Início Site Página 1154

Governo de Rondônia recebeu mais de R$ 4 bi em repasses do Governo Federal para aplicação em diversas frentes de serviços em 2020

0

A Secretaria do Tesouro Nacional aponta por meio do Painel das Transferências Intergovernamentais que dos R$ 8,6 bilhões repassados do Governo Federal para Rondônia no ano passado, R$ 4.376.779.147,68 (quatro bilhões, trezentos e setenta e seis milhões, setecentos e setenta e nove mil, cento e quarenta e sete reais e sessenta e oito centavos) foram destinados ao Governo do Estado, enquanto o restante do recurso foi diretamente repassado às prefeituras (R$ 1.619.412.959,29 bilhão) e aos cidadãos (R$ 2.645.331.829,00 bilhões) por meio do pagamento do auxílio emergencial.

Para a titular da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), Beatriz Basílio Mendes, a calamidade pública trouxe despesas sem previsão orçamentária. A pandemia exigiu mundialmente mais gastos, especialmente com a saúde. E para se adaptar ao novo cenário, ela conta que o Governo de Rondônia não mediu esforços para direcionar recursos às despesas urgentes, e ao mesmo tempo manteve investimentos em eixos estratégicos para o desenvolvimento, além disso, o auxílio federal que entrou em caixa no 2º semestre do exercício financeiro foi essencial para a economia rondoniense.

‘‘Os esforços de ajuste fiscal culminaram em resultados positivos importantes nos últimos meses de 2020, que somado ao aporte do Governo Federal nos levou a cumprir as metas e os resultados fiscais’’, afirma a secretária. Defensor da aplicação rígida do recurso público com transparência, o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, vê na harmonia entre as esferas de governo uma ação essencial para promover o desenvolvimento e desta forma beneficiar a população.

Nos últimos dois anos, o governo estadual já ultrapassou mais de 50% das metas do Planejamento Estratégico, sendo que recuperou 100% das estradas não pavimentadas e 95% das pavimentadas correspondente à sua responsabilidade, além de ajudar os municípios na recuperação de estradas que são de competência das prefeituras. Colhe resultados positivos, também, nos demais eixos, como na área social, ambiental e desenvolvimento econômico. E, mantém alinhamento com o Governo Federal em prol dos rondonienses.

Os repasses da União ao Governo do Estado incluem receitas de transferências intergovernamentais, auxílios, emendas de bancada, suspensão de dívidas e recurso para enfrentamento à pandemia. Conforme consulta ao Portal de Transparência do Governo Federal, as transferências intergovernamentais resultam no total de R$ 3.823.814.286,13 bilhões.

Desse total, R$ 2.211.913.008,33 bilhões são recursos referente ao  CIDE-Combustíveis, Fundo de Participação dos Estados e Distrito Federal (FPE),  LC 176/2020 (ADO25), IOF-Ouro, IPI-EXP e Royalties. Também fazem parte das transferências intergovernamentais os repasses  específicos para Educação, por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), totalizando R$ 877.503.575,21 milhões, e a mitigação de impactos na Economia, um total de R$ 583.080.939,56 milhões, bem como na Saúde, totalizando R$ 151.316.763,03 milhões em decorrência da pandemia.

Além dos R$ 151.316.763,03 milhões, proveniente da Lei Complementar 173/2020, inciso I do artigo do artigo 5°,  somam-se aos recursos para o enfrentamento à pandemia, R$ 40.861.952,00 milhões do total de R$42.022.580,70 milhões de emendas de bancada destinadas ao Estado e R$ 122.581.050,26 milhões da suspensão da dívida com a União. Também houve recurso via Sistema Único de Saúde (SUS).

O repasse do Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Saúde, gestor financeiro dos recursos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), foi de R$ 388.361.230,59 milhões, sendo que R$ 109.102.653,79 milhões foram recursos específicos para aplicação ao enfrentamento à pandemia.

ENFRENTAMENTO À PANDEMIA

Desta forma, o Governo de Rondônia recebeu da União R$ 423.862.419,08 milhões exclusivamente para enfrentamento à pandemia.

Esse montante é composto por auxílio no valor de R$ 151.316.763,03 milhões, proveniente da Lei Complementar 173/2020 inciso I do artigo do artigo 5°, que estabelece o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus; e ainda há dois repasses destinados ao combate à Covid-19, Fundo a Fundo – SUS,  que totalizaram R$ 109.102.653,79 milhões.

Além de outros R$ 40.861.952,00 milhões de emendas de bancada e R$ 122.581.050,26 milhões da suspensão da dívida que o Estado tem com a União.

O Poder Executivo realiza um intenso trabalho para salvar vidas em meio à guerra contra o avanço da Covid-19. E Rondônia destacou-se nacionalmente por ter optado comprar um Hospital de Campanha de concreto, ao invés de criar um em lona, e ainda se sobressai pelo salto na criação de leitos. Contratou mais de 1,2 mil médicos e reforçou a rede de oxigênio nos hospitais estaduais para tratamento de pacientes graves por conta da Covid-19.

REPASSE AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

O governo estadual realiza um intenso trabalho para salvar vidas em meio à guerra contra o avanço da Covid-19


Segundo o Ministério da Saúde, foram repassados R$ 388.361.230,59 milhões para o SUS em Rondônia, durante os meses de 2020, sendo que desse valor, R$ 109.102.653,79 milhões foram destinados para o enfrentamento à pandemia e os outros R$ 279.258.576,80 milhões para o restante das demandas dos serviços públicos de saúde.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, as três esferas de governo (federal, estadual e municipal) devem custear as despesas com os serviços públicos de saúde.

