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Emissões de 1ª habilitação chegam a 1,57 milhão; pedidos somam 7,6 milhões pelo aplicativo CNH do Brasil

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Levantamento da Senatran reúne informações sobre requerimentos, habilitações emitidas e demais etapas do processo de formação de condutores no período
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O Programa CNH do Brasil contabilizou 7.600.835 requerimentos de primeira habilitação em todo o país entre 9 de dezembro de 2025 e 30 de junho de 2026. Levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostra que, no mesmo período, foram emitidas 1.571.407 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs).

Ao todo, foram realizados 3.813.196 exames de aptidão física e mental e avaliação psicológica, além de 3.570.467 cursos teóricos de formação de condutores.

Também houve a realização de 1.888.134 exames teóricos, 3.253.798 cursos práticos de direção veicular e 3.092.668 exames práticos de direção. Com isso, foi registrada uma economia de R$2,3 milhões para os candidatos em razão da gratuidade do curso teórico.

Os números correspondem às etapas do processo de obtenção da primeira carteira de motorista registrados pelos Departamentos Estaduais  de Trânsito (Detrans)  e pelo Detran do Distrito Federal.

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Assessoria Especial de Comunicação

Ministério dos Transportes

FICCO/RO prende investigada por tráfico de drogas

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou, nesta segunda-feira (13/7), em Porto Velho, a Operação In Separabilis, com o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e de mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara de Delitos de Tóxicos da Comarca de Porto Velho.

A investigação apura a atuação de um homem e de uma mulher envolvidos no comércio ilícito de entorpecentes, com vínculos com organização criminosa. O homem já se encontrava preso preventivamente, em decorrência de flagrante ocorrido em abril de 2026, ocasião em que foram apreendidos drogas, armas de fogo, munições e materiais relacionados ao comércio ilícito.

Durante as diligências desta data, a mulher foi presa e foram apreendidos aparelhos eletrônicos, cujos dados serão submetidos a exame pericial, conforme autorização judicial.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico e de organização criminosa.

A FICCO/RO é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Civil, pela Polícia Militar, pela Polícia Penal e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Comunicação Social da Polícia Social em Rondônia

Mutirão do Judiciário facilita negociação de dívidas com a Energisa; confira datas

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No próximo sábado (18) e domingo (19), acontece o Mutirão de Negociações para regularização de débitos junto à Energisa, em Porto Velho. A ação é promovida pelo Poder Judiciário Rondoniense, por meio da Corregedoria Geral da Justiça (CGJ). A iniciativa, fruto de parceria entre o Judiciário e a concessionária de energia, visa auxiliar consumidores inadimplentes na regularização de débitos, oferecendo condições especiais de negociação e descontos que podem chegar a até 98%, conforme o valor e o tempo da dívida.

O mutirão ocorrerá na agência da Energisa em Porto Velho, localizada na Av. Sete de Setembro, 234, Centro. Os atendimentos serão realizados no sábado, das 8h às 18h, e no domingo, das 8h às 12h.

A ação é aberta a toda a população, com foco nos clientes que foram pré-convocados pela empresa via carta ou WhatsApp. Esses poderão confirmar presença pelo telefone informado no convite. Demais interessados também podem comparecer diretamente ao local do mutirão, sem necessidade de agendamento.

O atendimento será destinado a faturas em atraso anteriores a 2023 (com dívida acima de R$ 1.500) e a débitos referentes ao Termo de Ocorrência de Inspeção (TOI) anteriores a 2024, também com valor mínimo de R$ 1.500.

A realização do mutirão foi definida após reunião entre o juiz coordenador-geral do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc Estadual), Lucas Niero Flores, servidores do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e representantes da Energisa.

Durante o mutirão, estarão presentes conciliadores, membros do Ministério Público, Defensoria Pública e o magistrado responsável, garantindo a lisura e a transparência nos procedimentos.

A iniciativa é mais uma ação de conciliação e promoção do acesso à Justiça. O objetivo, segundo a organização, é facilitar a regularização das pendências e prevenir a judicialização de novos conflitos na área de consumo.

Serviço:
Mutirão de Negociações Energisa e Cejusc
Datas e horários: 18/07 (sábado), das 8h às 18h; 19/07 (domingo), das 8h às 12h
Local: Agência de atendimento da Energisa-RO, localizada na Av. Sete de Setembro, 234, Centro da capital.

