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Inmet prevê pancadas de chuva em todas as regiões do país

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Condições climáticas são para esta quinta e sexta-feira
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para esta quinta (11) e sexta-feira (12) pancadas de chuva na Região Sudeste, com maiores acumulados em São Paulo e Minas Gerais, enquanto nos demais estados o tempo se apresentará estável.

As mesmas condições climáticas estão previstas em todo o Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e a possibilidade de chuva no Distrito Federal.

O Inmet informa ainda que as pancadas de chuva continuarão em grande parte da Região Norte. “Os estados do Amazonas, Acre, Roraima e Amapá apresentam os maiores acumulados da região”.

No Nordeste, a previsão indica que pancadas de chuvas são esperadas nos estados do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco.

Já a Região Sul, de acordo com o Inmet, enfrenta hoje e amanhã pancadas de chuva com trovoadas, “com destaque para o oeste e meio-oeste de Santa Catarina, Paraná e do Rio Grande do Sul”.

Temperaturas

Os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais deverão enfrentar temperaturas mínimas em suas regiões serranas, que podem chegar a 6° graus Celsius (°C). Nas demais áreas dos dois estados, as mínimas variam entre 14°C e 20°C.

Agência Brasil

Adolescente é suspeito de matar o pai tentando proteger a mãe de agressões em RO

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Um adolescente de 16 anos atacou o pai a facadas para defender a mãe de agressões, na madrugada desta terça-feira (9), em Extrema, distrito de Porto Velho. De acordo com a Polícia Militar, após o conflito familiar, o homem fugiu da residência e foi encontrado morto momentos depois.

Segundo o registro policial, o adolescente acordou com os gritos de discussão e percebeu que o pai agia de forma violenta contra a mãe. Para protegê-la, pegou uma faca e desferiu golpes contra o genitor, que deixou o local logo em seguida.

O próprio adolescente acionou a polícia para relatar o episódio de violência doméstica. Poucos minutos depois, uma equipe chegou ao endereço e, durante o deslocamento ao hospital para verificar se o homem havia buscado atendimento, encontrou-o inconsciente na via pública. Profissionais de saúde foram chamados e confirmaram o óbito.

O adolescente e a mãe foram conduzidos à delegacia para prestar depoimento. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Fonte: G1

MPF investiga casos de assédio judicial contra jornalistas em Rondônia

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Órgão busca informações sobre pressões, ameaças e ações judiciais que comprometam a liberdade de imprensa no estadoO Ministério Público Federal (MPF) quer saber sobre casos de assédio judicial contra jornalistas em Rondônia. O órgão enviou ofícios para o Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor), o Tribunal de Justiça (TJ/RO) e o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) com o objetivo de solicitar dados sobre situações de pressão, intimidações, ameaças à liberdade de imprensa e ações judiciais, além de saber se o estado está preparado para lidar com o tema. O MPF pretende ainda realizar um encontro com representantes da imprensa local para debater a questão.

Ao Sinjor, o MPF solicitou informações sobre casos de assédio judicial, relatos de pressões e ameaças sofridas por profissionais da imprensa no estado. Também foi orientado ao sindicato dar ampla publicidade entre seus associados de que o MPF está recebendo comunicações sobre situações de intimidação contra jornalistas, como pressões judiciais coordenadas, ameaças ou múltiplos processos. O Sinjor tem 15 dias úteis para responder ao MPF.

Foram solicitadas informações ao TJ/RO sobre dados estatísticos e levantamentos sobre ações de indenização por danos morais, queixas-crime ou pedidos de direito de resposta repetitivos contra profissionais da imprensa e comunicadores no estado, especialmente em casos onde há padrões de uso abusivo da Justiça. Caso não haja registros, o MPF pede que o tribunal esclareça se há mecanismos para identificar padrões de litigância abusiva.

O MPF comunicou ao MPRO que está à disposição para articulação e partilha de informações sobre inquéritos ou procedimentos que envolvam a liberdade de expressão, a segurança de jornalistas e o direito à informação em Rondônia.

“A liberdade de imprensa e de expressão e o direito à informação fazem parte dos direitos básicos na Constituição Federal. Precisamos mapear os problemas e saber se o poder público está preparado para lidar com ameaças a esses direitos”, afirmou o procurador da República Raphael Bevilaqua.

