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Enem voltará a certificar o ensino médio. Medida começa a valer a partir da edição de 2025 do exame

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MEC publicou as novas diretrizes da política de avaliação da educação básica nesta sexta (23)

  A edição de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltará a permitir que as provas sejam utilizadas para a certificação de conclusão do ensino médio e declaração parcial de proficiência na etapa de ensino. A medida havia sido descontinuada em 2017. A Portaria nº 382/2025, que estabelece as diretrizes complementares para o cumprimento da Política Nacional de Avaliação da Educação Básica, foi publicada pelo Ministério da Educação (MEC), nesta sexta-feira, 23 de maio.  

A norma altera a Portaria MEC nº 458/2020, com o intuito de contribuir para a valorização do Enem como instrumento de política educacional, reforçando seu caráter de avaliação da conclusão da educação básica e sua capacidade de atender aos diferentes perfis de participantes.  

A portaria também estabelece critérios para a certificação de conclusão do ensino médio e a declaração parcial de proficiência. De acordo com o normativo, o participante deve indicar a pretensão de utilizar os resultados para conclusão do ensino médio e atender aos seguintes requisitos específicos:  

  • alcançar a pontuação mínima em cada área do conhecimento (igual ou maior a 450 pontos), conforme o padrão de desempenho básico definido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); 
  • alcançar pelo menos 500 pontos na redação; e 
  • ter, no mínimo, 18 anos completos na data da primeira prova de cada edição do exame. 

Após receber o resultado do Enem, os interessados deverão se dirigir a uma unidade dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia ou às instituições estaduais que tenham firmado termo de adesão com o Inep, levando a documentação necessária para solicitar a emissão do certificado. 

Com a medida, o estudante passa a ter duas fontes de certificação de conclusão do ensino médio e declaração parcial de proficiência. Até a publicação da Portaria nº 382/2025, o estudante podia contar apenas com o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), aplicado anualmente pelo Inep em colaboração com as secretarias estaduais e municipais de educação. 

Enem 2025 – As inscrições para o Enem 2025 começam na segunda-feira, 26 de maio. Os candidatos terão até 6 de junho para realizar as inscrições. Já as provas objetivas e de redação serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro.  

Link: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/maio/enem-voltara-a-certificar-o-ensino-medio

Em Brasília, deputado Cássio Gois cobra retomada urgente das obras da ponte do Pirarara em Cacoal

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Obra paralisada há mais de dois anos prejudica economia e mobilidade na região

Fotos: Assessoria Parlamentar

Nesta quarta-feira, 21, o deputado estadual Cássio Gois (PSD-RO) se reuniu com o ministro dos Transportes, Renan Filho, em Brasília, para exigir a retomada imediata das obras da Ponte do Rio Pirarara, na BR-364, em Cacoal, RO. O parlamentar destacou a extrema urgência da obra, já que Cacoal é a quinta maior cidade de Rondônia e a ponte é fundamental para a infraestrutura viária regional.

Durante o encontro, o ministro informou que a obra está na programação do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e que o edital para a construção definitiva da ponte deve ser publicado no segundo semestre deste ano.

A nova ponte de concreto, que substituirá a estrutura provisória de metal instalada atualmente, faz parte do projeto de revitalização do trecho urbano da BR-364 em Cacoal. A Ponte do Pirarara é um componente crucial do plano de modernização da BR-364. Sua demolição foi iniciada em abril de 2022, e uma ponte metálica provisória foi instalada para manter o tráfego enquanto a nova estrutura era construída.

Ontem, dia 20, no Plenário do Anexo II da Câmara dos Deputados, Cássio Gois cobrou ações enérgicas da bancada federal de Rondônia durante a audiência. Estavam presentes a maioria dos prefeitos do estado — integrantes da Marcha dos Prefeitos —, além de senadores e deputados federais.

Originalmente, a previsão era que a obra fosse concluída em maio de 2024, mas o projeto foi paralisado, deixando a população e os produtores rurais em situação precária. A ponte está localizada no trecho urbano da BR-364 e em suas marginais, sendo essencial para o tráfego local e da região. Sua conclusão também é parte de um pacote mais amplo de infraestrutura que inclui a concessão da BR-364.

