Início Site Página 4

PF deflagra 2ª fase da Operação Máscara de Janos para combater fraudes em licitações e corrupção de agentes públicos em Rondônia

0

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 28/1, a segunda fase da Operação Máscara de Janos, com o objetivo de aprofundar a apuração e desarticular associação criminosa supostamente estruturada para a prática de fraudes em procedimentos licitatórios, para superfaturamento de contratos administrativos e para violação de sigilo funcional, no âmbito do Estado de Rondônia e do município de Porto Velho.

A investigação teve início a partir de ação conjunta entre a Polícia Federal e o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, no contexto de atividades de fiscalização e controle externo, a partir das quais foram identificados indícios de irregularidades em procedimentos licitatórios e em contratos administrativos no Estado de Rondônia.

As apurações revelaram que empresas formalmente distintas, porém pertencentes a um mesmo núcleo econômico, teriam atuado de forma coordenada em certames licitatórios, com o propósito de simular competitividade e de direcionar o resultado das contratações públicas.

Com o avanço das investigações, esta nova fase da operação concentrou-se na identificação da possível participação de servidores públicos e de um advogado no esquema criminoso. Os elementos informativos colhidos até o momento indicam a existência de conluio entre empresários, profissional da advocacia e servidores públicos lotados em órgãos responsáveis pela fiscalização e controle dos contratos.

Foi constatado, ainda, que o grupo investigado teria obtido acesso a informações privilegiadas e sigilosas no interior de órgãos dotados de poder decisório, incluindo minutas de pareceres técnicos e decisões administrativas antes mesmo de suas assinaturas ou publicações oficiais, em aparente afronta aos deveres funcionais e aos princípios constitucionais de legalidade, de impessoalidade, de moralidade e de publicidade.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia

Eleições 2026: Polícia Federal detalha estratégias de segurança e de combate à desinformação em seminário do TSE

0
Diretores da PF destacam atuação integrada, inteligência e enfrentamento aos crimes digitais e à violência política
55063901046_1fd8a4a3ed_c.jpg
55063002672_14995d350f_c.jpg
55064081883_24e92777db_c.jpg
55064255440_1b4ec45a3d_c.jpg
55063001852_ba8557ba66_c.jpg

A Polícia Federal participou, nessa terça-feira (27/1), do Seminário da Justiça Eleitoral promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com foco na segurança do processo eleitoral, no enfrentamento à criminalidade e no combate à desinformação nas eleições de 2026. O evento ocorre entre os dias 27 e 29 de janeiro e reúne autoridades, especialistas e representantes de instituições estratégicas envolvidas na proteção da democracia.

A abertura do seminário contou com a participação da presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, e reforçou a importância da atuação coordenada entre os órgãos públicos para garantir um processo eleitoral transparente, seguro e legítimo. A Polícia Federal integrou a programação do primeiro dia do evento, participando da mesa temática “Desafios da eleição de 2026: criminalidade, segurança e mundo digital”.

Representaram a instituição o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DICOR/PF), Dennis Calli, e o diretor de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER/PF), Otávio Margonari Russo, que apresentaram as principais frentes de atuação da Polícia Federal no contexto eleitoral, tanto no campo da segurança física quanto no ambiente digital.

Durante sua exposição, o diretor da DICOR destacou que a Polícia Federal atua de forma preventiva e repressiva para coibir a violência política, especialmente aquela associada a organizações criminosas. Segundo o dirigente, a instituição já realiza o monitoramento de facções criminosas com potencial de interferência no processo eleitoral, por intermédio da utilização de dados de inteligência e de informações colhidas em pleitos anteriores. Ele ressaltou ainda o papel estratégico da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), coordenada pela Polícia Federal, como instrumento fundamental para mitigar a atuação dessas organizações em âmbito nacional e regional.

