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Palmeiras e Luiz Adriano acertam rescisão de contrato; clube turco pode ser próximo destino

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Jogador tinha vínculo com o Verdão até 2023 e agora está livre no mercado

Palmeiras e Luiz Adriano chegaram a um acordo na segunda-feira para rescindir o contrato, válido até o meio de 2023. Os termos não foram divulgados, mas são considerados bons para as duas partes.

Fora dos planos do Verdão para a temporada, o centroavante estava treinando à parte na Academia de Futebol e vinha tendo dificuldades para acertar uma transferência. Ele agora está negociando com equipes de fora e tem conversas adiantadas com o Alanyaspor, da Turquia.

O Cerro Porteño, do Paraguai, foi outro time que se interessou por ele, mas as tratativas foram iniciadas por empresários que tentaram ser intermediários sem autorização do estafe do jogador. Por isso, nada caminhou, também.

Entre 2019 e 2021, o atacante fez 106 partidas e 32 gols com a camisa palmeirense. Decisivo na tríplice coroa de 2020 (Paulista, Copa do Brasil e Libertadores), quando acabou a temporada como artilheiro com 20 gols, Luiz Adriano teve no último ano problemas físicos e com a torcida.

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Em seu último gol pelo Palmeiras, atacante pediu silêncio para a torcida

Com apenas cinco gols em 35 jogos realizados em 2021, virou apenas a terceira opção no ataque quando o Palmeiras conquistou o bi da Libertadores, atrás de Rony e Deyverson.

Rafael Navarro, ex-Botafogo, foi contratado para a posição, e o clube tentou outro centroavante para a temporada. É possível que a busca seja retomada depois do Mundial de Clubes.

Por GE

Confira a análise do diploma para o Revalida 2022/1

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Inscritos na 1ª etapa do Revalida 2022/1 podem conferir o resultado das análises, bem como dos pedidos de atendimento especializado e de nome social no Sistema Revalida

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta segunda-feira, 31 de janeiro, o resultado da análise dos diplomas, das solicitações de atendimento especializado e dos pedidos de tratamento por nome social dos inscritos na primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2022/1. Os resultados estão disponíveis no Sistema Revalida.

Em caso de reprovação do diploma ou de indeferimento dos pedidos de atendimento e nome social, o participante pode interpor recurso, a partir desta segunda-feira (31). Prazo se encerra em 4 de fevereiro.

Diploma – O diploma médico original expedido por instituição de educação superior estrangeira, reconhecida no país de origem pelo ministério da educação ou órgão equivalente, é um dos requisitos para participar do exame e o único documento aceito e previsto em edital para comprovar a formação do participante.

Para entrar com recurso à análise do diploma, uma nova documentação deverá ser enviada. O diploma deve ser autenticado pela autoridade consular brasileira ou pelo processo da Convenção sobre a Eliminação da Exigência de Legalização de Documentos Públicos Estrangeiros, promulgado pelo Decreto nº 8.660, de 29 de janeiro de 2016. O arquivo deve ser digitalizado, frente e verso, e estar em formato PDF, PNG ou JPG, com tamanho máximo de 2 MB.

Atendimento – O participante que teve a solicitação de atendimento especializado indeferida também pode interpor recurso. Nesse caso, também é necessário anexar, no Sistema Revalida, nova documentação legível que comprove a condição que motiva o pedido. O documento deve informar o nome completo do participante; o diagnóstico com a descrição da condição que motivou a solicitação e o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (CID 10); e assinatura e identificação do profissional competente, com respectivo registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), do Ministério da Saúde (RMS) ou de órgão competente.

Nome social – O mesmo processo se repete para a solicitação de tratamento por nome social, pelo participante que se identifica e quer ser reconhecido socialmente por sua identidade de gênero (participante transexual ou travesti). É necessário enviar novos documentos que comprovem a condição: foto atual, nítida, individual, colorida, com fundo branco que enquadre desde a cabeça até os ombros, de rosto inteiro, sem uso de óculos escuros e artigos de chapelaria (boné, chapéu, viseira, gorro ou similares); cópia digitalizada, frente e verso, de um dos documentos de identificação oficial com foto, válido, conforme previsto em edital.

