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Hasteada desde a Proclamação da República, atual bandeira do Brasil completa 131 anos

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Única no mundo a carregar uma verdadeira carta celeste, a Bandeira Nacional Brasileira tem 131 anos. Nela, Rondônia faz parte da constelação Gama do Cão Maior, branco azulada do hemisfério celestial sul, considerada a quarta grandeza nos estudos astronômicos*.

Quando o Estado de Rondônia foi criado, a marca publicitária o tornou conhecido como “a nova estrela no azul da União”. É o mínimo que se pôde dizer em 1982, data da elevação do ex-território federal a estado. Pelo fato de a estrela Gama do Cão Maior ser infinitamente superior, pois situa-se a 402 anos luz** da Terra.

Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins, os quatro estados mais jovens da Federação, ganharam estrelas da constelação do Cão Maior, respectivamente beta, gama, delta e épsilon.

Em Porto Velho, uma sala próxima ao gabinete do comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, general de Exército Luciano Batista Lima, guarda todas as bandeiras brasileiras desde o Brasil Imperial.

A Proclamação da República Brasileira ocorreu em 15 de novembro de 1889. Durante os primeiros anos, o uso da bandeira não foi uniforme e variava por todo o território brasileiro, com exemplares informais ou com algumas imprecisões.

INFLUÊNCIA PORTUGUESA

Enquanto o território brasileiro ainda era apenas parte da América Portuguesa [1500-1816], ele não possuía uma bandeira própria. Isso porque era tradição de Portugal hastear a bandeira do reino em todos os territórios pertencentes a sua Coroa. Durante esse período, outras bandeiras foram hasteadas, e sua transição refletia as mudanças políticas de Portugal.

Ordem de Cristo (1319-1651) foi a primeira bandeira a tremular no Brasil. Uma associação que patrocinou as grandes navegações portuguesas, e sua bandeira chegou ao Brasil junto com as caravelas de Pedro Álvares Cabral, estampada em suas velas.

Ordem de Cristo, a primeira Bandeira

Esse era o símbolo nacional dos portugueses e, apesar de não ser tecnicamente a primeira bandeira do Brasil, foi a primeira a ser hasteada em solo brasileiro.

A Bandeira Real [1500-1521], a segunda, foi utilizada nas embarcações que chegaram ao território brasileiro. Porém, apesar de ser a oficial, ela cedia espaço para a Ordem de Cristo nas expedições no mar.

Ela foi criada por João II (1455-1495) de Portugal e continha o estandarte real branco junto com o brasão de armas do país.

A terceira bandeira de Dom João III [1521-1616], foi utilizada durante o reinado em Portugal, durante momentos importantes da história do Brasil, a exemplo das expedições colonizadoras de 1530, nas capitanias hereditárias em 1534, na criação dos Governos Gerais em 1549, e na divisão do território brasileiro em dois governos.

Nessa bandeira já não era utilizada a cruz de Cristo junto ao brasão de armas de Portugal, e sim uma coroa real.

A quarta bandeira do Domínio Espanhol [1616-1640] foi vigente enquanto Portugal esteve ocupado pela Espanha. Ela foi criada pelo rei da Espanha e Portugal Felipe II,conhecido como Filipe III na Espanha. A nova bandeira manteve o escudo e a coroa da bandeira portuguesa, mas foram envoltos por cinco ramos em cada lado. Durante o período que essa bandeira foi utilizada ocorreram as invasões holandesas no Nordeste e o início da expansão bandeirante.

A quinta bandeira da Restauração [1640-1656], instituída após o fim do domínio espanhol, representava o ressurgimento do Reino Português. Dom João IV foi o rei quem a instituiu, mantendo o brasão de armas de Portugal e acrescentando uma borda azul, que representa a veneração à padroeira do país, Nossa Senhora da Conceição.

Já a sexta bandeira do Principado do Brasil (1645 – 1816) foi criada exclusivamente para o País, quando Dom João IV conferiu o título de “Príncipe do Brasil” a seu filho Teodósio, fazendo com que o território passasse a ser considerado um principado. Apesar de ser a primeira bandeira exclusiva, ela não foi a primeira bandeira nacional, visto que o Brasil ainda não era considerado nação independente.

A sétima bandeira de Dom Pedro II (1683 – 1706), utilizada no auge das expedições dos bandeirantes, entre 1683 a 1706. Pela primeira vez foi incluído o retângulo verde, que ainda é utilizado na atual.

A oitava candeira Real do Século XVII (1600–1700),  criada por Dom Pedro II e utilizada como símbolo oficial do Reino, juntamente com a bandeira da restauração, do Principado do Brasil e da Bandeira de Dom Pedro II. Nessa bandeira foi acrescentada uma corrente e a cruz vermelha da Ordem de Cristo.

Bandeira Imperial do Brasil: a primeira do país independente

Reino do Brasil (1815–1822): com a vinda da família real para o Brasil em 1808, houve algumas mudanças. Uma delas foi a elevação do título de principado para Reino Unido, em 1815. A bandeira mudou novamente.

A nona bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve (1816-1821). Em 1815 foi criado o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, porém o Reino apenas recebeu uma bandeira em maio de 1816. O Brasil foi representado na nova bandeira pela esfera azul. Ela presidiu as lutas contra a incorporação da Província da Cisplatina e a Revolução Pernambucana de 1817.

A décima bandeira do Regime Constitucional (1821-1822), foi a última a tremular no Brasil antes da independência. Elevado à categoria de Reino Unido, o país já não era mais colônia de Portugal. Vigorou por pouco tempo e esteve presente durante o Grito do Ipiranga, no dia 7 de setembro de 1822, marco da emancipação política do Brasil.

