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Rondônia avança no ranking nacional de distribuição de vacinas contra a covid-19

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O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), registrou nesta segunda-feira (12) por meio dos Sistemas de Informação de Insumos Estratégicos (Sies) do Ministério da Saúde, que o Estado está na  7ª colocação no ranking brasileiro de distribuição de vacinas contra a covid-19 aos municípios. Os dados estão disponíveis no site do Ministério da Saúde. O Estado está prestes a contabilizar um milhão de doses recebidas pelo Governo Federal, totalizando 979,508 doses de imunizantes e o percentual de repasse de 96,2% para o interior do Estado.

A estratégia logística para alcançar os municípios mais longínquos é baseada em uma técnica assertiva e transparente fundamentada no Plano Nacional de Operacionalização (PNO) da Vacinação contra a covid-19, adotado pelo Governo do Estado. As doses que chegam ao Estado ficam armazenadas menos de 24 horas na Central Estadual de Rede de Frio, e distribuídas em seguida às Regionais de Saúde de: Ji Paraná, Cacoal, Vilhena, Ariquemes, Rolim de Moura, e Porto Velho.  O diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima, reitera que a união de esforços visa fortalecer as ações para que cada vez mais, Rondônia seja  destaque nacional no enfrentamento à covid-19.  “Essa qualificação no ranking nacional na distribuição de imunizantes feita pela Agevisa, é justamente devido à preocupação em ter o imunizante, o mínimo possível nos depósitos e o máximo possível à disposição da população, especialmente no cidadão que tem o interesse de se vacinar e se proteger contra a covid-19”.

Segundo Gregório, a meta é reforçar a vacinação contra a covid-19 e para isso, são necessários dois passos importantes: uma força-tarefa municipal articulada com relação à alimentação no sistema, e agilidade na aplicação das doses. “Apelamos aos municípios que receberam os imunizantes, para que façam a aplicação deles mais rápido possível. É importante, inclusive, atualizar o sistema, porque só assim melhoraremos também este ranking que é importantíssimo e a população ficará livre da covid-19”.

A expectativa é de que até dezembro todos os públicos do PNO em Rondônia estejam vacinados. “Nossa população é quase um milhão e oitocentas pessoas, e nós já estamos na margem de um milhão de vacinas, então o prognóstico de receber vacinas está muito dentro do esperado; esse é o nosso projeto, nosso plano, é nosso desejo. A Agevisa fará todo o esforço necessário para que isto se concretize”, finalizou Gregório.

Em Vilhena, mulher perde R$ 1.500,00 ao quitar boleto “fake” enviado por golpista através do WhatsApp

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Valor era referente a financiamento de veículo pelo banco Safra

Na noite de ontem, uma mulher de 34 anos procurou a Polícia Civil de Vilhena para denunciar que havia sido vítima de um golpe aplicado através do WhatsApp.

Segundo a denunciante, ela recebeu um boleto, referente ao financiamento de um veículo, supostamente emitido pelo banco Safra. Como reconhecia o valor de R$ 1.500,00 cobrado no documento como a quitação do financiamento, acabou pagando o débito.

Ocorre que, após o pagamento, o banco Safra negou ter enviado o documento. A mulher alega que, na mensagem que recebeu através do aplicativo, as informações eram correta, levando-a a crer que se tratava da transação financeira que havia contratado.

Com o prejuízo dos R$ 1.500,00 a denunciante registrou o caso na tentativa de chegar aos autores do golpe.

Fonte: Imagem ilustrativa
Autor: Da redação/FS

Força Nacional reforça policiamento na região do Cone Sul de Rondônia

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As equipes também reforçam o policiamento preventivo e repressivo quanto ao tráfico internacional de entorpecentes, armamentos e repressão a crimes ambientais (fauna e flora), haja vista a atuação em áreas de reservas ambientais e terras indígenas.

