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Embraer fecha venda de 45 jatos para a Dinamarca em operação de R$ 21,8 bilhões

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Acordo histórico apoia a estratégia de longo prazo que se concentra em aumentar a eficiência e reduzir as emissões, gerando crescimento

Agência Gov | Com Embraer
13/07/2025 08:41
Embraer fecha venda de 45 jatos para a Dinamarca em operação de R$ 21,8 bilhões

Bruna Leiva

A Embraer fechou a venda de 45 jatos E195-E2, com direitos de compra para 10 aeronaves adicionais, para a Scandinavian Airlines (SAS), uma operação de R$ 21,8 bi. O acordo histórico foi divulgado pela companhia aérea no início deste mês.

Esta é a maior encomenda a um único fabricante desde 1996. Mesmo diante dos desafios para o comércio internacional, a Embraer segue abrindo mercados gerando emprego e renda”, comemorou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em uma rede socal.

O acordo histórico apoia a estratégia de longo prazo para a renovação de frota da Scandinavian Airlines, aumentando a eficiência, reduzindo as emissões e gerando futuras oportunidades de crescimento a partir de seu hub global em Copenhague, na Dinamarca.

As primeiras entregas estão previstas para o final de 2027, com entregas adicionais ao longo de aproximadamente quatro anos. O modelo de aeronave da família E2 opera com 100% de combustível sustentável de aviação (SAF), e é certificada para voar com blends de até 50% deste mesmo tipo de combustível.

“O E195-E2 é uma aeronave inovadora em termos de eficiência, desempenho e conforto do passageiro. Estamos confiantes de que essas aeronaves desempenharão um papel crucial na estratégia de renovação e expansão da frota da SAS, apoiando seus planos de crescimento e aprimorando suas capacidades operacionais”, afirmou Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

A EMBRAER – Criada em 1969 com apoio do Governo Federal, a Embraer evolui para se tornar uma gigante do setor aeroviário. A empresa é hoje a 3º maior fabricante de jatos comerciais do mundo e líder absoluta no segmento de até 130 assentos. A Embraer contabiliza mais de oito mil aeronaves entregues, conta com 18 mil empregados, e, para atender demandas globais, estabelece unidades industriais, escritórios e centros de distribuição de peças e serviços nas Américas, África, Ásia e Europa.

Safra recorde de milho impulsiona investimentos e geração de empregos

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A safra 2023/2024 marcou um feito inédito para o Tocantins: a maior colheita de milho da história do estado. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foram produzidas aproximadamente 2,212 milhões de toneladas, o que representa um crescimento expressivo de 56% em comparação à temporada anterior.

O resultado é atribuído a uma combinação de fatores, que vão desde o clima favorável até o uso crescente de tecnologias no campo. A área plantada também aumentou, saltando de 373 mil para 405 mil hectares, enquanto a produtividade média chegou a 5.462 quilos por hectare — o maior índice já registrado no estado.

“Essa performance excepcional tem relação direta com o bom regime de chuvas e temperaturas amenas nos períodos mais sensíveis do ciclo, como o florescimento e o enchimento dos grãos”, explica Thadeu Teixeira Júnior, engenheiro agrônomo da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro).

Para além das condições climáticas, o avanço da agricultura tocantinense também reflete um processo de modernização acelerada. O uso de sementes geneticamente melhoradas, fertilizantes de alta eficiência e práticas de manejo mais sustentáveis tem garantido safras cada vez mais produtivas.

O investimento em tecnologias voltadas à conservação do solo e à gestão racional da água também tem se tornado parte da rotina nas propriedades rurais, o que contribui para a resiliência e sustentabilidade da produção.

Com a supersafra consolidada, o Tocantins começa a transformar parte dessa produção em produtos de maior valor agregado. Uma das iniciativas em destaque é a implantação de uma usina de etanol de milho no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional, prevista para entrar em operação ainda em 2025. Além do biocombustível, a unidade também produzirá DDG (grãos secos por destilação), um insumo proteico utilizado na nutrição animal.

“O aproveitamento do milho para a produção de DDG vai fortalecer diretamente a cadeia da pecuária, com reflexos positivos para todo o setor agropecuário”, observa Teixeira Júnior.

