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Anvisa autoriza vacinação com a Sputnik V em Rondônia

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou nesta terça-feira (15) mais sete estados a vacinarem suas populações com a Sputnik V. Rondônia está inserido na lista de beneficiados e já conta com autorização para vacinar 18 mil pessoas nesta primeira etapa.

De acordo com regulamentação da Anvisa, os Estados que solicitaram pedido de importação excepcional do imunizante russo poderão vacinar 1% das suas populações neste momento, porém deverão seguir normas estipuladas pela agência, dentre as quais a imunização de adultos saudáveis, adquirir lotes vistoriados e liberados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz, realizar relatórios periódicos de avaliação benefício-risco da vacina. Caberá aos Estados, ainda, a realização de estudos de efetividade seguindo as condições acordadas com a Anvisa.

O governador Marcos Rocha comemorou o resultado e disse que a Sputnik V é um reforço ao processo de vacinação em Rondônia, além de um passo importante para vencer a covid-19. Rocha reiterou que mesmo com a chegada da Sputnik, o Governo Federal continua encaminhando lotes de outras vacinas para dar continuidade ao Plano Nacional de Imunização (PNI). “A vacina russa será ofertada para adultos saudáveis, sem comorbidades, entre 18 e 60 anos”, especificou.

Além de Rondônia, os Estados do Rio Grande do Norte, Mato-Grosso, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás, também receberam autorização da Anvisa para iniciar a vacinação de suas populações. No dia 4 de junho, a agência havia liberado outros estados do Nordeste a receberem os imunizantes.

DER conclui desvio e interdita ponte sobre o rio Canário na RO-391, em Chupinguaia

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O Governo de Rondônia, por meio do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), concluiu na tarde desta quinta-feira, (17), a obra para o desvio da ponte sobre o rio Canário, na rodovia 391, no quilômetro 16, entre a BR-364 e o município de Chupinguaia. Após a conclusão dos trabalhos, a equipe da 9ª Residência Regional do DER em Vilhena, realizou a interdição da ponte e liberou o tráfego de veículos no desvio localizado ao lado da ponte.

Desvio conta com sinalização

De acordo com o diretor-geral do DER, Elias Rezende, a estrutura da ponte sobre o rio Canário está comprometida com avaria integral do pilar central, implicando risco potencial de desabamento e acidente. “O laudo técnico realizado pela nossa equipe, apontou sérios problemas na estrutura. O governador Marcos Rocha, preocupado com o risco de acidentes, de imediato solicitou que fosse realizado a licitação para a construção de uma nova ponte. Solicitação essa atendida e agora com o desvio pronto e liberado, a empresa receberá a ordem de serviço, nos próximos dias e iniciará os trabalhos de construção da nova ponte”, explicou.

O residente da 9ª Regional do DER de Vilhena, Rogério Henrique de Medeiros, pontua que no desvio foram instalados dois tubos de aço corrugado (armco) de 15 metros de comprimento por dois de diâmetro.

Além disso, o local recebeu um aterro de mais de seis metros de altura e encascalhamento em mais de 800 metros. “Hoje concluímos a parte de sinalização, visando a segurança dos motoristas que utilizam a rodovia 391, pois esta possui um grande fluxo de veículos, principalmente para o escoamento da produção do agronegócio. Nossa equipe montou uma força-tarefa para implantar o desvio. Aproveito para agradecer aos servidores do DER que não mediram esforços para que o desvio ficasse pronto”, finalizou.

Setur se reúne com municípios que integram os pólos turísticos para desenvolver a pesca esportiva em Rondônia

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O Governo de Rondônia, por meio da Superintendência Estadual de Turismo (Setur), vem realizando reuniões em vários municípios do Estado com o objetivo de desenvolver os pólos turísticos direcionados a pesca esportiva. Nesta semana as visitas se concentraram nas regiões do Vale do Guaporé, Zona da Mata e Rios de Rondon.

De acordo com o coordenador de ações turísticas da Setur, Willian Souza do Carmo, “cada região tem suas peculiaridades. Em Cabixi, Pimenteiras e Alta Floresta do Oeste integram o pólo 6 do Mapa do Turismo de Rondônia, de acordo com o Programa Viva Rondônia adotado pelo Governo do Estado para desenvolver as ações de turismo em Rondônia, o foco é a pesca esportiva“, destacou o coordenador.

TEMPORADA DE PESCA

A pesca esportiva é também conhecida como “pesca de lazer”. A temporada atrai para Rondônia muitos turistas de todo país e do exterior, focados na aventura de capturar os grandes peixes dos rios da Amazônia. O Guaporé é um dos principais rios do Estado, na fronteira com a Bolívia. Mas temos também o Mamoré e o Madeira, ideais para pesca esportiva.

Os municípios de Cabixi, Pimenteiras e Alta Floresta do Oeste integram o pólo 6 do Mapa do Turismo de Rondônia

No caso do Vale do Guaporé, “alguns municípios já vem desenvolvendo o trade turístico para atender os turistas que visitam Rondônia, com barcos-hotéis que oferecem todo conforto para uma imersão completa.

No município de Cabixi, especificamente, os turistas têm a disposição a Vila Neide , que dispõe de hotéis, pousadas e estrutura de barco para receber os turistas interessados na pesca esportiva”, garante o coordenador da Setur.

