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Maicon Pessoa de Souza apitará jogo de volta da final entre Real Ariquemes x Porto Velho

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O árbitro Maicon Pessoa de Souza apitará no domingo o duelo entre Real Ariquemes x Porto Velho pelo jogo de volta da decisão do Campeonato Rondoniense Sub-20.

Maicon Pessoa de Souza será auxiliado por Davi da Silva Oliveira e Diferson Braz Ferraz, enquanto que o quarto árbitro será Angleison Marcos Monteiro.

Real Ariquemes e Porto Velho se enfrentam no domingo, às 15h30 (horário de Rondônia), no estádio Gentil Valério, em Ariquemes. No jogo de ida, a Locomotiva venceu o Furacão do Jamari por 1 a 0.

Confira a escala abaixo:
JOGO: REAL ARIQUEMES X PORTO VELHO

DATA: 31/07/2022 (domingo) às 15h30
ESTÁDIO: GENTIL VALÉRIO – ARIQUEMES
ÁRBITRO: MAICON PESSOA DE SOUZA – CBF
AA1: DAVI DA SILVA OLIVEIRA – CBF
AA2: DIEFERSON BRAZ FERRAZ – FFER
4ªA: ANGLEISON MARCOS MONTEIRO – CBF
DELEGADO: ANA CRISTINA LEMOS

 

 

Texto/Foto: Alexandre Almeida

Projeto estimula conhecer, valorizar e respeitar a cultura afro-brasileira

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O projeto “Maculelê : Reconstruindo o Quilombo” contou com apresentações artísticas e foi realizado nesta quinta-feira,28

Na noite desta quinta-feira,28, foi realizado em Vilhena o projeto “Maculelê : Reconstruindo o Quilombo” , que teve como objetivo a valorização da cultura afro-brasileira no município.  O evento foi realizado na Câmara Municipal de Vereadores de Vilhena e contou com várias apresentações culturais de forma gratuita para a população.

Coordenado pela comunicadora social e produtora cultural, Andréia Machado, o projeto foi contemplado no Prêmio Identidades promovido pela Fundação Cultural de Vilhena (FCV).

O evento contou com apresentação de capoeira e maculelê coordenada pelo professor Odair Belarmino conhecido popularmente conhecido como Ki-Suco, e participação do estagiário Mestre Van Ascau, e o professor  Lambari Filhos do Vento com seus alunos.

De acordo com Andréia Machado, também foi exibido no evento o espetáculo de dança afro-brasileira “Maculelê: Reconstruindo o Quilombo”, que foi gravado em Vilhena.

“Conhecer a cultura afro-brasileira é fundamental  para combater o preconceito. Precisamos valorizar a arte e a cultura produzida em Vilhena”, destacou Andréia Machado.

Segundo Andréia Machado, o evento cultural ainda contou com uma roda de conversa sobre a importância da valorização da cultura afro-brasileira e  combate ao racismo em Vilhena com ativistas culturais do município, entre eles a representante da Setorial de Moda,  do Conselho Estadual de Política Cultural de Rondônia Nivea Louize, o sociólogo e produtor cultural Marcio Guilhermon, e do professor de capoeira Ki- Suco que faz parte do  Conselho Municipal de Igualdade Racial. Para finalizar o evento foi servido um saboroso coquetel para os participantes do evento.

“O evento foi lindo! Só tenho motivos para agradecer a todas as pessoas que participaram e que colaboraram para a realização desse projeto que é de suma importância para a valorização da cultura afro-brasileira em Vilhena. Muito obrigada a todos”, agradeceu a produtora cultural Andréia Machado.

 

 

Andréia Machado Fotos: Washington Kuipers / Marcio Guilhermon/ Queiteane Rodrigues

Ministro Lewandowski mantém regras do TSE sobre repasse de recursos do Fundo Partidário entre candidatos

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O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a validade de normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbem o repasse de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) entre candidatos a cargos majoritários e proporcionais numa mesma circunscrição, ainda que de legendas diversas, desde que coligadas na disputa majoritária.