Outro projeto de grande porte já confirmado é a construção da planta industrial da Tocantins Bioenergia, no município de Miranorte. Com investimento estimado em R$ 1,1 bilhão, o empreendimento deve iniciar suas atividades em 2027, gerando cerca de 500 empregos diretos e contribuindo com mais de R$ 100 milhões anuais em tributos estaduais.

Essa movimentação sinaliza o início de um novo ciclo para o estado, no qual a produção de milho vai além da exportação de grão e passa a integrar uma cadeia de transformação mais ampla, com ganhos econômicos e sociais para diversas regiões tocantinenses.

Com uma safra histórica, tecnologia no campo e indústrias em implantação, o Tocantins reforça sua posição como um dos principais protagonistas do agronegócio brasileiro. A sinergia entre produção agrícola e industrialização projeta um cenário favorável de longo prazo, com geração de empregos, aumento de renda e fortalecimento da economia regional.

Pensar Agro

Após alta de até 670% nos tributos, governo vai ajustar regra para o álcool

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Durante a regulamentação da reforma tributária, a substituição do termo “álcool” por “etanol combustível” no texto final resultou em uma distorção que elevou significativamente a carga de PIS/Cofins sobre o álcool não carburante — utilizado em segmentos como cosméticos, bebidas, produtos de limpeza e medicamentos. Como consequência a mudança restringiu o benefício fiscal ao etanol automotivo e deixou as demais aplicações sujeitas a uma alíquota de quase 30%, pressionando os custos do setor produtivo.

Antes da alteração, o regime tributário para o álcool industrial era monofásico e permitia que as usinas recolhessem cerca de R$ 130 por metro cúbico vendido. Com a nova regra, esse valor saltou para aproximadamente R$ 1.000, gerando um aumento expressivo e inesperado na carga tributária incidente sobre um insumo essencial para diversas cadeias produtivas.

Para evitar efeitos colaterais como aumento de preços ao consumidor final e perda de competitividade industrial, o governo federal prepara um decreto que deve reduzir as alíquotas de forma emergencial. A medida está em análise final na Casa Civil e na Receita Federal, e a expectativa é de que o texto seja publicado nos próximos dias.

Embora a correção formal da falha exigisse uma nova lei complementar — o que demandaria maioria qualificada no Congresso e mais tempo de tramitação —, o decreto surge como alternativa viável para mitigar os impactos no curto prazo. O objetivo é devolver equilíbrio fiscal à cadeia do álcool industrial, resguardar setores estratégicos e preservar a estabilidade dos preços ao consumidor.

A medida também busca reduzir o risco de judicialização e disputas tributárias, que podem surgir diante da insegurança jurídica causada pela redação atual da lei. Representantes da indústria e especialistas tributários vêm alertando para os efeitos adversos do novo modelo, que acabou atingindo insumos que não estavam no escopo original da reforma.

A publicação do decreto é aguardada com expectativa pelo mercado, que considera a medida essencial para evitar a perda de competitividade e novos prejuízos à indústria nacional.

Pensar Agro

Governo busca mercados alternativos para exportações

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Com uma possível entrada em vigor da tarifa de 50% sobre produtos agropecuários brasileiros prevista para 1º de agosto, o governo federal já mapeou os principais mercados de destino que podem absorver parte das exportações impactadas. Embora negociações diplomáticas com os Estados Unidos estejam em curso, autoridades admitem que o tempo é curto para evitar prejuízos imediatos aos exportadores.

A medida norte-americana afeta diretamente setores como suco de laranja, carne bovina, café, pescados e frutas — itens com forte presença na pauta exportadora brasileira. A interrupção de embarques destinados ao mercado dos EUA já é realidade para algumas empresas, que suspenderam o processamento de produtos voltados exclusivamente àquele destino.