Mas a Superintendência busca também desenvolver outros municípios da região como Pimenteira e Alta Floresta do Oeste, onde fica o distrito de Porto Rolim, com forte potencial e estrutura para o turismo de pesca. Essa valorização faz parte do quarto passo da Cartilha Viva Rondônia, “com apoio aos empresários para desenvolver também o turismo interno com incentivo aos servidores públicos do Estado, por meio do “Viaja Mais Servidor”. Os municípios são convidados a participar construindo ações para fortalecer a cadeia de incentivo ao turismo em Rondônia”, salienta.

O Rio Guaporé é um dos principais rios do Estado, na fronteira com a Bolívia, ideias para a pesca esportiva em Rondônia

Mas Souza do Carmo também destaca que outras regiões de Rondônia que integram o mapa do turismo da pesca esportiva no Estado. “Porto Velho, por exemplo, é a única capital do país com potencial para pesca esportiva, tendo em vista que ao sair do aeroporto, em menos de 20 minutos o turista já chega ao rio Madeira, que tem toda a estrutura para a pesca”, complementa ressaltando que Porto Velho Sport Fishing vem trabalhando essa valorização. O rio Madeira conta com mais de 800 espécies de peixes catalogadas.

PESCA ESPORTIVA

Já ficou claro que a diversidade de peixes é uma característica marcante nos rios da nossa região. No Vale do Guaporé são encontrados cardumes de cachorra, cacharas, apapás, pacus, tambaquis, pirapitingas, matrinchãs, corvinas, piaus, pirararas e tucunarés, um dos peixes mais amados pelos pescadores amadores.

Qualquer época do ano é propícia a conhecer o Vale do Guaporé, mas entre os meses de dezembro e maio, quando é inverno na região, é a época certa para pescar a corvina e o apapá. No restante do ano, faz muito sol e o nível das águas começa a baixar. Diversas praias surgem e a temporada fica ótima para pescaria. Durante a seca, chama atenção a abundância de tucunaré nas baías e remansos do rio. Além disso, o Guaporé é um dos poucos rios brasileiros que ainda abrigam grandes tambaquis e pirapitingas.

PRESERVAÇÃO

Durante a seca, no Rio Guaporé chama atenção a abundância de tucunaré nas baías e remansos

Ao falar de pesca esportiva, é impossível não falar de preservação. As linhas de pesca sempre são escolhidas pensando em tipos específicos de pescaria. Para quem utiliza as linhas de monofilamento, costumeiramente feitas em nylon, é importante saber que esse material também pode ser inteiramente reciclado, até por ser de alta resistência e levar muito tempo para se desintegrar se for descartado incorretamente.

No caso das iscas, muitas são feitas de silicone que não é um material biodegradável, por isso, precisa ser descartado em local adequado. O uso da chumbada deve ser evitada, na maioria das vezes, por ser fabricada com chumbo, o material é altamente tóxico, o que pode causar danos a vida aquática. A orientação é utilizar acessórios sem o metal. Isso vai garantir a preservação das épocas para as próximas temporadas.

*contém áudio para rádios nas palavras destacadas

Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia abre processo seletivo para profissionais da Engenharia

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O Governo de Rondônia, por meio do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), abriu um Processo Seletivo Simplificado para contratação de profissionais temporários para atuar na área de análise de Projetos de Proteção Contra Incêndios e Pânico (PPCIP) do órgão de defesa. De acordo com o edital, são ofertadas quatro vagas para pessoas formadas em Engenharia Civil e Engenharia Elétrica, que serão lotados na capital Porto Velho e nos municípios de Vilhena e Ji-Paraná, e a remuneração chega a mais de R$ 5.500.

Foram disponibilizadas 12 vagas para cadastro reserva e os aprovados terão que atuar nas dependências onde estão sendo oferecidas as respectivas vagas. A duração do contrato terá validade de até três anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual, a contar da data de assinatura do contrato.

Capitão BM Furukawa, disse que em julho será inaugurada a nova sede da Coordenadoria de Atividades Técnicas

Segundo o analista, capitão BM Sérgio Felipe Furukawa, os profissionais que estão sendo solicitados no edital irão trabalhar de forma administrativa, mais precisamente, no Centro de Análises de Projetos que é vinculado à Coordenadoria de Atividades Técnicas do CBM. “Na nossa corporação, obrigatoriamente, deve ter um bombeiro militar formado em Engenharia, considerando que esta parte de análise é feita por um profissional formado na área. A seleção visa contratar pessoas civis que tem esta formação e experiência para contribuir nas análises dos projetos de proteção contra incêndios e pânico viabilizado pela nossa entidade pública”, explica.

Ainda, conforme o capitão, a contratação temporária é de extrema importância, tendo em vista que no Estado existem várias empresas e instituições privadas que precisam ter seu PPCIP devidamente regularizado e o Corpo de Bombeiros Militar é o órgão público que atua diretamente na fiscalização destas empresas.

Em situações em que o bombeiro militar visita determinado local, e o responsável pelo mesmo não apresenta o documento, existe o risco do espaço ser fechado, o que gera uma desordem econômico-financeira para toda a região. “A função de fiscalização é exercida exclusivamente por nós, na qual conseguimos desenvolver as análises dentro dos prazos estabelecidos, sem prejudicar a regularização das empresas”.