Gois reforçou a importância da obra e os transtornos causados pela demora na conclusão do projeto. O deputado também afirmou que continuará monitorando as ações do DNIT e do Ministério dos Transportes para garantir que o cronograma seja cumprido e a ponte seja entregue o mais rápido possível.

Texto: Marcelo Negrão/Assessoria Parlamentar

 

 

Deputado Cássio Gois garante R$ 50 mil para realização da 14ª Expoarcis em Seringueiras

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Fotos: Assessoria Parlamentar
Fotos: Assessoria Parlamentar

A tradicional Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Seringueiras (Expoarcis) terá reforço garantido graças a um investimento de R$ 50 mil viabilizado pelo deputado estadual Cássio Gois (PSD). Os recursos assegurados serão utilizados para estruturação do evento, com a locação de palco, arquibancadas e arena, fortalecendo a realização da 14ª edição da festa, prevista para acontecer entre os dias 18 e 21 de setembro de 2025.

A solicitação foi feita pelo vereador Valdeci Salgado (PRD), que intermediou junto ao parlamentar o pedido da Associação Rural, Comercial e Industrial de Seringueiras (Arcis), organizadora do evento.

Gois destacou que o apoio a eventos tradicionais é um compromisso do seu mandato. “A Expoarcis vai além do entretenimento. Ela movimenta a economia, valoriza a cultura local e gera oportunidades de renda para trabalhadores, comerciantes e produtores da região. Nosso mandato está à disposição para fomentar ações que impulsionam o desenvolvimento de Rondônia, especialmente no interior”, afirmou o deputado.

O vereador Valdeci Salgado agradeceu a sensibilidade do parlamentar. “Cássio tem sido um parceiro incansável de Seringueiras. Esse apoio à Expoarcis é muito importante para a população e para os produtores rurais que esperam esse momento o ano todo. É um investimento que valoriza nossa tradição”, declarou o vereador.

O recurso já foi liberado e está sob a responsabilidade da Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), responsável pela execução orçamentária. A expectativa é que a edição deste ano da Expoarcis seja uma das maiores da história, com shows regionais, rodeios e ações voltadas à valorização do setor produtivo local.

Texto: Marcelo Negrão/Assessoria Parlamentar

Bruno Scheid anuncia agenda de Bolsonaro em Rondônia para julho

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O Jair Bolsonaro confirmou sua presença em Rondônia para uma série de compromissos em julho, conforme agenda anunciada oficialmente por Bruno Scheid, liderança política que tem se destacado no estado. A divulgação feita por Scheid, responsável por articular o roteiro da visita, evidencia sua proximidade e prestígio junto ao presidente.
Durante um encontro registrado em vídeo, Bruno Scheid aparece ao lado de Bolsonaro apresentando um mapa com o itinerário planejado. “Desafio pra julho. Vamos?”, propôs Scheid, recebendo de Bolsonaro um entusiasmado “Bora!” como resposta. A gravação serviu como confirmação pública da agenda.
O roteiro, com duração de três dias, contemplará diversos municípios em diferentes regiões de Rondônia. No primeiro dia, a comitiva visitará São Francisco do Guaporé, São Miguel e Alvorada d’Oeste, no eixo oeste do estado. No segundo dia, as paradas serão em Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena, cidades consideradas estratégicas e de grande representatividade regional.
A agenda será encerrada em grande estilo na “capital do interior”, Ji-Paraná, com participação na tradicional Expojipa (Exposição Agropecuária de Ji-Paraná), onde haverá um show da dupla Bruno & Marrone. “Bruno & Marrone também tá sabendo do evento. E, obviamente, vou aparecer”, declarou Bolsonaro, reforçando sua confirmação no evento.
Em tom descontraído e de camaradagem, Bolsonaro destacou sua relação com o articulador da visita: “É uma satisfação voltar para Rondônia, juntamente com o Bruno Scheid aí, meu já quase velho amigo e do coração, né?”. A frase reforça não apenas o vínculo entre ambos, mas também o papel de Scheid como figura central na construção dessa agenda.
Ao final do vídeo, Bruno Scheid encerra com um gesto de “joia” e avisa: “Aguardem, hein? Julho!”, enquanto Bolsonaro repete animado: “Bora!”. A iniciativa demonstra o interesse do ex-presidente em fortalecer sua base no estado, ao mesmo tempo em que valoriza a articulação política local liderada por Scheid.