Resultado – O resultado dos recursos referentes à análise do diploma, ao atendimento especializado e ao tratamento por nome social será divulgado em 9 de fevereiro, no Sistema Revalida.

Aplicação – A primeira etapa do Revalida 2022/1 será aplicada dia 6 de março, em oito cidades brasileiras: Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Revalida – Aplicado pelo Inep desde 2011, o Revalida busca subsidiar a revalidação, no Brasil, do diploma de graduação em medicina expedido no exterior. As referências do exame são os atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, nas normativas associadas e na legislação profissional.

O Revalida é composto por duas etapas (teórica e prática) que abordam, de forma interdisciplinar, as cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e medicina da família e comunidade (saúde coletiva). O objetivo do exame é avaliar as habilidades, as competências e os conhecimentos necessários para o exercício profissional adequado aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O ato de apostilamento da revalidação do diploma é atribuição das universidades públicas que aderirem ao instrumento unificado de avaliação representado pelo Revalida.

Confira a retificação ao edital da 1ª etapa do Revalida 2022/1

Acesse o edital da 1ª etapa do Revalida 2022/1

Saiba mais sobre o Revalida

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações do Inep

 

Soja tem início de fevereiro superando os US$ 15 em Chicago e reportando negócios de R$ 200 no BR

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A terça-feira (1) foi agitada para o mercado da soja tanto na Bolsa de Chicago, quanto internamente, e os preços da oleaginosa registraram patamares recordes no mercado nacional, porém, com negócios acontecendo ainda em volumes limitados. No mercado futuro norte-americano, as cotações encerraram o dia com altas de 29 a 38,25 pontos nas posições mais negociadas, com o o maio chegando aos US$ 15,33 e o julho a US$ 15,27 por bushel. No Brasil, negócios com soja a R$ 200,00 foram registradas no Rio Grande do Sul, nas regiões de Passo Fundo e Ijuí.

“O mercado puxou forte nesta terça em Chicago e no mercado interno, com prêmios também fortes diante da quebra da América do Sul e tudo isso leva, naturalmente, a estimarmos uma maior demanda pela soja americana em 2022 para compensar essa quebra aqui. Então, são dois fatores importantes”, explica Luiz Fernando Gutierrez, analista de mercado da Safras & Mercado.

Gutierrez acredita que novos cortes nas projeções para a safra sul-americana – em especial a brasileira – deverão ser registrados nas próximas semanas com a as contínuas adversidades climáticas ainda castigando lavouras no Brasil, na Argentina e no Paraguai. “Nosso novo número sai na sexta-feira que vem (11) e teremos que cortar a safra brasileira”, completa.

Os prêmios para a soja brasileira continuam fortes e subindo diante da pouca oferta disponível que se dá da nova safra, já que o volume que vem chegando ao mercado com o avanço dos trabalhos de colheita onde é possível – em especial no Centro-Oeste – rapidamente se esgota, com o atendimento de contratos já firmados anteriormente.

“Haverá uma disputa muito forte de soja esse ano, veremos algo parecido com o que aconteceu em 2020 – um descolamento de preços do mercado interno para o mercado de exportação, este é o cenário e está bem complicado. Inclusive, já cortamos nossa estimativa de exportação, já não vamos mais exportar recorde. Estamos trabalhando com 85 milhões de exportação e, na semana que vem, se cortamos mais a produção, vamos cortar mais a exportação”, afirma o analista.

No Rio Grande do Sul esse descolamento já está acontecendo por conta da entressafra, o que deverá, segundo Gutierrez, com a colheita se iniciando no estado. “E deve voltar a acontecer nos últimos meses do ano. Mas, a briga de mercado interno e exportação se dará ao longo de todo o ano, se intensificando no final de 2022”, diz.

 

A soja de R$ 200,00 por saca no Brasil já é realidade. Os negócios foram registrados nas regiões de Ijuí e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, neste início de semana para a indústria processadora gaúcha. Para Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, esta é, de fato, uma nova realidade que tem se desenhado para o mercado brasileiro e reflete essa disputa prematura entre demandas externa e interna diante de uma quebra tão agressiva como a que se consolida para a safra 2021/22.

O especialista explica que a indústria segue pagando melhor do que os portos – onde as cotações testam até R$ 197,00 para julho, e um pouco abaixo disso nos vencimentos mais curtos – diante das boas margens de esmagamento.