O candidato poderá concorrer apenas para uma localidade, levando em consideração o tipo de graduação. Caso ele possua as duas graduações (Civil e Elétrica), poderá participar para uma localidade na vaga de Engenharia Civil e para Engenharia Elétrica, segundo o dispositivo 3.1 do edital. A carga horária do profissional contratado é de 40 horas semanal, e sua distribuição acontece conforme tabela apresentada a seguir:

Quadro de vagas Número de vagas Localidade
Graduação em instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), na área de Engenharia Civil 1 Vilhena
Graduação em instituição reconhecida pelo MEC, na área de Engenharia Elétrica acrescido de especialização em Engenharia e Segurança do Trabalho (mínimo 600 horas) 

 

1 Porto Velho
Graduação em instituição reconhecida pelo MEC, na área de Engenharia Civil 1 Porto Velho
Graduação em instituição reconhecida pelo MEC, na área de Engenharia Civil 1 Ji-Paraná

INSCRIÇÃO

A inscrição é on-line e estará aberta a partir do dia 18 de junho, segundo edital de retificação publicado recentemente, na qual é reorganizado o quadro de prazos de inscrição e demais etapas do processo simplificado.

Por meio do link processoseletivo.cbm.ro.gov.br, o interessado irá preencher um formulário em uma plataforma digital e logo após, deverá anexar alguns documentos comprobatórios necessários para comprovar que preenche os requisitos, como: comprovantes de escolaridade (nível superior); currículo (o qual foi preenchido no ato da inscrição) e Carteira de Identidade Profissional (CREA-RO).

Somente após a divulgação da homologação das inscrições, previsto para o dia 6 de julho, os candidatos serão convocados para participar das etapas de seleção. O CBM disponibiliza o telefone (69) 3216-2259 para eventuais dúvidas e esclarecimentos sobre a inscrição e o processo seletivo em geral.

ETAPAS DA SELEÇÃO

O processo de seleção acontece por meio de Avaliação de Títulos, cabendo uma comissão especializada do órgão de defesa conduzir este trâmite. A seleção será dividida em duas etapas, sendo a primeira consistindo na apresentação de currículo, registro em carteira de trabalho, comprovação de experiências profissionais e entre outros requisitos apresentados no dispositivo 4.2 a do edital. A segunda fase trata-se de uma entrevista técnica acerca dos conhecimentos do respectivo candidato a ser realizada presencialmente no Comando-Geral do CBM, localizado na Avenida Campos Sales, 3254, bairro Olaria, em Porto Velho.

A primeira etapa atuará como triagem, e a segunda de caráter mais classificatório. O candidato que tiver sua inscrição homologada, e não comparecer em qualquer uma das fases resultará na sua desclassificação. No item 4 do edital, os interessados podem conferir como funciona o passo a passo para alcançar a somatória de pontos que gera aprovação.

Projeto “Juventude Voluntária” conta com mais de 500 jovens atuando em dez municípios de Rondônia

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Diante do cenário pandêmico, as ações voluntárias são essenciais para contribuir no combate a covid-19. O Governo de Rondônia, por meio da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) e a Coordenadoria da Juventude vem fortalecendo o projeto “Juventude Voluntária” em todo o Estado. O projeto é desenvolvido em dez municípios e conta com mais de 500 jovens.

A Coordenadoria reuniu 15 voluntários que estiveram participando da 24ª edição de drive-thru para testagem da covid-19 realizado no município de Vilhena, com a finalidade de mobilizar esse público para exercer a cidadania em ações voluntárias, promovendo solidariedade aos que necessitam.

De acordo com o superintendente da Sejucel, Jobson Bandeira, para participar do projeto, os jovens devem estar com ótima saúde, pois, vão atuar em ações da linha de frente contra o coronavírus. Os voluntários devem preencher um formulário, confirmando número de telefone e e-mail para contato.“Atendendo o convite do coordenador da Juventude, Gabriel Barbosa, pude coordenar a equipe da Juventude Voluntária aqui em Vilhena, nesse projeto da Sejucel em parceria com a prefeitura. Todos os voluntários se empenharam na realização do drive-thru, atendendo mais de 700 pessoas que fizeram os testes rápidos da covid-19. A ação, para interromper o ciclo de transmissão do vírus na forma de identificação das pessoas positivadas, foi um sucesso”, disse Priscila Castilho.

 

Recorde de vacinados em 24h e aumento inesperado de mortes são os cenários opostos da pandemia

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Recorde de vacinados em 24h e aumento inesperado de mortes são os cenários opostos da pandemia.
 mais um dia acima de 2 mil mortos, a covid no Brasil indica contágio acelerado.
Médias de casos e mortos diários crescem. Em relação ao número de vacinados, o Brasil teve recorde nas últimas 24 horas. Apenas 7 estados tiveram queda de óbitos. Rondônia se destaca por manter queda de 4%.

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Recorde no número de vacinados nas últimas 24 horas.

O Brasil alcançou a marca de 24 milhões de vacinados com duas doses contra covid-19 nesta quinta-feira (17). No total, 24.085.577 brasileiros receberam a segunda dose de imunizante contra a doença, o equivalente a 11,37% da população do país.Nas últimas 24 horas, a primeira dose de vacina foi aplicada em 2.088.159 pessoas, um recorde em aplicação em 24 horas.

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Esse recorde do número de vacinados em 24 horas tinha ocorrido há quase 2 meses, em 23 de abril, aplicadas 1.744.001 doses.

O Brasil chegou ao número de 60.381.020 imunizados.

Fiocruz alerta para aumento de casos e mortes com chegada do inverno.

Até domingo, 20 de junho, o Brasil deve chegar ao número de meio milhão de mortos pela Covid-19. houve um aumento significativo e preocupante nas taxas de casos novos e mortalidade no Brasil, no período de 30 de maio a 12 de junho. Nesse período, o país apresentou uma média de 67 mil casos e de 2 mil mortes por dia.

