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PRF e PCRO cumprem mandado de prisão

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia executou mandado de prisão de um foragido da justiça, condenado por duplo homicídio. A Operação foi realizada pela Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil, com apoio de efetivo PRF do Comando de Operações Especializadas do Norte (COE-Norte) e do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) da Delegacia de Porto Velho. A ocorrência foi registrada na manhã desta terça-feira e encaminhada à Polícia Civil.

Na oportunidade, foi apreendida, em posse do foragido, uma arma de fogo (pistola calibre .380) e dezenas de munições.

 

 

 

PRF

Justiça nega habeas corpus a atirador acusado de matar jovem por causa de ‘cavalo de pau’ em Ji-Paraná, RO

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Camila Barros Dias, de 20 anos, morreu ao ser baleada em Ji-Paraná — Foto: Facebook/Reprodução

Na decisão, o desembargador Valdeci Castellar Citon levou em consideração a gravidade do delito pelo qual o empresário é acusado e a possibilidade de fuga, que poderia prejudicar o andamento do caso.

Adalton foi preso em flagrante no dia seguinte ao crime, 27 de janeiro, após confessar ter atirado contra o veículo onde Camila estava. No mesmo dia, a Justiça converteu a prisão de flagrante para preventiva e o acusado permanece preso desde então.

O crime

 

O crime aconteceu dia 26 de janeiro deste ano. Camila estava com uma caminhonete acompanhada de amigos, um deles menor de idade, fazendo a manobra conhecida como “cavalo de pau” em um depósito de areia de Ji-Paraná. O local fica na mesma propriedade da residência do acusado.

Eles foram a área duas vezes, na segunda perceberam que o carro estava sendo atingido por tiros e começaram a fugir. Pelo menos sete disparos atingiram a lataria do carro, sendo que um deles atravessou e atingiu o tórax de Camila. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Em depoimento, o empresário alegou que agiu em legítima defesa, pois achou que sua propriedade estava sendo invadida. Segundo ele, algumas pessoas suspeitas vinham frequentando seu clube de tiros e em certa ocasião ele foi “seguido”. Ele também contou que a caminhonete estava arremessando pedregulhos contra a parede de sua casa.

Inicialmente, conforme o delegado responsável pelo caso, não haviam indícios suficientes para configurar um caso de legítima defesa. Segundo a polícia, como o suspeito possui certa perícia no manuseio de armas, ao atirar contra o carro, ele assumiu o risco do que poderia acontecer.

Denúncia do MP

 

Caso Camila: MP denuncia suspeito por homicídio doloso triplamente qualificado

Caso Camila: MP denuncia suspeito por homicídio doloso triplamente qualificado

Na última semana, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) apresentou denúncia contra o empresário por homicídio doloso triplamente qualificado, após conclusão do inquérito policial.

Segundo o MP, ao atirar contra o veículo, Adalton assumiu os riscos de provocar as mortes dos ocupantes, por motivo fútil e sem dar às vítimas a possibilidade de defesa, já que os tiros foram disparados enquanto eles estavam em fuga.

O Ministério ainda aponta que o crime gerou perigo para outras pessoas, já que os disparos também foram realizados contra a rodovia estadual RO-135, um condomínio e um loteamento urbano, locais de livre circulação de pessoas ou com centenas de moradores e frequentadores.

g1 entrou em contato com a defesa do acusado, mas não obteve posicionamento oficial sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

Por Jaíne Quele Cruz e Victória Ferreira, g1 RO e Rede Amazônica

Seleção feminina: Ludmila, Ana Vitória e Lauren são chamadas para o Torneio da França

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Sem poder contar com a atacante Bia Zaneratto e a volante Julia Bianchi, ambas do Palmeiras, a técnica Pia Sundhage convocou três jogadoras para a seleção feminina que disputa a partir desta quarta-feira o Torneio da França: a atacante Ludmila (Atlético de Madrid), a meia Ana Vitória (Benfica) e a zagueira Lauren (Madrid CFF).
A seleção feminina teve que alterar sua programação, por causa de um atraso na viagem – uma passageira passou mal no voo e acabou falecendo na chegada a Madrid, onde a equipe fez escala antes de chegar à França. O treino da manhã desta terça acabou adiado para a parte da tarde.

