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Com investimentos de R$ 7,8 milhões, segunda subestação móvel de energia chega a Ji-Paraná

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Tecnologia mantém fornecimento de eletricidade aos clientes enquanto subestação é desligada para manutenção

 

A segunda subestação móvel da Energisa em Rondônia chegou à Ji-Paraná nesta segunda-feira (12), após percorrer quase 3 mil km desde a fábrica em Jaraguá do Sul – SC. A potência de 12,5 MVA tem capacidade para fornecer energia para 20 mil casas populares por tempo indeterminado. O equipamento de quase R$ 7,8 milhões pode ser deslocado para atender diferentes regiões e vai manter o fornecimento de energia aos clientes quando for necessário desligar a subestação fixa para manutenção.

Gerente do departamento de Alta Tensão da concessionária, Filipe de Oliveira, explica que os componentes das subestações passam por deterioração, como qualquer equipamento, e precisam de reparos antecipados. “Assim como o motorista faz a revisão do seu veículo para mantê-lo em bom funcionamento, a concessionária de energia aposta em manutenção preventiva para evitar falta de energia”, disse. O equipamento moderno também reduz o tempo de interrupção emergenciais.

Possui sistema de automação completo para comando e supervisão local e remota interligado ao Centro de Operações Integrada em Porto Velho, proporcionando praticidade e segurança. “A estrutura da subestação móvel é complexa e requer operação de profissionais especializados. Optamos por uma estrutura menor fisicamente e articulada para facilitar o acesso às localidades e tráfego no trânsito”, esclareceu.

A aquisição da segunda subestação móvel faz parte do investimento de R$ 747 milhões do Grupo Energisa em Rondônia para transformar a infraestrutura elétrica da região. O equipamento contribuirá para alavancar a ampliação e construção de 20 subestações neste ano e que já estão em execução.

Covid-19: AROM adere ao movimento Unidos Pela Vacina e vai mobilizar municípios

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A Associação Rondoniense de Municípios (AROM), representada pelo presidente Célio Lang, se reuniu por videoconferência, na manhã desta terça-feira (13), com representantes do grupo Mulheres do Brasil, da Energisa Rondônia e das cooperativas de crédito Credip e Credsul, para debater a adesão dos municípios rondonienses ao “Movimento Unidos pela Vacina”.

 O movimento foi iniciado pela empresária Luiza Helena Trajano, proprietária do Magazine Luiza, e também pelo Grupo Mulheres do Brasil, com o objetivo de vacinar toda a população brasileira contra covid-19 até setembro deste ano. Para isso, o movimento trabalha alinhado ao Governo Federal, aos estados e municípios do país.

 Por meio da AROM, o movimento enviou um questionário para cada prefeito buscando informações sobre as dificuldades que cada cidade enfrenta no combate à pandemia de covid-19.

 Durante o encontro, André Theobald, diretor-presidente da Energisa, destacou que a empresa conheceu a iniciativa e está determinada a auxiliar o Estado. Como estratégia, ele citou que a concessionária de energia possui postos de atendimento em todos os municípios de Rondônia e é possível, caso haja necessidade, adaptá-los para postos de vacinação. André Theobald ainda informou que a ajuda do movimento já foi levada com êxito para os municípios de Cacoal e Pimenta Bueno.

 A professora e jornalista Edna Okabayashi, representante do grupo Mulheres do Brasil, esclareceu que, atualmente, 25 dos 52 municípios estão participando do programa. “É um movimento muito bom porque ele conecta os empresários, que querem fazer algo por esta situação complicada, com os prefeitos e entidades que estão precisando de auxílio também”, disse.

 Ela acrescentou que o diálogo entre a classe empresarial e a sociedade civil organizada é de extrema importância. “Continuamos o diálogo com a classe empresarial para sensibilizar o segmento sobre a importância da participação da sociedade civil organizada no processo de vacinação de todos os rondonienses. Os idealizadores do Unidos Pela Vacina acreditam que essa responsabilidade é de todos os brasileiros”, enfatizou.