Fonte: A Redação

DRAMA NO HOSPITAL REGIONAL: Idosos e mães aguardam em pé, enfrentando filas, descaso e longas esperas por atendimento

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CACOAL (RO) – Um cenário de profundo descaso e sofrimento humano toma conta do Hospital Regional de Cacoal, principal referência em atendimentos de média e alta complexidade em Rondônia. Imagens e vídeos exclusivos, obtidos pela reportagem por meio de denúncia anônima, escancaram uma crise que, além de envergonhar o sistema público de saúde, ameaça diariamente a vida de centenas de pacientes.
As gravações, enviadas por uma fonte que pediu sigilo por medo de represálias, mostram pacientes em estado de abandono.Os relatos apontam ainda para a total ausência de acompanhamento médico adequado, expondo os pacientes a riscos desnecessários e sofrimento evitável.
“O hospital virou um depósito de pessoas doentes. Falta dignidade, falta humanidade. Muitos passam dias esperando atendimento, outros não resistem”, relata uma denúncia recebida pela reportagem.
Relatos recentes mostram que o drama se repete todos os dias na porta do Hospital Regional. Idosos e mães com crianças de colo permanecem longos períodos em pé, do lado de fora da unidade, aguardando apenas para entregar documentos e, posteriormente, passar pela triagem. Nem mesmo os pacientes preferenciais são poupados.
“Regional agora, idosos e mães com crianças de colo, aguardando para entregar os documentos, e depois ainda vão aguardar a triagem, aqui fora sempre em pé, preferencial ou não. Três pessoas atendendo”, descreve outra denúncia.
A lentidão, agravada pelo número reduzido de profissionais no atendimento inicial, aumenta ainda mais o sofrimento de quem já chega em situação vulnerável.
O material foi enviado ao canal “Se Liga Cacoal”, reconhecido por dar voz à população diante das constantes falhas nos serviços públicos do município. Segundo os denunciantes, a decisão de tornar a situação pública veio após tentativas frustradas de sensibilizar gestores .
O medo de retaliações é constante. “Aqui, quem denúncia é perseguido. Só queremos que olhem por quem está sofrendo”, disse uma das fontes.
A crise vai além de casos isolados. Faltam profissionais, as equipes estão sobrecarregadas, os plantões são exaustivos e o adoecimento físico e mental entre os trabalhadores da saúde é cada vez mais frequente.
Toda essa situação é consequência direta da má administração do governador Marcos Rocha. A falta de gestão, a omissão e o abandono por parte do governo estadual agravam dia após dia o caos instalado no Hospital Regional de Cacoal.
A reportagem faz um apelo às autoridades competentes e ao Ministério Público: a situação exige intervenção imediata. Não se trata apenas de falta de recursos, mas de uma falha grave de gestão e de respeito à dignidade humana. Em nome da população que depende da saúde pública, fica o pedido por ações concretas e urgentes — antes que novas vidas sejam perdidas.

Fonte: A Redação

Servidor comissionado do governo Rocha tenta invadir plenário durante audiência pública da BR-364 em Ji-Paraná

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Jabá, que ganha salário de R$ 22 mil na Secretaria Estadual de Saúde, compareceu à audiência pública em Ji-Paraná, onde se dirigiu de forma agressiva à comissão e, especialmente, ao senador Marcos Rogério (PL), considerado desafeto político do governador

Durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (19) pela Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, em Ji-Paraná, para debater a concessão da BR-364 à iniciativa privada, um episódio de tensão marcou os trabalhos: o servidor comissionado da Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia, Mário Angelino Moreira — conhecido como Jabá —, protagonizou uma cena de confronto com parlamentares e quase invadiu o plenário da Câmara Municipal. A situação exigiu a intervenção da polícia legislativa para conter o servidor, que ocupa um cargo de confiança no Governo de Marcos Rocha (União Brasil) com salário bruto de R$ 22.590,61.

