Início Site Página 912

Piscicultura: Sebrae, Acripar e Governo de Rondônia organizam Festival Nacional do Tambaqui em todo o país

0

Após o Tambaqui na Esplanada dos Ministérios em Brasília, este ano serão 60 pontos em Rondônia e no Brasil

O Festival Nacional do Tambaqui da Amazônia, o maior evento de peixe amazônico assado que se tem notícia será realizada no dia 19 de setembro, simultaneamente em 30 municípios de Rondônia e nas 27 Unidades da Federação do país, um salto gigantesco na estratégia de promoção do pescado que Rondônia é o maior produtor.

A ação de marketing é uma parceria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Rondônia (Sebrae), com a Associação de Criadores de Peixes de Rondônia (Acripar) e do Governo de Rondônia (Seagri e Sedi), grandes parceiros que preparam mais essa ação ousada, atingindo todo o país, em um grande esforço de promoção para tornar essa proteína saudável mais conhecida em nível nacional. O Festival Nacional do Tambaqui da Amazônia é uma estratégia que uniu entidades representativas do setor produtivo e tem como grande objetivo, a conquista de mercado do produto tambaqui, incentivando o seu consumo, gerando oportunidades para a cadeia produtiva da piscicultura em Rondônia.

A iniciativa nasceu na Acripar, durante o evento Expovale, em Ariquemes e foi crescendo, agregando novos parceiros institucionais, que enxergaram na estratégia, uma oportunidade de acesso a novos mercados. Em 2019, o evento foi realizado em plena Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com grande sucesso de público e de mídia. Até o presidente Jair Bolsonaro experimentou e aprovou o Tambaqui de Rondônia, participando de um jantar na sede do Sebrae Nacional.

Nesta inédita ação, em parceria com os 26 estados além do Distrito Federal, o tambaqui chega em todo o país através de 24 toneladas de peixe assado para ser saboreado pela população brasileira. Mais do que isso, o valor nutritivo do produto que ainda é considerado pouco consumido per capita, ensejando uma oportunidade de crescimento, operacionalizada através de estratégias como essa.

Agronegócio vilhenense é referência em encontro de autoridades na região de Ouro Preto

0

“Dias de Campo” em Vilhena apresentarão projetos da Semagri para todo o Estado

O modelo de agronegócio vilhenense realizado pela Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri) se tornou referência em encontro de autoridades recentemente na região de Ouro Preto do Oeste. Políticos e representantes de várias esferas do agronegócio do Estado ouviram do prefeito Eduardo Japonês sobre os programas e técnicas aplicados em Vilhena que se consolidaram mesmo durante a pandemia da covid-19.

O prefeito Eduardo foi convidado pela Seagri (Secretaria de Estado de Agricultura) e Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) para participar de encontros na macrorregião de Ouro Preto, envolvendo cidades de cidades de Urupá, Mirante da Serra e Vale do Paraíso.

“Hoje temos vários bons programas que beneficiam do preparo da terra à colheita, da venda da produção à regularização de terras, como o Porteira Adentro, o Programa de Aquisição de Alimentos municipal, estadual e federal, o Balde Cheio, o programa dos poços artesianos, dentre os trabalhos técnicos que fazemos no cotidiano. O meu foco é buscar mais conhecimento. Não podemos nos acomodar. Faço isso em Vilhena e neste encontro tentei repassar um pouco do trabalho realizado por nós nestes últimos anos atendendo o homem do campo. Aprendi muito também e isso será refletido em novos modelos de trabalho para a Semagri”, aponta Eduardo.

Participaram dos encontros o deputado Estadual Luizinho Goebel, o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, o diretor-presidente da Emater Rondônia, Luciano Brandão, técnicos do Governo, além de representantes de associações e dos municípios visitados.

“Ando muito por todas as cidades de Rondônia, e quando fui comunicado pelo pessoal da Seagri, sobre estes encontros para fortalecer o agronegócio fui o primeiro a querer a presença do Eduardo Japonês. O trabalho desenvolvido de forma bem-sucedida em Vilhena é exemplo para todo o Estado. Além dos programas que a Semagri executa, a cidade se tornou referência na apicultura, pecuária de leite, hortifrutigranjeiros, além das múltiplas agroindústrias. Vilhena hoje produz de uma forma abundante e diversificada”, destaca o deputado Luizinho Goebel.