Conforme a Portaria 3.992/17, os recursos federais destinados ao financiamento das Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS) passaram a ser organizados e transferidos na modalidade fundo a fundo, por meio de dois blocos: Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde e Bloco de Investimento na Rede de Serviços Públicos de Saúde.

De acordo com consulta feita ao site do Fundo Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, desse total repassado ao Governo Estadual, R$ 372.752.163,59 milhões foram para custeio, e R$ 15.609.067,00 milhões para investimentos.

REPASSE PARA O SUS 
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA R$ 1.448.599,62
ATENÇÃO BÁSICA R$ 99.000,00
ATENÇÃO DE MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE AMBULATORIAL E HOSPITALAR R$ 258.817.759,75
CORONAVÍRUS (COVID-19)* R$ 104.182.700,79
GESTÃO DO SUS R$ 539.890,00
VIGILÂNCIA EM SAÚDE R$ 7.664.213,43
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA R$ 530.714,00
ATENÇÃO ESPECIALIZADA R$ 9.382.625,00
CORONAVÍRUS (COVID-19)* R$ 4.919.953,00
VIGILÂNCIA EM SAÚDE R$ 775.775,00
Total Geral 

Total sem os repasses para enfrentamento a pandemia

R$ 388.361.230,59 

R$ 279.258.576,80 

AUXÍLIOS PARA A ECONOMIA DIANTE DA CALAMIDADE PÚBLICA

O Governo de Rondônia também recebeu da União R$ 247.878.153,00 milhões, recurso oriundo da Medida Provisória nº 938/2020 que dispõe sobre a prestação de apoio financeiro para mitigar as dificuldades financeiras decorrentes do estado de calamidade pública. Realizou ainda transferência financeira com base na Lei 173/2020, inciso II, destinado a mitigação dos impactos econômicos da arrecadação do Estado, no valor de R$ 335.202.786,56 milhões.

Mesmo com os impactos da crise sanitária, o aumento das despesas com saúde, a economia de Rondônia chama atenção pelo desempenho obtido, fruto de uma política de controle dos gastos que garantiu que as despesas obrigatórias e prioritárias continuassem sendo honradas, como ordenou o governador.

O cenário econômico positivo de Rondônia também se deve à combinação do desempenho da receita do Estado, que foi considerada satisfatória, e aos auxílios federais. Rondônia é um dos poucos estados do Brasil com a saúde financeira no azul, mas o controle precisa ser mantido e os alinhamentos entre as esferas de governo são essenciais diante das incertezas econômicas no mundo.

TRANSFERÊNCIAS INTERGOVERNAMENTAIS

Rondônia ainda recebeu recurso proveniente de transferências intergovernamentais, as quais correspondem a maior parte dos repasses feitos pelo Governo Federal.

Dentre as principais transferências da União aos Estados, realizadas todos os anos em cumprimento de determinações constitucionais, estão a do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE); IPI – Exportação; CIDE-Combustíveis, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Royalties. E, ainda teve em 2020, a reposição de perdas de tributos com base Lei Complementar 176/2020 (ADO25).

Em Rondônia, as transferências em relação a esses tributos somaram R$ 2.211.913.008,33 bilhões em recurso durante o ano passado. Essa distribuição das transferências obrigatórias é feita pela Secretaria do Tesouro Nacional do Governo Federal em valores distintos a cada ente federado para amenizar as desigualdades regionais e promover o equilíbrio socioeconômico entre Estados e Municípios.

Também houve repasse referente ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no valor de R$ 877.503.575,21 milhões. Essa transferência é obrigatória e o repasse somente pode ser gasto com a Educação.

TRANSFERÊNCIAS INTERGOVERNAMENTAIS AO ESTADO DE RO
Norte RO 2020 CIDE-Combustíveis – CIDE/Combustível R$ 7.311.457,28
Norte RO 2020 FPE R$ 2.098.556.466,04
Norte RO 2020 IOF-Ouro – IOF Ouro R$ 936.709,33
Norte RO 2020 IPI-Exp – IPI-EXP R$ 18.594.625,33
Norte RO 2020 LC 176/2020 (ADO25) R$ 26.960.550,00
Norte RO 2020 Royalties – CFH R$ 44.510.091,08
Norte RO 2020 Royalties – CFM R$ 3.728.925,45
Norte RO 2020 Royalties – FEP R$ 11.314.183,82
TOTAL R$ 2.211.913.008,33
Norte RO 2020 LC 173/2020 (PFEC) – LC 173/2020 – PFEC INCISO I R$ 151.316.763,03
Norte RO 2020 LC 173/2020 (PFEC) – LC 173/2020 – PFEC INCISO II R$ 335.202.786,56
Norte RO 2020 AFM/AFE – AUX – MP 938/2020 R$ 247.878.153,00
Norte RO 2020 FUNDEB R$ 877.503.575,21
TOTAL R$ 3.823.814.286,13

 

REPASSES DIRETOS ÀS PREFEITURAS

Os municípios rondonienses receberam mais de R$ 1.6 bilhão da União


Os municípios rondonienses receberam da União o valor de R$ 1.619.412.959,29 bilhão, conforme o Tesouro Estadual. Esse recurso não passa pelos cofres do Estado e é encaminhado pelo Governo Federal diretamente às prefeituras.