Militares da Força Nacional de Segurança Pública iniciaram missão de reforço do policiamento nas áreas pertencentes ao Cone Sul do Estado (3º BPM/Vilhena), bem como nas demais áreas pertencentes ao Comando Regional de Policiamento III (4º BPM/ Cacoal e 10º BPM/ Rolim de Moura), na última quinta-feira (08).

No Estado, mais de 100 policiais da Força Nacional irão auxiliar nas regiões de conflito agrário, a missão faz parte da chamada “Operação Rondônia”, que deve durar 90 dias, e conta com a ajuda de integrantes da Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Os homens e mulheres receberam informações quanto às peculiaridades do terreno para realizar reintegração de posse, bem como instruções específicas sobre a área de policiamento do Comandante Regional de Policiamento III, Coronel PM Paulo André Santos de Souza, do Subcomandante Regional de Policiamento III, Major PM Sinclair Araújo Lima e do Comandante do 3º BPM, Major PM Thiago Araujo Santos.

Objetivos

O foco da atuação da “Operação Rondônia” é direcionado para a paz no Campo, com a manutenção da ordem pública em função das constantes ameaças e invasões a propriedades rurais por grupos, em especial a Liga de Camponeses Pobres (LCP), que promove um estado de terror no ambiente rural.

As equipes também reforçam o policiamento preventivo e repressivo quanto ao tráfico internacional de entorpecentes, armamentos e repressão a crimes ambientais (fauna e flora), haja vista a atuação em áreas de reservas ambientais e terras indígenas.

Texto: SD PM Belli / P5 do 3º BPM

Fonte e foto: P5 do 3º BPM

Anvisa solicita alteração na bula das vacinas da Janssen e da AstraZeneca

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Evento adverso raro leva a alteração na bula para incluir contraindicação de uso nas vacinas contra a Covid-19.

Na última sexta-feira (9/7), após monitoramento do perfil de eventos adversos esperados com estas vacinas, no Brasil e no mundo, a Anvisa solicitou aos fabricantes Janssen e AstraZeneca/Fiocruz a inclusão na bula da contraindicação de uso para pessoas com histórico de síndrome de extravasamento capilar. 

Na Europa, os casos avaliados pela Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA) também apresentavam histórico familiar de síndrome de extravasamento capilar. 

Trata-se de evento adverso raro, mas potencialmente grave. A Anvisa já recebeu relato de uma suspeita de síndrome após vacinação e está avaliando o caso. 

Os profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais e sintomas da síndrome de extravasamento capilar e do risco de recorrência em pessoas que já foram diagnosticadas com a doença. 

As pessoas que foram vacinadas com plataforma adenoviral, como os imunizantes citados acima, devem procurar assistência médica imediata se sentirem inchaço rápido nos braços e pernas ou aumento repentino de peso nos dias seguintes à vacinação. Estes sintomas estão frequentemente associados à sensação de desmaio (devido à pressão arterial baixa). 

A síndrome 

A síndrome de extravasamento capilar é uma condição muito rara e grave que causa vazamento de fluido de pequenos vasos sanguíneos (capilares), resultando em inchaço principalmente nos braços e pernas, baixa pressão arterial, espessamento do sangue e baixos níveis de albumina, uma importante proteína do sangue. 

Torna-se necessário que os cidadãos e profissionais de saúde fiquem atentos aos sinais e sintomas do evento adverso e notifiquem imediatamente os casos suspeitos. É imprescindível o cuidado na identificação do tipo de vacina envolvida na suspeita, como o número do lote e o fabricante. 

Notificação   

A notificação de casos suspeitos de eventos adversos pós-vacinação relacionados à síndrome de extravasamento capilar pode ser registrada por meio dos sistemas VigiMedNotivisa e e-SUS Notifica. 

