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Especialista estima redução de 53% das emissões de carbono até 2050

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Com algumas medidas já consensuais no meio científico, é possível reduzir, até 2050, mais da metade das emissões de carbono no Brasil. A estimativa é do presidente do Instituto Brasileiro de Transporte Sustentável, Márcio de Almeida D’Agosto, que citou como “chave para a redução das emissões” um pacote de medidas de mitigação que incluem a qualificação do transporte público.

Integrante do Programa de Engenharia de Transporte da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele avalia que esse tipo de transporte deve ser repensado para a adoção de “ônibus confortáveis, integrados, com dimensões adequadas e ar-condicionado”.

Além disso, ele aponta a eletrificação desse modal como “atividade chave para se atingir o objetivo de emissões zero”.

D’Agosto lembra que os ônibus representam apenas 0,6% da frota circulante do modo rodoviário, porém são responsáveis por 50% da atividade de passageiros e 11% da demanda de energia.

Já os caminhões utilizados no transporte urbano de carga representam 1,3% da frota circulante e são responsáveis por cerca de 10% da atividade de carga e da demanda de energia.

O especialista inclui, entre as medidas de mitigação que favorecem a redução das emissões de carbono na atmosfera, o aumento do uso de biocombustíveis; a expansão de ferrovias para transporte de cargas, nas proporções já projetadas; e a eletrificação e otimização, também, da logística, bem como dos veículos leves.

“Como resultado para isso, vimos que seria possível chegar, em 2050, reduzindo em 53% as emissões, e abatendo [da atmosfera] 268 megatoneladas de gás carbônico”, complementa o especialista, que participou do seminário Mobilidade Baixo Carbono, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Cada megatonelada (Mt) corresponde a um milhão de toneladas.

Segundo D’Angelo, já em 2030 seria possível reduzir em um terço a quantidade de carbono emitida por atividade de transporte de cargas e de passageiros.

Durante o evento, foi lançado o caderno Transição para uma Mobilidade Zero Emissões, publicação que, segundo a diretora do Departamento de Planejamento Integrado e Ações Estratégicas do MDR, Sandra Maria Santos Holanda, reúne estudos e informações voltados a cidadãos e comunidades que fazem uso do transporte.

 

 

Agência Brasil

Brasil quer atrair mais investimentos privados, diz presidente na ONU

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(Nova Iorque - EUA, 21/09/2021) Discurso do Presidente da República Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro disse, hoje (21), ao abrir a sessão de debates da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que o Brasil está trabalhando na atração de investimentos da iniciativa privada e que possui “tudo o que investidor procura: um grande mercado consumidor, excelentes ativos, tradição de respeito a contratos e confiança no nosso governo”.

O presidente Bolsonaro disse que o país está promovendo o modal ferroviário e outras ações dentro do seu programa de parceria de investimentos, e que já foram firmados mais de US$ 6 bilhões em contratos privados para novas ferrovias. O presidente lembrou que em agosto o governo também instituiu um novo marco legal para o setor, permitindo que a construção de novas ferrovias seja feita por meio de uma autorização simplificada.

“Em poucos dias, recebemos 14 requerimentos de autorizações para novas ferrovias com quase US$ 15 bilhões de investimentos privados”, disse. “Como reflexo, menor consumo de combustíveis fósseis e redução do custo Brasil, em especial no barateamento da produção de alimentos”, complementou Bolsonaro.

Por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), segundo o presidente, já foram contratados US$ 100 bilhões de novos investimentos e arrecadados US$ 23 bilhões em outorgas. Para os próximos dias, o governo também vai realizar o leilão para implementação da tecnologia 5G no Brasil, disse o presidente.

Durante seu discurso, o presidente reafirmou o compromisso firmado na Cúpula de Líderes sobre o Clima, em abril, de alcançar, até 2050, a neutralidade zero de emissões de gases de efeito estufa no país, antecipando em dez anos a sinalização anterior, prevista no Acordo de Paris.

Os artigos 5º e 6º do Acordo de Paris, firmado em 2015, tratam sobre os procedimentos financeiros para alcançar a redução das emissões, tema que deverá ser debatido na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP26, que será realizada em novembro em Glasgow, na Escócia.

