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Rosangela Donadon garante empenho de R$ 100 mil para fortalecer projeto de artes marciais em Colorado do Oeste

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Recurso assegurado vai beneficiar a Associação Nakayama com materiais para aulas esportivas

A deputada estadual Rosangela Donadon, do União Brasil, garantiu o empenho de R$ 100 mil para a Associação Nakayama, de Colorado do Oeste, recurso que será utilizado na aquisição de materiais para o desenvolvimento das atividades de artes marciais, promovendo inclusão social e formação esportiva.

O investimento viabilizado pela parlamentar vai fortalecer as aulas realizadas na academia de lutas marciais, contribuindo para a melhoria da estrutura e das condições de treinamento oferecidas a crianças, jovens e adultos atendidos pelo projeto.

O pedido para a destinação do recurso foi apresentado pelo sensei Aparecido Ferreira de Souza, faixa preta 5º Dan de karatê Shotokan, conhecido como Cido, presidente da Associação Nakayama de Karatê de Colorado do Oeste, Cabixi e Corumbiara, e atual presidente da FEKIR – Federação Estadual de Karatê Interestilos de Rondônia.

A deputada acompanhou de perto os trâmites administrativos até a efetivação do empenho, reafirmando seu compromisso com iniciativas que utilizam o esporte como ferramenta de disciplina, cidadania e transformação social.

A deputada agradeceu o apoio do governador coronel Marcos Rocha, destacando que a parceria com o Governo do Estado é essencial para garantir investimentos que geram impacto positivo na vida da população rondoniense.

Por assessoria parlamentar

Rosangela Donadon solicita patrolamento e cascalhamento da RO-496 e RO-391 em Chupinguaia

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Indicação ao DER busca melhorar as condições de tráfego e garantir segurança à população

A deputada estadual Rosangela Donadon, do União Brasil, apresentou indicação ao Poder Executivo, estendida ao Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER), solicitando a realização urgente de patrolamento e cascalhamento da RO-496, que liga o município de Chupinguaia aos demais distritos, bem como da RO-391, que conecta Chupinguaia ao trevo da Pedra.

A indicação atende a um pedido da vereadora Angélica Peralta, que integra a base da deputada no município e tem atuado de forma ativa junto às demandas da população local.

Segundo a parlamentar, as rodovias apresentam trechos críticos com buracos e irregularidades, situação agravada pelo período chuvoso e pelo tráfego intenso de veículos leves, pesados e transporte escolar, o que dificulta o deslocamento dos moradores e compromete a segurança.

As vias são fundamentais para o escoamento da produção agropecuária, principal atividade econômica da região, além de garantirem o acesso a serviços essenciais como saúde, educação e comércio.

Rosangela Donadon reforçou seu compromisso em continuar trabalhando em parceria com as lideranças municipais para garantir melhores condições de mobilidade, desenvolvimento econômico e qualidade de vida à população de Chupinguaia.

 

 

Por assessoria parlamentar

Em fevereiro, mais de 122,3 mil rondonienses passam a ser beneficiados por nova lei que amplia isenção do Imposto de Renda

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Fevereiro chegou e, em todo o Brasil, milhões de trabalhadores terão, além do Carnaval, um motivo a mais para celebrar. A partir deste mês, cerca de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados diretamente com a isenção total do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução nos descontos para aqueles com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Em Rondônia, mais de 122,3 mil contribuintes serão impactados. Vale destacar que, já no mês de janeiro, parcela significativa dos contribuintes começou a perceber, no contracheque do mês, o salário com isenção ou desconto.

De acordo com informações do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal (CETAD), mais de 75,7 mil trabalhadores rondonienses que ganham até R$ 5 mil por mês deixarão de pagar o tributo a partir de fevereiro. Outras 46,5 mil pessoas com renda entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais terão descontos progressivos no estado. Até o ano passado, cerca de 114,8 mil declarantes de Imposto de Renda em Rondônia já não pagavam o IR. Com as novas mudanças, o número subirá para 190,5 mil contribuintes completamente isentos, o que representará uma injeção importante de recursos para

