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Inscrições para o processo seletivo de bombeiros civis voluntários em Rondônia são prorrogadas

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Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), prorrogou, até quinta-feira (29), o Processo Seletivo para bombeiros civis voluntários que irão atuar no combate aos incêndios florestais em todo o Estado. Podem participar do processo seletivo pessoas físicas com idade entre 18 e 59 anos com Curso de Formação de Bombeiro Civil.

Os interessados devem acessar o Edital nº 27/2021 que contém as informações necessárias relacionadas ao processo seletivo. A inscrição deverá ser realizada no Portal de Processos Seletivos do Governo do Estado de Rondônia, através do link que disponibiliza o Edital e a Ficha de Inscrição que deverá ser preenchida com dados pessoais do candidato e demais informações.

Será considerado efetivamente inscrito o candidato que, após ter realizado o preenchimento do formulário de inscrição conforme o Edital, tiver sua inscrição homologada pelo titular da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) divulgada no portal e no Diário Oficial do Estado, nas datas estabelecidas.

DAS VAGAS

São ofertadas 62 (sessenta e duas) vagas para o serviço voluntário no âmbito Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) no Interior do Estado de Rondônia, além de 62 (sessenta e duas) vagas para cadastro de Reserva.

As vagas estarão disponíveis para os municípios Vilhena, Cerejeiras, Pimenta Bueno, Espigão do Oeste, Rolim de Moura, Cacoal, Ji-Paraná, Ouro Preto, Jaru, Machadinho, Buritis e Porto Velho.

Rondônia lidera produção de gado na Amazônia, sem vacinação e de modo sustentável

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Com mais de 15,1 milhões de cabeças de gado no pasto, o Estado de Rondônia é a grande potência produtiva de carne e derivados na Amazônia, e desponta em primeiro lugar no ranking nacional de produtores em área livre de febre aftosa sem vacinação. Este desempenho é um reconhecimento ao esforço do Governo de Rondônia no seu projeto de desenvolvimento sustentável para o setor, por meio da Agência de Defesa Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron).

Consciente da grandeza do setor produtivo primário e entusiasta dos projetos do Governo para incentivar a produção de carne, leite e derivados, o governador Marcos Rocha enaltece o trabalho de sua equipe na promoção de medidas de apoio, incentivo e orientação técnica que têm contribuído para a expansão equilibrada da fronteira agropecuária, de modo especial a bovinocultura que, como atividade econômica, está segurando o campo com geração de emprego e renda, e de riqueza econômica, eis que é item fundamental na pauta de exportações do Estado de Rondônia.

EVOLUÇÃO E DESENVOLVIMENTO

De acordo com o médico veterinário Fabiano Alexandre dos Santos, gerente de Inspeção e Defesa Sanitária Animal da Agência Idaron, muitos fatores contribuíram para este reconhecimento de Rondônia como líder de produção de gado na Amazônia com a segurança sanitária legal e necessária, sem vacinação, que abriram as portas do Estado para o mundo.

Nesta perspectiva, Rondônia exporta praticamente toda de sua produção, 76 milhões de toneladas de carne por trimestre, que tem um efeito de US$ 329 milhões (dólares) no mesmo período na balança comercial do Estado, constituindo no cômputo anual um total de US$ 1,3 bilhão com a exportação de 304 milhões de toneladas de carne, segundo dados do Núcleo de Agrodados da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).

Atualmente, Rondônia tem 15,1 milhões de cabeças de gado no pasto

O dirigente da Idaron lembra que desde 2003, quando o Estado de Rondônia foi declarado livre da febre aftosa, com vacinação, foi constatado um impulso considerável na produção de bovinos, e que neste processo, alguns fatores foram decisivos. Segundo ele, com o aumento da procura da carne de Rondônia a agropecuária tradicional passou por uma grande transformação, que exigiu o emprego de tecnologia reprodutiva para geração de animais de alta performance – precocidade, acabamento e carcaça – e de tecnologia de manejo de pastagem e nutrição, entre outros que foram decisivos na conquista de novos mercados pelo mundo.

Para Fabiano Santos, outro fator que foi um divisor no desempenho da produção bovina rondoniense foi a ação do Governo de Rondônia. Neste projeto de apoio e incentivo aos produtores rurais – na agricultura e pecuária, o Poder Executivo se esmerou nas orientações para uma produção sustentável, sem agressão à natureza e com o aproveitamento dos recursos disponíveis. Dessa forma, foram evitadas abertura de novas áreas para a agricultura e pecuária, com o consequente aproveitamento das áreas degradadas, encapoeiradas, que foram destocadas, limpas, tratadas e recompostas para plantação de lavouras e pastagens, resultando na ampliação da área produtiva e nos níveis de produtividade da agropecuária.

Segundo ele, aliado a todos esses fatores, um outro aspecto foi decisivo e marcou a vocação produtiva rondoniense para a pecuária, já em 2003, especialmente, com a declaração do Estado de Rondônia como zona livre de aftosa com vacinação, e daí para frente o rigor da fiscalização e controle da doença até chegar à condição de zona livre da aftosa sem vacinação.

