Início Site Página 902

Defesa deflagra operação de combate a ilícitos transfronteiriços e ambientais

0

Para combater ilícitos nas fronteiras dos estados do Amazonas e de Roraima, foi deflagrada a Operação Ágata Conjunta, nesta semana. Cerca de 1,5 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica estão envolvidos na missão, que conta com a participação da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas. A iniciativa fortalece a presença do Estado, principalmente em áreas mais remotas, assegura a soberania do país, a lei e a ordem.

A Operação Ágata, que ocorre de modo articulado com países vizinhos, estados e municípios, inclui ações preventivas e repressivas contra crimes como contrabando, descaminho e narcotráfico, além de exploração mineral e garimpo ilegais, praticados na faixa de fronteira. Também, reforça o controle aduaneiro e apoia a população mais necessitada, como indígenas e demais residentes na faixa de fronteira. Para tanto, os militares dispõem de 100 embarcações, quatro navios patrulhas, um Navio de Assistência Hospitalar e 24 aeronaves para executar as atividades.

Repressão a ilícitos transfronteiriços

A Operação Ágata é desenvolvida, ao longo do ano, em diferentes estados e períodos, por apenas uma Força Singular ou por todas em conjunto.  A Ágata Conjunta é a primeira de 2022 com a participação das três Forças Armadas.

Dados da Operação, em 2021, mostram evolução de 50% na apreensão de drogas em comparação com 2020. No ano passado, foram apreendidas 27,9 toneladas de maconha, skank e haxixe, e, em 2020, 18,6 toneladas.

Assistência Social

Além das atividades de combate ao crime, as tropas atuam na assistência social aos povos ribeirinhos da região. Para isso, utilizam um Navio de Assistência Hospitalar, onde é prestado atendimento médico e odontológico. Recuperação de instalações públicas e palestras educativas e preventivas estão, também, entre as atividades planejadas visando o bem-estar social das comunidades locais.

 

Com informações do Ministério da Defesa

Ariel assume a artilharia do Rondoniense-2022

0
????????????????????????????????????

Jogador do Porto Velho marcou quatro vezes na vitória sobre o Pimentense na última quarta-feira

O atacante Ariel assumiu a ponta da artilharia do Campeonato Rondoniense 2022 com quatro gols. O jogador foi o grande destaque na goleada do Porto Velho sobre o Pimentense por 7 a 2 no estádio Aluízio Ferreira, em Porto Velho, em jogo adiado da primeira rodada do primeiro turno do Campeonato Rondoniense 2022.

Ariel anotou quatro gols pela Locomotiva e desencantou na temporada 2022. Além dele, também marcaram Fagner, Kiko Alagoano e Johnnatan, enquanto que Guatarzinho e Bruno Kiper descontaram para o Pimentense.

Ariel é seguido pelo atacante Cristiano, do União Cacoalense, com três gols. Já com dois gols estão: Fagner, Johnnatan, Kiko Alagoano e Yan (Porto Velho); Juninho e Léo Mineiro (Real Ariquemes); Anderson e Juninho (Rondoniense); Wilker (União Cacoalense).

Até o momento foram marcados 43 gols em 12 jogos do Campeonato Rondoniense registrando uma média de 3,58 gols/partida.

Confira a artilharia da competição:

4 gols
Ariel (Porto Velho);

3 gols
Cristiano (União Cacoalense);

2 gols
Fagner, Johnnatan, Kiko Alagoano e Yan (Porto Velho); Juninho e Léo Mineiro (Real Ariquemes); Anderson e Juninho (Rondoniense); Wilker (União Cacoalense);

1 gol
Anailson, Fabio Santos e Luan Maia (Genus); Bruno Kiper, Careca, Guatarzinho e Matheus RO (Pimentense); Júnior Porto (Porto Velho); Douglas, Edson, Juninho Rosa, Kennidy e Luiz Boone (Real Ariquemes); Alesson, Daniel e Fernandinho (Rondoniense).

Texto/Foto: Alexandre Almeida/FFER

Secretaria da Mulher debate 90 anos do voto feminino e violência política contra mulheres

0

A Secretaria a Mulher da Câmara dos Deputados promove, na próxima terça-feira (29), ciclo de debates denominado “Mais Mulheres na Política”. O primeiro painel trará o tema “90 anos do voto feminino no Brasil” e o segundo tratará do “Combate à violência política contra as mulheres”. Os eventos fazem parte da programação da campanha “Março Mulher”, em alusão ao mês e Dia Internacional da Mulher, comemorado em março.