A investigação em Rondônia foi motivada por uma nota técnica da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do MPF, que analisa o fenômeno do assédio judicial contra jornalistas e comunicadores, compreendido como o uso abusivo do sistema de justiça com finalidade de intimidar, silenciar ou restringir a atuação jornalística, especialmente em temas de interesse público.

Na nota técnica, a PFDC propõe diretrizes institucionais voltadas à prevenção e ao enfrentamento dessas práticas, para garantir a efetiva proteção das liberdades de expressão e de imprensa e o direito à informação na ordem democrática.

Denuncie – Jornalistas, comunicadores, defensores de direitos humanos e outros cidadãos podem encaminhar ao MPF informações sobre situações de assédio judicial ou outros obstáculos à liberdade de imprensa pelos seguintes meios:

MPF Serviços: aba “Atendimento/Denúncias” e “Fazer a sua manifestação”.

Atendimento presencial: Rua José Camacho, 3307, Bairro Embratel, em Porto Velho – RO (atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h).
WhatsApp: (69) 99213-8739

Mais de R$ 158 milhões do FPM são destinados aos municípios de Rondônia

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As prefeituras de Rondônia recebem nesta quarta-feira (10) o repasse do primeiro decêndio de junho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de receita para a maioria das administrações municipais brasileiras. No Estado, o montante destinado aos 52 municípios ultrapassa R$ 158 milhões, representando um importante reforço para o equilíbrio financeiro das gestões municipais.

Em todo o país, o repasse alcançou R$ 7,735 bilhões, já descontada a retenção destinada ao Fundeb. Em valores brutos, incluindo o fundo da educação, o montante chega a R$ 9,669 bilhões.

A Associação Rondoniense de Municípios (AROM) destaca que o primeiro decêndio tradicionalmente representa o maior repasse do mês, sendo responsável por quase metade dos recursos previstos para junho. Por isso, a entidade reforça a importância do planejamento financeiro e da aplicação responsável dos recursos, garantindo a continuidade dos serviços públicos e o cumprimento das obrigações fiscais dos municípios.

Crescimento do FPM fortalece o municipalismo

Dados da Secretaria do Tesouro Nacional apontam que, no acumulado de 2026, o FPM registra crescimento nominal de 7,40% em comparação ao mesmo período do ano anterior, representando um acréscimo superior a R$ 7,5 bilhões para os municípios brasileiros.

Para a AROM, esse desempenho positivo contribui para ampliar a capacidade de investimento das administrações municipais, especialmente em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura, assistência social e manutenção dos serviços públicos.

A realidade municipal de Rondônia demonstra a importância estratégica do FPM. Grande parte das cidades possui população inferior a 30 mil habitantes e depende diretamente das transferências constitucionais para custear despesas com pessoal, manutenção das unidades de saúde, transporte escolar, limpeza urbana e investimentos em infraestrutura.

Em diversos casos, o Fundo de Participação dos Municípios representa a principal fonte de receita das administrações locais, tornando o acompanhamento dos repasses um fator essencial para o planejamento orçamentário e financeiro.

A Associação Rondoniense de Municípios acompanha permanentemente a evolução das transferências constitucionais e orienta os gestores municipais sobre a importância da responsabilidade fiscal, do planejamento financeiro e da utilização eficiente dos recursos públicos.

Apesar do crescimento dos repasses, a AROM reforça que os municípios devem adotar uma gestão financeira responsável e evitar comprometer receitas com despesas permanentes. A entidade destaca que oscilações na arrecadação federal podem impactar os próximos repasses e que o equilíbrio das contas públicas depende de planejamento, controle de gastos e utilização estratégica dos recursos.

Confira a nota com valores de Rondônia aqui.  
Confira a nota na íntegra aqui. 

ASSESSORIA AROM / Fonte: CNM

Fundo Eleitoral e Fundo Partidário: qual a diferença?

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Os dois são recursos destinados aos partidos, mas têm finalidades diferentes. Entenda como funciona o Fundo Eleitoral 2026.

Os dois são recursos destinados aos partidos, mas têm finalidades diferentes. Entenda como funci...
Fundo Eleitoral é destinado exclusivamente ao financiamento das campanhas eleitorais. Arte: TRE-RO.

