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Polícia Federal recomendou ao TSE ‘voto impresso para fins de auditoria’, revela Esperidião Amin

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Um relatório da Polícia Federal recomendou a adoção do voto impresso e a transferência para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de tarefas executadas por empresas terceirizadas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Trechos do documento foram divulgados nesta segunda-feira (27) pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), que presidiu uma sessão temática sobre a apuração e a totalização dos votos nas eleições.

O relatório da Polícia Federal foi encaminhado à corte eleitoral em outubro de 2018, quatro meses depois de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) tornar sem efeito um artigo da reforma eleitoral (Lei 13.165, de 2015) que previa a impressão do voto. O texto assinado por três peritos federais recomenda “que sejam envidados todos os esforços para que possa existir o voto impresso para fins de auditoria”.

Amin obteve uma cópia parcial do documento, que faz um total de 14 recomendações ao TSE. Trechos considerados confidenciais pela Polícia Federal foram encobertos com tarjas pretas. Segundo o parlamentar, nem mesmo presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) tiveram acesso ao documento. Para o senador, a eventual migração de rotinas administrados por empresas terceirizadas do TSE para a Abin tornaria o processo eleitoral “chapa-branca”.

O diretor de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Luís Flávio Zampronha, informou que a instituição foi convidada pelo TSE para avaliar a segurança do sistema utilizado nas eleições. Ele disse que a recomendação específica sobre o voto impresso foi resultado de uma “análise técnica” dos peritos.

— Mas se trata de um documento opinativo. Não tem o poder de vincular as novas medidas adotadas pelo TSE — disse Zampronha.

Esperidião Amin chegou a anunciar que tornaria pública a íntegra do documento. Mas o juiz auxiliar da Presidência do TSE, Sandro Nunes Vieira, comprometeu-se a enviar oficialmente cópia do relatório ao Colégio de Presidentes dos TREs (Coptrel).

— Como o documento foi colocado como confidencial, nós enviamos a todos aqueles presidentes que pediram cópia. Mas não enviamos de antemão. O processo é sigiloso, e não vamos ficar oferecendo cópias às pessoas — justificou Vieira.

Sobre a eventual migração de “módulos e rotinas” de terceirizadas do TSE para a Abin, Sandro Nunes Vieira disse que a recomendação da Polícia Federal não foi acolhida. O juiz informou que o trabalho das empresas privadas é coordenado por servidores públicos concursados.

— A empresa atua na mão de obra, mas toda a inteligência do processo é feita por servidores de carreira. O protagonismo é do TSE, e não da terceirizada — disse.

Centralização

O objetivo original da sessão temática era debater uma resolução do TSE que centralizou em Brasília a divulgação dos resultados das eleições para governador, vice-governador, senador, deputado federal e estadual. A mudança, implantada no primeiro turno das eleições de 2020 com base nas recomendações da Polícia Federal, sofreu críticas de representantes dos TREs. Segundo eles, a medida provocou atrasos e retirou indevidamente atribuições da justiça eleitoral nos estados.

Para o presidente do TRE de Santa Catarina, desembargador Fernando Carione, a totalização dos votos em Brasília provocou “afunilamento processual” e deixou a justiça eleitoral nos estados “à mercê dos tempos operacionais do TSE”.

— É inquestionável a competência legal privativa dos TREs para fazer a totalização dos resultados finais das eleições. Não me parece possível ao TSE, seja por meio de diretriz técnica ou mesmo resolução ou instrução normativa, modificar as disposições contidas no Código Eleitoral sem afronta à Constituição. Este relatório formulado por peritos da Polícia Federal jamais nos foi disponibilizado. Qual a razão do sigilo? — questionou.

O presidente do TRE de Roraima e do Coptrel, desembargador Leonardo Pache Cupello, disse que o tema “é sem dúvida controverso”. Para ele, “o normal” seria que a apuração e a totalização dos votos se dessem nos estados.

— Deveria ocorrer como ocorreu nas eleições anteriores. O resultado já saia imediatamente. Entretanto, vivemos um momento diferente. Nós dos TREs deveríamos ter tomado conhecimento dessa totalização com uma certa antecipação. Houve o atraso, e se tornou preocupante. Os TREs estávamos preparados para divulgar imediatamente a totalização dos votos — afirmou.