 Também participaram da reunião o  presidente do Conselho de Administração da Sicoob Credip, Oberdan Pandolfi Ernita, e presidente do Conselho de Administração da Sicoob Credip, Ademir Stimer, da Credisul, que destacaram a importância do movimento em prol de toda a sociedade, principalmente para o fortalecimento das ações para imunizar a população de um modo geral.

 O presidente da AROM, prefeito Célio Lang, finalizou a reunião se comprometendo a enviar comunicado, por meio da Associação, para auxiliar e mobilizar todos os municípios para se unirem ao movimento. “Nós enviaremos ofício a todos os prefeitos para que entrem nesse movimento de grande importância. Como prefeito, sei que estamos com dificuldades em relação aos recursos disponíveis e esse movimento nos dá forças para continuar e é de grande ajuda a toda população nesse momento delicado”, finalizou.

O Movimento Unidos Pela Vacina

 O Movimento Unidos Pela Vacina é uma iniciativa do Grupo Mulheres do Brasil para tornar viável a vacinação de todos os brasileiros até setembro de 2021. Com participação de vários setores, ele atua em rede para articular medidas e ações que acelerem nacionalmente o processo de imunização.

 De forma apartidária, o movimento reúne empresários interessados em ajudar na vacinação contra covid-19 e os municípios que precisam de auxílio para acelerar o processo e adquirir as doses dos imunizantes, visando gerar engajamento com foco na solução, além de olhar para que possa ser feito no futuro e não reclamar nem procurar culpados.

Assessoria AROM

Veja cronograma da vacinação contra gripe em Vilhena

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Campanha de proteção contra vírus influenza beneficiará primeiro crianças, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e indígenas

Todos os postos de saúde de Vilhena vacinam contra a gripe (influenza) a partir de hoje, das 8h às 17h30. Dividida em grupos prioritários conforme a tabela ao fim deste texto, a campanha de vacinação contra a gripe deve imunizar nesta primeira fase mais de 12 mil vilhenenses. A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) faz alertas à população que exigem atenção ao período de vacinação correto.

PRIMEIRA FASE – Desta terça-feira até o dia 10 de maio os grupos prioritários e a estimativa de pessoas em cada um são: crianças com mais de seis meses e menos de dois anos (2.385), crianças com 2 a 4 anos (4.710), crianças de 5 anos (1.545), gestantes (1.193), mães com até 45 dias após o parto (196), trabalhadores da saúde pública e privada (2.013) e indígenas (108). O total é de 12.150 pessoas. No caso dos indígenas, a vacinação é feita pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Vilhena, do Governo Federal.

Os profissionais de saúde já vacinados contra a covid-19 devem respeitar intervalo mínimo de 15 dias para receber a vacina contra influenza. O governo federal recomenda que as pessoas que fazem parte do grupo prioritário tomem primeiro a vacina contra a Covid-19 e depois a vacina contra a gripe.

PRÓXIMAS FASES – Excepcionalmente neste ano idosos não serão os primeiros a serem imunizados para evitar conflito com o calendário de vacinação contra a covid-19. Todos com 60 anos ou mais vão ser vacinados na segunda fase, que começa no dia 11 de maio e vai até 8 de junho. Nesta etapa serão contemplados também os professores.

A terceira e maior etapa de vacinação engloba diversos públicos-alvo: pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, motoristas de caminhão, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbanos ou de longo curso, trabalhadores portuários, forças de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.

Dessa forma, o Ministério da Saúde irá vacinar quase 80 milhões de pessoas, com meta de alcançar 90% de todos estes públicos. Embora a vacina contra a gripe não proteja as pessoas do novo coronavírus, quanto menos pessoas gripadas, menor a probabilidade de transmissão do sars-cov-2 entre aqueles que, além de gripados, estão com a covid-19.