TRANSFERÊNCIAS INTERGOVERNAMENTAIS AOS MUNICÍPIOS DE RO
FPM R$ 767.547.116,46
FUNDEB R$ 326.549.884,51
LC 173/2020 (PFEC) – LC 173/2020 – PFEC INCISO I R$ 25.761.242,34
LC 173/2020 (PFEC) – LC 173/2020 – PFEC INCISO II R$ 226.999.256,15
ROYALTIES – COMPENSAÇÃO FINANCEIRA HIDRICOS R$ 115.726.235,20
APOIO FINANCEIRO R$ 80.274.019,22
ROYALTIES – ANP/FEA/FEP R$ 13.939.805,50
ROYALTIES – CFM R$ 11.589.593,19
ITR R$ 4.863.135,22
LC 176/2020 ADO25 R$3.626.858,77
CIDE R$2.437.152,44
IOF OURO R$2.185.654,33
TOTAL  1.581.499.953,33
TRANSFERÊNCIAS DA UNIÃO AOS MUNICÍPIOS RELATIVAS ÀS EMENDAS DE BANCADA – 2020 R$ 37.913.005,96
TOTAL R$1.619.412.959,29

 REPASSES DIRETOS AOS CIDADÃOS

O Governo Federal também repassou recursos diretamente aos cidadãos por meio do pagamento do auxílio emergencial. É possível verificar quanto foi aportado aos cidadãos por Estado e Munícios por meio da consulta  ao Portal da Transparência do Governo Federal, através do link http://www.portaltransparencia.gov.br/beneficios?ano=2020.

AUXÍLIO EMERGENCIAL (BENEFÍCIOS AOS CIDADÃOS)
MUNICÍPIO QUANTIDADE DE BENEFICIÁRIOS TOTAL DISPONIBILIZADO
PORTO VELHO 189.322 R$ 840.051.351,00
JI-PARANÁ 43.363 R$ 184.827.678,00
ARIQUEMES 36.794 R$ 161.521.752,00
VILHENA 29.668 R$ 127.707.457,00
CACOAL 28.829 R$ 120.588.595,00
Demais Municípios 282.915 R$ 1.210.634.996,00
Total 610.891 R$ 2.645.331.829,00

 CONSULTA AOS DADOS

Conforme a Sepog, as informações das receitas fazem parte de analise técnica que utilizaram a coleta e consolidação dos dados do Sistema de Planejamento Governamental (Siplag) e Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios  (Siafem), podendo ocorrer variações na consolidação futura das informações na elaboração e entrega do Balanço Patrimonial. Os dados das transferências da União foram extraídos do site da Secretaria do Tesouro Nacional.

Desta forma, as informações fazem parte de estudos preliminares dos dados que compõem os relatórios de monitoramento e avaliação de execução orçamentária, financeira e patrimonial, assim como o Balanço Patrimonial, ambos elaborados pelos órgãos centrais do Poder Executivo: Sepog, Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) e relatórios de prestação de contas pela Controladoria Geral do Estado (CGE), em cumprimento à Lei n. 4.320/64 e  Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O Estado tem até o dia dia 31 de março para entrega da prestação de contas de 2020

Os dados oficiais serão parte do balanço patrimonial e relatório quadrimestral de monitoramento e avaliação após análise técnica e publicações no Diário Oficial. A previsão legal para que o Estado faça a entrega dos dados finais e oficiais, conforme artigo 52 da Constituição Estadual e na Instrução Normativa nº 013, de 2004, do Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO), é dia 31 de março, para apresentação da prestação de contas do exercício anterior.

O Estado ainda conseguiu cumprir em 2020 o quesito de não aumentar despesa com pessoal, estipulado na Lei Complementar 173/2020 que estabelece o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus e permite auxílios financeiros aos entes federados.

SAIBA COMO CONSULTAR OS R$ 4.3 BI DESTINADOS PELO GOVERNO FEDERAL AO GOVERNO DO ESTADO:

SAIBA COMO CONSULTAR O REPASSE DE R$ 1.6 BI DO GOVERNO FEDERAL AOS MUNICÍPIOS:

CONSULTAR BENEFÍCIO AOS CIDADÃOS (AUXÍLIO EMERGENCIAL):

Basta acessar http://www.portaltransparencia.gov.br/beneficios?ano=2020, e escolher os filtros: “Rondônia” – “Tabela referente ao gráfico”.

SOLIDEZ E ALINHAMENTO

O governo estadual conseguiu tornar Rondônia um dos estados com maior solidez fiscal do Brasil. O Estado ficou com nota máxima nos três indicadores de Capacidade de Pagamento (Capag) da Secretaria do Tesouro Nacional: poupança corrente, endividamento e liquidez.

Rondônia é um Estado economicamente no azul, que honra o pagamento de servidores e também dos fornecedores.  Além disso, esse cenário econômico é um feito importante também para o desenvolvimento de diversos eixos, e  situação essencial para fazer frente às demandas da pandemia, que cordialmente encontra apoio nas demais esferas, as quais juntas têm a missão de superar a crise sanitária e desenvolver o país.

Crédito permanente para pequenos negócios é aprovado pelo Senado e segue para a Câmara

0

O texto do Pronampe permanente prevê, entre outras medidas, a extensão do prazo de carência dos empréstimos para seis meses e uma maior alavancagem do Fundo Garantidor

O Senado aprovou na quarta-feira (10) o Projeto de Lei (PL) 5.575/20, que torna o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) uma política oficial e permanente de crédito. O programa foi criado em maio do ano passado para auxiliar financeiramente os pequenos negócios e, ao mesmo tempo, manter empregos durante a pandemia de covid-19. Em 2020, o programa concedeu mais de R$ 37,5 bilhões em empréstimos, abrangendo cerca de 517 mil empreendedores

O PL aprovado no Senado segue agora para a Câmara dos Deputados. O texto aprovado prevê que os recursos reservados ao programa sejam usados de forma permanente para a tomada de crédito das empresas de pequeno porte. Segundo o autor da lei que criou o Pronampe e também deste PL, senador Jorginho Mello (PL-SC), o caráter permanente do programa já estava previsto na lei aprovada no ano passado, mas o Projeto 5.575 trouxe as diretrizes que permitirão essa perenidade.