Jabá, que ganha salário de R$ 22.590,61 na Secretaria Estadual de Saúde, compareceu à audiência pública em Ji-Paraná, onde se dirigiu de forma agressiva à comissão e, especialmente, ao senador Marcos Rogério (PL), considerado desafeto político do governador. A ausência de Rocha na audiência foi notada e criticada, sobretudo pelo fato de seu servidor comissionado ter assumido o protagonismo de uma manifestação que, segundo parlamentares presentes, teve como objetivo tumultuar os debates.

Em um dos momentos mais críticos, Jabá tentou pular a mureta que separa a galeria do plenário. A polícia legislativa precisou intervir e impediu o avanço. O comportamento hostil levantou questionamentos sobre uma possível orientação direta do governador para confrontar os membros da comissão, especialmente Marcos Rogério, rival de Rocha desde as eleições de 2022, quando ambos disputaram o governo do Estado e buscaram apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante sua fala, Jabá responsabilizou Marcos Rogério pela privatização da BR-364, alegando que o processo teria tido início ainda na gestão de Tarcísio de Freitas como ministro da Infraestrutura no Governo Dilma Rousseff. Ele acusou os integrantes da atual comissão de omissão no processo e usou termos pejorativos para se referir ao senador, a quem chamou de “pit bull de Bolsonaro”. Também atacou outros parlamentares presentes à sessão.

O deputado federal Maurício Carvalho (União Brasil) repudiou a postura do comissionado.

Um dos parlamentares que integrava a mesa e é aliado de Marcos Rocha declarou o seguinte ao Tudorondonia: “Foi uma atitude desrespeitosa. Lamentamos que o governador não tenha comparecido e que tenha enviado, em seu lugar, um servidor da saúde, pago com recursos públicos, para tentar tumultuar um debate democrático e de interesse direto da população rondoniense”.

A audiência foi a primeira de duas diligências promovidas pela Comissão de Infraestrutura do Senado em Rondônia para discutir os impactos da concessão do trecho da BR-364 entre Vilhena e Porto Velho. O debate contou com a presença de lideranças empresariais, comunitárias, indígenas e de representantes políticos dos estados de Rondônia e Mato Grosso, além de membros da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A conduta de Jabá e a ausência do governador Marcos Rocha geraram críticas e levantaram dúvidas quanto à real disposição do Executivo estadual em dialogar com a sociedade sobre temas de interesse coletivo. A tentativa de desestabilizar os trabalhos da comissão foi vista por parlamentares como uma interferência indevida e uma afronta ao debate democrático.

Fonte:tudorondonia

Empresários e sociedade civil pedem revisão de concessão da BR-364 em RO

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As principais queixas levantadas pelos participantes estão relacionadas à duplicação da rodovia em apenas 107 quilômetros [15% do trecho da concessão], o valor do pedágio, a cobrança da taxa antes da entrega das obras e o cronograma de execução do serviço. A visita ao local e o debate atenderam aos requerimentos do presidente da CI, senador Marcos Rogério (PL-RO) e do senador Jaime Bagattoli (PL-RO). 

Marcos Rogério destacou que a rodovia é essencial para Rondônia, pois atravessa a região e conecta a capital, Porto Velho, ao restante do país. Por essa razão, acrescentou, a concessão terá impacto direto na vida dos usuários. 

O senador ressaltou que não é contrário ao modelo de concessão, mas apontou pontos críticos do atual contrato. Para ele, a relação entre custo e benefício não é favorável à população em razão do numero reduzido de obras, com prazo extenso para entrega e o custo alto da tarifa.

— O nosso modelo é uma equação que, para nós, está difícil de ser admitida. Uma concessão que representa baixo volume de obras, pedágio caro e um cronograma de obras que, para mim, é um dos pontos mais sensíveis e muito ruim. É um cronograma onde você tem obras estruturantes importantes, [porém] a previsão para o início dessas obras ou a entrega de parte dessas obras está muito lá na frente. Primeiro você paga o pedágio para depois você ver os investimentos acontecendo — apontou.