Fabiano Santos destaca também as iniciativas de industrialização – a instalação de grande plantas frigoríficas e de laticínios neste período em todas as regiões do Estado, que impulsionaram positiva e concretamente os níveis da produção e as exportações rondonienses.

Vale observar que neste universo produtivo do setor pecuário, a produção leiteira também foi impulsionada, e já chega em 2021 com uma perspectiva de produção de nada menos de 700 milhões de litros de leite, marcada por uma produção trimestral de 176 milhões de litros, que são consumidos internamente, exportados ou transformados pelas indústrias em queijos, doces, iogurtes, etc, e que também resultam em divisas para o Estado.

Para Fabiano Santos, mais importante é o exemplo que Rondônia passa para o mundo, de que é possível, com boa vontade e política pública dirigida – mérito do Governo de Rondônia, produzir alimentos com qualidade e quantidade de modo sustentável, sem prejuízos ou danos ao meio ambiente. “O Estado se destaca porque o Governo do Estado se esforça e adota medidas concretas para seu desenvolvimento sustentável”, finaliza.

Governo de Rondônia faz abertura da colheita de algodão no Estado; cultura já ocupa cerca de 11 mil hectares

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O Governo de Rondônia fez na sexta-feira (23) a abertura da colheita de algodão da safra 2021. O ato ocorreu na maior fazenda produtora da cultura no Estado, localizada no município de Vilhena. A produção estadual já ocupa cerca de 11 mil hectares, fortalece a economia sustentável e a empregalidade proviniente dos negócios do campo.

O Estado é considerado extremamente vantajoso para a produção do agro, onde a cultura de algodão encontra condições para se desenvolver, com um clima favorece a abundância de chuvas, bem como a localização estratégica que permite abastecer o mercado interno e externo; e também as ações de apoio desenvolvidas pelo Governo de Rondônia.

“Rondônia é um Estado que está cada vez mais se desenvolvendo, tem vocação para o agronegócio e é vantagem produzir aqui. Hoje nós temos um vasto plantio de soja, milho, café, várias culturas que estão se fortalecendo, a exemplo também do algodão que está no período de colheita. São as nossas riquezas do campo e o Governo de Rondônia tem dado apoio do pequeno ao grande produtor para que cresçam ainda mais”, afirma o governador Marcos Rocha.

Governador Marcos Rocha confere beneficiamento do algodão

Essa aproximação entre o Governo do Estado e os produtores contribui para que a produção agrícola dispare em Rondônia. De acordo com o gestor da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, o valor bruto da produção saltou de R$ 9.8 bilhões em 2019 para R$ 19.3 bilhões em 2021. “E o algodão é mais uma commodities que o Estado coloca no mercado mundial”.

O presidente da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), Luciano Brandão, reforçou que o Estado tem condições e ações de políticas públicas voltadas a ajudar o pequeno, o médio e o grande produtor, o que tem refletido neste bom desempenho da produção no campo.

COLHEITA

Na fazenda, o governador Marcos Rocha conferiu a movimentação das colheitadeiras em uma imensidão de terra que ocupa a lavoura de algodão. Ele ainda visitou a beneficiadora da matéria-prima, onde a pluma é separada do caroço. E a qualidade da produção é avaliada.

De acordo com o gerente da fazenda, Márcio Gomes, a safra 2021 ocupou 5.790 hectares. Ele já prevê o crescimento da lavoura para 6.050 hectares na próxima safra e possui a capacidade de expansão para até oito mil hectares. “Parte desta produção gera a pluma que é destinada ao mercado externo, principalmente a China, e outra parte, é o caroço que fica no mercado interno como fonte de alimento para a pecuária”.

Em Rondônia, lavoura de algodão ocupa cerca de 11 mil hectares

Na fazenda, são adotadas boas práticas de produção, com consideração ao meio ambiente para gerar produções sustentáveis. A qualidade do algodão têm alcançado padrão elevado e serve de matéria-prima para fabricação de tecidos finos.

Márcio explica que a produção de algodão possui alta rentabilidade e empregabilidade. A fazenda emprega cerca de 150 pessoas, mas também contribui com a geração de mais postos de trabalho com movimento de toda a cadeia de serviços até o produto chegar ao consumidor.

“Um grande fator positivo para a produção de algodão em Rondônia é o clima. Com abundância de chuvas nós temos uma produção excelente. Além disso temos mercado para nossa produção de caroço por ser um estado do agronegócio, a ainda estamos em uma localização estratégica em relação ao mercado exterior. Eu tenho muito orgulho de Rondônia, é um Estado de oportunidades, onde o agronegócio tem uma diversificação muito ampla. Tenho certeza que o Rondônia vai crescer ainda mais”, considera o gerente.