Outro ponto enfatizado foi o acompanhamento de movimentações financeiras atípicas no período que antecede as eleições, com especial atenção ao uso de dinheiro em espécie. A Polícia Federal atua de forma integrada com forças de segurança locais e outros órgãos de controle para identificar e coibir práticas ilícitas que possam comprometer a lisura do pleito. O compartilhamento de informações e a integração de bases de dados foram apontados como elementos essenciais para permitir uma atuação antecipada e eficaz.

Na sequência, o diretor da DCIBER apresentou os principais desafios relacionados ao ambiente digital nas eleições de 2026. Entre os temas abordados, destacaram-se o uso indevido de inteligência artificial, a disseminação de deepfakes, o discurso de ódio e os crimes contra a honra praticados por meios digitais. O dirigente alertou para o aumento do uso dessas tecnologias como ferramentas para desinformação e para a tentativa de manipulação da opinião pública.

O diretor também destacou o crescimento de práticas como o phishing eleitoral, com o uso indevido de imagens e de dados de candidatos para aplicação de golpes, além da atuação da Polícia Federal no Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (CIEDDE), estrutura voltada à identificação e à neutralização de campanhas coordenadas de desinformação.

Ao longo do painel, foi reforçado que a Polícia Federal atua com independência, com autonomia técnica e com respeito aos preceitos legais e emprega tecnologia, inteligência policial e cooperação institucional para assegurar que candidatos e eleitores possam exercer seus direitos com tranquilidade e com segurança.

O seminário prossegue até o dia 29 de janeiro, com palestras e com debates voltados ao fortalecimento da segurança eleitoral e ao enfrentamento das ameaças contemporâneas ao processo democrático.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da PF

Parque Marechal Rondon, em Vilhena, vai receber melhorias com recurso disponibilizado pelo deputado Ezequiel Neiva

0

Recurso atende pedido do vereador Pedrinho Sanches e vai melhorar a infraestrutura para visitantes do principal ponto de lazer da cidade.

Investimento garante conforto e segurança para famílias que frequentam o parque (Foto: Nilson Nascimento | Assessoria Parlamentar)

O deputado estadual Ezequiel Neiva (União Brasil) assegurou recursos para a construção de banheiros e bebedouros no Parque Ecológico Marechal Rondon, em Vilhena. O valor de R$ 265 mil, disponibilizado por meio de indicação parlamentar, já foi empenhado para atender ao pedido do vereador Pedrinho Sanches (Podemos).

A iniciativa tem como objetivo oferecer água potável e infraestrutura adequada aos visitantes, reforçando a importância do parque como um dos principais pontos de lazer da cidade.

O deputado estadual ressaltou a relevância do investimento para a população vilhenense. “Estamos investindo em melhorias que proporcionem mais conforto e bem-estar para as famílias que frequentam o Parque Ecológico. É fundamental que nossos espaços públicos contem com infraestrutura adequada e segura para todos”, afirmou Ezequiel Neiva.

O deputado também ressaltou a parceria com os poderes Executivo estadual e municipal. “Agradeço ao Governo do Estado e ao governador, coronel Marcos Rocha, por garantir a liberação de nossas emendas, permitindo que as melhorias possam chegar a todo estado. Também agradeço ao prefeito Delegado Flori, que tem colaborado para que Vilhena receba investimentos essenciais, que contribuem com a qualidade de vida da população. Trabalhando juntos, conseguimos transformar os pedidos de cada cidadão em realidade”, concluiu.

Com a obra, o parque deverá oferecer mais conforto, segurança e qualidade de vida aos visitantes, fortalecendo seu papel como espaço de lazer e convivência familiar em Vilhena.

Texto: Alexandre Almeida I Secom ALE/RO
Foto: Nilson Nascimento | Assessoria Parlamentar

SIF fortalece a segurança alimentar e amplia a presença da agropecuária brasileira no exterior

0
O Sistema é responsável por fiscalizar produtos de origem animal comestíveis e não comestíveis
CAPA SITE (2).png

Com o objetivo de garantir a segurança dos alimentos, o controle sanitário e a padronização da qualidade, em 27 de janeiro de 1915 foi instituído o Serviço de Inspeção Federal (SIF), responsável por fiscalizar produtos de origem animal comestíveis e não comestíveis.

