em março, será a vez dos inscritos com NIS de finais 1 e 2 e os Grupos Populacionais Tradicionais Específicos (GPTE), categoria que inclui indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais, comunidades tradicionais, agricultores familiares, assentados, acampados e pessoas em situação de rua.

Edição: Aline Leal/

Agência Brasil

De onde vem o que eu como: pecuaristas focam em gestão e testam até ‘sutiã’ para aumentar a produção de leite no país

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Brasil captou 34 bilhões de litros do alimento no ano passado, mas não está nem perto de Nova Zelândia e Israel em média diária. Queda no consumo de lácteos também é desafio.

O leite é uma das riquezas do campo do Brasil, está presente em mais de 1 milhão de propriedades rurais e em cerca de 99% das cidades do país.

Com faturamento de mais de R$ 40 bilhões em 2019, medido pelo índice de Valor Bruto da Produção (VBP) do Ministério da Agricultura, o setor produziu mais de 34 bilhões de litros de leite em 2019.

A pecuária leiteira é uma atividade pulverizada, espalhada de pequenos a grandes criadores, e, por ter essa dimensão, um dos principais desafios é conseguir produzir mais litros de leite por animal para que a renda obtida consiga manter essas pessoas no campo.

Algumas iniciativas já existem, como um projeto que capacita técnicos agrícolas a melhorar a gestão em fazendas produtores de leite.

É gente que busca inovar, como uma criadora que está desenvolvendo uma espécie de ‘sutiã’ para as vacas com o objetivo de garantir mais conforto para os animais e, assim, conseguir produzir mais.

O leite no Brasil — Foto: Arte G1

O leite no Brasil — Foto: Arte G1

O uso da tecnologia, porém, ainda não é uma realidade para todos os criadores do país. Geraldo Borges, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de leite (Abraleite), explica que o país tem uma média de produção muito baixa ainda: 5 litros de leite por animal ao dia.

Enquanto isso, a Nova Zelândia, uma das referências mundiais na atividade, produz cerca de 15 litros diariamente, e Israel chega até 32 litros diários usando técnicas mais intensivas de criação.

“Há que se considerar que o leite produzido no Brasil vai desde o extrativismo até uma produção altamente tecnificada e, quanto menos tecnificação e gestão, menor a produtividade. Nós precisamos evoluir neste sentido”, diz.

 

O dirigente afirma que o apoio do governo que os produtores necessitam é em investimentos para que as Ater’s, empresas públicas focadas em assistência técnica rural, consigam atender mais e melhor os criadores.

“Precisamos de uma intervenção pública para que os pequenos produtores tenham mais assistência técnica, pois eles não têm condições de contratar uma. É papel cobrar dos governantes que não exista sucateamento dessas Ater’s”, explica Borges.

Existem também outros desafios para a atividade leiteira, como estimular o aumento ao consumo de lácteos e a concorrência com produtos vegetais (leia mais abaixo).

O balde meio cheio

 

Se o que não falta é desafio, pelo menos existem projetos que “correm” atrás de soluções. Um deles é o Balde Cheio, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e que existe há mais de 20 anos.

A iniciativa surgiu em 1998, na unidade da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos, no interior de São Paulo. Na época, o pesquisador Artur Chinelato dava palestras pelo país para incentivar os criadores a produzirem mais e com mais qualidade.

Após uma apresentação no município de Quatis (RJ), ele foi surpreendido por um pecuarista.

“Um produtor chegou e pediu ajuda. ‘Muito legal a ideia, mas como eu vou fazer? Vontade eu tenho, mas não sei como’. A Embrapa é empresa de pesquisa, não de assistência técnica, mas pensei que precisava fazer alguma coisa.”

 

Foi a partir disso que foi criado o Balde Cheio.

Chinelato, o idealizador, explica que o objetivo do projeto é treinar e capacitar técnicos agrícolas para as boas práticas na produção de leite, para que depois ele ajude o pecuarista na tomada de decisão e, claro, a ter mais produtividade.