No evento, o Brasil quer buscar consenso sobre as regras do mercado de crédito de carbono global, o que deve atrair mais investimento para o país. “Esperamos que os países industrializados cumpram efetivamente seus compromissos com o financiamento de clima em volumes relevantes. O futuro do emprego verde está no Brasil: energia renovável, agricultura sustentável, indústria de baixa emissão, saneamento básico, tratamento de resíduos e turismo”, disse.

Covid-19

Ainda em meio à pandemia da covid-19, esta edição da Assembleia Geral da ONU é realizada de forma híbrida, com declarações presenciais e por vídeo. No ano passado, o evento foi totalmente virtual. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a fazer um pronunciamento e o presidente Jair Bolsonaro optou em ir pessoalmente a Nova York.

Ele lamentou as mortes por covid-19 e disse que o governo vai vacinar “todos que escolheram ser vacinados no Brasil” até novembro. O presidente se manifestou contra o passaporte da vacinação, que cobra imunização dos cidadãos para acesso a serviços. “Apoiamos a vacinação, contudo o nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada a vacina”, disse.

Durante seu discurso nas Nações Unidas, Bolsonaro também disse que o governo brasileiro apoia “a autonomia do médico na busca do tratamento precoce”. “Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso off-label”, disse.

O medicamento chamado off-label é aquele prescrito pelo médico que diverge das indicações da bula. Desde o início da pandemia, no ano passado, o presidente defende o uso dessas medicações como, por exemplo, a hidroxicloroquina, que não tem eficácia científica comprovada contra a covid-19, mas pode ser prescrito por médicos com a concordância do paciente.

“Não entendemos porque muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial. A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, complementou.

Em sua fala, o presidente também destacou a atuação brasileira no campo humanitário e no combate à pandemia; às mudanças que seu governo está promovendo no país e o retorno do Brasil ao Conselho de Segurança da ONU. No biênio 2022-2023, o Brasil ocupará um assento não permanente na entidade.

Leia a íntegra do discurso.

Goebel solicita ampliação do quadro de vagas para consultas oftalmológicas e cirurgias de Catarata em São Miguel do Guaporé

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Conforme o deputado estadual, as vagas disponibilizadas não tem sido suficiente para atender a demanda.
Preocupado com a preservação da saúde ocular dos rondonienses, o deputado estadual Luizinho Goebel (PV) solicitou ao Governo de Rondônia, a abertura de mais vagas para consultas oftalmológicas e cirurgias de Catarata, no município de São Miguel do Guaporé.

No documento, o parlamentar pede para que a Secretaria do Estado de Saúde – SESAU/RO disponibilize mais consultas oftalmológicas através do Sistema Único de Saúde – SUS no município, uma vez que as vagas disponibilizadas não tem sido suficiente para atender a demanda, devido ao grande número de idosos que precisam do serviço.

Para o deputado Luizinho Goebel, a parceria entre as unidades de saúde é de fundamental importância para descentralizar e suprir a elevada demanda de pacientes afetados por essas enfermidades, bem como de idosos de baixo poder aquisitivo, já que a grande maioria são aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo para sua sobrevivência e não possuem plano de saúde nos hospitais particulares.

“É sabido que já foi iniciado este serviço, mas as vagas disponibilizadas não têm sido suficientes para atender à população, sendo assim foi necessário fazer tal solicitação para o Governador e a Secretaria de Saúde”, destacou o parlamentar.

 

Texto: Assessoria

Toto: Thyago Lorentz/ALE-RO

Acordo prevê pagamento obrigatório de apenas R$ 39 bilhões em precatórios em 2022

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A União pode ser obrigada a pagar em 2022 apenas R$ 39 bilhões dos R$ 89 bilhões que deve em precatórios. É o que prevê um acordo discutido nesta terça-feira (21) entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. A diferença de R$ 50 bilhões seria negociada entre os credores e o governo federal.

O Poder Executivo argumenta que só pode oferecer um reajuste no programa Auxílio Brasil (substituto do Bolsa Família) no próximo ano se conseguir reduzir o valor desembolsado para o pagamento dos precatórios. Os precatórios são dívidas impostas à União por decisões judiciais.