Esperidião Amin também criticou o atraso na totalização dos votos no primeiro turno de 2020.

— O TSE optou pela centralização, sob o argumento de que a nova rotina envolveria estrutura mais confiável. Há, no entanto, pontos controversos. As eleições de 2018, com apuração descentralizada nos TREs, transcorreram sem qualquer incidente. O pleito de 2020, centralizado no TSE, sofreu com atrasos não usuais, tampouco justificáveis — disse.

Apuração x Totalização

Sandro Nunes Vieira, juiz auxiliar da Presidência do TSE, admitiu que “um problema de ordem técnica” provocou três horas de atraso na totalização dos votos no primeiro turno de 2020. Mas assegurou que o “percalço” em um computador da empresa privada contratada para o serviço foi corrigido a tempo para o segundo turno.

Segundo o magistrado, a totalização dos dados em Brasília não retira atribuições dos TREs. Para ele, há uma diferença entre os conceitos de totalização e apuração dos votos.

— A apuração é realizada pela própria urna eletrônica. O TSE não possui ingerência nas atividades do juiz eleitoral, da junta eleitoral ou do TRE. O TSE faz apenas a totalização, que é uma consolidação dos dados já apurados nas instâncias competentes. O TSE não atua no processo de apuração — afirmou.

Para Sandro Nunes Vieira, a totalização em Brasília ocorreu para economizar dinheiro e evitar ataques contra o sistema de Justiça Eleitoral.

— Não temos necessidade de um banco de dados em cada zona eleitoral. Isso seria um desperdício de recursos públicos. Onde o dado está armazenado é irrelevante no atual contexto tecnológico. Manter 27 servidores [computadores], um em cada TRE, para fins de totalização seria um grave fator que agravaria os custos do processo. Teríamos a ampliação do número de locais para ataques por hackers — afirmou.

O procurador Rodrigo López Zilio, representante do Ministério Público Federal, lembrou que legislação eleitoral data de 1965 e precisa ser atualizada para contemplar aspectos introduzidos pelo sistema eletrônico de votação. Um novo código eleitoral deve deixar claro, por exemplo, a quem cabe apurar e totalizar o resultado das votações.

— Embora sejam conceitos distintos, a totalização, que é a soma de todos os votos dos boletins de urna, é vinculada à apuração. Acho que esse é um ponto relevante a ser esclarecido. A experiência de 2020 frustrou aquele ideal de otimização que a Justiça Eleitoral vinha impondo ao longo dos anos — lamentou.

Fonte: Agência Senado

Polícia Federal deflagra Operação Sly para reprimir o descaminho de vinhos da Argentina para o Brasil

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Investigados comercializariam mensalmente cerca de 5 mil garrafas de vinhos ilegais para todo o Brasil

 A Polícia Federal deflagrou na sexta-feira (24/9) a Operação Sly, de repressão ao descaminho de vinhos pela fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. Na ação, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão em São Borja (8) e Porto Alegre (1).

A investigação teve início com abordagem realizada pela Brigada Militar na cidade de São Borja, em outubro de 2020, que interceptou um veículo carregado com caixas de vinho e outros produtos. Os dois ocupantes do veículo conseguiram escapar, foram identificados durante as investigações e são alvos das buscas na manhã de hoje.

Um dos investigados seria responsável pela travessia de diversos produtos, especialmente vinhos de origem argentina, que são descarregados em portos clandestinos na margem brasileira do Rio Uruguai. Além do comércio local, os vinhos tinham como destino os grandes centros do país, revendidos principalmente em sites de comércio eletrônico. A estimativa com base na análise das informações obtidas é de que em média cinco mil garrafas de vinho de origem ilegal sejam mensalmente comercializadas por esse grupo.

A Operação foi denominada Sly, termo em inglês com possível tradução para dissimulado(a), forma como agiam os envolvidos na empreitada criminosa.