Saúde e Vigilância Sanitária

Anvisa alerta sobre risco de miocardite e pericardite pós-vacinação

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Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Casos ocorreram nos EUA após vacinação com imunizantes contra Covid-19 com RNA mensageiro (RNAm), como o da Pfizer. Agência mantém a recomendação de continuidade da imunização com a vacina da Pfizer, dentro das indicações descritas em bula, uma vez que, até o momento, os benefícios superam os riscos.

A Anvisa informa que os Estados Unidos (EUA) relataram a ocorrência de casos de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e de pericardite (inflamação do tecido que envolve o coração) após a vacinação contra Covid-19 com imunizantes de plataforma de RNA mensageiro (RNAm), como as vacinas da Pfizer e da Moderna. Dessas duas, apenas a Pfizer está registrada pela Anvisa para uso no Brasil, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.  

Uma análise da agência reguladora norte-americana (Food and Drug Administration – FDA) sugere que há riscos aumentados para a ocorrência de miocardite e pericardite, particularmente após a aplicação da segunda dose das vacinas. Os sintomas – dor no peito, falta de ar, palpitações ou alterações de batimentos cardíacos – surgem alguns dias após a vacinação.   

Até o momento, não há relato de casos dessas complicações pós-vacinação no Brasil. Para a Anvisa, a situação indica necessidade de uma maior sensibilização por parte dos serviços e profissionais de saúde para o adequado diagnóstico, tratamento e notificação de casos. A identificação precoce de sintomas e a adoção de tratamento oportuno são aspectos fundamentais para uma melhor evolução clínica de pacientes com quadro de miocardite e pericardite.   

A Agência esclarece que o risco de ocorrência desses eventos adversos é baixo, mas recomenda aos profissionais de saúde que fiquem atentos e perguntem às pessoas que apresentarem sintomas se elas foram vacinadas, especialmente com a vacina da Pfizer.  

Portanto, a Anvisa orienta aos vacinados com o imunizante da Pfizer que procurem atendimento médico imediato se tiverem sintomas como dor no peito, falta de ar e palpitações. Além disso, orienta os profissionais de saúde e os cidadãos a notificarem imediatamente casos suspeitos à Agência. 

A Anvisa ressalta que mantém a recomendação de continuidade da vacinação com a vacina da Pfizer, dentro das indicações descritas em bula, uma vez que, até o momento, os benefícios superam os riscos.  

Confira a íntegra das informações sobre o relato de casos de miocardite e de pericardite pós-vacinação com imunizantes de plataforma de RNA mensageiro (RNAm) no Comunicado 007/2021Para obter mais informações sobre a segurança da vacina da Pfizer, consulte a bula disponível no portal da Anvisa ou converse com um profissional de saúde. 

Sobre os casos 

Miocardite é a inflamação do músculo cardíaco e pericardite é a inflamação do revestimento externo do coração. Em ambos os casos, o sistema imunológico causa uma inflamação em resposta a uma infecção ou algum outro fator. Os sintomas podem incluir dor no peito, falta de ar ou palpitações. 

Esses eventos adversos foram identificados particularmente em adolescentes e adultos jovens, predominantemente do sexo masculino, acima de 16 anos, e podem ocorrer principalmente após a segunda dose da vacina. 

A gravidade dos casos pode variar. A maioria das pessoas que apresentou o evento após vacinação com imunizante contra a Covid-19 de RNAm nos Estados Unidos e procurou atendimento médico respondeu bem ao tratamento aplicado. 

Com o avanço da vacinação de pessoas mais jovens no Brasil, torna-se necessário que os cidadãos e profissionais de saúde fiquem atentos aos sinais e sintomas do evento adverso e notifiquem imediatamente os casos suspeitos. É imprescindível o cuidado na identificação do tipo de vacina suspeita de provocar o evento adverso, como número do lote e fabricante. 

Notificação  

A notificação de casos suspeitos de eventos adversos relacionados a miocardite ou pericardite poderá ser registrada por meio do sistema VigiMed, Notivisa e e-SUS Notifica. Confira as orientações sobre como notificar no Comunicado 007/2021. 