“É um trabalho social, de recuperação de pequenas propriedades, é uma metodologia que serve para qualquer um”, afirma.

“Existe todo um processo de recuperação. A situação começa dramática, com pessoas e animais passando fome”, diz André Novo, coordenador do Balde Cheio.

Novo explica que, após a situação difícil, a transformação começa a ocorrer aos poucos, mas ele lembra de que os resultados também não são imediatos, afinal a mudança é profunda na forma como o pecuarista produz. “Não é uma receita de bolo”, acrescenta.

A metodologia passa por conceitos básicos da produção de leite, como manejo de pastagem, reprodução dos animais e genética. “É como se fosse um curso de aperfeiçoamento do técnico”, explica Chinelato.

Já para o produtor de leite, para participar do programa, ele deve seguir algumas tarefas. Não existe contrato ou imposição, todos os passos são combinados entre o técnico e o criador.

A sugestão é que o pagamento do profissional seja o valor de um dia por mês da produção de leite, para que, assim, técnico e criador se motivem a buscar mais litros por animal.

“O que a gente pede é para que o pecuarista faça exames de brucelose e tuberculose nos animais, porque nenhuma empresa de pesquisa pode trabalhar com animais doentes”, afirma Chinelato.

Atualmente são mais de 400 técnicos em preparação pelo país e mais de 1.600 propriedades atendidas pelo Balde Cheio.

 

Uma delas é do criador Claudinei Saldanha Júnior, que tem uma fazenda de 26 hectares em Itirapina (SP). Formado em administração e filho de produtor rural, ele começou na atividade em 2005 e, após ter um primeiro ano ruim, logo decidiu procurar o projeto da Embrapa.

“De 2006 para 2007 já sentimos a necessidade de ajuda técnica, procurei o André (Novo) e a ajuda da Embrapa”, relembra. Saldanha Júnior considera que a entrada no projeto foi um “divisor de águas”.

Ele afirma que aprendeu a gerir melhor o fornecimento de alimentos para o animais, produzir um pasto de qualidade e trabalhar para melhorar a genética dos animais, cruzando vacas e touros mais produtivos.

“O produtor, por já ter o trabalho no dia-a-dia, ele por si só vai relaxando. Por isso que eu acho necessária a assistência técnica, porque ela te norteia e te coloca para a frente”, diz o pecuarista.

 

Após os primeiros anos contando com ajuda do Balde Cheio, Saldanha Júnior decidiu converter a produção para a de leite orgânico em 2013 (ele explica no vídeo abaixo). Incentivado por um comprador local em busca deste tipo de alimento, foi um dos pioneiros da região.

A produção de leite orgânico exige que os pecuaristas não utilizem nada químico na atividade. Ou seja, as pastagens devem ter apenas adubos naturais e pesticidas biológicos, sem uso de medicamentos veterinários, apenas tratamentos homeopáticos.

É uma atividade que exige mais tratos, mais custos e menos produtividade, mas o valor ofertado costuma valer a pena.

 

Como são poucos, os laticínios buscam ajudar os pecuaristas a ingressarem nesse nicho, que é enxergado com grande potencial. O mercado de alimentos orgânicos movimenta cerca de R$ 3,5 bilhões por ano.

Atualmente o criador é um dos quase 40 produtores do interior de São Paulo que fornecem leite orgânico para uma multinacional do setor.

Mesmo com o apoio da gigante, Saldanha Júnior não deixa de trabalhar em parceria com a Embrapa. Ele é um dos primeiros a testar novas iniciativas dos pesquisadores e pede a ajuda deles para algumas tomadas de decisão.

A última foi a decisão de construir um galpão para aplicar a técnica conhecida como “compost barn”, que seria uma espécie de grande celeiro para que as vacas possam descansar e se alimentar livremente. A iniciativa é focada no bem estar dos animais para que, mais relaxados, possam produzir mais.