FALA PRODUTOR – Os encontros realizados pela Seagri, denominados “Fala Produtor”, buscam ouvir as demandas de cada região e discutir como o Governo pode colaborar para o desenvolvimento dos projetos do agronegócio em parcerias com prefeituras e associações.

DIAS DE CAMPO – No encontro, ficou decidido que a Semagri de Vilhena promoverá Dias de Campo para a apresentação dos projetos realizados no município para prefeitos, vereadores e lideranças rurais destes municípios para colherem o aprendizado e aplicarem em suas cidades.

Semcom

Prefeitura de Vilhena trabalha em projeto para desburocratizar abertura de novas empresas em Vilhena

0

Desde o início de junho Semfaz estuda Lei de Liberdade Econômica, após receber sugestão do Profaz

Desde 2020 o Programa de Modernização e Governança das Fazendas Municipais do Estado de Rondônia e do Desenvolvimento Econômico Sustentável dos Municípios (Profaz) incentiva os municípios do Estado a aplicar instrumentos da Lei de Liberdade Econômica nº 13.874/2019. Assim, a Secretaria Municipal de Fazenda abriu em 9 de junho deste ano processo para elaborar lei municipal que facilite a abertura de novas empresas na cidade, desburocratizando a emissão de alvarás e diminuindo em vários dias o tempo necessário para um CNPJ entrar em atividade, de fato.

“Entre os benefícios que implantaremos estão o fim da autorização prévia para atividades econômicas de baixo risco, liberdade de horário e dia da semana para produzir, empregar e gerar renda, bem como o princípio da boa-fé. Tudo isso é previsto como possibilidade pela lei n° 13.874, mas precisa de regulamentação municipal. É o que estamos fazendo agora. Nossa expectativa é apresentar o projeto na próxima semana à Câmara Municipal de Vereadores”, explica Jovino Lobaz, secretário municipal de Fazenda.

O Profaz é uma iniciativa do Tribunal de Contas (TCE-RO) e do Ministério Público de Contas (MPC-RO), em parceria com instituições públicas e privadas. Recentemente o programa enviou sugestões de aplicação da lei a todos os municípios e tem feito também rodadas de orientação desde o ano passado.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que de 2018 a 2019 o número de empresas na cidade aumentou 12,8%, saindo de 2.885 para 3.255, o que siginficou 370 empresas a mais na cidade. Recorde estadual, o número pode indicar que centenas de novos empresários poderão ser beneficiados no município com a implantação da lei.

O estudo mais recente sobre o tema no país, elaborado pelo Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (CMLE), em São Paulo, mostra que em 2020 Rondônia ocupava o 5º lugar no Índice de Liberdade Econômica Estadual (IMLEE) do Brasil, dentre os 26 estados.

Eduardo Japonês, prefeito de Vilhena, revela que a ação vai contemplar especialmente as micro e pequenas empresas, maioria no município. “Sou empresário e recebo demandas diárias a respeito do incentivo que a Prefeitura pode dar à economia local. Pontuo sempre que nossa atuação, enquanto poder público, é para beneficiar principalmente quem tem poucas condições financeiras. Essa lei vai impactar positivamente para os pequenos empreendedores, que precisam com urgência ter renda e sustentar suas famílias”, completa Japonês.

Semcom

Bragantino aposta em dedicação e pés no chão para seguir na liderança

0

Maurício Barbieri celebra o bom momento do Massa Bruta

Primeiro: time organizado e com a dedicação de todos os jogadores.

“Sem dúvida é uma marca importante, é algo que a gente tem discutido bastante essa capacidade de solidariedade da equipe, de todos ajudarem na marcação, de todos iniciarem as construções de ataque, da equipe ser coesa. Eu acho que isso, sem dúvida nenhuma, tem nos levado a ter os bons resultados dos últimos jogos”.

Outro aspecto importante é o tempo de casa. Maurício Barbieri é o segundo técnico mais longevo da Série A, atrás apenas de Guto Ferreira, treinador do Ceará. O comandante do Massa Bruta foi contratado em setembro de 2020. Barbieri ressaltou a importância da manutenção dos treinadores no futebol brasileiro.