O senador Bagattoli avaliou na mesma direção que o presidente da CI. Fez críticas a alguns termos do contrato, como os altos custos, principalmente em relação ao pedágio, o baixo volume de obras previstas e a entrega tardia.  

— Agora se dá uma concessão por 30 anos para fazer 107 quilômetros de pista duplicada, sendo que a duplicação começa no quarto, no quinto e no sexto ano [da concessão]. E a terceira faixa, nas subidas mais longas [só a] partir do terceiro ano, 25 quilômetros. Isso não é só vergonhoso, como vai causar um peso grande para a sociedade.

O leilão para a concessão da rodovia foi realizado em 27 de fevereiro de 2025. A empresa vencedora fará a administração das sete praças de pedágio previstas ao longo da estrada, posicionadas entre os municípios de Pimenta Bueno ( duas praças), Presidente Médici, Ouro Preto do Oeste, Ariquemes, Cujubim e Candeias do Jamari.

Com aproximadamente 700 quilômetros entre Porto Velho e Vilhena, a BR-364 terá 107 quilômetros duplicados, sendo que 15 quilômetros correspondem ao Anel Viário de Ji-Paraná. O restante da duplicação [ 92 quilômetros] está previsto entre os municípios de Jaru e Presidente Médici. Segundo o cronograma da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), as terceiras faixas [25 quilômetros] começarão a ser construídas no terceiro ano da concessão,  enquanto a duplicação iniciará no quarto ano, abrangendo 14 quilômetros.

Impacto na logística 

Os representantes dos transportes de carga também criticaram alguns dos mesmos termos do contrato de concessão da rodovia. As principais queixas incluem o elevado número de praças de pedágio, a escassa extensão de trechos duplicados e os altos valores das tarifas que, segundo eles, podem tornar inviável o transporte de cargas para o estado de Rondônia, com um aumento estimado de até R$ 2 mil por viagem. Atualmente, o valor do frete para a região é cerca de R$ 180 a tonelada. A previsão é que a partir do início das obras e da cobrança do pedágio o valor salte para R$ 220.

O diretor Executivo da Associação Nacional de Transporte de Cargas (ANATC), Carley Welter, apresentou algumas sugestões para a reversão de alguns pontos críticos do contrato. Uma delas é o abatimento do valor pago em pedágio no IPVA.

— Quanto um carro, quanto um caminhão pagou lá de IPVA? Ele bota lá [no desconto] 40% do pedágio é do estado, 40% do município e 20% é do Fundo da Educação. O Tesouro Nacional se comprometeria com uma possível perda de arrecadação dos estados e municípios. Mas jogar toda essa conta para o usuário, eu acho um pouco cruel. 

O transportador de carga e representante da Transmourão, Flávio Marcondes de Campos, alertou para o encarecimento de todo o processo de logística, onerando produtores e cidadãos.

— No cimento, levando em conta um caminhão de nove eixos, que anda com 50 toneladas, um saco de cimento vai acarretar R$ 2,40. Porque você leva em consideração a pista que vai ser duplicada e um trecho de 1.600 quilômetros a um custo de R$ 0,15 o quilômetro. Isso vai dar R$ 2.140 para um caminhão  sair de Vilhena, ir a Porto Velho e voltar para Vilhena. 

O prefeito de Ji-Paraná, Affonso Cândido e o vereador André da Royal reforçaram a preocupação em relação a quanto o custo do pedágio vai impactar no bolso da população. 

— O problema é que vai encarecer os produtos. Bens de consumo tudo o que você vai comer, você vai construir uma casa, tudo o que o cidadão mais pobre vai fazer, vai ficar mais caro — observou o vereador. 

O representante da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Ji-Paraná, Elias Pereira, reforçou que a concessão da rodovia não afeta apenas o setor agropecuário. Para ele, toda a cadeia de consumo pode ser prejudicada com a elevação dos preços nos supermercados devido ao aumento dos custos logísticos.