Reunião Técnica une produtores, técnicos e instituições em prol do maracujá

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O maracujá foi o centro das atenções em dois dias de Reunião Técnica realizada nos dias 22 e 23 de julho de 2021, na Embrapa Agropecuária Oeste. No evento, foram convidados produtores e técnicos. Como foi presencial, uma parte dos convidados participou no primeiro dia e a outra no segundo. Todas as recomendações do protocolo da Covid-19 foram seguidas.

A reunião foi uma realização da Embrapa Agropecuária Oeste e a Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf) e teve apoio do Senar/MS, Sebrae, Apoms e UFGD. Guilherme Cardoso Oba, engenheiro agrônomo do Departamento de Produção da prefeitura municipal de Dourados, representou o secretário da Agricultura Familiar, Ademar Zanatta. Ele relatou que foi estabelecido um plano de trabalho para diversas culturas e que o começo está sendo com o maracujá. “Estimular horticultura não é fácil, é um trabalho árduo, mas começa aqui com o trabalho dos produtores por meio das instituições”, disse Oba. No segundo dia, o secretário Zanatta fez a abertura do evento – confira o áudio no fim da matéria. Confira o áudio também do chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato de Oliveira.

O evento começou com a apresentação de Ivo de Sá Motta, pesquisador em horticultura sustentável, da Embrapa Agropecuária Oeste, com o tema “Produção sustentável de maracujá azedo (amarelo) – práticas agrícolas iniciais”. Segundo ele, o objetivo geral do projeto é contribuir para fortalecer a cadeia produtiva da horticultura (maracujá azedo) em sistemas de produção sustentáveis de Mato Grosso do Sul. “Pretendemos fazer mais três ou quatro videoconferências ao longo do ciclo da cultura para que a gente possa passar em cada etapa as questões mais importantes para os produtores”.

Segundo o pesquisador, os plantios comerciais são baseados em maior parte no maracujá azedo. Para mostrar a diferença de produtividade de maracujá, Motta comparou Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Pelo IBGE de 2019, MS teve uma área 33 ha, produção de 378 toneladas e produtividade de 11,45 ton/ha, abaixo da média nacional. Já Santa Catarina possuía área de 1891 ha, produção de 44.934 toneladas e produtividade de 23,76 t/ha

Sobre as doenças, quanto menos poda, menos se expõe o maracujazeiro a doenças. Só a poda inicial de formação. Mas a virose do endurecimento do fruto é a mais importante, causada pelo vírus CABMV, transmitida pelos pulgões. “Ela acabou com o plantio em muitos estados. Porém, a partir de pesquisas, desenvolveu-se tecnologia para conviver com a cultura”, falou.

O ponteiro da fruta começa a amarelar, com bolhas nas folhas, o albedo da fruta fica espessa, com manchas. “Essa doença já está presente em nosso estado, mas é relativamente baixa ainda. Pesquisadoras da Agraer/Cepaer de Campo Grande, Olita Salati Stangarlin e Aline M. A. Cezar, identificaram a doença aqui no estado. Mas a doença ainda não se manifesta plenamente. Se alguém identificou é interessante que nos comunique. A tendência é que ao aumentar o plantio, ela apareça. A ideia é entrar com a tecnologia já”, alertou.

O modelo tecnológico proposto para o maracujazeiro segue vários passos, como instalar a barreira vegetal, que deve entrar antes da cultura (contorno da área com capim elefante), vai funcionar como um filtro; renovação anual de pomares com período de vazio sanitário em julho (30 dias). “Se quiser produzir em escala, esse modelo tecnológico está sendo plenamente adotado em Santa Catarina”, afirmou Motta.

Seguindo o modelo, fazer a produção de “mudão” em ambiente protegido (em estufas com telado anti-afídeos, antecâmara e cobertura plástica). A semeadura deve ser realizada entre março e abril e o plantio das mudas de porte alto em agosto-setembro; manter a cobertura de solo (entrelinhas vegetadas), realizar o roguing que é a eliminação de plantas sintomáticas; evitar a disseminação da doença por ferramentas ou pela mão; e fazer a adubação equilibrada (planta bem nutrida é mais resistente, principalmente a doenças).

Motta mostrou quais são as etapas para conversão do sistema de produção convencional para o sistema de produção sustentável: procurar, em primeiro lugar, reduzir o número de agrotóxicos. Depois, substituir defensivos químicos por biológicos, extratos vegetais e caldas; redesenhar os sistemas produtivos: barreiras vegetais, solo vivo (práticas de controle da erosão, cobertura do solo (viva ou morta) e matéria orgânica do solo).

Para formar mudas, o que estão propondo são mudas com 100 dias. “É o ideal, porque ela vai com porte menor. Vamos recomendar o plantio mais cedo, a partir de agosto. Semeadura em março e abril no viveiro”, explicou.