“Eu acho que, no meu caso em particular, é um absurdo um treinador que não tenha nem um ano de clube seja o segundo mais longevo na competição. Isso demonstra uma série de incoerências, inconsistências, falta de planejamento e convicção que a gente tem enfrentado e isso é extremamente ruim. Em primeiro lugar, para os treinadores brasileiros, que são extremamente competentes e não têm tido a confiança e o respaldo necessários para desenvolver os seus trabalhos. Em segundo plano, para o próprio futebol brasileiro, porque isso implica em uma queda de qualidade do jogo. Não acho que, no meu caso, seja uma marca para se comemorar. Claro que estou feliz de ter esse tempo de casa, mas eu acho que ser o segundo mais longevo com menos de um ano é uma marca preocupante”.

Mesmo com uma campanha praticamente perfeita até aqui, Maurício Barbieri lembrou de algo que falta a muitas equipes que deslancham e acabam se perdendo no meio do campeonato: motivação, mas com os pés no chão.

“Eu acho que a motivação é total. A gente está no lugar que todas as equipes gostariam de estar. Ainda é muito cedo, o campeonato está no começo e eu acho que a campanha que a gente realizou na temporada passada demonstra isso, tem muita água para passar debaixo da ponte ainda. Sem dúvida nenhuma, começar dessa maneira é importante, nos dá, além de confiança, os pontos que a gente precisa. Nos dá gordura, porque pode acontecer um momento de oscilação e a gente pode passar por uma eventual turbulência da melhor maneira. A gente segue mantendo os pés no chão, com muita humildade e trabalhando bastante para fazer com que essa sequência se repita pelo maior tempo possível”.

O Bragantino venceu as quatro partidas que disputou fora de casa na Série A e abriu quatro pontos de vantagem sobre o Athletico-PR, segundo colocado e com um jogo a menos. Na próxima rodada, o Massa Bruta recebe o Ceará, quinta-feira (01/07), às 16h, no Nabi Abi Chedid.

 

Agência Brasil

Vitinho faz gol na goleada do Flamengo Sub-15 diante do Boavista pela Copa Rio

0

Neste último sábado logo pela manhã no campo da Gávea, os Garotos do Ninho Sub-15 abriram os trabalhos com um show de bola, pela sexta rodada da Copa Rio da categoria. O Mengão venceu de goleada o Boavista pelo placar de 6 a 0, Com gols de Lorran, Bill (2), Vitinho, Felipe e Pedro Nunes.

O ariquemense Vitinho, zagueiro e artilheiro fez o seu segundo gol com a camisa do Flamengo na competição. No jogo contra o Bangu, Victor fez um dos gols da vitória do Mengão por 2 a 1.

A vitória do Flamengo fez com que assumisse a liderança da competição com 13 pontos.

 

Vitinho comemorando o gol contra o Bangu  (Foto: Site Oficial do Flamengo)

Vitinho comemorando o gol contra o Bangu (Foto: Site Oficial do Flamengo)

Escalação do Flamengo: Caio Barone; Joaquim, Lucas, Vitinho e Hugo; Edmilson, David e Guilherme Gomes; Bill, Leonardo e Lorran. Técnico: Leonardo Cherede.

O próximo compromisso do Flamengo será o clássico contra o Vasco, que acontece no sábado (03.07), às 15h, no Estádio Nivaldo Pereira.

Oito equipes irão disputar o Campeonato Rondoniense Sub-20

0

A FFER (Federação de Futebol do Estado de Rondônia) comunica nesta terça-feira a participação de oito clubes na disputa do Campeonato Rondoniense Sub-20. Dentre os participantes estão: Avaí Rondônia, Brazuca, Espigão, Guaporé, Porto Velho, Real Ariquemes, Rondoniense e Saint Germain. A competição de base está programada para iniciar no dia 10 de julho.

De acordo com o Departamento de Competições da FFER, a antecipação do Campeonato Rondoniense Sub-20 ocorreu em virtude de uma adequação no calendário em virtude do prazo de inscrição da FPF (Federação Paulista de Futebol) para a Copa São Paulo de Futebol Júnior do ano que vem, o qual será concluído no mês de setembro.

Nos próximos dias, o Departamento de Competições estará divulgando o regulamento e a tabela da competição que garantirá vagas para as disputas da Copa São Paulo de Futebol Júnior e da Copa do Brasil Sub-20 em 2022.

Clubes tradicionais no campeonato rondoniense Sub-20 estarão de fora da competição como: Vilhenense atual campeão, Ji Paraná e Genus. Já o Avaí Rondônia, Brazuca, Espigão, Guaporé e Saint Germain, são os novatos na competição.