“Foi um investimento que exigiu 2 vezes o faturamento mensal, fizemos sem nenhum financiamento, só gestão. E, após 6 meses para construir o galpão, estamos com ele funcionando há cerca de 30 dias já”, diz.

Após cerca de 15 anos no projeto, Saldanha Júnior saiu de uma produção diária de 300 litros de leite convencional ao dia para cerca de 900 litros por dia de leite orgânico, que exige mais cuidados e costuma ter uma produtividade menor. São 55 vacas em lactação atualmente de 66 e, somando com bezerros e novilhas, são 96 animais no total.

“São várias histórias de recuperação da autoestima. Existem propriedades com dificuldades muito grandes, é tirar o sujeito da lama”, diz Artur Chinelato.

 

“Se você não conseguir êxito, essa pessoa vai abandonar a propriedade, morar numa periferia de cidade e, pelo baixo grau de instrução, vira mão de obra barata e passa a viver infeliz na cidade”, acrescenta.

 

O projeto, que conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em diversos estados, conquistou outros países e técnicos de Equador e Colômbia também já foram treinados pela Embrapa.

‘Sutiã’ para vaca

 

Outro desafio da produção agropecuária no país é a busca por novas técnicas. Uma delas está sendo testada no Sul de Minas Gerais e é bem inusitada: um “sutiã” para vacas.

“No começo, achavam que era apenas uma coisa de menina, carinho demais, coisa de mulher, mas não é assim… tem um porquê”, explica a produtora de leite e doutora em ciência animal Eveline Zuniga.

 

O motivo é que o acessório ajuda no bem estar de vacas mais velhas ou das que tiveram bezerros recentemente e perderam a sustentação da linha do úbere, que é a região onde ficam os tetos da vaca.

Sem essa sustentação, fica desconfortável para as vacas andarem, os tetos ficam mais expostos a doenças e o animal perde produtividade.

A ideia, então, é que esse “sutiã” dê mais conforto e, assim, o animal consiga entregar mais leite. Em situações normais, o produtor mandaria essa vaca para o abate.

“Esse sustentador serve para ajudar os animais mais velhos. Isso permite ao produtor não ter que descartar a vaca. Tem situações que, em 3, 4 lactações, esse problema ocorre e o produtor precisa descartar o animal, e a gente não quer fazer isso”, explica.

 

Eveline conheceu a técnica em 2019, durante viagem à Islândia. Ao ver um animal com o acessório, ficou curiosa e pediu explicações para a proprietária. Decidiu levar um exemplar para testar na propriedade da família, localizada no município de Serrano.

Após alguns testes, decidiu reproduzir o sutiã e depois criou um terceiro protótipo. A dificuldade, explica ela, está em encontrar os materiais certos, já que ele não pode enferrujar, não pode esquentar muito e ainda ser resistente à rotina da vaca.

A ideia é, após finalizar os testes, começar a vender o acessório para outros pecuaristas.

“É a nossa ‘Cow’s Secret’ (em referência à famosa marca de lingeries Victoria’s Secret).”

 

Eveline também quer levantar os números de produtividade para mostrar para os criadores que vale à pena investir no “sutiã”. Mas ressalta que ele não é a solução de todos os problemas, só atende a um problema específico da vaca.

“O sustentador não faz milagre, não adianta usar em animais que não são bons geneticamente, ele não corrige isso. Não é para todos os animais”, explica.

Ela destaca ainda que não existe comprovação científica de que o acessório cure a mastite, que é uma das principais doenças da vaca, mas relata que, ao não esfregar os tetos no chão, o animal consegue pelo menos diminuir o risco de infecções no local.

Vaca utilizando o 'sutiã' para ajudar na sustentação do úbere — Foto: Fazenda Zuniga/Divulgação

Vaca utilizando o ‘sutiã’ para ajudar na sustentação do úbere — Foto: Fazenda Zuniga/Divulgação

Para a ordenha, a criadora explica que o sustentador possui hastes ajustáveis e que fáceis de retirar, então não é algo que demanda muito tempo do funcionário.