 

Comunicação Social da Polícia Federal em São Borja

Aline Rocha conquista bronze entre cadeirantes na Maratona de Berlim

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Prova valeu como preparação da atleta para a Paralimpíada de Inverno

Tanto Schär como McFadden e Vanessa disputaram a Paralimpiada de Tóquio (Japão) na classe T54 (cadeirantes) do atletismo. A suíça conquistou a medalha de ouro nos 800 metros e três de prata nos 1,5 mil m, 5 mil m e na maratona. A norte-americana ficou em primeiro lugar no revezamento 4×100 metros misto, em segundo nos 800m e em terceiro nos cinco mil metros. A brasileira não pegou pódio, mas foi finalista nos cinco mil metros (oitava posição, com o melhor tempo da vida) na maratona (12ª).

Aline representou o Brasil na Paralimpíada Rio 2016,  mas não esteve na de Tóquio. Em entrevista à Agência Brasil, em julho do ano passado, o técnico e marido da paranaense, Fernando Orso, disse que devido às incertezas do calendário do atletismo por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), eles priorizariam torneios voltados a preparação dos Jogos Paralímpicos de Inverno do ano que vem, em Pequim (China), entre 4 a 13 de março.

Primeira mulher a defender o país no evento, em Pyeongchang (Coreia do Sul), há três anos, a brasileira tem expectativa de medalhas no esqui cross-country. Em publicação no Instagram, Orso explicou que o atletismo é “peça fundamental” na preparação para a modalidade de inverno e que competir na Maratona de Berlim seria importante para o trabalho com o esqui. Aline não competia em provas de rua desde 2019.

“Por vezes, concentrar-se em algo secundário, reduz nossas tensões. Estávamos leves e tranquilos, pois queríamos apenas fazer uma boa prova. A semana foi puxada, o ritmo de treino aumentou, pois temos um planejamento muito importante para março de 2022. Mesmo assim, fazer uma bela prova, melhorar sua marca pessoal e conseguir estar nesse pódio ao lado de Manuela Schär e Tatyana McFadden é simplesmente incrível, principalmente por saber que a Aline conseguiu andar junto com elas até o quilômetro 25”, destacou o técnico, na rede social.

No próximo domingo (3), Aline e Vanessa disputam a Maratona de Londres (Grã-Bretanha). Também para outubro, estão marcadas as Maratonas de Chicago (10) e Boston (11), ambas nos Estados Unidos.

 

Agência  Brasil

 

Lançado Crédito Caixa Tem que concede até R$ 1 mil em empréstimo feito pelo celular

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Uma modalidade de empréstimo cem por cento digital para pessoas de baixa renda. Esse é o Crédito Caixa Tem lançado nesta segunda-feira (27), em cerimônia no Palácio do Planalto. O empréstimo poderá ser solicitado por cerca de 100 milhões de clientes diretamente pelo celular. Os valores vão de R$ 300 a R$ 1 mil. O lançamento faz parte das celebrações dos Mil Dias de trabalho e entregas do governo.

São duas linhas de crédito, a Caixa Tem Pessoal e a Caixa Tem para o Seu Negócio com taxas de juros de 3,99% ao mês e pagamento em até 24 vezes.

“Espero colaborar bastante com meu país assim como ter a colaboração de todos vocês. O Brasil será amanhã o que cada um de nós fizermos no dia de hoje”, disse o Presidente Jair Bolsonaro ao discursar no evento.

A atualização cadastral e a solicitação do crédito, sujeito à aprovação, estarão disponíveis de forma escalonada aos clientes que têm contas digitais no Caixa Tem, conforme o mês de aniversário. A partir desta segunda-feira (27) a opção está disponível para quem nasceu nos meses de janeiro e fevereiro.

A abertura de conta no aplicativo Caixa Tem para novos usuários será possível a partir do dia 8 de novembro, também de forma escalonada considerando o mês de nascimento.

Os empréstimos buscam apoiar pessoas como trabalhadores informais que não costumam ter acesso ao crédito. “O que estamos fazendo nessa fase é poder ajudar as pessoas que estavam recebendo o auxílio emergencial, e outras também, a grande maioria informal que quando vão tomar um crédito, elas pegam a partir de 15% [de juros] ao mês. Elas pegam de agiotas, elas pegam fora do sistema financeiro”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Opções de crédito

As duas linhas de crédito estão sujeitas à análise de risco de crédito. De acordo com a Caixa, o prazo para análise após o pedido é de até 10 dias.