Para falar sobre o voto feminino, foram convidadas cinco ex-deputadas federais constituintes: Rose de Freitas, hoje senadora pelo MDB-ES; as atuais deputadas federais Benedita da Silva (PT-RJ) e Lídice da Mata (PSB-BA), 2ª procuradora-adjunta da Mulher na Câmara; além de  Maria de Lourdes Abadia (DF) e Moema São Thiago (CE).

Já o tema da violência política será discutido pelas seguintes convidadas:

  • a diretora do Instituto Alziras, Roberta Eugênio;
  • a coordenadora do Grupo de Trabalho Prevenção e Combate à Violência Política de Gênero do Ministério Público Eleitoral, Raquel Branquinho;
  • a secretária Nacional de Políticas para as Mulheres do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH), Cristiane Britto;
  • representante do Instituto Marielle Franco; e
  • representante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ciclo de debates é uma realização conjunta da Secretaria da Mulher, Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal e Observatório Nacional da Mulher na Política (ONMP), e será realizado das 14h às 17h, no plenário 6, em formato semipresencial. Haverá transmissão pelo portal e-Democracia e também pelo canal da TV Câmara no YouTube.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Revisões contratuais e atrasos em licitação suspenderam entrega de remédios contra leucemia, diz governo

0

Representantes de associações lamentam impacto da falta desses medicamentos em 2021 na sobrevida de pacientes

Em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (25), a servidora do Ministério da Saúde Clariça Soares alegou problemas técnico-administrativos da pasta para justificar a suspensão, em diversos estados do País, do fornecimento de medicamentos de quimioterapia oral durante alguns meses de 2021.

Ouvida pela comissão especial da Câmara que acompanha ações de combate ao câncer no Brasil, Clariça, que é coordenadora-geral do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do ministério, explicou que a compra centralizada e a distribuição aos estados dos fármacos Dasatinibe, Imatinibe e Nilotinibe – usados no tratamento da Leucemia Mieloide Crônica (LMC) e da Leucemia Linfoide Aguda (LLA) – acabaram suspensas em 2021 por conta de revisões contratuais e de exigências do processo licitatório. A representante da pasta, no entanto, negou ter havido falha de planejamento.

A LMC é um câncer que se inicia na medula óssea e invade o sangue periférico. Afeta normalmente idosos. Já a LLA é um tipo de câncer do sangue e da medula óssea que afeta os glóbulos brancos e se manifesta principalmente na infância.

Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - A falta de medicamentos para tratar pacientes com Leucemia. Clariça Rodrigues Soares - Coordenadora do CEAF do Ministério da Saúde
Clariça Rodrigues (E): compra e distribuição dos remédios já foram normalizadas

De acordo com Clariça, os laboratórios que produzem com exclusividade o Dasatinibe e o Nilotinibe solicitaram em 2021 revisão dos preços pagos pelo Executivo pelos produtos. Nesses casos, por serem medicamentos exclusivos do fabricante, os contratos podem ser firmados sem licitação.

“Durante essa renegociação, um dos laboratórios, por conta própria, suspendeu as entregas”, disse a coordenadora, citando o exemplo do Nilotinibe.  “Porém, há uma série de trâmites burocráticos que levam tempo: precisamos de parecer jurídico e de análise de viabilidade econômica, a fim de não gerar ônus ao Estado”, explicou.

No caso do Dasatinibe, segundo ela, foram necessárias várias reuniões até a definição do novo preço. “O laboratório apresentou um reajuste muito acima do esperado pelo ministério.” Por outro lado, as falhas no fornecimento do Imatinibe, informou Clariça, foram motivadas por atrasos no processo licitatório no fim do ano passado.

Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - A falta de medicamentos para tratar pacientes com Leucemia . Dep. Weliton Prado PROS - MG
Weliton Prado cobrou mais transparência nos processos licitatórios

Em todos os casos, segundo o Ministério da Saúde, a compra e a distribuição dos medicamentos já foram normalizadas. Mesmo assim, ao reconhecer o prejuízo causado aos pacientes, a representante da pasta afirmou que o governo vem adotando ações para prevenir novas intercorrências.