Com a chegada do inverno, as regiões Suk, Sudeste e parte do Mato Grosso do Sul devem ter aumento na taxa de mortalidade, com a maior incidência de outras doenças respiratórias que se manifestam na estação mais fria do ano.

Em dezoito estados do Brasil, 80% dos leitos de UTI estão ocupados, enquanto em 90% chegou a 90% nas últimas 24 horas.

Em relação às capitais, 16 delas estão com taxas de ocupação de pelo menos 80% e 9 com taxas iguais ou superiores a 90%.

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Houve aumento de letalidade em alguns estados. Rio de Janeiro, Maranhão e São Paulo. Em todo o país essa taxa tem média de 3% de crescimento comparando entre quinta e sexta-feira (intervalo de 24 horas).

A média de mortes nas últimas semanas nunca ultrapassou 2000. Com esse novo cenário dessa quinta-feira, a preocupação aumenta, ultrapassando a casa de 8% de crescimento de óbitos ocasionados pela Covid-19.

Das regiões, Sudeste (23%) e Sul (37%) apresentaram aceleração. Já Centro-Oeste (9%), Nordeste (5%) e Norte (6%) se mantiveram estáveis.

Rondônia teve queda de 4% de óbitos nas últimas 24 horas, estando entre os sete estados com queda de óbitos e ocupando a quarta posição, junto com Pernambuco, Espírito Santo, Acre, Tocantins, Distrito Federal e Santa Catarina.

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Victoria Bacon 

Parceria entre Governo Federal e Sebrae oportuniza empresas a aumentar a produtividade e competitividade

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Programa prevê consultorias dos Agentes locais de Inovação (ALI)

O Brasil Mais é uma iniciativa do Governo Federal, que visa aumentar a produtividade e competitividade das empresas brasileiras com acompanhamento por partes dos Agentes Locais de Inovação. O programa é coordenado pelo Ministério da Economia, com gestão operacional da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e execução pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pelo Serviço de  Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Rondônia(Sebrae).

Dentro do Plano Brasil Mais está o Programa ALI (Agentes Locais de Inovação) que é gratuito e ajuda a implantar práticas inovadoras nos negócios. O Agente acompanha o dono de um pequeno negócio com o objetivo de promover a inovação dentro da empresa.  O Agente Local de Inovação é um bolsista selecionado e capacitado pelo Sebrae, com o principal objetivo de ser um facilitador da gestão de inovação nos pequenos negócios, identificando necessidades e buscando soluções de acordo com as demandas de cada empresa. Os agentes atuam em melhorias rápidas, de baixo custo e de alto impacto nas empresas participantes do projeto com soluções para melhorar a gestão, inovar processos e reduzir desperdícios. O acompanhamento tem a duração de quatro meses por parte dos agentes.

“Os agentes atuam em melhorias rápidas, de baixo custo e de alto impacto nas empresas participantes do projeto com soluções para melhorar a gestão, inovar processos e reduzir desperdícios. O acompanhamento tem a duração de quatro meses por parte dos agentes. São dez agentes atuando em Rondônia distribuídos na capital Porto Velho e nas cidades de Ariquemes, Jaru, Cacoal e Vilhena”, explica Francinelson Lima, que é analista técnico do Sebrae em Rondônia.

O empreendedor de Ariquemes, Vitor Milan, é o proprietário da Altatec Informática, que atua com configurações de servidores, instalação de rede lógica e manutenção de computadores. Vitor declara que participar do Programa ALI foi fundamental para o desenvolvimento da empresa. “Foi muito bom ter um agente conosco, alguém que pode nos orientar nas tomadas de decisões, que estuda e observa a empresa de uma forma que a gente, que está na correria do dia a dia não vê”, destaca Vitor.

O Brasil Mais é baseado em promover melhorias rápidas, de baixo custo e de alto impacto para quem deseja aumentar a competitividade do negócio e se destacar no mercado. Está focado nas Micro e Pequenas Empresas, seja padaria, confeitaria, minimercado, pet shop, loja de roupa, clínica de fisioterapia ou qualquer outro segmento, na busca por melhores resultados. A força do programa está na parceria firmada entre o Ministério da Economia, o Senai, a ABDI e o Sebrae, bem como no acompanhamento técnico realizado pelos Agentes Locais de Inovação (ALI), que auxiliam no aprendizado das melhores práticas produtivas e gerenciais.

Os empreendedores interessados em participar do programa, podem acessar www.gov.br/brasilmais ou procurar qualquer atendimento do Sebrae em Rondônia para maiores informações. O programa é gratuito e de grande importância, especialmente neste momento de preparação para a retomada da economia.

Saiba mais sobre as ações do Sebrae: acesse o site www.sebrae.ro ou ligue gratuitamente para 0800 570 0800. Você também pode acessar o Sebrae pelo WhatsApp, pelo mesmo número. Siga o Sebrae em Rondônia nas redes sociais: Instagram, Facebook, Twitter, LinkedIn e YouTube.