A proposta negociada nesta terça-feira limita o estoque de precatórios que seriam obrigatoriamente pagos em 2022, levando em conta o teto de gastos. A ideia é projetar para o próximo ano a mesma participação que os precatórios tiveram no teto de gastos em 2016. Naquele ano, o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 95, que restringe os gastos públicos durante 20 anos.

— A imposição do pagamento dos R$ 89 bilhões de precatórios deve respeitar o teto de gastos públicos. A partir de uma atualização desde 2016, chega-se a um valor de R$ 39 bilhões que seriam honrados. Dentro disso, [a prioridade é para] aqueles de menor valor, para prestigiar o maior número de pessoas que aguardam o pagamento desses precatórios — explicou Rodrigo Pacheco.

De acordo com o presidente do Senado, o acordo prevê um rol de possibilidades para o pagamento dos R$ 50 bilhões restantes.

— Para esse saldo ser honrado, há caminhos. Haveria alternativas, como encontro de contas, compensações e negociação entre as entre partes. O precatório, no final das cotas, tem um credor e um devedor que podem, dentro de um ambiente de negociação, a partir de uma autorização legislativa e constitucional, dar solução a esse saldo já em 2022 — explicou.

Para Rodrigo Pacheco, caso União e credores não cheguem a um acordo sobre a forma de pagamento da diferença, o valor remanescente dos precatórios seria transferido para 2023. Mas, segundo o presidente do Senado, a proposta não pode ser classificada como um “calote”.

— Admitamos que nenhum desse negócios jurídicos taxativos da PEC possa se concretizar em determinados casos. Aí se transferiria a obrigação para 2023. Não é calote. É uma prorrogação. Temos uma realidade: o cumprimento do teto. Outra hipótese seria tirar os precatórios do teto de gastos públicos, o que nesse momento, considerando todas as pressões que há em relação a inflação, cambio e estabilidade do país, não seria conveniente — avaliou.

A solução negociada entre os Poderes Legislativo e Executivo pode ser incluída na proposta de emenda à Constituição (PEC) 23/2021. Conhecida como PEC dos Precatórios, a matéria tramita na Câmara. Mas isso ainda depende de negociação com os líderes partidários e demais senadores e deputados.

Para Rodrigo Pacheco, a proposta tenta conciliar três “conceitos”: a obrigatoriedade de pagamento dos precatórios, a importância de um “programa social robusto” e o respeito ao teto de gastos.

— Não é uma equação fácil. É uma equação complexa e difícil. Mas, como a política é a arte de escolher, estamos encaminhando uma possível solução. Se for aprovado na Câmara, o compromisso no Senado é ter a maior agilidade possível na Comissão de Constituição e Justiça e no Plenário para que possa ser aprovada em tempo hábil — afirmou.

O tema foi discutido na residência oficial do presidente do Senado, em Brasília. Além de Rodrigo Pacheco, Arthur Lira e Paulo Guedes, participou do encontro o líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Para Guedes, o reajuste no valor do programa social depende de um “duplo compromisso”.

— De um lado, o compromisso social, a responsabilidade social. Temos que lançar uma camada de proteção para minimizar o impacto que os resultados da pandemia trouxeram. Tivemos aumento no preço da comida, crise hídrica e uma série de pressões inflacionárias. Precisamos proteger as camadas mais vulneráveis. De outro lado, o tempo inteiro, com responsabilidade social, que é o compromisso com as futuras gerações. Esse difícil equilíbrio é que é a arte da política — disse.

Fonte: Agência Senado

CAE aprova estímulo ao transporte por cabotagem

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta terça-feira (21), projeto de lei que trata do Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem, o BR do Mar. O relator do PL 4.199/2020, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), recomendou a aprovação do texto original com 13 emendas por ele apresentadas, além de 24 das 44 emendas oferecidas por outros senadores, acolhidas total ou parcialmente.

O relator declarou prejudicados quatro dos cinco projetos que tramitavam em conjunto. Apenas o PLS 422/2014 deverá seguir em tramitação autônoma.  Depois de passar pela CAE, o PL 4.199/2020 será examinado por mais três comissões: de Agricultura e Reforma Agrária (CRA); de Constituição e Justiça (CCJ) e de Serviços de Infraestrutura (CI).