SANÇÃO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou em 26 de novembro de 2025 a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para contribuintes que recebem até R$ 5 mil mensais. A medida, uma das mais aguardadas na área econômica, estabeleceu ainda os descontos parciais para rendas de até R$ 7.350.
NOS ESTADOS – A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução nos descontos para quem tem renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 beneficiam trabalhadores de todas as 27 unidades da Federação. São Paulo, com mais de 3,7 milhões de pessoas com renda até R$ 5 mil e outras 1,82 milhão com salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350, lidera as estatísticas. Minas Gerais, com mais de 1,18 milhão isentos totalmente e 565 mil isentos parcialmente, é o único estado, além de São Paulo, com mais de um milhão de trabalhadores que deixarão de pagar o Imposto de Renda. Completam a lista dos estados com maior número de pessoas beneficiadas o Rio de Janeiro (861 mil isentos totalmente e 463,3 parcialmente), o Rio Grande do Sul (849,7 mil e 412,7 mil) e o Paraná.
INCENTIVO À FORMALIZAÇÃO — A iniciativa, que melhora a vida dos cerca de 16 milhões de trabalhadores impactados, promove uma atualização importante na política de tributação sobre a renda e reforça o compromisso do Governo do Brasil com a melhoria do poder de compra da população, o estímulo ao consumo e o incentivo à formalização.
JUSTIÇA TRIBUTÁRIA — Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a legislação estabelece incremento na tributação de altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A previsão é de que cerca de 140 mil contribuintes de maior renda sejam alcançados pela mudança. Nesse caso, a cobrança é gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Contribuintes que já pagam essa porcentagem, ou mais, não terão mudanças. Dessa forma, não há impacto fiscal adicional e nenhum serviço público prestado à população será afetado.
TIPOS DE RENDIMENTO — Alguns tipos de rendimentos não entram nessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, além de aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também define limites para evitar que a soma dos impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais fixados para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.
25 MILHÕES — O Governo do Brasil já havia reajustado a tabela do IR em 2023 e 2024, dando fim a um ciclo de mais de seis anos de defasagem. Com isso, entre 2023 e 2026, a isenção total chega a 20 milhões de brasileiros e a redução do imposto pago beneficia outros 5 milhões. Um total de 25 milhões de contemplados desde o início da atual gestão.
TRAMITAÇÃO — Isentar brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês da cobrança do Imposto de Renda foi promessa de campanha do presidente Lula. O projeto que culminou na lei sancionada chegou ao Congresso em março deste ano e foi aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Cerejeiras: Prefeito Sinésio José visita obra das futuras instalações da Usina de Etanol

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Imagem: Renato

O empreendimento com investimentos R$ 420 milhões terá capacidade para processar aproximadamente 385 mil toneladas de milho por ano

Imagem: Renato

Empresário Marcelo Lucas e prefeito de Cerejeiras Sinésio José durante visita a obra da UER – Crédito de Imagem: Renato Novais.

No sábado (31/01) o prefeito de Cerejeiras, Sinésio José, realizou uma visita institucional ao canteiro de obras da UER – Usina de Etanol de Milho, empreendimento que está sendo construído no município e representa um importante marco para o desenvolvimento econômico regional. A visita contou com a presença do empresário e sócio proprietário da usina, Marcelo Lucas, que apresentou as instalações e destacou os avanços significativos das obras.

A Usina de Etanol de Rondônia (UER) é um investimento de grande porte, estimado em cerca de R$ 420 milhões, e terá capacidade para processar aproximadamente 385 mil toneladas de milho por ano, com produção estimada de até 170 milhões de litros de etanol de milho, além de subprodutos como DDGS, utilizado na nutrição animal. O empreendimento deverá gerar centenas de empregos diretos e indiretos, tanto na fase de construção quanto na operação, impulsionando a economia local e regional.

Durante a visita, o prefeito reforçou a importância do projeto para Cerejeiras, destacando o potencial de geração de renda, fortalecimento do agronegócio, valorização da produção local e ampliação da matriz energética com foco em biocombustíveis sustentáveis.

A Prefeitura de Cerejeiras reafirma seu compromisso em apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento, a inovação e a geração de oportunidades, fortalecendo parcerias entre o poder público e a iniciativa privada em benefício da população.

“Parabenizamos a UER e todo grupo de empresários envolvidos neste importante investimento. Cerejeiras segue avançando, com trabalho, desenvolvimento e um futuro movido a novas energias”. Destacou Sinésio.

 

 

 

 

Fonte: Gazeta Rondônia com informações do portal da prefeitura – Crédito de Imagens: Renato Novais.