As instituições participantes do Pronampe vão operar com recursos próprios e contarão com garantia a ser prestada pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO Pronampe), de até 100% do valor de cada operação garantida, com cobertura pelo fundo limitada ao valor máximo segregado pelo Administrador do FGO para a garantia da carteira da instituição participante do Pronampe, não podendo ultrapassar 85% da respectiva carteira.

Segundo a relatora do projeto, Kátia Abreu (PP-TO), o país precisa adquirir uma cultura de apoio e incentivo às micro e pequenas empresas. A relatora usou dados oficiais para retratar a importância do setor. “A ideia é dar um tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas, consolidando os pequenos negócios como agentes relevantes de sustentação, transformação e desenvolvimento da economia nacional”, comentou. “Essas pequenas e micro empresas empregam 50% da mão de obra de carteira assinada do país, são 90% das empresas e produzem 27% do PIB”, defendeu a senadora.

O PL também prorroga, em mais seis meses, o prazo de carência dos empréstimos, a partir do dia em que a empresa tomou dinheiro. “Essa prorrogação vai ajudar a empresa a precisar de menos crédito para a segunda fase da pandemia”, comentou a relatora. O teto da taxa de juros fixada será a taxa Selic + 6% ao ano. E a linha de crédito continuará sendo 30% do faturamento do ano anterior da empresa.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a aprovação do PL é um momento histórico para as micro e pequenas empresas brasileiras. “O Pronampe emergencial foi uma das mais importantes medidas adotadas pelo governo federal, o Congresso Nacional e a Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa em apoio aos pequenos negócios. Agora, com a aprovação do projeto pelo Senado, nós damos um grande passo no sentido de consolidar uma política de crédito permanente, que assegure um maior acesso dos empreendedores aos financiamentos tão necessários nesse momento”, comenta.

Carlos Melles comemora a mudança no texto aprovado pelos senadores que permitiu uma maior alavancagem dos recursos. “Nossa expectativa é chegarmos a uma alavancagem de 4 vezes. O que significa que para cada R$ 1 real que o governo aporte no Fundo Garantidor, seja possível emprestar R$ 4 aos pequenos negócios”, complementa. O presidente do Sebrae também ressaltou que o PL permitiu que o Tesouro aporte mais recursos para o Pronampe nesse ano e, para os anos seguintes os recursos poderão estar previstos no Projeto de Lei Orçamentária, a exemplo do que já acontece com o Pronaf (programa de crédito rural).

Atendimento pelo WhatsApp de RO é o terceiro mais acessado na Energisa

0

Disponível em 11 estados em que a empresa atua, ferramenta soma 81 mil atendimentos nesse ano.

Rondônia é o terceiro estado que mais utiliza o Whatsapp como canal de atendimento entre os 11 em que a distribuidora está presente.  Lançado no fim de dezembro, o canal já soma cerca de 81 mil atendimentos pelo aplicativo no estado. O uso do app fica atrás somente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que têm mais de um milhão de clientes cada, contra cerca de 650 mil em Rondônia.

Edimilson Bandeira, coordenador de atendimento da concessionária, observa que o whatsapp é um aplicativo popular no país e, provavelmente, por isso há a preferência pela ferramenta. “A gente já faz muita coisa pelo whats. Conversa com os amigos, encomenda produtos e até pede um lanche. Nada mais natural, que falar com a Energisa também pela ferramenta”, disse.  Dentre os serviços disponíveis, destacam-se a segunda via de fatura (82%), atualização cadastral (7%) e a religação de energia (4%).  Pesquisa da Panorama Mobile Time/Opinion Box, divulgada em 2020, confirma que o aplicativo está instalado em 99% dos smartphones dos brasileiros e 93% usam o aplicativo todo dia.

Outro fator é a facilidade de sinal de internet em todas as cidades do estado, até mesmo em pontos mais isolados. “A internet via rádio está chegando a fazendas antes mesmo da telefonia, o que tem facilitado a vida no campo, mas também o nosso atendimento aos clientes”, declarou.

Acompanhando a tendência do uso de tecnologia para o relacionamento com o cliente, a Energisa está investindo cada vez mais no uso de aplicativos. No início deste ano, a distribuidora lançou o Energisa On para interação com o rondoniense. Desde então, mais de 47 mil serviços foram feitos pelo aplicativo, que tem interface intuitiva e de fácil navegação. “Pelo celular, o cliente consegue resolver tudo, sem precisar sair de casa. Isso é muito importante para evitar a circulação desnecessária pela cidade, especialmente no momento que o país vive devido a Covid-19. Nossa orientação é sempre que o cliente priorize os canais digitais”, frisou Bandeira.

Conheça os serviços disponíveis no whatsapp da Energisa (69 9 9358-9673):

  • Emissão de segunda via
  • Alteração de data de vencimento
  • Consulta de débitos
  • Histórico de consumo
  • Declaração de quitação
  • Informar leitura
  • Débito automático
  • Negociar dívida
  • Atualizar dados da fatura
  • Cadastrar fatura por e-mail
  • Informar falta de energia
  • Alteração de carga
  • Religação de energia
  • Alteração de demanda
  • Nova ligação

 

 

 

 


Tamiris Barcellos Ribeiro Garcia
Anl Comunicacao I – COMUNICACAO INSTITUCIONAL

Abono salarial do PIS: preciso declarar no IR 2021? Como fazer?