Nelsinho Trad abriu seu parecer relacionando uma série de objetivos perseguidos pelo Programa BR do Mar. Nesse rol, é possível destacar o incremento na oferta e qualidade do transporte por cabotagem; o incentivo à concorrência e à competitividade na prestação desse serviço; a ampliação da disponibilidade de frota no território nacional; o estímulo ao desenvolvimento da indústria naval nacional de cabotagem; e a otimização no uso de recursos gerados pelo Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

A ideia é que o projeto ofereça diretrizes quanto à segurança nacional; estabilidade regulatória; incentivo ao investimento privado; otimização no uso de recursos públicos; equilíbrio da matriz logística nacional; transparência e integridade.

O projeto deverá facilitar a expansão das operações de cabotagem e a entrada de novos interessados nesse mercado, segundo o relator.

“Aumenta-se a possibilidade das Empresas Brasileiras de Navegação (EBN) afretarem embarcações sem a obrigatoriedade de possuírem embarcações próprias, como exigido pela legislação vigente. Esta mudança, no entanto, vem acompanhada de incentivos para que as EBNs mantenham e aumentem a frota própria, o que contribui para um importante aspecto da navegação de cabotagem, que é a disponibilidade do serviço”, explicou o senador no parecer.

De olho em novos investidores, a BR do Mar prevê a criação da Empresa Brasileira de Investimento na Navegação (EBN-i), que vai constituir frota e fretar as embarcações para EBNs operarem, dispensando a necessidade de estas investirem em frota própria. Ainda nesta perspectiva, o programa modifica a destinação de recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) — financiado, especialmente, pela arrecadação do AFRMM —, ampliando as hipóteses de uso pelo setor, com a inclusão, por exemplo, de manutenções preventivas nas embarcações.

A prorrogação do prazo do Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto) até 31 de dezembro de 2023 também reforça as iniciativas citadas.

Segundo o relator, a ausência desse incentivo, vigente entre 2004 e 2020, trouxe enormes prejuízos à logística e à indústria do país, que está em um momento crucial de investimentos vultosos pelos setores portuário e ferroviário. Perdas deverão ser amargadas não só pelos operadores logísticos, mas pelos usuários do sistema de transporte ferroviário e portuário, sem esquecer dos reflexos negativos sobre o agronegócio, na hipótese de o Reporto não ser prorrogado.

Outros pontos de destaque alinhavados pelo relator foram a prorrogação da isenção do AFRMM até 2027, permitindo à indústria salineira do Rio Grande do Norte enfrentar a concorrência com o sal do Chile; o reescalonamento de financiamentos viabilizados com recursos do FMM e celebrados antes da pandemia de Covid-19, desde que não ultrapassem os prazos máximos de 72 meses de carência e de até 24 anos de amortização; a garantia de mais empregos, com a exigência de que as embarcações estrangeiras na cabotagem tenham, no mínimo, um terço de tripulantes brasileiros já no início de suas operações no país.

“Os resultados esperados pelo governo federal com o Programa de Estímulos à Navegação de Cabotagem são: o incremento da oferta de embarcações em 40%; a ampliação do volume de contêineres transportados até 2022 em até 65%; e a promoção do crescimento da cabotagem a taxas de 30% ao ano. A aprovação do PL é um passo importante para alcançar um melhor equilíbrio da matriz de transporte de cargas do país e a redução do custo médio dos fretes”, disse Nelsinho Trad no parecer.

Emendas

Quanto às mudanças promovidas no PL 4.199/2020, algumas das 13 emendas oferecidas pelo relator trataram apenas de ajustes redacionais.

— Alegria de por ter dado uma contribuição a esse texto enviado pelo Executivo. Esse relatório dará um grande avanço para o setor no nosso país, porque vai diminuir o custo Brasil. Todas as emendas acatadas terão na minha pessoa uma defesa intransigente em Plenário — afirmou Nelsinho Trad.

Entre as emendas acolhidas pelo relator, estão as apresentadas pelos senadores pelo Amazonas Plínio Valério (PSDB) e Eduardo Braga (MDB), no sentido de reduzir custos de operação sem comprometer os incentivos fundamentais à marinha mercante. Tanto Plínio quanto Braga defenderam a redução da alíquota do AFRMM de 10% para 8% na navegação de cabotagem, mantendo em 40% na navegação fluvial e lacustre, quando do transporte de granéis líquidos na região Norte e Nordeste. Emenda apresentada pelo senador Lucas Barreto (PSD-AP), também acolhida.