O TRE-RO Descomplica esclarece, de forma simples: qual a diferença entre o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral?

Embora os dois recursos públicos sejam destinados aos partidos políticos, eles têm finalidades diferentes.

O que é Fundo Partidário?

O Fundo Partidário é utilizado durante todo o ano para custear despesas de funcionamento dos partidos, como manutenção de sedes, pagamento de pessoal, formação política e incentivo à participação das mulheres na política.

O que é Fundo Eleitoral?

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, foi criado pela Lei nº 13.487/2017 e é destinado exclusivamente ao financiamento das campanhas eleitorais. Por isso, seus recursos são distribuídos apenas em anos de eleição.

Como o dinheiro é dividido entre os partidos?

-2% são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE;
– 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados;
– 48% são repartidos de acordo com o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados; e
– 15% são divididos conforme a representação dos partidos no Senado Federal.

Os cálculos da distribuição do FEFC foram realizados com base nos resultados das Eleições 2022, incluindo as retotalizações ocorridas até 1º de junho de 2026.

Para as Eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, na última quarta-feira (3), os valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinados aos partidos políticos. Ao todo, aproximadamente R$4,9 bilhões serão distribuídos, conforme os critérios estabelecidos na legislação eleitoral.

O Partido Liberal (PL) recebeu a maior parcela, com cerca de R$881,7 milhões. Em seguida, aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com aproximadamente R$615,4 milhões, e o União Brasil, com cerca de R$526,2 milhões. Juntas, as três legendas concentram aproximadamente 40% do montante distribuído pelo Fundo Eleitoral.

Como os recursos podem ser utilizados?

Os recursos do Fundo Eleitoral só ficam disponíveis após cada partido definir os critérios internos de distribuição para candidatas e candidatos.

O dinheiro deve ser utilizado exclusivamente para despesas relacionadas às campanhas eleitorais, conforme as regras estabelecidas pela legislação.

Todos os gastos realizados com recursos do Fundo Eleitoral devem ser informados à Justiça Eleitoral por meio da prestação de contas.

Caso haja sobra de recursos ao final da campanha, o valor deverá ser devolvido ao Tesouro Nacional.

Os valores destinados a cada partido podem ser consultados na página das Eleições 2026, no Portal do TSE.

Já as informações sobre os partidos políticos com atuação em Rondônia estão disponíveis na área de Partidos Políticos do Portal do TRE-RO.

#ParaTodosVerem

Card institucional do TRE-RO Descomplica com fundo azul escuro. No centro, em letras grandes brancas, a pergunta: “Como funciona o Fundo Eleitoral?”. Acima, aparecem as marcas das Eleições 2026 e do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia. Abaixo do título, está o logotipo do projeto TRE-RO Descomplica. Faixas onduladas nas cores verde, azul e amarelo decoram a parte superior e inferior da imagem.

Assessoria de Comunicação do TRE-RO.

PRF em Rondônia apreende mais de 19 kg de substância líquida contendo droga dissolvida

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O ilícito tinha como destino a cidade de Cuiabá/MT
Capa Notícia.jpeg

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia apreendeu, no último domingo (7), cerca de 19,28 kg de preparação líquida contendo entorpecente diluído. A ação ocorreu por volta das 16h, no km 350 da BR-364, em Ji-Paraná/RO.

Durante fiscalização de rotina, a equipe policial realizou abordagem a um ônibus de transporte interestadual de passageiros. No decorrer dos procedimentos, realizaram-se entrevistas com os ocupantes, conferência da documentação e consultas aos sistemas informatizados. Ao verificar o compartimento de bagagens, identificou-se quatro recipientes rotulados como desinfetantes. Após submeter uma amostra dos supostos produtos de limpeza ao teste químico preliminar (narcoteste), o reagente apresentou resultado positivo para a presença de substância análoga à cocaína.

A mistura líquida apreendida totalizou 19,28 kg, considerando todo o conteúdo utilizado para ocultar o entorpecente. Nenhuma pessoa foi presa. O material foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Ji-Paraná/RO, para os demais procedimentos cabíveis.

