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Prefeitura integra ações sociais para ribeirinhos

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Resposta emergencial são alinhadas para garantir proteção e atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade

Encontro reuniu representantes da Semias, SMPDC, SMD e Semed

A Prefeitura de Porto Velho realizou, na terça-feira (6), na sede da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), uma reunião estratégica com órgãos municipais para alinhar ações preventivas e de resposta diante da possibilidade de cheia do Rio Madeira, fenômeno natural recorrente no município.

O encontro reuniu representantes da Semias, da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMPDC), da Superintendência Municipal de Integração e Desenvolvimento Distrital (SMD) e da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Durante a reunião, foram discutidas as atribuições de cada órgão no enfrentamento de possíveis impactos da cheia, com foco na articulação intersetorial, no planejamento das estratégias de atendimento, na logística de resposta e no acolhimento das famílias em situação de vulnerabilidade social, incluindo a organização de fluxos de atendimento, ajuda humanitária e eventual instalação de abrigos temporários.

A secretária da Semias, Lucília Muniz de Queiroz, destacou que o planejamento antecipado é essencial para reduzir danos e garantir respostas rápidas à população. O superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, Marcos Berti, reforçou que o monitoramento constante dos níveis dos rios e a atuação preventiva permitem uma resposta mais ágil e eficiente em situações emergenciais.

A gestão municipal informou ainda que uma nova reunião conjunta será realizada na próxima terça-feira (6), no prédio do Relógio, no anfiteatro, às 9h30, com a participação das secretarias envolvidas, com o objetivo de avançar na definição de abrigos provisórios e no detalhamento das medidas operacionais. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Porto Velho com o planejamento antecipado, a integração entre secretarias e a proteção da população diante de situações de risco.

A Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil informa que na próxima terça feira (6), será realizada a 3ª reunião conjunta com SMPDC, Semias, Semed, SMD, no prédio do relógio, no anfiteatro, às 09h30. “Para facilitar a logística participativa de todos envolvidos e outras secretarias, o alinhamento nessa 3ª reunião será a definição dos abrigos provisórios, que estão nos ajustes e outras pautas pertinentes”.

Prefeitura divulga uniformes escolares 2026

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Investimento de R$ 2,1 milhões garantirá kits de vestimenta escolar para mais de 12 mil alunos da rede municipal de educação

A Prefeitura de Vilhena, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), divulgou, na manhã desta terça-feira, 30, os modelos oficiais dos uniformes escolares que serão utilizados na rede municipal de ensino em 2026. Os kits, que já estão em fase de confecção, serão entregues gratuitamente aos alunos no início do ano letivo, garantindo que os estudantes comecem o período escolar devidamente uniformizados.

A iniciativa integra o Programa de Fornecimento Gratuito de Uniformes Escolares, instituído pela Lei nº 7.173/2025, proposta pelo Poder Executivo e aprovada pela Câmara Municipal. O investimento ultrapassa R$ 2,1 milhões e beneficiará diretamente mais de 12 mil alunos da rede pública municipal, que receberão dois kits de uniformes personalizados, promovendo conforto, padronização e identidade escolar.

 

Além disso, cerca de 3.500 estudantes inscritos no CadÚnico, com cadastro atualizado, também serão contemplados com tênis e mochilas escolares, ampliando o alcance social da ação e assegurando que crianças em situação de vulnerabilidade tenham acesso aos itens necessários para frequentar a escola com dignidade.

A divulgação antecipada dos modelos reforça a transparência do processo e o compromisso com o planejamento educacional. O prefeito Flori destacou que o investimento em uniformes escolares vai além da vestimenta. “Garantir o uniforme gratuito é promover igualdade de condições, fortalecer a identidade dos alunos e oferecer apoio direto às famílias vilhenenses”, afirmou.

A entrega dos kits representa um importante alívio financeiro para muitas famílias, contribui para a segurança e organização no ambiente escolar e fortalece o sentimento de pertencimento à comunidade educacional. A ação reforça o compromisso da Prefeitura de Vilhena com uma educação pública de qualidade, pautada no cuidado, na inclusão e no respeito aos estudantes.

 

 

 

Assessoria/Prefeitura

Deputado Ezequiel Neiva destaca avanços expressivos na agricultura, saúde, educação, esporte, infraestrutura e no social

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Em balanço sobre as ações realizadas em 2025, o deputado estadual Ezequiel Neiva destaca avanços que impactaram diretamente a vida da população em diversas áreas. Para o parlamentar, o período foi de investimentos estratégicos, parcerias institucionais e resultados que se refletem tanto na zona urbana quanto no campo.

