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MP pede afastamento de prefeita de Guajará-Mirim, RO, esposo e prima por improbidade administrativa

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Prefeita Raissa nomeou sua prima Ana Michele como chefe de gabinete e seu cônjuge, Antônio Bento do Nascimento, como secretário municipal de obras.

A 2ª Promotoria de Justiça de Guajará-Mirim (RO) pediu na segunda-feira (20) que seja apreciado, com urgência, a ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra a prefeita Raissa da Silva Paes, seu esposo Antônio Bento do Nascimento e de sua prima Ana Michele Silva Lima Vieira.

A petição requer o afastamento dos cargos dos três citados, sem direito à remuneração e proibição de entrada em qualquer órgão público municipal. Também foi pedida a indisponibilidade de bens de Raissa Paes e Antônio Bento, com fixação de multa diária no valor de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

Segundo denúncias recebidas pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO), a prefeita eleita Raissa da Silva Paes nomeou ilicitamente a prima Ana Michele como chefe de gabinete e o marido, Antônio Bento do Nascimento, como secretário de obras de Guajará-Mirim.

Porém, durante a nomeação, Antônio Bento não teria apresentado as certidões negativas, em especial a certidão negativa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde constava a suspensão dos direitos políticos. E mesmo assim, foi nomeado pela esposa, Raissa. Ele na época também possuía débito com erário municipal que ultrapassava o valor de R$ 600 mil.

Ainda conforme o MP, no caso da prima Ana Michele Silva Lima Vieira, não há informações e comprovação da qualificação para o cargo.

Na petição, a promotora de justiça, Naiara Ames de Castro Lazzari, lembra que mesmo após decisão judicial Raissa Paes manteve seu esposo no cargo “demonstrando total descaso e vontade manifesta de descumprimento de decisões judiciais”.

Também consta no documento da promotoria que, desde que foi admitido em janeiro de 2021, Antônio Bento do Nascimento recebe regularmente seu salário mensal. Até o momento, ele recebeu aproximadamente R$ 27 mil, indevidamente, pois não poderia estar no cargo de secretário de obras.

Por g1 RO

Deputada Rosangela Donadon participa de entrega de materiais esportivos em Pimenteiras do Oeste

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Os materiais foram adquiridos através de uma emenda parlamentar no valor de R$40 mil destinado por Rosangela Donadon.

Na manhã de segunda-feira(20), a deputada estadual Rosangela Donadon (PDT) participou da entrega de materiais esportivos em Pimenteiras do Oeste.

O evento contou com a participação de várias autoridades políticas, entre elas da prefeita de Pimenteiras do Oeste, Valéria Garcia, do vereador Luiz Carlos, de servidores do município e da população em geral.

Os materiais esportivos foram adquiridos através de uma emenda parlamentar no valor de R$40 mil destinada pela deputada Rosangela Donadon.

Foram entregues uniformes de várias modalidades esportivas, bolas, chuteiras e um tatame, entre outros materiais que vão atender cerca de 90 alunos dos cursos oferecidos Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), de Pimenteiras do Oeste, incentivando a prática esportiva no município.

A deputada Rosangela Donadon informou que destinou o recurso para compra dos materiais esportivos a pedido vereador Luiz Carlos.
A parlamentar ressaltou ainda que destinou também a pedido do vereador R$40.000,00 para aquisição máquinas de costura e R$ 40.000,00 para aquisição de material de informática, a verba já foi liberada e em breve esses materiais serão entregues para Pimenteiras do Oeste.

Rosangela Donadon ressaltou que tem prazer em trabalhar pelo desenvolvimento de Pimenteiras, para melhorar a qualidade de vida da população.

“Com o coração cheio de alegria participei da entrega de materiais esportivos para Pimenteiras do Oeste. Foi muito bom ver a alegria das crianças recebendo os uniformes, bolas e o tatame que vão contribuir para fomentar a prática esportiva no município. Destinei o recurso para aquisição desses materiais a pedido do vereador Luiz Carlos que sempre apresenta projetos para beneficiar a população. Estamos trabalhando empenhados pelo desenvolvimento do município”, ressaltou a parlamentar.

