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MPRO cobra fiscalização rigorosa contra ciclomotores irregulares em Vilhena: Mães e pais já começaram a ser responsabilizados

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Divulgação

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) está atuando fortemente para resguardar a ordem e a segurança no trânsito de Vilhena. No início do ano, o promotor de Justiça Fernando Franco Assunção, titular da Curadoria da Segurança Pública, iniciou uma ação conjunta com os órgãos locais de trânsito, visando coibir a condução irregular de ciclomotores, notadamente por pessoas inabilitadas, em especial os conduzidos por menores de idade, uma prática que passou a ser frequente na cidade nos últimos anos.

De início, a Promotoria de Justiça se reuniu com os órgãos de trânsito (Ciretran, PTRAN e PRF) e solicitou que realizassem campanhas educativas, acerca das normas e sanções aplicáveis aos condutores de ciclomotores. O trabalho incluiu palestras, blitzes e a distribuição de material informativo em escolas e pontos estratégicos, visando à conscientização de alunos, pais e responsáveis sobre os riscos ocasionados pela condução irregular de ciclomotores e as sanções a que os infratores estão sujeitos.

Encerrada a fase educativa, o promotor de Justiça, recentemente, determinou aos órgãos de trânsito que passassem agora a fiscalizar, de forma efetiva, as normas de trânsito aplicáveis, tendo determinado que “implementem fiscalizações no sentido de apreender os veículos e aplicar as multas cabíveis na hipótese de condução de ciclomotores e motonetas por menores de idade ou maiores sem CNH (ou sem ACC, conforme o caso), bem como sem uso de equipamentos obrigatórios (notadamente capacete), ressaltando que os veículos flagrados em situação irregular deverão ser apreendidos, mediante lavratura de auto de infração de trânsito e auto de apreensão. Além disso, orienta para que, se tais veículos estiverem sendo conduzidos por menores de idade, deverá ser lavrado, ainda, Termo Circunstanciado de Ocorrência contra o responsável legal do menor, pela suposta prática do crime previsto no art. 310 do CTB”.

Como resultado dessas ações educativas, foi constatada, através de relatórios encaminhados pelos órgãos de trânsito, significativa redução no número de menores conduzindo ciclomotores e aumento no uso de equipamentos de segurança (capacete). Além disso, na última segunda-feira (10/11), como prova de que a atuação dos órgãos de trânsito já está mais rigorosa em Vilhena, dois adolescentes foram flagrados pilotando motonetas, sem Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH), razão pela qual seus veículos foram apreendidos e os pais foram imediatamente autuados e terão agora que responder, perante a Justiça Criminal, pelo delito previsto no art. 310 do CTB (Permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada. Penas – detenção de seis meses a um ano, ou multa).

O promotor de Justiça Fernando Franco Assunção ressalta que as ações não param por aqui: “O Ministério Público de Rondônia continuará acompanhando de perto e cobrando dos órgãos responsáveis a devida fiscalização e a adoção de providências cabíveis contra aqueles que insistem em desrespeitar as regras de trânsito. O objetivo primordial é garantir a segurança de toda a população de Vilhena, prevenindo acidentes e promovendo um trânsito mais ordenado e seguro para todos”.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

CNJ faz visita técnica para mediar conflito entre Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e PAD Burareiro

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O esforço conjunto para garantir direitos. Com esse foco, a visita técnica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) marca um novo capítulo no conflito fundiário decorrente da sobreposição da Terra Indígena (TI) Uru-Eu-Wau-Wau com lotes do Projeto de Assentamento Dirigido (PAD) Burareiro.

A pedido do ministro Luís Roberto Barroso, a Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do CNJ, com apoio da Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), fez uma visita técnica, no final do mês de outubro, na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e no PAD Burareiro, localizados nas proximidades do município de Monte Negro, em Rondônia.