Coren de Rondônia manifesta-se contra decreto estadual liberando eventos com aglomeração

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O Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren-RO) manifesta completa discordância com o Decreto nº 26.134, publicado pelo governo do Estado na quinta-feira (17) liberando a realização de eventos com até 999 pessoas e a reabertura de boates. O decreto incentiva a aglomeração de pessoas em meio à pandemia, e vai contra todas as medidas de segurança e prevenção ao coranavírus recomendadas pela ciência e Organização Mundial de Saúde (OMS).
Em Rondônia, os números de novos casos e mortes por Covid-19 apresentam uma constante “gangorra”, com dias de índices em baixa e dias de nova crescente. As cepas também evoluem e se espalham no país com a mesma velocidade em que tiram vidas. Já são mais 490 mil óbitos em todo o Brasil.
É vergonhoso que uma gestão de Estado não dê a mínima importância para todas essas questões e resolva jogar toda a responsabilidade para as prefeituras que ainda estão tentando administrar e vacinar os grupos de risco, como é o caso de Porto Velho. Com uma campanha lenta de imunização na maior parte das cidades, considerando principalmente a capital como a que mais registra casos de contaminação e mortes pelo vírus, o governo resolveu “lavar as mãos” para a saúde pública.
O Coren-RO reafirma o compromisso com a Enfermagem do Estado, sabendo que o retorno de todas as atividades citadas no decreto, como a reabertura de boates, poderá favorecer diretamente no surgimento de uma terceira onda que, além de ceifar vidas humanas, poderá levar ao colapso da rede de saúde e ainda a um maior esgotamento dos profissionais de saúde.

Artigo – Robustas Amazônicos Finos: quem semeia boas práticas, colhe qualidade

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Na cafeicultura existem duas perguntas que se propagam em toda a cadeia de produção e transformação. A primeira: O que é um café especial? A segunda: Como produzir um café especial? São questões que ecoam do campo à xícara e tem mais camadas que as paredes seculares das casas dos barões do café.
Assim como aconteceu nestas paredes, os tons, as cores e as percepções estéticas da bebida também foram modificadas com o passar do tempo. Assim é a definição de qualidade do café, os padrões são constantemente ressignificados em nome dos aspectos socioculturais e das tecnologias disponíveis.  Além, é claro, das questões referentes à escala de produção e a eterna batalha entre o tecnológico e o artesanal. Modelos que são, ao mesmo tempo, tão antagônicos e complementares. Então, vamos começar o artigo com um “spoiler”! Cafés especiais envolvem capricho, amor e, principalmente, entender que a alma do fruto está na semente. Sem ela não há vida, nem sabor. Resumindo, cafés especiais preservam a vida do embrião, do cafeicultor e, principalmente, do consumidor.
Agora que já discutimos o que faz um café ter qualidade e ser especial, como produzi-lo? Nesse caso, é preciso ser um pouco prolixo, apenas para que fique claro: produza semente! Partindo deste princípio, estabelecemos alguns passos que vão da colheita à armazenagem e que não podem ser negligenciados para quem deseja produzir cafés especiais.

 

 Passo a passo para colheita e pós-colheita dos cafés Robustas Amazônicos: https://youtu.be/gpm4sYOwnG4

 

 