Lewandowski indeferiu o pedido de liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7214, ajuizada pelos partidos União Brasil, Liberal (PL), Republicanos e Progressistas. Segundo os autores da ação, dispositivos da Resolução 23.607/2019 do TSE teriam invadido a competência do Congresso Nacional para estabelecer vedação de repasses não prevista na Lei das Eleições (Lei 9.504/1997), contrariando a autonomia partidária prevista na Constituição Federal.

Em exame preliminar da ação, Lewandowski afirmou que a vedação do repasse de recursos do FEFC e do Fundo Partidário a partidos políticos ou candidatos que não integram a mesma coligação, não promoveu nenhuma inovação no ordenamento jurídico, nem contrariou qualquer dispositivo legal.

Ele explicou que, como o montante do FEFC e do Fundo Partidário a ser divido entre as agremiações políticas é definido por sua representatividade no Congresso Nacional, não é razoável permitir o repasse a candidatos de partidos distintos não pertencentes à mesma coligação.

Segundo o ministro, essa interpretação da norma é a mais compatível com a natureza pública dos recursos dos fundos, que são distribuídos aos partidos para o financiamento da própria atividade, com a finalidade de promover as respectivas ideias e programas, “estando estreitamente vinculados ao número de votos válidos obtidos pela agremiação nas eleições para a Câmara dos Deputados, bem assim ao número de deputados federais eleitos pela legenda”.

Em sua decisão, o ministro destacou que, desde as eleições de 2020, passou a valer a regra da Emenda Constitucional (EC) 97/2017, que veda expressamente a celebração de coligações nas eleições proporcionais, como forma de superar os vícios e desacertos existentes na sistemática eleitoral então vigente. Para o relator, as normas da resolução do TSE “simplesmente tornaram explícita a vontade do constituinte reformador e a do legislador ordinário no sentido de colocar-se um ponto final nas assimetrias causadas pela existência de coligações em eleições proporcionais”.

Leia a íntegra da decisão.

Leia mais:

25/7/2022 – Partidos questionam regras do TSE sobre repasse de recursos do fundo eleitoral entre candidatos

Em convenção, Luiz Paulo tem nome aprovado e está na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia

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Em pré-campanha, Luiz Paulo segue em diálogo com a população rondoniense, entendendo suas necessidades e onde é preciso avançar

Na última quinta-feira (21) o Progressistas realizou a primeira parte de sua convenção em Porto Velho. Durante o evento, que aconteceu na sede do Diretório Estadual dos Progressistas Rondônia, o advogado Luiz Paulo teve seu nome aprovado para disputar o cargo de deputado estadual nas eleições gerais de 2022.

Em pré-campanha, Luiz Paulo segue em diálogo com a população rondoniense, entendendo suas necessidades e onde é preciso avançar.

“Estamos nos quatro cantos de Rondônia, aos poucos vamos chegando a cada um dos 52 municípios novamente, olho no olho, pé no chão. Precisamos entender que a política é feita assim, no dia a dia, ouvindo a população, vamos seguir nessa caminhada para continuar com esse diálogo”, declarou.

Convenção Nacional do Progressistas

Na última quarta-feira (27) Luiz Paulo participou da Convenção Nacional do Progressistas, que aconteceu na Câmara dos Deputados em Brasília (DF). Luiz Paulo é secretário-geral do Progressistas Rondônia. Na condição de convencional, votou a favor da coligação entre o Progressistas e o Partido Liberal (PL), na corrida pela Presidência da República, oficializando o apoio do partido ao presidente Jair Bolsonaro.

“A festa em Brasília foi bonita, tivemos a confirmação do apoio ao presidente Bolsonaro. Agora vamos ter a confirmação do nome da pré-candidata ao senado por Rondônia, Jaqueline Cassol, o Progressistas como sempre vem com força nas eleições deste ano”, afirmou Luiz Paulo.

Convenção Estadual do Progressistas

O Progressistas Rondônia se prepara agora para a segunda parte da convenção, que acontecerá em Rolim de Moura no próximo dia 05 de agosto. O partido deve oficializar o nome da pré-candidata ao Senado Federal, Jaqueline Cassol. Ainda na convenção, o partido deve oficializar o apoio e fechar coligação na disputa ao executivo estadual.