PRF

MP Eleitoral recomenda que prefeitura de Ouro Preto do Oeste (RO) não faça propaganda eleitoral antecipada

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Festa dos 45 anos do município não pode ter distribuição de bens ou publicidade eleitoral

Foto em detalhe da urna eletrônica, com destaque para as teclas, e no canto inferior esquerdo três linhas curvas sendo uma verde, uma amarela e outra azul

Arte: Comunicação/MPF

O Ministério Público (MP) Eleitoral recomendou à prefeitura de Ouro Preto do Oeste (RO) que não faça ou permita propaganda eleitoral antecipada durante as comemorações dos 45 anos do município. A recomendação foi endereçada ao prefeito e aos secretários municipais que são responsáveis pelos eventos da festividade. O aniversário do município é no dia 16 de junho.

Segundo a recomendação, não pode:

• distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte de políticos com cargo, pré-candidatos ou candidatos;
• publicidade (especialmente outdoors e banners) de pretensos candidatos, por meio de fotografias, nomes, cargos públicos, símbolos, slogans, mensagens ou quaisquer outros elementos com conteúdo político-eleitoral, ainda que não tenha pedido expresso de voto;
• qualquer manifestação que leve ao conhecimento geral, ainda que de forma dissimulada, pedido de voto antes de 16 de agosto de 2026;
• uso da estrutura física ou de pessoal dos eventos para propaganda eleitoral, inclusive negativa, de qualquer pré-candidato ou candidato nas Eleições 2026;
• promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos em publicidade, visual ou sonora, relativa ao apoio ou colaboração.

Os autores da recomendação – o procurador regional eleitoral Leonardo Caberlon e a promotora eleitoral substituta Naiara Lazzari – destacam que, embora a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permita, de forma excepcional, a panfletagem em espaços abertos e de convivência pública, como praças, ruas e feiras, é proibida a afixação ou a incorporação do material ao bem público. Os locais onde acontecem feiras agropecuárias, festividades regionais, culturais, esportivas e outros eventos públicos são considerados bens de uso comum pela legislação eleitoral.

Com chegada da época de feiras agropecuárias, festivais de praia, cavalgadas e festividades regionais e culturais em Rondônia, o MP Eleitoral tem emitido alertas, por meio de recomendações, para que haja respeito à legislação eleitoral. A intenção é assegurar a igualdade de disputas do processo eleitoral, com concorrência justa e igualitária.

Como denunciar –
 Qualquer pessoa que tiver conhecimento de alguma irregularidade envolvendo partidos, pré-candidatos ou candidatos pode denunciar ao MP Eleitoral, pelos meios abaixo:

MPF Serviços, na aba “Atendimento/Denúncias” e “Fazer a sua manifestação”

Atendimento presencial:

• MP Eleitoral em Ouro Preto do Oeste – Rua Café Filho, 111, Bairro União
• MP Eleitoral em Porto Velho – Rua José Camacho, 3307, Bairro Embratel
• MP Eleitoral em Ji-Paraná – Avenida Clóvis Arraes, 1415, Centro

WhatsApp: (69) 99213-8739

Íntegra da recomendação


Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal em Rondônia

Aprovada indicação de Benedito Gonçalves para corregedor nacional de Justiça

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O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves (OFS 4/2026) para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro exercerá o cargo de corregedor nacional de Justiça no período de 2026 a 2028. A indicação recebeu 53 votos favoráveis e 16 contrários.

Com mais de 50 anos de carreira no serviço público, sendo 38 anos somente na magistratura, Benedito Gonçalves é graduado em direito, com mestrado e especialização na área jurídica. Antes de ingressar na magistratura, exerceu diferentes funções no serviço público, como papiloscopista da Polícia Federal e delegado de polícia no Distrito Federal.

Em 1988, assumiu o cargo de juiz federal, atuando em unidades do Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Dez anos depois, foi promovido a desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Outra década mais tarde, chegou ao cargo de ministro do STJ, posição que ocupa atualmente.

O relator da indicação, senador Cid Gomes (PSB-CE), destacou a trajetória pessoal e profissional de Benedito Gonçalves e recordou que o ministro ingressou no serviço público por concurso, atuando inicialmente como professor, e posteriormente exerceu cargos como perito, delegado, juiz federal e desembargador, até chegar ao Superior Tribunal de Justiça.