A seleção brasileira estreará no Torneio da França nesta quarta-feira, contra a Holanda, às 14h (horário de Brasília), em Caen. No sábado, vai enfrentar a França, às 17h10, e na terceira rodada terá pela frenta a Finlândia, às 14h – todos os jogos terão tempo real com vídeos no ge e transmissão ao vivo no Sportv.

A convocação de Lauren, que tinha sido chamada para um período de treinos com a seleção sub-20, obrigou o técnico Jonas Urias a fazer também uma mudança em sua lista, chamando a zagueira Núbia Januário, do Flamengo, para o lugar.

Por Redação do ge — Caen, França

Inter oficializa contratação do volante Bruno Gomes por quatro temporadas

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O garoto de 20 anos chegou a Porto Alegre na última quinta-feira (10). Passou por exames médicos, finalizou os últimos trâmites burocráticos antes da oficialização pelo Colorado e será apresentado na tarde desta terça.

O volante acabou envolvido em um negócio que mandou Zé Gabriel, fora dos planos nesta temporada, para o Vasco. O Colorado ficará com 50% dos direitos do volante, além da possibilidade de adquirir mais 20% dos direitos após dois anos por um preço já fixado.

A versatilidade é um dos trunfos do volante. Bruno Gomes atua tanto de primeiro quanto de segundo volante. A qualidade do passe surge como o cartão de visitas, mas também cumpre as funções defensivas para recuperar a bola. Os dirigentes entendem que, caso confirme as virtudes, se firmará no Beira-Rio e despertará a cobiça de outros mercados.

Com Bruno Gomes, o Inter chega a sete reforços em 2022. Antes dele foram confirmados o lateral-direito Bustos, os volantes Liziero e Gabriel, o meia D’Alessandro, o atacante David e o centroavante Wesley Moraes.

A direção ainda trabalha em busca de um ponta e um centroavante. Sebastian Villa, do Boca Juniors, Marrony, do Midtjylland, Brian Rodríguez, do Los Angeles FC, e Valentín “Taty” Castellanos são nomes no radar. Igor Jesus, do Shabab Al-Ahli recebeu uma consulta, mas o clube dos Emirados Árabes não pretende liberá-lo.

Por Redação do ge

Ministério Público de Milão envia pedido de extradição e mandado de prisão internacional para Robinho

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O Ministério Público de Milão enviou ao Ministério da Justiça um pedido de extradição e um mandado de prisão internacional para Robinho. As informações são do jornal “La Repubblica”, que frisa que o Brasil não permite a extradição de seus cidadãos, mas que a medida pode permitir que o jogador seja preso caso decida deixar o país rumo a outros destinos.

Robinho foi condenado de forma definitiva a nove anos de prisão por violência sexual contra uma jovem de 23 anos em uma boate em Milão, em janeiro de 2013, junto a seu amigo, Ricardo Falco. O Supremo Tribunal da Itália confirmou em janeiro deste ano a decisão do Tribunal de Justiça de Milão, tomada no fim de 2020,

Caso Robinho: Fantástico explica ‘escuta ambiental’ que gerou provas contra jogador

Os dois foram arrolados no artigo “609 bis” do código penal italiano, que fala sobre a participação de duas ou mais pessoas reunidas para o ato de violência sexual – forçando alguém a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade “física ou psíquica”. A vítima, que pediu para não ter seu nome exposto no processo, diz que foi embriagada e abusada sexualmente por seis homens enquanto estava inconsciente. Os defensores dos brasileiros dizem que a relação foi consensual.

Além dos noves anos de reclusão confirmados, Robinho também terá de pagar uma indenização de 60 mil euros (cerca de R$ 372 mil na cotação atual).

Entenda como foi a sessão que condenou Robinho na Itália

Entenda o caso

 

O crime cometido por Robinho aconteceu na Sio Café, uma conhecida boate de Milão, na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013. À época, Robinho era um dos principais jogadores do Milan. Além dele e de Falco, outros quatro brasileiros, segundo a denúncia da Procuradoria da cidade, participaram da violência sexual contra uma mulher de origem albanesa.

Amigos do jogador que o acompanhavam no exterior, os outros quatro brasileiros deixaram a Itália durante a investigação e não foram acusados, sendo apenas citados nos autos.

A vítima, residente na Itália há alguns anos, naquela noite foi com uma amiga à boate – a violência ocorreu dentro do camarim do local – para comemorar seu aniversário de 23 anos. No final desta semana, completará 32.