“Depois da nossa grande festa em Rolim de Moura, com o lançamento de todos os nomes na disputa das eleições deste ano, vamos entrar na contagem regressiva e dia 16 de agosto é dada a largada, vai ser a hora de ir para rua, conversar ainda mais com  o eleitor e seguir até outubro”, finalizou.

Sob o comando de Mosquini, MDB vai com Marcos Rocha após convenção

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As votações aconteceram pela plataforma Zoom e contou com a participação de 90% dos convencionais

O MDB realizou na tarde desta quinta-feira (28) sua convenção partidária regional de forma virtual.

A informação foi confirmada pelo presidente da sigla deputado federal Lucio Mosquini. “Nós acompanhamos a executiva nacional, que também já havia adotado esse mesmo método virtual de convenção e foi um sucesso além da economia tem o critério de agilidade”.

As votações aconteceram pela plataforma Zoom e contou com a participação de 90% dos convencionais.

Sob o comando do deputado federal Lucio Mosquini, que contou com o importante apoio do ex-senador Valdir Raupp, o MDB chancelou o apoio à candidatura do governador Coronel Marcos Rocha que recebeu dos emedebistas 50 votos.

Em segundo lugar ficou Leo Moraes com 17 votos, seguido por Marcos Rogério que teve 11 votos e Daniel Pereira que recebeu apenas 02 votos.
O senador Confúcio Moura registrou em ata sua contrariedade em apoiar o governador Marcos Rocha, sendo Léo Moraes sua preferência.

Confúcio também sugeriu sua irmã Cláudia Moura como candidata do partido ao senado federal.

O deputado estadual Jean de Oliveira seguiu a orientação do partido e defendeu o apoio à candidatura do Governador.

Após a convenção o partido definiu quem serão os candidatos que irão disputar as vagas de deputado estadual e federal.

O presidente do partido agradeceu a participação de cada convencional e disse que o MDB vai uma campanha bonita e caminhar de forma equilibrada.

 

 

Assessoria

IBGE lança novo concurso para 15 mil vagas de recenseador

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu novo concurso para trabalhadores temporários para o Censo 2022. O edital deste processo seletivo complementar com 15.075 vagas foi publicado hoje (28) no Diário Oficial da União.

Segundo o IBGE, trata-se de um processo complementar, que oferece vagas ainda não preenchidas em diversos municípios do país.

A previsão de duração do contrato é de até três meses, podendo ser prorrogado, com base nas necessidades de conclusão das atividades do Censo Demográfico 2022 e na disponibilidade de recursos orçamentários.

Inscrições

As inscrições para o certame são gratuitas e poderão ser efetuadas de hoje até dia 1º de agosto. Clique para acessar a versão completa do edital n.º 14/2022.

A jornada de trabalho recomendável para a função de recenseador é de, no mínimo, 25 horas semanais, além da participação integral e obrigatória no treinamento.

A remuneração será por produção, calculada por setor censitário, conforme taxa fixada e de conhecimento prévio pelo recenseador, de unidades recenseadas (domicílios urbanos e/ou rurais), tipo de questionário (ampliado ou simplificado) pessoas recenseadas e registro no controle da coleta de dados.

 

 

 

Agência Brasil

Vacina inativada da pólio faz 10 anos nos postos com baixa adesão

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Crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 são vacinadas no posto de saúde Heitor Beltrão, na Tijuca, zona norte do Rio, para receber a dose contra a pólio e contra o sarampo.

Há 10 anos, o Zé Gotinha ganhou um aliado de peso para manter a paralisia infantil longe das crianças brasileiras: a vacina inativada contra a poliomielite, cuja injeção intramuscular é considerada mais eficaz e segura que as famosas gotinhas que erradicaram a doença no Brasil e em boa parte do mundo. Apesar disso, o aniversário de uma década dessa vacina no Programa Nacional de Imunizações (PNI) está sendo lembrado em agosto deste ano com preocupação por parte de pesquisadores e autoridades de saúde: enquanto a doença reaparece em algumas partes do mundo, a cobertura vacinal contra a pólio no Brasil está cada vez mais longe da meta de 95% das crianças protegidas.