“Criamos uma comissão externa para identificar antecipadamente quais medicamentos podem ter o fornecimento interrompido”, afirmou Clariça.

Outra ação, adiantou ela, será desenvolver painéis on-line para permitir o acompanhamento em tempo real dos processos de compra e distribuição e dos estoques desses medicamentos.

Transparência
Idealizador do debate, o presidente da comissão especial, deputado Weliton Prado (Pros-MG), afirmou ser fundamental aumentar a transparência de todo o processo.

“Muitos pacientes vêm sofrendo com a falta de medicamentos há algum tempo. A primeira cobrança que fizemos foi em abril 2020, e vemos que o problema permanece até hoje em 11 estados e no Distrito Federal”, observou. “Esses medicamentos são vitais, e a falta deles significa um sentença de morte para pacientes com câncer”, acrescentou.

Importância dos medicamentos
Também foram ouvidos na audiência pública representantes da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale); da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH); e do Instituto Vencer o Câncer (IVOC). Eles ressaltaram os ganhos que os quimioterápicos via oral trouxeram para pacientes com LMC e LLA.

Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - A falta de medicamentos para tratar pacientes com Leucemia. Catherine Moura da Fonseca Pinto - médica sanitarista e Diretora-Executiva da ABRALE
Catherine Moura relatou tentativas frustradas de contato com ouvidoria do SUS

“A Leucemia Mieloide Crônica é uma doença incurável, mas controlável. Esses remédios revolucionaram o tratamento dessa enfermidade. Com eles, a sobrevida do paciente passa a ser praticamente igual a quem não tem leucemia”, declarou José Francisco Marques Júnior, médico hematologista e presidente da ABHH.

Médico hematologista, Breno de Gusmão destacou o impacto da falta desses medicamentos na sobrevida de pacientes. “É um tipo de remédio que revolucionou e mudou a história de uma doença que começa lentamente, porém tem uma alta taxa de transformação para leucemias agudas, as quais, em muitos casos, levam a transplantes ou a óbito com mais frequência”, afirmou.

Por sua vez, a médica sanitarista e diretora-executiva da Abrale, Catherine Moura, criticou a falta de transparência do Ministério da Saúde durante a falta de abastecimento dos medicamentos e relatou tentativas frustradas de contato com a ouvidoria do SUS desde agosto de 2021.

“A reposta só veio em fevereiro de 2022. Demorou muito. Os pacientes ficaram durante todo esse período nas sombras, sem qualquer informação sobre o que estava ocorrendo”, comentou. De acordo com ela, 366 cidadãos relataram dificuldades de acesso aos medicamentos. “Toda vida importa, e cada uma tem valor inestimável”, frisou Catherine.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

CAS vota exames médicos obrigatórios para criança que entra na escola

0

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) tem reunião marcada para esta terça-feira (29), às 11h, com 13 itens na pauta. Um deles é o projeto que torna obrigatória a realização de avaliação de saúde nas crianças que ingressarem na educação infantil (PL 1.219/2019). De autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM), o texto estabelece a realização periódica de avaliação de saúde abrangente, que possa diagnosticar doenças ou outras condições que tenham potencial de prejudicar o desempenho escolar.

Conforme o projeto, a escola fica obrigada a manter o prontuário de saúde do estudante, que deverá incluir os resultados da avaliação e informações sobre a saúde pregressa, inclusive o histórico de doenças comuns da infância, doenças graves e alergias a medicamentos e alimentos. A criança com doenças ou condições de saúde diagnosticadas, ou com necessidade de cuidados de saúde específicos, deve ser encaminhada aos serviços do SUS. Pais ou responsáveis ficam obrigados a assistir a palestras de conscientização sobre questões de saúde e educação.

 Relatório

O relator, senador Flávio Arns (Podemos-PR), é favorável à matéria. Ele elogiou a iniciativa e disse que as medidas previstas servirão como instrumento de universalização do acesso à saúde dos alunos.

Flávio Arns apresentou três emendas. Uma delas é para suprimir o detalhamento do conteúdo das palestras aos pais e o rol de avaliações e exames a serem conduzidos nos educandos. Segundo o relator, essas regras são mais apropriadas a um futuro regulamento da matéria. Outra mudança é a previsão de que a escola disponibilizará, aos pais ou responsáveis, um comprovante de participação das palestras. A ideia é viabilizar a justificativa perante o empregador, em caso de eventual necessidade de ausência.