Semcom

Conselho Estadual de Agrotóxicos de MS recebe Embrapa para conhecer resultados de pesquisa no Rio Dourados

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A Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) a convite da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), faz parte do Conselho Estadual de Agrotóxicos (CEA) de Mato Grosso do Sul. E nessa segunda-feira, 12 de abril, participou de reunião do Conselho, via Web Conferência. O objetivo foi a realização de palestra pelo Pesquisador Rômulo Penna Scorza Júnior, intitulada “Monitoramento dos resíduos de agrotóxicos em águas superficiais de MS”, com a apresentação do resultado de pesquisa desenvolvida em parceria da Embrapa Agropecuária Oeste com Embrapa Meio Ambiente, Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho e Instituto do Meio Ambiente de Dourados. Os resultados podem ser acessados, publicamente, pelo link https://bit.ly/3f8bL5F

Os resultados desse estudo mostram a necessidade de previsão e inclusão do Valor Máximo Permitido de agrotóxicos e produtos de degradação nas legislações estaduais e brasileiras. “Mas também reforçam a importância de ações que estão entre aquelas que são fontes de pesquisas e de transferência pela Embrapa, com destaque para medidas de racionalização do uso de agrotóxicos nos sistemas de produção, através do monitoramento de pragas e doenças para auxiliar na tomada de decisão do produtor. A utilização de outras táticas de controle, através de materiais tolerantes/resistentes, agentes de controle biológico e a adoção de sistemas sustentáveis, que priorizam uso adequado do solos, utilizando-se de estratégias que contribuam para a estruturação dos solos e manutenção da palhada, são ações que contribuem para maior infiltração da água nos solos e menores perdas por escoamento superficial”, alerta Harley Nonato de Oliveira, Chefe-Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, que falou na abertura da Reunião.

Jaime Verruck, secretário da Semagro, aponta tais trabalhos como “extremamente importantes para conhecermos a pesquisa e sinalizar outros avanços, além da qualidade da água todo ordenamento de agrotóxicos. ”

Análise

O pesquisador explicou na reunião que, durante o período de um ano (dezembro/2019 a dezembro/2020), 46 diferentes agrotóxicos e seus produtos de degradação, todos registrados no Brasil, foram monitorados. Os compostos selecionados nesse método foram estabelecidos com base no volume de comercialização de cada princípio ativo em Mato Grosso do Sul, uso nas culturas de soja, cana-de-açúcar e milho e a previsão legal dos valores máximos permitidos em água superficial estabelecidos nas legislações estadual e federal.

De um total de 46 diferentes agrotóxicos e seus produtos de degradação considerados nesse estudo, encontrou-se 32 desses compostos em pelo menos uma amostra, resultando na frequência de ocorrência igual a 70% dos compostos analisados. Desses 32, agrotóxicos detectados, o cientista relata que apenas a atrazina (0,130 µg L-1) chegou mais próxima ao valor máximo permitido estabelecido na legislação brasileira, que é de 2,0 µg L-1.  Dessa forma, os resíduos de atrazina encontra-se em conformidade legal.

O pesquisador Scorza Júnior explicou que “os resultados servem como um diagnóstico do nível de exposição do Rio Dourados aos agrotóxicos utilizados nos principais sistemas de produção da região em estudo, fornecendo dados técnicos-científicos para aprimoramento de políticas públicas (por exemplo, inclusão de agrotóxicos não previstos na legislação brasileira que regula valores máximos permitidos desses compostos em águas superficiais)”.

Parcerias

Luciano Loubet, promotor de justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, reforça a importância da parceria e agradeceu a Secretaria de Meio Ambiente, a Iagro e a Embrapa. “Temos tido muito apoio com esse braço técnico, principalmente quando tem reflexo no produtor. O Ministério Público financia pesquisa aplicada para buscar soluções para o ambiente e a produção. O setor produtivo é essencial para dizer o que, porque aplica e, assim, encontrar-se soluções para minimizar impactos dos agrotóxicos”, falou Loubet.

Oliveira reforça a importância das parcerias e exemplifica com o Termo de Acordo de Cooperação Técnico Científico entre a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do MS) e o Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de MS) assinado no último dia 09 de abril deste ano. “A finalidade é intensificar as ações de conscientização sobre o uso correto e seguro de agrotóxico, além do descarte correto das embalagens e sobras de produto, a qual a Embrapa Agropecuária Oeste já se coloca à disposição para contribuição”, diz e completa: “São essas parcerias que buscam conscientizar, levar conhecimento e especialmente, disponibilizar informações pautadas em conhecimento técnico científico que contribuem com a sociedade, indo do setor produtivo ao consumidor de modo geral.”