Assessoria

Corpo de advogado vilhenense que morreu aos 68 anos em Cuiabá será velado na Capela Mortuária; OAB emite nota de pesar

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Valdir Antoniazzi lutava contra a Covid-19 desde o mês passado

A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Vilhena, emitiu nota pelo falecimento do ex-presidente da entidade, Valdir Antoniazzi, que ajudou na construção da atual sede da instituição de classe.

O profissional do Direito e professor universitário morreu ontem aos 68 anos, no hospital Santa Rosa, em Cuiabá (MT), onde estava internado desde o início do mês passado, após ser diagnosticado com a Covid-19.

Segundo amigos, o corpo de Antoniazzi deverá chegar no início da tarde desta terça-feira, 21, à cidade onde ele residiu e trabalhou por 40 anos. O velório, com medidas restritivas, será realizado na Capela Mortuária e o sepultamento está marcado para as 17:00h.

Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

Senado amplia uso de fundo de infraestrutura e altera regras de fundos constitucionais

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O Senado aprovou nesta terça-feira (21) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 22/2021, que teve origem na Medida Provisória (MP) 1.052/2021. O texto permite a utilização do Fundo Garantidor de Infraestrutura (FGIE) para o desenvolvimento de projetos de concessão e parcerias público-privadas da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O texto também promove alterações na cobrança das taxas de administração dos fundos constitucionais do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO). A votação foi simbólica. O PLV segue agora para sanção do presidente da República.

A medida provisória foi editada pelo Executivo em maio, sendo aprovada com alterações pela Câmara dos Deputados no dia 16 de setembro. O relator da matéria no Senado foi Marcos Rogério (DEM-RO), que defendeu a aprovação do PLV com emendas de redação.

— O país vive momento complexo, de crise econômica provocada pela pandemia da covid-19. Essa conjuntura exige respostas rápidas e eficazes. A reformulação do Fundo Garantidor de Infraestrutura (FGIE) e as adequações na governança, nas remunerações e nos encargos dos fundos constitucionais de financiamento são essenciais para dar impulso às parcerias público-privadas e para a expansão do investimento privado, especialmente nas regiões com menor grau de desenvolvimento econômico — afirmou o senador.

Segundo Marcos Rogério, o PLV dá mais flexibilidade para a elaboração e a implantação de projetos ao permitir a contratação direta dos bancos de desenvolvimento regional, sem o crivo de processos licitatórios.

— De igual modo, a possibilidade de os bancos serem contratados para a gestão do FGIE propicia maior organicidade aos instrumentos de promoção de investimentos na infraestrutura. É também positiva a previsão de que, a exemplo do que já ocorre com os recursos do FCO, possam ser repassados até 10% dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNO) aos bancos cooperativos e às confederações de cooperativas de crédito. Tal medida certamente ampliará a capilaridade das ações de financiamento do desenvolvimento regional — acrescentou o relator.

A Lei 12.712, de 2012, autoriza a utilização do FGIE para a cobertura de riscos em projetos de infraestrutura de grande vulto, construção naval, aviação civil e parcerias público-privadas, entre outros. O limite de participação da União é fixado em R$ 11 bilhões. O texto aprovado nesta terça manteve o mesmo teto para a cota da União. Mas permite que o dinheiro seja usado não apenas para a cobertura de riscos dos projetos em si, mas também para os serviços técnicos necessários para a elaboração das obras. A preferência é para ações realizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Antes da medida provisória, o FGIE era administrado pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF). O texto aprovado nesta terça permite que a administração também seja feita por instituição financeira selecionada por chamada pública. Quando o projeto for executado no Norte e no Nordeste, a administração deve ficar a cargo, respectivamente, dos bancos regionais Basa (Banco da Amazônia) e BNB (Banco do Nordeste).