A insatisfação do setor empresarial ficou evidente na manifestação do representante da Associação Comercial e Industrial de Ji-Paraná, Liomar Carvalho. Ele destacou que a rodovia é vital para o escoamento da produção e o desenvolvimento de Rondônia, mas se colocou contra a cobrança de pedágio antes da conclusão das obras de melhoria e modernização da estrada. Ele ainda sugeriu a definição de prazos obrigatórios e a fiscalização dos trechos mais críticos, e que sejam estudadas isenções ou tarifas reduzidas para transportadores locais. 

— O setor produtivo não é contra a modernização da rodovia. Mas é terminantemente contra qualquer cobrança de pedágio antes da entrega das obras de infraestrutura. Essa exigência é inegociável. É inaceitável que, além de enfrentarmos diariamente transtornos, [como] acidente, prejuízo e risco de morte, ainda sejamos forçados a pagar pedágio antes que qualquer melhoria seja realizada. 

Fiscalização e diálogo

O diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, esclareceu que o projeto de concessão da BR-364 foi amplamente discutido antes de sua formalização, tanto no estado de Rondônia quanto na Comissão de Infraestrutura do Senado. Ele destacou que estão previstos mais de R$ 10 bilhões em investimentos ao longo dos 30 anos de concessão, com a geração estimada de cerca de 90 mil empregos diretos e indiretos. Além disso, os municípios ao longo da rodovia devem arrecadar cerca de R$ 41 milhões por ano em tributos.

Segundo Sampaio, o contrato prevê três pontos de parada e descanso para caminhoneiros, 14 bases de serviços operacionais equipadas com dez ambulâncias e dez guinchos, além da implementação de um modelo de emissão carbono zero, como inovação no serviço. A estimativa, com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), é de que as obras contribuam para uma redução de até 22% no número de mortes na rodovia.

O diretor da ANTT destacou ainda que a cobrança de pedágio não começará imediatamente. A concessionária só poderá iniciar a cobrança após realizar melhorias no pavimento, especialmente no trecho até o anel viário, que deverá estar totalmente recuperado antes da implementação da tarifa.

 A cobrança do pedágio não vai começar imediatamente. Ela tem diversas melhorias que vão ser realizadas pela concessionária. A concessionária só vai começar qualquer tipo de cobrança de pedágio a partir do momento que ela fizer melhorias no pavimento até o anel viário. Ela só vai iniciar a cobrança quando [o pavimento] estiver totalmente recuperado. 

Outro ponto ressaltado pelo diretor é que o diálogo entre a concessionária, o governo e a bancada federal do estado conseguiu promover a antecipação de alguns compromissos do cronograma. Um dos exemplos citados por Sampaio é o acesso ao porto, inicialmente previsto para o sexto ano da concessão e que agora deve ser concluído até o quarto ano.

Sampaio também assegurou que todas as etapas legais do processo foram cumpridas, inclusive as obrigações apontadas judicialmente e pelo Tribunal de Contas, muitas das quais foram antecipadas. 

Segundo ele, dois terços do investimento previsto — que totaliza R$ 10,4 bilhões em valor presente — devem ser realizados até o sétimo ou o oitavo ano da concessão.

Participação da sociedade

Os participantes também defenderam a criação de um comitê regional de acompanhamento da concessão com a participação da sociedade civil e do setor produtivo, e que todas as fases do contrato sejam precedidas de consulta públicas efetivas. 

O representante das comunidades indígenas da região, Wellington Gavião, enfatizou que os povos originários não se colocam contrários ao desenvolvimento e à modernização do estado, no entanto, lamentou que as políticas públicas, em especial o processo de formalização do contrato de concessão, não buscou dialogar com as comunidades locais. 

— Em nenhum momento os representantes do estado, das empresas, nos procuraram. Não nos consultaram (…) Qual projeto de indenização para cada etnia?  

O diretor da ANTT esclareceu que o contrato estabelece também o acompanhamento da concessão por uma comissão tripartite, que vai contar com a participação dos representantes dos governos, dos produtores e da sociedade civil. 

Insegurança

A deputada federal Cristiane Lopes (União-RO) enfatizou que além do desenvolvimento econômico, a duplicação e a modernização do trecho significam também salvar vidas. Ela classificou a BR-364 como “Rodovia da Morte”, em razão dos constantes acidentes fatais ocorridos. Ela pediu que o contrato de concessão possa agilizar o início das obras de duplicação e a implantação das faixas adicionais nos trechos mais críticos para reduzir o índice elevado de acidentes na BR. 