Na agricultura, o deputado reforçou que grande parte dos recursos foi destinada ao fortalecimento do produtor rural. Entre as principais ações estão a entrega de equipamentos e implementos agrícolas, a recuperação de estradas vicinais, a construção de pontes e o apoio direto ao homem do campo, garantindo melhores condições de produção, mais segurança e eficiência. “Essas iniciativas fortaleceram a economia local e asseguraram alimento na mesa de milhares de famílias”, acrescentou.

Ainda conforme Ezequiel Neiva, o foco sempre foi atender quem mais precisa. “Nosso compromisso é trabalhar para melhorar a vida das pessoas. Investimos fortemente na agricultura porque sabemos que é no campo que nasce a base da nossa economia. Dar condições dignas ao produtor rural é garantir desenvolvimento para todo o município”, destacou.

Na educação, o mandato manteve apoio contínuo às melhorias na infraestrutura escolar e no transporte dos alunos, especialmente na zona rural, assegurando mais acesso e qualidade ao ensino.

Já na saúde, os investimentos possibilitaram a ampliação de atendimentos, a redução de filas e o fortalecimento da rede pública. Pacientes que aguardavam há anos por procedimentos conseguiram atendimento graças às articulações realizadas ao longo do ano. “A saúde é prioridade. Trabalhamos para reduzir filas e levar dignidade a quem depende exclusivamente do serviço público”, afirmou o parlamentar.

O esporte também recebeu atenção especial, com a construção e recuperação de campos e o incentivo a projetos esportivos voltados à inclusão social, disciplina e qualidade de vida, especialmente para crianças e jovens. Segundo Neiva, “o esporte é uma ferramenta poderosa de transformação social e precisa ser valorizado desde cedo”.

Na infraestrutura, o trabalho se concentrou na melhoria de estradas e acessos, garantindo mais segurança no transporte escolar e melhores condições para o escoamento da produção agrícola. “Infraestrutura de qualidade é desenvolvimento. Estradas melhores significam produção escoada, alunos transportados com segurança e mais qualidade de vida para a população”, ressaltou.

Ao fazer a retrospectiva do ano, o deputado agradeceu o empenho da equipe, o apoio da família e reafirmou o compromisso de seguir trabalhando por avanços ainda maiores. “Com fé em Deus, parceria e muito trabalho, seguimos firmes na missão de servir a população e construir um futuro melhor”, concluiu Ezequiel Neiva, desejando à população um Feliz Natal e um próspero Ano Novo, com expectativa de que 2026 seja um ano de ainda mais realizações.

 

Assessoria

Receita nega taxação de transações a partir de R$ 5 mil

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O Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal, desmentiu nesta segunda-feira (29), em Brasília, informações que circulam nas redes sociais e que afirmam que transações financeiras a partir de R$ 5 mil seriam taxadas.

“As fake news que estão circulando inventaram, desta vez, uma multa de 150% para quem não pagar o falso tributo”, destacou a Receita Federal em comunicado.

A nota lembra que a Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. “Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, reforçou a Receita.

Falso

Ela destacou, ainda, que não existe nenhuma tributação de 27,5% sobre transações. “É completamente falso”, frisou.

“Também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, completou a Receita.

Por fim, o comunicado destaca que não existe tributação por movimentação financeira. “A Receita Federal esclarece que disseminar mentiras, fake news e pânico financeiro interessa apenas a criminosos”, finaliza a nota.

 

 

Agência Brasil

Mega da Virada entra na reta final para apostas

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Interessados em participar do sorteio da Mega da Virada têm até as 20h (horário de Brasília) da próxima quarta-feira (31) para realizar suas apostas, de forma física ou online. O prêmio estimado para o sorteio deste fim de ano é de R$ 1 bilhão, o maior da história.

O concurso especial ocorre anualmente na última noite do ano. As apostas podem ser feitas em mais de 13 mil lotéricas de todo o país, pelo portal da Caixa e pelo aplicativo de loterias da Caixa. Clientes do banco também podem utilizar o internet banking.

O sorteio será realizado às 22h, com transmissão pelo perfil das Loterias Caixa no Facebook e pelo canal da Caixa no YouTube. Para fazer uma aposta simples, de seis números, é preciso desembolsar R$ 6.

O prêmio da Mega da Virada não acumula. Se não houver ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, o prêmio será dividido entre os acertadores da segunda faixa, com acerto de cinco números), e assim por diante.

Desde a sua primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 130 apostas que acertaram as seis dezenas.