“As indústrias têm exportado mais farelo, mais óleo, e com bom potencial. Os preços do farelo estão em patamares historicamente altos, variando entre R$ 2700,00 e R$ 2800,00 por tonelada no sul e sudeste, nordeste próximo disso, e o óleo também tem se mantido lá em cima”, diz.

Ainda segundo Brandalizze, os negócios se deram com soja gaúcha, embora haja a possibilidade dos estados do sul do Brasil, dadas as quebras de safra em função do clima seco e excessivamente quente, terem sido muito severas. “Ainda não se vê movimentos com soja chegando de outros estados, mas pode acontecer”.

Para alcançar os R$ 200,00 no mercado brasileiro, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, como explica o consultor, deveriam ter evoluído até os US$ 16,00, porém, com a oferta muito menor do que o inicialmente projetado, prêmios subindo para a exportação e mais o pouco interesse de venda por parte do produtor brasileiro, a referência foi alcançada e os negócios, efetivados.

“Mas mesmo assim ainda não há uma grande pressão ou uma corrida de venda porque esse preço foi alcançado, como aconteceu em outros momentos, com outros preços. Não há ainda um grande interesse de venda, principalmente pelos produtores do Sul”, relata. Brandalizze afirma ainda que estima a safra do Rio Grande do Sul entre 11 e 12 milhões de toneladas, frente ao potencial inicial de 23 milhões.

E essa diminuição na safra do sul brasileiro será um fator importante e determinante no andamento das cotações e na distribuição da soja disponível.

“O spread entre os portos será um fundamento muito acompanhado pelos traders da soja. A quebra de safra no Paraná e no Rio Grande do Sul reduzirá sobremaneira a oferta de soja para os portos do Sul do País. Além disso, a quebra de safra no Rio Grande do Sul gera um problema para as fábricas”, explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities. As processadoras gaúchas terão que buscar soja fora do estado para fevereiro, março e também após meados de julho, agosto. Ontem saiu negócio em Ijuí a R$ 200,00 a saca CIF indústria”, completa.

 Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:

Notícias Agrícolas

Com novo recorde de atendimentos, surto de covid-19 em Vilhena revela números que geram alerta

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Apesar de Vilhena apresentar letalidade e mortalidade menor que os maiores municípios rondonienses, a região é uma das piores do mundo na pandemia

 

A gravidade do surto de covid-19 na cidade, no estado, no país e no mundo tem preocupado a Saúde do município. Na última quinta-feira o município ultrapassou, pela primeira vez, mais de 400 atendimentos em 24 horas para pacientes com sintomas gripais. São 10,5 mil nos últimos 50 dias, enquanto nos últimos 12 meses foram pouco mais de 30 mil atendimentos. Além deste, outros dados mostram como Vilhena está em uma das regiões mais graves da pandemia no mundo, quando é considerada a taxa de mortalidade, ou seja, o número de mortes por covid-19 proporcionalmente à população.

Se Vilhena tivesse 1 milhão de habitantes, o município teria 2.717 mortes por covid-19 considerando as taxas atuais de óbitos na cidade. O número é maior que a média mundial de 726 mortes por milhão. Contudo, menor que as taxas da América do Sul (2.827), do Brasil (2.919) e de Rondônia (3.764). Se fosse um país, o Estado seria o oitavo pior do mundo de um total de 225 países. Vilhena, se fosse um país, estaria em 19°, enquanto o Brasil atualmente tem o 15° pior índice de mortalidade.

Entre os estados brasileiros, Rondônia é o terceiro pior nesta análise, perdendo apenas para o estado vizinho do Mato Grosso e para o Rio de Janeiro, que têm taxas de mortalidade de 4.010 e 4.002, respectivamente. Na comparação de Vilhena com os demais municípios de Rondônia, o município é o que tem a menor mortalidade entre os nove maiores municípios (com 41,5 mil habitantes ou mais).

Devido à eficiência do sistema de Saúde em Vilhena, oferecendo tratamento, testes, internação e medicamentos a todos, a porcentagem de infectados que morrem em Vilhena é de 1,63%, a menor entre os oito maiores municípios de Rondônia e consideravelmente menos que as médias de Rondônia (2,21%), do Brasil (2,64%), da América do Sul (2,82%).