Império do Brasil (1822–1889): com a independência do Brasil em 1822, houve a necessidade do país ter sua própria bandeira. Desde então, esta passou a ter elementos que até hoje estão presentes na bandeira do Brasil, como as cores verde e amarela, além das estrelas.

A décima primeira bandeira Imperial (1822 a 1889), a primeira do Brasil independente, inicialmente foi criada como pavilhão pessoal do príncipe do Reino. Apesar de preservar muitos elementos já utilizados, novos itens foram incluídos, entre os quais, a combinação do verde e amarelo até hoje presente, e os ramos de café e tabaco. Além disso, com a sagração de Dom Pedro I como imperador, a coroa real presente na bandeira foi substituída pela imperial.

As cores verde e amarelo foram determinadas por um decreto de 1822, segundo o qual a cor verde simbolizaria a casa de Bragança, de Dom Pedro I, e o amarelo faria referência à casa de Habsburgo, de D. Leopoldina.

Bandeira provisória da República durou apenas quatro dias

República do Brasil [1889 – Atual]: a Proclamação da República Brasileira ocorreu em 15 de novembro de 1889, e desde então o Brasil teve duas bandeiras oficiais: uma provisória, e a que vigora até hoje, representando a nação.

Porém, durante os primeiros anos do Brasil como República, o uso da bandeira não foi uniforme, e variava por todo o território brasileiro, havendo exemplares informais ou com certas imprecisões.

A décima segunda bandeira Provisória da República [15 a 19 de novembro de 1889], utilizada  por apenas quatro dias, para substituir a bandeira imperial, logo que foi proclamada a República, foi inspirada na bandeira norte-americana e apresentava treze listras, como referência às treze colônias. Ela também serviu de base para a bandeira dos estado de Goiás, Sergipe e Piauí.

A décima terceira e atual, Bandeira Nacional que usamos hoje, está em vigor desde 19 de novembro de 1889, e foi criada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos. Nela, a coroa imperial foi substituída pelo círculo azul, e anexada a frase “Ordem e Progresso”, um lema positivista.

Apesar de muitos acharem que o significado de suas cores é relacionado com a mata, o ouro, o céu e a paz, o real significado é outro: o verde e o amarelo foi mantido da Bandeira Imperial do Brasil, representando as casas Bragança, de Dom Pedro I, e a casa de Habsburgo, de Dona Leopoldina.

Atual Bandeira Brasileira começou a ser hasteada e admirada em novembro de 1889


A bandeira foi criada com 21 estrelas, representando os 20 estados e a capital, que na época era o Rio de Janeiro. Elas foram posicionadas do modo como foram vistas no céu do Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro do ano da Proclamação.

Atualmente, a bandeira possui 27 estrelas, que representam os estados atuais, e a lei garante que caso outros estados sejam criados, eles também serão representados na bandeira.

CONHEÇA OS NOMES DE TODAS AS ESTRELAS NA BANDEIRA NACIONAL

Cássio Barbosa, pós-doutor em Astronomia, explica que muitas bandeiras no mundo usam elementos de astronomia em seus desenhos, principalmente estrelas. “Na grande maioria das vezes são estrelas que guardam algum significado, todavia estão fora de um contexto astronômico maior; por exemplo a bandeira dos EUA (Estados Unidos da América): cada estrela representa um estado americano, mas elas estão empilhadas, não formam constelações”.

“Nesse quesito de constelações temos a bandeira da Austrália e da Nova Zelândia que ostentam o Cruzeiro do Sul estampados. No caso da Austrália a estrela Rigel Kentaurus, a alfa do Centauro, também dá as caras e o Cruzeiro em si tem cinco estrelas. Já a bandeira neozelandesa tem só o Cruzeiro em versão econômica, com quatro estrelas”, ele assinala.

Segundo o astrônomo, a bandeira do Nepal possui o sol e a lua, bandeiras de países islâmicos estampam uma estrela e uma lua crescente, como a bandeira da Argélia, por exemplo. Na bandeira do Japão, o círculo vermelho representa o sol. “Mas de todas as bandeiras nacionais, a nossa tem uma característica especial, as estrelas que estão estampadas nela não só estão organizadas em constelações, como também representam o céu no dia da proclamação da República. Nesse aspecto a bandeira brasileira deve ser única no mundo por carregar uma verdadeira carta celeste”.

Texto do astrônomo Cássio Barbosa publicado em novembro de 2015 comenta que a estrela mais brilhante do céu (e também na bandeira), Sírius, representa o Estado do Mato Grosso.

Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins, os quatro estados mais jovens da federação, ganharam estrelas da constelação do Cão Maior, respectivamente beta, gama, delta e épsilon.

As estrelas mais brilhantes das constelações estampadas na bandeira, as alfas, representam os seguintes estados: Pará (Spica, Virgem), Amazonas (Procyon, Cão Menor), Mato Grosso do Sul (Alphard, Hidra), Mato Grosso (Sírius, Cão Maior), Goiás (Canopus, Carina), São Paulo (Estrela de Magalhães, Cruzeiro do Sul), Piauí (Antares, Escorpião) e Rio Grande do Sul (Atria, Triângulo Austral).