Outra preocupação é com a adaptação dos animais. Eveline disse que, no começo, as vacas estranham, mas que isso não dura muito.

“Vaca gosta de rotina e, se você mudar a rotina, ela ‘esconde o leite’, mas a adaptação pode demorar cerca de 12 horas, depende muito do animal. Quanto mais tranquilo, mais rápido”, diz.

Desafio do consumo

A busca por produtividade e renda na atividade do leite é constante, mas de nada adianta ter mais alimento no mercado se não houver consumidor.

Desde de 2015, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea) vem relatando queda no consumo de produtos lácteos.

O motivo foram as crises econômicas no período. Como iogurtes e queijos, por exemplo, são considerados “artigos de luxo” na alimentação, muitas famílias abriram mão desses produtos.

Incentivar o aumento do consumo é um dos objetivos dos produtores de leite — Foto: CNA/Divulgação

Incentivar o aumento do consumo é um dos objetivos dos produtores de leite — Foto: CNA/Divulgação

Um alento para o setor foi o aumento do consumo das famílias nos lares durante a pandemia de Covid-19.

De acordo com levantamento feito pela Embrapa junto com a Abraleite mostrou crescimento na procura por queijos, iogurtes, manteiga, leite condensado, leite longa vida e leite em pó durante o período de isolamento social.

“Nós temos uma perspectiva de crescimento no consumo, mas depende da economia ir bem, para que o consumo aumente e trabalhar mais o marketing do leite, que é um dos investimentos que estamos planejando para o ano que vem”, diz Geraldo Borges, da Abraleite.

 

Um terceiro passo é conseguir apoio do governo federal para baratear a entrada de equipamentos mais modernos para a produção. A ideia do setor é ter mais competitividade para conseguir se tornar exportador.

Por fim, outro desafio que preocupa a atividade é a concorrência com os chamados “leites veganos”, que são aqueles a partir de nozes e castanhas, por exemplo.

A Abraleite tenta na Câmara dos Deputados e com o governo federal criar uma lei que proíba que esses produtos utilizem nomes ligados a produtos lácteos, como leite, queijo, manteiga e afins.

“Isso gera confusão na cabeça do consumidor”, argumenta Borges.

Apesar de um cenário de desafios pela frente, quem é produtor de leite se considera um apaixonado pela atividade. Eveline Zuniga, que começou na atividade há 20 anos com o pai João Carlos, diz que só com amor para seguir em frente.

“Se você não tem paixão pelo leite, você não continua. Muitos amigos acabam desistindo, seja pelo custo, pelo tempo. É uma atividade que não tem descanso, de domingo a domingo a vaca está dando leite do mesmo jeito. É um trabalho apaixonante, mas requer investimentos”, lembra Eveline Zuniga.

 Por G1

Itamaraty negocia importação de vacinas da Índia, diz Fiocruz

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Mais cedo, Instituto disse que a Índia não iria permitir a exportação da vacina de Oxford produzidas no país asiático. Fiocruz anunciou compra de doses no domingo para início da vacinação no Brasil.

A Fiocruz disse na tarde desta segunda-feira (14) que o Ministério das Relações Exteriores está a frente das negociações relacionadas à importação das doses prontas das vacinas da Índia.

Depois da nota divulgada pela fundação, o Itamaraty também se manifestou. “As autoridades sanitárias de Brasil e Índia estão em contato para viabilizar a importação da vacina desenvolvida pela parceria AstraZeneca/Universidade de Oxford, fabricada pelo Serum Institute of India (SII). Como ocorreu em outras ocasiões, a Embaixada do Brasil em Nova Delhi está facilitando o diálogo entre as partes para a pronta conclusão das negociações”, diz o texto do Ministério das Relações Exteriores.