Diante desse cenário, o Ministério da Agricultura intensificou a atuação da equipe internacional para identificar rotas alternativas. No caso da carne bovina, o foco está em ampliar a habilitação de frigoríficos para exportação ao Vietnã, país que abriu seu mercado recentemente. A expectativa é conquistar de 30% a 50% da demanda vietnamita, que gira em torno de 300 mil toneladas anuais. Paralelamente, está prevista para setembro uma auditoria do México que pode resultar na ampliação de 45% no número de plantas habilitadas para exportação de carne brasileira.

Outros mercados também estão no radar. Para o suco de laranja, produto mais afetado pela nova tarifa, as negociações com a China buscam uma equalização tarifária que permita a entrada do produto com menor custo. Arábia Saudita e países do Oriente Médio também estão entre os potenciais compradores. Para o café, os esforços se concentram na China e na Austrália, esta última com alto volume de importação, mas baixa participação brasileira. No caso das frutas, que têm nos Estados Unidos um importante destino, parte das exportações deve ser redirecionada para a Europa e para o mercado asiático.

Com cerca de 90% dos pescados exportados tendo os EUA como destino, esse setor demanda ainda identificação de novos compradores. A rede de adidos agrícolas no exterior foi mobilizada para intensificar a busca ativa por oportunidades. O governo também planeja ações de promoção comercial nos mercados estratégicos, em parceria com o setor privado.

Embora exista a possibilidade de recuo ou adiamento da medida por parte do governo dos EUA, o cenário permanece imprevisível. O Brasil, por sua vez, já considera utilizar instrumentos de reciprocidade econômica, caso não haja avanço nas tratativas.

A estratégia do governo brasileiro é atuar de forma articulada com os setores afetados, reforçando a diplomacia comercial e buscando soluções práticas para minimizar os impactos econômicos da taxação. Mesmo com a janela curta até 1º de agosto, a atuação conjunta entre o poder público e a iniciativa privada pretende garantir escoamento para os produtos e preservar o espaço do Brasil no comércio agrícola internacional.

Pensar Agro

Mesmo com preços apertados, soja garante rentabilidade

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A boa produtividade média obtida nas lavouras em 2024/25 ajudou os produtores brasileiros a compensar os preços da soja menos favoráveis ao longo do ano, reduzindo o custo por saca e mantendo margens positivas. Mesmo com os custos de produção ainda elevados e juros altos, a área plantada deve crescer 1,2% e levar a produção nacional à marca histórica de 179,875 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo projeções de especialistas.

Apesar do cenário desafiador nos custos, a soja segue como principal cultura do país, impulsionada também pelo bom desempenho no mercado externo. As exportações devem crescer 4% em 2026, passando de 104 milhões para 108 milhões de toneladas. O esmagamento interno também deve aumentar, de 57 para 59 milhões de toneladas, segundo a Safras & Mercado.

A oferta total de soja prevista para 2026 é de 189,35 milhões de toneladas, aumento de 9% em relação ao ano anterior. A demanda interna também deve crescer, alcançando 170,4 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais devem dobrar, passando de 9,47 milhões para 18,945 milhões de toneladas.

O avanço esperado em relação à safra anterior, que colheu 171,931 milhões de toneladas, é de 4,6%. A produtividade também deve subir, passando de 3.627 para 3.749 quilos por hectare. Os produtores devem cultivar 48,217 milhões de hectares, ante 47,641 milhões no ciclo anterior, com destaque para o Centro-Oeste e o Matopiba, onde há disponibilidade de áreas e recuperação produtiva.

No Mato Grosso, maior estado produtor, a expectativa é positiva após uma safra de recuperação em 2025. Áreas de pastagens seguem disponíveis para conversão, o que reforça o potencial de crescimento. Já o Rio Grande do Sul enfrenta uma situação mais delicada: as recorrentes adversidades climáticas das últimas safras devem frear investimentos em tecnologia e expansão, deixando as lavouras mais vulneráveis a novas perdas.

Fonte/PensarAgro

Mapa publica preços mínimos para os produtos de verão e regionais da safra 25/26 e 2026

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Os preços são fixados com o objetivo de assegurar uma remuneração mínima aos produtores rurais

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta quarta-feira (9), a Portaria nº 812, que atualiza os preços mínimos para os produtos de verão e regionais da safra 2025/26 e 2026. Os novos valores foram fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e serão utilizados como referência nas operações ligadas à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

Entre as culturas com novo valor estabelecido estão algodão em caroço e em pluma, arroz longo fino em casca, borracha natural cultivada, coágulo virgem a granal, látex de campo, cacau cultivado (amêndoa), feijão em cores e o preto, leite, mandioca, milho, farinha e outras culturas e sementes.