1.  AMAZONAS – Procyon (alfa do Cão Menor)
2. MATO GROSSO DO SUL – Alfard (alfa da Hydra Fêmea)
3. RONDÔNIA – Gama do Cão Maior
4. MATO GROSSO – Sirius (alfa do Cão Maior)
5. AMAPÁ – Beta do Cão Maior
6. RORAIMA – Delta do Cão Maior
7. TOCANTINS – Epsilon do Cão Maior
8. MINAS GERAIS – Delta do Cruzeiro do Sul
9. GOIÁS – Canopus (alfa de Carina)
10. ESPÍRITO SANTO – Epsilon do Cruzeiro do Sul
11. SÃO PAULO – Acrux (alfa do Cruzeiro do Sul)
12. DISTRITO FEDERAL – Sigma do Oitante
13. PARANÁ – Gama do Triângulo Austral
14. RIO GRANDE DO SUL – Alfa do Triângulo Austral
15. SANTA CATARINA – Beta do Triângulo Austral
16. SERGIPE – Iota do Escorpião
17. ALAGOAS – Teta do Escorpião
18. PERNAMBUCO – Mu do Escorpião
19. PARAÍBA – Kappa do Escorpião
20. RIO GRANDE DO NORTE – Lambda do Escorpião
21. CEARÁ – Epsilon do Escorpião
22. PIAUÍ – Antares (alfa do Escorpião)
23. MARANHÃO – Beta do Escorpião
24. RIO DE JANEIRO – Mimosa (beta do Cruzeiro do Sul)
25. BAHIA – Gacrux (gama do Cruzeiro do Sul)
26. ACRE –  Gama da Hydra Fêmea
27. PARÁ –  Spica (alfa de Virgem)

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O Aglomerado Tau Canis Majoris é um aglomerado aberto — um grupo de estrelas nascidas da mesma nuvem molecular, que por isso mesmo partilham a mesma composição química e se encontram ligadas entre si, ainda que ligeiramente, pela gravidade. Uma vez que nasceram juntas, estas estrelas fornecem um laboratório estelar ideal para testar teorias de evolução estelar, a cadeia de eventos que leva desde o nascimento de uma estrela no seio de uma nuvem de gás fria e densa até à sua morte eventual.

Apesar de todas as estrelas nesta imagem terem se formado ao mesmo tempo, as diferentes massas que apresentam significam que levarão vidas muito diferentes. As estrelas que compõem o sistema múltiplo de Tau Canis Majoris são do tipo mais massivo e de curta vida que se conhece, o que significa que gastarão rapidamente o seu combustível nuclear, antes das suas companheiras menores de aglomerado, as quais continuarão ainda a brilhar durante bilhões de anos.[Informações do European Southern Observatory].

**  Para medir as distâncias entre os astros, o quilômetro não é muito apropriado, pois estas distâncias são extremamente grandes. Assim, usa-se outra unidade de medida para realizar essas medições, denominada ano-luz.

O ano-luz é uma unidade de distância utilizada na astronomia: um ano-luz é a distância que a luz percorre, no vácuo, durante um ano. Para calcular quanto vale a distância de um ano-luz é necessário saber a velocidade da luz no vácuo, que é 299792,458 km/s, e considerar que o tempo de um ano, de acordo com o calendário gregoriano, é de 365,2425 dias.

Agora basta transformar os dias do calendário gregoriano em segundos e multiplicar pela velocidade da luz no vácuo. Assim teremos a informação de que um ano-luz é 9.460.536.068, 016 km (9,46 trilhões de quilômetros).

OLHAR SOB A ASTRONOMIA

O professor de Astronomia, Paulo Araújo Duarte, do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina, explica no site Planetário UFSC:

“A Bandeira Nacional Brasileira, instituída pelo decreto n° 4, de 19 de novembro de 1889, com a Proclamação da República, foi alvo de muitas críticas desde sua criação. Uma das críticas refere-se ao seu conteúdo astronômico, especialmente porque as estrelas aparecem em posições diferentes daquelas que estamos acostumados a ver. Na verdade, os criadores de nossa bandeira republicana tiveram a intenção de representar as estrelas no céu do Rio de Janeiro às 8h30 da manhã do dia 15 de novembro de 1889, momento em que a constelação do Cruzeiro do Sul encontrava-se com o braço maior na vertical e no meridiano do Rio de Janeiro”.

“No entanto, as estrelas foram posicionadas como se estivessem sendo vistas por um observador desde o espaço cósmico e de fora da esfera celeste, entendendo-se esta como sendo uma grande esfera imaginária (o céu) na qual todas as estrelas estariam grudadas, tendo a Terra situada em seu centro.

Assim, uma pessoa que pudesse colocar-se fora da esfera celeste enxergaria um céu invertido em relação àquele que vemos aqui da Terra. Seria o mesmo que desenharmos dois pontos A e B numa transparência, distanciados entre si no sentido horizontal, com o ponto A situado à esquerda”.

“Ao olharmos esta transparência, tendo-se uma outra pessoa à nossa frente, veríamos o ponto A na nossa esquerda, enquanto que esta outra pessoa veria este mesmo ponto à sua direita. Trata-se, simplesmente, de posição relativa do observador. Por tal razão, o céu da Bandeira Brasileira aparece invertido em relação à nossa visão aqui da Terra, o que já não acontece em outros casos, como nas bandeiras da Austrália e Papua Nova Guiné, por exemplo, em que as estrelas do Cruzeiro do Sul aparecem em sua posição real como se estivessem sendo vistas de dentro da esfera celeste”.

“Quando ministrávamos um curso de Astronomia voltado para professores de Geografia de 1° e 2° graus, surgiu uma dúvida com relação à correspondência entre as estrelas de nossa Bandeira com os Estados da Federação. Naquela oportunidade, nos foi mostrada uma apostila de uma conceituada escola particular de Florianópolis, na qual havia a seguinte nota sobre a bandeira brasileira: “De acordo com a Lei n° 5.700, de 1° de setembro de 1971, não há mais correspondência das estrelas da Bandeira Nacional com o Distrito Federal e os Estados Brasileiros”.

