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Sílvia Cristina leva curso de operador de trator e máquinas agrícolas a produtores de Alvorada do Oeste

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Deputada garantiu o recurso para o Ifro, através do Cidadania Plena, oferecer o curso gratuito

O curso de operador de trator e máquinas agrícolas, realizado pelo programa Cidadania Plena, iniciativa do Instituto Federal de Rondônia (Ifro), custeada com recursos destinados através do mandado da deputada federal Sílvia Cristina, chega aos produtores rurais de Alvorada do Oeste, neste final de semana.
“De nada adianta mandarmos recurso para uma associação de produtores rurais, para a aquisição de um trator, se os contemplados não sabem operar o veículo. É importante esse conhecimento e conseguimos, através do Cidadania Plena, levar ao produtor rural esse conhecimento”, observou a deputada Sílvia Cristina.
Atendendo ao pedido do ex-vereador Trovão, o curso é destinado a qualificar os produtores rurais a operar tratores e máquinas, o curso será ministrado pelo professor Daniel Alves e integra as ações do Cidadania Plena, que é custeado pela deputada, apoiando entidades que atuam no fortalecimento da agricultura, na educação, na saúde, no social, no esporte e cultura.
“Levar informação aos produtores rurais é importante para garantir aumento da produtividade e facilitação do trabalho no campo, gerando mais renda às famílias. Esse trabalho realizado pelo Ifro, numa parceria com o nosso mandato, tem levando conhecimento e outros benefícios para diversas áreas”, finalizou a deputada. (Assessoria)

Marcos Rogério e Flávio Bolsonaro articulam endurecimento de penas para ataques ao sistema de transportes

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A Comissão de Infraestrutura do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (14/04) o Projeto de Lei nº 5594/2025, que prevê o aumento de penas para crimes de atentado contra a segurança dos transportes marítimo, fluvial e aéreo. O relatório, apresentado pelo Senador Marcos Rogério (PL-RO), defende a medida como essencial para proteger não apenas vidas, mas a estabilidade econômica e logística do Brasil. O autor da proposta é o senador Flávio Bolsonaro.

Em seu parecer, Marcos Rogério destacou que qualquer interrupção criminosa nesses modais atinge diretamente as estruturas mais sensíveis do país. “O transporte aéreo assegura a mobilidade de cargas de alto valor e medicamentos, enquanto o fluvial e marítimo são responsáveis pelo escoamento de combustíveis e commodities.
Um atentado pode gerar desabastecimento e instabilidade social”, afirmou o relator.

O texto aprovado reforça o caráter preventivo da lei. Segundo Marcos Rogério, a elevação das penas serve como um instrumento de dissuasão para proteger o fluxo logístico nacional. “Não se trata apenas de repressão individual, mas de garantir a circulação segura de pessoas e mercadorias, preservando a própria estrutura funcional do país”, pontuou o senador durante a sessão.

Após a aprovação na Comissão de Infraestrutura, o projeto segue para a análise da Comissão de Constituição e Justiça do Senado – CCJ. (Assessoria)

Carla Redano propõe auxílio-alimentação de R$ 800 para professores e pauta avança na Câmara

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Reunião extraordinária das Comissões Permanentes acontece nesta quarta-feira (15), no CEI, para análise do projeto do Executivo

A Câmara Municipal de Ariquemes realiza nesta quarta-feira (15), às 9h, uma reunião extraordinária das Comissões Permanentes para analisar um projeto de lei que prevê a concessão de auxílio-alimentação no valor de R$ 800 aos professores da rede municipal de ensino.
A prefeita Carla Redano (União), principal protagonista do projeto, ao encaminhar o PL à Câmara, enfatiza a importância da valorização do profissional da educação, a melhoria do ambiente laboral e a atenuação das despesas ordinárias dos servidores. A medida, uma iniciativa direta da gestão municipal, busca reconhecer o papel fundamental dos educadores e proporcionar um suporte financeiro adicional para o desempenho de suas atividades, reforçando o compromisso da prefeita com a educação de Ariquemes.
“Estamos trabalhando para garantir melhores condições aos nossos professores, reconhecendo o papel fundamental que desempenham na formação das nossas crianças e no futuro de Ariquemes”, afirmou Carla Redano.
A proposta será analisada pelas comissões responsáveis, etapa essencial antes de seguir para votação em plenário. Os vereadores devem avaliar os aspectos financeiros e legais do benefício.
Se aprovado, o projeto poderá representar um avanço significativo na valorização dos servidores da educação em Ariquemes, fortalecendo as políticas públicas voltadas ao setor educacional no município.

Texto: Evanildo Santos

Instituto Vida reforça a imagem de Cacoal como polo regional de Saúde

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A cidade de Cacoal passou a contar, desde o último mês, com um novo espaço voltado ao cuidado integral à saúde. O Instituto Vida, clínica multidisciplinar recém-inaugurada no município, chega com a proposta de transformar a experiência do paciente por meio de um atendimento humanizado, aliado à tecnologia e à estrutura moderna.

Localizado na Avenida Cuiabá, no bairro Jardim Clodoaldo, o instituto foi planejado para oferecer conforto, acolhimento e praticidade desde o primeiro contato. A estrutura chama atenção pelo projeto contemporâneo e pelos ambientes pensados para garantir uma jornada mais tranquila e segura aos pacientes.

De acordo com a proposta apresentada pela clínica, o atendimento vai além do aspecto técnico. A ideia é proporcionar um cuidado mais próximo, respeitando o tempo, a história e as necessidades individuais de cada pessoa. O espaço reúne diferentes especialidades, permitindo uma abordagem integrada da saúde.

A inauguração marca também um novo momento para o setor na cidade, ampliando as opções de atendimento qualificado para a população. Com foco em um serviço mais humano e eficiente, o Instituto Vida aposta na combinação entre profissionais capacitados, estrutura moderna e atenção personalizada.

A expectativa é que a clínica se consolide como referência em Cacoal, oferecendo uma nova forma de viver o cuidado com a saúde, pautada em propósito, responsabilidade e bem-estar.

(Redação Tribuna Popular)

Região Matas de Rondônia conquista sucesso na produção de café especial e sustentável no Brasil

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O sucesso do café das Matas de Rondônia tem um ingrediente especial: respeito à floresta

 

A região Matas de Rondônia, situada entre o cenário amazônico e o cerrado é responsável por 75% da produção de café do estado, contribuindo para a conquista de Rondônia no 1º lugar em produção de café da Região Norte e no bioma amazônico; e do 5º lugar no Brasil. Produz um tipo de café único no mundo, cultivado com práticas agrícolas sustentáveis. A produção recebeu, em 2021, o Selo Indicação Geográfica (IG), do tipo denominação de Origem (DO), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). É o reconhecimento do sabor, qualidade e sustentabilidade do café das Matas de Rondônia.

O café produzido nas Matas de Rondônia é da espécie canéfora e é conhecido como ‘Robustas Amazônicos’, que se dá bem com o calor e altitudes menores do estado, ao contrário do arábica, outra variedade existente no Brasil, que se desenvolve em regiões com temperaturas mais baixas e montanhosas. O Robustas Amazônico é um café mais encorpado, doce, com sabor achocolatado e frutado, com toque de caramelo e floral. Carrega em si o ‘terroir amazônico’, combinações que revelam a riqueza e identidade da floresta amazônica.