A instituição financeira oficial administradora do fundo pode ser contratada por entidades públicas de qualquer esfera de governo (federal, estadual ou municipal). Ela pode utilizar recursos do FGIE para desenvolver atividades e serviços técnicos necessários à licitação de projetos de concessão e de parceria público-privada.

O texto aprovado acaba com um limitador previsto na legislação anterior. Pela regra antiga, o FGIE só podia oferecer garantia direta se pelo menos 20% da operação fossem garantidos por seguradoras. Pelo texto aprovado, o fundo pode garantir sozinho a totalidade da operação.

Outros critérios serão definidos em um estatuto do FGIE. O documento deverá esclarecer, por exemplo, os limites máximos de participação na contratação de atividades e serviços técnicos; os procedimentos para seleção dos projetos; as operações passíveis de contar com a garantia; os riscos a serem cobertos; e as formas de cobertura da garantia.

Vários senadores apoiaram a aprovação do PLV, entre eles Telmário Mota (Pros-RR).

— Primeiro eu quero cumprimentar e parabenizar o relator da matéria, senador Marcos Rogério, que conhece a região como ninguém, sabe da importância desses fundos e desses bancos de desenvolvimento na nossa região. Sem nenhuma dúvida, essa medida provisória tem o objetivo claro que é fomentar as parcerias público-privadas dentro das suas atividades. Os bancos de desenvolvimento regionais são parceiros antigos das regiões brasileiras que mais necessitam de aporte em infraestrutura — disse Telmário.

Também debateram a matéria os senadores Paulo Rocha (PT-PA), Zenaide Maia (Pros-RN), Zequinha Marinho (PSC-PA), Jayme Campos (DEM-MT), Izalci Lucas (PSDB-DF). entre outros.

Fundos constitucionais e taxas de administração

Quando foi editada, em julho, a MP 1.052/2021 reduziu as taxas de administração dos fundos constitucionais FNO, FNE e FCO: elas passaram de 2,1% para 1% (e a partir de 2022, a cobrança cairia 0,1 ponto percentual a cada ano, até chegar a 0,5% em 2026). Por enquanto, é o que está valendo. Mas o relator da matéria na Câmara, deputado federal Wellington Roberto (PL-PB), retirou do texto essa diminuição das taxas de administração — a e alteração feita pelo deputado passará a valer se o PLV for sancionado da forma como foi aprovado nesta terça.

De acordo com o texto aprovado, haverá o pagamento de uma taxa de performance aos bancos que administram os fundos até o limite de 20% da taxa de administração. O valor da taxa de performance deverá ser definido por ato conjunto dos ministros da Economia e do Desenvolvimento Regional.

O texto reduz o chamado “del credere”, percentual incluído nos encargos totais para o banco intermediário dar garantia nas operações de financiamento com recursos dos fundos administrados pelos bancos federais. O “del credere” é atualmente fixado em 6% ao ano. Pelo texto aprovado, ele ficará menor quanto maior for o faturamento da empresa que tocar o projeto financiado:

  • 6% ao ano para micro, pequenas e médias empresas de até R$ 16 milhões de faturamento anual;
  • de 5,5% para faturamento acima de R$ 16 milhões até R$ 90 milhões;
  • 5% para faturamento acima de R$ 90 milhões até R$ 300 milhões;
  • 4,5% a.a. para faturamento acima de R$ 300 milhões.

Critérios

Quanto aos financiamentos não rurais concedidos com os recursos desses fundos, a forma de cálculo dos encargos financeiros e do bônus de adimplência passarão a ser definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mediante proposta do Ministério do Desenvolvimento Regional e observadas as orientações da Política Nacional de Desenvolvimento Regional.

Um dos critérios é o Coeficiente de Desequilíbrio Regional (CDR), resultante da divisão do rendimento domiciliar per capita da região de abrangência do respectivo fundo pelo rendimento domiciliar per capita do país.

Esses componentes (encargos e bônus) poderão ser diferenciados ou favorecidos em razão da finalidade do crédito, do porte do beneficiário, do setor de atividade e da localização do empreendimento.