Já a preparação da área leva em consideração os seguintes aspectos: eliminar plantas velhas em áreas próximas; evitar baixadas, porque o maracujá não tolera geadas; evitar solos encharcados, porque causa doença radicular; buscar local ensolarado; evitar proximidade do maracujazeiro doente e de áreas com nematoide; coletar amostras de solo para recomendação de calagem e adubação, fazer barreira vegetal: prática fundamental da sanidade da cultura, realizar o controle preventivo de doenças e pragas. “A qualidade da muda começa pela semente, depois do substrato e aquisição de mudas saudáveis (tipo mudão) são fundamentais”, disse. Fazer o sistema de condução em espaldeira (latada como uma possibilidade futura) também faz parte do preparo.

Para o manejo ecológico do solo, é necessário calagem após análise do solo, terraceamento em nível, preparo correto do solo, sulcos em nível ou covas, adubação da cova ou sulcos, aporte de matéria orgânica ao solo com plantas de cobertura, adubos verdes, estercos, compostagem, vermicompostagem e restos culturais e agroindustriais.

Atualmente, o espaçamento adensado é mais adotado em função do ciclo anual da cultura. Entre plantas, adota-se 2,5m. Entre linhas, o mínimo é de 2,5m para cultivos conduzidos manualmente. Em cultivo mecanizados, deve ser adotado de 3m a 3,5m.

Atentar para as datas: época de plantio: semeadura: março, abril, maio. Vazio sanitário: julho Plantio (transplante) em agosto e setembro. Produção: dezembro a junho.

Quanto ao controle de plantas daninhas, são necessárias capinas superficiais, cobertura morta ou plástica (nas plantas), vegetação espontânea ou adubação verde nas entrelinhas, roçada nas entrelinhas e evitar ferimentos superficiais do sistema radicular. Já para o controle de pragas e doenças, entre eles estão o plantio de barreira vegetal, uso de mudas saudáveis e de boa procedência, rotação de culturas periodicamente, manejar corretamente a irrigação, entre outras ações.

O engenheiro agrônomo da prefeitura de Dourados, Guilherme Oba, falou sobre a irrigação. Segundo ele, a demanda hídrica da cultura é de 2700 mm/ano/cultura. Anualmente, em média a chuva em Dourados é de 1400mm, o que mostra a necessidade de irrigação do maracujazeiro. Na fase de desenvolvimento vegetativo (fase I), que corresponde a 0 a 90 dias após transplantio, há a necessidade de irrigar 2,9 L/planta/dia. Na fase de floração, frutificação e produção (90 a 300 dias após o transplantio) (fase II), deve-se irrigar com 23,4 L /planta/dia. No final da produção (300 a 360 dias após o transplantio) (fase III), a recomendação é irrigar 14,5 L/planta/dia.

“A irrigação por gotejamento é o mais recomendado por trazer maior eficiência de uso da água, é um tipo de irrigação que exige baixa pressão de trabalho, causa menor incidência de doenças e plantas daninhas”, disse Oba.

O custo de irrigar não é maior para o maracujá, porque há um espaçamento grande de linhas laterais. A desvantagem é que a filtragem é rigorosa.

Ele exemplificou o manejo da irrigação em uma área de 100 plantas de maracujá, com gotejador de 4,8 L/hora, sendo que são usados dois e a planta no meio, e irrigação em área total uma vez ao dia. Na Fase I, o consumo por dia é de 2,9 L/planta. Isso dá um total de tempo de irrigação de 18 minutos e consumo de 290 L/dia. Na Fase II, o consumo diário por planta é de 23,4 L, com tempo de irrigação de 146 minutos e consumo de 2.340 L/dia. Na fase III, o consumo é de 14,5 L/planta/dia, com tempo de irrigação de 91 minutos e consumo de 1.450 L/dia.

Em seguida, falou o técnico do Senar, Eduardo Soares Neves, apresentando “Maracujá amarelo: cultivo racional e lucrativo”. Ele contou um pouco da experiência que têm no Assentamento Guanabara, a 80 km do município de Amambai, MS. O perfil dos produtores é que são da agricultura familiar, atividade principal é a bovinocultura de leite, quem faz a gestão da propriedade é o casal, a área costuma ter 20 hectares e algumas propriedades são arrendadas e vendidas.

Escolheram o maracujá por ser de ciclo curto, é rentável em pequenas áreas e possui mercado consumidor para atender. São 12 os produtores do assentamento, com uma média de 200 plantas por produtores. Produtores com resultado de 40 kg de plantas. “Alguns meses, a produção alcançou 8 mil kg”, afirmou Neves. O mercado consumidor são empresas de polpas, entregam os maracujás em mercados e frutarias e fazem parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O controle de pragas e doenças foi realizado com calda bordalesa, calda sulfocálcica, produtos à base de cobre, com variedades de maracujá resistentes e outros inseticidas orgânicos. No segundo dia, falaram pelo Senar/MS Darlan Flausino, engenheiro agrônomo, e Murilo Endo de Araújo, técnico do campo da Ateg do Senar/MS.