Desde que a vítima do estupro coletivo denunciou o jogador, há nove anos, a Itália viu dezenas de episódios semelhantes ganharem destaque, alguns deles envolvendo filhos de políticos. Os acusados, segundo um balanço do judiciário realizado pelo equivalente ao IBGE italiano, são majoritariamente jovens entre os 20 e 25 anos (Robinho tinha 29 anos quando foi acusado do crime).

Robinho defendia o Milan na época do episódio na boate, em 2013 — Foto: Reuters

Robinho defendia o Milan na época do episódio na boate, em 2013 — Foto: Reuters

As gravações foram transcritas na sentença inicial e confirmam, segundo disse uma juíza que participou do julgamento em primeira instância, a versão da vítima de que houve violência sexual cometida por seis homens contra uma mulher que estava alcoolizada e inconsciente. “A mulher estava completamente bêbada”, disse Robinho em uma das conversas gravadas.

primeira condenação do ex-jogador do Santos e de Ricardo Falco data de novembro de 2017. À época, Robinho jogava no Atlético-MG. Ele deixou a Itália em 2014, quando já tinha sido convocado a depor no inquérito que apurava o crime – o jogador negou a acusação, mas confirmou que manteve relação sexual com a mulher, ressaltando que ela foi consensual e sem outros envolvidos. No caso de Falco, uma perícia encontrou a presença de seu sêmen nas roupas da jovem.

Esporte Espetacular tem acesso a trechos inéditos da sentença que condenou Robinho por violência sexual

Depois do Atlético-MG, Robinho passou por dois clubes turcos: Sivasspor e Istambul Basaksehir. Em outubro de 2020, chegou a ser anunciado pelo Santos, mas não entrou em campo pelo clube, já que teve seu contrato suspenso e posteriormente encerrado.

Reconstituição do crime

 

Na reconstituição feita pela Justiça, a vítima de origem albanesa contou que foi ao Sio Café em 21 de janeiro de 2013 para comemorar seu aniversário ao lado de duas amigas. No dia, a programação da boate era dedicada à música brasileira.

Ainda segundo o depoimento, na noite do episódio, a vítima disse que foi ao local convidada por um dos amigos do Robinho, mas que, por SMS, ele a informou que ela só deveria se aproximar da mesa depois que a mulher do jogador fosse embora.

Assim que isso aconteceu, ela e as duas amigas se juntaram ao grupo de brasileiros, que depois passou a ter também a presença de Ricardo Falco. Segundo a vítima, os brasileiros ofereceram várias bebidas alcoólicas, mas apenas ela bebia, pois uma das amigas estava grávida e a outra estava dirigindo.

Por volta de 1h30 da madrugada, as duas amigas foram embora, e uma delas se comprometeu a voltar para buscá-la. Depois de dançar com os brasileiros, sem ar e tonta, ela contou ter ido para uma área externa da boate, momento em que um dos amigos do jogador tentou beijá-la. Pouco depois, os dois foram para o camarim, onde o mesmo amigo continuou tentando beijá-la.

Robinho não poderá ser extraditado, já que a medida não está incluída no acordo entre Brasil e Itália — Foto: Thaynara Amaral

Robinho não poderá ser extraditado, já que a medida não está incluída no acordo entre Brasil e Itália — Foto: Thaynara Amaral

A vítima admitiu ter apenas “alguns flashes daquela noite”, acrescentando que não tinha condições de “falar” nem de “ficar em pé”. Segundo suas recordações, ela ficou no local sozinha por alguns minutos e “percebeu” que o mesmo amigo e Robinho estavam “se aproveitando” dela.

Diversas gravações de ligações telefônicas entre os acusados, feitas com autorização da Justiça, foram transcritas na sentença. Uma das mais decisivas para a condenação em primeira instância foi uma conversa de Ricardo Falco com Robinho que indicou ao tribunal que os envolvidos tinham consciência da condição da vítima.

O único dos presentes na boate em Milão que cumpriu a pena aplicada pela Justiça foi o músico brasileiro Jairo Chagas, que vive na Itália há anos e que naquela noite de 2013 tocava no Sio Café. O crime teria ocorrido no camarim dele, conforme a reconstituição feita pela Procuradoria.

Ele foi condenado por falso testemunho à justiça italiana. Em uma das gravações interceptadas, Jairo diz a Robinho por telefone que viu quando o jogador “colocava o pênis dentro da boca dela”. No depoimento, porém, o músico disse que não viu cenas de sexo naquela noite.