O relator também modificou a idade mínima para os exames obrigatórios, ampliando o alcance do projeto. Com a emenda, o estudante terá o direito de acompanhamento à sua saúde assegurado desde a pré-escola, aos quatro anos, quando se inicia a educação básica obrigatória. Pelo texto original, esse direito seria aos seis anos, com o início da educação fundamental.

A matéria já foi aprovada nas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), em 2020, e de Educação, Cultura e Esporte (CE), em 2021. Na CAS, o projeto tramita em caráter terminativo. Isso significa que, se for aprovada na comissão e não houver recurso para o Plenário, o texto seguirá direto para a análise da Câmara dos Deputados.

 Audiências

Na mesma reunião, a comissão vai votar um requerimento (REQ 20/2022), do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), para a realização de uma audiência pública para debater o projeto que regula a participação de representante dos empregados na gestão da empresa (PL 1.915/2019). Do senador Jaques Wagner (PT-BA) e relatado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), o projeto está em análise na CAS.

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) também apresentou um requerimento (REQ  21/2022) de audiência pública para promover o lançamento, na forma de seminário, do “Dossiê contra o Pacote do Veneno e em Defesa da Vida”. O documento foi organizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) e pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. O dossiê, destaca a senadora, é uma forma de alertar o Congresso Nacional e a sociedade sobre os riscos da ampliação do rol de agrotóxicos permitidos no país.

Fonte: Agência Senado

Guerra da Ucrânia: senadores alertam para risco de desabastecimento

0

A guerra entre Rússia e Ucrânia completa 30 dias nesta quinta-feira (24) e cresce a preocupação de senadores com as consequências do conflito para a economia brasileira. O aumento da inflação, a eventual falta de fertilizantes para a produção de alimentos e um possível desabastecimento no mercado interno estão entre as principais inquietações manifestadas por parlamentares durante sessão temática promovida pelo Senado.

— A inflação é talvez o efeito mais notório do conflito, ao lado do recuo do PIB [Produto Interno Bruto] mundial, no que toca à economia. A disparada dos preços do petróleo e de seus subprodutos, ou mesmo a interrupção do gás proveniente da Rússia, afeta diretamente a Europa, mas também impacta todos os demais países. De outro lado, cabe lembrar que a Ucrânia é um grande produtor de grãos — apontou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante o debate desta quinta-feira.

Representantes do governo admitiram que o conflito já gera reflexos no Brasil, mas tentaram tranquilizar os senadores. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou que a importação de fertilizantes não foi interrompida até o momento.

— O Brasil tem recebido esses fertilizantes. Nós temos acompanhado e monitorado, por meio do Ministério da Agricultura, todos os dias, os navios que saem do Brasil e que chegam ao país com esses fertilizantes — declarou ela.

A ministra disse que, mesmo antes do conflito, o governo já trabalhava para diminuir a dependência do Brasil de fertilizantes que, de acordo com o senador  Esperidião Amin (PP-SC) pode chegar a 95% em alguns itens. O senador destacou como legado importante o Plano Nacional de Fertilizantes, lançado neste mês. A meta desse plano é reduzir a dependência para 50% até 2050. Tereza Cristina ressaltou que trabalha em visitas técnicas com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para “racionalizar” o uso de fertilizantes e garantir o plantio.

— Com isso, nós podemos diminuir em até 25% o uso de fertilizantes neste ano, diminuindo aí a pressão dos fertilizantes, que podem vir a faltar. Eu quero dizer: podem. Não estão faltando hoje — frisou ela.

Segundo a senadora Rose de Freitas (MDB-ES), que propôs a audiência, os impactos do conflito já são perceptíveis e têm gerado preocupação entre os brasileiros.

— Hoje quem está preparando sua terra para plantar tem medo. Hoje o preço dos combustíveis, mesmo com todas as atitudes tomadas, nos causa muita inquietação. E é uma cadeia de repercussão que pode levar o Brasil a ficar num caos de abastecimento muito grave — alertou Rose.

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) também manifestou temor de que a produção agrícola seja afetada.