O Projeto de Assentamento Dirigido Burareiro (PAD Burareiro) não foi objeto da desintrusão do Governo Federal, noticiada na mídia local e nacional no último mês. A decisão do ministro Barroso foi no sentido de, por ora, encaminhar para a Comissão Nacional exclusivamente a questão do PAD Burareiro, o que não inclui outras áreas em debate entre o Incra, ocupantes e povos indígenas.

A foto colorida mostra visita técnica do CNJ para mediação e conciliação

Mediação 

No primeiro dia de visita técnica, o roteiro incluiu visita à comunidade dos povos originários, com sessões de diálogo traduzidas em tupi-kawahiva, língua falada por parte dos indígenas. No dia seguinte, foram ouvidas as demandas no assentamento. O papel dos magistrados, nesta etapa, foi de mediação.

Conforme explicado pelo desembargador Fernando Antônio Prazeres, enviado pelo ministro Barroso, a comissão do CNJ foi chamada a intervir, primeiro para compreender a lógica das ocupações, as consequências da desintrusão (a retirada de não indígenas de terras tradicionalmente ocupadas por povos originários), e a partir daí começar a construir uma solução possível, tanto das pessoas que estão no PAD como a comunidade indígena.

“A mediação, por força de lei, é um ato voluntário. E é comum que sejam impostas, pelas partes, determinadas condições que não estão sujeitas à mediação”, pontuou.

A juíza federal Catarina Volkart Pinto, designada pelo CNJ para atuar no caso, destacou que o objetivo da comissão não é simplesmente o de negociar direitos fundamentais, sejam eles os direitos dos povos indígenas ou o direito à propriedade, por exemplo, mas criar condições para que possam ser implementados.”Queremos construir, com as pessoas envolvidas e afetadas, a melhor forma de fazer valer os direitos de cada grupo que hoje vive aqui e tem aqui seus sonhos depositados. Ir ao encontro das pessoas, ouvir as suas histórias, pisar o chão que elas pisam e sentir esse calor, impacta profundamente a forma como conduzimos esses processos”, refletiu.

A foto colorida mostra visita técnica do CNJ para mediação e conciliação

O procurador da República, Thiago Fernandes de Figueiredo Carvalho, também compartilhou que a demanda é acompanhada pelo Ministério Público Federal (MPF) com cuidado e atenção.

Todos os relatos foram coletados para a elaboração do relatório técnico, que será remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao CNJ.

Durante a visita, estiveram presentes representantes de lideranças de etnias que vivem na terra indígena, como Amondawa, Oro Win, Cabixi, além de produtores rurais, servidores das forças de segurança e salvamento, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Ministério dos Povos Indígenas, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), do Tribunal Regional Federal da 1a. e 4a. Regiões, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Advocacia-Geral da União (AGU), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e representantes do executivo e legislativo municipal e estadual.

Confira abaixo fotos das mediações na terra indígena e no assentamento: 

A foto colorida mostra visita técnica do CNJ para mediação e conciliação

A foto colorida mostra visita técnica do CNJ para mediação e conciliação

A foto colorida mostra visita técnica do CNJ para mediação e conciliação

A foto colorida mostra visita técnica do CNJ para mediação e conciliação

Assessoria de Comunicação Institucional

PF deflagra Operação Mykyara II contra desmatamento em território indígena

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12/11), a Operação Mykyara II, nas cidades de Brasnorte e Juína, em Mato Grosso, com o objetivo de dar continuidade às ações de combate ao desmatamento no interior do território indígena Myky.

Esta fase é um desdobramento da operação realizada em agosto deste ano. Cerca de 55 policiais federais foram mobilizados para cumprir nove mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo das Garantias da Subseção Judiciária de Juína/MT.

As investigações indicaram, com base em análises de imagens de satélite, que somente em 2024 a exploração ilícita resultou no desmatamento por corte seletivo de 1.142,88 hectares. O inquérito também apura grave ocorrência envolvendo madeireiros que teriam ameaçado a integridade física e a vida de mulheres indígenas que se opuseram à atividade criminosa.