Entre 2018 e agosto de 2021, ele fez serviço comunitário uma vez por semana, cuidando de idosos numa casa de repouso e limpando praças e creches na região de Milão.

Por Redação do ge — Milão, Itália

Presidente Alex Redano prestigia posse de Márcio Nogueira na presidência da OAB/RO

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Solenidade festiva ocorreu no Teatro Estadual Palácio das Artes Rondônia
O presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano (Republicanos), prestigiou na noite desta segunda-feira (14), a solenidade de posse do advogado Márcio Nogueira, como presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Rondônia (OAB/RO), junto com a diretoria da Ordem, membros da CAARO e conselheiros.

O evento ocorreu no Teatro Estadual Palácio das Artes Rondônia, em Porto Velho. Em um rápido discurso, Alex Redano disse que espera uma maior aproximação ainda com a Ordem. “Temos projetos e iniciativas que podem ser construídas em parceria com a OAB, e a Assembleia Legislativa está de portas abertas para, juntos, fazermos a diferença”.
Redano enfatizou ainda o diálogo com o Legislativo, com os demais poderes e instituições, na gestão do presidente Elton Assis na OAB/RO.
Segundo o deputado, “a disputa pela presidência da Ordem é uma campanha dura, intensa e acompanhei a luta do Márcio e de sua diretoria, foram merecedores. Desejo sucesso a todos e uma gestão com resultados positivos para a classe dos advogados e para a sociedade”.
Márcio Nogueira já havia sido empossado presidente da Ordem no final do ano passado, a solenidade desta segunda-feira foi festiva, com a presença de autoridades e representantes de Poderes e de instituições.

 

Texto: Eranildo Costa Luna

Eleições 2022: MPF lança calendário digital com principais datas do ano eleitoral

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Material traz ainda curiosidades sobre atuação do MP e dicas sobre como cidadão pode ajudar na fiscalização das regras eleitorais

É ano de eleições gerais e a preparação para o maior evento democrático do Brasil começa muito antes de outubro. Por isso, o Ministério Público Federal (MPF) preparou calendário digital com as principais datas desse processo, para que você fique por dentro de cada fase da disputa e não perca nenhum prazo. Além disso, a cada mês, será possível conhecer um pouco da atuação do Ministério Público como fiscal do cumprimento das regras eleitorais, com o objetivo de assegurar igualdade de oportunidade aos candidatos e a livre escolha do eleitor.

O primeiro turno das eleições para presidente, deputados, senadores e governadores será realizado em 2 de outubro. Caso tenha segundo turno, a votação será em 30 de outubro. Além dessas datas, o calendário traz os principais marcos da agenda eleitoral, como a janela de migração partidária, prazo para formação de federações e coligações, período de realização das convenções, início da propaganda eleitoral, prazo limite para a entrega das prestações de contas de campanha e para a diplomação dos eleitos, as datas de posse, entre outras.

O material também traz informações úteis para o eleitor, como o fim do prazo para a transferência ou emissão do título, as datas a partir das quais é possível pedir à Justiça Eleitoral habilitação para voto em trânsito ou para que pessoas com deficiência solicitem alteração do local de votação. Além de exercer o direito de voto, o cidadão tem papel fundamental na fiscalização do processo democrático. No calendário, ele vai encontrar dicas de como combater a desinformação e avisar ao Ministério Público Eleitoral sempre que se deparar com alguma conduta irregular capaz de causar desequilíbrio na disputa.

Conteúdo – Outras curiosidades e dicas importantes são dadas ao longo dos meses. Março, por exemplo, apresenta as medidas de fomento à participação de mulheres na política, e maio aborda a segurança da urna eletrônica. Em junho, é possível conhecer algumas das condutas proibidas aos agentes públicos, enquanto julho explica como o registro de candidaturas depende da análise das condições de elegibilidade, pelo Ministério Público.

A ideia é que o material possa servir de consulta para membros do Ministério Público e da Justiça Eleitoral, partidos, candidatos, jornalistas e cidadãos em geral. O objetivo é auxiliar a atuação conjunta de todos esses atores na construção de um processo eleitoral justo e transparente, para que a livre escolha do eleitor seja traduzida nas urnas e a democracia brasileira seja fortalecida. O calendário ficará disponível para download no portal e na intranet do MPF.