“Diante da dúvida, buscamos o devido esclarecimento na legislação correspondente: Decreto n° 4, de 19/11/1889 ; Decreto-lei n° 4545, de 31/07/1942 ; Lei n° 5389, de 22/02/1968 ; lei n° 5443, de 28/05/1968 ; Lei n° 5700, de 1º/9/1971 e Lei 8421, de 11/05/1992. Esta última, altera a Lei n° 5700 de 1/09/1971, ficando claro o seguinte: a Bandeira Nacional Brasileira deve ser atualizada sempre que ocorrer a criação ou a extinção de Estados da Federação; as constelações correspondem ao aspecto do céu da cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15/11/1889, e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste; os novos Estados da Federação serão representados por novas estrelas, incluídas sem que isto venha afetar a disposição estética original constante do desenho proposto pelo Decreto n° 4 de 19/11/1889; as estrelas correspondentes aos Estados extintos serão suprimidas da bandeira; permanecerá a estrela que represente um novo Estado resultante de fusão”.

“Na Lei n° 8421, de 8/05/1992, consta um apêndice que traz uma relação dos estados brasileiros, mostrando a respectiva correspondência com as estrelas. Portanto, a informação de que não haveria mais correspondência entre os estados brasileiros e as estrelas da bandeira acreditamos ter sido um erro de interpretação da lei n° 5700, de 1/09/1971”.

Relatório aponta baixa em crimes eleitorais durante primeiro turno das eleições em Rondônia

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As eleições municipais aconteceram com normalidade neste domingo (15), nos 52 municípios do Estado. O levantamento do centro de situação Coordenação de Segurança das Eleições (Cose), composta também pela Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) apontou que dos 689 locais de votação em Rondônia, houve apenas 86 crimes relacionados ao pleito eleitoral, sendo 60 de boca de urna; 12 de compra de votos; seis de transporte de eleitores; três de desordem; três de impedimento ao exercício do voto e um crime de fake news. Esses crimes resultaram em 27 prisões ou conduções, sendo 24 de eleitores; duas de candidatos e uma de menor de idade.

Sala de Situação dentro do TRE, onde funcionou a Coordenação de Segurança das Eleições

O relatório final é da Coordenação de Segurança das Eleições, composta pelas polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Técnico-Científica, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército Brasileiro, Tribunal de Justiça e Tribunal Regional Eleitoral. No centro de situação da Cose foi feito o acompanhamento das ocorrências registradas em todo o Estado de forma online. Esses registros alimentaram o quadro geral de ocorrências no país, através da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), em Brasília.

A Sesdec acompanhou os trabalhos da Cose durante todo o dia de votação. O secretário José Hélio Pachá enfatizou o empenho do governador Marcos Rocha em disponibilizar todos os recursos necessários para que as forças de segurança do Estado pudessem realizar um excelente trabalho neste período eleitoral. “Toda essa operação requer recursos financeiros significativos para viabilizar o trabalho das polícias”, destacou Pachá. O secretário também enalteceu a atuação das forças policiais do Estado ao lado das demais instituições neste momento tão importante para a democracia.

O Estado de Rondônia colocou mais de 3.800 policiais para dar condições necessárias aos mais de 1.100 milhão eleitores, para que pudessem exercer o direito ao voto de acordo com a lei eleitoral

Centec Abaitará abre inscrições para o ano letivo de 2021 nesta segunda-feira, 16

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Inicia na próxima segunda-feira (16) o processo seletivo para inscrição do ano letivo de 2021 do Centro Técnico Estadual de Educação Rural Abaitará (Centec), em Pimenta Bueno. São 400 vagas oferecidas pelo Governo de Rondônia, por intermédio do Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional de Rondônia (Idep), para qualificação de mão de obra de jovens na área rural do Estado.

As inscrições podem ser efetuadas online pelo  site do Idep (link disponível no dia de inicio de inscrição), de forma gratuita se estendendo até dia a 30 de novembro. O Edital está disponível para esclarecimento de dúvidas sobre os critérios de seleção e eliminação.

Os cursos oferecidos estão divididos em três modalidades e os candidatos precisam ficar atentos aos requisitos. As modalidades são curso técnico integrado onde o estudante realiza a formação técnica ao mesmo tempo em que ele cursa o Ensino Médio. Isso é necessário que o aluno tenha concluído o Ensino Fundamental II .

Outra modalidade oferecida é o curso técnico subsequente, onde o estudante precisa ter concluído o Ensino Médio até o dia da matricula.  E a última modalidade do curso técnico disponível é o concomitante, destinado para os alunos que estejam cursando ou irão se matricular em outras instituições de ensino no 1º ou 2º ano do Ensino Médio.

As 400 vagas serão distribuídas da seguinte forma: 60 vagas para os alunos integrados para técnico em aquicultura e agropecuária; 120 vagas para alunos subsequente para os cursos de técnicos agroecologia,  agronegócio, aquicultura e agropecuária. Para os alunos concomitante serão 240 vagas nas áreas técnicas de agroecologia, agronegócio, aquicultura e agropecuária.

Comércio deve trocar produtos com defeito ou devolver valor pago ao consumidor, alerta Procon

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Protegido de todos os abusos na relação de comércio, o consumidor de Rondônia vai poder trocar ou exigir imediatamente o valor que pagou por um produto da linha branca que apresentar algum tipo de avaria ou defeito. A regra está prevista na Lei Estadual 4878/2020 aprovada pela Assembleia Legislativa em 28 de outubro e que entrará em vigor em 90 dias, ou seja, dia 27 de janeiro próximo.

De acordo com o coordenador estadual do Programa de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Ihgor Rego, o Governo de Rondônia vem adotando medidas em todas as áreas para resguardar direitos e proteger o cidadão rondoniense de qualquer tipo de abuso nesta relação de comércio, visando sempre levar ao empresariado sua intenção de fazer cumprir a lei e a ele recomendando e exigindo a adoção de boas práticas, ao mesmo tempo em que leva ao consumidor esclarecimentos essenciais sobre seus direitos ao fazer uma compra.