1. Colher por clone – no caso dos cafés canéforas (robusta e conilon), cada clone tem características agronômicas e sensoriais únicas e isso torna mais fácil criar lotes homogêneos e obter a repetitividade no processo de pós-colheita. Além disso, cada clone tem seu ciclo de desenvolvimento que pode ser: precoce, intermediário ou tardio. A colheita individual por material genético garante maiores índices de frutos maduros (cereja). E, pensando na semente, sabemos que elas vão se tornando mais viáveis à medida que os frutos amadurecem. Para quem produz cafés da espécie arábica é interessante colher por talhões, que devem ser bem homogêneos em relação às características de solo, microclima, manejo e também genética.
2. Colher as plantas com o máximo de frutos maduros – apesar de ser indicado o início da colheita com pelo menos 80% dos frutos maduros, dificilmente se conseguirá cafés especiais com índices inferiores a 95%. Sendo assim, ter plantas com bom índice de maturação, 80% de frutos no estádio cereja, deve ser encarado apenas como o ponto de partida para iniciar os trabalhos, nunca uma meta. Outro ponto fundamental, frutos, ainda que tenham a mesma origem, se eles amadurecem em épocas diferentes, não devem ser misturados em um lote único. Há trabalhos científicos que demonstram que o brix – medida indireta de sólidos solúveis, principalmente açúcares – dos frutos cereja no início da safra, para uma mesma planta ou talhão, tem valores diferentes. E isso pode influenciar na qualidade final e seus atributos.
3. Lavar os frutos – além de retirar sujidades superficiais dos frutos, o processo de lavagem ajuda a eliminar os famosos “boias”, que podem ser resultado de frutos mal granados (apenas uma semente ou chochos), brocados, defeituosos e até secos (sobremaduros). Por meio do princípio da densidade, se separa os frutos íntegros, cerejas, verdoengos e verdes dos demais. Uma dica interessante, os frutos que boiam, porque estavam secos ou com apenas uma semente, dependendo das condições climáticas, podem apresentar boa qualidade. Sendo assim, podem ser beneficiados de forma diferenciada dos “defeituosos”. Para tanto, seria interessante ter uma mesa densimétrica.
4. Selecionar os frutos perfeitos – os frutos cereja são o princípio básico da qualidade de bebida. Como nem toda colheita é perfeita ou seletiva, se recomenda a catação manual dos frutos verdes remanescentes. Isso demanda mão de obra, mas pode ser viável para cafés com foco em mercados diferenciados ou concursos. O processo manual e mais artesanal é excelente e pode produzir microlotes excepcionais, mas são limitados pela capacidade de escala. Para aumentar esta produção de cafés especiais e diferenciados, é necessário o investimento na seleção mecânica. Atualmente, os equipamentos mais conhecidos são os de via úmida e as seletoras que utilizam processamento de imagens e inteligência artificial. Elas são consideradas ecológicas, não usam água e não geram resíduos. Estão se popularizando pela praticidade e incremento de resultados. Mas, ainda é considerado um investimento de alto custo, algumas centenas de milhares de reais.
5. Escolher o processamento – se baseia na realidade ambiental, tecnológica e o perfil sensorial que se deseja atingir. De forma geral, a escolha passa por duas opções básicas e suas variantes: via úmida ou via seca. A via úmida exige o uso de equipamentos como lavador/separador, despolpador e desmucilador (opcional). A via seca se dá sem processamento e os frutos vão íntegros à etapa de secagem. Obviamente, é mais fácil trabalhar a qualidade do café por meio dos equipamentos de via úmida. O sucesso da via seca está na homogeneidade de maturação das plantas e na capacidade de mão de obra. Mas, de forma geral, tem limitação de escala e maiores custos. Normalmente, a bebida do café de via úmida tem aspecto suave, leve e muito limpo. Já, a via seca, proporciona bebida marcante e adocicada.
6. Fermentar ou não fermentar?   Qualquer que sejam os processos escolhidos: natural, despolpado, desmucilado, descascado ou fermentado, eles não são melhores entre si. Cada um agrega características diferentes ao perfil sensorial natural e intrínseco do fruto. Os atributos sensoriais de cada processo, que também podem modificar as características físico-químicas dos grãos (sementes), podem trazer exoticidade e singularidade à bebida. A apreciação e valorização dessas nuances varia com o mercado, valores culturais do consumidor e também se modifica com o tempo. Atualmente, a maior acidez e percepção de doçura, que são obtidos no processo de fermentação positiva, têm sido muito valorizado. Com “status de novidade” entre os antenados da cadeia de transformação, tem conquistado júris de concursos. Já vimos esse filme antes, não …? Houve um tempo em que os cafés obtidos por via úmida eram muito mais valorizados que os naturais. O fato é que todos os processos mencionados, quando realizados com respeito às boas práticas agronômicas, são tecnicamente especiais, o resto é questão de gosto.
Para os cafés canéforas, os processos de fermentação positiva, sendo os anaeróbicos mais comuns, têm sido muito bem aceitos. É conhecido que os Robustas Amazônicos Finos, naturalmente, têm corpo agradável e marcante, doçura presente e acidez sutil, além das nuances de castanhas, caramelo e chocolate. A fermentação positiva ou controlada, tem agregado acidez a estes cafés, o que tem deixado a bebida muito equilibrada e com aspecto mais brilhante. Independente da preferência individual do consumidor, se pode dizer que os cafés de fermentação positiva e outros processos trazem ainda mais diversidade à cafeicultura. De certa forma, esta nova onda de processos de pós-colheita, vem para destacar o quanto a ciência pode transformar realidades, seja no campo ou na cidade. E serve para demonstrar que “o saber fazer” tem conquistado uma participação cada dia mais importante na determinação do “terroir” de uma região.
É incrível como as tecnologias de pós-colheita comprovam como se pode extrair diversidade sensorial em um único lote de frutos.  Definitivamente, não há espaço para marasmo e rotina no campo. Entretanto, há de se salientar que o desenvolvimento de novas técnicas de fermentação deve estar atrelado à pesquisa científica. Isso evitará menor chance de erros e a produção de grãos que podem trazer riscos à saúde do consumidor. Processos fermentativos equivocados, ao invés de agregar aspectos sensoriais desejáveis à bebida, podem proporcionar um ambiente favorável à proliferação de microrganismos, que têm como resultado do seu processo metabólico, toxinas que podem causar danos à saúde humana. Ser saudável, nutracêutico – com valor nutricional e que proporcionam também benefícios para a saúde – e seguro também são atributos de qualidade.
7. Secagem – qualquer que seja o método se secagem escolhido, existe um princípio básico: Quer produzir um café verdadeiramente especial? Esqueça os grãos, produza sementes! Isto quer dizer que a manutenção da viabilidade do embrião deve ser perseguida em cada etapa de produção.  Para isso, a secagem deve ser lenta e gradual. Se possível, a secagem deveria ser realizada à meia sombra. Tendo a temperatura de 35°C como alvo, aceitando-se o intervalo de 35°C a 45°C.  Este intervalo é naturalmente alcançado em secadores solares em diversas regiões do país. O uso de cobertura que proteja o café de eventuais chuvas e umidade noturna é bem-vindo. Além disso, as camadas devem ser o mais fina possível e os frutos e sementes precisam ser constantemente movimentados. O processo de secagem natural é muito tradicional, extremamente indicado para a agricultura familiar de pequena escala e possui grande diversidade de opções: estufas, pátios cimentados, terreiros suspensos, sendo o último considerado referência para cafés especiais.  Independente da escolha, todos seguem o princípio do uso da energia solar, circulação natural de ar e a proteção da umidade externa. É um processo lento de secagem que pode variar de uma a três semanas, de acordo com a estrutura e condições ambientais.
Mas, também é possível produzir cafés especiais por meio de secadores mecânicos.  Para tanto, é necessário atentar que a temperatura ideal de secagem se mantém a mesma (35°C a 45°C). Também é importante que o ar aquecido que trafega entre os frutos e sementes não carregue fuligem, fumaça e outros resíduos do processo de combustão. O famoso e tão necessário fogo indireto.  Infelizmente, apesar de extremamente práticos e de possibilitar a secagem rápida de grandes volumes de café, alguns encaram o processo como se fosse uma corrida. Chegam a utilizar altíssimas temperaturas (acima de 200°C) e finalizam o processo em menos de dez horas. Para se ter uma noção, a expectativa é que sejam necessárias entre 48 e 72 horas para secar cafés especiais. Obviamente, o tempo pode variar um pouco de acordo com o mecanismo escolhido e a umidade inicial dos frutos. Alguns cafeicultores utilizam mecanismos, tipo centrífugas, que retiram a umidade superficial do café antes de levá-lo ao secador. Em resumo, se o processo de secagem fosse uma corrida, ganharia quem chegasse por último.
Alternativas de terreiros secadores solares para a produção de cafés com qualidade: https://youtu.be/QgxsJ2vzKU4