 

O Robustas Amazônico é um café mais encorpado, doce, com sabor achocolatado e frutado, com toque de caramelo e floral

 

A região Matas de Rondônia abrange 15 municípios localizados na região do Café, Vale do Guaporé e Zona da Mata do estado, estendendo-se por Alta Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alvorada do Oeste, Cacoal, Castanheiras, Espigão d’Oeste, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia d’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia d’Oeste, São Felipe d’Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras. Contempla, também, seis reservas indígenas.

Segundo estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apenas 0,8% (34,4 mil hectares) da área das Matas de Rondônia são ocupadas por cafezais, porém altamente produtivos, denominados de poupa-terra e, bastante frutíferos. Há muita floresta nativa no entorno (52% da área, sendo que 56% dela está em Terras Indígenas), o que faz jus ao nome ‘‘Matas de Rondônia’’. Além disso, a maioria dos estabelecimentos produtores de café foram classificados como de agricultura familiar, ou seja,  é cultivado em pequenas propriedades.

 

 

CULTIVO FAVORÁVEL

O solo da região tem boa aptidão para fornecer nutrientes e a água para sustentar as lavouras, nutrindo os pés de café mesmo nos dias quentes. O relevo plano favorece a adoção de mecanização, o que ajuda a usar maquinários e tecnologias para dar precisão na adubação, irrigação e colheita. E, na época da colheita, a secagem dos grãos é no verão amazônico.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026. Este desempenho supera amplamente estados tradicionais, como o Espírito Santo (47,9 sc/ha) e a Bahia (44,6 sc/ha), produtores das duas espécies, canéfora e arábica. Levando-se em consideração apenas a produção de cafés da espécie canéfora (única produzida em Rondônia), o estado tem a segunda maior média do país, atrás apenas do estado da Bahia.

Produtividade de Café por Estado (Safra 2026) – Quadro geral
Estado Espécies Cultivadas Produtividade Média (2026)
Rondônia Apenas

Canéfora

63,6 sc/ha
Espírito Santo Arábica e

Canéfora

47,9 sc/ha
Bahia Arábica

e

Canéfora

44,6 sc/ha

 

Produtividade de Café Canéfora por estado (Safra 2026)
Estado Produtividade (sc/ha) Destaque
Bahia 71,5 Líder em média produtiva para canéfora
Rondônia 63,6 2ª maior média do país

Atualmente, Rondônia produz 85,9% mais por hectare do que a média dos produtores brasileiros, que é de 34,2 sacas por hectare. O café é a terceira cultura mais importante do agro do estadoAo se comparar as regiões com indicação geográfica, a Matas de Rondônia é a que possui maior produtividade média. Segundo levantamento da Embrapa em 2024, a média já era de 68,5 sacas por hectare. Considerando a implantação de lavouras mais tecnológicas que iniciam a produção e do clima favorável, a expectativa é que, em 2026, supere a média de 70 sacas por hectare.

 

A cafeicultura na região Matas de Rondônia destaca-se como um modelo sustentável de produção familiar e aliada ao clima

 

SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA

Rondônia responde por 75,4% da área plantada com café na Amazônia e por 93,8% do total produzido, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentro desse cenário, o sucesso do café das Matas de Rondônia tem um ingrediente especial: respeito à floresta. Um estudo inédito realizado pela Embrapa comprova a sustentabilidade da cafeicultura das Matas de Rondônia.

As lavouras de cafés Robustas Amazônicos sequestram 2,3 mais carbono (gás de efeito estufa que impulsiona o aquecimento global) do que emitem. Isso significa um saldo de carbono, retido nas lavouras de quase 4 toneladas por hectare.

Assim, a cultura se destaca como um modelo sustentável de produção familiar, aliada ao clima, provando que as famílias produzem com qualidade, respeitando a natureza.

  • CONSERVAÇÃO: as propriedades de café na região preservam as matas nativas e, ainda, ajudam a recuperar áreas degradadas;
  • SEQUESTRO DE CARBONO: as lavouras de café funcionam como miniflorestas ou ‘‘pulmões extras da floresta”, ajudando a limpar o ar e mantendo o clima fresco, ajudam, inclusive, a retirar o excesso de gás carbônico do ar (CO2), fortalecendo o combate ao aquecimento climático.

O estudo está disponível neste link.

Saiba mais sobre  a cafeicultura e sustentabilidade nas Matas de Rondônia neste link 

 

Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026

 

Da região Matas de Rondônia brotam cafés premiados:

  • Coffee of the Year 2025 (SIC): Angélica Alexandrino Nicola, do Sítio São Sebastião em Seringueiras, conquistou o 2º lugar no Brasil com o Café Sauá, destacando o Robusta Amazônico.
  • Florada Premiada 2025: produtoras rondonienses Ângela Maria Coutinho (Seringueiras) e Fabiana Souza Leal (Espigão do Oeste) garantiram o 1º e 2º lugares no Brasil no maior concurso feminino do Brasil.
  • Concurso Tribos 2024/2025: o café do povo Paiter Suruí, produzido em Cacoal pelo cacique Rafael Suruí, atingiu nota máxima no concurso realizado há sete anos. Em todo esse período, nenhum café tinha atingido nota tão alta.
  • Concurso Melhor Café de Rondônia 2025: a produtora Débora Cristina Buziquia Fuzinato, do município de Rolim de Moura foi a campeã do 10º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé 2025).

 

REPERCUTIU NA MÍDIA

A cafeicultura das Matas de Rondônia que despertou atenção da mídia nacional.

Jornal Nacional: https://globoplay.globo.com/v/13998015/

The Guardianhttps://www.theguardian.com/global-development/2026/mar/18/a-robust-future-why-brazils-bitter-coffee-is-thriving-as-the-climate-crisis-hits-global-crops

 

O café das Matas de Rondônia carrega em si o ‘terroir amazônico’, combinações que revelam a riqueza e identidade da floresta amazônica

 

CONCAFÉ E FEIRA ROBUSTAS AMAZÔNICOS

Para estimular a qualidade do café de Rondônia e a valorização da cadeia produtiva acontece nas Matas de Rondônia iniciativas que atraem o público nacional e internacional para conhecer melhor os Robustas Amazônicos. O Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café (Concafé), realizado pelo governo de Rondônia e que premia os melhores cafés do estado, com distribuição de prêmios por empresas privadas, passou em 2024 a ter em sua programação, a Feira Robustas Amazônicos, em parceria com a Cafeicultores Associados da Região da Amazônia (Caferon). O evento reúne expositores, produtores, investidores e apreciadores, anualmente, no município de Cacoal.