Os preços são fixados com o objetivo de assegurar uma remuneração mínima aos produtores rurais.

A medida abrange todas as regiões do Brasil e é válida entre julho deste ano até maio de 2027 para algumas culturas.

Confira os novos preços e período de vigência aqui.

O QUE É O PGPM?

O preço mínimo é atualizado anualmente e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é responsável por elaborar as propostas referentes aos produtos da pauta da PGPM e da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).

Conforme artigo 5° do Decreto-Lei n.° 79/1966, as propostas de preços mínimos devem considerar os diversos fatores que influem nas cotações dos mercados interno e externo, e os custos de produção.

Os preços mínimos são definidos antes do início da safra seguinte e servem para nortear o produtor quanto à decisão do plantio, além de sinalizar o comprometimento do Governo Federal em adquirir ou subvencionar produtos agrícolas, caso seus preços de mercado encontrem-se abaixo dos preços mínimos estabelecidos.

Informação à imprensa
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Vilhena vai inaugurar vitrine tecnológica com clones de café e cacau na Sicoob Agroshow

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Parceria entre Prefeitura, Embrapa, Senar e SPR leva inovação ao campo e impulsiona a agricultura familiar com novas tecnologias e cultivares adaptadas

Visando a difusão de tecnologia e inovação agrícola, estimular a adoção de clones certificados, incentivar a produção de qualidade e capacitar pequenos produtores, a Prefeitura de Vilhena, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri), em parceria com a Embrapa, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sindicato dos Produtores Rurais de Vilhena (SPR), lançará, durante a Sicoob Agroshow, a primeira vitrine tecnológica de agronegócio com clones de cacau e café conilon robusta.

O espaço foi idealizado para ser uma importante ferramenta demonstrativa e educativa voltada a produtores, técnicos, estudantes e investidores do setor agrícola. Com o apoio das instituições parceiras, a iniciativa busca apresentar clones selecionados — ou seja, variedades geneticamente idênticas de plantas que possuem características superiores — e evidenciar, na prática, os benefícios dessas cultivares para o desenvolvimento da produção agrícola local.

A Sicoob Agroshow é uma feira de inovação voltada para o agronegócio, promovida pela Sicoob Credisul, com correalização da Prefeitura de Vilhena e parceiros. A edição 2025 ocorre de 23 a 26 de julho, no Parque de Exposições Ovídio Miranda de Brito, aberta ao público para visitação.

De acordo com os responsáveis técnicos, a vitrine destaca-se por seu alto nível de tecnificação e pela diversidade de exemplares apresentados. Como parte das ações integradas à iniciativa, o Senar realizará, em breve, a entrega de cerca de 20 mil mudas de cacau a pequenos produtores rurais, por meio da Associação Cooperfrutos. A ação visa incentivar o cultivo de plantas com maior resistência a pragas, melhor adaptabilidade climática e elevado potencial produtivo.

Para o vice-prefeito Aparecido Donadoni, a iniciativa representa um avanço significativo no fortalecimento da agricultura familiar e no estímulo à modernização do campo. Segundo ele, ações como essa colocam Vilhena em posição de destaque no cenário agropecuário regional, promovendo conhecimento técnico e fomentando uma agricultura mais produtiva e sustentável.

Semcom

PF combate crime de moeda falsa nos estados da Bahia e Minas Gerais

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As investigações tiveram início com a prisão em flagrante de um indivíduo que recebeu, via encomenda postal, cédulas falsas no município de Vilhena/RO
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Vilhena/RO. Nesta quinta-feira (10/7), a Polícia Federal deflagrou a Operação Pecunia Ficta, com o objetivo de desarticular um esquema de distribuição interestadual de cédulas falsas realizadas por meio dos serviços de entrega postal. A ação ocorreu na Bahia e em Minas Gerais, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal a partir de representação da Delegacia de Polícia Federal em Vilhena/RO.