Na primeira fase da operação, foram identificados os responsáveis pela extração ilegal e pela receptação da madeira. Constatou-se ainda que os investigados praticaram diversos crimes contra a fauna silvestre, incluindo a caça reiterada de espécies como onça-pintada, anta e queixada.

A Operação Mykyara II reafirma o compromisso da Polícia Federal com a proteção do meio ambiente, a defesa dos povos originários e o enfrentamento aos crimes contra a fauna e a flora, contribuindo para a preservação dos recursos naturais e para o respeito aos direitos das comunidades indígenas.

 

Assessoria

CNJ faz visita técnica para mediar conflito entre Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e PAD Burareiro

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Um esforço conjunto para garantir direitos. Com esse foco, a visita técnica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) marca um novo capítulo no conflito fundiário decorrente da sobreposição da Terra Indígena (TI) Uru-Eu-Wau-Wau com lotes do Projeto de Assentamento Dirigido (PAD) Burareiro.

A pedido do ministro Luís Roberto Barroso, a Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do CNJ, com apoio da Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), fez uma visita técnica, no final do mês de outubro, na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e no PAD Burareiro, localizados nas proximidades do município de Monte Negro, em Rondônia.

O Projeto de Assentamento Dirigido Burareiro (PAD Burareiro) não foi objeto da desintrusão do Governo Federal, noticiada na mídia local e nacional no último mês. A decisão do ministro Barroso foi no sentido de, por ora, encaminhar para a Comissão Nacional exclusivamente a questão do PAD Burareiro, o que não inclui outras áreas em debate entre o Incra, ocupantes e povos indígenas.

A foto colorida mostra visita técnica do CNJ para mediação e conciliação

Mediação 

No primeiro dia de visita técnica, o roteiro incluiu visita à comunidade dos povos originários, com sessões de diálogo traduzidas em tupi-kawahiva, língua falada por parte dos indígenas. No dia seguinte, foram ouvidas as demandas no assentamento. O papel dos magistrados, nesta etapa, foi de mediação.

Conforme explicado pelo desembargador Fernando Antônio Prazeres, enviado pelo ministro Barroso, a comissão do CNJ foi chamada a intervir, primeiro para compreender a lógica das ocupações, as consequências da desintrusão (a retirada de não indígenas de terras tradicionalmente ocupadas por povos originários), e a partir daí começar a construir uma solução possível, tanto das pessoas que estão no PAD como a comunidade indígena.

“A mediação, por força de lei, é um ato voluntário. E é comum que sejam impostas, pelas partes, determinadas condições que não estão sujeitas à mediação”, pontuou.

A juíza federal Catarina Volkart Pinto, designada pelo CNJ para atuar no caso, destacou que o objetivo da comissão não é simplesmente o de negociar direitos fundamentais, sejam eles os direitos dos povos indígenas ou o direito à propriedade, por exemplo, mas criar condições para que possam ser implementados.”Queremos construir, com as pessoas envolvidas e afetadas, a melhor forma de fazer valer os direitos de cada grupo que hoje vive aqui e tem aqui seus sonhos depositados. Ir ao encontro das pessoas, ouvir as suas histórias, pisar o chão que elas pisam e sentir esse calor, impacta profundamente a forma como conduzimos esses processos”, refletiu.

A foto colorida mostra visita técnica do CNJ para mediação e conciliação

O procurador da República, Thiago Fernandes de Figueiredo Carvalho, também compartilhou que a demanda é acompanhada pelo Ministério Público Federal (MPF) com cuidado e atenção.

Todos os relatos foram coletados para a elaboração do relatório técnico, que será remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao CNJ.

Durante a visita, estiveram presentes representantes de lideranças de etnias que vivem na terra indígena, como Amondawa, Oro Win, Cabixi, além de produtores rurais, servidores das forças de segurança e salvamento, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Ministério dos Povos Indígenas, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), do Tribunal Regional Federal da 1a. e 4a. Regiões, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Advocacia-Geral da União (AGU), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e representantes do executivo e legislativo municipal e estadual.