Ele explicou que com este objetivo já programou uma reunião com o empresariado local para a próxima quarta-feira (18) para discutir com eles o emprego da lei, de modo que quando ela entrar em vigor no início do ano, não haverá mais dúvidas sobre sua aplicabilidade, tornando-se um procedimento normal para as relações comerciais, no que diz respeito aos produtos da linha branca, conforme as disposições da lei (art. 1º) que lista como essenciais bens de consumo como geladeira, fogão, máquina de lavar roupa, cama e/ou colchão, celular, computador pessoal e equipamento para tratamento médico.

O coordenador do Procon fez ver que, até aqui, nesta relação, o consumidor tinha muito a reclamar, eis que, detectado algum defeito num bem adquirido, ele tinha que encaminhar tal bem para a assistência técnica e aguardar até 30 dias por uma solução, o que nem sempre atendia suas necessidades (legais), visto que, na prática, este prazo, muitas vezes, sequer era respeitado, com a justificativa de falta de peças ou da demora do despacho pelo fabricante.

Entretanto, a partir de janeiro, na vigência da nova lei, sempre que um desses produtos considerados essenciais for adquirido e apresentar problemas de fabricação, o consumidor terá direito de substituí-lo por outro produto da mesma espécie e em perfeitas condições de uso; ou a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; e ainda, na forma da lei, o abatimento proporcional do preço, conforme disposto no § 1°, do art. 18 da Lei Federal n° 8.078, de 1990. Ressalte-se que para fazer jus ao benefício legal, o consumidor deve observar se seu pedido atende ao prazo da garantia legal – se o produto ainda está na garantia.

Resta lembrar, por fim, que deixando de cumprir esta lei, o empresário ficará sujeito à multa de 41 Unidades de Padrão Fiscal (UPF) por autuação do Procon.

Hospital de Campanha de Rondônia é destaque nacional no tratamento de pacientes com Covid-19

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Com índices excelentes, quase 500 pessoas atendidas e um percentual de cura de 80,34% o Hospital de Campanha de Rondônia (HCAMP) é destaque entres hospitais públicos e privados de todo País, segundo dados do sistema Epimed (Monitor UTI, líder em gestão e análise de indicadores no cenário de saúde nacional).

Se comparado com os hospitais privados do Brasil inteiro, que tem 79,41%, de cura, e dos hospitais públicos que apresentam uma taxa de cura de 63,17%, o HCMP está muito acima dos públicos e pouco acima dos privados. “Isso nos enche de orgulho e de honra, ver uma equipe se dedicando diuturnamente para salvar vidas com excelência e atingindo índices louváveis em níveis nacionais, nos engrandece, isso mostra que o Hospital de Campanha foi o melhor hospital nosso durante a pandemia no ponto de vista de atendimento de cura, de dias de internação. E essa unidade atendeu pacientes dos mais graves, segundo os indicadores que o Ministério da Saúde fornece, como pacientes hipertensos, diabéticos, cardiopata, com necessidade de hemodiálise, e tivemos uma taxa de cura excelente. Isso se deve a essa equipe que trabalhou em prol da nossa população”, destacou o secretário de saúde, Fernando Máximo.

% de cura de pacientes da UTI

Desde o inicio de suas atividades até 12 de novembro, o Hospital de Campanha de Rondônia (HCAMP), recebeu 421 pacientes entre casos suspeitos e confirmados com a Covid-19, dos quais 80,34% tiveram alta por cura. O que demonstra que, com relação ao desfecho das internações, a unidade tem eficiência comprovada quando comparada aos hospitais públicos e privados que utilizam o sistema Epimed, tendo desfecho inferior apenas às unidades hospitalares de acreditação internacional, cujo percentual de cura foi de 84% no mesmo período analisado.

O tratamento diferenciado do HCAMP, mesmo com um alto índice de pacientes com comorbidades ou algum comprometimento da capacidade funcional, resultou em um percentual de óbitos muito pequeno, 96% dos pacientes positivos internados no Hospital de Campanha de Rondônia apresentavam capacidade funcional limitada previamente à internação, ou seja, grau moderado de dependência para a realização das atividades de vida diária.

“Os pacientes que foram admitidos em nossa unidade já apresentavam comorbidades prévias, apresentando alto índice modificados de fragilidade, como diabetes, doenças cardíacas, demência, dentre outras”, disse Dr. Maxwendell Batista, diretor clinico do HCAMP.

De acordo com o diretor clínico, foram implantados no HCAMP modelos de tratamento preconizados pela Associação Médica Intensiva Brasileira (Amib), seguindo condutas adotadas por unidades de referência da Covid-19, como o Hospital Albert Einstein e Hospital Sírio Libanês em São Paulo, contribuindo significativamente para que o hospital alcançasse índices excelentes em tratamento intensivo.

“É muito bom esse reconhecimento, mostrar que o que foi feito dentro do hospital, nós utilizamos protocolos bem estabelecidos, não inventamos e nem criamos, até porque não temos essa expertise de outros hospitais de anos de existência, então tivemos próximos a hospitais que já tinham certa experiência com Covid-19, e os resultados estão sendo mostrados agora pelo sistema Epimed. Nosso suporte de material, como monitor e ventilador não diferia em quase nada dos grandes hospitais do Brasil, estamos nos atualizando e procurando mais especializações e o resultado foi excelente, só tenho a agradecer a toda equipe do HCAMP”, disse Dr. Maxwendell Batista.