— Não se pode cobrar antes de fornecer o serviço.  Mas também sabemos que pessoas estão morrendo. Então eu solicitei medidas urgentes como a antecipação do início da duplicação e da implantação das faixas adicionais em alguns trechos da rodovia 364. A demora é muito grande. Nós não podemos esperar e já que teremos que pagar pedágio com antecedência por que não adiantar o início dessas obras para que menos pessoas morram na 364? 

De 2017 a abril de 2025, segundo dados da PRF, já ocorreram mais de 10 mil acidentes de trânsito na rodovia, uma média de 100 acidentes por mês. Ao todo, 800 pessoas morreram e 11 mil ficaram com alguma seqüela.

Alternativas 

O representante da Associação das Empresas de Transportes Rodoviário de Passageiros e ex-senador, Acir Gurgacz, disse que acompanhou quando a discussão sobre o processo de concessão foi iniciado ainda em 2020. Ele reconheceu a dificuldade para mudar os termos do contrato, mas sugeriu como medida para resolver o impasse um adicional de recurso federal, com origem no Ministério dos Transportes e por emendas parlamentares, para viabilizar a duplicação dos 700 quilômetros de extensão da rodovia. Ele reforçou que o adicional pode ocasionar, inclusive, a revisão das planilhas do pedágio. 

— Eu acredito que cancelar o leilão a gente não vai conseguir. Até porque feito o leilão isso está na lei e é impossível. Agora utilizar desse recurso que pedimos para colocar no contrato, de que o governo federal pode e deve fazer a duplicação, isso é possível — afirmou. 

No entanto, o coordenador da bancada federal, deputado Maurício Carvalho (União-RO), disse ver dificuldade na opção de encaminhar recurso via emendas parlamentares, já que em anos passados a bancada destinou verba com esse objetivo e, segundo ele, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) acabou utilizando para “operação tapa buraco”. 

Porém, o senador Marcos Rogério sugere a opção de um “contrato híbrido”, com o comprometimento do governo federal em assegurar o recurso para a execução da duplicação, como alternativa para a concessão que aí está. 

A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) defendeu a busca de diálogo e de uma “equação” que torne viável a obra para a população e para o desenvolvimento dos estados de Rondônia e de Mato Grosso.

— Nós precisamos encontrar uma equação, contem comigo. Porque Mato Grosso e Rondônia são ligados pela 364. É por lá que escoa a nossa produção de grãos, e o Mato Grosso também sofrerá impactos. 

Também participaram do debate o presidente da atual Mesa Diretora da Câmara de Ji-Paraná, Marcelo Lemos; o vice-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Laerte Gomes (PSD-RO) e os deputados federais, Dr. Fernando Máximo (União-RO), Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Maurício Carvalho (União-RO).

Fonte: Agência Senado

Senado pode votar proposta que amplia proteção ao idoso na Constituição

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O Plenário do Senado pode votar nesta terça-feira (20) uma proposta de emenda à Constituição que inclui a proteção aos idosos entre as competências legislativas da União, dos estados e do Distrito Federal (PEC 81/2015). A sessão deliberativa está marcada para as 14h e tem seis itens a pauta.

A PEC 81/2015 foi proposta pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT). Para o parlamentar, as ações institucionais em favor do idoso no Brasil “mostram-se tímidas e limitadas”. Pela proposta, qualquer assunto referente aos idosos poderia ser tratado em leis tanto da União quanto dos estados e do Distrito Federal.

Petróleo

O Plenário do Senado também pode votar nesta terça-feira o PL 5.066/2020, projeto de lei que cria diretrizes para incentivar a pesquisa de novas tecnologias de exploração e produção de petróleo e gás natural. A proposição, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), prevê a distribuição de parte dos recursos da exploração do petróleo para universidades e centros de pesquisa.

O Plenário pode analisar ainda um projeto de resolução que cria a Frente Parlamentar do Senado Federal em Defesa da Exploração de Petróleo na Margem Equatorial do Brasil (PRS 2/2025). A proposição é do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA).