Vânia Abreu de Mello, presidente do CREA-MS, ressaltou também a importância da parceria entre as instituições e citou um dos convênios que considera como mais importantes que assinaram no início da gestão. “Visa a responsabilidade dos profissionais juntos a Iagro para que a sociedade realmente seja protegida. Convênio de multicooperação com a Iagro que vai trazer bons frutos da nossa sociedade.”

Sílvia Zoche Borges (DRT-MG 08223)

Senado aprova projeto que facilita atualização e regularização de patrimônio

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PL 458/2021, relatado por Marcos Rogério, segue para análise da Câmara dos Deputados

O plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (15/04), o PL 458/2021 que institui o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (REARP). De acordo com o relator do projeto e vice-líder do Governo no Congresso, senador Marcos Rogério, o PL vai permitir a atualização do valor de bens móveis e imóveis, por pessoas físicas, e a regularização de bens ou direitos não declarados ou declarados incorretamente. “A proposição corrige uma injustiça já que não existe, hoje, norma que possibilite ao contribuinte atualizar o valor de aquisição de seus bens”, explicou Marcos Rogério.

O projeto possui duas modalidades. A primeira vai funcionar assim: uma pessoa adquiriu uma casa por R$ 330 mil, por exemplo, e agora ela vale R$530 mil. Atualmente, não existe uma legislação que permita que essa pessoa declare o imóvel com o valor atualizado no Imposto de Renda, no entanto, quando ela for vender a casa terá que pagar no mínimo 15% de IR sobre a diferença entre o valor de venda e o de aquisição. Aderindo ao REARP, o imposto de renda do contribuinte incidirá em apenas 3% sobre o ganho de capital decorrente da atualização do valor do bem.

A segunda modalidade diz respeito aos bens ou direitos que nunca tenham sido declarados no Imposto de Renda ou, então, declarados de forma incorreta. Nesses casos, o PL 458 prevê a incidência de 15% no IR sobre o ganho de capital decorrente da regularização do montante dos ativos, com multa de 15% sobre o imposto pago.
Nos dois casos, o valor a ser pago pelo contribuinte poderá ser dividido em até 36 meses. O prazo para a adesão será de 210 dias, contados a partir da vigência da lei.

Segundo o relator, além de diminuir às alíquotas para atualização de valores de bens e permitir a regularização de bens ainda não declarados, sem punição para os proprietários, o projeto vai gerar receita para o país, em um momento de grave crise fiscal provocada pela pandemia. “De acordo com os cálculos da Consultoria de Orçamento do Senado Federal, a expectativa é de que com a atualização patrimonial haja aumento de arrecadação de R$ 945 milhões para o ano de 2021, de R$ 271 milhões para o ano de 2022 e de R$ 400 milhões para o ano de 2023”, destacou Marcos Rogério.

 

Assessoria

Rosangela Donadon emite nota de pesar pelo falecimento do fotógrafo David Paul Vargas

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Nesta quinta-feira (15) a deputada Rosangela Donadon (PDT) emitiu uma nota de pesar lamentando a morte do fotógrafo David Paul Vargas Rojas, de 52 anos. Ele faleceu no Hospital Regional de Vilhena vítima de complicações decorrente da covid-19.
Apaixonado por fotografia David era Peruano e chegou em Vilhena com apenas 19 anos. Ele se casou com uma vilhenense, com quem teve três filhas.
David era muito conhecido em Vilhena por sua atuação no ramo da fotografia e recentemente tinha ingressado no comércio, no segmento de alimentação.
Veja a nota na íntegra:
É com profundo pesar que recebi a notícia do falecimento fotógrafo David Paul Vargas a quem sempre admirei pela dedicação ao trabalho de fotografo. Neste momento de tristeza, me uno em oração aos seus familiares e amigos e expresso as minhas mais sinceras condolências. Que Deus possa consolar o coração de todos.

Deputada Rosangela Donadon

Rádios FM poderão antecipar aumento de potência e área de cobertura

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Antes, emissoras só podiam solicitar mudança a cada dois anos e de forma gradual

O objetivo é ofertar mais conteúdo e atender melhor as comunidades. – Foto: Banco de imagens

As rádios FM de todo o país poderão solicitar aumento de potência e de área de cobertura a qualquer momento para o Ministério das Comunicações (MCom). A medida atende demanda das emissoras, que só podiam pedir a mudança no prazo de dois anos e de forma gradual.