Considerando a quantidade de pessoas infectadas, se fosse um estado brasileiro, Vilhena teria a oitava maior incidência de casos, e se fosse um país seria o 57° de um ranking de 225. Já entre os cinco maiores municípios de Rondônia, a cidade tem a menor taxa de incidência.

A Secretaria Municipal de Saúde lembra que as ferramentas para o fim do surto e da pandemia estão ao alcance de todos: vacinação gratuita e segura, bem como medidas de prevenção simples, como uso correto da máscara, evitar tocar em outras pessoas sem necessidade, distanciamento social, evitar aglomerações, higienização do ambiente de trabalho, manter o ar arejado, evitar compartilhar objetos pessoais e respeitar as regras de isolamento em caso de infecção.

Agência Brasil explica: o que é o retinoblastoma

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Teste do olhinho é necessário para diagnosticar a doença

Ainda não tão conhecido do público em geral, existe um tipo de câncer que acomete crianças e atinge os olhos, podendo ter consequências graves. É o retinoblastoma, tumor maligno que se aloja nas retinas de meninos e meninas.

Essa modalidade de câncer, em geral, atinge crianças com idades entre 2 e 5 anos. Ela é responsável por 2% a 4% de todos os casos de câncer em crianças em todo o mundo a cada ano.

Segundo o médico oftalmologista e professor do curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília Anderson Gustavo Teixeira Pinto, a doença é genética e pode ser hereditária.

Para fazer a identificação dessa condição médica, há exames importantes. Um deles é o teste de olho vermelho, também conhecido como teste do olhinho, realizado após o nascimento. Ele pode detectar problemas congênitos envolvendo os olhos.

Mas como a doença pode se manifestar até os cinco anos, Anderson Pinto ressalta que é fundamental fazer exames oftalmológicos pelo menos uma vez por ano para conferir se a criança possui alguma doença.

Além dos exames, alguns sintomas e sinais podem aparecer e por isso é importante que os pais fiquem atentos a alterações na visão e em comportamentos de seus filhos.

“Como a doença acomete crianças de até 5 anos, elas não têm capacidade de conversar com os pais. Quando há desvio do olho, quando crianças botam as mãos nos olhos ou é possível ver reflexo nas fotos vermelho, é sinal de que precisa de cuidado”, recomenda o profissional.

Os exames e a atenção dos pais, destaca o médico, são fundamentais para que haja o diagnóstico precoce do retinoblastoma. Quanto mais cedo ele for descoberto, mais leve o tratamento e maiores as chances de sucesso.

Anderson Pinto explica que, a depender do grau de avanço, é possível tratar o tumor com laser ou com métodos como quimioterapia e radioterapia. “Em lesões mais avançadas podemos até ter que retirar os olhos do paciente. Quando é muito grave, pode evoluir a óbito”, diz.

 

 

Agência Brasil

Novo ensino médio começa a ser implementado este ano

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Estudantes brasilienses concluem simulado do Enem Colégio Setor Oeste, Asa Sul, Brasília, DF, Brasil 7/7/2016 Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília.

Primeira mudança deve ser ampliação da carga horária

O novo ensino médio começa a ser implementado oficialmente este ano nas escolas brasileiras públicas e privadas. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, a implementação vai começar pelo 1º ano do ensino médio, e a primeira mudança nas redes deverá ser a ampliação da carga horária para pelo menos cinco horas diárias.

A reforma também trará desafios, de acordo com Vitor de Angelo, que é secretário de Educação do Espírito Santo. Ele citou, entre esses desafios, a possibilidade de aumento da desigualdade entre regiões, estados e redes de ensino e a necessidade da adequação de avaliações, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“A primeira coisa que deve chegar às escolas, com certeza, é a ampliação da carga horária, porque é uma exigência legal. O que não é exigência legal, mas está atrelado de alguma maneira a isso é a implementação de um currículo novo”, diz Angelo. O Consed representa os secretários estaduais de Educação, responsáveis pela maior parte das matrículas do ensino médio do país. Segundo o último Censo Escolar, de 2021, as redes estaduais concentram cerca de 85% das matrículas.