“É importante ressaltar que as reduções das alíquotas do AFRMM não ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Não há qualquer tratamento diferenciado de tributos, uma vez que estamos tratando de modalidades de navegação distintas. Ademais, ao mantermos a alíquota de 40% para o transporte de granéis líquidos na navegação fluvial e lacustre, e propormos a alíquota de 8% para o transporte das demais cargas (inclusive granéis sólidos), estamos elevando a arrecadação de tributos e, portanto, não há qualquer renúncia de receita nesse ponto que possa ser enquadrada entre as hipóteses previstas na LRF”, disse Nelsinho.

Outra alteração foi amparada em emenda de autoria de Lucas Barreto. Com vistas a eliminar eventual insegurança jurídica, ficou estabelecido que as embarcações estrangeiras terão o direito de usufruir das mesmas condições comerciais para a prestação dos serviços de apoio portuário, e não mais dos serviços de praticagem (serviço de assessoria aos comandantes dos navios para navegação em águas restritas).

O relator acolheu parcialmente emenda elaborada pela senadora Kátia Abreu (PP-TO). A ideia era eliminar a exigência de um número máximo de viagens permitidas nos afretamentos a tempo, caracterizados pela disponibilização, por tempo determinado, de um navio completamente equipado e em condição de navegabilidade pelo armador. No entendimento de Nelsinho, a medida, tal como formulada, abriria o setor de cabotagem brasileira para navios estrangeiros.

A saída encontrada por ele foi admitir um número ilimitado de viagens, desde que a autorização para o afretamento vinculasse uma embarcação específica. Essa ressalva evitaria, conforme argumentou, a abertura indiscriminada para navios estrangeiros e, ao mesmo tempo, promoveria a competição, a flexibilização e desburocratização dos afretamentos a tempo.

— Estou muito feliz com as emendas acatadas, mas precisamos corrigir ainda mais com o amadurecimento da matéria nas demais comissões — defendeu Kátia Abreu.

O relator acatou outras três emendas. A primeira delas resulta em duas mudanças na proposta: a possibilidade de acesso a recursos do FMM para manutenção de embarcações, inclusive as preventivas; a permissão para as EBNs definirem como e onde empregar os recursos do fundo, seja por meio de um estaleiro, seja por meio de uma empresa brasileira especializada na atividade; e a aplicação possível de verbas do fundo em obras de infraestrutura portuária e aquaviária.

Quanto às outras duas emendas, uma tratou de permitir o reescalonamento de financiamentos viabilizados com recursos do FMM e celebrados antes da pandemia de Covid-19, desde que não ultrapassem os prazos máximos de 72 meses de carência e de até 24 anos de amortização. A outra, prorroga o prazo dos benefícios conferidos pelo Reporto até 31 de dezembro de 2023.

— Esse projeto vai alavancar, seguramente, o transporte marítimo no Brasil. Vai dar um avanço para a cabotagem no país — expôs o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS).

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) argumentou que “temos de ser humildes para conhecer o mundo e os segredos de países que têm estruturas portuárias baratas, modernas e eficientes” e ultrapassar a série de complexo de atrasos.

O senador José Aníbal (PSDB-SP) também afirmou que o PL precisa de “ajustes”.

— Mas há, de outro lado, uma urgência nessa matéria para realmente ampliar a navegação de cabotagem no Brasil.

PLS 422/2014

Por fim, o relator recomendou a tramitação autônoma do PLS 422/2014, da senadora Kátia Abreu, que propõe a modernização do controle de tráfego marítimo na área dos portos, por meio da alteração de uma série de dispositivos que interferem nos serviços de praticagem. Nelsinho Trad justificou sua posição observando que a proposição, no seu entendimento, foge ao escopo da navegação de cabotagem.

Fonte: Agência Senado

Rondônia recebe mais vacinas contra a covid-19; doses serão distribuídas para as Regionais de Saúde

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O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), recebeu do Ministério da Saúde (MS), nesta segunda-feira (20), na Central Estadual da Rede de Frio, em Porto Velho, mais imunizantes contra a covid-19, que serão distribuídos às Regionais de Saúde do Estado.