O texto, que flexibiliza e desburocratiza as regras para a concessão de benefícios às emissoras, está em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (13). O objetivo da simplificação nos requisitos é ofertar mais conteúdo e atender melhor a comunidade do município para o qual o serviço é destinado.

Com as novas regras, para fazer o pedido ao MCom, as rádios devem pagar uma taxa adicional para autorização do aumento de potência. Além disso, a solicitação deverá ser acompanhada por justificativa quanto às vantagens e necessidade das alterações pretendidas.

“Saltando” níveis

Outra mudança importante que a nova portaria oferece para as rádios é a possibilidade de “saltar níveis”. Hoje, as emissoras são divididas nas seguintes escalas, do menor nível para o maior: C, B2, B1, A4, A3, A2, A1, E3, E2 e E1. A alteração de uma classe para outra, anteriormente, só podia ser feita a cada dois anos. Na melhor das hipóteses, a emissora levava entre 7 e 8 anos para atingir a classe E1, nível máximo do sistema de radiodifusão.

Com a nova portaria, uma rádio que esteja na classe C, por exemplo, poderá saltar diretamente para a E1, desde que seja tecnicamente viável e mediante autorização do MCom, além de efetuados os pagamentos referentes às alterações solicitadas.

 

Com informações do Ministério das Comunicações

 

Programa Criança Feliz se adapta à crise sanitária da Covid-19

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Em 2020, foram 42 milhões de visitas domiciliares com o objetivo de estimular o desenvolvimento de crianças com até 6 anos

Estimular o desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo da criança nos primeiros anos de vida é a missão do Criança Feliz. É assim com a pequena Amanda Manoela dos Reis, de 5 anos, que tem hidrocefalia e desde 2018 é acompanhada pelo programa. A visitadora do programa orienta a mãe com atividades para estimular a menina.

A mãe de Amanda, Dayanne Almeida dos Reis, que vive em São Mateus (ES), conta que, apesar de previsões anteriores, a filha hoje é uma menina muito inteligente e esperta. “Quando fui fazer meu último ultrassom, constou que minha filha teria que fazer duas cirurgias. Minha bebê tem hidrocefalia e por isso usa uma válvula. Na época, o médico me falou que ela poderia ter um raciocínio lento e teria dificuldades para aprender.”Dayanne Almeida dos Reis e sua filha Amanda que vivem em São Mateus (ES). Créditos: EBC

“Em 2018, a tia Claudia, que é assistente social do projeto Criança Feliz, ajudou muito a gente, ela manda exercícios para a Amanda. Desde o início da crise sanitária, tem sido muito prestativa. Ela não tem vindo aqui em casa com tanta frequência quanto antes, mas sempre conversamos pelo WhatsApp”, relatou Dayanne.

Mesmo com a limitação de contato social imposto pela Covid-19 desde o ano passado, o Criança Feliz não parou. Baseado na visita domiciliar, o programa se adaptou à nova realidade. O acompanhamento e orientação continuaram de forma semipresencial e remota com o uso de WhatsApp, e-mail, videochamadas e ligações telefônicas com ações complementares para as famílias. A comunicação também pode ser por correspondência física, com entrega via correio de cartas com orientações, atividades e materiais.

Em 2020, o Criança Feliz superou a marca de mais de um milhão de crianças e gestantes acompanhadas, num total superior a 42 milhões de visitas com a missão de estimular o desenvolvimento de crianças com idade até 6 anos.

Atendimento remoto

A visitadora Maria Cláudia, que atende a menina Amanda Manoela, em São Mateus, defende que é importante manter o contato com as famílias do programa Criança Feliz, muitas delas em situação de vulnerabilidade social e financeira.

Ela relatou que, desde o início de fevereiro, com o agravamento da Covid-19 na cidade, as visitas presenciais foram suspensas e ficou apenas o contato remoto. No entanto, segundo Maria Cláudia, esse tipo de atendimento tem demonstrado bons resultados.