0

O trabalhador que recebeu o abono salarial do PIS ou sacou as cotas do PIS em 2020 precisa verificar se está obrigado a fazer a declaração do Imposto de Renda 2021. Se for obrigado ou se constar como dependente na declaração de alguém e teve direito a esses benefícios sociais, então precisa declarar o dinheiro recebido sim.

O valor do abono do PIS em 2020 variou de 1/12 do salário mínimo (R$ 88) a um salário mínimo inteiro (R$ 1.045).

A principal condição que obriga a fazer a declaração é ter recebido rendimentos tributáveis (como salário, aposentadoria, pensão, por exemplo), acima de R$ 28.559,70 até 31.12.2020, mas quem recebeu rendimentos isentos acima de R$ 40 mil ou tem bens com valor superior a R$ 300 mil, por exemplo, também está obrigado a entregar a declaração.

Estes são rendimentos isentos e devem ser informado na ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis”.

REPRODUÇÃO/IRPF 2021

2) Já nesta ficha, clique em “Novo” e depois escolha o código 26 (Outros).

REPRODUÇÃO/IRPF 2021

A seguir, informe o CNPJ e o nome da fonte pagadora, que, no caso, é o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador, cujo CNPJ é 07.526.983/0001-43.

Preencha também o campo “Descrição” informando “Abono salarial” ou “Saque das cotas do PIS”.

Quem tem direito ao abono salarial?

Tem direito o trabalhador que:

• Estiver cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos;• Ter trabalhado com carteira assinada para uma empresa por no mínimo 30 dias, consecutivos ou não, em 2019;

• Tiver recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos;

• O empregador precisa ter informado os dados do trabalhador na Relação Anual  Informações Sociais (RAIS) no prazo certo.

 

Do R7

Segundo dia de vacinação atrai centenas de pessoas

0

Idosos com 80 anos ou mais que já tomaram a primeira dose, podem agora receber a segunda

Segundo dia de vacinação atrai centenas, veja fotos 

 

Apesar de a vacinação começar às 8h, uma gigantesca fila de veículos já estava formada às 7h com idosos cheios de expectativa para receber a segunda dose da vacina contra a covid-19 hoje em Vilhena. A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) faz até domingo a aplicação do imunizante do Instituto Butantan.

De posse de seus celulares, familiares registraram com alegria o momento da “agulhada” em seus pais, avós, tios e amigos com mais de 80 anos. A cobertura da recepção da Câmara Municipal de Vereadores serviu de abrigo e ponto de parada às centenas de veículos que se acumularam para mais esta fase da campanha “Vilhena Protegida”. Por outro lado, a fila se estendeu até a avenida Jô Sato com muitos desejando receber o quanto antes a imunização.

No primeiro dia de vacinação desta campanha de drive-thru (enquanto dirige), na última quinta-feira, foram vacinados 120 idosos, totalizando quase 4 mil doses já aplicadas em Vilhena. De acordo com o Setor de Imunização, até o momento somente 25 pacientes notificaram reações à vacina, sendo a maioria registrada entre aqueles que receberam doses da Fiocruz/Oxford. Todas as reações foram leves e incluíram febre, dor no corpo, dor no local da injeção, dor de cabeça, calafrios e fadiga.

“São reações normais, que já são observadas em boa parte de todas as outras mais de 20 vacinas que têm suas campanhas anuais. Esses sintomas apareceram em apenas 0,6% dos vacinados em Vilhena, até agora. Eles surgem pois o sistema imunológico começa a produzir anticorpos, já que o corpo acredita que houve uma invasão de vírus. Como o vírus presente na vacina está ‘morto’, ele não causa nenhum sintoma, mas a ativação do sistema de defesa do corpo faz a circulação de sangue aumentar, elevando a temperatura do corpo, e aciona os mecanismos de proteção do corpo inteiro, de uma vez. São sintomas normais e leves que não exigem preocupação”, explica Sueli Aparecida da Silva, coordenadora do Setor de Imunização da Prefeitura de Vilhena.

Qualquer reação deve ser comunicada ao WhatsApp institucional do Setor de Imunização, 3322-4170. Os casos são acompanhados de perto pela Prefeitura para posterior notificação ao Ministério da Saúde. De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), as reações registradas até hoje no Brasil demonstram “não mostraram nenhuma alteração no perfil de segurança da vacina” observado nos testes.

A vacinação continua neste sábado das 8h às 13h na Câmara de Vereadores, e também estarão disponíveis os postos de saúde Vitalina Gentil, que está funcionando na Policlínica João Luiz (ao lado do Corpo de Bombeiros, na Capitão Castro), o posto de saúde Afonso Mansur (avenida Brigadeiro Eduardo Gomes) e Liro Hoesel (atualmente funcionando no Jardim Greenville, próximo ao cemitério). Já no domingo a vacinação acontece apenas na policlínica João Luiz, igualmente das 8h às 13h.

É necessário apresentar CPF, documento pessoal com foto e cartões do SUS e de vacinas.

 

Semcom

O quanto a Covid-19 afeta a circulação sanguínea?