As investigações tiveram início com a prisão em flagrante de um indivíduo que recebeu, via encomenda postal, cédulas falsas no município de Vilhena/RO. A partir da análise dos elementos coletados, identificou-se a existência de uma rede criminosa estruturada para oferecer, comercializar e distribuir as notas falsas.

Segundo apurado, os investigados utilizavam aplicativos de mensagens para ofertar e negociar as cédulas ilícitas. Os pagamentos eram realizados por meio de transferências eletrônicas  e os valores depositados em contas de terceiros. As cédulas falsas eram então remetidas aos compradores por via postal.

Diante dos fatos, os investigados poderão responder pelos crimes de moeda falsa e associação criminosa.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia

Produtores rurais já podem declarar vacinação contra brucelose pela internet

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A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) disponibiliza digitalmente a declaração da vacinação contra a brucelose bovina. A informatização da declaração possibilita maior controle das fêmeas vacinadas, lançadas no sistema, atendendo as diretrizes do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (SIS-PECEBT).

Com a nova funcionalidade, o produtor rural pode declarar a vacinação de suas bezerras diretamente pela internet, por meio de computador ou celular, sem necessidade de se deslocar até uma unidade da Idaron. A ferramenta está disponível no endereço eletrônico: https://servicos.idaron.ro.gov.br/.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a medida reforça o compromisso do estado com a saúde pública e com a sanidade do rebanho. “Além de facilitar o dia a dia no campo, o sistema também traz benefícios à gestão pública, como a otimização dos atendimentos nas unidades da Idaron, melhor organização do fluxo de trabalho e maior eficiência no controle das informações.

O presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, destacou que a iniciativa oferece mais agilidade, comodidade e autonomia ao produtor no cumprimento das obrigações sanitárias. “A brucelose é uma zoonose grave, que afeta tanto os animais quanto os humanos. Por isso, é essencial vacinar e declarar a vacinação. Prevenir é sempre o melhor caminho.”

A tecnologia é resultado da parceria entre a Idaron, o Fundo Emergencial de Apoio à Erradicação da Febre Aftosa (Fefa), médicos veterinários da iniciativa privada e revendas agropecuárias. O diretor executivo da Idaron, Licério Corrêa Magalhães, explicou que o novo recurso é uma evolução do sistema implantado em 2023, que permite a emissão online de receituários e atestados de vacinação por veterinários cadastrados.

“Após a realização da vacinação e emissão do atestado de vacinação, o produtor acessa o sistema e realiza a declaração, confirmando o procedimento em sua propriedade. O controle informatizado abrange desde a emissão do receituário, passando pela compra da vacina, até o registro final da imunização”,  frisou o diretor executivo da Idaron.

VACINAÇÃO 

A vacinação contra a brucelose é obrigatória para bezerras com idade entre 3 e 8 meses, podendo ser utilizada tanto a vacina B-19 quanto a RB-51. Em bezerras com idade superior a 8 meses, somente é permitida a vacinação com a RB-51. Ambas as vacinas exigem a marcação das bezerras no lado esquerdo da face: com o algarismo final do ano de vacinação (no caso da B-19) ou com a letra “V” (no caso da RB-51). O procedimento deve ser realizado exclusivamente por médicos veterinários e vacinadores cadastrados na Idaron.

As propriedades que não realizarem a vacinação obrigatória dentro do período estabelecido (3 a 8 meses) deverão regularizar a situação utilizando a vacina RB-51, sem prejuízo das sanções previstas na legislação sanitária vigente. A brucelose bovina é uma doença infectocontagiosa que causa abortos e prejuízos à reprodução dos animais, afetando diretamente a produtividade e a renda no campo. Com o novo sistema, Rondônia fortalece sua política de defesa sanitária e dá mais um passo rumo à modernização do serviço público.