Alerta

Na última semana, a Caixa alertou para o surgimento de diversos sites falsos que simulam o portal Loterias Online, único site oficial para recebimento de apostas, inclusive apostas da Mega da Virada.

“Além de não registrarem as apostas, os falsários podem furtar os dados pessoais da vítima e ficar com o dinheiro dela”, destacou a Caixa em comunicado.

 

Agência Brasil

Produção recorde não derruba preços e safra fecha com mercado firme no Brasil

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A safra brasileira de milho 2024/25 entrou para a história pelo volume colhido, mas também por um comportamento de mercado que contrariou a lógica tradicional da oferta abundante. Mesmo com produção recorde, estimada em cerca de 141 milhões de toneladas somando as três safras, os preços do cereal se mantiveram acima dos níveis observados em 2024, refletindo uma combinação de fatores internos e externos que deram sustentação às cotações ao longo do ano.

O principal motor desse desempenho foi o milho safrinha, responsável pela maior parte do crescimento da produção nacional. O avanço da produtividade, aliado à ampliação de área em importantes regiões produtoras, garantiu volumes elevados e consolidou o Brasil como um dos principais fornecedores globais do grão. Ainda assim, o aumento da oferta não se traduziu automaticamente em queda expressiva de preços no mercado doméstico.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o ano começou com um cenário atípico. Em janeiro de 2025, os estoques de passagem estavam em torno de 1,8 milhão de toneladas, patamar considerado historicamente baixo. Esse quadro limitou a disponibilidade imediata de milho e ajudou a sustentar os preços, mesmo diante da expectativa, já naquele momento, de uma safra robusta.

Além dos estoques reduzidos, o mercado foi influenciado por uma demanda interna aquecida, pela postura mais firme dos vendedores e por entraves logísticos em diferentes regiões do País. Esses fatores pressionaram as cotações no primeiro trimestre, mantendo o milho valorizado em plena entrada de ano-safra.

Com o avanço da colheita do milho de verão, os preços passaram a sofrer algum ajuste ao longo dos meses seguintes, movimento reforçado pelas boas perspectivas para a segunda safra. No entanto, a retração mais consistente ocorreu apenas no segundo semestre, quando parte dos consumidores adotou uma postura cautelosa, aguardando novas desvalorizações diante do avanço da colheita da safrinha e da confirmação da produção recorde.

Esse movimento, porém, perdeu força a partir de outubro. Produtores reduziram a oferta no mercado spot, o que voltou a dar sustentação às cotações até meados de dezembro. De acordo com o Cepea, houve relatos de dificuldades para recomposição de estoques por parte de alguns agentes, fator que contribuiu para manter os preços em níveis elevados no encerramento do ano.

No cenário internacional, a oferta global de milho permaneceu praticamente estável entre as safras 2023/24 e 2024/25. Quedas de produção em países como Estados Unidos, Rússia e Ucrânia foram compensadas pelo crescimento da colheita em grandes produtores, com destaque para Brasil, China e Índia. Esse equilíbrio global também colaborou para que os preços internacionais — e, por consequência, os domésticos — não recuassem de forma mais intensa.

O resultado foi um ano marcado por volumes históricos de produção, mas com um mercado que seguiu firme, reforçando a importância da gestão de estoques, da logística e do comportamento da demanda na formação dos preços do milho no Brasil.

Pensar Agro

Pescadores têm até 31 de dezembro para manter acesso ao seguro-defeso

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Os pescadores profissionais têm até o dia 31 de dezembro para enviar o Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), documento obrigatório para manter o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo e regular. O alerta foi reforçado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que chama atenção para o impacto direto do descumprimento da exigência: sem o RGP regular, o trabalhador fica impedido de acessar benefícios federais, como o seguro-defeso.

O REAP é o instrumento oficial que comprova que o pescador exerceu a atividade de forma contínua ao longo do ano. No relatório, devem constar, mês a mês, informações detalhadas sobre os volumes pescados, as espécies capturadas e os locais de pesca. Segundo o MPA, a ausência do envio torna o registro irregular automaticamente.

Além da obrigatoriedade, o ministério tem intensificado o cruzamento de dados e a verificação das informações declaradas. Em nota, a pasta informou que inconsistências podem levar ao cancelamento definitivo do RGP. Somente em 2025, mais de 300 mil registros foram cancelados, em um movimento de revisão cadastral que busca coibir irregularidades e fraudes na concessão de benefícios.