A redução dos encargos poderá ocorrer para projetos de ciência, tecnologia e inovação e aos destinados à conservação e proteção do meio ambiente, à recuperação de áreas degradadas e de vegetação nativa e ao desenvolvimento de atividades sustentáveis.

O CMN poderá aplicar a financiamentos já contratados novos bônus ou encargos definidos se eles resultarem em redução de custo financeiro para o tomador.

Bancos cooperativos

Além disso, o texto aprovado reserva aos bancos cooperativos e às confederações de cooperativas de crédito o repasse de um mínimo de 10% do dinheiro do FNO. Os recursos serão usados sob seu risco. Essa reserva existe atualmente apenas para o FCO.

Fonte: Agência Senado

MEC lança programa que incentiva a participação das famílias nas escolas

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Só neste ano, a iniciativa vai chegar a 5.755 escolas da educação básica de todo o país e o investimento será de R$ 16 milhões

O Governo Federal pretende incentivar a participação das famílias nas escolas onde seus filhos estudam. Para isso, o Ministério da Educação lançou o Programa Educação e Família, em evento online ocorrido na tarde desta terça-feira (21). O objetivo do programa é dar suporte às escolas proporem atividades que conquistem a presença das famílias.

Só neste ano, a iniciativa vai chegar a 5.755 escolas da educação básica de todo o país e o investimento será de R$ 16 milhões.  Em 2022, serão contempladas mais 17 mil escolas.

“A ciência descobriu que quando uma criança recebe atenção e os adultos leem para ela, tem um aproveitamento melhor pós alfabetização. Por isso nós lançamos programas como esse”, ressaltou o ministro da Educação, Milton Ribeiro.

O programa leva em conta indicadores do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), de 2019. Os dados demonstram que as escolas em que os diretores preencheram o formulário de avaliação concordando fortemente com a afirmação que “as famílias contribuíram com o trabalho pedagógico” tiveram uma diferença positiva de 0,6 na média do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das séries iniciais do ensino fundamental em relação às que discordaram fortemente.

“Esperamos que no futuro, as iniciativas das escolas sejam dialogadas com as famílias, criando assim uma oportunidade dos profissionais de educação ouvirem as demandas da comunidade, conhecer expectativas e frustrações, dialogar sobre progresso e dificuldades dos estudantes, identificar habilidades e vocações e até evitar a evasão e o abandono”, disse o secretário de Educação Básica do MEC, Mauro Rabelo.

O Programa concentra-se em quatro ações estratégicas:

Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Educação e Família: ação que possibilitará o repasse de recursos financeiros às escolas;

Formação Continuada: possibilitará a qualificação da atuação da família e dos profissionais da educação;

Conselho Escolar: ação que visa a implementar atividades de fortalecimento da participação dos representantes das comunidades escolar e local, com destaque para a família, no colegiado e

Clique Escola: aplicativo que agiliza e democratiza o acesso da família e dos profissionais da educação às informações educacionais e financeiras da escola.

Adesão

A adesão das secretarias de educação ao Programa Educação e Família por meio do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec) é imprescindível para que as escolas participem das ações do Programa, incluindo o recebimento de recursos financeiros. Para receber os recursos financeiros do PDDE Educação e Família, o diretor da escola deverá acessar o sistema do PDDE Interativo, com seu login e senha, e clicar no link referente ao formulário do Plano de Ação da escola.

A lista com as escolas elegíveis para o programa em 2021 e as informações sobre adesão das secretarias de educação podem ser acessadas neste link.

 

Educação e Pesquisa

Sedam faz levantamento sobre pirarucus na Resex Pacaás Novos utilizando método do Instituto Mamirauá no Amazonas

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O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e da Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC) iniciou o levantamento da quantidade de pirarucus em baías e poços da Reserva Extrativista (Resex) Rio Pacaás Novos, localizada no município de Guajará-Mirim.