Café de Rondônia é destaque nacional com aumento de produção, valorização do mercado

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A cafeicultura de Rondônia vive um de seus melhores momentos. Com produção recorde, qualidade reconhecida e valorização crescente, o estado se consolida como uma das principais referências do Brasil no cultivo do café robusta (Coffea canephora). Essa conquista é resultado direto do compromisso do governo de Rondônia, aliado ao trabalho técnico permanente da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), presente em todas as regiões do estado.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rondônia produziu 3,1 milhões de sacas de café beneficiado em 2024, mantendo-se como o 5º maior produtor de café do Brasil e o 2º maior na produção de robusta, atrás apenas do Espírito Santo. O estado responde por cerca de 10% da produção nacional.

Mais de 12 mil famílias são acompanhadas com assistência técnica da Emater-RO

Atualmente, a Emater-RO conta com 85 unidades operacionais distribuídas em todos os municípios, com uma equipe de cerca de 400 extensionistas e técnicos que garantem o atendimento direto a milhares de produtores rurais. Só na cafeicultura são mais de 12 mil famílias acompanhadas, com presença marcante em regiões produtoras, como: Alta Floresta d’Oeste, Cacoal, Rolim de Moura, Ouro Preto d’Oeste, Nova Brasilândia d’Oeste, Buritis e a região do Cone Sul.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a conquista é motivo de orgulho e demonstra a competitividade do café rondoniense no mercado global. “O café de Rondônia representa geração de emprego, renda e oportunidade em cada município. O governo tem trabalhado para garantir apoio, crédito, assistência e novos mercados para valorizar ainda mais quem atua no campo”, salientou.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA LOCAL 

A produtividade nas propriedades assistidas pela Emater-RO surpreende, ultrapassando 55 sacas por hectare e chegando a mais de 100 sacas em propriedades com sistemas intensivos. Isso só é possível graças à atuação local dos técnicos que acompanham desde o preparo do solo até a colheita, levando tecnologia, orientações de manejo, boas práticas agrícolas e incentivo ao uso de mudas de qualidade.

Segundo o diretor-presidente da Emater-RO, Luciano Brandão,  o grande diferencial é estar próximo do produtor. “Temos escritórios em todos os municípios, extensionistas que conhecem cada realidade local, cada produtor. Isso faz toda a diferença. É a presença no campo que garante que o conhecimento chegue onde precisa chegar”, destacou.

RECONHECIMENTO E MERCADOS VALORIZADOS

Rondônia foi o primeiro estado da Região Norte a conquistar uma Indicação Geográfica (IG) para seu café robusta, concedida em 2021, pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A conquista abrange 15 municípios, fortalecendo o valor agregado do produto, destacando a qualidade e a identidade regional do café rondoniense.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater-RO, Fausto Lima, Rondônia produziu 2,5 milhões de sacas de café robusta em 2024. “Esse é o dado oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) levantado em parceria com a Emater”, explicou. Desse total, 584 mil sacas foram destinadas à exportação, gerando uma receita superior a US$ 130 milhões, segundo dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Rondônia é o primeiro estado da Região Norte a conquistar uma Indicação Geográfica (IG) para café robusta

“Esse café leva a marca do produtor familiar, do extensionista que orienta, do técnico que acompanha e do governo do estado que apoia. Cada saca que sai daqui carrega a história de famílias que acreditam no campo”, reforçou o diretor-presidente da Emater-RO.

PREMIAÇÕES E PROGRAMAS 

O Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café (Concafé) chega à sua 10ª edição, mobilizando centenas de produtores dos municípios atendidos pelas unidades operacionais da Emater-RO em todo o estado. As inscrições para o concurso ainda estão abertas e podem ser realizadas até o dia 15 de agosto.

Já o projeto Degusta Café 80+ leva capacitação técnica aos produtores rurais, incluindo os das comunidades indígenas, incentivando a busca por cafés especiais com pontuação internacional. “A Emater é quem faz a ponte entre o produtor e o mercado. Nosso trabalho é valorizar quem vive da terra e mostrar ao Brasil que Rondônia tem café de qualidade, sustentável e competitivo”, afirmou o diretor-presidente da Emater-RO.

Com presença local forte, políticas públicas sérias e produtores dedicados, Rondônia se consolida como potência nacional na cafeicultura robusta, transformando a vida de milhares de famílias em cada canto do estado.