Outro ponto de atenção é a exigência da Carteira de Identidade Nacional (CIN). De acordo com o MPA, o documento passou a ser obrigatório tanto para a manutenção do RGP quanto para o envio do relatório anual. A adoção da CIN permite a integração das bases de dados do governo federal e o cruzamento de informações cadastrais, uma estratégia para aumentar o controle e a transparência no acesso às políticas públicas voltadas ao setor pesqueiro.

Para conseguir enviar o REAP, o pescador precisa estar com o RGP ativo e regularizado previamente. Caso contrário, o sistema não permite a conclusão do procedimento. Todo o processo é feito de forma digital, por meio do Sistema PesqBrasil, plataforma oficial do ministério.

O envio do relatório anual segue um fluxo simples: o pescador deve acessar o PesqBrasil, entrar na área de manutenção do cadastro, selecionar o módulo REAP, preencher os dados da atividade pesqueira — incluindo espécies, quantidades, métodos e locais de pesca — e, por fim, encaminhar o documento. O acompanhamento do status pode ser feito no próprio sistema.

A avaliação dentro do governo é de que o REAP se tornou uma ferramenta central para o ordenamento da pesca no país. Além de garantir direitos aos trabalhadores que atuam regularmente na atividade, o relatório subsidia políticas públicas, fiscalização e planejamento do setor. Com o prazo se encerrando no último dia do ano, o MPA recomenda que os pescadores não deixem o envio para a última hora, evitando problemas de acesso ao sistema e o risco de perder benefícios essenciais em 2026.

Pensar Agro

Preço do leite caiu 18,1% em 12 meses; setor espera recuperação em 2026

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Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o preço do leite acumulou queda de 18,1% em doze meses até outubro, movimento que colocou o setor em postura defensiva na virada para 2026.

Na média Brasil, os preços ao produtor recuaram 3,5% entre janeiro e outubro, mas a trajetória se agravou ao longo do ano. No terceiro trimestre, a queda chegou a 11,4% e, no quarto trimestre, pode alcançar 19,2%, segundo projeções do Cepea. Com isso, os valores pagos ao produtor recuaram aos patamares mais baixos desde 2021, reduzindo a capacidade de investimento e ampliando a cautela no campo.

O principal fator por trás desse movimento foi o crescimento expressivo da oferta. O Cepea estima que a produção brasileira de leite cru atinja 37 bilhões de litros em 2025, alta de 3,5% em relação a 2024 e novo recorde histórico. No mercado formal, a captação industrial também avançou de forma consistente, somando 27,14 bilhões de litros, crescimento de 7% no ano.

A demanda, no entanto, não acompanhou esse ritmo. As importações, embora tenham recuado em relação a 2024, permaneceram elevadas. Segundo o Cepea, o Brasil importou o equivalente a 2,27 bilhões de litros de leite em 2025, enquanto as exportações caíram 31%, limitando o escoamento do excedente interno e ampliando a pressão sobre os preços domésticos.

O impacto desse desequilíbrio ficou evidente nas margens. Dados do Cepea mostram que o poder de compra do produtor de leite frente ao milho — um dos principais insumos da atividade — caiu 13,7% em 2025. A redução indica perda de capacidade de investimento e maior seletividade nas decisões produtivas. Do lado da indústria, o centro de estudos aponta aumento médio de 9% no spread entre os preços do leite cru e dos principais derivados no segundo semestre, reflexo de dificuldades de repasse ao consumidor.

Para 2026, a expectativa é de um cenário mais estável, embora ainda desafiador. O Cepea projeta crescimento da oferta entre 2% e 2,5%, ritmo inferior ao observado em 2025, em um ambiente de menor volatilidade de preços e avanço do Produto Interno Bruto (PIB) próximo de 2%. A tendência é que os preços iniciem o ano em patamares baixos e só apresentem recuperação sazonal mais consistente entre abril e agosto, quando a oferta costuma perder força, especialmente na região Sul.

Os custos de produção podem oferecer algum alívio ao longo do próximo ano, diante da maior estabilidade nos preços dos grãos. Ainda assim, o Cepea avalia que as margens em 2026 devem permanecer abaixo das registradas em 2024 e no primeiro trimestre de 2025, reforçando um cenário de disciplina, ajuste produtivo e foco em eficiência.

Após um ciclo marcado por produção recorde e forte compressão de preços, o setor de lácteos chega a 2026 em busca de reequilíbrio, com menor disposição para expansão e maior atenção à gestão, ao controle de custos e à leitura do mercado.