“O Serviço de Inspeção Federal é um dos pilares da defesa agropecuária brasileira. Ao longo de mais de um século, o SIF construiu credibilidade, garantiu a segurança dos alimentos e fortaleceu a confiança do mercado interno e internacional nos produtos de origem animal do Brasil”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Anteriormente denominado Serviço de Inspeção Veterinária das Fábricas de Produtos Animais, o SIF fiscaliza toda a cadeia produtiva de produtos de origem animal, desde a inspeção nas empresas de abate até os produtos que chegam aos consumidores, como carnes, ovos, leite e derivados, por meio do selo presente nas embalagens. O Serviço também atua no controle de produtos como farinha, gorduras industriais e colágeno.

O Sistema é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da Secretaria de Defesa Agropecuária. O Dipoa supervisiona todo o processo de fiscalização, assegurando a qualidade dos produtos. Atualmente, são mais de cinco mil estabelecimentos registrados no Brasil. Somente em 2025, foram registrados 169 novos estabelecimentos, garantindo a segurança alimentar dos produtos comercializados no mercado interno e externo.

Em 1952, foi instituído o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), com o objetivo de normatizar a inspeção industrial e sanitária desses produtos. Entre as décadas de 1970 e 1990, a atuação do SIF foi ampliada, passando a abranger a industrialização, o armazenamento e a rotulagem. Já em 2003, foi criado o Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF), responsável pelo gerenciamento do SIF e pela automação dos processos.

A capacitação dos servidores do Dipoa é parte fundamental da história do SIF. O desenvolvimento de cursos e materiais técnicos tem fortalecido a qualificação do quadro técnico do Departamento, promovendo a padronização de procedimentos, o alinhamento às exigências nacionais e internacionais e a constante atualização frente aos desafios da fiscalização. Em 2025, essa trajetória de expansão foi consolidada, com o registro do maior número de turmas e participações já realizadas: foram 51 cursos e mais de 3,3 mil participantes.

Essencial para a expansão da agropecuária brasileira no exterior, o SIF contribuiu para mais de 527 novas aberturas de mercados, reflexo de uma defesa agropecuária eficiente, pautada na fiscalização e na segurança sanitária.

Informação à imprensa
[email protected]

Resultados das avaliações pedagógicas evidenciam avanços na educação pública de Rondônia

0

Ao longo da gestão, o governo de Rondônia vem consolidando um conjunto de ações pedagógicas voltadas ao acompanhamento da aprendizagem, à permanência dos estudantes na escola e à qualificação do ensino ofertado na rede estadual. As iniciativas da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), envolvem formação docente, avaliações educacionais em larga escala e estratégias específicas para o ensino médio.

Nesse contexto, a rede estadual de ensino executou a aplicação do Sistema Permanente de Avaliação da Educação de Rondônia (Saero), instrumento utilizado para acompanhar o desempenho dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio em Língua Portuguesa e Matemática. A avaliação se consolidou como a principal ferramenta estadual de diagnóstico da aprendizagem, subsidiando a formulação de políticas públicas, a correção de defasagens e o planejamento pedagógico das redes estadual e municipais.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o uso das avaliações educacionais fortalece o planejamento das políticas públicas. “O acompanhamento da aprendizagem é essencial para orientar as ações da educação, com decisões baseadas em dados e planejamento”, pontuou.

A secretária da Seduc, Albaniza Oliveira, explicou que os instrumentos avaliativos estão integrados às demais ações pedagógicas da rede. “Os resultados das avaliações orientam o trabalho pedagógico, a formação dos professores e a construção de estratégias para melhorar a aprendizagem dos estudantes”, ressaltou.

A iniciativa promoveu aulas intensivas, aplicação de simulados e suporte logístico durante as atividades

O gerente de Avaliações Educacionais e coordenador estadual do Saero, Kary Falcão, destacou que a taxa de participação dos estudantes é um dos principais indicadores do processo avaliativo. Segundo ele, desde a reestruturação da avaliação, a participação evoluiu de 83% para 93%, com registros de escolas que alcançaram 100% de presença durante a aplicação. “Esse índice demonstra que os municípios desenvolvem ações efetivas para garantir a permanência dos estudantes na escola e enfrentar a evasão”, afirmou.