Crédito Caixa Tem Pessoal – para o cliente usar no que precisar, inclusive em despesas pessoais, como pagamentos de dívidas.

Crédito Caixa Tem para o Seu Negócio – para investimento produtivo no negócio. Pode ser usado, por exemplo, para pagar fornecedores, contas de água, luz, internet, aluguel e compra de matérias-primas ou mercadorias para revenda.

Como obter o empréstimo

Fazer a atualização cadastral é fundamental para ter acesso ao crédito. Primeiro, o cliente deve atualizar gratuitamente o Caixa Tem nas lojas de aplicativos Google Play ou Apple Store. E então entrar no aplicativo e selecionar a opção para atualizar o cadastro. No processo de atualização será preciso digitalizar o documento de identidade e mandar uma foto tipo selfie do usuário.

Com o cadastro atualizado, a conta passa de Poupança Social Digital Caixa para Poupança Digital+. Ao clicar na opção Crédito Caixa Tem será possível solicitar o empréstimo. Quando aprovado, as parcelas são creditadas na Poupança Digital+.

Caixa Tem

É uma plataforma bancária que permite receber e movimentar recursos financeiros por meio de conta digital. Entre os produtos e serviços do Caixa Tem estão pix e transferências, cartão de débito virtual e consulta a benefícios sociais

Desburocratização

Marcando o início das celebrações dos Mil Dias de governo, durante a cerimônia o Presidente Jair Bolsonaro assinou decreto que revoga 892 atos normativos sem eficiência ou validade. São decretos editados entre 1943 e 2020 que tratam de temas como abertura de créditos orçamentários, estruturas administrativas e programas que já foram exauridos ou até revogados. Com esse número, já são mais de 5 mil revogações na atual gestão.

De acordo com a Secretaria-geral da Presidência da República, a presença de normas sem eficácia no arcabouço normativo causa prejuízo à população, geram dúvidas e insegurança jurídica. A revogação dos atos normativos simplifica pesquisas e facilita o acesso à legislação, segundo a Secretaria-geral.

O Presidente Jair Bolsonaro também assinou a alteração ao Decreto 6.182 que atualiza a Loteria Timemania. A modificação no decreto da Timemania aprimora o decreto de seleção dos clubes beneficiados.

 

Finanças, Impostos e Gestão Pública

Rondônia realiza formação sobre o primeiro protocolo para tratamento oral contra leishmaniose tegumentar

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O Governo de Rondônia, por meio da Agencia Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), realizou, neste mês de setembro, uma capacitação para profissionais que atuam na vigilância em saúde da região de Rolim de Moura, com foco no primeiro protocolo de utilização do medicamento miltefosina, usado no tratamento oral da leishmaniose tegumentar, no Brasil.

A formação presencial durou cinco dias e teve a participação de profissionais dos 10 municípios que compõem a jurisdição da Regional de Saúde de Rolim de Moura. Médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e coordenadores de epidemiologia foram treinados e capacitados para realizarem o tratamento oral da leishmaniose tegumentar na rede pública.

O protocolo é fruto de pesquisas que ocorreram em vários países, a exemplo do Brasil, Peru, Guatemala e Bolívia, e foi lançado este ano pelo Ministério da Saúde (MS), durante um webinar no canal oficial no Ministério no YouTube.

Em Rondônia, as tratativas estavam acontecendo virtualmente, por conta das restrições pandêmicas. Desde que a pandemia se instalou no país, a equipe da Agevisa realizou eventos virtuais, atendendo os 52 municípios rondonienses, mas com a flexibilização do decreto, houve o planejamento do curso. “Este mês, os técnicos conseguiram dar continuidade ao trabalho de formação dos profissionais, realizando a capacitação presencial de suma importância para a incorporação do protocolo na rede pública e oportunizando ainda mais uma opção de medicamento para o tratamento da população”, explicou Gilvander Gregório de Lima, diretor-geral da Agevisa.

O procedimento foi recomendado pelo Relatório Técnico-Científico nº 365, de outubro de 2018, do Ministério da Saúde, com base na análise de 88 trabalhos científicos e incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) pela Portaria Ministerial nº 56, de 30 de outubro de 2018.