De acordo com o coordenador da CUC, Fabio França, “esse levantamento foi solicitado por moradores da comunidade Santa Margarida que notaram depois da enchente de 2014 o aparecimento dessa espécie de peixe no rio Pacaás Novos. E por isso se tornou uma das prioridades do secretário Marcílio Lopes”, relatou o coordenador que enviou uma equipe até a Resex.

Moradores e pescadores da região participam do estudo

Segundo o pescador e morador da Resex Pacaás Novos, Reinaldo Torres, “antes da enchente não tinha esse peixe aqui. Nós demoramos a descobrir o que era. A gente via aquele bicho diferente, uns achavam que era cobra. Mas o que a gente percebeu mesmo foi a diminuição na quantidade de peixes. Antes tinha bastante peixe. O que a gente mais consome, que são o tucunaré e carabiquara, hoje quase não acha perto, isso sem contar outras espécies. O pirarucu come tudo. Fica difícil para nós que dependemos do peixe, a base da nossa alimentação”, disse.

METODOLOGIA

O levantamento é feito por técnicos da Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC) da Sedam. Há dez dias uma equipe formada por biólogos, moradores da região e pescadores da Colônia de Pescadores Z2 de Guajará-Mirim, monitora a região.

Os pescadores que já mantêm um plano de manejo do pirarucu em lagos do rio Mamoré, já têm experiência com a metodologia de contagem dessa espécie de peixe. De acordo com o biólogo da Sedam, Diego Rudieli, que integra o estudo “o peixe pirarucu é considerado uma espécie invasora no rio Pacaás Novos e segundo a comunidade vem causando sérios transtornos com a diminuição da quantidade de pescado e para entender melhor o que está acontecendo, a Resex conta com a participação dos moradores e pescadores da colônia Z2 . Eles já têm um trabalho de manejo do pirarucu no Lago Cortes de Mercês há sete anos”, explica o biólogo.

Pontos monitorados são identificados com ferramentas de georreferenciamento

Ainda segundo Diego, no estudo realizado na Resex Pacaás está sendo usada a metodologia desenvolvida por Castelo que também é empregada no Instituto Mamirauá no Amazonas, que é referência no manejo do pirarucu na Amazônia.

Ao chegar nos pontos de amostragem os técnicos se dividem em equipes, sendo que cada barco fica a uma distância de 100 metros um do outro para fazer a observação, para evitar que o mesmo peixe seja contado duas vezes.

Segundo o pescador, Teodoro Medeiros, cada período de 20 minutos é considerado uma bateria e serve para todos os pontos de observação simultaneamente. “Quando o peixe boia são contados 20 minutos até que ele volte a aparecer, dificilmente o pirarucu boia no mesmo lugar e quando o peixe vem à flor da água para respirar faz um barulho característico porque o pirarucu afunda na vertical diferente do boto que respira e nada na horizontal. Essa é uma curiosidade interessante sobre o pirarucu e a gente tem que conhecer o peixe para saber lidar com ele”.

SUPER FÔLEGO

Segundo o pescador Leivinha Conceição Rocha Neto, que também participa do estudo, “é mais comum encontrar o pirarucu às margens do rio, onde costuma se alimentar de pequenos peixes. “Ele encurrala as presas no barranco e suga o alimento. Por isso que quando abrimos o pirarucu encontramos muita lama. Mas também quando o pirarucu se sente ameaçado ele procura as partes mais fundas onde fica submerso”.

Pirarucu é o maior peixe de escama do mundo encontrado em água doce e é considerado invasor na Resex

Segundo o biólogo Thales Quintao, “isso ocorre porque o pirarucu tem o que eles chamam de respiração dupla devido aos dois aparelhos respiratórios. As brânquias, para a respiração aquática, e a bexiga natatória modificada, para funcionar como pulmão na respiração aérea. Essa particularidade é considerada uma vantagem em relação aos outros peixes. Em condições normais o pirarucu fica de 20 a 30 minutos submerso, mas se ele se sentir ameaçado, prende mais ar e pode ficar até 1h30 debaixo da água”.