 

Fonte/Saúde e Vigilância Sanitária

Agência Brasil/Foto: Marcelo

Bolsonaro indica André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal

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O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, André Mendonça durante solenidade de Ação de Graças, no Palácio do Planalto.

Indicação publicada hoje deverá passar por aprovação do Senado

Diário Oficial da União

Se aprovado pelos senadores, ele vai ocupar a vaga do ministro Marco Aurélio Mello, que foi aposentado compulsoriamente, ontem (12), ao completar 75 anos de idade. O magistrado ingressou no STF em 13 de junho de 1990 e participou de sua última sessão plenária como membro da Corte no dia 1º de julho.

Em nota, Mendonça agradeceu o presidente pela confiança e se colocou à disposição do Senado. “De forma respeitosa, buscarei contato com todos os membros, que têm a elevada missão de avaliar meu nome. Por fim, ao povo brasileiro, reafirmo meu compromisso com a Constituição e o Estado Democrático de Direito. Deus abençoe nosso país!”, diz a nota.

Na noite desta segunda-feira (12), ao deixar o STF, após visita ao presidente da Corte, ministro Luiz Fux, Bolsonaro disse que Mendonça já vem conversando com os parlamentares e “existe sim, uma grande possibilidade de ser aceito.”

Perfil cristão

Esta é a segunda indicação que o presidente faz para um cargo no Supremo. Na primeira, em 2020, os senadores aprovaram o nome Kassio Nunes Marques, que era desembargador do Tribunal Regional Federal da 1° Região, para a vaga do ex-ministro Celso de Mello.

Na ocasião, Bolsonaro disse que, para esta segunda vaga, indicaria um jurista de perfil cristão. Ontem, ele afirmou que Mendonça é um “homem equilibrado, religioso, respeitador, que tem os seus princípios”. “Ele é sim extremamente evangélico, ele é pastor evangélico. Só faço um pedido para ele, que uma vez por semana ele comece a sessão [do STF] com uma oração. Independente do meu pedido, tenho certeza de que os demais 10 ministros, caso [o nome de Mendonça] seja aprovado no Senado, não vão se opor a isso, muito pelo contrário, vão se sentir com a alma bem mais leve para fazer o seu julgamento”, disse Bolsonaro.

Questionado sobre o fato do Estado brasileiro ser laico (que não adota uma religião oficial e separa assuntos religiosos da administração pública), para o presidente isso significa apenas “não impedir outras religiões em prol de uma só”. “O público evangélico, que é em torno de 40% [da população do país] merece uma pessoa aqui dentro [do STF]. E além de ser evangélico e pastor, ele tem profundo conhecimento das questões jurídicas”, afirmou Bolsonaro, destacando o currículo de Mendonça.

Advogado da União desde 2000 e com pós-graduação em Governança Global, André Luiz de Almeida Mendonça assumiu a Advocacia-Geral da União no início do mandato de Bolsonaro, em janeiro de 2019. Foi procurador seccional da União em Londrina e também coordenou a área disciplinar da Corregedoria da AGU.

Em abril do ano passado deixou a AGU, para assumir o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, no lugar de Sergio Moro. Em março deste ano, retornou ao comando da AGU após uma reforma ministerial.

Fonte/Agência Brasil

Presidente Alex Redano comemora avanços nas obras das cabeceiras da ponte no rio Jamari, na BR-421

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O presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano (Republicanos), vistoriou no último domingo (11), as obras de aterro das cabeceiras da ponte sobre o rio Jamari, na BR-421, ligando a Monte Negro, Campo Novo de Rondônia e Buritis. A terraplanagem, com o aterro dos dois lados está praticamente concluída. De um dos lados, já começou o processo de imprimação e pavimentação asfáltica e a expectativa é de que a obra seja inaugurada em breve.

“Estive lá no domingo e as máquinas estavam trabalhando. Nos próximos dias, devemos marcar a solenidade de inauguração. É uma obra esperada por toda a região e agradeço ao governador Marcos Rocha e ao diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), Elias Rezende, pela determinação em realizar esse serviço”, destacou Redano.