Parlamentares querem mais tempo para analisar acordo e alertam para riscos ao agro

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) avalia que o Congresso Nacional ainda não está pronto para votar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e defende mais tempo para uma análise aprofundada dos impactos do tratado sobre o agronegócio brasileiro. A posição foi reforçada pelo presidente da bancada, deputado Pedro Lupion, após reunião da FPA nesta terça-feira.

O acordo, encaminhado pelo governo federal à Câmara dos Deputados, precisa ser ratificado pelo Legislativo para entrar em vigor. Apesar da sinalização de que o texto poderia ser analisado ainda em fevereiro, a bancada do agro considera que o momento exige cautela, especialmente diante das salvaguardas adicionais incluídas pela União Europeia, que podem afetar diretamente a competitividade das exportações brasileiras.

Segundo Lupion, o texto principal do acordo é positivo e atende, de forma geral, às demandas da produção agropecuária e industrial do Brasil. O problema, na avaliação da FPA, está nas regras complementares adotadas posteriormente pelo bloco europeu, muitas delas para atender pressões internas de produtores europeus, o que pode resultar em barreiras práticas ao acesso do agro brasileiro ao mercado da UE.

“A bancada não é contra o acordo. O texto é bom. O que nos preocupa são as salvaguardas impostas depois da tramitação, que podem se transformar em obstáculos reais às nossas exportações”, afirmou Lupion. Para ele, votar o tratado sem enfrentar esse ponto seria expor o produtor rural brasileiro a riscos desnecessários.

A FPA defende que o Brasil construa mecanismos internos de proteção, sem reabrir a negociação internacional. Entre as alternativas em debate estão medidas administrativas e regulatórias que permitam reação rápida do país caso a União Europeia suspenda cotas, imponha exigências adicionais ou descumpra, na prática, o espírito do acordo. A Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada no ano passado, é vista como uma das ferramentas possíveis.

Para o deputado, a pressa na votação pode comprometer a posição do Brasil no longo prazo. “Não se trata de derrubar o acordo, mas de garantir que ele não vire uma armadilha para quem produz. O produtor precisa de previsibilidade, segurança jurídica e condições reais de competir”, ressaltou.

O tema tem mobilizado reuniões entre a FPA, entidades do setor agropecuário e representantes do governo, além de diálogos com diplomatas brasileiros envolvidos na negociação com a União Europeia. A avaliação predominante no setor é que o acordo pode abrir oportunidades importantes, desde que venha acompanhado de regras claras e capacidade de reação do Estado brasileiro.

Enquanto o governo trabalha para avançar na tramitação, a mensagem da bancada do agro é direta: o acordo Mercosul–União Europeia é estratégico, mas não pode ser aprovado sem garantias efetivas de proteção à produção rural brasileira.

Pensar Agro

Plano Clima atrasa e gera incertezas sobre regras, crédito e investimentos

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A demora do governo federal em concluir e divulgar o Plano Clima, que vai orientar a política brasileira de enfrentamento às mudanças climáticas até 2035, começa a gerar insegurança para o setor do agronegócio. Embora o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) tenha aprovado, em dezembro passado, as diretrizes gerais e metas setoriais, as chamadas estratégias transversais — justamente as que tratam de financiamento, implementação e impactos econômicos — seguem sem validação final.

Essas estratégias são consideradas decisivas para o agro porque envolvem temas diretamente ligados ao dia a dia do produtor, como acesso a crédito, adaptação climática, custos da transição, capacitação técnica e previsibilidade regulatória. Sem esses pilares definidos, o risco é que metas ambientais avancem no papel, mas sem clareza sobre quem paga a conta, como será a transição e quais instrumentos estarão disponíveis para quem produz.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) afirma que a validação das estratégias transversais deve ocorrer no primeiro trimestre de 2026, alegando que o volume de documentos — mais de mil páginas — exige análise jurídica e ajustes técnicos. A pasta reconhece a expectativa do setor produtivo, mas sustenta que o processo está em fase final de consolidação.

Para o agronegócio, o problema não é apenas o atraso, mas a ausência de informações objetivas. O Plano Clima define como cada setor deverá contribuir para que o Brasil cumpra sua NDC, compromisso firmado no Acordo de Paris. No caso do agro, isso significa mudanças em práticas produtivas, exigências ambientais, rastreabilidade, uso de insumos e, possivelmente, novas condicionantes para acesso a financiamento público e privado.