O novo ensino médio foi aprovado por lei em 2017, com o objetivo de tornar a etapa mais atrativa e evitar que os estudantes abandonem os estudos. Com o novo modelo, parte das aulas será comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções está dar ênfase, por exemplo, às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários vai depender da capacidade das redes de ensino e das escolas.

O cronograma definido pelo Ministério da Educação estabelece que o novo ensino médio comece a ser implementado este ano, de forma progressiva, pelo 1º ano do ensino médio. Em 2023, a implementação segue, com o 1º e 2º anos e, em 2024, o ciclo de implementação termina, com os três anos do ensino médio.

Pela lei, para que o novo modelo seja possível, as escolas devem ampliar a carga horária para 1,4 mil horas anuais, o que equivale a sete horas diárias. Isso deve ocorrer aos poucos. Em 2022, a carga horária deve ser de pelo menos mil horas anuais, ou cinco horas diárias, em todas as escolas de ensino médio do país. Esta será, portanto, a primeira mudança a ser sentida.

Os estudantes do primeiro ano do ensino médio começarão também a ter contato com novo currículo. Os itinerários, no entanto, deverão começar a ser implementados apenas no ano que vem na maior parte das escolas.

“Tomando o Espírito Santo como exemplo, o que o aluno capixaba vai encontrar na escola de ensino médio é jornada maior e currículo novo, no que diz respeito à formação geral básica. Disciplinas ou componentes curriculares diferentes, com os quais ele não estava acostumado, como eletivas, projeto de vida, estudo orientado, mas ainda sem segmentar na sua preferência de itinerário. A partir do ano que vem, ele vai encontrar o itinerário de aprofundamento dentro da sua escolha”, explica o secretário.

Desafios

A reforma trará também, segundo Angelo, alguns desafios, entre eles a possibilidade de aumento das desigualdades educacionais. “No novo ensino médio, a gente pode ter todas as promessas de itinerários e de escolhas, mas para algumas redes. Outras podem não conseguir”, afirma. “O risco é ter escolas com alguns itinerários e outras não, regiões com alguns itinerários e outras não. Então, pode haver um aprofundamento das desigualdades dentro do país e dos estados, para não falar das redes privada e pública”, acrescenta.

Isso significa que um estudante pode não encontrar em seu município o curso técnico ou a formação que deseja. “São cuidados que precisaremos ter, que não invalidam [o novo ensino médio], mas a gente não pode desconsiderar que isso existe para não achar que tudo são flores, que o novo ensino médio vai mudar tudo, vai trazer itinerários, ensino flexível adaptado aos alunos, que eles vão fazer o que quiser. As nossas escolas são as mesmas e elas têm dificuldades, os professores tiveram formação, mas não viraram a chave e mudaram de uma hora para outra, então é preciso ter cuidado com isso para não se frustrar”, diz Angelo.

Outro desafio é a avaliação dos estudantes. O Enem, por exemplo, precisará ser reformulado para avaliar o novo currículo. “O exame precisa estar alinhado com o novo ensino médio. O Enem é uma prova nacional que precisa criar critérios de comparação entre tod

o e qualquer estudante que está terminando o ensino médio, especialmente por causa do Sistema de Seleção Unificada, o Sisu que é nacional. Mas, como vamos comparar, nacionalmente, pessoas que fizeram currículos distintos? Esse é o maior desafio”, avalia.

Em webinário, em dezembro, o secretário de Educação Básica do MEC, Mauro Luiz Rabelo, detalhou as ações da pasta para a implementação do novo ensino médio. Segundo ele, somando todas as ações, até aquele momento, haviam sido repassados aos estados e às escolas R$ 2,5 bilhões.

Rabelo também falou sobre o Enem que, segundo ele, deverá ter duas partes, uma delas voltada para avaliar os conhecimentos adquiridos na parte comum a todos os estudantes, definida pela BNCC, e outra que deverá avaliar os itinerários formativos. “Atualmente, a grande questão mesmo é como criar um segundo momento de prova que contemple a avaliação dos itinerários formativos, dada a diversidade de possibilidades que na implementação”, disse o secretário. O novo modelo de prova deverá começar a vigorar apenas após a total implementação do novo ensino médio, em 2024.