Em relação a uma possível superpopulação de pirarucu no rio Pacaás, o biólogo ressalta que o problema vai muito além do desequilíbrio ambiental que vem sendo sentido pelos moradores da Resex. “Essa região é muito rica em biodiversidade ainda desconhecida. E como o pirarucu adulto pode comer até 60 quilos de peixes por dia, ele pode estar acabando inclusive com espécies ainda não catalogadas. Um impacto para a ciência que pode ser irreversível”, diz o biólogo.

CURIOSIDADES

Levantamento está sendo feito em baías e poços da Resex

O nome pirarucu (Arapaima gigas) vem de dois termos indígenas pira, “peixe”, e urucum, “vermelho”, devido à cor de sua cauda. É considerado um dos maiores peixes de escamas de água doce do mundo, podendo chegar a três metros e vinte centímetros de comprimento e 330 quilos quando adulto.

O pirarucu é encontrado, principalmente em áreas de várzea, onde as águas são mais calmas. A espécie é o que os biólogos chamam de “topo de cadeia”, ou seja, não tem predador para ele e pode causar desequilíbrio na ictiofauna. “Com a comprovação que tem um exemplar que seja, e já encontramos, é prejudicial para eles aqui. Temos que encontrar alternativas para resolver o problema, porque estando aqui o pirarucu é um invasor “, destaca o biólogo.

RESULTADOS

Segundo Diego, até o momento já foram monitorados 12 pontos de amostragem com sistema de georreferenciamentos de diversos pontos, incluindo o Lago Cantagalo, Lago de Espanha, Lago de Lama, Baía do Cigano e vai continuar mais uma semana descendo o rio. O estudo que deve ser concluído nos próximos dias vai gerar um relatório. “Com os dados que saírem daqui vamos conseguir entender mais a dinâmica do pirarucu nesta reserva e o impacto que ele pode causar”, finaliza.

Pirarucu é comparado ao bacalhau devido a característica da carne

FUTURO

Caso seja encontrada uma grande quantidade da espécie poderá ser feito um plano de manejo para o abate do pirarucu, a exemplo do que já é feito pelos moradores de Guajará-Mirim, em Rondônia, e Mamirauá, no Amazonas.

Mas no caso da Resex Pacaás Novos terá que ser feito um ajuste na legislação tendo em vista que por se tratar de uma reserva extrativista, o peixe ainda não está incluído entre os produtos que podem ser comercializados pelos moradores.
Muitas vezes o pirarucu chega ao mercado em mantas, depois de passar por processo de salga ao sol. É conhecido também como o bacalhau da Amazônia devido ao sabor e qualidade da carne, quase sem espinhas.

 

Assessoria

Número de internações por covid-19 reduz 93% em Rondônia

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Fila de espera zerada há cinco meses, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) vazios e número de internações reduzidos em 93%. Esse é atual cenário de Rondônia que atuou firme no enfrentamento da covid-19, com ações  desenvolvidas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A redução iniciou há seis meses, após um pico de casos da doença.

Dados do boletim covid divulgado na noite de segunda-feira (20) mostram que há 75 pacientes internados em tratamento contra a covid-19. Em 17 de março, esse número era de 854 internações e mais 170 pacientes na fila de espera.

O secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, comemora a redução dos números e conta que esse resultado é fruto de algumas ações do Governo do Estado que contribuem significativamente para o registro de menos casos da doença e maior número de pessoas curadas.

Entre as ações desenvolvidas pela Sesau, destaca o secretário, está a operação “SOS Vacinação”, que visa socorrer e ajudar aqueles municípios que estão com dificuldade na aplicação do imunizante. Ao todo já foram vacinados 3.088 pessoas em Guajará-Mirim, 2.644  município de Candeias; 815 em Porto Velho; 2.032 em São Miguel do Guaporé; 1.384 em Costa Marques; 513 no distrito de São Domingos, 4.389 em Rolim de Moura, 2.473 em Colorado do Oeste, 3.422 em Cacoal e 2.423 em Pimenta Bueno.