Especialistas apontam que as estratégias transversais são o coração do plano, pois tratam dos meios de execução. Sem elas, qualquer planejamento tende a ficar travado. O receio no campo é que o produtor seja cobrado por metas ambientais antes mesmo de saber quais instrumentos de apoio estarão disponíveis, especialmente em um cenário de margens apertadas, juros elevados e eventos climáticos cada vez mais extremos.

Outro ponto de atenção para o setor é o risco de o debate climático ser contaminado pelo calendário eleitoral. Técnicos que acompanham o tema avaliam que o Plano Clima precisa ser uma política de Estado, e não de governo, para garantir estabilidade de regras ao produtor rural. A postergação da divulgação aumenta o temor de ajustes políticos que distorçam critérios técnicos e ampliem a insegurança jurídica.

Paralelamente, o governo também trabalha no chamado “mapa do caminho” para a redução do uso de combustíveis fósseis, documento que envolve diretamente os setores de energia, indústria e logística — todos com impactos indiretos sobre o agro. A expectativa era que esse mapa estivesse alinhado às metas do Plano Clima, mas, até agora, essa convergência ainda não está clara.

Para o produtor rural, a principal demanda é objetiva: previsibilidade. O agro brasileiro já avançou em práticas sustentáveis, integração lavoura-pecuária-floresta, uso racional de insumos e tecnologias de baixa emissão. O que falta, segundo representantes do setor, é um plano que reconheça esse esforço e apresente caminhos viáveis, com financiamento acessível, regras claras e prazos realistas.

Enquanto o Plano Clima não sai do papel, cresce no campo a percepção de que decisões estratégicas estão sendo adiadas. Investimentos em tecnologia, adequações produtivas e até planos de expansão ficam em compasso de espera, reforçando a avaliação de que, sem execução bem definida, a política climática corre o risco de se tornar mais um fator de incerteza para quem produz.

Pensar Agro

TSE irá garantir tradução para línguas indígenas nas audiências públicas sobre normas das Eleições 2026

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Iniciativa inédita do ministro Nunes Marques, vice-presidente do Tribunal e relator das resoluções do pleito, prevê tradução simultânea e intérpretes de três línguas indígenas nas transmissões das audiências, que ocorrem de 3 a 5 de fevereiro

Iniciativa inédita do ministro Nunes Marques, vice-presidente do Tribunal e relator das resoluçõ...
A democracia incorpora demandas por igualdade, respeito a direitos, participação política e justiça social. Foto: Ascom/TRE-RO

As audiências públicas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tratar do texto preliminar das resoluções das Eleições Gerais 2026 contarão com tradução simultânea e intérpretes de línguas indígenas. A medida inédita é do vice-presidente da Corte e relator das resoluções do pleito, ministro Nunes Marques, e será implementada nos dias 3 e 4 de fevereiro, a partir das 10h, e no dia 5, a partir das 11h, durante transmissão ao vivo das audiências pelo canal do TSE no YouTube.

A iniciativa do ministro Nunes Marques tem como objetivo ampliar a inclusão, a diversidade e a acessibilidade. O trabalho irá envolver intérpretes das línguas Tikuna, Yaathe (Fulni-ô) e Kaingang, além de tradutores-intérpretes de Línguas Indígenas de Sinais (Tilis).

O ministro foi também o relator da Consulta nº 0600222-07, apreciada pelo Tribunal em 27 de fevereiro de 2024, na qual ficou definido que as candidaturas de pessoas indígenas registradas por partidos e federações partidárias passarão a contar com distribuição proporcional — nos mesmos moldes estabelecidos às pessoas negras — de recursos financeiros oriundos do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, denominado Fundo Partidário, e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), além de tempo gratuito de rádio e televisão.

Essa determinação de distribuição proporcional de recursos está agora consolidada nas minutas de resoluções da relatoria do ministro submetidas à audiência pública.

“A democracia incorpora demandas por igualdade, respeito a direitos, participação política e justiça social. Esse avanço representa passo importante na inclusão política dos povos originários, ao ampliar a pluralidade nas nossas instituições”, ressaltou o ministro Nunes Marques.

A iniciativa se insere no escopo da Resolução nº 74/135 da Assembleia Geral das Nações Unidas, que proclamou o período de 2022-2032 como a Década Internacional das Línguas Indígenas.