 

 

Agência Brasil

Pedido de vista suspende julgamento de recursos eleitorais que envolvem o prefeito e a vice-prefeita de Vilhena

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Um pedido de vista antecipada dos autos pelo Desembargador Paulo Kiyochi Mori, Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), suspendeu, na sessão de 31 de janeiro, o julgamento, pela Corte dos recursos eleitorais n. 0600603-93 e 0600607-33.

Referidos processos têm pedido de cassação dos diplomas do prefeito e da vice-prefeita de Vilhena, Eduardo Toshiya Tsuro (Eduardo Japonês) e Patricia Aparecida da Glória, respectivamente, por suposto abuso de poder e prática de condutas vedadas aos agentes públicos.

O relator, Juiz Edson Bernardo, apresentou questão de ordem pela retirada do sigilo dos autos, afirmando que não há elementos que justifiquem a permanência do sigilo das ações. O voto foi acompanhado por todos os membros da Corte, afastando o sigilo dos processos.

Na sequência, foi analisada a preliminar de nulidade do processo em razão de alegada ilegitimidade do representante da coligação. O relator votou pela rejeição da preliminar, tendo sido acompanhado pelo Juiz João Rolim. Após pedido de vista do presidente, os demais membros aguardam para votar na sessão em que o processo for pautado para continuidade do julgamento.

A sessão foi realizada por videoconferência.

 

Seção de Comunicação Social do TRE-RO

Quantidade de vinho apreendido pela PRF cresce mais de 30 vezes no Paraná

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Quadrilhas do tráfico de drogas estão diversificando o leque de crimes com o descaminho de vinho; maior parte do vinho argentino vendido no estado é fruto de importação ilegal

Barracão é um pequeno município com pouco mais de dez mil habitantes e está localizado no extremo sudoeste do Paraná. A cidade faz parte de uma conurbação interestadual e transfronteiriça. Para chegar ao estado de Santa Catarina, bastam poucos passos e se está em Dionísio Cerqueira; já para chegar à Argentina, é só atravessar uma rua ou um terreno baldio, e você estará em Bernardo de Irigoyen. A localização geográfica, e a tênue linha de fronteira terrestre, fazem do local a principal porta de entrada ilegal dos cobiçados vinhos argentinos.

Em 2021, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu no Paraná mais de 56 mil garrafas de vinhos, que entraram no Brasil por essa região. Para se ter uma ideia, ao empilhar todas essas garrafas em uma única coluna, a altura ficaria equivalente a dois montes Everest – mais de 16,8 mil metros.

Gráfico apreensões de vinho 2018-2021A apreensão de vinhos no estado tem crescido de forma exponencial nos últimos anos. Os números mostram aumento de 3.206% na quantidade de vinho apreendida pela PRF no Paraná em quatro anos. Em 2018, a PRF apreendeu 1.700 garrafas, em 2019 foram 3.937, em 2020 chegou a 22.737 garrafas e em  2021 foram apreendidas 56.254 garrafas de vinho. Com o aumento da entrada de vinhos pela conurbação transfronteiriça a PRF no Paraná aumentou a fiscalização na região.

O vinho argentino em descaminho tem três possíveis rotas de destino ao entrar no estado. Ele pode ir para a capital (Curitiba/PR), onde abastece o varejo local, pode subir para o estado de São Paulo, e de lá ser distribuído para o resto do país, visto que São Paulo tem um dos principais corredores logísticos do país, ou seguir para Santa Catarina. “Isso não significa que os receptores finais da mercadoria sejam apenas estes lugares, pois os mesmos podem funcionar apenas como centros de distribuição”, comenta um dos policiais que atua no combate a este tipo de crime na região.

Do varejo às organizações criminosas

O perfil de quem traz o vinho ilegalmente tem mudado nos últimos anos. Se no início das apreensões era mais comum o “pequeno contrabandista”, pessoas transportando pequenas cargas, agora o crime organizado é o dono o comércio do vinho ilegal. A utilização de veículos roubados, clones, batedores e olheiros são alguns dos artifícios praticados pelos contrabandistas e quadrilhas.