Foram 23.250 doses de Astrazeneca e 400 da Janssen que chegaram nesta segunda-feira (20) que irão somar com as  66.690 da Pfizer que chegaram  domingo (19). As doses de vacinas serão destinadas à população prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação (PNO). As remessas atenderão a população rondoniense com a 1ª e 2ª dose.

Com as vacinas recebidas, Rondônia contabiliza 2.186.428 doses de vacinas contra a covid-19 enviadas pelo Governo Federal. Desse número 721.648 são CoronaVac, 710.650 são Astrazeneca, 718.380 são da Pfizer e 35.750 são da Janssen.

Durante entrevista à imprensa na Central Estadual de Rede de Frio, o diretor-geral da Agevisa, coronel Gilvander Gregorio de Lima, informou que o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de Rondônia (Cosems) por meio de nota técnica divulgou a aprovação da continuidade da vacinação contra a covid-19 para os adolescentes entre 12 e 17 anos no Estado.

“Em nota o conselho e a secretaria estadual de saúde reiteram a necessidade de que os 52 municípios devem continuar normalmente a vacinação para essa faixa etária, conforme resolução número 214 da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que aprovou a vacinação utilizando a vacina Pfizer, iniciando pelos adolescentes com comorbidades e mediante comprovação”

DISTRIBUIÇÃO

O diretor-geral salientou que por causa da logística as vacinas que chegaram após quinta-feira (16) serão entregues as regionais a partir desta terça-feira (21) junto com as novas doses, como forma de otimizar a logística da entrega.

“Quinta-feira nos fizemos entrega de vacinas e a equipe só retornou na sexta-feira. Com a chegada de mais vacinas, nós juntamos as remessas para fazer a próxima entrega às regionais a partir desta terça-feira. De acordo com os nossos dados os municípios ainda têm 358.753 doses ainda não aplicadas de 1ª e 2ª doses, e estamos enviando mais doses, portanto é um procedimento normal”

O Governo de Rondônia continua intensificando as ações para aceleração da vacinação, em especial o chamado para a população completar o esquema vacinal com a segunda dose, e a terceira dose. Ele também alerta para que as medidas restritivas continuem sendo adotas, como o uso de máscara, a higienização e o distanciamento social.

Vilhena registrou 40 novos casos e 30 recuperados

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Vilhena registrou 40 novos casos e 30 recuperados. Dessa forma, Vilhena registra até as 16h de hoje: 14.675 casos confirmados de vilhenenses, 64.180 vacinados com a 1ª dose e 23.205 vacinados com a 2ª dose ou dose única, 262 óbitos de vilhenenses, 109 óbitos de moradores de fora. Há atualmente no município 63 casos ativos, 20 casos suspeitos, bem como 14.346 já recuperados, 29 transferidos e 50 atendimentos no ambulatório.

A taxa de letalidade em Vilhena é de 1,86%, em Rondônia é de 2,47%, no Brasil é de 2,81%, na América do Sul é de 2,69% e no mundo é de 2,09%. (A taxa de letalidade indica a porcentagem dos pacientes contaminados que acabam evoluindo para óbito).

Leia o Plano Municipal de Vacinação Contra a Covid-19 “Vilhena Protegida” no link: http://bit.ly/planopmvcovid. A lista de vacinados está disponível no menu “Serviços” da página inicial do site da Prefeitura e será atualizada semanalmente.

Há 6 pacientes internados com covid-19 em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19 e Hospital Regional de Vilhena, sendo 5 de Vilhena e 1 de Colorado. Destes, 2 estão na UTI, sendo 1 intubado, do sexo masculino com 70 anos, e 1 com respiração não invasiva, do sexo feminino com 83 anos. Nas Enfermarias há 4 pacientes: todos do sexo masculino com 17, 22, 24 e 47 anos. A taxa de ocupação de leitos para covid-19 é de 13% (sendo 10% na UTI e 16% nas Enfermarias).

Hoje o estado registrou 264,9 mil casos confirmados e 6.512 óbitos. No Brasil o número de casos confirmados já ultrapassou 21,247 milhões, com 590 mil mortes. No mundo são 229 milhões de casos confirmados e 4,69 milhões de mortes.