Outra ação é o drive-thru de testagem em massa com isolamento dos casos positivos, que já foram realizadas pelo Governo do Estado em auxílio às prefeituras, totalizando 25 edições.

“Mesmo com os números em queda, é fundamental que a população continue com os protocolos de segurança, fazendo uso de máscaras, distanciamento social e a vacinação em massa para quebrar a cadeia de transmissão do vírus”, recomenda Fernando Máximo.

Vilhena divulga calendário de vacinação e aguarda parecer estadual sobre adolescentes sem comorbidades

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Com mais de 10 mil doses disponíveis para vacinação, Vilhena recebeu carregamento nesta semana

 

A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) reforça que todos que ainda não tomaram a primeira dose da vacina contra a covid-19 devem se imunizar. Nesta semana a programação para a segunda dose e informações sobre a imunização de adolescentes foram atualizadas. De acordo com o Setor de Imunização da Semus, somente após 15 dias da aplicação da segunda dose é que a pessoa passa a ter a proteção máxima oferecida pela vacina.

 

PRIMEIRA DOSE – A primeira dose está sendo oferecida de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h na Avec, para todos que tenham 18 anos ou mais. Para o público de 12 a 17 anos a vacinação se limitará, por enquanto, a pessoas com comorbidades, feficientes permanentes e gestantes, com laudos ou prescrição médica, até posicionamento do Governo do Estado ou mudança técnica do Ministério da Saúde.

 

“Apesar de a Anvisa autorizar, a bula da Pfizer também e não haver nenhum caso de reação adversa grave no uso desta vacina em adolescentes sem comorbidades, que já são mais de 3,5 milhões de vacinados, o Ministério da Saúde proibiu a aplicação. Até o momento o Governo do Estado não se manifestou sobre o caso, o que deixa a norma federal valendo na íntegra. Aqui em Vilhena já vacinamos mais de 6 mil adolescentes sem nenhum problema registrado. Assim que novas normas forem publicadas, atualizaremos as medidas aqui em Vilhena”, explica a enfermeira e vacinadora Waleria Prado.

 

SEGUNDA DOSE – A segunda dose também está sendo oferecida a todos que tenham recebido a primeira dose, mesmo que sejam adolescentes sem comorbidades, a fim de completar o esquema vacinal. A aplicação da segunda dose acontece sempre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h na Avec. Em Vilhena os pacientes podem antecipar a data da segunda dose em até sete dias, conforme recomendações da bula e do Ministério da Saúde. Assim, nesta semana, por exemplo, pessoas com agendamento para o dia 26 de setembro pode receber a vacinação já desde a segunda-feira, 20. O mesmo acontecerá em todas as semanas subsequentes.

 

TERCEIRA DOSE – A expectativa do Setor de Imunização é que os primeiros lotes com terceiras doses sejam entregues nesta semana. A programação será divulgada em breve.

 

O secretário municipal de Saúde, Wagner Borges, enfatiza a necessidade de todos se imunizarem. “A vacina é a principal arma que temos contra a pandemia. Quanto antes conseguirmos vacinar a população, mas rapidamente poderemos virar essa página triste de nossa história, que é a covid-19. Em Vilhena temos uma cobertura vacinal de primeira dose maior que muitos países desenvolvidos e isso nos orgulha. Por isso, quero elogiar aqui aos vilhenenses que entendem a importância da imunização”, completa.

 

Elogios, pedidos de informação, sugestões e críticas podem ser enviadas ao WhatsApp da Saúde, 3322-2945.

 

Semcom

Agrolab Amazônia se consolida como grande geradora de negócios

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Evento virtual realizado pelo Sebrae aproxima novos mercados dos produtos amazônicos

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Rondônia (Sebrae), acaba de realizar a segunda edição de seu Conecta Sebrae – Agrolab Amazônia, o maior evento agro virtual da Amazônia Legal, que aconteceu de maneira totalmente on line nos dias 14 a 16 de setembro.