Criado em 2016 e reestruturado em 2022, o Saero passou a ocupar papel central na organização do trabalho pedagógico da rede pública. Com resultados divulgados periodicamente, a avaliação se tornou base de informação para a elaboração de planos de nivelamento, ajustes nas práticas pedagógicas e acompanhamento mais preciso da aprendizagem. Os dados também contribuem para a definição da parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) repassada aos municípios, cuja distribuição considera indicadores de qualidade da educação.

Para a estudante do ensino médio Giovanna Albuquerque, as ações de avaliação e preparação refletem no cotidiano escolar. “Os simulados e as aulas nos ajudam a entender melhor como funcionam as provas e a nos sentirmos mais preparado para o Enem”, relatou.

Além da avaliação estadual, a rede pública participa do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Saeb é uma avaliação nacional que mede o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática e integra o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), permitindo a comparação dos resultados de Rondônia com os demais estados e orientando políticas educacionais em âmbito nacional.

No ensino médio, a Seduc também desenvolveu ações específicas de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por meio do projeto Trilhando Rumo ao Enem. A iniciativa promoveu aulas intensivas, aplicação de simulados, distribuição de material de apoio e suporte logístico durante as atividades, permitindo que os estudantes se familiarizassem com o formato da prova e avaliassem seus conhecimentos.

Acompanhe as matéiras sobre os investimentos do governo de Rodônia na Educação:

Aquisições ampliam tecnologia, conforto e logística escolar na rede estadual na volta às aulas

Time rondoniense recebe uniformes esportivos entregues pelo projeto “Pintando a Liberdade”

0

Com o objetivo de promover oportunidades de trabalho, capacitação profissional e a ressocialização de pessoas privadas de liberdade, o governo de Rondônia realizou, no dia 21 , a entrega de 160 jogos de uniformes esportivos ao Sport Club Genus, de Porto Velho. As peças foram confeccionadas por mão de obra reeducanda, reforçando o compromisso do Estado com políticas públicas voltadas à reintegração social.

O projeto também gera impactos positivos para a sociedade

A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), em parceria com a Vara de Penas e Medidas Alternativas (Vepema) e o Conselho da Comunidade, por meio do Projeto Pintando a Liberdade. Ao todo, foram produzidas 160 camisetas e 160 shorts, com a participação direta de 22 reeducandos. O projeto também gera impactos positivos para a sociedade, contribuindo para o fortalecimento da prática esportiva, especialmente entre jovens atletas, e incentivando hábitos saudáveis e a inclusão social por meio do esporte.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância do projeto como ferramenta de reintegração social. “Investir na ressocialização é investir em segurança e cidadania. Quando o Estado oferece oportunidades de trabalho e capacitação, contribui para que essas pessoas retornem à sociedade de forma produtiva, reduzindo a reincidência criminal e promovendo a inclusão social”, pontuou.

O coordenador do Projeto Pintando a Liberdade, Elias Rodrigues, enfatizou que os resultados vão além da produção material. “O trabalho desenvolvido nos projetos de ressocialização nas unidades prisionais proporciona uma nova perspectiva de futuro. Os reeducandos entendem que são capazes de produzir materiais que serão utilizados pela comunidade, o que é fundamental no processo de reintegração”, explicou.

Segundo o secretário da Sejus, Marcus Rito, projetos como o Pintando a Liberdade demonstram que é possível unir responsabilidade social, qualificação profissional e benefício direto à sociedade. “Os reeducandos aprendem uma profissão, geram renda e participam de ações que incentivam o esporte e a inclusão social”, ressaltou.

