Da Vinci, Van Gogh, Malfatti, Munch, Magritte e Vermeer, grandes pintores da história mundial foram as inspirações para os adolescentes internados no Centro Socioeducativo de Ji-Paraná (CASE) que participam do projeto “Museu em Movimento – A arte não se limita às paredes; ela ganha vida em cada olhar”.
O projeto foi desenvolvido após a 2ª Vara Cível e Juizado da Infância e Juventude de Ji-Paraná realizar a inspeção judicial bimestral estabelecida em resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e para assegurar ao adolescente privado de liberdade o direito à escolarização e atividades culturais, como determinado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A iniciativa, idealizada pela professora Selma Maria Dias de Souza, é desenvolvida pela Escola São Domingos Sávio nas instalações do CASE e tem como objetivo transformar os espaços escolares em ambientes inspiradores e culturalmente enriquecedores.
A ação integra leitura, arte, Língua Portuguesa e História, promovendo acesso ao conhecimento e incentivando a expressão, criatividade e a participação dos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa. A ação representa um importante estímulo ao desenvolvimento educacional e pessoal dos jovens, reforçando o potencial transformador da leitura e da arte.

O juíz da 2ª Vara Cível e Juizado da Infância e Juventude de Ji-Paraná, Leonardo Leite Mattos e Souza, destaca que a exposição de releituras de seis obras-primas da pintura transformou a sala da unidade do CASE em uma galeria de arte. “Ao lado de cada tela, uma ficha apresenta a obra original e o seu contexto. Há, portanto, mais do que pintura. Há estudo, dedicação e encontro com uma herança cultural que também pertence a esses jovens. O lema da exposição traduz esse espírito. A arte não se limita à parede, ela ganha vida em cada olhar”, avalia o magistrado.
No projeto, os socioeducandos demonstraram envolvimento, participação e interação em grupo durante os estudos sobre os pintores e estilos de pintura. Depois, foram oferecidas opções de pinturas para que cada um escolhesse a tela a ser replicada.
“Meu reconhecimento à equipe do Centro Socioeducativo, aos educadores e especialmente aos jovens autores das obras. Afinal, a arte também se move, e com ela podem mover-se novos caminhos”, finaliza o juíz.
Assessoria de Comunicação Institucional