Assessoria de Comunicação Institucional

Visitas técnicas promovem integração e avanços tecnológicos para área extrajudicial

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O Departamento Extrajudicial (Depex), ligado à Corregedoria Geral de Justiça (CGJ), fez visitas técnicas aos Operadores Nacionais do Registro de Imóveis, de Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas o Registro Civil das Pessoas Naturais, em Brasília e em São Paulo. Na capital paulista, também foi visitada a Corregedoria Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Durante a programação, o Depex foi à sede do Operador Nacional, onde o presidente, Rainey Marinho, acompanhou de forma virtual, enquanto Marcelo da Costa Alvarenga, titular do RTDPJ, em Santos, recebeu a equipe pessoalmente. Eles mostraram como o Operador é organizado, quais setores existem e quais sistemas são usados. Foi mostrado também como são gerenciados os serviços de registro de forma eletrônica.

Uma das sugestões dadas foi que os cartórios de Registro de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas (RTDPJ) de Rondônia fossem informados sobre a disponibilidade de um sistema gratuito oferecido pelo Operador Nacional, que garante a redução de custos e promove padronização nacional. Uma outra sugestão foi criar uma ferramenta para integrar o sistema Chanceler com a geração automática do boleto do Fundo para Informatização e Custeio (FIC), com o objetivo de facilitar o serviço dos cartórios, já que o preenchimento deixa de ser manual e passa a ser automatizado.

Na visita ao Operador Nacional do Registro de Imóveis (ONR), em São Paulo, foram apresentados projetos para modernizar os serviços de registro de imóveis, destacando a plataforma “Meu Registro”, uma ferramenta que integra serviços de registro de imóveis, registro civil e registro de títulos e documentos em uma plataforma digital única.

Mostraram também como o ONR se integra com o Sistema Eletrônico dos Registros Públicos e como isso melhora a comunicação eletrônica entre o Poder Judiciário e os serviços de registro. Ao final da visita, os representantes da Corregedoria Geral da Justiça de Rondônia receberam uma placa em agradecimento pela parceria institucional com os registradores de imóveis.

Na Corregedoria, o corpo técnico do TJSP compartilhou sua experiência em concursos extrajudiciais, os processos de correição, sistemas, e gestão de selos. O controle sistematizado da aquisição de imóveis por estrangeiros foi encaminhado ao grupo de trabalho do sistema Chanceler, para que seja avaliada a relevância de exportação ou desenvolvimento.

A última visita foi no Operador Nacional do Registro Civil das Pessoas Naturais, em São Paulo. Foram apresentadas ferramentas tecnológicas para apoiar as Corregedorias Gerais, especialmente para monitorar as atividades das serventias e acompanhar indicadores operacionais. Mostraram o Módulo Maternidade, que melhora o fluxo de registro de nascimento, e o módulo de Reconhecimento de Paternidade, que torna mais eficiente a tramitação dos procedimentos.

A colagem de 6 fotos mostra diferentes momentos das visitas. Em 5 imagens, a equipe do Departamento Extrajudicial está sentada em reunião com outras pessoas. Em 1, todos estão posados em frente à um letreiro escrito "ONR"

Projetos em estudo para implementação em Rondônia

Entre os temas estudados, está a possibilidade de integração de Interfaces de Programação de Aplicações (APIs) públicas disponibilizadas pelos operadores nacionais. O objetivo é estudar mecanismos que possam facilitar o acesso da população a informações sobre cartórios, como endereços, telefones e canais de contato, por meio de soluções tecnológicas integradas.

A utilização dessas APIs também poderá contribuir para o compartilhamento automatizado de dados entre sistemas institucionais, fortalecendo a fiscalização, a transparência e a eficiência dos serviços prestados pelas serventias extrajudiciais.

As visitas técnicas contribuíram para identificar soluções tecnológicas e práticas de gestão que podem ser usadas no futuro, para fortalecer a modernização e a eficiência dos serviços extrajudiciais prestados à sociedade.

Assessoria de Comunicação Institucional

Publicada portaria que define preços mínimos para os produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027

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Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13), a Portaria nº 934 que atualiza os preços mínimos para os produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Os valores, fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), servirão de referência nas operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), para garantir remuneração mínima aos produtores rurais. 

Nas culturas de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027 o período de vigência variam entre julho de 2026 a junho de 2028.  