Regulamentada concessão para pescado artesanal

0
O Selo Arte do Pescado permitirá que os produtos alcancem todo o território nacional

No ano em que se comemoram três da publicação da Lei do Selo Arte e dois da regulamentação pelo Decreto nº 9.918/19, o Governo Federal publicou, na Portaria nº 176/21, os regulamentos para que produtores de pescado e de produtos derivados da pesca artesanal obtenham a certificação de produto artesanal.

O certificado de identidade e qualidade, que possibilita o comércio nacional de produtos alimentícios de origem animal elaborados de forma artesanal e amplia as oportunidades de venda dos produtos, entra em vigor em 1º de julho de 2021.

Os produtos artesanais de pescado são tradicionais em diversas regiões do Brasil, mas só podiam ser consumidos nas regiões onde são produzidos. O Selo Arte do Pescado permitirá que os produtos alcancem todo o território nacional, ampliando o consumo e, consequentemente, a renda das regiões de origem.

A portaria identifica como produto artesanal “aquele produzido em unidade de beneficiamento de pescado, elaborado a partir do pescado inteiro ou das suas partes, cujo produto final é individualizado, genuíno e mantém a singularidade e as características tradicionais, culturais ou regionais, com emprego de boas práticas agropecuárias e de fabricação, utilizando-se prioritariamente de receita tradicional, conforme protocolo de elaboração específico estabelecido para cada tipo e variedade”.

Além das definições específicas do pescado, o regulamento, fruto de um trabalho coletivo, que contou com a participação das secretarias de Aquicultura e Pesca e de Defesa Agropecuária, estabelece formas de reconhecimento de produtos como artesanais, reforça as exigências de Boas Práticas Agrícolas e de Fabricação e determina a elaboração de um manual de boas práticas, que ainda será publicado.

 

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Prorrogado o prazo para alistamento militar em 2021

0
Apresentação da documentação por brasileiros naturalizados também foi alterada

Decreto do Presidente da República, Jair Bolsonaro, prorroga até 31 de agosto de 2021 o prazo para a apresentação obrigatória para o alistamento militar. Além disso, no caso dos brasileiros naturalizados ou por opção, o prazo para apresentação obrigatória para o alistamento, neste ano, será de sessenta dias.

A medida é necessária, considerando que, em função da Covid-19, vários municípios seguem com suspensão de atendimento ao público nas Juntas de Serviço Militar. Essa suspensão acaba dificultando o alistamento de diversos jovens carentes que não possuem acesso à plataforma digital. O prazo original era dia 30 de junho.

Prorrogação semelhante foi feita no ano passado, trazendo benefícios aos participantes e garantindo a qualidade da seleção geral.

Com informações da Secretaria-Geral da Presidência da República

Lançado novo sistema nacional de cadastro para pescadores profissionais

0

No Dia do Pescador, lembrado nesta terça-feira (29), foi lançado um novo sistema nacional de cadastramento e recadastramento de pescadores profissionais, 100% digital. É o Sistema Informatizado de Registro da Atividade Pesqueira (SisRGP 4.0), que é totalmente gratuito. Um passo importante, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para o fortalecimento do trabalho de pescadores artesanais e industriais de todo o país.

Além de ser mais rápido, o novo sistema é mais seguro, pois permitirá o cruzamento de dados, combatendo fraudes relacionadas, por exemplo, ao seguro defeso, que garante a sobrevivência de quase 1,2 milhão de pescadores durante o período que ficam impedidos de pescar em razão da necessidade de preservação das espécies.

O cadastramento no SisRGP 4.0 poderá ser feito pela internet, sem precisar se deslocar até uma superintendência estadual.

Etapas para o cadastramento

A atualização da situação profissional dos pescadores será feita por etapas.

A primeira fase ocorrerá de 6 de julho a 31 de agosto para os pescadores que moram no estado de Pernambuco e que tenham Licença de Pescador Profissional na situação de Deferida.

Já a segunda etapa, ocorrerá dos dias 1º de outubro deste ano a 31 de setembro de 2022 para os trabalhadores de todo o país com Licença de Pescador Profissional na situação Deferida, inclusive aqueles contemplados na primeira etapa e que não tenham feito o recadastramento.