 

 

Assessoria de Comunicação Institucional

Estabilidade e transparência consolidam previdência de Rondônia entre as mais eficientes do país

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Em um cenário nacional desafiador para os regimes próprios de previdência, o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos (Iperon) se destaca pela estabilidade, transparência e sustentabilidade conquistadas ao longo do último triênio. O patrimônio do Fundo Previdenciário Capitalizado alcançou R$ 6,66 bilhões, resultado de uma política de investimentos pautada por rigor técnico e responsabilidade. Até setembro de 2025, o Iperon registrou rentabilidade acumulada de 28,84%, resultado acumulado de 34,56% e desempenho equivalente a 119,87% da meta atuarial definida para o período 2023–2025. Esses números consolidam o Instituto entre os Regimes Próprios  de Previdência Social (RPPS) mais eficientes do país.

Os avanços obtidos refletem um modelo de gestão que alia planejamento, disciplina financeira e governança integrada, garantindo que o Instituto siga crescendo com segurança e previsibilidade. Além dos resultados financeiros, o Iperon consolidou um ambiente administrativo moderno, com processos digitais, indicadores de desempenho e controles internos aprimorados, fortalecendo a confiança do servidor e da sociedade.

Entre as ações mais representativas estão a digitalização da Prova de Vida e do recadastramento, que alcançaram mais de 9 mil beneficiários e elevaram o índice de atualização cadastral para 81,81% dos segurados até novembro de 2025, representando um crescimento superior a 530% em relação a 2020, e  o projeto Iperon Perto de Você, que ampliou o alcance do Instituto, levando atendimento e orientação previdenciária a 19 municípios do interior, aproximando o Iperon de quem está na base do serviço público.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o estado tem hoje uma previdência sólida, transparente e moderna, sendo referência nacional em administração pública sustentável, com governança reconhecida pela certificação máxima de excelência previdenciária do país. “O governo do estado segue trabalhando para manter uma gestão segura e responsável voltada ao servidor público”, ressaltou.

Segundo o presidente do Iperon, Tiago Cordeiro, “o servidor é a razão de tudo o que fazemos. Cada melhoria, cada decisão e cada investimento têm um propósito: garantir segurança e confiança a quem dedicou anos de trabalho ao serviço público,” afirmou.

O diretor administrativo e financeiro do Iperon, Delner do Carmo, reforçou que os resultados são fruto de coerência e continuidade: “A previdência é construída com constância. Quando a gestão mantém foco, técnica e responsabilidade, os resultados aparecem e, mais importante, permanecem, garantindo que o modelo que deu certo continue gerando segurança para o servidor e equilíbrio para o estado”, destacou.

Revitalização de ciclofaixa e sinalização proporciona mais segurança na RO-481, em São Miguel do Guaporé

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O governo de Rondônia finalizou duas importantes obras de melhorias de infraestrutura em São Miguel do Guaporé, a revitalização total da ciclofaixa na RO-481 em uma extensão de 4,2 quilômetros, no trecho que sai do frigorífico, e a restauração completa da sinalização em 4,9 quilômetros da rodovia, chegando até o perímetro urbano da cidade.

Os serviços foram executados pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO), com foco em melhorar o deslocamento dos moradores, reduzir riscos de acidentes e garantir um tráfego mais confortável tanto para motoristas quanto para ciclistas. A ciclofaixa recebeu nova sinalização horizontal e vertical, correções estruturais e reforço no pavimento. Para os moradores, a obra representa mais segurança, especialmente em horários de grande fluxo.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou o impacto das melhorias no dia a dia da população. “Mobilidade urbana não é só asfalto, é segurança e qualidade de vida. A revitalização da ciclofaixa e da sinalização na RO-481 vai garantir que pais, estudantes e trabalhadores circulem com mais tranquilidade e conforto.”

A ciclofaixa também recebeu revitalização completa, desde o frigorífico até o perímetro urbano

No trecho urbano da rodovia, o DER-RO realizou serviços de revitalização completa da sinalização, reforçando a segurança no tráfego local e melhorando o acesso aos bairros e ao comércio.