“Passo as atividades para a família e ela faz as atividades com as crianças e nos retorna em forma de vídeos e fotos. O programa é bem aceito em nossa cidade”, contou. E completou: “Estar no programa Criança Feliz é muito gratificante, porque vemos as famílias sendo instruídas, sendo acompanhadas por todos nós e nós temos um carinho muito grande pelas crianças”.

A infância não pode esperar

A secretária Nacional de Atenção à Primeira Infância, do Ministério da Cidadania, Luciana Siqueira, afirmou que a atenção e os cuidados com as crianças não podem ser interrompidos. “A infância não para, ela não podia esperar.”

Por isso, segundo ela, adaptar o programa aos novos moldes impostos pela Covid-19 foi fundamental. “Nós não podíamos deixar de atender as famílias, de fazer nosso papel, de levar informação, estímulos para que as famílias realizassem atividades para o desenvolvimento de seus filhos. Tivemos o cuidado de disponibilizar cursos, lives, materiais de orientação, possibilitando às nossas equipes em campo fazer um acompanhamento remoto com essas famílias. Porque sabemos que a visita domiciliar é essencial para essas famílias.”

O programa

O Criança Feliz tem a missão de estimular o desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo de crianças com idade de até 6 anos por meio do acompanhamento de mães, pais e cuidadores. Os eixos do programa são as visitas familiares e a integração das políticas de atenção à primeira infância.

O público prioritário são gestantes, crianças de até 3 anos e as famílias beneficiárias do Bolsa Família, além de crianças de até 6 anos no caso de serem atendidas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou de viverem afastadas do convívio familiar em razão de aplicação de medida protetiva.

Com informações da Assistência Social

Fiocruz será colaboradora da OMS no fortalecimento dos bancos de leite humano

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Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano é considerada a maior e mais complexa do mundo pela Organização Mundial de Saúde

OInstituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), será um centro colaborador da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), da Organização Mundial da Saúde (OMS), no fortalecimento dos bancos de leite humano de todo o mundo.

Ou seja, passará a atuar com todos os países colaboradores para promover a atenção neonatal e a segurança alimentar e nutricional dos recém-nascidos e dos lactentes. A nova atividade será desempenhada por um período de quatro anos, até março de 2025.

O Banco de Leite Humano do IFF é referência da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, que, segundo a Fiocruz, é considerada pela OMS a maior e mais complexa do mundo.

Para João Aprígio Guerra de Almeida, coordenador da Rede Global de Bancos de Leite Humano, que atuará como diretor do centro, a nova responsabilidade mostra o reconhecimento pelo trabalho da IFF. “Falar desse tema, falar desse assunto, depois de 35 anos de trajetória na Fundação Oswaldo Cruz, no Instituto Fernandes Figueira, é um duplo sentimento: de alegria e de satisfação. É um sentimento que reconhece essa construção. Nós, no Brasil, temos a maior e mais complexa rede de leite humano do mundo. Ela já foi premiada pela Organização Mundial de Saúde em duas oportunidades”, afirmou. “A Organização Mundial de Saúde nos conferir a possibilidade de trabalhar como centro colaborador é motivo de grande orgulho e de grande responsabilidade.”

Banco de Leite Humano do IFF

O Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira funciona no Rio de Janeiro de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Segundo a Fiocruz, até o mês de março deste ano, a instituição fez 44 atendimentos em grupo e 916 atendimentos individuais. Também foram feitas 1.305 visitas domiciliares. Foram registrados, até o momento, 132 receptores e 563 doadoras.

Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano foi estabelecida em 1998, por iniciativa do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz. O objetivo é promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, além de coletar e distribuir leite humano. A ação também busca contribuir para redução da mortalidade infantil.

Segundo a Fiocruz, a Rede possui 224 Bancos de Leite Humano e 214 postos de coleta de leite humano, e aproximadamente 160 mil litros de leite humano distribuídos todos os anos a recém-nascidos de baixo peso internados em unidades neonatais no país.