A vacina inativada contra a poliomielite foi introduzida em 2012 com duas doses, mas foi ampliada para três doses em 2016. O PNI recomenda que elas sejam administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade, conferindo uma imunidade que só é reforçada aos 15 meses e aos 4 anos, com as gotinhas da vacina oral.

Segundo o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), as doses previstas para a vacina inativada contra a pólio atingiram a meta pela última vez em 2015, quando a cobertura foi de 98,29% das crianças nascidas naquele ano.

Depois de 2016, a cobertura caiu para menos de 90%, chegando 84,19% no ano de 2019. Em 2020, a pandemia de covid-19 impactou as coberturas de diversas vacinas, e esse imunizante chegou a apenas 76,15% dos bebês. Em 2021, que ainda pode ter dados lançados no sistema, o percentual ficou abaixo de 70% pela primeira vez, com 69,9%.

Se o percentual do país indica um cenário em que três em cada 10 crianças não foram vacinadas, a situação pode ser pior em uma leitura regional. Enquanto, no Sul, a proporção é de 79%, no Norte, é de 61%. O estado em pior situação, segundo o painel de dados, é o Amapá, onde o percentual é de apenas 44% de bebês imunizados.

A Agência Brasil procurou o Ministério da Saúde para comentar a queda da cobertura vacinal contra a pólio e as estratégias para revertê-la, mas não teve resposta até o fechamento desta reportagem. Em posicionamento sobre o mesmo tema divulgado em fevereiro, a pasta disse que realiza ações de comunicação ao longo de todo o ano, não apenas durante as campanhas de vacinação, para reforçar a informação sobre a segurança e a efetividade das vacinas como medida de saúde pública.

Área livre da pólio

O Brasil não detecta casos de poliomielite desde 1989 e, em 1994, recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem, em conjunto com todo o continente americano.

A vitória global sobre a doença com a vacinação fez com que o número de casos em todo o mundo fosse reduzido de 350 mil, em 1988, para 29, em 2018, segundo a Organização Mundial da Saúde. O poliovírus selvagem circula hoje de forma endêmica apenas em áreas restritas da Ásia Central, enquanto, em 1988, havia uma crise sanitária internacional com 125 países endêmicos.

Risco

A queda das coberturas vacinais no continente americano, porém, fez a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) listar o Brasil e mais sete países da América Latina como áreas de alto risco para a volta da doença. O alerta ocorre em um ano em que o Malawi(https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-02/polio-caso-na-africa-indica-necessidade-de-maior-cobertura-vacinal), na África, voltou a registrar um caso de poliovírus selvagem, e a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, notificou um caso de poliomielite com paralisia em um adulto que não teria viajado para o exterior.

Paralisia

A infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant lembra que a infecção pelo poliovírus é muitas vezes assintomática, mas pode ser grave e provocar paralisias irreversíveis e fatais, já que, além dos membros, a pólio também pode paralisar os músculos responsáveis pela respiração. Nesses casos, a sobrevivência do paciente pode passar a depender do uso de um respirador.

“Só existe uma maneira de prevenir pólio, que é através da vacinação. Mas com uma vacinação muito baixa, tem mais gente suscetível. Se temos quase 3 milhões de crianças nascidas vivas por ano, e se temos uma vacinação de 60%, temos 40% de quase 3 milhões que não foram vacinadas”, alerta a médica, que é presidente da Câmara Técnica de Pólio do Ministério da Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

A infectologista destaca que as três doses da vacina intramuscular deixam as crianças protegidas contra os três sorotipos do poliovírus, enquanto as gotinhas imunizam apenas contra dois deles. Para os pais que perderam o momento dessa vacina ou atrasaram alguma das três doses, a especialista recomenda que retornem imediatamente aos postos para continuar o esquema vacinal de onde ele foi interrompido.

“Se uma criança tomou uma vacina e ficou três anos sem receber nenhuma outra dose, ela tem que receber a segunda dose e, dois meses depois, receber a terceira. Ninguém recomeça o esquema, tem que continuar de onde parou. E continuar com a vacina intramuscular”, afirma a médica.