O diretor-geral do DER-RO, Eder André Fernandes, reforçou que o investimento segue um planejamento técnico voltado à durabilidade das vias. “Estamos entregando um pavimento reforçado, dentro dos padrões de qualidade que o DER exige. Essa obra em São Miguel é feita para atender ao crescimento do município”, destacou.

O titular da Coordenadoria de Usinas de Asfalto (COUSA), Lucas Albuquerque, evidenciou o rigor técnico empregado na ação. “Fizemos todo o processo com cuidado para entregar um resultado imediato e de longo prazo. As duas revitalizações da via melhoram tanto o visual quanto a segurança.”

Mudanças climáticas ampliam riscos de dengue e malária, alerta Ministério da Saúde

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Durante painel promovido por organizações internacionais parceiras em inovação e saúde pública, pasta destacou a importância da inovação, da produção local e de parcerias para fortalecer a resposta do SUS a doenças infecciosas sensíveis ao clima

Durante o painel “Doenças Infecciosas em um Clima em Transformação: Inovação, Equidade, Engajamento de Países e Comunidades”, realizado nesta terça-feira (11), na COP30 em Belém, a diretora de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Agnes Soares, destacou a urgência de promover inovação e equidade no enfrentamento das doenças infecciosas agravadas pelas mudanças climáticas.

“O aquecimento global está alterando o comportamento das doenças infecciosas e exigindo novas respostas dos sistemas de saúde. Ouvimos especialistas e organizações internacionais sobre as inovações necessárias para enfrentar esses riscos crescentes — de vacinas mais estáveis a modelos de cuidado comunitário mais inclusivos. É fundamental agir com equidade, garantindo que as comunidades mais vulneráveis não sejam deixadas para trás”, afirmou Agnes.

A fala da diretora ocorreu durante o debate promovido pela Unitaid (parceria internacional hospedada pela Organização Mundial da Saúde – OMS), CEPI (Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias), DNDi (Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas), MMV (Parceria para o Desenvolvimento de Medicamentos contra a Malária) e OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde).

O evento discutiu o impacto das mudanças climáticas sobre doenças como dengue e malária, que já ameaçam novas regiões em razão do aquecimento global e da expansão de vetores transmissores.

A representante do Ministério da Saúde destacou que uma linha de ação do Plano de Ação em Saúde de Belém, documento que orienta a agenda de saúde e clima do governo brasileiro, define um roteiro estratégico para fortalecer a inovação, a produção local e a saúde digital.

Entre as prioridades estão a infraestrutura resiliente capaz de manter serviços durante eventos climáticos extremos, o fortalecimento de cadeias de suprimentos sustentáveis, a integração de ferramentas de saúde digital e telessaúde e o desenvolvimento de vacinas e diagnósticos adaptados a condições ambientais adversas.

Doenças sensíveis ao clima

O painel reuniu representantes de organizações internacionais que defendem uma abordagem integrada para conter o avanço de doenças infecciosas agravadas pelas mudanças climáticas.

A DNDi destacou a necessidade de sistemas de alerta precoce, estratégias de diagnóstico e lideranças políticas mais preparadas para lidar com o tema. A Gavi, aliança global de vacinas, apresentou experiências em países africanos com o uso de drones para entrega de vacinas em locais remotos e defendeu que a imunização seja incorporada às estratégias nacionais de adaptação climática.

Já o movimento pela eliminação da malária alertou que o aquecimento global deve ampliar o número de pessoas expostas à doença até 2050, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Entre as soluções apontadas estão vacinas termoestáveis, medicamentos injetáveis de longa duração e novas drogas inteligentes.

Para o Brasil, que abriga ecossistemas altamente vulneráveis e uma das maiores biodiversidades do planeta, os desafios são duplos: conter a expansão de vetores e reforçar a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de responder a emergências climáticas.

“Com inovação e um compromisso inabalável com a equidade, podemos construir um futuro mais saudável e resiliente para todos”, concluiu Agnes Soares.