— O que na verdade tem nos preocupado, ministra Tereza Cristina, é exatamente o que já começa a acontecer com os produtores que tinham estoque nas suas propriedades. Assustados com o clima do desabastecimento desses fertilizantes essenciais, a chamada cadeia NPK (nitrogênio, fósforo, potássio), eles já começam a vender os seus próprios fertilizantes, porque é mais lucrativo hoje vender com esse diferencial esses fertilizantes do que fazer o próprio plantio, pelo temor de no próximo ano não ter em tempo oportuno a disponibilidade desses fertilizantes — relatou Rodrigues.

Diante das inquietações dos parlamentares, a ministra reiterou que é preciso prudência e calma:

— Vamos ter muita calma, muita prudência nesta hora. Nós temos de colocar as informações de maneira muito correta, para que o mercado, que já está numa instabilidade danada, também não aumente essa inquietação. A agricultura brasileira hoje trabalha com várias alternativas, várias opções, para que não tenhamos descontinuidade no nosso plantio e na nossa colheita — disse ela.

Trigo

O risco de desabastecimento de trigo é outro ponto de preocupação. De acordo com a ministra, Rússia e Ucrânia são responsáveis por 14% da produção mundial de trigo e 28,5% das exportações mundiais desse item. Mas Tereza Cristina lembrou que o Brasil importa trigo principalmente da Argentina.

— Esse é um problema que nós não devemos ter, sob o ponto de vista de abastecimento do nosso país para o nosso pãozinho, sobre o que nós temos muitas perguntas: “Vai faltar?”. Não. O nosso problema não é esse; o nosso problema hoje é preço, porque os preços das commodities são globalizados. Então, o preço já subiu de maneira exponencial no nosso mercado aí do trigo. Os efeitos serão bastante significativos se houver problema na produção da Rússia e da Ucrânia — admitiu a ministra.

Diálogo

Em outra frente, o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, salientou que a situação internacional é desafiadora e reforçou que é preciso criar espaços de diálogo entre Rússia e Ucrânia. A posição do Brasil, segundo ele, é contrária às sanções à Rússia neste momento.

— O Brasil não está de acordo com a aplicação de sanções unilaterais e seletivas. Essas medidas, além de ilegais perante o direito internacional, preservam concretamente os interesses urgentes de alguns países, como o fornecimento de petróleo e gás a nações europeias. Por outro lado, atingem produtos essenciais à sobrevivência de grande parcela da população mundial. O grande risco das sanções do modo como têm sido implementadas é que suas consequências recairão, no médio prazo, mais sobre o mundo em desenvolvimento do que sobre a própria Rússia, enquanto resguardam os países desenvolvidos de seus piores efeitos — defendeu o chanceler.

Durante a sessão, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) elogiou a atuação do Itamaraty sob a gestão do atual chanceler, mas apontou “dissonâncias” entre o que defendem embaixadores e o presidente Jair Bolsonaro, que, segundo o senador, tem buscado se alinhar ao presidente russo Vladimir Putin.

— Rogo a Deus e rogo à competência de Vossa Excelência pela teimosia de nossa chancelaria, da tradição da casa de Rio Branco, para que não se renda aos arroubos autoritários da parte do senhor presidente da República que subvertem a tradição diplomática brasileira — declarou Randolfe.

Em resposta, o chanceler reforçou que a posição do Brasil é a de “não abrir mão de ser um ator global” e de evitar repetir “uma lógica da Guerra Fria”. França também afirmou que o presidente Jair Bolsonaro tem ouvido as recomendações do Itamaraty.

Fonte: Agência Senado

Documentário que aborda memória e identidade de comunidade quilombola de Pimenteiras do Oeste é produzido em RO

0

Documentário “Narrativas Quilombolas” aborda a memória e identidade da Comunidade Santa Cruz de Remanescentes Quilombolas, de Pimenteiras.

 

Com objetivo de retratar a cultura e o cotidiano da Comunidade Santa Cruz de Remanescentes Quilombolas, localizada às margens do Rio Guaporé no município de Pimenteiras do Oeste, está sendo produzido em Rondônia o média-metragem “Narrativas Quilombolas”.

A produção do média-metragem está sendo coordenada pelo fotógrafo e produtor cultural, Washington Kuipers que informou que o projeto foi contemplado no Edital Nº 35/2021/SEJUCEL-CODEC 2ª Edição Jair Rangel Pistolino Prêmio de Produção Audiovisual e Artes Cênicas, no Eixo II Produção Audiovisual de Média-Metragem- Categoria B, com recursos do “Governo do Estado de Rondônia/Sejucel/Fedec/Ro”, Lei Federal 14.017/2020 (Lei Aldir Blanc), Governo Federal.