Neste domingo, o chefe do Instituto Serum, fabricante contratado para produzir 1 bilhão de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca para países em desenvolvimento, disse que o governo indiano não vai permitir a exportação do imunizante deste tipo produzido no país asiático.

Esse é o mesmo fabricante que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou, no domingo, ter fechado contrato para a aquisição de doses da vacina. Ainda não está claro como a decisão pode afetar as entregas.

A Fiocruz disse em nota que o Ministério das Relações Exteriores está a frente das negociações relacionadas à importação das doses prontas das vacinas da Índia. O G1 entrou em contato com o Itamaraty e, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.

As exportações serão barradas até que a população mais vulnerável da Índia seja imunizada, disse o presidente do Instituto Serum, Adar Poonawalla, em entrevista à agência de notícias Associated Press. Ele disse também que a empresa foi impedida de vender suas doses para organizações privadas.

“Só podemos dar (as vacinas) para o governo da Índia no momento”, disse Poonawalla.

 

O presidente da fabricante disse em outra entrevista à agência Reuters que as exportações poderão ser feitas apenas depois de garantir 100 milhões de doses para o governo indiano – o que pode atrasar as entregas para outros países em até dois meses.

“O governo indiano só quer garantir que as pessoas mais vulneráveis ​​do país recebam primeiro – eu endosso e apoio totalmente essa decisão”, disse ele.

G1 entrou em contato com o Instituto Serum e com a Embaixada da Índia no Brasil e assim que tiver uma resposta sobre como as restrições podem afetar a importação brasileira atualizará nesta reportagem.

Por G1

Vice-prefeita Patrícia da Glória tem sintomas de covid-19 e está em observação na Central em Vilhena

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Vice-prefeita Patrícia da Glória tem sintomas de covid-19 e está em observação na Central em Vilhena

Com cerca de 40% do pulmão comprometido, Patrícia está na Enfermaria aguardando exames

A assistente social e vice-prefeita de Vilhena Patrícia da Glória está em observação na tarde desta segunda-feira na Central de Atendimento à Covid-19 com análise clínica de caso suspeito para o novo coronavírus com diversos sintomas característicos da doença. Ela aguarda exames em sala com isolamento na Enfermaria e respira com apoio de catéter nasal de oxigênio.

De acordo com a direção do Hospital Regional de Vilhena, Patrícia deu entrada com falta de ar e saturação de oxigênio em 76% no sangue (o ideal é acima de 95%). A vice apresenta ainda febre, dor no corpo e perda do olfato. Exame de imagem revelou características de inflamação por covid-19 com comprometimento de 30 a 40% do pulmão de Patrícia.

Mesmo assim, o teste rápido apresentou resultado negativo. No entanto, como a paciente tem todos os sintomas da doença, o resultado indica que ela pode estar com uma infecção recente, com menos de sete dias, visto que o teste rápido só é eficiente a partir de sete dias de sintomas.

Assessoria

 

 

PM recupera motocicleta furtada em Colorado do Oeste

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Nenhum Suspeito foi preso.

A recuperação foi registrada na manhã desta segunda-feira, 04 de Janeiro, na Rua Pará, esquina com a avenida Xingu, em Colorado do Oeste.

Equipes da Polícia Militar recebeu informações de que no local havia uma motocicleta escondida em uma residência abandonada, diante disto, radiopatrulhas foram ao endereço.

 

No local, os militares encontraram a motocicleta Honda Biz 125, ano 2015 de cor prata, placa NDJ-9H86, que havia sido furtada na cidade, o furto foi registrado na madrugada do dia 29 de dezembro 2020, no bairro São José, no Conjunto Habitacional “Casinhas”, em Colorado do Oeste. Relembre o caso aqui )

Mediante aos fatos, a motocicleta foi apreendida e apresentada na Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) mediante registro de ocorrência policial. A moto será restituída ao proprietário de origem.

Nenhum Suspeito foi preso.

 

Da Redação do Conesul Acontece