Hospital de Campanha recebeu 421 pacientes entre casos suspeitos e confirmados com a Covid-19, dos quais 80,34% tiveram alta por cura

“Somando a esses profissionais, o governador coronel Marcos Rocha, abriu as portas do Governo, com demais secretarias, para a realização dessas ações conjuntas que cominaram com a baixa taxa de letalidade, colocando Rondônia em destaque no cenário nacional em realização de exame, somos o Estado que mais testa para Covid-19, taxa de legalidade é uma das mais baixas do Brasil com 2%, taxa de cura, uma das mais altas, sendo o primeiro com 100% de transparência nos dados e compras Covid-19, o que faz que sejamos elogiados pela imprensa local e nacional. Outra coisa onde fomos bem sucedidos na decisão, foi comprar esse Hospital, que custou R$ 12 milhões, nós estávamos prestes a construir um hospital de campanha de compensado e de lona que custaria R$ 22.800 milhões no ápice da pandemia. Compramos esse de alvenaria que atendeu durante esses meses todos salvando quase 500 vidas, e está aqui ainda atendendo e continuando a salvar vidas, afinal a pandemia não acabou, e tudo isso se deve a essa união”, destacou Fernando Máximo.

Inscrições para cursos online do “Projeto Geração Emprego” podem ser feitas até 14 de dezembro

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Devido ao grande número de interessados que não conseguiram anexar os documentos no cadastro para os cursos gratuitos do Projeto Geração Emprego, na modalidade de Ensino a Distância (EaD), a Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi) prorrogou para até o dia 14 de dezembro, as inscrições para interessados em participar das atividades programadas.

A plataforma tem o objetivo de gerar capacitação e qualificação profissional na modalidade EaD para a população nas áreas de tecnologia, agropecuária, comércio, construção civil, indústria e serviço.

Sérgio Gonçalves destaca as conquistas importantes

O superintendente da Sedi, Sérgio Gonçalves, destaca que os cursos oferecidos pelo Sistema Nacional de Emprego de Rondônia  (Sine), são conquistas importantes que possibilitam o avanço com as políticas públicas de qualificação profissional. “É importante que todos possam ter acesso aos cursos para o preenchimento das vagas ofertadas pelo Sine Estadual”, afirmou o superintendente.

De acordo com a coordenadora do Sine Estadual, Glenda Hara, essa medida é de grande importância para permitir que aqueles que não tinham conhecimento do programa Geração Emprego possam se inscrever e concorrerem às vagas. “Dessa forma podemos alcançar mais pessoas”, destacou a coordenadora.

Inicialmente a plataforma Geração Emprego EaD conta com 14 cursos, com o objetivo de beneficiar mais de dois mil trabalhadores para a qualificação de mão de obra. As inscrições são feitas diretamente pela internet, por maio do endereço eletrônico https://geracaoemprego.ro.gov.br/.

Campanha contra a poliomielite é prorrogada até 20 de novembro em Rondônia

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O Governo de Rondônia, por meio da Agencia Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), aderiu a prorrogação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite 2020 do Ministério da Saúde. Conforme definido, as doses das gotinhas estarão disponíveis até o dia 20 de novembro nos postos de vacinação em todo o Estado.

A meta da cobertura vacinal estimada para Rondônia é de 95% de uma população de 105.904 crianças de 1 a 4 anos de idade. Segundo apresentado pela Agevisa, a estimativa é de que 69 mil crianças não foram vacinadas durante o período normal da campanha, ocorrido entre 5 a 30 de outubro.

Segundo o coordenador Estadual de Imunização da Agevisa, Ivo Barbosa, o principal motivo que impactou na falta de  adesão à campanha está relacionado com cenário causado pela pandemia do coronavírus. Ele lembra que a falta de adesão na campanha é contabilizada em nível nacional.

Coordenador da imunização da Agevisa mostra dados no site do Ministério da Saúde

“Nós estamos vivendo um ano atípico. Estamos aprendendo a nos adaptar, e nos anos anteriores normalmente essa campanha era realizada no mês de junho para agosto, e sim tinha uma procura muito boa pela vacina, onde durante apenas um mês conseguíamos atingir a meta. Esse ano, infelizmente em virtude da pandemia tivemos que atrasar a campanha, porque entre junho e julho estávamos em um fase difícil da Covid com relação ao isolamento, mas a Organização Mundial de Saúde diz que a imunização não pode parar, é considerada serviço essencial”, enfatizou o coordenador.

De acordo com dados levantados do site do Ministério da Saúde, nove municípios de Rondônia não lançaram a contabilização até o momento das crianças imunizadas contra a poliomielite, são eles: Colorado do Oeste, Costa Marques, Ouro Preto do Oeste, São Miguel do Guaporé, Alvorada D’oeste, Alto Alegre dos Parecis, Cujubim, Parecis, e Seringueiras.

“Estamos fazendo agora um relatório para poder estar alertando esses municípios novamente, e falando da importância de estar alimentando o site, uma vez que é por meio do site que podemos estar intervindo epidemiologicamente”, alertou o coordenador Estadual de Imunização da Agevisa, Ivo Barbosa, enfatizando que os municípios podem alimentar o site com as informações até 10 dias após o fechamento da campanha.

“Enquanto a gente não erradicar a poliomielite no Mundo nós vamos ter que continuar vacinando, temos ainda dois países que são endêmicos, por isso que o Brasil precisa ter excelentes coberturas vacinais com as crianças menores de 5 anos”, disse o coordenador.

ESTRATÉGIA 

Segundo o coordenador Ivo Barbosa as estratégias para que a população atinja as metas e os municípios alimentem o site do Ministério da Saúde, com as informações essenciais de vacinação, estão sendo feitas com orientações para a intensificação da campanha.

“Estamos informando aos municípios, ou seja,fazendo análises, mostrando como estão as coberturas vacinais que eles precisam intensificar, tanto na zona urbana quanto na zona rural, estar fazendo a divulgação da vacinação contra a poliomielite e até as vacinas do calendário básico de vacinação”, intensifica o coordenador.