Ações de conscientização e importância da informação sobre a hanseníase são evidenciadas pela Sesau

0

Durante o Janeiro Roxo, campanha nacional de conscientização sobre a hanseníase, o governo de Rondônia intensifica as ações de conscientização e destaca a importância da informação correta, do cuidado contínuo e do acesso aos serviços de saúde. A doença ainda é cercada por mitos e desinformação, fatores que contribuem para o preconceito e dificultam o diagnóstico precoce.

O Janeiro Roxo reforça que a informação é uma aliada essencial no cuidado com a saúde. Combater a hanseníase é garantir dignidade, acesso ao tratamento e respeito às pessoas. Apesar de ser uma doença infecciosa, a hanseníase tem cura, tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não é facilmente transmissível. Entre os sinais e sintomas mais comuns da doença estão manchas na pele com perda de sensibilidade, que podem ser claras, avermelhadas ou acastanhadas, dormência, formigamento, fraqueza muscular e diminuição da sensibilidade ao calor, à dor ou ao toque.

Segundo os médicos Dahier Atallah e Sonia Caixeta, referências em hanseníase em Rondônia e atuantes na Policlínica Oswaldo Cruz (POC), a maior dificuldade no combate à doença ainda é a desinformação. Eles reforçam que a hanseníase não é transmitida por contato casual, mas por contato prolongado com gotículas respiratórias entre pessoas que possuem suscetibilidade imunológica ao Mycobacterium leprae. O medo da população, na maioria das vezes, está relacionado ao desconhecimento.

A informação é fundamental para desconstruir o estigma histórico que ainda cerca a doença e que, muitas vezes, afasta pacientes do diagnóstico precoce, tratamento adequado, cura e do acompanhamento de possíveis sequelas. Os especialistas explicam ainda que a hanseníase acomete principalmente os nervos periféricos, causando a chamada neurite periférica, que pode provocar dor, formigamento, perda de sensibilidade e fraqueza muscular.

Para orientar a população e combater o estigma, os médicos esclarecem os principais mitos sobre o contágio da doença:

🟣 Hanseníase é altamente contagiosa
MITO! A transmissão ocorre apenas após contato próximo, prolongado e contínuo com uma pessoa sem tratamento, principalmente por meio das vias respiratórias.

🟣 Um simples aperto de mão transmite a doença
MITO! O contato físico, como apertos de mão ou abraços, não transmite a hanseníase.

🟣 Compartilhar objetos pessoais causa contágio
MITO! Copos, talheres, roupas e toalhas não transmitem a doença.

🟣 Qualquer contato rápido pode infectar
MITO! A transmissão exige convivência frequente e prolongada com uma pessoa que ainda não iniciou o tratamento.

🟣 Quem está em tratamento continua transmitindo
MITO! Após o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a hanseníase.

🟣 Hanseníase passa pelo ar como a gripe
MITO! A doença não é transmitida de forma rápida ou casual pelo ar.

🟣 Hanseníase não tem cura
MITO! A hanseníase tem cura, e o tratamento é gratuito e eficaz quando iniciado precocemente.

ONDE BUSCAR ATENDIMENTO

A população pode buscar atendimento inicialmente na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa, onde é realizada a avaliação e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado. Em Porto Velho, também há assistência na Policlínica Oswaldo Cruz, referência no diagnóstico e acompanhamento da hanseníase. Ao identificar qualquer sinal suspeito, procure a UBS e não espere sentir dor.

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jefferson Rocha, reforça a importância da busca pelos serviços de saúde ao primeiro sinal da doença. “A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível na rede pública. Ao perceber qualquer mancha na pele com perda de sensibilidade, é fundamental procurar uma unidade de saúde. O diagnóstico precoce evita sequelas e garante qualidade de vida ao paciente”, afirmou.

Projeto com artesanato de plantas promove ressocialização e futura inserção no mercado de trabalho

0

Com foco na reintegração social, o governo de Rondônia realizou, no dia 18 de janeiro, o curso prático de montagem de Kokedamas (bola de musgo) para as internas da Casa de Detenção de Pimenta Bueno. A iniciativa ofereceu novas habilidades artesanais ao público feminino, garantindo ferramentas para a reinserção social e a autonomia financeira após o cumprimento da pena.