Os preços mínimos valem para algodão em caroço e em pluma, arroz longo fino em casca, borracha natural cultivada, coágulo virgem a granel, látex de campo, cacau cultivado (amêndoa), caroço de algodão, feijão cores, feijão preto, juta/malva; embonecada, prensada, leite, mandioca, raiz de mandioca, fécula, goma/polvilho, milho, soja e sorgo. 

Também foram fixados os preços mínimos para sementes das culturas de verão e regional para as safras 2026/27 e 2027. Para algodão, arroz longo e fino, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo, com período de viagem entre novembro de 2026 e junho de 2028.  

O QUE É PGPM?

O preço mínimo é atualizado anualmente e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é responsável por elaborar as propostas referentes aos produtos da pauta da PGPM e da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).  

Conforme artigo 5° do Decreto-Lei n.º 79/1966, as propostas de preços mínimos devem considerar os diversos fatores que influem nas cotações dos mercados interno e externo, e os custos de produção.  

Informações à imprensa

[email protected] 

TSE promove Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação

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Programação acontecerá de 3 a 9 de agosto em todo o país e será encerrada com a Corrida Pela Democracia, em Brasília

As ações da Semana vão abordar, entre outros temas, a evolução do sistema eletrônico de votação. Arte: Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoverá, de 3 a 9 de agosto, a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. A iniciativa reunirá ações para aproximar a sociedade da Justiça Eleitoral e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento, a transparência, a segurança e a auditabilidade do processo eleitoral brasileiro. Os 27 tribunais regionais eleitorais (TREs) do país foram convidados a participar da Semana.

Durante a Semana, a população poderá conhecer de perto as etapas do sistema eletrônico de votação, os mecanismos de segurança adotados pela Justiça Eleitoral e os procedimentos de auditoria que garantem a integridade das eleições.

As ações da Semana vão abordar, entre outros temas, a evolução do sistema eletrônico de votação, a história do voto no Brasil e o combate à desinformação. Os TREs desenvolverão programação própria voltada ao público local.

Corrida Pela Democracia

O encerramento da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação ocorrerá na manhã do dia 9 de agosto, com a Corrida Pela Democracia, no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília.

Serão disponibilizadas 700 vagas, e as inscrições podem ser realizadas a partir desta segunda-feira (13).

A concentração dos participantes está prevista para as 7h com largada às 7h30.

Os participantes poderão escolher entre três modalidades:

  • Caminhada participativa de 2.530 metros;
  • Corrida de 5.380 metros (uma volta); e
  • Corrida de 10.768 metros (duas voltas).

Na prova de 5.380 metros, os cinco primeiros colocados das categorias geral feminina e masculina, além das três primeiras colocadas e dos três primeiros colocados da categoria Pessoa com Deficiência (PCD), receberão troféus.

Na prova de 10.768 metros, os cinco primeiros colocados das categorias feminina e masculina também receberão troféus.

A caminhada terá caráter participativo, sem classificação ou premiação.

Todos os participantes que concluírem regularmente o percurso receberão a Medalha Finisher.

Serviço

>> Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação 

Período: 3 a 9 de agosto

>> Corrida Pela Democracia 

Data: 9 de agosto

Local: Autódromo Internacional Nelson Piquet – Brasília (DF)

Concentração: 7h

Largada: 7h30

Inscrições: 700 vagas disponíveis, com abertura nesta segunda-feira (13) – link para inscrições.

>> Contatos para imprensa 

Telefone: (61) 3030-7077 / 7080

E-mail: [email protected]

Fatores sociais e estruturais empurram mulheres para cesarianas

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O que leva tantas gestantes brasileiras a terem seus filhos por cesariana ao invés do parto normal? De acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), não é uma escolha individual isolada, mas uma consequência de fatores psicológicos, sociais e estruturais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que até 15% dos nascimentos ocorram via cesariana, cirurgia que salva vidas em situações de emergência, mas também traz riscos por se tratar de um procedimento extenso e complexo. Mas, no Brasil, a proporção de cesarianas passa de 60%, se aproximando de 90% na rede privada de saúde, de acordo com dados oficiais. Isso coloca o nosso país entre os três com a maiores taxas de cesária do mundo.

O estudo partiu de uma pesquisa divulgada em 2014 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), segundo a qual sete em cada dez gestantes do país desejavam ter um parto normal no começo da gravidez. O objetivo foi entender o que acontece durante a gestação ou parto para que boa parte dessas pessoas acabem passando por uma cesárea.