Íntegra do Calendário MPF: Eleições 2022

Secretaria de Comunicação Social

PGR pede que Supremo reconheça repercussão geral de matéria sobre nova Lei de Improbidade Administrativa

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Para Augusto Aras, até decisão do STF, prazos de prescrição nos recursos atingidos pelo precedente devem ficar suspensos

O procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhou memorial aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (15), solicitando que a Corte reconheça a existência de repercussão geral quanto à aplicação das novas regras sobre prescrição dos atos de improbidade administrativa. A questão é objeto do Recurso Extraordinário 843.989, indicado como representativo do Tema 1.199. No RE, busca-se definir se as novidades inseridas na Lei de Improbidade Administrativa (LIA) – Lei 8.429/1992 alterada pela Lei 14.230/2021 – devem retroagir quanto aos prazos de prescrição para ações de ressarcimento, bem como para beneficiar agentes públicos que tenham cometido delitos em modalidade culposa (não intencional).

Na avaliação de Aras, o julgamento da matéria, com o caráter de repercussão geral, poderá nortear a análise de outros processos em curso no Judiciário brasileiro. O recurso tem origem em ação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que busca o ressarcimento ao erário por parte de uma servidora contratada pelo órgão e acusada de “conduta negligente” na atuação em processos judiciais. A ação foi proposta antes das mudanças na LIA.

Uma das questões a ser analisada pelo Plenário do STF é a aplicação, ou não, da legislação anterior quanto à necessidade de ter ocorrido ação dolosa (intencional) para a existência de ato de improbidade administrativa. A nova legislação determina que constitui ato de improbidade causador de lesão qualquer ação ou omissão que gere perda patrimonial comprovada (art. 10), apenas quando dolosa. Outro ponto em análise no Tema 1.199 é a aplicação das novas regras de prescrição, inclusive da nova previsão de prescrição intercorrente, que estabelece limite temporal para o julgamento das ações, observando-se o princípio da duração razoável do processo.

No memorial, o chefe do Ministério Público da União (MPU) observa que a análise da controvérsia dispensa o revolvimento de provas, além de demonstrar ofensa direta à Constituição na perspectiva das garantias do ato jurídico perfeito, da proteção do patrimônio público e social, da moralidade administrativa e da perpetuação do ressarcimento ao erário. “Tem repercussão geral, pois, configurada a relevância social e jurídica da matéria, a discussão acerca da aplicação, no tempo, das novas disposições da Lei de Improbidade Administrativa, questão ainda não pacificada no âmbito do STF e com potencial de afetar vários processos”, destaca Aras.

Prazo prescricional – O PGR destaca que a controvérsia apontada no RE envolve direitos que podem ser afetados pela passagem do tempo. A depender da posição da Corte, os processos em andamento podem ser extintos. Isso porque anteriormente não havia possibilidade de a prescrição intercorrente ser aplicada em casos de improbidade administrativa. Nesse sentido, Aras pede que o Supremo determine que seja suspenso o prazo de prescrição de pretensão de ressarcimento ao erário nas ações que ficarem pendentes à espera da definição da temática relacionada ao objeto do RE.

O procurador-geral entende que, no caso, não há inércia indevida do Estado na persecução punitiva, característica que compõe a essência da ideia de prescrição, mas o respeito à lógica dos precedentes, em nome da eficiência, da economicidade e da celeridade processual na gestão da Justiça. “Suspender o prazo prescricional em casos nos quais há a possibilidade de prescrição, evita que se configure situação de incoerência no sistema, na medida em que se evita que seja cerceada prerrogativa do Ministério Público “e quebrada a paridade de armas entre acusação e defesa no processo, a implicar violação aos princípios da isonomia e do devido processo legal”, sustenta em um dos trechos do documento.

Íntegra do memorial no ARE 843.989

Secretaria de Comunicação Social

Corregedoria institui novo fluxo para ressarcimento de atos gratuitos e renda mínima nos cartórios

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A nova forma de pagamento passa a valer a partir deste ano

A Corregedoria-Geral da Justiça de Rondônia a partir deste ano de 2022 deverá reter na fonte o imposto de renda (IRRF), referente aos valores pagos às serventias de registro civil das pessoas naturais, a título de compensação por atos gratuitos, selos isentos e renda mínima, praticados em cumprimento da Lei Estadual n° 918/2020 e Lei Federal nº 10.169/2000, que garantem  a gratuidade a pessoas cuja situação econômica e financeira não lhes permita pagar.