As quadrilhas do tráfico de drogas estão diversificando o leque de crimes com o comércio ilegal de vinho, uma forma de investimento criminoso para capitalizar as organizações. É o que aponta um levantamento realizado pelos setores operacionais da PRF no Paraná. “Não é o pequeno muambeiro que vai ali comprar um pouco de vinho e trazer, são quadrilhas altamente organizadas“, comenta um policial rodoviário federal que atua em operações contra esse tipo de crime.

Para quem compra o vinho ilegal, a impressão que se tem é a de que apenas está burlando as leis fiscais e não pagando imposto, e assim tendo a vantagem de comprar o vinho por preços mais acessíveis. Entretanto, quem compra o vinho que entra ilegalmente  pode estar contribuindo diretamente para a manutenção da saúde financeira de quadrilhas do crime organizado.

Riscos nas rodovias – No fim de tarde de uma sexta-feira de julho de 2021, na BR-373, em Coronel Vivida/PR, uma equipe da PRF tentou abordar uma caminhonete suspeita. Ao receber ordem de parada, o motorista iniciou fuga em alta velocidade, cortando o trânsito pela contramão e realizando ultrapassagens perigosas.

Devido ao grande fluxo de veículos e a falta de sinal para comunicação com outra equipe para realizar o bloqueio, o veículo acabou escapando. Na manhã do dia seguinte, uma equipe de policiais rodoviários federais em Santa Catarina recebeu um chamado na zona rural de Mafra e encontrou o veículo que havia fugido da equipe no Paraná. A caminhonete estava incinerada com centenas de garrafas de vinho.

Este é apenas um dos diversos casos envolvendo comerciantes ilegais de vinho e que se tornaram rotineiros nas fiscalizações da PRF. Fugas que colocam em risco o cidadão de bem ao cruzar com os criminosos.

Ilícitos argentinos dominando e os lucros estratosféricos

Segundo a Receita Federal, o  que torna o vinho argentino atrativo para praticar esse tipo de crime é o gap cambial – a desvalorização da moeda argentina frente à brasileira. Atualmente um peso argentino oficial está custando em média 0,052 centavos – na cotação de janeiro de 2022 – já o câmbio paralelo chega a custar até 0,03 centavos. “A diferença cambial é gigantesca, então o importador regular que utiliza o câmbio oficial para suas importações acaba saindo em desvantagem em relação ao contrabandista”, explica o delegado da Receita Federal na região.

comparação preços vinhos mercado licito e ilicitoGrupos de Whatsapp, marketplaces digitais e até distribuidoras de bebidas e restaurantes são pontos de distribuição de vinho ilegal. Ao comparar os valores de algumas garrafas de vinho vendidas nestes grupos de Whatsapp com o de venda das mesmas garrafas no mercado nacional, percebe-se que o preço praticado pelos contrabandistas é muito abaixo do praticado pelas importadoras lícitas.

Em alguns casos, os vinhos dos contrabandistas têm um valor de venda até 72% menor do que os vendidos por importadores regularizados. De acordo com o delegado, “dificilmente você consegue achar vinho argentino sendo importado licitamente hoje, os importadores oficiais quase não trabalham com vinho argentino mais”.

Vinhos que são comprados na Argentina por R$30 – na cotação do câmbio paralelo – são vendidos pelos contrabandistas a R$150 em grupos de Whatsapp. Estes mesmos vinhos são vendidos por R$350 a R$800 no mercado lícito no Brasil. De acordo com um levantamento feito pela Receita Federal em Santa Catarina, o lucro obtido pelos contrabandistas já chegou a ser até cinco vezes maior do que o valor de compra do produto argentino.

Hoje em dia, devido a grande quantidade de contrabandistas no mercado, a margem de lucro é um pouco menor, chegando na casa dos 300%. “Essa margem tem caído porque agora é criminoso concorrendo com criminoso”, comenta o servidor da Receita Federal na região.

 

 

Justiça e Segurança

CCJ pode votar projetos contra uso de cerol e armas de brinquedo

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Na volta dos trabalhos legislativos, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) tem, prontos para a pauta, três projetos sobre temas ligados ao direito penal e penitenciário. Os projetos tratam do uso de cerol (PL 4.391/2019), do porte de armas de brinquedo ou de simulação (PL 991/2019) e do cultivo de hortas em estabelecimentos penais (PLS 117/2017). Todos já têm relatórios pela aprovação, mas com mudanças.