A terceira etapa ocorrerá a partir de 1º de outubro deste ano até enquanto houver demanda; e será dirigida para o cadastramento em todo o território nacional de pescadores com Licença de Pescador Profissional em situação Cancelada e sem protocolo de requerimento inicial de outra licença. Essa etapa também será dirigida para pescadores sem protocolo, ou seja, pessoas físicas sem vínculo ao Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e sem protocolo de requerimento inicial da Licença de Pescador Profissional; e pescadores com Licença de Pescador Profissional em situação Suspensa e sem comprovante de protocolo de entrega de recurso administrativo.

A quarta e última etapa será de 1º de novembro deste ano até 31 de setembro de 2022; e será destinada, por exemplo, a pessoas físicas com protocolo de requerimento inicial de Licença de Pescador Profissional, devidamente regularizado; e pescador com Licença em situação Suspensa ou Cancelada e com protocolo de requerimento inicial de Licença de Pescador Profissional, obedecidos os prazos de solicitação para novos requerimentos em vigor no ato da suspensão ou do cancelamento.

Como acessar o SisRGP 4.0

Os pescadores podem acessar o novo sistema sem intermédio de associações e entidades do setor. É só acessar o site e criar uma conta no gov.br, optando obrigatoriamente por uma das opções de login: validação facial no aplicativo Meu Gov.Br, Internet Banking ou Certificado digital.

Após o login, o pescador deve acessar o serviço CREATE pescador. O pescador que já tiver conta no gov.br, deve acessar o serviço REAP Pescador Profissional.

Depois da atualização cadastral, o profissional da pesca receberá uma carteira de pescador em formato digital com QR Code.

Rede Pesca Brasil

Também nesta terça-feira (29), o Governo Federal lançou, por meio de decreto, a Rede Pesca Brasil, que intensificará o diálogo entre governos e a sociedade civil envolvida na atividade da pesca.

Segundo o Ministério da Agricultura, essa Rede tem como objetivo restabelecer os antigos colegiados pesqueiros, com inovações para reduzir os custos, trazer maior eficiência e assessorar a Secretaria de Aquicultura e Pesca na tomada de decisões relacionadas à gestão sustentável dos recursos pesqueiros do Brasil. A Rede será formada pelos Comitês Permanentes de Gestão e por um banco de cientistas acadêmicos e pesqueiros.

“A Rede Pesca Brasil, em resumo, é a recriação dos Comitês Permanentes de Gestão, que é uma rede nacional de universidades e institutos de pesca e professores que auxiliam na criação de políticas nacionais de pesca”, explicou o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior.

Lei que permite condenado reduzir pena pelo estudo completa dez anos

0

O Brasil tem atualmente cerca de 125 mil pessoas condenadas em regime fechado ou semiaberto que estudam e podem reduzir suas penas com a frequência em cursos, segundo dados do governo federal. No total, o país tem aproximadamente 760 mil pessoas presas em mais de 1,4 mil unidades prisionais — 66% dos presídios têm pelo menos uma sala de aula e 57%, uma biblioteca.

A possibilidade da remição da pena pelo estudo foi instituída pela Lei 12.433, de 2011, que está completando dez anos de vigência. Sancionada em 29 de junho daquele ano pela então presidente da República Dilma Rousseff, a lei foi publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte.

A norma alterou a Lei de Execução Penal (LEP) para acrescentar que a redução da pena dos presos pode se dar, também, pelo estudo. Até 2011, a LEP (Lei 7.210, de 1984) previa apenas a remição pelo trabalho. O benefício da remição pelo estudo autoriza a redução de um dia da pena a cada 12 horas de estudo, distribuídas em três dias, em atividades de ensino fundamental, médio,  profissionalizante, superior ou ainda de requalificação profissional.

Dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (janeiro a junho de 2020) e de nota técnica da Coordenação de Educação, Cultura e Esporte (maio de 2020) do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) mostram que o sistema tem capacidade atual para atender pelo menos 147 mil presos em atividades educacionais, se usados três turnos diários.

Dos atuais 125 mil que estudam, 79 mil estão cursando educação básica na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) e educação profissional (cursos técnicos ou de formação inicial e continuada). São 26,8 mil os condenados envolvidos em projetos de leitura e 17,7 mil, em atividades educacionais complementares (videoteca, lazer, cultura etc) e 433 pessoas em atividades esportivas relacionadas ao processo educacional. A maioria dos internos (82%, segundo dados de 2016) leem mais de dez livros por ano.