De igual forma, abrange o objetivo 10.2 de redução das desigualdades, previsto na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Diversidade linguística e representatividade 

A escolha das línguas considerou critérios como número de falantes, vitalidade linguística e abrangência territorial dos povos originários representados. De acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 391 etnias e 295 línguas indígenas. Entre as quatro mais faladas, estão a língua Tikuna, com 51.978 falantes, e a Kaingang, com 27.482.

Por que as traduções nessas línguas?

Pelas informações que constam do cadastro eleitoral, a língua Tikuna é a que mais tem registro entre as eleitoras e os eleitores indígenas que declararam etnia e idioma. Kaingang é também uma língua de grande abrangência na região Sul. Por sua vez, a língua Yaathe é falada pelos povos indígenas do Nordeste e os representa. Já o povo Fulni-ô é um dos poucos que mantiveram a língua tradicional preservada.

Transmissão acessível 

As audiências públicas ocorrerão em formato híbrido, com participação presencial e por videoconferência, na sede do TSE, em Brasília, e terão transmissão ao vivo pelocanal oficial da Justiça Eleitoral no YouTube.

Confira a página das audiências para mais informações.

#ParaTodosVerem

Homem indígena em primeiro plano, olhando diretamente para a câmera, com expressão serena. Ele usa um cocar grande e colorido, com penas azuis, amarelas e laranjas, além de pintura facial em tom alaranjado que atravessa os olhos. No pescoço, há colares artesanais. Ao fundo, aparece um mural com rostos de pessoas indígenas, também com pintura e adornos tradicionais, voltados para o lado, criando um efeito de repetição e profundidade. No canto inferior direito, há a marca do TRE-RO.

Fonte TSE

Assessoria de Comunicação do TRE-RO

Banco Master: MPF faz recomendações para garantir a devolução de recursos a aposentados e pensionistas

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O Ministério Público Federal expediu na última terça-feira (3), duas recomendações solicitando providências para que seja garantido o ressarcimento a aposentados e pensionistas de valores relacionados a descontos de crédito consignado do Banco Master. Os contratos foram reconhecidos como inválidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As recomendações foram destinadas ao instituto e às autoridades responsáveis pela liquidação do conglomerado financeiro.

A estimativa é de que cerca de 250 mil contratos do Banco Master com crédito consignado apresentam indícios de irregularidade ou fraude. Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller Jr., em entrevista veiculada em 27 de janeiro, o Master teria até a primeira semana de fevereiro para comprovar a legalidade desses contratos e descontos, sob pena de serem considerados inválidos. A orientação do presidente aos prejudicados foi a de, individualmente, solicitar a inclusão dos recursos devidos junto à autoridade liquidante.

Considerando a inviabilidade de centenas de milhares de aposentados e pensionistas lesados fazerem o pedido de reconhecimento da dívida, o MPF recomendou que o INSS solicite, junto à autoridade liquidante do Master, a habilitação dos créditos extraconcursais e que as autoridades responsáveis pela liquidação reconheçam a dívida e reservem valores para que a devolução aos aposentados e pensionistas seja realizada de forma prioritária.

“Diante da alta probabilidade de insuficiência de recursos das instituições em liquidação, bem como da necessidade de garantir a devolução de recursos subtraídos ilicitamente dos consumidores afetados pela contratação indevida de empréstimos consignados e de cartões consignados de crédito, deve-se garantir que, no quadro geral de credores, o montante destinado a eventuais restituições seja preservado antes da exaustão do ativo (reserva de valores)”, destaca o Ministério Público Federal na recomendação.

O INSS e as autoridades responsáveis pela liquidação do Banco Master têm dez dias para responder ao MPF sobre o acolhimento das recomendações. Cópia do documento também foi enviada ao Banco Central.

Recomendação nº 4/2026

Recomendação nº 5/2026

 

Procuradoria da República no Distrito Federal

Boletim traz orientações da CNM sobre como participar da Mobilização Municipalista deste mês e da XXVII Marcha

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A primeira mobilização municipalista do ano e a abertura das inscrições para agentes municipais são os destaques da edição de fevereiro do Boletim CNM. No dia 24 deste mês, o presidente Paulo Ziulkoski e gestores de todo o país estarão em Brasília para evitar o avanço de pautas – bombas no Congresso que possam trazer mais responsabilidades aos Municípios e comprometer significativamente os serviços prestados à população.