A obra está sendo executada pelo próprio DER, através da Residência em Ariquemes. A ponte com 140 metros de extensão e 10 metros de largura está pronta. Será feita a capa em asfalto CBUQ.

Texto: Eranildo Costa Luna-ALE/RO

Foto: Assessoria

Com quadro preocupante, senadores ouvem ideias para educação pós-pandemia

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Senadores e especialistas traçaram um quadro preocupante dos danos causados à educação pela pandemia da covid-19 em sessão temática remota, nesta segunda-feira (12), no Plenário virtual do Senado. Diversas ações foram propostas para minimizar esses danos e impedir um prejuízo ainda maior nos próximos anos.

A sessão foi presidida pela senadora Leila Barros (PSB-DF), que elogiou as contribuições dos palestrantes, mas expressou inquietação com a situação do ensino no país:

— Fica uma grande reflexão, nesta audiência, de todos vocês. Eu, de certa forma, volto para o Senado preocupada, mas motivada a estar junto com vocês para buscarmos essas respostas — afirmou a senadora.

Wellington Fagundes (PL-MT) lembrou a necessidade de união:

— O grande desafio para essa educação híbrida é capacitar toda a comunidade, professores, gestores, alunos e também as famílias. O desafio está lançado para todos nós, governo federal, estaduais e prefeituras. Quero insistir que sem a união de todos jamais repararemos os enormes prejuízos resultantes de quase dois anos de escolas fechadas.

Zenaide Maia (PROS-RN) defendeu o ensino integral como uma das possíveis soluções, ressalvando, porém, a limitação imposta pelo teto de gastos, que tem levado ao contingenciamento dos recursos para a educação.

— Não investir na educação pública deste país foi uma decisão política. Mas sem recursos, como vamos amenizar o que se abateu sobre a população mais carente deste país, que não tem acesso a nenhuma tecnologia? — questionou a senadora.

Números

Participaram da sessão representantes do Ministério da Educação (MEC) e de organizações não-governamentais ligadas à educação. Foram apresentados diversos números demonstrando a gravidade da situação. Marta Volpi, assessora de advocacia e políticas públicas da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente, citou levantamento segundo o qual no início deste ano 1,6 milhão de crianças informaram não estar estudando e 4,6 milhões informaram não ter recebido atividades para realizar em casa.

Diretora de operações do Instituto Sonho Grande, Ludmila Serpa apontou que 33% dos estudantes não participam das videoaulas e outros 23% só participam durante até uma hora.

O ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, presidente eleito da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), lamentou o que considera erros cometidos pelo governo, como a falta de capacitação de professores e a não distribuição de celulares e tablets aos estudantes. Mas salientou que “ainda é tempo” de corrigir em parte esses erros. Também sugeriu que as escolas debatam o estresse emocional sofrido por alunos, professores e servidores da educação.

— A coisa que me parece mais errada seria voltar às aulas sem um espaço de acolhimento para a comunidade escolar falar disso. Nos primeiros dias de volta presencial, é preciso que as pessoas formem uma roda e conversem. Acredito que essa troca de experiências humaniza as relações entre as pessoas e é condição para uma catarse — opinou Janine.

Os representantes do MEC listaram as ações que vêm sendo realizadas para minimizar o impacto da pandemia. Tomás Dias Sant’Ana, secretário de Educação Profissional e Tecnológica, citou o programa Qualifica Mais, que criou 6 mil vagas em cursos na área de tecnologias da informação e comunicação; Mauro Luiz Rabelo, secretário de Educação Básica, mencionou o programa Brasil na Escola, criado em abril, que investirá R$ 200 milhões em 5 mil escolas do ensino fundamental. Carlos Eduardo Sanches da Silva, coordenador-geral de Planejamento Acadêmico, Pesquisa e Inovação, falou do programa Alunos Conectados, que disponibilizou pacotes de dados a 80 mil estudantes universitários para que eles possam acompanhar aulas a distância.