Intitulada Já decidiu sobre o parto? Influências e barreiras na decisão da via de nascimento entre gestantesa pesquisa ouviu 94 gestantes e puérperas e 37 profissionais de saúde em São Paulo (SP) e Belém (PA), tanto na rede pública quanto na rede privada.

Fatores econômicos e psicológicos

Na capital paulista, em 2024, 56,19% dos nascimentos foram por cesariana, alcançando 71,05% nos hospitais privados. Já em Belém essa taxa sobe para 69,28% dos nascimentos em geral e chega a 80,41% na rede particular. Ambas as cidades têm leis que dão direito à gestante de pedir pela cirurgia no momento do parto.

O Unicef identificou influências positivas e barreiras que favorecem ou impedem a escolha pelo parto normal. “Embora o desejo de protagonismo e de uma experiência positiva esteja presente, outras condições sociais e estruturais também são determinantes na forma como cada gestante vivencia e constrói sua decisão”, conclui o estudo.

No plano psicológico, pelo lado positivo, as participantes relataram que a recuperação mais rápida favorece a escolha pelo parto normal. Já o medo da dor faz a balança pender para o lado da cesariana.

Essas crenças estão relacionadas ao plano social, porque as gestantes são fortemente influenciadas pelas experiências de outras mulheres, principalmente mães, avós e demais familiares.

De acordo com a especialista em Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil Stephanie Amaral, essas histórias contribuem muito para a construção social do parto normal como uma experiência de grande sofrimento. Mas, na verdade, muitas situações configuram violência obstétrica e não deveriam ter acontecido.

“Relatos de parto altamente desrespeitosos, com episiotomia presente, com vários procedimentos e intervenções que não eram necessárias, com indução de parto sem necessidade…Todas essas violências estão muito presentes no imaginário das pessoas e na vivência de outras”, ela complementa.

Ainda assim, entre as usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), as experiências familiares tendem a valorizar mais o parto normal, por causa das dificuldades vividas após a cirurgia. Mas, de acordo com Stephanie, isso se deve principalmente a uma faceta cruel da desigualdade social.

“Essa escolha pelo parto normal está muito relacionada à necessidade de ter uma recuperação rápida, por não ter uma rede de apoio para cuidar do bebê e até de outros filhos e da casa”, diz a especialista do Unicef.

Já entre as usuárias do serviço privado, a ausência da rede de apoio como desvantagem para a cesária sequer foi mencionada.

“No setor privado, as mulheres que escolhem o parto normal fazem isso porque entendem os benefícios para a mãe e para o bebê. Então, elas se preparam e muitas vezes têm condição de contratar uma equipe própria para ter realmente uma experiência positiva de parto”, complementa.

Outra barreira, verificada exclusivamente entre usuárias do Sistema Único de Saúde, é o desejo de fazer uma laqueadura, o que acaba levando as gestantes a optarem pela cesariana, mesmo reconhecendo os riscos da cirurgia e o desconforto do pós-operatório.

De acordo com Stephanie, isso mostra como as mulheres não são orientadas a respeito de outros métodos contraceptivos de longa duração, eficazes e disponíveis no SUS, como o implante subdérmico e o DIU, ou mesmo sobre a possibilidade de fazer a laqueadura após o parto normal ou fora da gestação.

 

Rio de Janeiro (RJ), 26/05/2026 –  A grávida que faz tratamento na Maternidade Escola UFRJ, Fernanda Lopes de Almeida posa para foto na instituição, na zona sul do Rio de Janeiro.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Fernanda Lopes de Almeida fez tratamento na Maternidade da UFRJ, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil

Preparação para o parto

Entre os fatores estruturais, a centralidade das equipes de assistência aparece tanto como facilitador, quanto como barreira. De um lado, a equipe de pré-natal continua tendo maior autoridade, frente à enxurrada de conteúdo das redes sociais, e iniciativas institucionais de incentivo ao parto normal fazem diferença.

Por outro lado, as gestantes afirmam receber informações superficiais sobre o trabalho de parto durante o pré-natal e desconhecer a possibilidade de fazer um plano de parto com as suas preferências, principalmente no SUS. A pesquisa também identificou baixa adesão às atividades de orientação ou início tardio do pré-natal, além de acolhimento inadequado das adolescentes.