Nesta edição, você vai saber detalhes dos riscos dessas pautas e de como marcar presença na mobilização. O Boletim também destaca que outra importante manifestação, a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, maior evento municipalista do mundo em número de autoridades, abriu as inscrições para prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e demais gestores municipais. A recomendação da Confederação é de que a participação seja confirmada antecipadamente como forma de o gestor se planejar com a viagem e hospedagem.

Confira também no Boletim deste mês os impactos da decisão normativa do Tribunal de Contas União (TCU) nos coeficientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para 2026, a última atualização da estimativa de receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para o exercício de 2025, além de uma importante conquista no STF encabeçada pela CNM com a inserção dos Municípios no processo de demarcação desses territórios.  Faça aqui o download para conferir essas e outras notícias do movimento municipalista
 

Por: Allan Oliveira

 

Da Agência CNM de Notícias

Fim da jornada 6×1 prevê redução gradual do horário de trabalho

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A redução da carga horária de trabalho deve ser prioridade do Congresso em 2026, de acordo com senadores governistas e a Presidência da República. Pronta para ser votada no Plenário do Senado, uma proposta de emenda à Constituição aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos. E diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras.

De acordo com a PEC 148/2015, o fim da chamada escala 6×1 ocorrerá de forma gradual. No ano de publicação do texto, as regras atuais se manterão. Já no ano seguinte, o número de descansos semanais passará de um dia, como é hoje, para dois dias na semana e a jornada começará a ser reduzida. Apenas seis anos depois os novos direitos estarão plenamente instituídos.

A PEC foi aprovada em 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com relatório do senador Rogério Carvalho (PT-SE). Antes de ser promulgado e passar a valer, o texto ainda precisa passar por duas votações no Plenário do Senado e mais duas no da Câmara, com o voto favorável de pelo menos 49 senadores e 308 deputados.

Mas ainda não há definição clara sobre a proposta que vai a votação. Segundo o próprio relator, que é líder do governo no Senado, o Palácio do Planalto deve enviar um novo projeto de lei em regime de urgência constitucional para acelerar a tramitação.

Na abertura dos trabalhos legislativos na segunda-feira (2), Rogério Carvalho defendeu a redução da jornada, que deverá beneficiar milhões de pessoas.

— É o projeto que mais vai mexer com a vida dos brasileiros. Serão 38 milhões de trabalhadores [contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho — CLT] beneficiados. Sem contar os 120 milhões de brasileiros que, de alguma forma, terão ganho com a redução da jornada — disse.

Pesquisa

Os contratados pela CLT a serem beneficiados representam 37% das pessoas que declararam ter alguma ocupação em 2024, segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) citada na justificativa do relatório aprovado na CCJ.

Também terão direito à redução da jornada:

  • servidores públicos;
  • empregadas domésticas;
  • trabalhadores de portos e
  • outros trabalhadores avulsos.

Contratados como pessoas jurídicas não terão o direito à nova jornada. No entanto, tanto esses como os trabalhadores informais terão a vantagem de um novo padrão no mercado de trabalho para se espelhar, segundo o relatório.

Mesmo salário

Os empregadores não poderão reduzir a remuneração do trabalhador como forma de compensar o novo tempo de descanso.

Mesmo após a transição, será mantido o limite de oito horas por dia, na jornada normal. No entanto, futuros acordos trabalhistas poderão alterar o tempo de trabalho para ajustá-los ao teto final de 36 horas semanais. O expediente poderia ser, por exemplo:

  • oito horas de segunda-feira à quinta-feira, e quatro horas, na sexta-feira;
  • sete horas e 12 minutos de segunda-feira à sexta-feira, entre outras alternativas.

A PEC mantém a possibilidade de compensar horários e reduzir as jornadas por meio de acordos de trabalho, como a Constituição já prevê.

Impacto financeiro

No dia da aprovação do texto na CCJ, o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou em Plenário que a medida poderá ter efeitos negativos na economia que, para ele, ainda não foram considerados.

— O que custa isso? Quem é que paga essa conta? Acho que essas pessoas não fazem conta, acham que o dinheiro só cai do céu. Eu fico imaginando as pequenas empresas, que têm um, dois funcionários.

Fonte: Agência Senado