Para o senador, essa trajetória demonstra mérito e dedicação à magistratura, justificando sua aprovação para o cargo de corregedor nacional de Justiça.

— O ministro Benedito é filho de um pedreiro e de uma servente lavadora, de origem humilde, negro, da periferia do Rio de Janeiro. Estudou com toda dificuldade, prestou concurso público e ascendeu ao Superior Tribunal de Justiça — afirmou Cid Gomes.

O indicado passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 20 de maio.

Votos contrários

Antes da votação no Plenário, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu a rejeição da indicação. Segundo ele, a votação representava uma oportunidade para o Senado exercer com mais rigor sua função de avaliar autoridades indicadas para cargos de relevância, a exemplo do que ocorreu na recente indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação dele foi rejeitada.

Girão argumentou que o histórico do ministro reúne controvérsias incompatíveis com o cargo de corregedor nacional de Justiça.

— Esse momento é tão delicado, é tão histórico, e o brasileiro clama por isso, que o Brasil tenha nortes éticos, que o Brasil, para os nossos filhos e netos, tenha um horizonte feliz. Eu votei contra, e espero que esse Senado continue se aproximando da sociedade — afirmou.

Da mesma forma, o senador Magno Malta (PL-ES) manifestou voto contrário à indicação de Benedito Gonçalves, afirmando que o ministro teria atuado de forma politicamente parcial em decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), especialmente nos processos que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Malta também criticou a participação de Benedito em evento realizado em Londres com patrocínio do Banco Master, argumentando que o episódio comprometeria sua imparcialidade.

— Nada contra a pessoa, mas é o histórico que me leva a dar esse voto contrário, porque esse histórico não dá a ele a possibilidade e a credibilidade de ser o corregedor-chefe de juízes que cometem atrocidades no Brasil — argumentou.

Defesa da indicação

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) saiu em defesa de Benedito Gonçalves e criticou o tom adotado por alguns parlamentares durante o debate. Segundo ele, as acusações feitas contra o ministro já foram devidamente respondidas, e o debate político não deve ultrapassar os limites do respeito à trajetória e à reputação das pessoas.

Rogério Carvalho argumentou que a discussão deveria se concentrar no papel da Corregedoria do CNJ e nas reformas necessárias para aprimorar o Judiciário brasileiro, em vez de transformar o tema em uma disputa política.

— O debate político é muito importante, mas há momentos em que ele ultrapassa determinados limites, que são os limites da agressão à biografia de pessoas que dedicaram suas vidas à construção do sistema de Justiça brasileiro.

O senador Weverton (PDT-MA) defendeu a indicação do ministro, destacando sua trajetória de mais de 30 anos na magistratura e o fato de ter sido escolhido por unanimidade pelo STJ. Para ele, as divergências sobre decisões judiciais não devem ser usadas para desqualificar magistrados, e debates sobre eventuais reformas do Judiciário devem ocorrer em espaços apropriados.

— Ao atacar aqui o ministro Benedito, que foi escolhido por unanimidade, esta Casa está atacando todo o Superior Tribunal de Justiça e o juiz brasileiro — disse Weverton.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o Judiciário brasileiro precisa passar por reformas e defendeu a discussão de mudanças institucionais, incluindo a ampliação dos mecanismos de controle sobre o STF. Em defesa de Benedito Gonçalves, ressaltou a trajetória do indicado no Judiciário e argumentou que as críticas dirigidas ao ministro não se sustentam em fatos concretos.

— O ministro Benedito Gonçalves é um dos apenas dois ministros negros entre os 33 integrantes do Superior Tribunal de Justiça. O Brasil é a maior nação negra fora da África e, num momento como esse, tentar ofender uma indicação do STJ de um ministro negro é um pouco de racismo por parte de alguns colegas desta Casa — apontou.

Conselho Nacional de Justiça

O CNJ é uma instituição pública com a função de exercer o controle administrativo, financeiro e disciplinar do Poder Judiciário brasileiro.

O órgão atua para garantir a transparência, a eficiência e o cumprimento dos deveres funcionais dos magistrados, padronizando procedimentos em todo o país.