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Ministério Público identifica aumento expressivo nos gastos com diárias e cobra medidas de contenção em Nova Brasilândia

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da Promotoria de Justiça de Nova Brasilândia d’Oeste, expediu recomendação ao prefeito do município para que adote critérios mais rígidos e transparentes na concessão de diárias a servidores públicos. A medida foi tomada após apuração que identificou aumento expressivo nas despesas dessa natureza em 2025, em comparação com o ano anterior.

Segundo a apuração do MPRO, até o dia 28 de outubro deste ano, o município havia gasto R$ 1.491.280,92 em diárias, valor significativamente superior aos R$ 885.059,11 desembolsados em 2024. O levantamento também mostrou que, em comparação com município de porte considerável, os gastos superam quase o triplo.

A Promotoria constatou que parte das viagens custeadas não apresentava justificativas claras quanto ao interesse público, utilizando descrições genéricas, como “tratar de assuntos do município” ou “acompanhar projetos”. O MPRO destacou que deslocamentos sem vínculo com as funções do cargo podem caracterizar desvio de finalidade e causar prejuízos ao erário.

A recomendação do Ministério Público determina que o prefeito se abstenha de conceder diárias para viagens que não tenham relação direta com o interesse público, como visitas a gabinetes políticos, participação em eventos festivos ou entrega de documentos, quando for possível utilizar meios mais econômicos, como videoconferência, e-mail ou serviços postais.

O documento também estabelece que o pagamento de diárias só ocorra mediante justificativa clara e prévia, com posterior comprovação por relatório detalhado da viagem, que deve ser divulgado no portal da transparência. O MPRO orienta ainda que sejam priorizados cursos e capacitações online e gratuitos, evitando gastos desnecessários com deslocamentos.

Fiscalização permanente e medidas preventivas

Além das recomendações ao prefeito, o MPRO orientou a Controladoria Interna da Prefeitura a realizar controle rigoroso sobre os procedimentos administrativos de concessão de diárias, verificando a real necessidade dos deslocamentos. Sempre que possível, a Controladoria deve propor alternativas mais eficientes e econômicas que substituam o pagamento de diárias.

Quando os deslocamentos forem inevitáveis, os documentos comprobatórios — como relatórios individuais e detalhados das viagens — deverão ser analisados cuidadosamente, dentro de procedimento administrativo próprio. A medida visa assegurar que todos os requisitos legais sejam observados e que os princípios da legalidade, moralidade e economicidade sejam respeitados.

O Ministério Público também recomendou que o ato seja amplamente divulgado entre os servidores da Prefeitura, reforçando a importância da cooperação, do bom senso e da consciência sobre a necessidade e a finalidade de cada deslocamento custeado com recursos públicos.

Prazos e consequências pelo descumprimento

O MPRO concedeu prazo de 10 dias úteis para que o prefeito e os demais destinatários informem se acatam os termos da recomendação e quais providências serão adotadas.

O descumprimento das orientações poderá resultar em medidas judiciais, incluindo o ajuizamento de ação civil pública e outras responsabilizações legais.

O Ministério Público informou que manterá a fiscalização dos pagamentos de diárias por tempo indeterminado, até que a gestão municipal apresente resultados concretos na redução das despesas e no cumprimento das normas de transparência e eficiência.

 

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

MPRO deflagra operação “Godos” em quatro estados para combater organização criminosa envolvida em extorsão e lavagem de dinheiro

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O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com auxílio do Núcleo de Análises Técnicas (NAT) e das Promotorias de Justiça de Nova Mamoré, Ariquemes, Jaru, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Cerejeiras, deflagrou, nesta quarta-feira (12/11/2025), a Operação GODOS, visando desarticular uma complexa organização criminosa destinada à prática dos crimes de extorsão, esbulho possessório violento, crimes ambientais, tortura, furtos, roubos, homicídios, posse e porte ilegal de arma de fogo e ameaça contra proprietários ou posseiros de terras e outras pessoas na região do distrito de Nova Mutum Paraná, comarca de Porto Velho.