Segundo os especialistas, a disponibilização de um medicamento de uso oral e efetivo contra a leishmaniose aumentaria a adesão ao tratamento nas áreas mais pobres e remotas do Brasil.

INDICADORES

O Programa de Controle e Vigilância da Leishmaniose da Agevisa tem como meta principal acompanhar, controlar e encerrar oportunamente os casos notificados de leishmaniose no Estado.

De acordo com o Sinan, no ano de 2018 em Rondônia, foram notificados 1.037 casos do agravo. Deste número, as cidades com mais registro de casos foram Porto Velho, Vilhena, Espigão do Oeste, Pimenta Bueno e Ji-Paraná. Já em 2020, foram registrados 466 casos, e entre as cidades em destaque, Cacoal assumiu o lugar antes ocupado por Ji-Paraná e os demais se mantiveram.

O coordenador estadual do Programa de Controle e Vigilância da Leishmaniose da Agevisa, José Lima de Aragão, afirmou que o quantitativo teve um decréscimo por conta da subnotificação provocada pela pandemia. “Não estava sendo possíveis visitas locais para investigação, acompanhamento e cobranças das notificações dos casos ocorridos”, disse.

O trabalho da equipe está sendo retomado, com a realização de cursos e visitas técnicas.

A DOENÇA

Aragão destacou que a leishmaniose foi identificada pela primeira vez no Brasil no ano de 1895, como botão endêmico dos países quentes. “Com o tempo, passou a ser considerado um grande problema de saúde pública e representa um complexo de doenças com importante espectro clínico e diversidade epidemiológica”.

Há duas formas de leishmaniose: a tegumentar e a visceral. É uma doença infecciosa causada por diferentes espécies de protozoários do gênero leishmania, que acomete o homem e provoca úlceras na pele e nas mucosas das vias aéreas superiores.

A visceral acomete o fígado, o baço, causando esplenomegalia (aumento do baço), associado ou não à hepatomegalia (aumento do fígado).

Os agentes transmissores são insetos denominados flebotomíneos, pertencentes à ordem díptera, família psychodidae, subfamília phlebotominae, gênero lutzomyia, conhecidos popularmente, como mosquito-palha, tatuquira, birigui, entre outros.

A doença não é contagiosa, pode ser tratada por medicamentos ou regredir espontaneamente. O tratamento pode ser realizado via Sistema Único de Saúde (SUS) e a vigilância do agravo é uma competência da Agevisa.

Chamada Pública de Edital para Seleção de Projetos de Promoção às Indicações Geográficas

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A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação publicou o Edital no 63/2021, para selecionar projetos voltado ao desenvolvimento de Indicações Geográficas (IGs) e Marcas Coletivas (MC).

São elegíveis a participar do processo seletivo as instituições integrantes da Rede Federal, citadas no artigo 1o da Lei no 11.892, de 29 de dezembro de 2008.

O objetivo do edital é apoiar o desenvolvimento de projetos destinados ao registro e ao desenvolvimento de IGs e MC, baseando-se em atividades de pesquisa, extensão e estímulo ao empreendedorismo e à inovação, com os seguintes eixos para submissão das propostas:

Eixo I: Diagnóstico sobre potencial IG ou MC; e

Eixo II: Estruturação de IGs.

Abertura das inscrições: 01/10/2021

Prazo para submissão de proposta: 12/11/2021

Acesse aqui o Edital.

Adolescente recupera visão após cirurgia realizada pelo projeto “Enxergar” do Governo de Rondônia

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Desde 2019, quando iniciou o projeto “Enxergar”, iniciativa do Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a ação devolveu a esperança e a visão a muitos rondonienses que sofriam com a catarata, a exemplo da adolescente de Machadinho do Oeste, Gabriely Amorim, de 14 anos.

Ela começou a perder a visão em 2021 e aos poucos, passou a enxergar cada vez menos.

A mãe da adolescente, Luciana Ribeiro, conta que desde que nasceu a filha tinha estrabismo e, que ao levá-la ao pediatra, a profissional passou alguns exercícios que melhorou.

Porém, no começo de 2021, a filha começou a reclamar que estava com dificuldades para enxergar e que queria usar óculos.