Fonte: Agência Senado

Vai à Câmara piso de R$ 13.662 para médico e cirurgião-dentista

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) confirmou, em turno suplementar nesta quarta-feira (10), o projeto que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais. A proposta segue para análise da Câmara dos Deputados, salvo se houver recurso para votação em Plenário.

PL 1.365/2022 também aumenta de 20% para 50% o adicional por trabalho noturno e as horas extras. A nova remuneração mínima se aplica aos profissionais dos setores público e privado. Atualmente, o piso corresponde a três salários mínimos de 2022, conforme entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 325, com base na Lei 3.999, de 1961.

Relator da proposta, o senador Fernando Dueire (PSD-PE) classificou a medida como uma “reparação histórica”. Em seu parecer, ele argumenta que a valorização financeira dos médicos é condição necessária para o êxito de políticas de interiorização desses profissionais. A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) afirmou que o piso atualmente praticado é insuficiente para a categoria.

O texto aprovado mantém substitutivo apresentado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ao projeto de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB).

Outros benefícios

Além do novo piso, o projeto assegura intervalo de dez minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho. A proposta também estabelece que a chefia de serviços médicos e odontológicos deverá ser exercida exclusivamente por médicos e cirurgiões-dentistas, respectivamente.

Reajuste e financiamento

O piso será reajustado anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para médicos concursados de estados, Distrito Federal e municípios, a atualização poderá seguir outro índice previsto em legislação local.

De acordo com o texto, estados e municípios não precisarão custear o aumento salarial dessas categorias com recursos próprios. Os valores serão financiados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Para os médicos da rede pública federal, o impacto estimado é de R$ 7,7 bilhões em 2027, sem considerar adicional noturno e horas extras. O cálculo foi apresentado em 2024 pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que projetou as despesas nos anos seguintes com a eventual aprovação do piso.

Turno suplementar

A CAS já havia aprovado a matéria em 20 de maio. Como o texto é um substitutivo (texto alternativo do relator) e a comissão possui competência terminativa, o Regimento Interno do Senado exige uma segunda votação, chamada de turno suplementar, antes do envio da proposta à Câmara dos Deputados. Por isso o projeto teve de passar por nova deliberação, concluída nesta quarta.

Fonte: Agência Senado

Processo Seletivo da Educação registra 1.451 inscrições para 55 vagas

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Candidatos concorrem a oportunidades em oito cargos; cronograma segue com análise documental e etapas classificatórias

A Secretaria Municipal de Educação (Semed), registrou 1.451 inscrições no Processo Seletivo Simplificado destinado à contratação temporária de profissionais para atuação na rede municipal de ensino.

Ao todo, foram ofertadas 55 vagas distribuídas entre os cargos de Assistente de Sala (20 vagas), Cuidador de Alunos (10 vagas), Inspetor de Alunos (10 vagas), Supervisor Escolar (6 vagas), Secretário Escolar (3 vagas), Orientador Educacional (3 vagas), Motorista de Viaturas Pesadas (2 vagas) e Motorista de Viaturas Leves (1 vaga).

Entre os cargos com maior número de inscritos estão Cuidador de Alunos, com 487 candidatos, Assistente de Sala, com 400 inscrições, e Secretário Escolar, com 195 inscritos. O processo também contabilizou 157 inscrições para Inspetor de Alunos, 76 para Supervisor Escolar, 54 para Motorista de Viaturas Leves, 52 para Orientador Educacional e 30 para Motorista de Viaturas Pesadas.

Atualmente, a comissão responsável realiza a conferência da documentação apresentada pelos candidatos, etapa fundamental para a validação das inscrições e atribuição das respectivas pontuações.

Conforme o cronograma do certame, o resultado preliminar da análise documental e das notas será publicado em 22 de junho. Os candidatos poderão apresentar recursos entre os dias 23 e 25 de junho. Na sequência, será divulgado o resultado preliminar e a convocação para o procedimento de heteroidentificação, previsto para ocorrer entre os dias 1º e 7 de julho.

O resultado final classificatório está previsto para ser publicado em 21 de julho, seguido da homologação do certame em 22 de julho.

Todas as publicações, resultados e comunicados oficiais relacionados ao processo seletivo serão disponibilizados nos canais oficiais do município, conforme previsto no edital.