0

Médico, fisioterapeuta e profissional de educação física explicam como devemos voltar às atividades físicas e em que intensidade

O quanto a Covid-19 afeta a nossa circulação sanguínea, a ponto de dificultar nossa mobilidade e o retorno às atividades físicas? A infecção pelo SARS-CoV-2 pode causar um processo inflamatório muito exacerbado devido à chamada “tempestade de citocinas”. Citocinas são proteínas que regulam a resposta imunológica, ou seja, o corpo humano tenta se proteger do “invasor” e libera diversos mecanismos de defesa que, por sua vez, podem acabar causando uma síndrome inflamatória. Essa inflamação, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio (SBACV-RJ), o médico João Sahagoff, pode resultar em uma trombose da microcirculação, o que ocasiona uma piora não somente nos pulmões, mas também no fígado, coração, rins e até nas extremidades mais distais do corpo, como mãos e pés.

Existem vários trabalhos relacionando o aumento das proteínas inflamatórias à inflamação intravascular. Essa microtrombose faz com o que o paciente piore como um todo, especialmente os rins e o pulmão. Como esses vasos também já estão contraídos por conta do mecanismo de defesa e do aumento das citocinas, quanto menores ficam, mais suscetíveis eles estão para formar coágulos – explica.

Segundo o médico, a Covid-19 é uma doença inflamatória trombogênica, na qual a resposta do nosso próprio organismo pode piorar a situação clínica do paciente. Normalmente, isso ocorre nos casos moderados e graves. Há que se ponderar, entretanto, individualmente os riscos trombótico e hemorrágico, uma vez que o tratamento tem que ser indicado e conduzido por um médico. O uso de anticoagulante, sem prescrição médica, pode gerar complicações graves.

  • A trombose venosa profunda pode ser identificada a partir de:

 

  1. “Edema súbito” (inchaço) de um dos membros inferiores;
  2. Dor aguda súbita na panturrilha;
  3. Discreto aumento de temperatura.

 

  • Já a trombose arterial pode ser identificada por:
  1. Dedos arroxeados;
  2. Dor súbita nos pés;
  3. Intensa diminuição de temperatura num membro inferior;
  4. Sensação de anestesia da perna.

 

 O objetivo principal do tratamento da trombose venosa é evitar a embolia pulmonar, o prolongamento da trombose na perna e também a retrombose e suas sequelas nas pernas. A medicação mais utilizada para este fim são os anticoagulantes. Contudo, são necessários exames de sangue periódicos mensais para se saber se estão efetivos. A intensidade da dor, a localização e a extensão do trombo influenciam o médico na escolha para realizar o tratamento ambulatorial ou hospitalar. Em situações mais graves, outros métodos de tratamento podem se fazer necessários – explica Sahagoff.

Na maioria dos casos, a trombose é tratada por um mínimo de três a seis meses, mas estudos mais recentes têm mostrado vantagens para estender o tratamento por mais de um ano. Para pacientes que tiveram a trombose mais de uma vez, o tratamento deve ser mais prolongado e, dependendo do diagnóstico e da gravidade dos eventos, a anticoagulação pode ser até perene, ou seja, usada indefinidamente, podendo ser uma opção por toda a vida. O papel da tromboprofilaxia para pacientes com Covid-19 leve, porém com múltiplas comorbidades, ou ainda para indivíduos sem Covid-19 porém menos ativos devido à quarentena, ainda é incerto.

  • A orientação do médico para prevenção é que a população se mantenha ativa, o máximo possível, em casa:
  1. Fazer algum tipo de exercício ou caminhada regular, mesmo que em casa. Já é mais do que sabido que passar muitas horas sentado, em comportamento sedentário, predispõe para a trombose;
  2. Beber bastante água (principalmente agora no calor);
  3. Ingerir alimentos leves com moderação para evitar ganho de peso.

 

GE

Abel Ferreira ganha descanso no Palmeiras e viaja para Portugal em avião de Leila Pereira

0

Treinador do Verdão terá um período de folga na Cidade do Porto

Enfim, Abel Ferreira vai descansar. O treinador do Palmeiras sequer esteve no banco na vitória por 3 a 0 sobre o São Caetano, nesta quinta-feira, no Allianz Parque. O motivo: uma viagem para a Cidade do Porto, em Portugal, para visitar a família.

Depois de alguns dias de dificuldades para encontrar voos para a Europa, por causa das restrições provocadas pela pandemia, Abel Ferreira teve seu retorno para casa facilitado pela Crefisa. Leila Pereira, proprietária da patrocinadora do clube, colocou o avião da empresa à disposição do treinador.

– Quando eu soube da dificuldade do Abel em viajar para Portugal, ofereci nosso avião. Fico muito feliz em poder contribuir para que nosso técnico encontre sua família num momento tão complicado para todos nós. Gostaria mais uma vez de dizer: “Abel, muito obrigada por proporcionar gigantesca alegria para mim e milhões de torcedores do Palmeiras. Seremos eternamente gratos” – disse a conselheira.

O descanso surge após quatro meses intensos de trabalho, consagrados com os títulos da Copa Libertadores e da Copa do Brasil, já neste ano. Abel Ferreira, desde que chegou ao Palmeiras, não teve uma semana inteira para trabalhar com o elenco entre partidas e ainda viu a ida a Portugal ser adiada em virtude dos problemas da pandemia de Covid-19 no Brasil.

O maior espaço entre jogos ocorreu na virada do ano. Após enfrentar o América-MG pela semifinal da Copa do Brasil (2 a 0, em Belo Horizonte), no dia 30 de dezembro, o time voltou a campo em 5 de janeiro para encarar o River Plate, pela semifinal da Libertadores, e teve uma das melhores exibições do atual trabalho.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Abel Ferreira deve ficar pelo menos duas semanas em Portugal. Segundo informações da embaixada portuguesa, quem desembarcar no país deve cumprir um isolamento de 14 dias, em domicílio ou endereço pré-informado.