Já as gestantes e puérperas do setor privado demonstraram maior preparo, por iniciativa própria. Algumas, inclusive, relataram ter trocado de profissional diversas vezes diante da recusa em realizar o parto vaginal, ou de abordagens desestimulantes.

“No setor público, elas falam assim: ‘Ah, não adianta me preparar. Eu não quero ter expectativa sobre o parto porque na verdade quem vai decidir vai ser o médico’. Então, tem esse sentimento de impotência. Para que eu vou criar um monte de expectativa, sendo que, lá, vai acontecer o que a equipe médica quer fazer, dependendo se o médico vai com a minha cara ou não?”, relata Stephanie Amaral.

Outro ponto de diferença entre as duas redes é o acesso à analgesia, amplamente disponível na rede privada e restrito a poucos hospitais de referência no SUS. 

“O parto é um momento muito imprevisível. A gente não sabe quanto tempo ele vai durar, qual o nível de dor que essa mulher vai tolerar, se ela vai precisar ou não de analgesia para não entrar em sofrimento. Então, ter analgesia disponível é uma questão de dignidade”, defende a especialista do Unicef.

 

Grávida
Grávidas se exercitam na preparação para o parto – Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Recomendações

A ampliação da oferta de analgesia e de outros métodos não farmacológicos para alívio da dor é uma das principais recomendações do Unicef para gestores públicos e privados, assim como:

Qualificar e melhorar o pré-natal com informações claras sobre fases do trabalho de parto, manejo da dor, Plano de Parto, direitos, e planejamento reprodutivo, incluindo orientação sobre laqueadura após parto vaginal e métodos contraceptivos reversíveis de longa duração.

Incluir parceiros e acompanhantes no pré-natal e nas orientações sobre trabalho de parto, para que possam apoiar a decisão informada da mulher sem substituí-la ou pressioná-la. Também reconhecer e ampliar a atuação de doulas como apoio físico, emocional e informacional.

Mobilizar mães, avós, sogras, parteiras e referências locais como aliadas do cuidado, reconhecendo saberes tradicionais em territórios indígenas, quilombolas e ribeirinhos, entre outros povos e comunidades tradicionais, e fortalecendo conteúdos confiáveis nos espaços digitais onde gestantes buscam informação.

Ampliar as políticas públicas para apoiar mães antes, durante e depois do parto, como programas de busca ativa e adesão precoce ao pré-natal; garantia da recepção e registro do Plano de Parto nas maternidades; fortalecimento da vinculação prévia da gestante ao local do parto; qualificação das equipes de saúde para o uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor, ampliação de Centros de Parto Normal e Parto Humanizado; e expansão do acesso à analgesia e à laqueadura após parto vaginal.

Revisar modelos que favorecem a cesariana sem indicação médica, ao fortalecer a segurança jurídica das equipes para decisões baseadas em evidências; incluir capacitação sobre direitos, desigualdades e cuidado respeitoso na formação de profissionais de saúde; criar modelos de financiamento e remuneração que não incentivem cesarianas sem indicação clínica; e monitorar indicadores de saúde materna e neonatal com transparência.

O Unicef também lançou a campanha Parto normal. Uma escolha que merece respeitoque convida gestantes, famílias, redes de apoio e profissionais de saúde a refletirem sobre como as opiniões podem pressionar as mulheres, a despeito de seus desejos e das melhores recomendações de saúde.

“A OMS traz esse conceito de experiência positiva de parto. Então, não é um parto qualquer, só para as crianças nascerem e continuarem saudáveis e vivas. A gente tá falando de uma experiência que realmente deve ser respeitosa, que fique como algo importante para a mulher”.

“A gente teve pessoas que falaram assim: ‘Deus me livre ter outro filho!’, porque a experiência foi tão ruim que ela não quer passar por isso de novo. Mas o parto não precisa ser traumático. Ele é uma experiência intensa, mas que pode ser positiva e transformadora”, conclui Stephanie.

Agência Brasil

Revalida 2026/1: divulgado resultado final da primeira etapa do exame

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Os participantes da primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2026/1 já podem consultar o resultado definitivo da análise da documentação comprobatória de conclusão de curso.

A divulgação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) foi na última sexta-feira (10), após a apreciação dos recursos interpostos pelos candidatos que discordaram do resultado preliminar, conforme previsto em edital.