Para conhecer um pouco mais sobre a Associação de Produtores Orgânicos do Mato Grosso do Sul (Apoms), o Antônio Paulo Ribeiro, coordenador técnico da Apoms e presidente da Cooperapoms falou aos presentes. A Cooperapoms é o braço comercial da Apoms para incentivar a comercialização. “A matriz da Associação é em Glória desde 2000, nasceu para trabalhar com café na região e, com o tempo, foi aumentando seu leque, com produtores para trabalhar com agroecologia e orgânicos. Parceiros foram fundamentas nesse trabalho, como a Embrapa, a Agraer”, contou Ribeiro.

A partir de 2010, por projetos, ampliou seu trabalho com a equipe e se credenciou como certificadora do sistema Sistema Participativo de Garantia (SPG) no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ribeiro falou que a Apoms possui projeto com a Petrobras para fazer articulação com os produtores e dar condições de infraestrutura. “Produzir é fácil, comercializar é difícil. Baixa capacidade de mão de obra, dificuldade de logística. Baixo número de mão de obra nas nossas propriedades é comum. E nossos jovens estão saindo do campo. Por isso a Apoms traz essa preocupação com esse processo de comercialização”, disse.

Sílvia Zoche Borges (DRT-MG 08223) (Colaboração: Kátia Kuratone (DRT/MS 293) Assessoria da Prefeitura Municipal de Dourados)
Embrapa Agropecuária Oeste

Equipes da Energisa já percorreram 21.000 km – metade da circunferência da Terra – para fazer ligações do Programa Luz para Todos

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Há obras em andamento em todas as regiões do estado. Promessa de 6 mil ligações no ano, com investimentos de R$ 90 milhões, será cumprida

 

No início do ano, quando anunciou que faria 6 mil novas ligações no Programa Luz Para Todos (PLPT) em 2021, a área de planejamento da Energisa não contava com o agravamento da pandemia de Covid-19, que impactou deslocamentos de pessoas e materiais para obras. Os percalços, porém, não pararam as equipes. Embora Rondônia tenha uma das menores densidades populacionais do país, com cerca de 7 habitantes por quilômetro quadrado, o que explica o vai e vem obrigatório para alcançar clientes em todos os cantos do estado, estão sendo realizadas cerca de 550 ligações por mês.

O gerente da Energisa responsável pela implementação do programa no estado, Alfredo de Brito, explica que o plano de obras foi definido pelo Comitê Gestor em 2018, a partir de um levantamento realizado em 2016 – antes da pandemia e também da chegada da Energisa em Rondônia. Por isso, um cuidado que a empresa tem tomado é o de mapear todas as regiões próximas daquelas que foram planejadas no passado.

“Muitas vezes, é difícil identificar porque são áreas rurais, uma chácara fica distante da outra, mas se há a previsão de 10 ligações, mas percebemos que pode haver 30, as equipes só saem do local com 100% dos moradores atendidos”, resume, reconhecendo que isso acaba atrasando a abertura de novas frentes de obras. “Mas é mais inteligente garantir que ninguém fique para trás do que ter que voltar depois”, completa.

Com equipes em Porto Velho (distrito de Jacy-Paraná, Linha do Ibama e Nazaré (baixo Madeira); no Cone Sul (Chupinguaia, Corumbiara e Pimenta Bueno); na BR-429 (São Miguel do Guaporé) e em Machadinho do Oeste, Ji-Paraná e Rio Pardo, entre outros locais, Brito fez um balanço do programa, que está em sua 6ª etapa. Veja as principais informações pontuadas por ele:

Cronograma

O programa está na 6ª Tranche (etapa) que foi estabelecida pelo Governo Federal em 2018, com a previsão de 9.675 ligações. Já foram feitas 6.883 em 50 dos 52 municípios rondonienses. As 2.792 ligações que faltam serão entregues até dezembro de 2021.  Acompanhe a evolução do atendimento através do monitor online disponibilizado pela Energisa clicando aqui.

Desafio

As equipes já percorreram 21.000 quilômetros somente na sexta tranche, o equivalente a meia volta ao mundo. Serão necessários mais de 31 mil postes e quase 4 mil quilômetros de cabos, o que daria uma viagem de carro entre Porto Velho e Rio de Janeiro.

Reta final

A 6ª tranche não encerra o programa no estado, mas é um marco importante rumo a universalização da energia elétrica no estado. Para cumprir o compromisso assumido e o plano de trabalho definido pelo Comitê Gestor, estão sendo feitas 550 ligações por mês e o ritmo deve seguir forte até o fim do ano. O investimento de R$ 90 milhões previsto para 2021 é 40% maior do que o realizado em 2020.

Cadastramento

Embora o cronograma de obras do Programa Luz para Todos seja decidido pelo Comitê Gestor a partir dos pedidos que são feitos nas agências e canais de atendimento, acontecia muito de as equipes passarem por uma região e logo depois começarem a aparecer novos pedidos. Por isso, a empresa começou a verificar os cadastros quando chega em uma região.