Animais

Outro item na pauta é o PL 4.206/2020, que proíbe a realização de tatuagens e a colocação de piercings em cães e gatos com fins unicamente estéticos. Esse projeto de lei, que teve origem na Câmara dos Deputados, prevê detenção de três meses a um ano e multa para quem realiza ou permite essas práticas.

Israel

Os senadores também podem votar o PL 5.636/2019, do Poder Executivo que cria o Dia de Celebração da Amizade Brasil-Israel. De acordo com esse projeto de lei, a data seria celebrada anualmente em 12 de abril.

Educação

Além disso, os senadores devem realizar nesta terça-feira a terceira sessão de discussão da PEC 52/2023, proposta de emenda à Constituição que inclui como princípio do ensino a garantia de educação inclusiva em todos os níveis. O autor da proposta é o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Para ser votada, uma proposta de emenda à Constituição precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno e outras três em segundo turno.

Fonte: Agência Senado

Cerca de 20 milhões ainda não declararam Imposto de Renda em 2025

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A 11 dias do fim do prazo, cerca de 20 milhões de contribuintes ainda não acertaram as contas com o Leão. Até as 18h16 desta segunda-feira (19), 26.693.209 contribuintes tinham enviado a Declaração Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) à Receita Federal. O número equivale a 57,78% do total esperado para este ano.

Segundo a Receita Federal, 64,9% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, enquanto 19,2% terão que pagar Imposto de Renda e 15,9% não têm imposto a pagar, nem a receber. A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (83,3%), mas 11% dos contribuintes recorrem ao preenchimento online, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 5,8% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 48,1% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 56,4% dos envios.

Desde 1º de abril, a declaração pré-preenchida passou a ser baixada com todos os dados disponíveis. O abastecimento dos dados da declaração pré-preenchida atrasou neste ano por causa da greve dos auditores fiscais da Receita.

O prazo para entregar a declaração começou em 17 de março e termina às 23h59 do dia de 30 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 13 de março.

A Receita Federal espera receber 46,2 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física neste ano, o que representará acréscimo de quase 7%, na comparação com 2024, quando foram entregues 43,2 milhões de declarações.

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 169.440, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais durante 2024 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

 

 

Agência Brasil

Consórcio Intermunicipal revoga licitação de kits de higiene bucal após notificação do MPC-RO

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Depois da emissão da notificação recomendatória pelo Ministério Público de Contas (MPC-RO), o Consórcio Intermunicipal da Região Centro Leste de Rondônia (Cimcero) promoveu a revogação da licitação para compra de kits de higiene bucal.

ato de revogação do n. 18/CIMCERO/2024 foi publicado pelo Cimcero em sua página na internet (acesse aqui) e também no Diário Oficial dos Municípios de Rondônia (disponível neste link).

Uma das questões levantadas pelo MPC-RO e que o motivou a expedir, no dia 29 de abril, a Notificação Recomendatória nº 009/2025/GPAMM (disponível neste link), foi o valor unitário do kit, alcançado na licitação (R$ 230,00), muito acima do custo médio praticado por outros municípios de Rondônia para kits semelhantes, destinados à mesma finalidade.

O MPC-RO questionou, ainda, a inclusão no kit de itens não essenciais, como livro paradidático, guia da família e dos educadores, jogos de tabuleiro, jogo quiz com cards educativos e embalagem modelo maleta.

Conforme destacou o Procurador do MPC, Adilson Moreira de Medeiros, que subscreve a notificação, isso pode “desbordar do objeto principal da contratação e encarecer sobremaneira o custo final”.

Ainda segundo ele, a composição de tais kits apenas com os itens essenciais contemplados em outros modelos (escovas, creme dental, fio dental e bolsa plástica) se mostra mais econômico e propicia maior número de crianças atendidas ou atendidas mais vezes durante o ano e com menos recursos.

Desse modo, a notificação era para que os gestores suspendessem a continuidade do processo administrativo relativo ao Pregão Eletrônico n. 18/CIMCERO/2024.

Entretanto, ainda dentro do prazo estabelecido, a gestão do consórcio decidiu revogar a licitação, em atendimento à notificação.