Apresentado pelo ex-senador Major Olimpio (1962-2021), o PL 4.391/2019  criminaliza, entre outras condutas, o uso, o armazenamento, a posse, a venda e a fabricação de cerol. A mistura, feita com vidro moído e cola, e é nos fios ou linhas de pipas e brinquedos semelhantes e serve para cortar as linhas de outras pipas. O problema é que o cerol pode causar acidentes graves. São muitos os casos de mortes causadas por cerol.

Em janeiro, um mototaxista morreu em Barretos (SP) após ter o pescoço atingido por uma linha com cerol. Ele chegou a ser socorrido após o acidente, mas depois de quatro dias no hospital, não resistiu aos ferimentos. Também em janeiro, um motociclista de Santos (SP) foi internado em estado grave após sofrer o mesmo tipo de acidente. No Distrito Federal, na última semana, uma linha de cerol cortou a coluna e o para-brisa de um ônibus.

O projeto, que tem como relator o senador Antonio Anastasia (PSD-MG), estabelece pena de detenção de seis meses a dois anos, além de multa para quem cometer os crimes. O relatório é pela aprovação, na forma de um substitutivo (texto alternativo), que autoriza o uso de cerol em competições esportivas autorizadas pelo Poder Público, em locais designados especificamente para esse fim.

Armas de brinquedo

Também pronto para a pauta na CCJ, o PL 991/2019, do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), criminaliza o porte de armas de brinquedo. Ao defender a aprovação do projeto, o senador lembrou que bandidos estão alugando armas de brinquedo para assaltos. Ele lembrou que armas de brinquedo parecidas com as armas de verdade, ou simulacros de armas, têm venda proibida, mas isso não tem sido suficiente para evitar o uso desse tipo de arma por bandidos.

O relator, senador Marcos do Val (Podemos-ES), é a favor da aprovação do texto, com ajustes na redação. A pena prevista, caso o texto seja aprovado, é de um a três anos de detenção, além de multa.

Hortas

Já o PLS 117/2017 incentiva estabelecimentos prisionais a manter o cultivo de hortas orgânicas em suas dependências. Apresentado pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), o projeto acrescenta um artigo à Lei de Execução Penal, que diz que deverá ser incentivado, tanto quanto possível, o cultivo de hortas orgânicas para o suprimento dos próprios estabelecimentos penais ou para doação a instituições de caridade.

O relatório do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) é pela aprovação do texto, apenas com uma emenda de redação.

Os três projetos estão sendo analisados em decisão terminativa pela comissão. Isso significa que, caso sejam aprovados na CCJ, podem ir direto para a análise na Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para a votação no Plenário do Senado.

Fonte: Agência Senado

PRF intercepta em Teresina dois veículos que participaram de roubo à carga avaliada em mais de R$ 500 mil

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Policiais Rodoviários Federais recuperaram, na tarde de hoje (01), carga de sandálias avaliada em mais de R$ 500 mil. Uma pessoa foi presa.
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Em ação orientada pelo setor de Inteligência, os agentes receberam a informação de que um caminhão VOLVO/FH 500 havia sido roubado na madrugada do dia 31/01/2022, na BR 222, próximo à divisa com o Ceará, na cidade São João da Fronteira/PI, e em seguida abandonado em uma rodovia estadual . Os veículos suspeitos de envolvimento no assalto eram um veículo de carga IVECO/TRAKKER 720T42TN e um Toyota/Corolla.

Na tarde de hoje (01), esses veículos foram interceptados pela PRF em Teresina, quando os policiais deram ordem de parada, no entanto, os condutores não obedeceram e empreenderam fuga. Depois de alguns quilômetros de acompanhamento, passando por estradas vicinais, e inclusive adentrando a mata, o motorista do Corolla e mais dois ocupantes desceram do carro e fugiram em direção a vegetação da região. Já o motorista do veículo de carga, um homem de 49 anos, contratado pela organização criminosa para o transporte da carga roubada, foi preso. A carga de sandálias recuperada pela PRF está avaliada em R$ 508.296,00.

Dentro do veículo, os agentes ainda encontraram um aparelho conhecido como jammer, que bloqueia o sinal de GPS e impede o rastreamento de veículos.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Teresina para registro de ocorrência e investigação.

 

 

PRF