Acessado por uma plataforma on line, a Agrolab Amazônia se consolida como uma grande iniciativa para fomentar a geração de negócios do setor produtivo da Amazônia com potenciais novos mercados. Além de ser a conexão dos empreendedores rurais neste novo modelo de relacionamento, o evento já é considerado a maior vitrine virtual de produtos amazônicos.

Foram realizadas 134 reuniões comerciais durante os três dias de evento, entre Rodadas de Negócios Internacionais (foram 80) e Rodadas de Negócios Nacionais (outras 54). Tínhamos 28 empresas cadastradas como compradoras (sendo 18 internacionais e 10 nacionais) e 62 empresas fornecedoras. Os negócios ou as expectativas de negócios ainda estão sendo contabilizadas, mas certamente as empresas participantes já iniciaram uma conexão que poderá gerar grandes negócios num futuro bem próximo.

Para Samuel Almeida, diretor técnico do Sebrae em Rondônia e idealizador do Conecta Sebrae – Agrolab Amazônia, foi mais uma grande oportunidade para o setor produtivo continuar gerando riquezas e oportunidades: “A Agrolab Amazônia consegue ser a interface do empreendedor rural com a Transformação Digital. Além disso, promove a cultura da internacionalização promovendo tantas conexões, até as internacionais. Além disso, é uma iniciativa abraçada pelas unidades do Sebrae que atuam na Amazônia Legal, evidenciando a capilaridade e relevância da atuação do Sebrae junto ao Setor produtivo”, comemora Samuel.

A realização da segunda edição da Agrolab Amazônia é uma evidência que a digitalização, cada vez mais, tem se transformado em uma aliada dos produtores rurais no seu esforço de produção ou comercialização dos seus produtos. Pesquisa feita em 2020, pelo Sebrae em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), revelou que pelo menos 84% dos produtores rurais utilizam ao menos uma tecnologia digital nos seus negócios. Na pesquisa foram consideradas como tecnologia o acesso à internet ligado a produção, o uso de app como Whatsapp e Facebook, ferramentas digitais de dados ou imagens, entre outras que fazem parte do dia a dia do negócio rural.

Para Marcos Torres, que trabalha com gastronomia, no Acre, a Marcos gastronomia Brasileira, a experiência foi incrível: ”Trabalho na área de alimentação fora do lar e sempre tive o Sebrae como grande apoiador, participando de eventos presenciais, além de contratar consultorias para o meu negócio. Fiquei maravilhado com a iniciativa. Sou uma pessoa bem pragmática e acho que estamos num novo mundo. Os pavilhões, conhecer outros empreendimentos, me deixou fascinado. É fundamental que aconteça nos próximos para gente que não tem tanta facilidade com esse meio digital, nos acostumarmos. Estrei com minha empresa na próxima pois dá um retorno muito bom”, disse Marcos.

SNT: Em Rondônia, PRF inicia operações referentes à Semana Nacional do Trânsito

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Atividades integradas órgãos públicos da área de trânsito foram realizadas nas cidades de Porto Velho, Jaru, Ji-Paraná e Vilhena

 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia operacionalizou, no último sábado (18) a primeira atividade referente à Semana Nacional do Trânsito. Os comandos aconteceram na área de responsabilidade das quatro Delegacias no Estado e o foco principal foram os motociclistas. Centenas de condutores foram abordados e orientados, visto que, durante toda a atividade foram executadas ações de educação para o trânsito, como palestras e bate-papos para tirar dúvidas e também de fiscalização de pessoas e veículos.

Participaram, de forma integrada, as seguintes organizações: Batalhão de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar de Rondônia (BPTran) e as Secretarias Municipais de Trânsito de Porto Velho, Jaru, Ji-Paraná e Vilhena. Houve também o apoio de empresas parceiras que atuam no setor de motociclismo.

 

PRF