ATENDIMENTO – Pessoas que tenham sintomas ou se considerem suspeitas de ter covid-19 devem procurar o Ambulatório Covid-19, aos fundos do Hospital Regional e ao lado da Central Covid, na Av. Rony de Castro Pereira, que funciona todos os dias, inclusive fins de semana e feriados. De segunda a sexta-feira o atendimento é das 7h às 17h e nos sábados e domingos das 7h às 19h.

DECRETOS EM VIGOR – Decreto estadual (http://www.rondonia.ro.gov.br/decreto-26-038-do-governo-de-rondonia-autoriza-pratica-atividades-desportivas-profissionais-sem-a-presenca-de-torcida/) e decreto municipal (www.bit.ly/decretocovid19vilhena).

DENÚNCIAS – Denúncias de descumprimento de normas de Saúde podem ser feitas pelos números: 190 da Polícia Militar (24h) ou 3322-1936 da Vigilância Sanitária (7h às 17h30, de segunda a sexta-feira).

TRANSPOSIÇÃO: CEEXT defere processos de servidores do Estado

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A Comissão Especial dos Ex-Territórios Federais de Rondônia, do Amapá e de Roraima (CEEXT) publicou a Ata nº 41, deferindo o processo de 07 servidores do Estado.

A Comissão também indeferiu o processo de 153 servidores que aguardavam pela inclusão no quadro em extinção da administração federal.

VEJA A ATA ABAIXO:

https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/comissao-ex-territorios/atas/2021/atas-das-camaras-de-julgamento-ceext/camaras-de-julgamento-de-rondonia/ata-no-41-de-17-de-setembro-de-2021-rondonia

Estão abertas as inscrições para o curso sobre Diretrizes das Escolas Cívico-Militares

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Os candidatos interessados poderão se inscrever até 5 de outubro
 O Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), promoverá um curso a distância sobre as Diretrizes das Escolas Cívico-Militares (Ecim). As inscrições já estão abertas e podem ser efetuadas até o dia 5 de outubro.

A formação integra uma das ações do MEC em relação ao Programa das Escolas Cívico-Militares (Pecim), que visa capacitar os profissionais que atuarão nas Ecim. As Diretrizes das Ecim são dispostas como um documento norteador para a implantação do modelo na gestão das áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa.

Os profissionais que atuam ou atuarão nas Ecim podem realizar a inscrição por meio do linkhttps://avamec.mec.gov.br/#/instituicao/decim/curso/14310/informacoes. Posteriormente, para a emissão do certificado, o cursista deverá realizar o cadastro no seguinte endereço eletrônico: https://sig.unb.br/sigaa/public/extensao/logincursoseventosextensao.jsf.

Sobre o Pecim

O Pecim é uma iniciativa do MEC em parceria com o Ministério da Defesa, instituída em setembro de 2019, que apresenta um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa com a participação do corpo docente da escola e apoio dos militares. Presente em 25 estados, com 127 escolas, o programa beneficia aproximadamente 80 mil alunos.

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da SEB

Curso de práticas de produção de texto libera últimos módulos

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Além disso, os doze módulos do curso on-line, em formato e-book estão disponíveis para download
Neste mês de setembro comemora-se o Dia Mundial da Alfabetização. A CAPES, em parceria com a Secretaria de Alfabetização (Sealf), do Ministério da Educação (MEC), liberou os dois últimos módulos do curso gratuito Práticas de Produção de Texto. Os doze módulos do curso virtual, em formato e-book, estão disponíveis para download.

Com mais de 78 mil professores inscritos, o curso estimula o preparo e a valorização de professores dos anos iniciais do ensino fundamental. A capacitação aborda tópicos como Comunicação e Atuação, Interpretação de Fatos: causa e efeito, Assunto e Conclusão e Manipulação de Notícias.

A inscrição pode ser feita a qualquer momento e não há prazo estipulado para a sua conclusão. Após finalizar os 12 módulos, o participante deverá responder a questões de múltipla escolha e obter nota mínima de 6,0 para solicitar a emissão do certificado.

Para mais informações acesse: Práticas de Produção de Texto – AVAMEC

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da CAPES