A fase ostensiva da operação conta com o apoio estratégico, logístico e operacional de diversas forças de segurança e órgãos públicos, incluindo a Polícia Militar do Estado de Rondônia (PMRO), Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO), Polícia Técnico-Científica de Rondônia (Politec/RO), o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia (CBMRO), Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (FTICCO), Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia (Sesdec), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam/RO), Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes de Rondônia (DER/RO), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (Gaeco-MPMT), a Polícia Civil do Estado do Amazonas (PCAM) e a Polícia Civil do Estado do Pará (PCPA), totalizando um efetivo superior a 500 (quinhentas) pessoas diretamente envolvidas, entre promotores de Justiça, policias, peritos criminais e servidores das equipes administrativas e assessoria.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos simultaneamente em quatro Estados da federação: Rondônia, Mato Grosso, Amazonas e Pará. Em Rondônia, a operação abrange uma vasta área, com diligências em Porto Velho, Nova Mutum Paraná, União Bandeirantes, Nova Dimensão, Nova Mamoré, Buritis, Ji-Paraná, Guajará-Mirim, Jaru, Rolim de Moura, Mutum Paraná, Cerejeiras, Vila Nova Samuel, Candeias do Jamari, Cacoal, Costa Marques, Jacinópolis, Castanheiras e São Carlos.

A operação tem como objetivo dar cumprimento a um total de 50 (cinquenta) mandados de prisão temporária e 120 (cento e vinte) mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho/RO. Além das prisões e buscas, foram decretadas diversas medidas assecuratórias patrimoniais, visando ao sequestro, arresto, bloqueio e a indisponibilidade de bens, direitos e valores que totalizam a expressiva quantia de R$ 2.052.919.545,16 (dois bilhões, cinquenta e dois milhões, novecentos e dezenove mil, quinhentos e quarenta e cinco reais e dezesseis centavos), referentes aos danos materiais, ambientais, climáticos e produto dos crimes. Com esses números, esta se destaca como a maior operação já deflagrada no âmbito estadual rondoniense, materializada em uma única investigação materializada em Procedimento Investigatório Criminal, tanto em relação ao número de investigados, quanto de medidas judicialmente deferidas e valor indisponibilizado.

As investigações que culminaram na Operação GODOS tiveram início em setembro de 2022, a partir de uma notícia de fato que apontava a existência de um grupo organizado e violento, atuante predominantemente na zona rural de Porto Velho, nas imediações da região de Nova Mutum, e especializado na prática reiterada de extorsões.

modus operandi da organização criminosa envolvia o uso de grave ameaça, muitas vezes exercida com emprego de armas de fogo, inclusive de uso restrito, para constranger vítimas a transmitirem a posse ou a propriedade de significativas porções de terra para terceiros indicados pelos próprios infratores simulando contratos de cessão onerosa de posse de imóveis rurais. As vítimas eram coagidas sob pena de sofrerem graves retaliações pessoais e patrimoniais, que incluíam ameaças de morte, agressões físicas, destruição, furto ou roubo de acessões, benfeitorias, maquinários ou semoventes.

Um dos pilares da atuação da Ocrim era a exploração dos recursos naturais e a venda das áreas obtidas criminosamente, seguido de lavagem de dinheiro, que representava o ciclo final e altamente lucrativo de suas atividades ilícitas. O produto dos crimes praticados pela organização foi convertido em ativos financeiros e bens por meio de uma complexa rede de operações, com emprego de contas de passagem e conversão em ativos lícitos. Para isso, o grupo utilizava métodos como: Uso de “laranjas”, Empresas de fachada e Transações imobiliárias ilícitas. Em relação ao dano ambiental causado durante a atuação do grupo criminoso naquela área, foi possível identificar até o momento aproximadamente 25.000ha (vinte e cinco mil hectares) de área total desmatada ilegalmente, correspondente a cerca de 35.000 (trinta e cinco mil) campos de futebol de tamanho oficial.