Luciana Ribeiro conta que no início de junho viajou para Cuiabá para visitar a outra filha e aproveitou para levar Gabriely ao oftalmologista. Ao fazer a análise oftalmológica, o especialista, constatou que não conseguia enxergar mais profundamente os olhos da filha. “Retornei para casa e levei minha filha para a casa dos meus pais, no sítio. Uma semana depois ela me ligou dizendo que não enxergava nada. Fiquei muito preocupada”.

Gabriely começou a perder a visão em 2021

A mãe de Gabriely conseguiu um encaminhamento de emergência com um médico de Machadinho do Oeste para Porto Velho. Já na Capital, a médica que a atendeu solicitou uma ultrassonografia do olho e disse que ela tinha catarata branca e que só seria possível enxergar com cirurgia.

Luciana ressaltou que para alegria da família, no dia 16 de setembro foi marcada a cirurgia da filha pelo projeto “Enxergar”. O procedimento deu certo e hoje, ela está recuperando a visão gradativamente. “Quero agradecer a todas as pessoas que nos atenderam. Que Deus abençoe a todos. Neste momento, só tenho gratidão e agradeço primeiro à Deus e depois a todos os profissionais que trabalham neste projeto”, finalizou.

A cirurgia concedeu à adolescente uma das maiores alegria de sua vida: a de voltar a enxergar. “Estou muito feliz porque agora vou voltar a enxergar novamente e vou poder continuar fazendo as atividades que fazia antes”, disse.

O projeto “Enxergar”, tem o intuito de zerar a fila de espera por cirurgias de catarata e pterígio (carne crescida) no Estado de Rondônia e já devolveu a visão a sete mil pessoas desde a implantação, em 2019.

Idep abre novas vagas para cursos profissionalizantes em gestão e negócios

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Novas vagas para cursos de formação inicial em atendimento ao público, relações interpessoais e empreendedorismo foram abertas nesta segunda-feira (27), pelo Governo de Rondônia, por meio do Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep). As inscrições devem ser feitas no site do Idep, no portal do Governo, até dia 3 de outubro.

Os cursos profissionalizantes são gratuitos e têm carga horária de 40 horas, no eixo tecnológico de gestão e negócios. As aulas, que iniciam em 5 de outubro, acontecerão pela plataforma do Google Classroom, de forma híbrida, sendo duas horas na modalidade remota e duas horas com atividades.

Para participar, é necessário ter idade mínima de 14 anos, escolaridade a partir do ensino fundamental II (6º ao 9º Ano). Para se inscrever é necessário ter um e-mail do Gmail. Os participantes vão receber certificados, mediante a participação em todas as atividades e avaliações.

Rondônia inicia aplicação da dose de reforço contra a covid-19 para profissionais da Saúde

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O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em parceria com os municípios, começa a aplicação da dose de reforço contra a covid-19 para profissionais que atuam na área da Saúde. A decisão foi tomada na última sexta-feira (24), em uma reunião na Câmara Técnica de Assessoramento de Imunização (CTAI- Covid), pelo Ministério da Saúde.

A nova etapa da imunização deve ser realizada preferencialmente com o imunizante Pfizer, seis meses após a aplicação da primeira e segunda dose.

O secretário da Saúde, Fernando Máximo, destaca a importância da dose para os profissionais, uma vez que casos da variante Delta já foram confirmados no Estado. “É evidente a necessidade da imunização para os profissionais que estão expostos à covid-19 e, agora a variante Delta, pois existe um alto risco de transmissibilidade, causando sintomas mais graves que o vírus anterior”, finaliza.

Até o momento, o estado de Rondônia já recebeu 2.258.018 de doses de vacina contra a Covid-19. Desses, 1.668.353 foram aplicadas, sendo 1.115. 435 de primeiras doses e 552.918 de segundas doses.

Corpo de Bombeiros de Rondônia tem alto grau de êxito em ocorrências de enfrentamento ao suicídio

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Os números assustam. Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos do mundo; essa é uma das principais causas de morte, especialmente entre jovens de 15 a 29 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mas essa estatística não intimida os abordadores técnicos do Corpo de Bombeiros Militar do Governo de Rondônia (CBMRO) que estão sempre prontos para interromper a ideia de que mais pessoas, pelos mais diversos tipos de sofrimento emocional, queiram desistir da vida.