A Lei da Remição pelo Estudo teve origem em projeto de lei (PLS 265/2006) do então senador Cristovam Buarque, aprovado pelo Senado em junho de 2011. Ela determina que os condenados criminalmente em todo o Brasil têm o direito de descontar um dia de pena para cada 12 horas de frequência escolar.

De acordo com a lei, a remição de pena pode acontecer com atividades de estudo presenciais ou na modalidade de ensino a distância.

Além do desconto de um dia de pena para cada 12 horas de estudo, o condenado tem direito a acréscimo de um terço no total se concluir o ensino fundamental, médio ou superior durante o período de cumprimento da pena. Quem é autorizado a estudar fora do estabelecimento penal tem que comprovar mensalmente a frequência e o aproveitamento escolar por meio de declaração da unidade de ensino.

A remição tem de ser declarada pelo juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa, e o condenado tem direito a receber uma relação com os dias descontados. O tempo remido é computado como pena cumprida para todos os efeitos legais.

Ainda de acordo com a lei, os condenados podem somar o tempo descontado por estudo àquele decorrente de trabalho. Se o preso fica impossibilitado de estudar ou trabalhar em virtude de acidente, continua a contagem de tempo, para fins de remição. Por outro lado, o juiz pode revogar até um terço do tempo de remição em caso de falta grave.

As informações públicas do Depen, órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostram também que houve evolução considerável no número e do percentual de pessoas envolvidas em atividades educacionais no sistema prisional brasileiro nos últimos anos. São Paulo, Pernambuco e Santa Catarina são os estados com maior número de condenados envolvidos em atividades educacionais.

Houve um incremento no quantitativo de pessoas presas em atividades educacionais de 276% entre 2012 e 2019, saindo de cerca de 47 mil para 124 mil, e praticamente dobrando o percentual de pessoas envolvidas nessas atividades, segundo o documento.

“Ressalta-se que os dados indicam a imprescindibilidade do fortalecimento da política de educação para o sistema prisional, bem como da importância dos investimentos em ações de fomento à educação, buscando a eficiente e eficaz reintegração da pessoa que encontra-se privada de liberdade”, diz a nota técnica. Ganhos pedagógicos, cognitivos e nos processos educacionais são comprovadamente essenciais “para a formação e encaminhamento de qualquer ser humano”, conclui.

Cursos não formais

Recentemente, o Senado aprovou projeto de lei que altera a lei da remição para permitir a redução de penas também com cursos não formais. O PL 4.725/2020 é de autoria do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), atual presidente do Senado. Os senadores já aprovaram a proposta, com  70 votos a favor e 3 contrários, em 12 de maio. A matéria foi remetida para votação da Câmara dos Deputados poucos dias depois.

Atualmente, o projeto foi apensado ao PL 7.791/2010, do então senador Demóstenes Torres, que trata da assistência educacional devida aos presos. Os deputados devem votar a questão nas próximas semanas, pois ambas as propostas tramitam com prioridade.

O PL 4.725/2020 permite a redução de pena pela frequência em cursos que ajudem na reinserção social do presidiário. Segundo Pacheco, outras atividades educacionais, que vão além da educação formal, também podem contribuir para que o condenado possa voltar a fazer parte da sociedade. O projeto prevê que os cursos tenham natureza científica e certificação das autoridades competentes.

A legislação aplicada para redução de pena será a mesma da prevista para os cursos da educação formal. Na justificação de seu projeto, Pacheco argumenta que outras atividades educacionais podem contribuir para que o condenado possa voltar a fazer parte da sociedade, como os cursos de inteligência emocional: “Ademais, além do ganho em conhecimento, a participação em cursos educacionais retira o preso da ociosidade, bem como o afasta do cometimento de crimes e infrações disciplinares dentro do estabelecimento prisional”, explica o senador.

Pacheco afirma que “ampliar os cursos que permitam a remição da pena é medida bastante promissora. A amplitude dos assuntos a serem abordados é imensa. Temas como tolerância, respeito ao próximo e às diferenças, relações sociais e controle emocional são alguns deles”.

Prevenção

O projeto foi aprovado na forma do relatório do senador Paulo Paim (PT-RS). Na opinião dele, é preciso combater o entendimento de que a educação se resume ao ensino formal: “Há muito tempo os especialistas na pedagogia reconhecem o ensino não formal como parte importante do aprendizado que, ouso dizer, na educação de adultos privados de liberdade possui ainda maior expressão”, apoia Paim no relatório.