O curso de Montagem de Kokedamas foi realizado por meio da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), em parceria com a Associação de Assistência aos Condenados (A.A.C.), de Pimenta Bueno. Com a finalização do curso, todas as participantes receberam certificado de conclusão e capacitação técnica.

Durante a atividade, as participantes da ala feminina receberam instruções técnicas sobre a arte japonesa de cultivar plantas sem vasos, utilizando bolas de musgo. Ao final da capacitação, as internas foram certificadas, registrando a aptidão para o exercício da atividade artesanal. A ação reforça o compromisso do estado com a humanização do sistema prisional e a redução da reincidência criminal por meio do trabalho e da educação.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha destaca a importância da qualificação para a ressocialização. “Estamos transformando o sistema prisional em um espaço de aprendizado. Com qualificação e trabalho garantimos que essas mulheres retornem à sociedade com uma nova perspectiva de vida e dignidade”.

PARCERIA E MERCADO DE TRABALHO

Além da capacitação técnica, o projeto abre portas para a geração imediata de renda. Está em fase de planejamento a celebração de um convênio entre a Associação de Assistência aos Condenados (A.A.C.), envolvendo uma empresa privada e a Casa de Detenção de Pimenta Bueno.

O objetivo do acordo é viabilizar a contratação formal de mão de obra das internas capacitadas, permitindo que a produção das Kokedamas seja integrada a uma cadeia comercial. Essa política de parceria público-privada é um dos pilares da gestão para transformar o tempo de reclusão em oportunidade de qualificação profissional efetiva, além da inclusão no mercado de trabalho após cumprimento de pena.

Para o secretário da Sejus, Marcus Rito, o convênio entre estado e a iniciativa privada gera frutos importantes na ressocialização e cidadania. “A integração com empresas privadas é fundamental para consolidarmos a ressocialização. Quando o estado qualifica e a iniciativa privada absorve essa mão de obra, abrimos um ciclo de cidadania que gera economia para o setor produtivo e segurança para a sociedade”, pontuou.

Monitoramento clínico do HIV e da aids na população trans fortalece decisões no SUS

0
SUS
Análise orienta ações para equidade e foi publicado em celebração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, 29 de janeiro

Foi publicado, esta semana, o Monitoramento clínico do HIV e da aids na população trans: uma análise agregada com foco em mulheres trans e travestis – Sumário Executivo 2025. O material foi divulgado também em comemoração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, 29 de janeiro, e representa um marco para a vigilância em saúde no Brasil, pois incorpora dados sistematizados, pela primeira vez em nível nacional, sobre o percurso de cuidado de pessoas trans vivendo com HIV e/ou aids no Sistema Único de Saúde (SUS).

“O documento amplia a capacidade de análise do Ministério da Saúde ao utilizar a identidade de gênero como eixo central para a produção de evidências, qualificando a tomada de decisão e o planejamento de políticas públicas”, afirma Draurio Barreira, o diretor do Departamento de HIV, Aids, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (Dathi/SVSA/MS).

Elaborado a partir de informações dos sistemas nacionais de saúde, o monitoramento descreve a cascata de cuidado, desde o diagnóstico até a supressão viral, e analisa indicadores como início e continuidade do tratamento antirretroviral (Tarv), atraso na retirada de medicamentos e interrupção do cuidado. Os resultados destacados na publicação apontam avanços importantes no acesso ao diagnóstico e ao tratamento entre pessoas trans, especialmente mulheres trans e travestis, ao mesmo tempo em que tornam visíveis lacunas persistentes ligadas a barreiras estruturais como estigma e discriminação na vinculação e na adesão sustentada ao cuidado nos serviços de saúde.

Para a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), Mariângela Simão, ao explicitar desigualdades segundo raça/cor, escolaridade e território, o documento reforça o papel estratégico da vigilância para identificar grupos e contextos que demandam respostas prioritárias. “Essas informações são fundamentais para orientar ações mais focalizadas, apoiar gestores locais e fortalecer a integração entre vigilância e atenção à saúde, contribuindo para a redução de iniquidades historicamente observadas na resposta ao HIV e à aids”, ressalta.