 

Noite de premiação do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café, realizado pelo governo de Rondônia, e que  passou em 2024, a ter em sua programação a Feira Robustas Amazônicos, em Cacoal

 

ROTA TURÍSTICA DO CAFÉ

O café também é turismo nas Matas de Rondônia. A Rota Turística do Café fortalece o turismo rural e promove a cultura cafeeira. A rota foi criada pelo governo de Rondônia, por meio da Lei n° 5.512, de 21 de dezembro de 2022. Inicialmente, a rota percorria os municípios de Cacoal, Nova Brasilândia d’Oeste, Alta Floresta d’Oeste e Alto Alegre dos Parecis. Em janeiro de 2025, o governo de Rondônia, por meio da Lei n° 5.958, acrescentou mais municípios à rota, que atualmente passa por Alta Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alvorada d’Oeste, Cacoal, Castanheiras, Espigão do Oeste, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia d’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia d’Oeste, São Felipe d’Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras. Contemplando todos os municípios da região Matas de Rondônia na Rota Turística.

Propriedades dos Bento destaca-se na Rota Turística do Café na Matas de Rondônia

 

HISTÓRIA POR TRÁS DOS CAFÉS 

A lavoura dos Cafés da família do agricultor Deigson Bento, em Cacoal é premiada nacionalmente e recebe uma quantidade impressionante de visitantes. Os avós são mineiros, foram para o Mato Grosso e de lá vieram para Rondônia atrás do sonho de ter uma terra para produzir. “As pessoas começaram a querer conhecer esse local premiado. Foi onde tivemos a ideia de abrir a nossa casa para as pessoas conhecerem. Iniciamos atendendo, em média, de 400 a 500 pessoas por mês. Hoje, com cinco anos de abertura ao público, passam mais de 2.500 pessoas por mês na nossa propriedade”, afirmou. A família recebe desde produtores e especialistas, a ‘coffee lovers’ e consumidores finais. Os visitantes conhecem desde a lavoura até a torrefação e, ainda podem degustar do que é produzido, no mais recente empreendimento da família, a lanchonete das mulheres com cafés especiais e produtos regionais, inclusive bolo de café. As visitas guiadas são gratuitas e podem ser agendadas pelo telefone: (69) 999780449.

 

A propriedade dos Bento em Cacoal impressiona por proporcionar qualidade de vida em uma área de apenas 12 hectares

 

O agricultor conta que o que mais impressiona os visitantes são os bons resultados em uma propriedade pequena. ”São 12 hectares onde vivem cinco famílias com qualidade de vida. Eles também se impressionam com o padrão de qualidade rigoroso e a saúde das plantas. O segredo dos cafés especiais é trabalhar com amor no que faz. Se você coloca amor, colhe sucesso. Temos café no sangue. Cuidamos com carinho porque o café que eu quero consumir é o mesmo que eu quero para o meu cliente. Além disso, quando vemos o governo e o produtor trabalhando juntos para trazer qualidade de vida aos que vivem no campo é uma grande vitória. Em poucos estados vemos a evolução e a união que temos em Rondônia. Essa união é um ingrediente importante na transformação da cafeicultura. Ano passado, recebemos um benefício por meio da Cafeicultores Associados da Região da Amazônia (Caferon): duas secadoras estáticas que o governo nos gratificou para trazer mais qualidade ao café”, disse.

O CAFÉ PERFEITO

Um feito histórico para os Robustas Amazônicos foi conquistado pelo cacique Rafael Mopimop Suruí, com produção em terra indígena de Rondônia. Obteve a maior avaliação com a nota média de 95,11 pontos na 6ª edição do Concurso Tribos, em avaliação de nove especialistas, e celebrou o café perfeito ao receber, na mesma ocasião, 100 pontos do Head Judge, Silvio Leite, jurado técnico da qualidade dos cafés, conhecido como Papa do Café. “É a minha primeira nota 100 em café canéfora em mais de 40 anos de carreira; eu tenho três notas 100 em arábicas. É muito difícil chegar a essa pontuação, pois representam lotes que chegaram muito perto da perfeição. Neste caso, identifiquei uma grandeza de sabores espetacular, que pode ajudar produtores no mundo inteiro com este tipo de qualidade. É um café exemplar, perfeito”, disse o jurado técnico.

 

Marco histórico mundial para a espécie Canéfora: café Robusta Amazônico, produzido pelo cacique Rafael Suruí atingiu 100 pontos

 

O café com nota máxima é fruto de uma dedicação exemplar dos indígenas e do Projeto Tribos, baseado em três pilares: Protagonismo do Indígena, Proteção da Floresta e Produção de Cafés Especiais, desenvolvido por uma empresa parceira da Embrapa, Fundação Nacional do Índio (Funai), governo de Rondônia, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), Câmara Setorial do Café e cooperativas indígenas locais. “Desde 1981, o povo Paiter trabalha com o café em Rondônia. O que antes era apenas para sustento transformou-se, por meio de parceria, numa busca por café especial. O resultado de 100 pontos que alcançamos é fruto de dedicação, amor e da preservação da nossa floresta. Esse café é orgânico, não usa agrotóxicos e valoriza o nosso protagonismo. Hoje, temos jovens baristas formados que fazem o curso e trabalham dentro da reserva, moendo e torrando o nosso próprio café. Isso mostra que o indígena é capaz de produzir com qualidade. Valorizar o nosso trabalho é valorizar o nosso território e o futuro das nossas gerações, provando que a preservação e a produção andam de mãos dadas”, destacou.

Débora Cristina Buziquia Fuzinato, de Rolim de Moura, foi a ganhadora do melhor café de Rondônia no Concafé 2025

 

APERFEIÇOAMENTO

No 10º Concafé (2025), concurso que premia os melhores cafés de Rondônia, o topo do pódio foi ocupado por Débora Cristina Buziquia Fuzinato, de Rolim de Moura. Com uma nota histórica de 90,38 pontos, a produtora provou que a persistência e o suporte técnico são os segredos para o aperfeiçoamento da produção. “O café entrou na minha vida por meio do meu marido; ele é um apaixonado por café e foi com ele que aprendi a gostar. Hoje, o café ocupa um lugar muito especial na minha vida e, por meio dele, alcancei várias conquistas e a realização de sonhos. Uma dessas grandes vitórias foi a criação da nossa própria marca, um sonho que estamos concretizando agora. Não sei nem como explicar a emoção de meu café ser o grande campeão. Ele foi feito como todo produtor que participa: com um grande amor pela lida. Acredito que o diferencial foi a dedicação total nos detalhes: o cuidado na hora da fermentação e a atenção na secagem foram os grandes segredos para o meu café atingir esse nível de excelência e ser premiado. Também gostaria de destacar o apoio que recebemos do governo do estado, que tem nos ajudado muito. Somos atendidos pela Emater-RO, que é o nosso suporte técnico aqui na ponta e a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) que também está sempre presente e bastante prestativa, assim como a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron). Esse apoio do governo é fundamental para nós, produtores rurais e para o sucesso deste concurso.”

FLORADA DE AÇÕES CONJUNTAS

Em Rondônia é assim: florada nos cafezais e florada de ações conjuntas. Está brotando integração e o estado colhe um ambiente especial para a cafeicultura, com o governo de Rondônia de mãos dadas com os produtores, com as instituições de pesquisa e parceiros.