 

 

 

Como fazer terreiro suspenso para secagem do café: https://youtu.be/OGoSwDxFPeU

 

 

 

8. Armazenagem e beneficiamento – ao finalizar a etapa de secagem o cafeicultor praticamente cumpriu a sua tarefa. O que resta agora é preservar a qualidade conquistada até o momento da comercialização ou torra. Para isso, existem alguns princípios básicos: o ambiente deve ser seco (umidade próxima a 60%), temperatura amena (entre 20°C e 25°C), limpo, livre de insetos, roedores e sem a presença de qualquer animal doméstico. Os frutos podem ser armazenados em coco, no caso dos cafés naturais, e em pergaminho, para os cafés provenientes de via úmida. Mas, por questão de espaço ou praticidade, também pode ser guardado já beneficiado. Existem diversos tipos de embalagens permeáveis, semipermeáveis, impermeáveis e algumas que até prometem maior preservação da qualidade. Seja qual for a escolhida, devem ser novas, limpas e codificadas de acordo com a rastreabilidade de cada lote. Deve-se evitar o contato das sacas com o piso ou paredes. Não raro, cafeicultores já perderam cafés espetaculares, ganhadores de concursos, por equívocos na armazenagem. O ideal é que o período de armazenagem se estenda por, pelo menos, 15 dias, para então o produto ser beneficiado. Pois, nesse período, ocorre a estabilização de transformações químicas e de propriedades físico-químicas associadas à qualidade de bebida. É importante frisar que, por melhores que sejam as condições de armazenamento, os cafés vão perdendo a intensidade de seus atributos ao longo do tempo. Então, é de se esperar que cafés de safra passada, ainda que mantenham características agradáveis e se enquadrem como especiais, possivelmente não têm a mesma potência dos de safra nova.
Uma dica importante fica para os cafés submetidos à fermentação positiva. Apesar de o entendimento completo dos processos físico-químicos ainda serem objeto de estudo, se tem observado, na prática, que os cafés fermentados tendem a se estabilizar em umidades inferiores a 10%. Sendo assim, para evitar perdas no momento de beneficiamento dos grãos, principalmente para os robustas de peneira alta, se recomenda não esperar muito para beneficiar os cafés armazenados.