PRECAUÇÃO 

Para imunizar contra a poliomielite o coordenador explica ainda que os funcionários da área da saúde foram orientados sobre os cuidados necessários com intuito de prevenir a contaminação contra o novo coronavírus através de simples atitudes que podem fazer a diferença.

“Orientamos aos municípios quais as condutas que eles devem ter neste momento de pandemia, com relação ao distanciamento social. A orientação também é garantida à população se caso esteja na fila, ou seja, manter o distanciamento, evitar conversas, não tocar em nada, não tirar a máscara que é obrigatória. Tudo indica que os números baixos da adesão seja por conta da pandemia, por medo e receio da população pelo vírus ser altamente contagioso”, diz o coordenador.

CAMPANHAS

Além da campanha contra a poliomielite que protege contra a paralisia infantil erradicada há 31 anos no Brasil, outras campanhas também estão acontecendo simultaneamente em Rondônia como a vacinação contra o sarampo para pessoas entre 20 a 49 anos (faixa etária estipulada pelo Ministério da Saúde), mas o estado de Rondônia elevou a faixa etária (6 meses a 59 anos). Também há a  Campanha de Multivacinação que imuniza crianças e adolescentes menores de 15 anos, onde atualiza o calendário básico de imunização.

Robusta Amazônico, da aldeia para às mesas brasileiras

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Produção sustentável de cafés de origem indígena é tema de live da Embrapa

Cafeicultores indígenas de Rondônia estão produzindo Robustas Amazônicos especiais e sustentáveis que devem chegar em breve às mesas dos brasileiros. Trata-se de uma linha de cafés finos chamada Tribos. Este produto é resultado de uma ação de desenvolvimento social, que vai além da relação comercial e se baseia em um modelo de produção sustentável. Este é o assunto da live que será realizada pela Embrapa, em parceria com o Grupo 3corações, no dia 13/11, às 19 horas, no horário de Brasília, no canal da Embrapa no Youtube (www.youtube.com/embrapa).

Participam deste bate-papo o presidente do Grupo 3corações, Pedro Lima, da maior empresa de cafés especiais do Brasil; a diretora-executiva de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Adriana Martin; a cafeicultora indígena Diná Suruí; o especialista e consultor em processamento e análise sensorial de cafés especiais, Silvio Leite, considerado uma referência no assunto, no Brasil e no mundo; o diretor do Grupo Café do Moço e tetracampeão brasileiro de barismo, Leo Moço; a gerente de Projetos Especiais da 3corações Patrícia Carvalho; e o pesquisador da Embrapa Rondônia Enrique Alves, que atua com foco em colheita, pós-colheita e qualidade do café. A moderação será da jornalista da Embrapa Rondônia, Renata Silva.

As ações voltadas para a produção de cafés especiais por indígenas de Rondônia tiveram início em 2018, por meio de projeto de transferência de tecnologias da Embrapa com três famílias produtoras de café na Terra Indígena Rio Branco, em Alta Floresta d’Oeste. Este trabalho teve parceria da Secretaria de Agricultura do Município e apoio da Fundação Nacional do Índio – Funai. Neste mesmo ano, o indígena Valdir Aruá conquistou o 2° lugar no Concurso de Qualidade do Café de Rondônia – Concafé e representou a cafeicultura do estado no estande de Rondônia na Semana Internacional do Café, maior evento do setor do País, que ocorre anualmente em Belo Horizonte.

Foi neste estande, em novembro de 2018, que o Grupo 3corações conheceu os indígenas e sua história com o café. Já em janeiro de 2019, representantes do Grupo estiveram em Rondônia e deram início ao projeto Tribos, ampliando o trabalho para 132 famílias indígenas produtoras de café no estado, localizadas nas Terras Indígenas Sete de Setembro, no município de Cacoal, e Terra Indígena Rio Branco, em Alta Floresta D’Oeste. O projeto conta com a parceria da Embrapa Rondônia, Funai, Emater-RO, Secretaria de Agricultura de Alta Floresta D’Oeste  e Câmara Setorial do Café.

Atualmente, estes cafeicultores indígenas produzem cerca de 1.300 sacas de café por ano, que são adquiridas, em sua totalidade, pelo Grupo e valorizadas de acordo com critérios de qualidade.  Neste projeto, a 3Corações fomenta a assistência técnica e extensão rural privada e pública, a partir das estratégias tecnológicas definidas pela Embrapa Rondônia. Também oferece infraestrutura, equipamentos e logística de escoamento da produção.

A ação agrega valor aos lotes de cafés especiais que são adquiridos pela empresa pelo dobro do valor de commodity. Também promove um concurso, valorizando a qualidade dos grãos produzidos e o cafeicultor indígena. O campeão do concurso Tribos chega a ganhar R$30 mil e as premiações vão até o 10º colocado. Além disso, 100% do lucro com a venda dos Robustas Amazônicos de origem indígena serão revertidos para o Projeto Tribos.

Segundo o pesquisador da Embrapa Rondônia, Enrique Alves, o café produzido por essas famílias indígenas e por toda a região é, cientificamente, reconhecido como Robusta Amazônico. “Isso agrega origem e valor a um produto único que será, em breve, reconhecida como a primeira Indicação Geográfica de Cafés Canéforas (robusta e conilon) sustentáveis do mundo”, complementa o pesquisador.

Para Alves, o café Tribos é único e transformador para a cafeicultura nacional. Pois, em um único produto traz a história de vida e o reconhecimento do trabalho indígena, a valorização dos cafés canéforas e um exemplo de produção sustentável na Amazônia. “Poucas vezes uma parceria público/privada tem a oportunidade de quebrar tantos paradigmas em um único trabalho, promovendo o desenvolvimento econômico e social do país”, conclui.