Um levantamento preliminar das movimentações bancárias dos investigados judicialmente autorizado pela 2ª Vara de Garantias de Porto Velho/RO revelou até o momento uma movimentação financeira total a crédito em valor superior a R$ 110.000.000,00 (cento e dez milhões de reais) entre os anos de 2020 e 2025.

O Ministério Público do Estado de Rondônia reafirma seu compromisso inabalável com a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, atuando firmemente no combate ao crime organizado e defesa da sociedade.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Guardião da memória rondoniense, Montezuma Cruz será o jornalista homenageado no 14º Prêmio de Jornalismo do MPRO

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Ministério Público de Rondônia reconhece legado do comunicador na construção da memória jornalística de Rondônia

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) vai homenagear o jornalista Montezuma Cruz, que há cinquenta anos registra os principais acontecimentos sociais, ambientais e fundiários do estado. A homenagem será realizada durante a cerimônia do 14º Prêmio de Jornalismo que vai acontecer no próximo dia 26, em Porto Velho, cidade onde iniciou sua trajetória profissional, em 1976. O reconhecimento valoriza o papel da imprensa na defesa dos direitos da população e na preservação da história regional.

Célio Montezuma Caldieri Munhoz, mais conhecido como Montezuma Cruz chegou a Rondônia aos 24 anos, ainda no tempo do Território Federal. Desde então, acompanhou de perto os processos de colonização, os conflitos por terra e os impactos da mineração. Suas reportagens revelaram a entrega de lotes rurais sem fiscalização, a exclusão de famílias acampadas e a atuação de borrifadores da antiga Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam), que enfrentaram riscos à saúde no combate à malária.

O jornalista percorreu aldeias, projetos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e municípios isolados. Mostrou a realidade de seringueiros, posseiros e migrantes. Denunciou trabalho escravo em fazendas e a ausência de políticas públicas para o setor mineral. Também foi o primeiro a noticiar a presença de uma empresa canadense autorizada a pesquisar terras raras em Ariquemes.

Jornalismo como instrumento de justiça

O trabalho de Montezuma Cruz contribuiu para investigações e ações de fiscalização. Suas reportagens sobre grilagem de terras, exploração ilegal de minérios e abandono de comunidades serviam como base para apurações do Ministério Público de Rondônia.

Além de atuar em jornais como Folha de São Paulo, Jornal do Brasil e Correio do Estado, Montezuma Cruz colaborou com órgãos públicos e publicou livros sobre a história da região. Em 2024, lançou “Território Dourado”, com relatos sobre garimpos e problemas sociais. Neste mês de novembro, apresenta ao público a sua nova obra literária: “50 anos de Histórias – Direito e Terras”.

Guardião da memória de Rondônia

O Ministério Público de Rondônia destaca Montezuma Cruz como uma referência na construção da memória jornalística de Rondônia. Ao registrar os desafios e avanços do estado, o jornalista ajudou a formar uma narrativa baseada em fatos e na escuta humanizada das populações locais.

A homenagem reforça o compromisso do MPRO com a valorização da imprensa livre e com o reconhecimento de profissionais que atuam em defesa da verdade, da justiça e da história.

O Prêmio

Com o tema “Ministério Público de Rondônia em Defesa dos Direitos da Sociedade na Amazônia”, a solenidade do 14º Prêmio de Jornalismo será realizada no dia 26 de novembro, às 19 horas, na sede do MPRO, localizada em Porto Velho. O evento é aberto ao público e oferecerá certificado aos participantes previamente inscritos.

A programação do evento inclui a entrega dos prêmios aos vencedores das categorias Cinegrafia, Telejornalismo e Webjornalismo, além da homenagem ao jornalista.

Ainda como parte da programação, o jornalista e correspondente internacional Marcos Uchôa ministrará a palestra “A defesa dos direitos da sociedade na Amazônia”, abordando os desafios enfrentados na região e o papel da comunicação na promoção da justiça.

As inscrições para participar do evento seguem abertas até segunda, 24 de novembro. Os interessados devem acessar o portal da Escola Superior do Ministério Público (Empro) e preencher o formulário.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)