Educação híbrida

Formas de conciliar o ensino a distância — que não deixará de existir — com o ensino presencial foram um dos temas da sessão. O assunto foi tratado por Maria Inês Fini, presidente da recém-criada Associação Nacional de Educação Básica Híbrida (Anebhi), fundada para ajudar professores e gestores a se capacitarem para as novas formas de educação:

— Nós falamos das plataformas digitais como se pudéssemos desconhecer a realidade das famílias brasileiras. Criamos essa associação porque queríamos acolher os professores, que de uma sexta-feira para uma segunda-feira viraram YouTubers, atores de vídeo e tiveram que transformar seu ensino com os meios que tinham. A escola brasileira está machucada — avaliou Maria Inês.

Inep e Capes

Entre as propostas discutidas na reunião, figurou a criação de carreiras de Estado para os servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), da mesma forma como já ocorre com outras instituições de ensino, como o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

O instituto produz informações importantes para a tomada de decisões dos gestores, e para Adolfo Samuel de Oliveira, vice-presidente da Associação dos Servidores do Inep, a falta de uma carreira de Estado prejudica esse trabalho.

— A rotatividade de dirigentes é muito prejudicial, já que cada equipe nova demora um tempo para se inteirar. Para resguardar o interesse público, é necessário construir um arcabouço legal mais robusto, tornando o Inep uma autarquia sob regime especial, com carreiras de estado — expôs.

Danilo Dupas Ribeiro, presidente do Inep, garantiu que a gestão do instituto neste momento “é altamente técnica”:

— O fortalecimento institucional e a valorização dos servidores tornaram-se prioridades da nova gestão — assegurou.

Para Cláudia Mansani Queda de Toledo, que assumiu há três meses a presidência da Capes, a transição para o ensino pós-pandemia “é uma construção coletiva”:

— O grande objetivo é estarmos ao mesmo lado. A educação é mais que um direito fundamental. É a grande premissa para o exercício dos demais direitos coletivos ou sociais que nos angustiam tanto.

Fonte: Agência Senado

Inscrições para estudar mestrado profissional em roteiro nos EUA vão até o dia 23 de julho

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ACoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) prorrogou o prazo de inscrição para a seleção de dois roteiristas que irão cursar o mestrado profissional de formação de roteirista nos Estados Unidos. Os interessados devem preencher o formulário no site da Comissão Fulbright Brasil até as 23h59 de 23 de julho. A divulgação do resultado está prevista para setembro e o início das atividades para agosto de 2022.

As bolsas terão duração de até 21 meses. Os custos serão repartidos entre a Fundação brasileira e a Comissão estadunidense. A Capes pagará as taxas acadêmicas e administravas. Já a Fulbright arcará com valor mensal variável, a depender do campus e de decisão do governo americano, além de seguro-saúde, passagem aérea internacional de ida e de volta na classe econômica e auxílio-instalação de US$1 mil.

Edital nº7/2021 é parte do Programa Capes-Fulbright – Master of Fine Arts (MFA) in Screenwriting. Para se candidatar, é necessário ter nacionalidade brasileira, ser bacharel em curso de no mínimo quatro anos, ter experiência comprovada na área de elaboração de roteiros para produções audiovisuais, não ser mestre ou doutor e não ter outra bolsa. É necessário, ainda, comprovar nível de proficiência na língua inglesa, por meio do TOEFL IBT, com no mínimo 102 pontos, ou IELTS, com pontuação de ao menos 7. A documentação completa exigida está no edital.

Dúvidas no momento da inscrição devem ser encaminhadas até três dias úteis antes do fim do prazo para [email protected]. O e-mail para contato da CAPES em relação a esse programa é o [email protected].