Governador de Rondônia, Marcos Rocha em uma propriedade exemplo na produção de café

Marcos Rocha | governador de Rondônia

‘’O que o governo de Rondônia faz é dar a mão para quem trabalha na terra por meio de diversas políticas públicas. A região Matas de Rondônia é uma área com uma produção impressionante de cafés premiados e apreciados no mercado global. Por isso, o governo investe em genética, novas tecnologias, assistência e visibilidade para que o mundo inteiro conheça o café das Matas de Rondônia e de todo o estado, pois traz a combinação perfeita da dedicação de uma gente trabalhadora e o cuidado com a floresta amazônica”, enfatizou.

Luiz Paulo | secretário da Seagri

”Esse café único de Rondônia vem da agricultura familiar, são mais de 17 mil famílias produtoras, inclusive é cultivado em aldeias indígenas abrangendo mais de 49 mil hectares plantados, onde a Mata de Rondônia é o berço dos Robustas Amazônicas. A cafeicultura rondoniense, em diversas safras, supera a marca de 3 milhões de sacas, o que equivale a mais de 20 bilhões de xícaras de café. Relevante em volume, qualidade e sustentabilidade, este cultivo contribui para a conservação da Amazônia”, frisou.

Hermes José Dias Filho | diretor-Presidente da Emater-RO

Enrique Alves, pesquisador da Embrapa em Rondônia

“Nosso papel na Emater-RO é garantir que a tecnologia chegue à ponta, na mão da agricultura familiar. Quando oferecemos assistência técnica gratuita e de qualidade, não estamos apenas ensinando a plantar café; estamos promovendo dignidade e sucessão familiar no campo. A explosão de produtividade que vemos, hoje, é o resultado direto de levar sustentabilidade e inovação para dentro das pequenas propriedades, provando que é possível ser altamente lucrativo respeitando a floresta”, salientou.

Enrique Alves | pesquisador da Embrapa em Rondônia

‘’Nossa pesquisa comprovou com dados científicos o que a gente já via no campo: a cafeicultura nas Matas de Rondônia é uma grande parceira da conservação. O produtor da região consegue produzir muito em pouco espaço, não há pressão para desmatamento. É um modelo de sustentabilidade, compatível com a floresta, que serve de exemplo para o mundo inteiro. Graças as tecnologias adaptadas à Amazônia, o estado produz um dos cafés mais genuínos e emblemáticos do mundo”, ressaltou.

Juan Travain | presidente da Caferon

Juan Travain, presidente da Caferon

“Os cafés das Matas de Rondônia, os Robustas Amazônicos, têm um gosto que vem da nossa história e do carinho que a gente tem com a terra. Esse selo de Indicação Geográfica é a prova de que o nosso café é único porque ele cresce abraçado com a floresta. Mas o que me deixa mais feliz é ver a união dos produtores. É o vizinho ajudando o vizinho para que a nossa cafeicultura seja reconhecida, um vibra com o sucesso do outro. Quando o mundo elogia o nosso café, ele faz menção a dedicação de cada família que acorda cedo e se dedica a produzir o melhor café”, disse.

 

PANORAMA DA NOVA FASE DA CAFEICULTURA

A renovação das lavouras passou a ser feita com mudas clonais de alta qualidade em uma união de esforços dos próprios produtores e do governo de Rondônia

 

Os melhores clones são selecionados por meio da parceria entre Sedec e Embrapa, que desenvolvem juntos a Rede Café, Projeto Rede Estadual de Avaliação de Clones de Café em Rondônia, com a identificação dos melhores clones de Robustas Amazônicos

 

O governo do estado também promove treinamento constante dos seus técnicos, por meio da Emater-RO, com ênfase em novas tecnologias de produção, resiliência climática e sustentabilidade

Com o incentivo à qualidade, sustentabilidade e torrefação local através das agroindústrias, o lucro do Robusta Amazônico, um café especial na Amazônia, também aumentou, aumentando também a qualidade de vida dos produtores

 

GANHOU O MERCADO GLOBAL

Esse café saboroso e sustentável passou a ser apreciado além das fronteiras do estado. Ações do governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), garantiram mais visibilidade ao café no mercado global por meio de missões internacionais com a equipe do governo e produtores.  Resultado: os cafés de Rondônia fazem cada vez mais sucesso no cenário internacional, com a conquista de recorde de exportações, de 2023 (6.709.535 kg Líquido) para 2024 (35.056.181 kg Líquido), um aumento de 422,48%, ou seja, cinco vezes maior, conforme dados da Sedec, extraídos do Comex Stat — plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que reúne dados do Comércio Exterior Brasileiro.

E, em uma ação especial integrada com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a região recebeu, em 2023, 20 compradores de 11 países diferentes. E, de forma inédita, houve o Dia do Café de Rondônia em Londres, em 2024. Valorizado no mercado externo, em 2025 o destino do café de Rondônia deu uma virada: os estados brasileiros passaram a prestigiar as robustas amazônicas, ficando como a maior fatia da destinação dos produtos, marcando a consolidação do café rondoniense com apreciação por brasileiros e estrangeiros, pois o interesse internacional segue em alta.

O café de Rondônia deixou de ser uma commodity comum para se tornar um produto de alto valor agregado. A missão da Sedec é abrir as portas dos mercados nacionais e internacionais, conectando o sabor dos Robustas Amazônicos com os principais mercados do mundo. O reconhecimento do café como Patrimônio Cultural e Imaterial é o selo definitivo de que Rondônia é hoje uma potência econômica verde, onde o lucro e a conservação caminham juntos.

 

GALERIA DE FOTOS DAS LAVOURAS DE CAFÉ NA MATAS DE RONDÔNIA

Rondônia é o quinto maior produtor de café do Brasil e o segundo maior na produção de robusta

 

Pesquisa mostra que a cafeicultura da região Matas de Rondônia absorve mais carbono que emite, comprovando que acultura se destaca como um modelo sustentável de produção familiar e aliada ao clima

 

Rondônia responde por 75,4% da área plantada com café na Amazônia e por 93,8% do total produzido no bioma

 

Apenas 0,8% (34,4 mil hectares) da área das Matas de Rondônia são ocupadas por cafezais,  52% da área são florestas nativas, sendo que 56% dela está em Terras indígenas, o que faz jus ao nome ‘‘Matas de Rondônia’

 

Atualmente, Rondônia produz 85,9% mais por hectare do que a média dos produtores brasileiros, que é de 34,2 sacas por hectare

 

Ao se comparar as regiões com indicação geográfica, as Matas de Rondônia é a que possui maior produtividade média

 

Segundo levantamento da Embrapa em 2024, a média já era de 68,5 sacas por hectare

 

Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026

 

Secagem de café da lavoura do cacique Rafael Suruí

 

Lanchonete da família Bento na Rota Turística do Café

 

Lavoura do agricultor Ronaldo Bento, patriarca da família Bento

 

Estande dos Robustas Amazônicos na Semana Internacional do Café – SIC 2025,  em Minas Gerais

 

Feira Robustas Amazônicos conecta produtores e investidores anualmente em Cacoal

 

Fonte

Texto: Vanessa Moura/Infográficos: Paulo Silva/ Fotos: Enrique Alves
Fotos: Daiane Mendonça/Frank Néry/Ésio Mendes/Jessica Ocampo/Irene Mendes
Secom – Governo de Rondônia

61% dos bares e restaurantes já identificam mudanças no consumo causadas pelos remédios para emagrecimento

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Levantamento da Abrasel aponta diminuição de pedidos por pratos principais e sobremesas, maior demanda por porções menores e reconfiguração no consumo de bebidas

O aumento do uso de medicamentos para emagrecimento começa a refletir no comportamento de consumo em bares e restaurantes no Brasil. Levantamento da Abrasel indica que 61% dos empresários do setor já perceberam mudanças associadas ao uso de remédios como o Ozempic e Mounjaro.