No caso do treinador, o descanso ocorrerá com a família, que o campeão da Libertadores não encontra desde a vinda para o Brasil. Essa saudade, inclusive, foi um dos temas abordados por Abel Ferreira depois da consagração com o Palmeiras no Maracanã, em janeiro.

— Vocês não sabem o quanto chorei sozinho de saudade. Chorei muito e saí do campo para ninguém ver o quanto estava chorando. Adoro minhas filhas e esposa e atravessei o Atlântico antes de uma coisa acontecer — comentou ainda no estádio Mário Filho, após a maior glória da carreira como treinador.

No último fim de semana, após levantar a segunda taça pelo Palmeiras (Copa do Brasil), Abel relembrou a família com outro tom. A ideia agora é trazer a mulher e as filhas para viver em São Paulo.

— Foi a primeira coisa que lembrei assim que ganhei o título. Vou negociar com eles (familiares) para virem — declarou Abel, que agora vai poder respirar e se desconectar (um pouco) na terra natal.

Do GE

Vilhena recebe novo lote de vacinas

0

Em sua rede social o prefeito Eduardo Japonês informou sobre a chegada do novo lote das vacinas para Covid-19, veja a baixo:

Pouco antes de deitar ontem recebi a notícia de que mais um lote de vacinas contra a covid-19 chegou em Vilhena. Assim como fizemos com os anteriores, vamos informar todos os lotes que chegarem para você acompanhar o andamento da vacinação.

Dessa vez o Coronel Marcos Rocha nos entregou com muita rapidez as doses que cabem a Vilhena. São 620 doses do Instituto Butantan, trazidas à Rondônia pelo Ministério da Saúde que serão aplicadas da seguinte maneira, seguindo o informe técnico do Governo Federal para este carregamento: 80 doses para profissionais da Saúde e 540 doses para idosos com 75 a 79 anos, que começarão a ser vacinados semana que vem.

Por enquanto estamos focados em finalizar a aplicação da segunda dose nos idosos com 80 anos ou mais até domingo. Somente nesta quinta-feira foram 120 vacinados, a maioria com 90 anos ou mais.

Vilhena Protegida!

Saae inicia escavação de lagoa facultativa para estação de tratamento de esgoto em Vilhena

0

Com quase 33 mil metros quadrados, lagoa irá operar com volume de 54 metros cúbicos

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO contará com três lagoas facultativas: construção faz parte da maior obra da história do municípioESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO contará com três lagoas facultativas: construção faz parte da maior obra da história do município

 

Nesta semana, as empresas do consórcio APJ-CIMA Engenharia, contratadas pelo Serviço Autônomo de Águas e Esgotos (Saae) da Prefeitura de Vilhena, iniciaram a escavação da primeira lagoa facultativa que irá compor a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) do sistema de esgotamento sanitário, na Gleba Corumbiara, Setor 12 (Linha 152).

De acordo com Mariane da Rosa, engenheira e diretora do Departamento de Planejamento e Projetos do Saae, no projeto de implantação do esgotamento sanitário está prevista a criação de três lagoas facultativas com um sistema que terá, quando concluído, capacidade para receber 418 litros por segundo, o que permite atender aproximadamente 150 mil habitantes.

“A construção dessa lagoa é a primeira etapa das obras que estão sendo realizadas no nosso município. Até o final da execução do projeto, serão feitas mais duas lagoas facultativas com quase 33 mil metros quadrados e com capacidade para operar com um volume de 54 mil metros cúbicos cada”, explica Mariane.

Segundo o diretor geral do Saae, Maciel Wobeto, com quase oito meses de atividades, já foram concluídos mais de 15 quilômetros de instalações entre rede pública e rede condominial nos bairros Moysés de Freitas, Parque Cidade Jardim 1 e 2, Setor 29 e Cristo Rei. O investimento ao fim do projeto será de quase R$ 100 milhões oriundos do Governo Federal, com contrapartida do município, e englobará 40% da zona urbana.

Neste período, a autarquia pede a compreensão e colaboração dos moradores para possíveis transtornos gerados pelas obras. Dúvidas podem ser sanadas pelo WhatsApp institucional do Saae, 3321-3974.

 

Semcom

Tratamento de incontinência urinária cai 60% em 2020

0

Pandemia de covid-19 agravou a busca por cuidados médicos

Números divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que os tratamentos cirúrgicos para a incontinência urinária caíram 60% em 2020, em relação ao ano anterior. A constatação é de que a pandemia de covid-19 agravou o tratamento de várias doenças, entre elas a incontinência urinária, que costuma afetar 45% das mulheres e 15% dos homens acima de 40 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O Dia Mundial de Conscientização sobre a Incontinência Urinária é comemorado no dia 14 de março, o próximo domingo.

O secretário-geral da SBU, Alfredo Canalini, explicou que a incontinência urinária, ou perda involuntária de urina, é um sintoma que tem impacto negativo enorme na qualidade de vida. Considerando que as cirurgias de incontinência urinária caíram 60% no ano passado, percebe-se que “mesmo com toda essa deterioração que provoca, os pacientes ficaram com medo de procurar tratamento e internação, em função da pandemia. Isso foi, realmente, um impacto muito negativo no tratamento dessa doença”, disse Canalini.