Mobilização

Luiza Helena Falleiros avalia que as causas para a queda das coberturas vacinais são multifatoriais. Elas envolvem desde o treinamento dos funcionários nas unidades básicas de saúde para não perder oportunidades de vacinar e falar sobre vacinação sempre que as famílias passam pelos postos até as condições de vida dos responsáveis pelas crianças que precisam ser vacinadas.

“Os postos têm que abrir, de preferência, de 7h às 19h, porque hoje você depende do trabalho como nunca e perder um dia de trabalho hoje é perder um prato de comida na mesa. Você não pode exigir que os trabalhadores deixem de ganhar dinheiro para sustentar uma família com o básico para ir ao posto de saúde. E ainda chegar lá e descobrir que a vacina acabou ou que a vacina não veio e ter que voltar no dia seguinte”.

Pesquisador do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) desde a década de 1970, Akira Homma participou do trabalho de estruturar a produção das vacinas contra a poliomielite no Brasil, decisivo para que a doença fosse erradicada. Para ele, as coberturas vacinais atuais são muito preocupantes, mesmo em um país que é autossuficiente na produção da vacina intramuscular, numa parceria entre a Fiocruz e a farmacêutica Sanofi.

“Quando nós usamos a vacina de vírus atenuado para a eliminação da pólio na década de 1980, havia dias nacionais de vacinação que contavam com a participação de toda a sociedade brasileira e voluntários em milhares de postos de saúde, vacinando 18 milhões de crianças abaixo de 5 anos em dois ou três dias”, lembra ele. “Não sei se conseguiríamos outra vez aquela mobilização, porque os momentos são diferentes, as prioridades são diferentes, mas a gente tem que buscar uma mensagem, porque a mensagem que está sendo transmitida não está chegando na população, não está tocando a população”.

A própria erradicação da pólio, na opinião do cientista, fez com que a população perdesse o medo e o interesse pela doença, que já foi motivo de pavor de famílias ao redor do mundo ao longo do Século 20.

“A população hoje pensa que já está protegida, mas não está”, diz ele, que defende que seja incluída mais uma dose da vacina inativada contra a poliomielite no calendário vacinal das crianças, e que seja feita uma investigação epidemiológica para saber como está a imunidade dos adultos que tomaram apenas a vacina oral.

 

 

 

Agencia Brasil

PMs à paisana são presos após acidente de trânsito e um deles chama sargento da guarnição de ‘louca’ em RO

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Dois policiais militares à paisana receberam voz de prisão após se envolverem em um acidente de trânsito com um motorista de aplicativo, em Porto Velho. Durante o registro da ocorrência, na madrugada desta sexta-feira (29), um dos PMs detidos não queria entregar a pistola e chamou a sargento da guarnição de “louca”.

De acordo com histórico do boletim, a ocorrência deu início depois que uma viatura da Polícia Militar (PM), com dois policiais homens e uma policial mulher, foi enviada para atender uma ocorrência em um bar do bairro Aeroclube.

O veículo do policial então atingiu o carro do motorista de aplicativo e, mesmo com a encostada, ele não parou e continuou acelerando, quebrando assim a lanterna do carro de transporte de passageiros.

Ao ver seu carro danificado, o motorista de aplicativo começou a gritar com o homem para ele parar o veículo. Segundo ele, nesse momento o policial à paisana desceu do automóvel e, cambaleando, passou a discutir e levantar a camisa para mostrar que na cintura havia uma pistola do acervo da PM.

O motorista de aplicativo ainda disse que durante a discussão entre eles, o policial pegou a arma, mas não apontou, fazendo ele se sentir ameaçado.

 

Enquanto a discussão entre os dois motoristas continuava, um segundo PM à paisana saiu do bar e também começou a xingar o motorista de aplicativo.

Foi então que outros motorista de APPs, ao perceberem a confusão, se aproximaram e cercaram os policiais à paisana para que eles não saíssem do local até a chegada da guarnição da PM.