Das quatro emendas apresentadas, o relator acolheu duas — da senadora Rose de Freitas (MDB-ES) e do senador Luiz do Carmo (MDB-GO) — na forma de subemenda que estabelece que “o curso de desenvolvimento pessoal, devidamente certificado, deverá contribuir para a ressocialização do condenado, versando, preferencialmente, sobre temas que previnam a reincidência específica no crime praticado, voltados para ética e a moral e os relativos à garantia e promoção dos direitos humanos, direitos da mulher, proteção à família, proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiências e de proteção à infância, à juventude e aos idosos, nos termos do regulamento da autoridade federal ou estadual competente”.

Caso seja aprovado pelos deputados sem modificações, o PL 4.725/2020 seguirá direto para sanção.

Leitura

Em vários presídios e penitenciárias do Brasil há também a possibilidade de o condenado diminuir sua pena com a leitura de livros por meio de programas estaduais, mas essas ações não são previstas na LEP.

Em 2019, o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO), apresentou o PL 4.988/2019, que permite a remição de parte do tempo de execução da pena mediante a participação voluntária do preso em projeto de leitura com apresentação de resenha sobre o livro lido. Esse projeto ainda não tem relator.

A proposta de Kajuru altera a LEP para acrescentar que o condenado pode remir quatro dias do tempo da execução da pena para cada livro lido e resenhado.

A remição pela leitura terá de ser vinculada a projeto específico de leitura, constituído pela autoridade penitenciária e aprovado pelo juízo da execução, “com critérios objetivos para seleção de livros e elegibilidade de presos e a previsão das datas periódicas de avaliação”. O condenado não poderá ser obrigado a participar.

A apresentação da resenha sobre cada livro lido poderá ser oral ou escrita. A resenha será analisada por comissão avaliadora, que enviará o resultado da avaliação ao juiz de execução penal, no prazo de até dez dias após a data de análise, para que o juiz decida sobre o aproveitamento para fins de remição.

Ainda de acordo com o projeto, o diretor do estabelecimento penal terá de encaminhar relatório mensal ao juiz com a identificação e quantidade de presos participantes do projeto, assim como as leituras de cada um deles.

Kajuru afirma que, em 2013, a remição pela leitura foi recomendada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a todos os tribunais. Ele diz que sua proposta foi inspirada em projeto anterior do ex-senador Cristovam Buarque.

“Este projeto busca dar força de lei a essa iniciativa tão importante para a ressocialização. Enquanto preso, a pessoa tem seu capital humano depreciado. O incentivo à leitura é estratégia importante para compensar essa perda e preparar a pessoa para o retorno ao mercado, o que ajudará a reduzir a reincidência criminosa. Este projeto se inspira no PLS 208/2017, do então senador Cristovam Buarque. Estamos convencidos de que se trata de aperfeiçoamento justo e necessário de nossa lei de execução penal”, afirma Kajuru na justificativa.

CNJ

Em 4 de maio deste ano, o Conselho Nacional de Justiça aprovou nova resolução com regras nacionais para que juízes calculem quantos dias um preso pode reduzir da sua pena por meio do estudo ou da leitura.

A regulamentação atende uma determinação do STF que, ao conceder em março habeas corpus a uma presa de Santa Catarina aprovada no Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), reconheceu o direito à remição por leitura, e incumbiu o CNJ de regulamentar o tema.

De acordo com o CNJ, serão consideradas para o cálculo da remição três tipos de atividades educacionais realizadas durante o período de encarceramento: educação regular (quando ocorre em escolas prisionais), práticas educativas não-escolares e leitura. Para fazer jus à antecipação da liberdade, a pessoa condenada terá de cumprir uma série de critérios estabelecidos pela norma do CNJ para cada uma das três modalidades de estudo.

O CNJ informa também que, atualmente, pelo menos 327 mil presos não completaram os nove anos do ensino fundamental e 20 mil são considerados analfabetos.

De acordo com a resolução do CNJ, em relação à leitura, a pessoa presa que quiser diminuir seu tempo de pena a cumprir poderá ler qualquer livro de literatura emprestado de biblioteca prisional, por exemplo. Ela deverá apresentar um relatório de leitura que será remetido à Vara de Execuções Penais. Cada obra lida, após o reconhecimento da Justiça, reduzirá em quatro dias a pena da pessoa presa. A resolução do CNJ estabelece o limite de 12 livros lidos por ano e, portanto, 48 dias remidos como teto anual dessa modalidade de remição.