No entanto, o movimento ainda ocorre de forma gradual. Entre os entrevistados, as alterações são classificadas principalmente como leves ou moderadas, o que aponta para um processo de adaptação progressiva, sem ruptura brusca no padrão de consumo. Os efeitos mais intensos aparecem com maior frequência em estabelecimentos de menor porte, que tendem a ser mais sensíveis às oscilações de demanda.

“A mudança já é percebida, mas ainda ocorre de forma gradual. O consumidor continua frequentando bares e restaurantes, porém com escolhas mais moderadas. Esse movimento tende a ganhar força nos próximos meses, especialmente após o fim da patente da semaglutida, em março deste ano, que já abriu caminho para a produção de versões genéricas e similares mais acessíveis”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

Menos sobremesas e mais moderação nos pedidos

Entre os principais impactos identificados pela pesquisa está a redução no consumo de pratos principais e, principalmente, de sobremesas. Mais da metade dos empresários (56%) percebeu mudanças no volume de pedidos dos pratos principais, com predominância de quedas moderadas. No caso das sobremesas, 65% notaram alterações e, entre esses, um em cada cinco relatou forte redução na demanda.

O comportamento sugere uma busca mais evidente por restrição calórica nas escolhas individuais. Essa tendência também se reflete no aumento da preferência por porções menores. Segundo o levantamento, 64% dos empresários observaram crescimento nos pedidos de miniporções, enquanto mais de 70% apontaram maior frequência de escolhas consideradas mais leves. A prática de compartilhar pratos principais também avançou, sendo mencionada por 64% dos entrevistados.

As mudanças também atingem o consumo de bebidas. Embora 65% dos empresários tenham notado alterações nos pedidos de bebidas alcoólicas, o avanço das opções não alcoólicas é mais consistente. Mais da metade dos entrevistados (53%) percebeu crescimento nesse tipo de consumo. Também aumenta a substituição de bebidas alcoólicas por alternativas sem álcool ou com menor teor, especialmente em estabelecimentos de maior faturamento.

Quase metade dos negócios ainda não têm estratégias

Ainda de acordo com a pesquisa, o cenário já se reflete nas finanças do setor. Quatro em cada dez empresários afirmam que ainda não conseguiram compensar a redução no volume consumido por cliente, o que acelera a necessidade de ajustes nas estratégias comerciais.

Entre os estabelecimentos que buscam alternativas, a criação de combos e menus estruturados é a mais adotada, presente em 26% dos estabelecimentos. Outra estratégia comum é o estímulo ao aumento da frequência de visitas dos consumidores, citado por 22% dos empresários. Nesse caso, a lógica é equilibrar um tíquete médio menor com maior recorrência do cliente ao longo do tempo.

Também ganha espaço a oferta de itens de maior valor agregado, adotada por 21% dos entrevistados. Além dessas iniciativas, começam a surgir adaptações mais direcionadas ao novo perfil de consumo, como a inclusão de pratos com menor valor calórico, pensados especialmente para clientes que utilizam os medicamentos para emagrecimento.

“O setor de alimentação fora do lar tem um histórico positivo de adaptação às mudanças no comportamento do consumidor. Como este ainda é um movimento recente, é natural que os impactos sejam sentidos com maior intensidade neste momento, mas já há espaço para inovação e ajustes. Essas estratégias, além de contribuírem para equilibrar margens, podem inclusive ampliar a capacidade dos estabelecimentos de atrair perfis de clientes mais diversificados”, conclui Solmucc

(Ísis Castro/ABRASEL)

 

 

Foto: Chemist4U

O aumento do uso de medicamentos para emagrecimento começa a refletir no comportamento de consumo em bares e restaurantes no Brasil. Levantamento da Abrasel indica que 61% dos empresários do setor já perceberam mudanças associadas ao uso de remédios como o Ozempic e Mounjaro.

 

No entanto, o movimento ainda ocorre de forma gradual. Entre os entrevistados, as alterações são classificadas principalmente como leves ou moderadas, o que aponta para um processo de adaptação progressiva, sem ruptura brusca no padrão de consumo. Os efeitos mais intensos aparecem com maior frequência em estabelecimentos de menor porte, que tendem a ser mais sensíveis às oscilações de demanda.

 

“A mudança já é percebida, mas ainda ocorre de forma gradual. O consumidor continua frequentando bares e restaurantes, porém com escolhas mais moderadas. Esse movimento tende a ganhar força nos próximos meses, especialmente após o fim da patente da semaglutida, em março deste ano, que já abriu caminho para a produção de versões genéricas e similares mais acessíveis”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

 

Menos sobremesas e mais moderação nos pedidos

 

Entre os principais impactos identificados pela pesquisa está a redução no consumo de pratos principais e, principalmente, de sobremesas. Mais da metade dos empresários (56%) percebeu mudanças no volume de pedidos dos pratos principais, com predominância de quedas moderadas. No caso das sobremesas, 65% notaram alterações e, entre esses, um em cada cinco relatou forte redução na demanda.

 

O comportamento sugere uma busca mais evidente por restrição calórica nas escolhas individuais. Essa tendência também se reflete no aumento da preferência por porções menores. Segundo o levantamento, 64% dos empresários observaram crescimento nos pedidos de miniporções, enquanto mais de 70% apontaram maior frequência de escolhas consideradas mais leves. A prática de compartilhar pratos principais também avançou, sendo mencionada por 64% dos entrevistados.

 

As mudanças também atingem o consumo de bebidas. Embora 65% dos empresários tenham notado alterações nos pedidos de bebidas alcoólicas, o avanço das opções não alcoólicas é mais consistente. Mais da metade dos entrevistados (53%) percebeu crescimento nesse tipo de consumo. Também aumenta a substituição de bebidas alcoólicas por alternativas sem álcool ou com menor teor, especialmente em estabelecimentos de maior faturamento.

 

Quase metade dos negócios ainda não têm estratégias

 

Ainda de acordo com a pesquisa, o cenário já se reflete nas finanças do setor. Quatro em cada dez empresários afirmam que ainda não conseguiram compensar a redução no volume consumido por cliente, o que acelera a necessidade de ajustes nas estratégias comerciais.

 

Entre os estabelecimentos que buscam alternativas, a criação de combos e menus estruturados é a mais adotada, presente em 26% dos estabelecimentos. Outra estratégia comum é o estímulo ao aumento da frequência de visitas dos consumidores, citado por 22% dos empresários. Nesse caso, a lógica é equilibrar um tíquete médio menor com maior recorrência do cliente ao longo do tempo.