A partir de agora, o Tribunal de Justiça (FUJU), responsável por esse fundo em Rondônia, passará a fazer o repasse do Imposto à Receita Federal relacionado a esses valores (ressarcimento e renda mínima), e não mais o delegatário (quem presta o serviço de notas, civil das pessoas naturais, protesto de títulos, etc).

A recomendação foi feita pela Receita Federal, ao poder judiciário de Rondônia, em setembro de 2021, por meio do ofício nº 25/2021. O novo fluxo de pagamento deverá ser colocado em prática, a partir do mês de janeiro de 2022.

O fluxo de retenção do imposto de renda é apenas para valores recebidos diretamente do TJ/RO por meio de compensação, permanecendo a obrigatoriedade da serventia recolher o imposto de renda via carnê leão referente aos atos praticados de forma remunerada nos termos orientados pela Receita Federal em legislação própria.

Diante disso, a CGJ enfatiza a necessidade de todas as serventias efetuarem o recolhimento do imposto de renda com exatidão, e reforça que o período de orientação está encerrando. Caso contrário, a Receita Federal passará a efetuar autuações e aplicação de multas nos casos de recolhimento indevido, o que poderá, inclusive, resultar em procedimento administrativo na Corregedoria contra o  delegatário que eventualmente não recolher os impostos da forma exigida em lei.

 

Assessoria de Comunicação Institucional

Comitê da Política de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade aprova plano de trabalho para 2022

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O Ato n. 57 reflete o pensamento compartilhado entre os órgãos parceiros, o TJRO e o TRT

Após instituir a Política Interinstitucional de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do Poder Judiciário do Estado de Rondônia, o Tribunal de Justiça de Rondônia e o Tribunal Regional do Trabalho 14ª Região dão mais um passo para o aperfeiçoamento das ações inclusivas no âmbito do Judiciário: a aprovação do plano de trabalho para o ano de 2022.

Os dois órgãos optaram por implantar uma política comum, instituindo, inclusive, um comitê gestor com composição mista, que foi homologado por meio do Ato n. 802, de 17 de setembro de 2021. Os componentes, em reuniões periódicas, definiram o cronograma de trabalho e as ações pertinentes, sempre privilegiando a parceria e as premissas eleitas como prioridades: a educacional, a informativa e a normativa.

Nos dois primeiros eixos, formação e produção intelectual, o plano prevê capacitações do quadro funcional e de membros dos órgãos envolvidos, a fim de desenvolver percepções e compreensões para a atuação em suas atividades e unidades e demais, como agentes multiplicadores de informações.

Além disso, para que haja a concretização da política interinstitucional, verificou-se a necessidade de um mapeamento dos cargos e funções ocupadas, o estímulo a qualificação e sua relação com as questões de raça e o racismo, gênero e a discriminação de gênero, sexualidade, buscando identificar na estrutura institucional eventuais obstáculos.

A participação da sociedade também será estimulada com a realização de eventos, tais como palestras, lives e demais modos de interação, às temáticas sobre gênero, raça e diversidade.

A comunicação deverá ser alinhada no sentido de difundir matérias nos órgãos e em suas divulgações, a diversidade e representatividade, levando, também, ao público interno e externo informações rápidas em redes sociais que esclareçam questões dentro da temática do Comitê, bem como informe sobre atuação, diretrizes e ações do próprio Comitê.

Por fim, no eixo normativo, a meta é levantar, nas instituições partícipes, as normas existentes voltadas à temática do Comitê, e, após a obtenção destes dados, buscar uma revisão e proposição de normas que fomentem a diversidade nos poderes e instituições signatárias da Política de Equidade.

O plano de trabalho também destaca as atribuições do Comitê, que, além do acompanhamento das ações já citadas, tem o dever de dar elementos e fiscalizar os encaminhamentos dados às denúncias de violações de Direitos Humanos, discriminação ou conflitos nas relações de trabalho por motivo de discriminação que firam ou estejam em desacordo com esta política.

No plano de ação ainda estão previstos um calendário da Diversidade, a cartilha da diversidade e novos canais de interação (drops da diversidade).

 

Clique aqui acessar o Ato n. 57

 

Assessoria de Comunicação Institucional