Segundo Washington Kuipers, a produção cinematográfica vai mostrar através de depoimentos da própria comunidade a cultura e a história da localidade, ressaltando assim a importância da memória e identidade no processo de reconhecimento de comunidades quilombolas.

Washington Kuipers lembra que em sua origem, as comunidades quilombolas eram formadas por pessoas escravizadas, que conseguiam fugir de cativeiros para locais considerados seguros. E é por isso que a localização de uma comunidade quilombola é tão importante, pois ela está repleta de histórias e significados e isso é essencial na formação da identidade de uma comunidade.

De acordo com Washington Kuipers, a produção cinematográfica média-metragem conta com interpretação em libras e libras e classificação livre. Ele informou que a Comunidade Santa Cruz de Remanescentes Quilombolas conta com a certificação da Fundação Cultural Palmares (FCP) como remanescentes de quilombos, desde 2015. O município de Pimenteiras do Oeste foi fundado por remanescentes quilombolas do Quilombo do Piolho ou do Quariterê.

“Acredito que a produção do média-metragem Narrativas Quilombolas vai contribuir para a valorização da cultura da Comunidade Santa Cruz de Remanescentes Quilombolas de Pimenteiras do Oeste”, disse Washington Kuipers.

Lançamento:

Washington Kuipers informou que o vídeo documentário será lançado no dia 12 de abril através de uma live as 20 na página do Facebook da Associação Diversidade Amazônica no seguinte endereço: https://www.facebook.com/Diversidadeamazonica.com1 .

Texto: Assessoria

Fotos: Washington Kuipers

Lançamento da Feira Belezas da Arte acontece neste sábado

0

A feira conta com a participação de 10 artesãos de Rondônia.

Neste sábado,26, acontece o lançamento da Feira de Adornos e Acessórios: Belezas da Arte.

A feira conta com a exposição de produtos de 10 artesãos de Rondônia e será realizada de forma virtual nos dias 26 e 31 de março.

O projeto da feira é coordenado pelo produtor cultural Divino de Paulo Amorin conhecido popularmente como Pietro di Amurinn e foi contemplado no Edital Nº 32/2021/SEJUCEL-CODEC 2ª Edição Pacaás Novos Prêmio para Difusão de Festivais, Mostras e Feiras Artístico-Culturais, no Eixo III -Categoria O Adorno/Acessórios, com recursos do “Governo do Estado de Rondônia/SEJUCEL/FEDEC/RO”, Lei Federal 14.017/2020 (Lei Aldir Blanc), Governo Federal.

Segundo Pietro di Amurinn, a feira visa contribuir para valorização do artesanato produzido em Rondônia e a divulgação e valorização da produção de artesanatos voltados para adornos e acessórios, valorizando o talento local e também fomentando a economia criativa no Estado.

A feira conta com 10 expositores divulgando seus produtos mostrando toda a beleza dos produtos produzidos em Rondônia, possibilitando a união de entretenimento e lazer para a população na segurança de seus lares neste momento de pandemia da Covid-19.

De acordo com Pietro di Amurinn, a feira vai oferecer momentos de lazer e cultura para as pessoas que acessarem a plataforma da feira. Ele informou que os visitantes da feira podem conferir os trabalhos dos seguintes expositores : Carolina Lima, Ronaldo Farias Lemos , Hadasa Oliveira, Edilaine Rocha , Luciana Fugimoto , Luciene Maciel de Oliveira e Marinaldo Souza Chaves, Marlene Marques, Vanessa Marnei, Verá Lucia e Marcio Guilhermon.

 

Lançamento da feira:

Segundo Pietro di Amurinn, o lançamento da feira será realizado através de uma live neste sábado,26, às 16h com transmissão na página da Facebook da Associação Diversidade Amazônica da qual ele faz parte no seguinte endereço: https://www.facebook.com/Diversidadeamazonica.com1 .

Para as pessoas que desejam conhecer os produtos expostos na feira podem acessar a plataforma da feira no seguinte endereço: https://feiradeadornoseacessoriosbelezasdaarte.com/ .