Por meio das abordagens técnicas, eles têm a missão de resgatar a motivação de estar vivo, de pessoas que pensam que o suicídio é a única saída para o sofrimento que vivem. O major BM Felipe Bernardo Vital, capacitado para atuar em ocorrências desta natureza, por meio do curso de negociador especializado em altura, já atuou em vários casos.

Infelizmente a qualquer momento chega a notícia de que mais uma pessoa tenta o suicídio. No mesmo momento em que o major BM Vital concedia entrevista para falar sobre situações que ocorrem, ele foi chamado às pressas para atender a mais uma ocorrência que teve o final feliz, pois a pessoa renunciou da ideia de desistir da vida.

Outro caso exitoso aconteceu quando uma rapaz subiu em um prédio de uma instituição pública, e foi convencido a desistir de saltar do edifício. Passado o momento tenso, o rapaz compartilhou com o major a gratidão por ter alguém que se importou em salvar a sua vida, e fica feliz ao saber da notícia de cada ocorrência bem sucedida.

A ocorrência também terminou com um desfecho feliz no caso de uma mulher que subiu em uma torre de transmissão de energia e desistiu de pular, e de outra que ameaçou se jogar da ponte sobre o rio Madeira, mas foi convencida a não fazer.

Mas nem todas as experiências do major tiveram o resultado esperado. Em abril de 2013, após mais de cinco horas de conversação, um jovem de 23 anos que havia subido em uma torre, em Porto Velho, se jogou da estrutura de 50 metros. Ele lembra do ocorrido. ‘‘Foi o único que perdi, ele se jogou, quase consigo segurar ele pela perna’’, lamenta o major BM Vital.

”Cada ocorrência é muito tensa e difícil, pois a cabeça do ser humano não é algo exato, é uma caixa de surpresa, não sabemos de fato o que se passa em sua mente, só ele mesmo sabe; então, uma situação que parece ser tranquila, pode não ser. Precisamos de tempo, calma e controle emocional para que tudo ocorra bem, precisamos transmitir isso para que ele ou ela vejam que existe alguma saída que não esteja vendo e sinta confiança em quem está na hora dialogando”, completa major BM Vital.

Também na linha de frente das abordagens, o major BM Francisco Pinto Andrade Júnior, capacitado no curso de negociador, e de abordagem técnica a tentativa de suicídio, conta os desafios de impedir que suicídios aconteçam. ‘‘É um desafio muito grande, estamos lidando com pessoas que não estão sadias mentalmente, e isso tem que ficar claro para gente, pois o raciocínio da pessoa não está sendo igual ao nosso’’.

O major aponta algumas características que apresentam os que tentam o suicídio. Uma delas é a ambivalência, ao mesmo tempo que elas querem acabar com a dor tirando a própria vida, elas também querem ser salvas. Outro aspecto é a rigidez, a pessoa não consegue encontrar saída para o problema que está passando, e é preciso auxiliar a pessoa a entender que a morte não é a melhor saída.

‘‘Cada ocorrência é complicada e única, lembro de cada uma que estive trabalhando. Graças a Deus, nunca perdi ninguém em uma ocorrência’’, afirma o major BM Andrade Júnior.

Ele conta que aquelas que envolvem jovens o marcaram muito, especialmente uma que o jovem de 18 anos ameaçava pular da ponte, idade do filho dele, na época. Outra ocorrência com um jovem de 18 anos também ficou na memória do major. ‘‘Depois que ele já estava na nossa unidade de resgate, seguro, comentou que todo dia antes de abrir os olhos pensava em tirar a vida. Foi uma frase que me marcou muito’’, destacou.

Os abordadores envolvidos na missão precisam ter algumas habilidades importantes para a função como: ser paciente, ter empatia, entender a situação da pessoa, e uma das posturas consideradas essenciais apontadas pelo o major BM Andrade Júnior, é jamais fazer promessas que não possam ser cumpridas, mas sempre tratar com a verdade. O major BM Vital acrescenta que é preciso também ter controle emocional ao extremo e habilidade para fazer uma leitura antes e durante o cenário; e saber que qualquer palavra ou gesto pode levar ao sucesso ou não da ocorrência.