Sobre o programa

O Programa CAPES-Fulbright – Master of Fine Arts (MFA) in Screenwriting é fruto da parceria entre a CAPES e a Comissão Fulbright. Os objetivos incluem proporcionar a formação qualificada de profissionais brasileiros, complementar a formação técnica e especializada na formação de roteiristas para a produção audiovisual, estreitar as relações bilaterais entre Brasil e EUA na área e dar maior visibilidade à produção audiovisual, tecnológica e cultural do País.

 

Com informações da Capes

Lançada campanha anual para promover os produtos orgânicos no país

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Para fortalecer o setor de orgânicos, o Ministério da Agricultura vai ampliar os recursos para a capacitação de produtores
Publicado em 12/07/2021 18h07
Lançada campanha anual para promover os produtos orgânicos no país

A produção de alimentos orgânicos cresceu 30% em 2020. – Foto: Banco de imagens

Para levar informações à população sobre os produtos orgânicos e seus benefícios, foi lançada nesta segunda-feira (12) a 17° Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico. O tema deste ano é Alimento Orgânico: Sabor e Saúde em sua Vida. A iniciativa é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A campanha busca informar os consumidores sobre como são produzidos os orgânicos, como identificar esses produtos nas feiras e nas prateleiras do supermercado, bem como sobre as formas de controle existentes para a prevenção de fraudes.

No lançamento, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, informou que o ministério, em curto prazo, por meio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), está destinando R$ 3 milhões para assistência técnica aos produtores de orgânicos.

“A produção orgânica se desenvolve de forma harmônica com a natureza, sem descuidar da geração de renda e da inclusão social para o produtor. É a expressão mais pura da sustentabilidade em seus três pilares: social, econômico e ambiental. Trata-se de uma ótima opção para aqueles que desejam uma alimentação saudável e nutritiva”, disse a ministra.

A campanha anual foi lançada em um seminário virtual que ocorre nesta segunda-feira (12) e terça-feira (13) para debater o setor de orgânicos. Mesas de diálogos serão realizadas com transmissões ao vivo pelo youtube da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro).

Dados do setor

O produto orgânico é aquele que, seja in natura ou processado, é obtido sem o uso de defensivos de origem química e de forma não prejudicial ao ecossistema local. Atualmente, cerca de 25 mil produtores estão cadastrados ministério como orgânicos.

A produção de alimentos orgânicos cresceu 30% em 2020, segundo dados da Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis). Esse aumento de produção, consumo e procura por alimentos cultivados e processados de forma mais sustentável movimentou cerca de R$ 5,8 bilhões no mercado nacional.

Produto seguro

A ministra Tereza Cristina citou que a produção segue regras de controle de qualidade e segurança. “A produção de orgânicos no Brasil é amparada por diversos mecanismos de controle e de garantia da qualidade que asseguram o cumprimento dos mais rígidos padrões de segurança”, disse Tereza Cristina.

Para serem comercializados, os produtos orgânicos deverão ser certificados por organismos credenciados no Ministério da Agricultura. São dispensados da certificação os produzidos por agricultores familiares que fazem parte de organizações de controle social cadastradas no ministério, que comercializam exclusivamente em venda direta aos consumidores.

Para os alimentos industrializados, somente são considerados orgânicos os com mais de 95% de ingredientes de origem na agricultura orgânica.

Produção orgânica

O sistema orgânico de produção tem entre as finalidades a oferta de produtos saudáveis sem contaminantes. Eles são produzidos sem a utilização de práticas e insumos que possam pôr em risco o meio ambiente e a saúde do produtor, do trabalhador ou do consumidor.

Outra finalidade é a preservação da diversidade biológica dos ecossistemas onde estejam inseridos os sistemas de produção, com especial atenção às espécies ameaçadas de extinção. Ocorre ainda o emprego de produtos e processos que mantenham ou incrementem a fertilidade do solo.

Saiba mais sobre a campanha e a produção orgânica no país

Com informações/Agricultura e Pecuária