Novos caminhos para diversificar a qualidade

São muitos os caminhos que levam à qualidade. Mas, todos têm em comum o respeito ao alimento e o capricho. Os cafeicultores brasileiros já perceberam que o país não é apenas um produtor de commodities. E, para manter e ampliar a sua participação no mercado mundial, que já é de 40%, precisa continuar evoluindo na qualidade do seu produto.   É preciso garantir que o alimento que chega à mesa do consumidor seja agradável, prazeroso, nutritivo e, principalmente, saudável.  Isto quer dizer, livre de contaminantes químicos, impurezas e micotoxinas.
Somos acostumados às frases como: “Os fins justificam os meios!” Mas, no caso dos cafés especiais, os meios justificam o fim. Nesse caso, cabe aí outra frase bastante conhecida e que deveria ser seguida por toda a cadeia: “Ame o próximo como a si mesmo!” O produtor que segue este princípio não vai querer entregar nada menos que o seu melhor. E o consumidor, por sua vez, vai se sentir feliz em valorizar de forma justa este trabalho de amor.
Para quem chegou até aqui, ficam algumas dicas extras para dois processos de fermentação positiva que podem ser úteis:
1. Apesar de existirem indícios de que a fermentação possa melhorar o aspecto sensorial dos cafés verdes, seja por possibilitar o despolpamento dos frutos, ou mesmo, diminuir a adstringência da bebida, o segredo está nas características intrínsecas dos frutos maduros. O café de qualidade e as características finais da bebida começam no fruto cereja.
2. O método conhecido como “sprouting process” ou “bombona” tem alguns protocolos específicos para o café robusta. Os frutos perfeitos e lavados vão diretamente para a bombona, se faltar um pouco para encher, não tem problema. Atenção com a vedação e com o posicionamento correto da válvula “airlock” ou da mangueira conectada à garrafa pet com água. A bombona só deve ser aberta no momento final do processo fermentativo. Segure a curiosidade, não a abra antes do tempo. Para cafés Robustas Amazônicos, o tempo de fermentação pode variar de dez a 20 dias. Normalmente, aos dez se obtém um padrão mais suave na bebida, lembrando frutas secas, espumantes e florais. Já aos 20 dias, o perfil fica mais intenso e com aroma e sabor marcantes, que lembram vinho, amarula e licor.
3. Apesar de a maioria dos processos de “bombona” utilizar frutos cereja íntegros, pode ser obtido excelente resultado utilizando-se frutos descascados. Mas, é preciso manter a mucilagem que envolve as sementes. Isso pode facilitar muito a produção de lotes maiores de cafés fermentados, pois a seleção manual dos frutos envolve um trabalho intenso.
4. Existe a possibilidade de usar leveduras comerciais para induzir um processo fermentativo, algumas vezes com sucesso. Também existem alguns grupos de pesquisa, selecionando microrganismos específicos para o processo de fermentação controlada do café. Mas, ainda há muito a evoluir se levarmos em consideração as variações de espécies e ambientes da cafeicultura brasileira. Na dúvida, é melhor o cafeicultor trabalhar a fermentação se beneficiando da microbiota local e endofíticos – microrganismos que vivem em associação positiva com as plantas do café. Os cuidados de higiene e os protocolos anaeróbicos – sem presença de oxigênio – têm sido suficientes para proporcionar um ambiente favorável à fermentação positiva. Também existem alguns processos, às vezes controversos, que utilizam aditivos como frutos e especiarias. Mas, ainda existe muito empirismo nesse processo, melhor aguardar estudos mais conclusivos e se dedicar aos processos já consagrados.
5. O fluxo de ar no “airlock” ou garrafa pet é um indicativo de que o processo está ocorrendo a contento. Normalmente, ocorre nas primeiras 24 horas, mas a intensidade vai depender de inúmeros fatores ambientais e genéticos.
6.  Ao finalizar o prazo do processo fermentativo na bombona, os frutos ou sementes devem ser escoados e levados para o processo de secagem, que devem seguir as mesmas regras já mencionadas. A expectativa é que o café tenha aromas agradáveis como de frutas secas, vinho e garapa. Aromas estranhos e duvidosos podem indicar algum equívoco no processo que pode ter levado à fermentação indesejada como acética e butírica. Caso isso ocorra, estes cafés são candidatos ao descarte. Pois, podem apresentar riscos à saúde do consumidor.
7. Após a secagem, como se tratam de cafés muito aromáticos, é interessante armazenar em embalagens impermeáveis ou sacarias limpas envoltas em filmes plásticos que ajudem a preservar as características desejáveis desses cafés.
A produção de cafés especiais, como pode ser visto, envolve muitos conceitos simples, mas que provém de uma complexidade de parâmetros científicos. O cafeicultor, antes de submeter sua produção à uma nova prática agronômica, deve consultar um engenheiro agrônomo ou especialista da área. Tanto a Embrapa Rondônia como a Emater-RO dispõem, em seus portais na internet, inúmeras informações em vídeos e documentos técnico-científicos que podem subsidiar o agricultor para a escolha do processo de colheita e pós-colheita que melhor se adequam à sua realidade e objetivos.
Como fazer fermentação positiva do café – método o “sprouting process”: https://youtu.be/Nt_tT_e0itI

Oposição abandona CPI em oitiva para ouvir médicos favoráveis ao tratamento precoce

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Marcos Rogério criticou covardia do relator e do grupo G7 após recusa de ouvir oitiva de especialistas favoráveis ao tratamento precoce

O vice-líder do Governo no Congresso Nacional, Marcos Rogério (RO), criticou o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os membros da oposição, por terem abandonado a sessão desta sexta-feira (18/06) em meio a oitiva dos médicos Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Eduardo Cardoso Alves, ambos a favor do tratamento precoce contra o Coronavírus.

De acordo com Marcos Rogério, membros da Comissão, que responsabilizam apenas o Governo Federal pelas mortes na pandemia, deveriam ter a hombridade de comparecer ao colegiado para ouvir pontos convergentes e divergentes do que acreditam.

“Eu não sou dono da verdade, eu quero saber dos dois lados. Ouvi os outros que eram contra o tratamento precoce, questionei. E hoje, da mesma forma, fiz questão de vir aqui para ouvir os médicos Dr. Ricardo e Francisco, que tem outra posição. Isso porque eu tenho interesse pela vida. Tenho interesse em saber se é possível salvar vidas com esse ou com aquele protocolo, em saber se o ‘fica em casa’ mata ou salva, se o tratamento precoce mata ou salva. Então, eu acho que quem está promovendo a morte aqui são esses que se acham donos da verdade, pais da ciência, que abandonaram a sessão porque dizem que já sabem tudo e que não querem ouvir o outro lado. Covardes. É isso que são”, criticou.

Ainda segundo o senador, além de agir com desrespeito aos depoentes, essa atitude mostra de forma clara de que o relator já tem seu parecer pronto desde o primeiro dia de funcionamento da Comissão. “Estou com vergonha em razão do papelão que fez o relator e os membros da oposição. Vergonha, porque dois médicos profissionais deixaram as suas atividades, vieram para cá para poder dividir a sua experiência. Essa CPI não está interessada na verdade, somente na confirmação de narrativas”, disse o parlamentar por Rondônia.

Em relação a não convocação do ex-secretário Executivo do Consórcio Nordeste Carlos Eduardo Gabas, rejeitada nesta quarta-feira (16), Marcos Rogério afirmou que a atitude da Comissão representa um “crime contra os nordestinos”. “Há dois dias essa CPI rejeitou a convocação do senhor Gabas, que tem acusação grave de indício de corrupção no Consórcio Nordeste. Compraram, pagaram antecipadamente e não receberam os respiradores que salvariam vidas de nordestinos. Foram R$ 48 milhões, mas o chamado G7 não quis investigar. Nordestinos perderam a vida por práticas criminosas”, frisou o vice-líder do Governo.

Parte dos trabalhos nesta sexta-feira foram conduzidos pelo senador Marcos Rogério, após a saída do senador Omar Aziz.