O urologista afirmou que a qualidade de vida desses pacientes piorou ainda mais, devido à covid-19, com algumas sequelas, principalmente para as mulheres, que usam absorventes especiais e ficam com a pele macerada em função do contato com a urina, especialmente as mais idosas.

Segundo o secretário-geral da SBU, a incontinência urinária pode ser provocada por doenças diferentes. Por isso recomendou a necessidade de se procurar saber o que está acontecendo para a pessoa perder urina e o que tem de ser feito para resolver o problema. Lembrou que além da cirurgia, existe tratamento medicamentoso que o médico pode lançar mão em algumas situações para melhorar o quadro. “Mas nem isso houve em 2020. Houve uma imobilização das pessoas por causa do medo de se contaminarem pelo novo coronavírus”.

Campanha

Visando a alertar a população sobre o diagnóstico e a importância do tratamento da incontinência urinária, a SBU realiza este ano uma campanha virtual de conscientização, que integra a campanha internacional sobre o mesmo tema. Durante o mês de março, a SBU vai esclarecer a população sobre a incontinência urinária, por meio das redes sociais da entidade (@portaldaurologia), e na Rádio SBU, podcasts disponível nos principais canais de áudio: Spotify, Deezer, Pocket Cast, Apple Podcasts e Google Podcasts. Todas as segundas-feiras, às 19h, médicos filiados à entidade vão tirar dúvidas da população sobre o tema em transmissões online ao vivo no Instagram, além de indicar ações preventivas e como buscar ajuda para amenizar ou solucionar o problema.

Alfredo Canalini assegurou que com as proteções necessárias, que envolvem uso de máscara facial, uso de álcool em gel após tocar em superfícies que são compartilhadas, como telas de computadores e terminais eletrônicos, distanciamento social, evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência, os atendimentos podem ser realizados. “É lógico que é preciso ter cautela. Mas, respeitando as recomendações sanitárias, você pode atender com segurança os pacientes”. Canalini admitiu o temor de que o agravamento da pandemia na atualidade possa repercutir de modo negativo sobre os pacientes. “As pessoas estão com medo de sair às ruas”.

Reconheceu que “o medo é bom, por um lado, porque ajuda você a se proteger”, mas advertiu que as pessoas não podem nem devem entrar em paranóia. “As pessoas têm que ter consciência de que existe o risco, mas pode ser diminuído muito. É só seguir as orientações básicas das autoridades sanitárias. Isso protege. Isso pode salvar vidas e evitar que as pessoas possam se infectar. Diminui muito a questão”. Ele lamentou que haja pessoas que parecem estar vivendo em outra realidade, especialmente os jovens, que parecem não pensar na morte e, com isso, se arriscam e acabam ajudando na disseminação do vírus, mesmo que não apresentem sintomas.

Ansiedade

O diretor do Departamento de Disfunções Miccionais da SBU, Cristiano Gomes, observou que alguns estudos demonstram que pessoas com incontinência costumam ter, além de pior qualidade de vida, maiores níveis de ansiedade e depressão, redução na produtividade no trabalho e podem se afastar do convívio social e da intimidade com o parceiro ou parceira por causa das perdas de urina. “A incontinência também pode aumentar o risco de quedas entre os idosos. Finalmente, mas não menos importante, em alguns casos a incontinência pode ser causada por um problema de saúde mais grave, como infecções, pedra na bexiga, doenças neurológicas e até tumores da bexiga ou próstata”.

De acordo com a SBU, o tipo mais frequente é a incontinência urinária por esforço, isto é, quando o paciente perde urina ao tossir, carregar peso, espirrar ou até mesmo sentar-se e levantar-se. Isso acontece sobretudo em mulheres que tiveram muitos filhos ou é decorrente de cirurgia de próstata. A incontinência urinária de urgência ou bexiga hiperativa é quando existe uma vontade repentina e incontrolável de urinar durante o dia e no período da noite, podendo comprometer o sono. Embora muitos considerem a perda involuntária de urina como “algo natural” da idade, essa condição pode ser tratada, para não trazer impactos profundos na vida do paciente.

Em fevereiro deste ano, a SBU fez um levantamento online sobre a incontinência urinária. “De acordo com 44% dos participantes, a pandemia de covid-19 atrapalhou ou retardou o tratamento da incontinência. Dos entrevistados com incontinência, 77% disseram que ainda não retomaram seu tratamento”, disse o coordenador do trabalho, Ricardo Vita. Alguns fatores de risco para a doença são a idade, ter muitos filhos, diabetes, obesidade e doenças neurológicas.

Tratamentos

Os pacientes que enfrentam esse problema contam com apoio multidisciplinar para o tratamento, segundo a SBU. A mudança de alguns hábitos de vida pode também fazer diferença, como evitar excesso de líquidos, urinar periodicamente, tratar constipação e outros problemas clínicos como diabetes e obesidade. Além de medicamentos, que são utilizados sobretudo nos casos de bexiga hiperativa, a incontinência de esforço pode ser tratada com procedimentos cirúrgicos de baixo risco e rápida recuperação, como a cirurgia de sling, quando se coloca uma faixa sob a uretra.

Outros tratamentos incluem a aplicação de toxina botulínica, o implante de marcapasso da bexiga e o de esfíncter artificial. Alfredo Canalini lembrou que todos os pacientes podem ser tratados. “Importante que, além da indicação correta, haja motivação para seguir os passos do tratamento e também uma cognição favorável, ou seja um estado mental que possibilite à pessoa ter percepção sobre o que acontece consigo e ao redor. Dessa forma, os índices de cura e de controle do problema hoje em dia são muito elevados”, acrescentou.

Fonte:  Agência Brasil