Renata Silva (MTb 12361/MG)

Prefeita eleita de Ariquemes, Carla Redano agradece população pela confiança em seu nome

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Só no mês de setembro, foram geradas mais de 1.500 vagas de emprego no estado

O Brasil teve um aumento significativo na geração de emprego no mês de setembro, e as Micro e Pequenas Empresas (MPE) foram responsáveis por mais de 195 mil novos postos de trabalho. Os dados são do Ministério da Economia, disponibilizados no portal Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET), e a análise do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Na análise divulgada, no mês de setembro, as Micro e Pequenas Empresas (MPE) foram responsáveis pela geração de 195.206 novos empregos formais, o que correspondeu a 62,3% do total de empregos gerados no país nesse mês, enquanto as Médias e Grandes Empresas (MGE) criaram apenas 117.849 novas vagas, o que corresponde a 37,6% do total.

O comércio foi o setor em que as MPEs mais se destacaram, respondendo pela geração de 58,4 mil empregos (30% do total de empregos gerados nesse mês), seguido pelo setor de serviços, com a geração de 57 mil postos de trabalho, num total de 29,2%. Já os números acumulados de janeiro a setembro mostram que os setores da construção civil, com 111.656 mil novos empregos, e o agronegócio, com 28.813 mil, foram os que mais contrataram.

          Julho a setembro foi o período em que as MPEs mais empregaram, com 442.806 novos contratados. Rondônia ficou na 12ª colocação do ranking nacional, com 1.380 empregos gerados no período de janeiro a setembro. Só no mês de setembro, foram criados 1.527 novos empregos no estado.

Apesar do resultado positivo de setembro, no acumulado do ano, de janeiro a setembro, em todo o Brasil, os números ainda são negativos. Dos 27 estados da federação, apenas 12 ficaram com saldo positivo, e dentre eles, todos os estados da região Norte.

Nesse período, as MPEs fecharam mais de 294 mil postos de trabalho, e as MGEs mais de 333 mil. O período que mais registrou queda foi de março a junho, com destaque para o mês de abril, em que os números ultrapassaram as 590 mil demissões, evidenciando as consequências da crise provocada pela pandemia do coronavírus.

A análise completa está disponível no site de dados da instituição DATA SEBRAE (datasebrae.com.br).

Colégios SESI SENAI de Rondônia utilizam Minecraft como ferramenta de ensino

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Um dos jogos eletrônicos mais populares do mundo, o Minecraft também está sendo utilizado pelos colégios SESI SENAI de Rondônia como ferramenta de ensino através das aulas remotas. A plataforma, que se transformou em um instrumento de aprendizado e de interação de professores e alunos, é mais um dos diferenciais disponibilizados pelo SESI-RO, cujas matrículas estarão abertas até 27 de janeiro de 2021.

A Rede SESI de Educação está ofertando vagas para os colégios SESI de Cacoal (360 vagas); Pimenta Bueno (300 vagas); Porto Velho (800 vagas) e Vilhena (480 vagas). São vagas disponíveis para Ensino Fundamental anos iniciais, anos finais e Ensino Médio. Novo Ensino Médio com oferta para 2021, exclusivamente para os colégios do SESI Cacoal, Porto Velho e Vilhena. Mais informações pelo número “0800-647-3551” e acessando o “portal.fiero.org.br/sesi”.

O primeiro passo do SESI foi possibilitar o uso do Minecraft Education Edition para estudantes e docentes em suas próprias casas, pois antes a utilização ocorria somente nos computadores dos laboratórios das escolas. Todos os alunos, veteranos ou novatos, têm acesso às tecnologias disponibilizadas pelo SESI e SENAI.

A vontade de trabalhar com o Minecraft surgiu com o desafio de manter os estudantes focados e interessados nas aulas, mesmo à distância. A ideia, segundo o professor, é que todas as áreas do conhecimento sejam trabalhadas com a utilização dessa plataforma de jogo.

A gerente da escola SESI-SENAI-IEL Lagoa, Fabiana Amaral destaca a importância da ferramenta adotada por todas as unidades da rede SESI e SENAI em Rondônia. “Buscamos tecnologia de ponta como um diferencial a mais da metodologia de ensino nos colégios SESI-SENAI com o objetivo de aprimorar cada vez mais o aprendizado dos nossos alunos”, disse.

De acordo com o professor Silvio Luiz Vichroski, do colégio SESI-SENAI de Vilhena, o Minecraft, com um visual bem característico, é mais que um jogo, pois permite ao aluno explorar os recursos disponíveis (blocos) para construir objetos, cenários e o que mais a criatividade permitir. “Por exemplo, no desafio proposto pela escola, os estudantes foram orientados a criar um “mundo” antes e depois da pandemia, utilizando aspectos reais da escola e da própria cidade de Vilhena”, explica.

O gerente Sílvio Leite ressalta que todos os alunos dos colégios SESI-SENAI de Rondônia têm acesso às tecnologias disponíveis e que o objetivo é incentivar um envolvimento maior dos alunos na aprendizagem. “A utilização do Minecraft está crescendo porque constitui um incentivo para os jovens, estimulando elementos como criatividade, colaboração e solução de problemas. O jogo é um grande aliado no desenvolvimento cognitivo dos estudantes”, garante.

O aluno Joseph Valadão Fantin, do Novo Ensino Médio do colégio SESI-SENAI-IEL de Vilhena, lembra que o Minecraft é uma forma de aprender brincando. “Além do jogo, mediante as aulas remotas, estou me conectando muito com a escola e ao fazer as atividades com uso de ferramentas digitais continuamos aprendendo e os professores estão sempre à disposição e conectados para tirar dúvidas e tudo mais referente ao conteúdo das disciplinas”, disse.

Assessoria de Comunicação Social FIERO