Atrasos

Além dos novos cadastros, a pandemia limitou a circulação das equipes e atrasou a entrega de alguns materiais. Então, é possível que algumas famílias que estavam previstas para esse ano fiquem para o começo do ano que vem. Aqueles que não serão atendidos em 2021 estão sendo comunicados por correspondência. Quem não receber nenhuma carta, pode esperar que será atendido.

Papel social

O Luz para Todos é um programa que tem um valor social muito grande, que promove desenvolvimento, gera conforto e segurança para as famílias e conta com apoio da Aneel e do Governo Federal. É uma prioridade para a Energisa também.

7ª tranche

Para solicitar a ligação de energia, o proprietário do imóvel, ou representante da comunidade, deve entrar em contato com a Energisa apresentando a documentação necessária e endereços dos interessados. A instalação é gratuita para unidades com carga até 50 kV.  

 

Comitê Gestor

 

O Comitê Gestor Estadual do programa é composto por representantes do Ministério de Minas e Energia, Governo do Estado, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Associação de Prefeitos do Estado e da distribuidora de energia.

Ministério da Agricultura será protagonista de evento on line do Agronegócio na Amazônia

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Ente público terá fórum de debates sobre sua atuação dentro da Agrolab Amazônia

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), selou sua participação no maior evento on line totalmente dedicado ao Agronegócio da Amazônia Legal. É a Agrolab Amazônia, idealizada pelo Sebrae em Rondônia e que deve acontecer nos dias 14 a 16 de setembro, em uma plataforma com experimentações da realidade virtual.

Em reunião realizada esta semana (19), na sede da Superintendência Federal de Agricultura (SFA), em Porto Velho, o diretor técnico do Sebrae em Rondônia foi recebido pelo Superintendente Federal em Rondônia Valterlins Calaça e sua equipe técnica, estando conectado com a sede do MAPA, em Brasília por vídeo conferência.

Na reunião, foi chancelada a ampla participação do MAPA nesta segunda edição da Agrolab Amazônia, ainda com mais conteúdo que na primeira edição, ano passado. Além de palestras, debates, a intenção é efetivar a participação da Ministra Tereza Cristina, algo que depende de sua agenda, mas, se depender do Superintendente em Rondônia, será uma participação superlativa: “Ficamos muito agradecidos em receber o convite de participar novamente da Agrolab Amazônia com o Sebrae. Estaremos promovendo as ações realizadas em nível federal no que se refere à atuação do MAPA em todo o país”, comentou Valterlins.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é responsável pela gestão das políticas públicas de estímulo à agropecuária, pelo fomento do agronegócio e pela regulação e normatização de serviços vinculados ao setor. No Brasil, o agronegócio contempla o pequeno, o médio e o grande produtor rural e reúne atividades de fornecimento de bens e serviços à agricultura, produção agropecuária, processamento, transformação e distribuição de produtos de origem agropecuária até o consumidor final.

“Queremos criar algo biológico por isso nos associamos a parceiros da envergadura do MAPA. Percebemos o quanto que iniciativas como a Agrolab Amazônia e o Inova Agro podem acrescentar no setor produtivo e aqui temos conexão, respeito e reciprocidade na SFA”, disse Samuel Almeida.

Evento 100% virtual

A Agrolab Amazônia é uma plataforma virtual que acessada pelo site www.agrolabamazonia.com, com inscrições gratuitas e é uma proposta inovadora, sobretudo quando se há o paradigma a ser quebrado no que se refere ao produtor rural não estar conectado. A realização da primeira edição da Agrolab Amazônia foi a evidência exatamente do oposto disso. O setor produtivo está se conectando ao digital e uma feira on line é o instrumento que fomenta isso. Stands virtuais com exibição e comercialização de produtos, máquinas, implementos, soluções em inovação e tecnologia, além de debates, palestras e discussões que estão diretamente ligadas ao agronegócio da Amazônia Legal.

Emoção e alegria: pacientes da Central Covid-19 de Vilhena ganham momento de descontração com profissionais de saúde