 

Também ganha espaço a oferta de itens de maior valor agregado, adotada por 21% dos entrevistados. Além dessas iniciativas, começam a surgir adaptações mais direcionadas ao novo perfil de consumo, como a inclusão de pratos com menor valor calórico, pensados especialmente para clientes que utilizam os medicamentos para emagrecimento.

 

“O setor de alimentação fora do lar tem um histórico positivo de adaptação às mudanças no comportamento do consumidor. Como este ainda é um movimento recente, é natural que os impactos sejam sentidos com maior intensidade neste momento, mas já há espaço para inovação e ajustes. Essas estratégias, além de contribuírem para equilibrar margens, podem inclusive ampliar a capacidade dos estabelecimentos de atrair perfis de clientes mais diversificados”, conclui Solmucci.

 

Contatos da assessoria

Ísis Castro | [email protected]

Rondônia conquista parceria com a ONU e recurso internacional para bioeconomia

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Em um marco histórico para o desenvolvimento sustentável, o governo de Rondônia consolidou seu protagonismo na agenda global ao lançar, nesta segunda-feira (13), o projeto ‘‘Inclusão e Empoderamento de Mulheres Empreendedoras e de Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia”, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU). O evento, realizado no Palácio Rio Madeira, em Porto Velho, oficializa a conquista de investimento de quase R$ 10 milhões, resultado da iniciativa do governo em uma disputa que envolveu a Amazônia Legal.

A conquista do recurso não foi por acaso; o governo de Rondônia elaborou uma proposta de qualidade que atraiu essa resposta da ONU. Rondônia liderou um processo de seleção extremamente rigoroso promovido pelo Fundo Brasil-ONU. Das 21 propostas apresentadas por estados da Amazônia Legal, apenas cinco conseguiram aprovação — e o projeto rondoniense está em destaque O governador Marcos Rocha explicou que esse resultado é a prova de que o Estado amadureceu sua gestão para atrair investimentos que priorizam a conservação da Amazônia com foco em melhorar a vida das pessoas.

“Rondônia vem avançando e, quando vemos um projeto desse sendo validado pela ONU, com doação de recurso do Canadá, é a certeza de que Rondônia está no caminho certo. É um estado que prospera e, ao mesmo tempo, reduz impactos ambientais, e isso tem sido visto pela ONU. Não estamos falando apenas da conservação da floresta, da sustentabilidade, mas de investir nas pessoas. Este projeto será o modelo para toda a Amazônia de como unir preservação ambiental com prosperidade econômica”, pontuou o governador.

O secretário de Integração do Estado de Rondônia em Brasília (Sibra), Augusto Leonel, complementou que este projeto foi uma construção feita com união e objetivo comum. “O governo do estado não fica esperando o recurso chegar; sai na frente para apresentar Rondônia ao mundo e conquistar condição de melhorar a vida da população. E esse projeto hoje se torna realidade por meio de vários atores e setores. O desenvolvimento pensado pelo governo de Rondônia foca nas pessoas. Com o recurso do Canadá chegando por meio da ONU e o trabalho integrado de diversas secretarias do governo e parceiros, Rondônia prova que já produz o futuro, com desenvolvimento social e sustentável.”

Assinatura da carta oficial do projeto ‘‘Inclusão e Empoderamento de Mulheres Empreendedoras e de Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia”

PROTAGONISMO

O protagonismo do governo de Rondônia também foi enfatizado pela coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou que a visão estratégica do governo foi o diferencial para garantir o aporte financeiro: “A bioeconomia, aqui em Rondônia, deixa de ser um conceito e se torna uma realidade concreta capaz de transformar vidas. O governo demonstrou uma liderança admirável ao desenhar uma iniciativa que alcança quem está na ponta. Escolhemos esta proposta porque valoriza o conhecimento local e promove práticas produtivas regenerativas. Ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento sustentável com igualdade de gênero, que é a estratégia mais inteligente para que toda a sociedade avance”, declarou Silvia Rucks.

A secretária-executiva do Consórcio Amazônia Legal, Vanessa Duarte, detalhou o mérito da equipe estadual e o rigor da seleção vencida: “Nós recebemos nessa rodada 21 projetos avaliados. Desses 21, apenas nove atendiam aos requisitos do fundo. E, desses nove, apenas cinco foram aprovados, e este projeto que foi lançando  em Rondônia é um desses cinco. O Estado, mais uma vez, demonstra essa capacidade de ser um governo que não apenas fala em desenvolvimento, mas que apresenta questões concretas para conquistar recursos internacionais”.

 

COMO FUNCIONARÁ?

As ações têm como alvo duas cadeias produtivas consideradas estratégicas para o estado: café e cacau. Com execução no biênio 2026-2027. Serão beneficiadas nesta primeira fase 600 pessoas, sendo 450 mulheres e 150 homens:

Mulheres empreendedoras em municípios como Alta Floresta d’Oeste, Cacoal e Novo Horizonte d’Oeste, em cultivo de café;

Agricultores familiares de Jaru, Ariquemes e Ouro Preto do Oeste serão contemplados na cadeia do cacau.

A iniciativa irá revolucionar a bioeconomia de Rondônia, com inovação e aperfeiçoamento da produção por meio de orientações e capacitações, criação e fortalecimento de cooperativas e bioindústrias locais e conexão com o mercado internacional. A proposta é que mais recursos sejam doados e mais pessoas sejam alcançadas, a partir do sucesso deste projeto.

 

SEGURANÇA ALIMENTAR E PROTAGONISMO FEMININO

 A iniciativa será executada com liderança do governo, combinada ao apoio das agências da Organização das Nações Unidas, como a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e a ONU Mulheres.

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) no Brasil, Jorge Meza, reforçou o impacto técnico e econômico para os agricultores familiares: “Este é um combo muito positivo que traz orientação, capacitação e direcionamento de mercado. Queremos que os agricultores familiares possam entender o potencial que têm e multiplicar esse potencial para levar o café e o cacau para fora do Brasil, com selo de sustentabilidade”.

Já a representante da ONU Mulheres, Gillianne Palayret, pontuou o impacto social e a quebra de barreiras: “As mulheres são protagonistas silenciosas dentro dessa economia rural. Poder contribuir para que elas acessem mais crédito, capacitação e espaço será fundamental para o desenvolvimento sustentável da região e para garantir que a participação feminina seja valorizada como o motor de transformação que realmente é”.

A titular da Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, finalizou conectando o progresso econômico à dignidade humana: ” As nossas mulheres são uma base forte dentro da agricultura familiar, desde a parte operacional até a parte da gestão. Vamos poder fortalecer a proteção e o cuidado, somando esforços com o que já acontece no programa Mulher Protegida, em que elas recebem auxílio financeiro para poder sair da dependência financeira que, na maioria dos casos, é por onde a violência acontece”.

PARTICIPANTES

Além do governo de Rondônia e da ONU, o projeto também deve mobilizar apoio de instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Rondônia, a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater/RO), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e do Desenvolvimento Agrário, além da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e investidores privados.