Após ouvir o relato do motorista de aplicativo, a guarnição da PM foi conversar com os dois policiais à paisana que tinham saído do bar. Um deles se manteve calmo e acatou as ordens da sargento da guarnição, entregando sua arma, conforme protocolo.

Já o outro PM à paisana, segundo boletim, desobedeceu a ordem de entregar o armamento a sargento e passou a discutir e alterar a voz com ela, proferindo palavras como “louca” e “deixa de ser doida”.

Após a desobediência, a sargento conseguiu convencer o policial a entregar a arma. Mas já dentro da viatura, o policial que estava alterado abriu a porta e caminhou até o estacionamento do bar, onde estava a motocicleta dele. Diante da tentativa de fuga, a guarnição precisou algemar o colega da corporação.

De acordo com boletim de ocorrência, os dois policiais à paisana receberam voz de prisão e foram encaminhado à Central de Flagrantes de Porto Velho.

Aos policiais à paisana foram oferecidos testes de bafômetro, pois eles tinham sinais de embriaguez, como sonolência, olhos vermelhos e dispersão.

Ao g1, a PM de Rondônia informou por meio de nota que “está adotando providências legais para apuração do caso”.

G1-RO

PF deflagra operação para combater desmatamentos em Terras Indígenas de Rondônia

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Durante três dias, a Polícia Federal realizou a operação Hard Incursion para combater desmatamento e exploração de madeiras nas Terras Indígenas (TI) Roosevelt e Parque Aripuanã, em Rondônia.

Os agentes tiveram o trabalho dificultado pelos suspeitos que colocaram obstáculos pelo caminho até as TIs. Na área de preservação, foram encontrados vários pontos desmatados. Também foram localizados acampamentos criminosos e itens utilizados no desmatamento.

Acampamentos criminosos foram encontrados em terras indígenas de Rondônia — Foto: PF/Divulgação

Acampamentos criminosos foram encontrados em terras indígenas de Rondônia — Foto: PF/Divulgação

Além de vinte policiais da PF, participaram da ação agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Por g1 RO

Justiça nega habeas corpus a suspeito de matar namorada e simular suicídio

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A Justiça de Rondônia negou o pedido de revogação da prisão preventiva que foi determinada para Thiago da Cunha Alves, suspeito de matar a jovem Monalisa Gomes da Mata, de 24 anos, e simular um suícidio. O pedido foi julgado esta semana.

Segundo o desembargador e relator do processo, José Jorge Ribeiro da Luz, apesar da defesa do suspeito manter a versão de que a vítima se enforcou com uma corda amarrada em uma janela, há “fortes indícios” de que se trata de um crime praticado por ele e o amigo de infância, um jornalista de 36 anos.

Monalisa e Thiago namoravam há cerca de um ano quando o crime aconteceu. Este não é o primeiro pedido de habeas corpus negado.

O crime

 

Thiago e o amigo jornalista foram presos em flagrante na madrugada do dia 6 de dezembro de 2021. Eles contaram à polícia que estavam com Monalisa na noite do dia 5, consumindo bebidas alcoólicas e drogas. No entanto, em determinado momento, o casal começou a brigar e incomodado, o amigo decidiu ir embora. Com a ação dele, o namorado disse que também foi embora.

Cerca de 30 minutos depois, eles teria retornado e encontrado a vítima parcialmente pendurada pelo pescoço, com uma corda que estava amarrada na janela. Alegaram que imediatamente levaram ela até um posto do Samu, onde foi constatado o óbito.

Os sinais no corpo da vítima, como marcas que indicavam estrangulamento, hematomas e escoriações, levaram a polícia a desconfiar da versão apresentada. Durante a reconstituição do caso, feita dez dias depois, a Polícia Civil descartou totalmente a teoria de suicídio.

“A vítima foi morta por estrangulamento. A alegação em que foi dada é aquela que teria se suicidado e não há essa possibilidade ali, até porque o laudo tanatoscópico, ou seja, o laudo que foi feito no cadáver da vítima, ele é conclusivo. A causa evidente da morte é estrangulamento”, revelou a delegada à época.

g1 entrou em contato com a defesa de Thiago, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. A defesa do outro suspeito ainda não foi localizada.

Por G1