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“Arraiá” interno promoveu diversão para alívio dos enfermos em isolamento, veja fotos
O choro de apreensão foi substituído recentemente na Central de Atendimento à Covid-19 em Vilhena pelo choro de alegria e satisfação. O Núcleo de Psicologia do Hospital Regional de Vilhena (HRV) promoveu de maneira interna, somente para os pacientes em isolamento, o “Arraiá com Covidados”, que gerou momentos de descontração entre profissionais de saúde e os internados no local. Por um breve momento, com protocolos de segurança, alguns familiares puderam também ver os pacientes no local, enquanto outros puderam receber alta.
“A ideia dessa intervenção com humanização é trazer uma mudança positiva na rotina deles. Promover a interação entre equipe, paciente e familiar, levando alegria em meio a tantas injeções, tantos medos e paradigmas sobre a doença. Esse reencontro da família fortalece o vínculo e revigora as energias deles”, garante a psicóloga residente Thais Priscila.
A paciente Anderleia Garcia elogiou o trabalho. “Eu achei maravilhoso, porque quando a gente vem aqui pra dentro, a gente pensa que não volta mais. Eu tive esse medo porque a minha irmã veio primeiro que eu e a gente fica emocionado, com medo de passar mal, mas é muito gratificante ver as pessoas que a gente gosta perto”, afirma.
Para Ana Campos, também internada na Central, não foi diferente. “Olha, eu comentei com uma psicóloga: é de suma importância eventos como esse, porque quando eu ouvi dizer que iria ter um arraiá fiquei imaginando como isso me traria algo de bom, e hoje eu digo que tá fazendo bem pro corpo e pra alma”, conta.
De autoria das residentes Thais Priscila, Bruna Suyane, Kieltriany de Lima e Mayara Bianchi, a ação teve como preceptora a assistente social Eliane Beatto e como orientadora a psicóloga Diene Nepomuceno. “Nessa iniciativa ficou clara a importância e o cuidado integral que temos com nossos pacientes, em vários aspectos, porque a equipe de profissionais de forma extremamente carinhosa acolheu eles e fizemos um aconchego, trazendo saúde mental para todos”, revela a médica da Central, Daniela Oliveira.
Durante o evento foram realizadas dinâmicas como: “Correio Elegante Fora Covid”, na qual os pacientes escreveram cartas que serão enviadas aos destinatários, “Barraca do Abraço de Braços Dados Com Quem eu Amo”, consistindo em capotes de plástico que permitiram aos familiares abraçarem os internos sem correr risco de contaminação, “Acerte ao Alvo Tiro ao Covid”, englobando parede de vidro com alvos, dardos e premiações, bem como a dinâmica “Parede das Memórias Central Covid-19 de Vilhena”, composta por um painel com fotos da trajetória da equipe com linha do tempo.
Registrado pela Secretaria Municipal de Comunicação, a iniciativa pode ser conferida nas fotos desta matéria e em vídeo no link: www.facebook.com/1684247511623423/videos/147036797454124

Esta segunda é o Dia dos Avós; conheça propostas que beneficiam os idosos

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O Dia dos Avós, celebrado nesta segunda-feira (26), reforça a importância de valorizar aqueles que, como diz o ditado popular, são pais duas vezes. A presença dos avós, muitas vezes, representa suporte para as famílias. Pensando nisso, o Senado avalia conceder a eles o direito de se afastar do trabalho por até cinco dias por motivo de nascimento de neto (PL 5.181/2019).

Para o autor, senador Jean Paul Prates (PT-RN), o projeto resulta da dificuldade em incluir a participação dos avós na vida dos recém-nascidos, além da busca por inovar a legislação brasileira para o fortalecimento dos mecanismos legais de proteção à primeira infância.

Na mesma linha, também tramita no Senado o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 57/2018. Ao contrário do PL 5.181/2019, o texto restringe o direito de afastamento por cinco dias aos avós maternos de bebês sem o nome do pai registrado na certidão. Nesse caso, o benefício funcionaria como uma substituição à licença-paternidade. O objetivo da proposta é oferecer amparo à mãe da criança na ausência do progenitor. O texto já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), com parecer do senador Zequinha Marinho (PSC-PA), e aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Família

A manutenção dos vínculos afetivos com a família e dos vínculos sociais com a comunidade, em ambientes que garantam o envelhecimento saudável, pode se tornar direito da pessoa idosa. É o que estabelece o PL 4.229/2019, de autoria do senador Lasier Martins (Podemos-RS). Ele explica que os idosos são mais vulneráveis física e psicologicamente e, em muitos casos, abandonados pelas famílias justamente no momento em que mais precisam de cuidado e apoio.

“Precisamos de soluções que garantam um envelhecimento saudável para as pessoas idosas, que minimizem essas situações de desamparo vivenciadas por pessoas que tantas contribuições verteram para as famílias brasileiras e para a economia do país”, justifica. A proposta penaliza os filhos por abandono dos pais na velhice. O texto é analisado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH).

Transporte

Atualmente, a Lei 10.741, de 2003, assegura, no transporte coletivo interestadual, a reserva de duas vagas gratuitas, por veículo, para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos, e desconto de 50% no valor das passagens para os idosos que excederem aquelas vagas — direito limitado apenas aos veículos do tipo básico, com ou sem sanitários (Decreto 5.934, de 2006).

PL 2.311/2019, apresentado pelo senador Zequinha Marinho, estende esse direito a qualquer categoria de veículos de transporte rodoviário interestadual convencional de passageiros. O texto recebeu parecer favorável, na CDH, do senador Fabiano Contarato (Rede-ES). De acordo com ele, a atual regulamentação “condena à espera a pessoa idosa que precise viajar”.

Fonte: Agência Senado

Projeto de lei prevê piso especial da Previdência para ‘super idosos’

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O Senado vai analisar um projeto de lei que estabelece um novo piso na Previdência Social para aposentados e pensionistas com 75 anos ou mais (PL 2.440/2021). De acordo com o projeto, esses beneficiários teriam direito a um reajuste pelo Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que é mais alto do que a inflação geral.