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Fertilizantes fecham 2025 em alta, com avanço de 9,3% na distribuição

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O mercado brasileiro de fertilizantes encerra 2025 em um patamar mais elevado de atividade, sustentado pelo aumento da demanda nas principais regiões agrícolas e por um maior nível de planejamento do produtor rural. De janeiro a setembro, a distribuição de insumos no País somou 35,86 milhões de toneladas, volume 9,3% superior ao registrado no mesmo período de 2024, segundo dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). Apenas em setembro, as entregas alcançaram 5,38 milhões de toneladas, alta de 11,3% na comparação anual.

O consumo seguiu concentrado nos grandes polos do agronegócio. Mato Grosso manteve a liderança isolada ao longo do ano, com 8,08 milhões de toneladas destinadas ao estado, o equivalente a 22,5% de toda a demanda nacional. Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais e Bahia completaram o grupo dos maiores consumidores, refletindo o peso das lavouras de grãos, fibras e culturas perenes na composição do mercado.

Do lado da oferta, a indústria nacional ganhou fôlego ao longo do ano. A produção de fertilizantes intermediários totalizou 5,57 milhões de toneladas entre janeiro e setembro, crescimento de 6,6% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Em setembro, a fabricação chegou a 713 mil toneladas, indicando maior participação da produção doméstica no abastecimento do mercado interno, ainda que a dependência externa permaneça elevada.

As importações continuaram sendo decisivas para atender à demanda. Apesar da queda pontual de 7,4% registrada em setembro, o volume importado no acumulado do ano atingiu 31,49 milhões de toneladas, avanço de 8,4% na comparação anual. A logística portuária acompanhou esse movimento, com o Porto de Paranaguá consolidando-se como principal porta de entrada dos fertilizantes no País, responsável por 25,5% do total desembarcado.

O desempenho observado ao longo de 2025 indica um setor mais ativo, com consumo elevado e maior previsibilidade nas compras. Para 2026, a expectativa do mercado é de manutenção da demanda em níveis elevados, puxada pela continuidade da produção de grãos, pela necessidade de recomposição da fertilidade dos solos e por um ambiente de custos que seguirá exigindo decisões cada vez mais estratégicas por parte do produtor rural.

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Faltam 30 dias para a abertura oficial, mas a colheita 2026 já começou em dois Estados

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Faltando cerca de 30 dias para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, as primeiras máquinas já entraram em campo no Brasil. Registros iniciais de colheita aparecem em áreas do oeste do Paraná e em regiões do médio-norte, leste e oeste de Mato Grosso, indicando que a safra começa a ganhar ritmo antes mesmo do marco oficial que tradicionalmente simboliza o início dos trabalhos em escala nacional.

O avanço ainda é pontual e concentrado, sobretudo em áreas com calendário mais antecipado e em lavouras irrigadas, mas o movimento reforça a percepção de um ciclo que evoluiu de forma relativamente rápida em parte das regiões produtoras. A expectativa é de que o avanço mais consistente da colheita ocorra ao longo de janeiro, à medida que as condições climáticas permitam maior entrada das máquinas nas áreas de sequeiro.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 177,1 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, volume 3,3% superior ao do ciclo anterior. A projeção considera uma área plantada próxima de 49 milhões de hectares e sustenta o cenário de mais uma safra robusta, mesmo diante das adversidades climáticas registradas ao longo do desenvolvimento das lavouras.

Leia Também:  Ritmo do plantio melhora, mas Mato Grosso encara replantio e abortamento

O início da temporada foi marcado por períodos de calor intenso e por irregularidade na distribuição das chuvas em diferentes regiões do país. Ainda assim, a maior parte das lavouras apresentou evolução satisfatória até este momento. Técnicos ressaltam que perdas pontuais de rendimento podem ocorrer, especialmente em áreas mais afetadas pelo estresse hídrico, mas sem comprometer, até agora, o volume esperado de produção.

Neste estágio da safra, o clima segue sendo o principal fator de atenção. A definição do potencial produtivo, sobretudo nas áreas de sequeiro, ainda depende do comportamento das chuvas nos próximos meses. Janeiro e fevereiro serão decisivos para consolidar os índices de produtividade, enquanto áreas de plantio mais tardio podem estender essa definição até o início de março.

A expectativa do setor é que o avanço da colheita nas próximas semanas confirme o cenário positivo que começa a se desenhar no campo. A Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, marcada para o dia 30 de janeiro, em Porto Nacional (TO), deve marcar a consolidação desse movimento e o início efetivo da colheita em escala nacional, abrindo um novo ciclo para o mercado de grãos em 2026.

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