 

CADEIAS PRODUTIVAS EM DESTAQUE NO PROJETO

  • CAFÉ

Rondônia é o quinto maior produtor de café do Brasil e o segundo maior na produção de robusta

 

O café de Rondônia é do tipo canéfora e é conhecido como Robusta Amazônico

 

A cafeicultura de Rondônia é fonte de renda de cerca de 17 mil agricultores de Rondônia

 

A cafeicultura está em evidência também entre os produtores indígenas

 

  • CACAU

Rondônia é 2º maior produtor de cacau da Região Norte e 4ª posição no ranking nacional 

 

O governo do Estado sancionou a lei 4.526 em 2019, estabelecendo o dia 13 de abril como a data oficial para o início da colheita do cacau em Rondônia

 

São mais de 3 mil produtores de cacau em Rondônia

 

Rondônia tem uma produção de mais de oito milhões de toneladas de amêndoas secas por ano, segundo o IBGE

Zico vai à ONU para oficializar adesão do Flamengo ao Futebol pelos ODS

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Um dos maiores ídolos do futebol mundial leva o Flamengo ao epicentro da diplomacia global. Nesta segunda (13), Zico esteve na sede da ONU, em Nova Iorque, para oficializar a adesão do clube à iniciativa global Futebol pelos ODS e receber uma homenagem como Campeão do Futebol pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Flamengo recebe certificado por adesão à iniciativa Futebol pelos ODS e Zico, ícone mundial, foi homenageado como Campeão pelos ODS.
Foto: © ONU/Sarah Boeseler.

Nesta segunda-feira (13/04), as Nações Unidas receberam em Nova Iorque, o ex-jogador e ídolo do futebol Zico, que participou da oficialização da adesão do Clube de Regatas do Flamengo à iniciativa Futebol pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Futebol pelos ODS/Football for the Goals).

Em cerimônia no icônico salão da Assembleia Geral, a subsecretária-geral Melissa Fleming entregou a Zico o certificado que oficializou a entrada do Flamengo na iniciativa Futebol pelos ODS. Na ocasião, Zico foi nomeado o primeiro Campeão Brasileiro do Futebol pelos ODS, passando a integrar um seleto grupo de personalidades do futebol que utilizam suas plataformas para inspirar torcedores e a comunidade futebolística global a promover questões ambientais e de direitos humanos por meio de ações tanto online quanto em suas vidas cotidianas.

“A decisão do Flamengo de aderir ao Futebol pelos ODS ressalta o poder do futebol na América do Sul, especialmente no Brasil, para impulsionar o progresso social e inspirar ações coletivas”, disse a subsecretária-geral das Nações Unidas para Comunicação Global, Melissa Fleming.

“Ao trazer um dos clubes mais influentes do mundo para esta iniciativa global, estamos fortalecendo um movimento que conecta a paixão pelo futebol com a necessidade urgente de avançar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e construir um mundo mais justo, inclusivo e sustentável para todas as pessoas”.

Zico no icônico pódio da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 13 de abril de 2026.
Legenda: O embaixador do Flamengo Zico no icônico pódio da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 13 de abril de 2026.
Foto: © ONU/Sarah Boeseler.

Flamengo se junta ao movimento global pelos ODS

Ao integrar o Futebol pelos ODS, o Clube de Regatas do Flamengo passa a fazer parte de uma rede global de organizações esportivas comprometidas com os princípios do desenvolvimento sustentável, dos direitos humanos e da responsabilidade social.

Como membro da iniciativa, o clube se compromete a: apoiar a promoção dos ODS junto a seus torcedores, atletas e comunidades; promover práticas sustentáveis em sua gestão e operações; e utilizar sua visibilidade nacional e internacional para ampliar o alcance da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

“O Flamengo entende sua torcida como um ativo central de construção de marca, mas também como uma força capaz de gerar impacto real na sociedade. Estar hoje na ONU, oficializando nossa adesão ao Futebol pelos ODS, é um reconhecimento da dimensão do Flamengo e de sua responsabilidade. O clube já desenvolve iniciativas alinhadas a esses princípios e, a partir de agora, amplia sua atuação ao se conectar a uma agenda global”, afirmou a diretora de Comunicação do Flamengo, Flávia da Justa.

No salão da Assembleia Geral, o embaixador do Flamengo Zico, oficializou a adesão do Flamengo ao Futebol pelos ODS e foi nomeado o primeiro Campeão Brasileiro do Futebol pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 
Legenda: No salão da Assembleia Geral, o embaixador do Flamengo Zico, oficializou a adesão do Flamengo ao Futebol pelos ODS e foi nomeado o primeiro Campeão Brasileiro do Futebol pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 
Foto: © Flamengo/Divulgação.

Agenda 2030 e os 17 ODS foram adotados pelos 193 Estados-membros da ONU em setembro de 2015, como um compromisso histórico e guia para ação para erradicar a pobreza e construir um mundo mais sustentável, justo e pacífico até 2030.

Zico: Campeão do Futebol pelos ODS

Reconhecido mundialmente como um dos maiores jogadores da história do futebol, Zico foi homenageado pelas Nações Unidas como Campeão do Futebol pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O título destaca personalidades que utilizam sua voz, legado e influência para inspirar ações em prol do desenvolvimento sustentável e da transformação social.

A homenagem simboliza a conexão entre esporte, liderança e impacto social, reforçando o papel de ídolos esportivos como referências capazes de mobilizar milhões de pessoas em torno da paz e do desenvolvimento.

“Receber esse reconhecimento como ‘Campeão’ do Futebol pelos ODS é uma grande honra. O futebol sempre teve o poder de unir e inspirar as pessoas. Se a gente puder usar essa força para ajudar a construir um mundo mais justo, com mais oportunidades e respeito, já valeu a pena”, destacou Zico.

Flamengo na ONU: Clube recebeu certificado por adesão à iniciativa Futebol pelos ODS e Zico, ícone mundial, foi homenageado pelas Nações Unidas, em Nova Iorque, em 13 de abril de 2026.
Legenda: Flamengo na ONU: Clube recebeu certificado por adesão à iniciativa Futebol pelos ODS e Zico, ícone mundial, foi homenageado pelas Nações Unidas, em Nova Iorque, em 13 de abril de 2026.
Foto: © ONU/Roberta Politi.

Futebol pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

O Futebol pelos ODS é uma iniciativa das Nações Unidas que oferece uma plataforma para que a comunidade global do futebol — incluindo clubes, federações, atletas, ligas, torcedores e parceiros comerciais — se engaje ativamente na promoção dos ODS.

Liderada pelo Departamento de Comunicação Global da ONU, a iniciativa mobiliza o alcance, a visibilidade e o poder cultural do futebol não apenas para ampliar a conscientização sobre os ODS, mas também para impulsionar mudanças de comportamento e a adoção de práticas sustentáveis na indústria do esporte.

Desde campos comunitários até grandes estádios internacionais, o futebol é o esporte mais global e acessível do mundo. “As Nações Unidas reconhecem a poderosa voz que o futebol tem na comunidade global e o papel que pode desempenhar na conscientização sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável por meio da popularidade do esporte. Além de ser o esporte mais popular do mundo, o futebol também é o mais acessível”, afirma a vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed.

Ao capitalizar a popularidade do futebol e trabalhar em parceria com clubes, atletas e torcedores, o Futebol pelos ODS possibilita que as Nações Unidas alcancem milhares de pessoas em todo o mundo, transformando paixão esportiva em engajamento e ação concreta.