“O site da feira é lindo e convido a todos para entrar e conferir e prestigiar o trabalho dos nossos artesãos, eles são muito talentosos e merecem todo o reconhecimento”, disse Pietro di Amurinn.

 

Texto: Assessoria

Fotos: Divulgação

“Mutirão de Crédito Rural” reforça agricultura familiar em distritos de Chupinguaia

0

Os distritos de Boa Esperança e Novo Plano receberam o “Mutirão de Crédito Rural”, na última terça-feira (22). A ação, promovida pela equipe da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO) de Vilhena, levou informações sobre recursos e investimentos, através do Programa de Recursos de Crédito Rural para Agricultores Familiares (Pronaf).

“Esse momento de receber a equipe da Emater aqui no distrito de Novo Plano é muito importante para os nossos produtores. Essa linha de crédito vem para beneficiar o agricultor familiar, tanto na agricultura, como na produção de leite, gado de corte e café. Essa é mais uma oportunidade de alavancar a produção e fortalecer a agricultura familiar,” explica Iracema Castro, produtora de leite e gado de corte.

O gerente regional da Emater, Cleverson de Oliveiras, explica os principais objetivos deste mutirão. “Este programa, é uma política pública do Governo Federal, que beneficia a agricultura familiar com empréstimos em condições especiais, como prazos maiores e taxas de juros menores. O Pronaf tem como objetivo fomentar a atividade rural de pequenos agricultores. Levar essas informações e assistência técnica é mais um trabalho que a Emater desenvolve, para que os pequenos produtores sejam atendidos da melhor forma e com o nosso apoio aumentar cada vez mais sua produção e consequentemente sua renda,” explica Cleverson.

Durante as ações nos distritos, o extensionista rural de Colorado do Oeste, Jhonathan de Oliveira realizou palestras sobre o Fundo Estadual de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Fedaf), que tem como objetivo financiar projetos de cultivo protegido de hortaliças.

SOBRE O PROGRAMA

O Pronaf, tem como objetivo fomentar atividade rural de pequenos agricultores, atendendo especificamente aqueles que têm a mão de obra prevalecente familiar, sendo que a maior renda seja advinda da produção e que a propriedade seja de até 240 hectares. Com a realização deste empréstimo, o agricultor terá a oportunidade de pagar taxas mínimas de juros, que são de 4,6% ao ano, com prazo de 10 anos para pagamento, com três anos de carência.

Para os produtores que se encaixam nas especificações e querem realizar o empréstimo através do Pronaf, podem procurar a Emater local da sua região. Em Vilhena, a Entidade fica localizada na Av. Marques Henrique, 821, Centro, com atendimento das 7h30 às 13h30.

Telegram assina acordo de adesão a programa do TSE

0
Aplicativo de mensagens Telegram

Parceria tem como objetivo combater os conteúdos falsos

O Telegram assinou nesta sexta-feira (25) termo de adesão ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação no Âmbito da Justiça Eleitoral, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A parceria tem como objetivo combater os conteúdos falsos relacionados ao processo eleitoral e o sistema eletrônico de votação.

O acordo não tem implicações financeiras entre o Telegram e o TSE. Pelo termo, o aplicativo de mensagens se compromete a manter o sigilo necessário sobre as informações a que tiver acesso ou conhecimento no âmbito do TSE, salvo autorização em sentido contrário do tribunal.

Já participam do programa as plataformas Google, WhatsApp, Twitter, Facebook, TikTok e Kwai, além de agências de checagem, partidos políticos, entre outros.

O programa tem como foco ampliar a divulgação de informações oficiais sobre as eleições de outubro. Outras iniciativas incluem a exclusão de conteúdos manifestamente inverídicos, considerados nocivos ao curso normal do pleito.

Bloqueio

A parceria foi firmada depois de o Telegram ter nomeado seu representante no Brasil, o advogado Alan Campos Elias Thomaz. A medida foi tomada após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter bloqueado o funcionamento do aplicativo no país, sob a justificativa de que a plataforma não teria cumprido ordens judiciais anteriores.

No sábado (20), Moraes revogou o bloqueio. O ministro disse ter recebido manifestação do Telegram informando o cumprimento das ordens anteriores, que incluíam o bloqueio de contas no aplicativo e a eliminação de mensagens falsas, bem como a adoção de diversas medidas para combater a disseminação de notícias falsas e desinformação.

 

 

Por Agência Brasil