A proposta é do senador Lasier Martins (Podemos-RS), que credita a ideia a Gelcy Pereira Brum, um aposentado gaúcho que escreveu uma carta à mão para o gabinete. Lasier destaca que, com a inflação crescente, os idosos com 75 anos ou mais estão entre os mais prejudicados.

“A situação dos super idosos é marcadamente diferente, tanto pela real impossibilidade de se ocupar no mercado de trabalho, como pelos elevados custos para a sua sobrevivência”, escreve ele em sua justificativa para o projeto. Lasier, que faz parte desse grupo social (tem 79 anos), destaca os gastos com medicamentos e serviços de saúde como despesas que pesam mais para os “super idosos” do que para o restante da população.

Segundo o texto, o piso da Previdência para os beneficiários de 75 anos ou mais partirá do valor atual do salário mínimo (R$ 1.100,00), mas será atualizado anualmente pelo IPC-3i se este for maior do que o reajuste anual do mínimo — se não for, ele seguirá o reajuste. Essa política será mantida até que o piso da categoria alcance o valor equivalente a duas vezes o salário mínimo atual.

O projeto ainda precisa ser encaminhado a uma comissão e receber um relator. Se for aprovado pelo Senado, seguirá para a Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado

Jogos de Tóquio contam com mais de 30% de atletas militares

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São 92 atletas que pertencem ao Programa de Alto Rendimento do Ministério da Defesa
Apira olímpica foi acesa e os Jogos Olímpicos Tóquio 2021 abertos nesta sexta-feira (23). A equipe brasileira que vai disputar medalhas tem mais de 30% de atletas militares. Das 35 modalidades que serão disputadas pelos brasileiros, sete são 100% compostas por militares atletas. Eles integram o Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR) do Ministério da Defesa.

Os atletas militares somam 92 do total de 302 classificados para Tóquio. São 44 da Marinha, 26 do Exército e 22 da Aeronáutica.

As sete modalidades que têm a totalidade dos atletas militares são o boxe, canoagem slalom, hipismo adestramento, maratonas aquáticas, pentatlo moderno, remo e triatlo. Nos saltos ornamentais e vôlei de praia, são 75% de cada uma das duas equipes; no taekwondo, representam 66,6%; na ginástica artística, 57,1%; e no atletismo, 55,7%.

A terceiro-sargento da Marinha, Beatriz Ferreira, é boxeadora, integra o Programa Atletas de Alto Rendimento e vai competir na categoria até 60 quilos. Ela conta que está concentrada e confiante para as disputas. “A importância da Marinha nesse programa é essencial, é excelente para um atleta de alto rendimento ter esse suporte e poder ter essa ajuda para realizar e ter bons resultados com seu esporte. Espero que só tenha a crescer”, disse Beatriz.

Programa de Alto Rendimento

O PAAR do Ministério da Defesa foi criado em 2008 com o objetivo de fortalecer a equipe militar brasileira em eventos esportivos de alto nível. Atualmente, é integrado por 551 militares atletas em 30 modalidades. Desse total, 92 embarcaram para Tóquio. O programa surgiu em parceria com o então Ministério do Esporte, hoje, Ministério da Cidadania.

Para participar, é necessário alistamento por meio de edital público. O processo seletivo tem etapas com avaliação curricular, entrevista, inspeção de saúde e exame físico. São levados em conta os resultados dos atletas em competições nacionais e internacionais. Os aprovados ingressam em uma das Forças Armadas.

Os atletas militares contam com os benefícios da carreira militar como soldo, assistência médica, acompanhamento nutricional e de fisioterapeuta. Além de estruturas esportivas adequadas para treinamento em organizações militares. Os atletas do PAAR são elegíveis ao Bolsa Atleta.

A atleta da Marinha, terceiro-sargento Laís Nunes, está no Japão em busca de uma medalha na modalidade wrestling, luta em que o adversário tem o objetivo de controlar os movimentos do rival, forçando-o a encostar suas costas no chão. Em sua segunda olimpíada, a atleta militar diz que foram cinco anos de trabalho árduo para chegar a esses Jogos Olímpicos. “Minha expectativa é entrar lá e fazer o meu melhor e sei que o meu melhor é um bom resultado”, disse.

Tóquio 2021

O Brasil tem o 12ª maior time entre os 206 países participantes dos jogos Olímpicos. São 162 homens e 140 mulheres que competirão em 35 das 50 modalidades olímpicas.

Os atletas brasileiros contam com nove bases exclusivas equipadas com materiais esportivos, de proteção individual e aparelhos de força. Foram mais de 2000 itens enviados ao Japão, que, somados, ultrapassam 20 mil toneladas.

Essa edição dos jogos olímpicos tem cinco novas modalidades: beisebol-softbol, karatê, escalada, surfe e skate.

Cultura, Artes, História e Esportes