Por que governo da Colômbia vai sacrificar 80 hipopótamos de Pablo Escobar

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Os quatro hipopótamos que o traficante Pablo Escobar levou para a Colômbia nos anos 1980 se transformaram em uma numerosa manada invasora.

Segundo o censo mais recente do Ministério do Meio Ambiente, em 2022 havia pelo menos 169. Sem uma política de controle populacional, estima-se que, até 2030, poderiam chegar a mais de 500, e em 2035 ultrapassariam mil.

Nesta segunda-feira (13/4), a ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, anunciou os planos do governo para reduzir a população de hipopótamos, que inclui o sacrifício de 80 animais da espécie.

Desde 2022, os hipopótamos na Colômbia são considerados uma espécie exótica invasora, o que significa que são vistos como uma ameaça aos ecossistemas e à biodiversidade nativa.

A ministra Vélez explicou que o crescimento descontrolado da população de hipopótamos, concentrada nas margens do rio Magdalena, contamina a água, afeta comunidades e coloca em risco espécies como o peixe-boi e a tartaruga de rio.

O hipopótamo é considerado um dos animais mais agressivos do mundo e representa um risco de ataque para pescadores e moradores da região.

De acordo com um estudo publicado na revista Animals (Animais, em português) em 2021, 87% dos encontros entre humanos e hipopótamos em Uganda, entre 1923 e 1994, foram fatais.

Sobre a decisão de realizar a eutanásia, a ministra afirmou: “Do ponto de vista científico, esta é uma ação necessária para reduzir a população”.

Translocação e eutanásia

Hipopótamos na Colômbia
A maior parte da população de hipopótamos vive na Fazenda Nápoles, que costumava pertencer a Pablo Escobar

O documento oficial assinado nesta segunda-feira destina 7,2 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 10 milhões) para a redução da população de hipopótamos no país. Segundo a ministra, a expectativa é que a população seja reduzida em pelo menos 33 hipopótamos por ano.

O documento prevê duas formas para alcançar esse objetivo: a translocação (levar os hipopótamos para zoológicos e santuários em outros países) e a eutanásia.

O governo tem tentado encontrar países dispostos a receber alguns dos hipopótamos, mas, ainda não recebeu uma resposta positiva de nenhum deles.

“Acreditamos que isso tem a ver com a pobreza genética e possíveis danos genéticos que esses indivíduos apresentam”, disse Vélez em entrevista à emissora colombiana Blu Radio.

Como todos os animais descendem dos mesmos quatro hipopótamos de Escobar, a diversidade genética é muito baixa, o que aumenta a ocorrência de defeitos congênitos.

A diretora de Bosques, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, Natalia Ramírez, explicou que, além disso, o transporte dos hipopótamos para outro país é muito caro.

Diante disso, enquanto a Colômbia não encontra quem esteja disposto a receber os animais e financiar o transporte, as autoridades optaram por realizar a eutanásia em 80 deles.

Segundo Vélez, a decisão segue recomendações de especialistas em biodiversidade e será realizada de acordo com um protocolo técnico para garantir que seja “ética, segura e responsável”.

A eutanásia de cada hipopótamo custará cerca de 50 milhões de pesos colombianos (aproximadamente R$ 70 mil), informou a ministra em entrevista à Blu Radio. Esse valor não inclui o enterro do corpo, que é necessário por razões de saúde pública.

A medida do Ministério do Meio Ambiente prevê ainda que os hipopótamos sejam sacrificados por meio de injeção ou com o uso de um dardo disparado por rifle.

A senadora Andrea Padilla, que é ativista pelos direitos dos animais, se manifestou contra a decisão, classificando-a como “simplista e cruel”.

“Nunca apoiarei a matança de criaturas saudáveis; ainda mais quando, como neste caso, são vítimas da irresponsabilidade, negligência, indiferença e corrupção do Estado”, escreveu em sua conta na rede X.

A ministra do Meio Ambiente (no centro) sentada em uma mesa durante o anúncio do plano de governo para reduzir a população de hipopótamos.
A ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez (ao centro), anunciou nesta segunda-feira que o governo dará início ao sacrifício de hipopótamos

Os hipopótamos na Colômbia

Na década de 1980, quando estava no auge do seu poder e da sua riqueza, Pablo Escobar instalou na Fazenda Nápoles um zoológico com hipopótamos, girafas, elefantes, zebras, avestruzes, rinocerontes e búfalos.

Após sua morte, em 1993, a fazenda ficou abandonada. A maioria dos animais foi transferida para outros zoológicos, mas ninguém quis receber os hipopótamos, que acabaram ficando soltos e rapidamente se espalharam além dos limites da fazenda, pela bacia do rio Magdalena.

A manada de hipopótamos na Colômbia é considerada a primeira e única que vive de forma selvagem fora do continente africano.

Segundo o Instituto Humboldt, a população de hipopótamos cresceu porque eles encontram tudo o que precisam: muita comida e abundância de água.

Diferentemente da África, onde enfrentam predadores e períodos de seca, na Colômbia não existem os chamados “controladores naturais” da população.

Esse crescimento acelerado tem causado um grande impacto nos ecossistemas.

De acordo com relatórios do Instituto Humboldt, por serem megaherbívoros (podendo ultrapassar uma tonelada), os hipopótamos consomem a vegetação nativa — que normalmente serviria de alimento para animais menores — e também alteram a paisagem com suas pisadas, além de produzir uma grande quantidade de excremento.

Também já foram registrados “ataques a pessoas, perseguições dentro de corpos d’água, medo de pescadores de exercer seu trabalho, presença de hipopótamos em estradas e encontros ocasionais com pescadores, crianças e outras espécies”, segundo o instituto.

Desde o início deste século, o governo colombiano vem tentando diferentes estratégias para controlar a população de hipopótamos, desde o abate até a castração química.

Até agora, todas se mostraram ineficazes para conter o crescimento da população.

Com o plano anunciado nesta segunda-feira pela ministra Vélez, o governo espera finalmente reverter esse cenário. (BBC)

Comandante do Corpo de Bombeiros de Rondônia articula no MJSP reforço à resposta a desastres

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) recebeu, na sexta-feira (10), a coronel Daniele Cristina Lima Ferreira, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) e primeira mulher a ocupar o cargo no estado. A visita teve como objetivo tratar da capacidade operacional de Rondônia para resposta a possíveis desastres.

A comandante foi recebida pela Coordenação-Geral de Operações Integradas da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Durante o encontro, foram abordados o alinhamento de protocolos técnicos de interoperabilidade e o fortalecimento da participação de Rondônia nas ações nacionais do Projeto Resposta em Ações Integradas para Atuação em Desastres (Respad).

Também foram discutidos os principais aspectos da capacidade operacional do estado para resposta a emergências de grande porte, com ênfase na integração às estruturas nacionais de comando e controle.

A comandante destacou os avanços do CBMRO em situações críticas e manifestou disponibilidade para atuação em operações integradas interestaduais. A agenda reforça a articulação federativa e o compromisso institucional com o aprimoramento da resposta a desastres no âmbito da Política Nacional de Segurança Pública. (Gov.BR)