Outros projetos

Também de autoria de Jorge Kajuru é o PL 227/2021, que inclui o estudo como requisito para que presos tenham acesso à progressão do regime da pena. Hoje, a LEP prevê apenas o trabalho e o bom comportamento como critérios para a concessão do benefício. Durante as votações do Plenário na quarta-feira (23), Kajuru pediu apoio à proposta e indicação de relator.

— Sempre critiquei o tempo de encarceramento como único fator para a progressão de regime. Por isso, em 4 de fevereiro, protocolei o projeto que altera regras e condiciona a progressão do regime ao trabalho e estudo cumulativo, com o objetivo de comprovar que o reeducando está pronto para a sua reinserção social. O projeto disciplina ainda que perde o direito à progressão e retorna ao regime anterior o preso que interromper sem motivo justo os estudos ou o trabalho. Temos de ser mais rigorosos na progressão de regime, autorizando-a apenas para sentenciados que mereçam voltar a viver em sociedade — disse Kajuru.

O projeto mantém os mesmos requisitos de cumprimento da pena para possibilitar a progressão, que permite ao detento passar do regime fechado para o semiaberto ou aberto. Mas o texto determina que o benefício só poderá ser concedido a quem “ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento” e estiver trabalhando e/ou estudando, ou possa comprovar a possibilidade de fazê-lo imediatamente.

De acordo com a proposta, o juiz pode estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto para os presos que precisam sair para estudar. A legislação em vigor já admite essa possibilidade para condenados que saem para trabalhar em horários previamente fixados.

O projeto prevê uma exceção. Para a concessão do regime aberto em residência particular, não será exigido o requisito de estudo quando o condenado for maior de 70 anos, for acometido de doença grave, gestante ou detenta com filho menor de 18 anos ou com deficiência física ou mental.

O PL 227/2021 prevê a possibilidade de regressão de regime, caso o preso interrompa o estudo ou o trabalho. Para não perder o benefício, o condenado deve “apresentar motivo legítimo” ao juiz da Vara de Execuções Penais e ao Ministério Público.

“São atividades que estimulam a reflexão sobre princípios, valores, pensamentos e atitudes. Mesmo que não se perceba a mudança, elas contribuem inconscientemente para o crescimento e desenvolvimento pessoal do ser humano. Pretendemos fazer com que esse benefício somente seja possibilitado àqueles condenados que verdadeiramente estejam dispostos a contribuir para a sua ressocialização”, afirma Kajuru na justificativa do projeto.

Já o PL 3.028/2019, do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), propõe dobrar os parâmetros para cálculo da remição por trabalho e por estudo. O projeto, que também está aguardando designação de relator no Senado, determina que o condenado poderá diminuir 1 dia de pena para cada 24 horas de frequência escolar (atualmente bastam 12h), divididas em 6 dias; e também diminuir 1 dia de pena para cada 6 dias de trabalho (3 dias atualmente).

Contarato afirma na justificativa que apresentou a proposta depois de constatar que criminosos presos por homicídio podem ficar menos de um ano em regime fechado se conseguem acumular tipos diferentes de remição e progressão de pena.

“Não acredito que devemos revogar o instituto, haja vista que o trabalho e o estudo são as únicas vias possíveis para a recuperação do indivíduo que está segregado. Não se deve perder de vista que o recluso um dia sairá e precisará ter encontrado no cárcere ferramentas para construir uma nova vida digna e distanciada dos caminhos do crime, um dos objetivos da pena é a readaptação ao convívio sócio familiar. Como meio de manter um benefício que propicia melhores condições de ressocialização e como uma forma de estabelecer um critério mais rígido que irá aproximar a pena efetivamente cumprida daquela constante da condenação, entendo por razoável estabelecer o critério de  remição de 1 dia de pena por 6 dias trabalhados e 1 dia de pena por 24 horas de estudo. Observe-se que tais requisitos temporais respeitam a razoabilidade e não impedem a eficácia prática do instituto. Além disso, aproximam-se da realidade de quase todos os trabalhadores deste país, que têm direito a apenas um dia de descanso semanal”, argumenta Contarato na justificativa de seu projeto.

(Com Agência CNJ de Notícias) 

Fonte: Agência Senado