O programa é modelo para a cooperação internacional em mais de 20 países das Américas, Europa e África, estabelecida por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Rafaela Ribeiro é mãe e doadora de leite materno. Ela destacou a importância do ato de doar leite para salvar vidas. “Hoje, já está muito claro o quanto o leite materno tem benefício para a vida de todas as crianças, especialmente para os bebês recém-nascidos internados na UTI com alguma doença, os bebês prematuros. São bebês que precisam desse leite para sobreviver. Então, a doação de leite materno salva vidas.”

Saúde e Vigilância Sanitária

Lançado relatório de alfabetização

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Documento tem como objetivo colaborar com políticas públicas que busquem melhorar a qualidade de práticas de ensino de leitura, escrita e matemática

Documento tem como objetivo colaborar com políticas públicas que busquem melhorar a qualidade de práticas de ensino de leitura, escrita e matemática

Para auxiliar educadores, um relatório lançado nesta quarta-feira (14), pelo Ministério da Educação, traz consolidadas experiências bem-sucedidas de vários países sobre alfabetização, literacia e numeracia. A intenção é contribuir para a melhora na qualidade das práticas de ensino de leitura, escrita e matemática no Brasil.

O Relatório Nacional da Alfabetização Baseada em Evidências (Renabe) foi elaborado a partir do trabalho de especialistas de vários países durante a I Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências, ocorrida em outubro de 2019, como parte das ações de implementação da Política Nacional de Alfabetização (PNA).

“O Brasil praticamente universalizou o acesso aos anos iniciais do ensino fundamental. Apesar disso, quando considerado o assombroso índice de analfabetismo funcional, é perceptível que não há muito a ser comemorado. As crianças estão indo para a escola, mas o aprendizado efetivo tem sido bastante questionável”, ressaltou o ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Segundo o ministro, é fundamental elaborar materiais didáticos apropriados às diferentes fases do ensino dos estudantes, dedicar atenção à formação dos professores e garantir a infraestrutura adequada.

“O domínio da leitura e da escrita são a chave para o conhecimento em todas as áreas do saber. Entendemos que dar centralidade às políticas públicas de alfabetização no processo de melhoria do ensino é escolha sábia e acertada”, afirmou.

Relatório

O Renabe registra que “recuperar a capacidade de alfabetização, avançar na literacia e na numeracia e, para além disso, alinhar as expectativas de aprendizagem dos brasileiros às de seus pares em outros países é uma estratégia de desenvolvimento econômico, bem como uma questão social”.

Como forma de contribuir com essa tarefa, o Renabe traz um conteúdo que abrange uma diversidade de disciplinas e temáticas como ciências cognitivas, neurobiologia, aprendizagem e ensino da literacia e da numeracia, formação de professores e avaliação.

Nele, professores da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, profissionais da educação, gestores públicos, pais e responsáveis encontram conteúdos complexos em linguagem clara e acessível.

Política de Alfabetização

A PNA foi instituída em 2019 para avançar na alfabetização no país com base em experiências exitosas da Ciência Cognitiva da Leitura. A partir daí, o Ministério da Educação lançou programas que já mostram resultados.

Programa Conta pra Mim

O Conta pra Mim foi apresentado em 2019 para estimular práticas de literacia familiar, ou seja, para incentivar, na primeira infância, a aprendizagem da linguagem oral, da leitura e da escrita em casa, na convivência entre pais e filhos.

O programa conta com histórias infantis, em formato digital, para os pais lerem em voz alta aos seus filhos. Essas obras também podem ser impressas e coloridas pelas crianças. Também estão disponíveis vídeos animados, em que o cantor e o compositor Toquinho narra fábulas escritas por Monteiro Lobato, além de cantigas infantis populares interpretadas por Toquinho.

Tempo de Aprender

Em 2020, foi iniciado o Tempo de Aprender, voltado a profissionais da alfabetização do último ano da pré-escola e nos dois primeiros anos do ensino fundamental.

A iniciativa busca melhorar a qualidade da alfabetização nas escolas públicas do Brasil. Um dos eixos do programa trata da formação de professores e tem um curso on-line sobre práticas de alfabetização que já soma mais de 353 mil inscritos.

Acesse o Renabe

Acesse o Conta pra mim 

Acesse o Tempo de Aprender

Educação e Pesquisa