ABORDAGEM HUMANIZADA

A abordagem humanizada com base na conversação é feita conforme a postura de cada pessoa que precisa ser ajudada. Há aqueles que estão cabisbaixo, chorando bastante, mais quietos com um perfil depressivo, mas também tem outros mais agressivos que são aqueles que ficam agitados e ofendendo. Já há outros com perfil psicótico que não falam com coerência e veem o que não existe.

O major BM Andrade Júnior chama atenção para o fator considerado muito importante para contribuir para a melhora da pessoa após a tentativa, que é que a abordagem aconteça de forma que a pessoa decida desistir do suicídio, ao invés do abordador, aproveitar a aproximação e forçar a pessoa a desistir, pois ela se sentirá enganada e em uma provável nova tentativa haverá mais dificuldade de ajudá-la. Sendo assim, a abordagem tática só é utilizada como último recurso.

Tentativa de suicídio em público deve ser interpretada como um pedido de socorro

Os abordadores são unanimes ao apontar o que mais choca em uma ocorrência de tentativa de suicídio.‘‘O que mais me choca nas ocorrência é a atitude das pessoas em volta. Ainda tem pessoas que ofendem o tentante, incentivam eles a pularem. Mas no Código Penal, é crime instigar ou induzir alguém ao suicídio, assim como quem presta auxílio para que o mesmo tire a própria vida, como aqueles que levam a corda e entregam a arma’’, esclarece o major BM Andrade Júnior.

”A multidão que se forma, e muitas das vezes ao invés de ajudar, atrapalha, e como a cabeça da pessoa muda de um minuto paro outro. Uma hora você acha que está conseguindo, mas em outra muda o cenário, muito complicado lidar com a cabeça do ser humano’‘, afirma o major BM Vital.

O major BM Andrade Júnior faz um alerta:  ”Ao contrário do que muitos pensam, de que o tentante não quer ser socorrido, a tentativa de tirar a vida, se expondo ao público deve ser interpretada como um pedido de socorro”.

O major Vital reforça que na situação de suicídio a pessoa também precisa de socorro, precisa ser ouvida, precisa de atenção. ”É o que fazemos, para assim tentar ajudar a dar um norte e fazer com que ela pare e reflita”.

A cada ocorrência exitosa, o sentimento da equipe é de dever cumprido. ‘‘Ficamos felizes de que mais uma vida seja salva, e principalmente saber que a pessoa terá uma outra oportunidade’’, considera o major BM Andrade Júnior.

”Alívio e gratidão a Deus por mais uma vida salva”, afirma o major BM Vital.

Eles deixam uma mensagem para todos aqueles que estão passando por algum sofrimento emocional. ”Deus nos deu o fôlego de vida, e independe do que você esteja passando, tirar a vida não é a solução. Não desista, lute sempre. Deus é o caminho e saída para nossos problemas, busque força nele e no seu próximo, e corra atrás, não se isole e não deixe que isso cresça e alimente seu coração, não deixa que o inimigo vença na sua mente, para tudo há uma saída”, afirma o major BM Vital.

‘‘Sempre há uma saída. Sabemos que é difícil quando se passa por uma situação complicada, enxergar a saída, encontrar a solução. Nos deparamos muito com isso, de acharem que a morte é a única forma de acabar com a dor, com o sofrimento intenso. Mas se procurar ajuda, é possível sair dessa condição. Existe uma rede de apoio’’, ressalta major BM Andrade Júnior.

Quem quiser ajuda, pode entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo 188. A sociedade, e especialmente os familiares devem estar atentos para somar forças para amparar quem está passando por uma dor profunda.

O cuidado, segundo o major BM Vital, precisa começar em casa, com a família percebendo que aquele ente está muito solitário, isolado. ”Deve se aproximar, conversar e tentar descobrir o que está motivando ele ao isolamento; a sociedade como um todo deve estar atento a esse detalhe, procurar ajuda de um especialista para cuidar o quanto antes dessa doença que vem crescendo a cada ano no mundo e levando muitas vidas”, finaliza.