Do ponto de vista da promoção da saúde e da equidade, o monitoramento reafirma o compromisso do SUS com uma atenção integral, livre de discriminação e orientada pelos direitos humanos. Ao dar visibilidade às trajetórias de cuidado de pessoas trans e travestis, o documento subsidia o aprimoramento de práticas assistenciais, a qualificação das equipes de saúde e o enfrentamento de barreiras institucionais, como o estigma e a transfobia, que impactam diretamente a permanência dessas pessoas no cuidado.

Webinário debaterá monitoramento clínico da saúde da população trans pelos serviços locais

O fortalecimento do uso de dados desagregados por identidade de gênero contribui para o acompanhamento das metas nacionais e globais de enfrentamento do HIV, alinhando-se às diretrizes para a eliminação da aids como problema de saúde pública até 2030. “A atualização cadastral e o preenchimento qualificado das informações nos sistemas de vigilância e assistência são fundamentais para ampliar a visibilidade da população trans e qualificar a produção de evidências para a tomada de decisão no SUS, tornando-o mais equitativo, inclusivo e atento à diversidade da população brasileira”, destaca Draurio Barreira, diretor do Dathi/SVSA/MS.

Em 2025, por meio das notas técnicas 242 e 243, o Ministério da Saúde divulgou orientações aos serviços de saúde com o objetivo de fortalecer o monitoramento clínico e o planejamento de ações equitativas relacionadas à população trans. A incorporação dessas orientações será debatida nesta quinta-feira (29), às 15h, durante o webinário “Diálogos em Prevenção: Monitoramento Clínico de HIV e Aids na População Trans”. A transmissão do evento ocorrerá pelo canal da SVSA/MS no Youtube.

Ministério da Saúde

17 partidos disputarão eleições 2026 da Assembleia em RO

0

Com a possibilidade de até 25 candidatos por partido, o número total de concorrentes pode ultrapassar 400 nomes, tornando o cenário político ainda mais dinâmico

Assessoria/Parlamentar

Porto Velho, Rondônia – Eleições 2026 em Rondônia prometem uma disputa acirrada para a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO). Ao todo, 17 partidos políticos estão oficialmente aptos para lançar candidatos, concorrendo às 24 vagas de deputado estadual.

De acordo com as regras eleitorais, cada partido pode registrar até 25 candidatos, número que corresponde a 24 vagas em disputa mais 1, ampliando a competitividade entre as legendas e aumentando as opções para o eleitor rondoniense.

24 vagas em disputa na Assembleia Legislativa de Rondônia

A Assembleia Legislativa de Rondônia é composta por 24 deputados estaduais, responsáveis por elaborar leis, fiscalizar o governo estadual e representar a população. Nas eleições de 2026, essas cadeiras serão disputadas por centenas de candidatos, distribuídos entre os partidos habilitados.

Com a possibilidade de até 25 candidatos por partido, o número total de concorrentes pode ultrapassar 400 nomes, tornando o cenário político ainda mais dinâmico.

Veja os 17 partidos aptos a disputar as eleições 2026 em Rondônia

Confira a lista completa dos partidos políticos habilitados para concorrer às vagas na ALE-RO:

PV / PT / PCdoB

REDE / PSOL

PL

PSD

Mobiliza

MDB

Podemos

União Brasil / PP

Republicanos

PDT

PRD / Solidariedade

PRTB

Novo

Avante

PSB

PSDB

Agir

Eleições 2026 devem ampliar o debate político em Rondônia

A diversidade de partidos reflete a pluralidade de ideias e projetos que devem marcar o debate político no estado. Temas como desenvolvimento econômico, infraestrutura, saúde, educação e meio ambiente devem ganhar destaque durante a campanha eleitoral.

Com 17 partidos na disputa e milhares de eleitores atentos, as eleições 2026 em Rondônia prometem ser decisivas para o futuro político do estado.