Os resultados podem ser consultados diretamente na Página do Participante do Sistema Revalida.  É preciso fazer login com a conta da plataforma Gov.br.

O Inep também publicou o gabarito definitivo da prova objetiva.

Critério

A aprovação na primeira etapa do Revalida 2026/1 exige que o participante alcance, no mínimo, 59 pontos, de um total de 100 possíveis na prova objetiva. Além disso, é preciso ter a documentação comprobatória de conclusão do curso de Medicina aprovada, conforme as regras estabelecidas no edital.

O Revalida tem o objetivo de verificar se médicos formados no exterior aquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil, adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

O exame é composto por duas etapas de avaliação, a teórica e a prática. O processo organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde serve para dar validade aos diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior que desejam atuar no Brasil.

A revalidação de diplomas médicos é feita por instituições públicas de educação superior que aderiram ao Revalida.

As referências exigidas no Brasil são os atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, nas normas e na legislação profissional.

 

 

Agência Brasil

Implantação do Samu avança e atendimento deve começar em breve em Vilhena

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Atendimento será iniciado em parceria com o Corpo de Bombeiros enquanto a Central de Regulação é concluída

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deverá entrar em funcionamento em breve em Vilhena, ampliando a rede de atendimento às urgências e emergências no município e em toda a macrorregião sul de Rondônia.

O município foi contemplado com duas novas ambulâncias, entregues pelo Ministério da Saúde durante cerimônia realizada no dia 30 de junho, em Porto Velho. Representando a Prefeitura de Vilhena, o secretário municipal de Saúde, Wagner Borges, participou da solenidade de entrega dos veículos.

As unidades móveis chegaram a Vilhena no dia 3 de julho e foram oficialmente apresentadas à população durante a inauguração da nova recepção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) Nego Moraes.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Wagner Borges, até a conclusão das obras da Central de Regulação de Urgências, que está sendo construída ao lado da UPA, o Samu funcionará em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar.

A base provisória será instalada no prédio da Diretoria de Atividades Técnicas do Corpo de Bombeiros de Vilhena, localizado na Rua Ricardo Franco, nº 2.236, Centro, ao lado do Serviço Autônomo de Águas e Esgotos (Saae).

Como parte das etapas de implantação do serviço, a Prefeitura também publicou decreto que institui a comissão responsável pelo chamamento público para contratação da organização social que fará o gerenciamento, a operacionalização e a execução das ações de assistência do Samu Regional.

A Central de Regulação de Urgências será responsável por coordenar os atendimentos de toda a macrorregião sul de Rondônia, recebendo as chamadas realizadas por meio do telefone 192 e acionando as equipes conforme a necessidade de cada ocorrência.

O serviço contará com dois tipos de unidades. A Unidade de Suporte Básico (USB) será composta por condutor socorrista e técnico em enfermagem, destinada ao atendimento de ocorrências de menor complexidade. Já a Unidade de Suporte Avançado (USA) será formada por médico, enfermeiro e condutor socorrista, oferecendo atendimento às situações de maior gravidade.

 

Assessoria

Corregedor-Geral do MPRO recebe homenagem do 7º Batalhão da Polícia Militar

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O Corregedor-Geral do Ministério Público de Rondônia (MPRO), Héverton Alves de Aguiar, recebeu, na manhã desta sexta-feira (10/7), o Diploma Amigo do 7º Batalhão da Polícia Militar do Estado de Rondônia. A homenagem reconhece as contribuições e os serviços prestados pelo membro do MPRO em apoio às ações desenvolvidas pela unidade policial.

A entrega da honraria ocorreu no gabinete do Corregedor-Geral e foi feita pelo comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Rudinei João Bessegatto Pogere. A unidade é sediada em Ariquemes e atua na região do Vale do Jamari.

De acordo com o 7º BPM, o diploma é concedido a pessoas e instituições que colaboram com o fortalecimento das atividades da corporação e com a melhoria dos serviços de segurança pública oferecidos à população da região.

Ao agradecer a homenagem, o integrante do MPRO destacou a importância da atuação integrada entre as instituições públicas. “Recebo esta homenagem com gratidão e a compartilho com todos os membros e servidores da instituição”, pontuando ainda que “o fortalecimento da segurança pública passa pelo trabalho conjunto entre as instituições, sempre em benefício da sociedade, e, desta forma, renovamos nosso compromisso com a defesa da ordem jurídica e dos direitos da população.”

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)