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Agevisa reforça ações para conter avanço da malária em Rondônia

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O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), alerta gestores municipais quanto ao aumento dos casos de malária no Estado, para que adotem a prática de ações complementares, em obediência às normas técnicas do Ministério da Saúde, no intuito de conter o avanço da doença no Estado.

Dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica (Sivep), apontam que em Porto Velho, de janeiro a agosto de 2021, foram 4.525 casos de malária. Um acréscimo de 54%, se comparado com o mesmo período de 2020. Em Candeias do Jamari, foram 1.394 casos, tendo aumento de 16,7%. Guajará-Mirim vem em seguida com 779 casos, aumento de 9,3%.

Entre indígenas em Rondônia, o número de casos também é expressivo. Na região de Guajará-Mirim, a ocorrência  de malária nas aldeias aumentou mais de 65%, sendo 857 casos. “Sabemos do aumento de casos de malária em nosso Estado, constatamos que a maioria trata-se de casos notificados nas reservas indígenas de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, por isso já estamos tomando providencias quanto o papel da Agevisa para combater, controlar a endemia em conjunto com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Dsei), além disso estamos intensificando apoio aos municípios”, disse o diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório.

O coordenador do Programa Estadual de Malária na Agevisa, Valdir França, explica que “os principais fatores para o aumento é a falta de constância nos diagnósticos realizados pelos municípios. Mas tivemos uma reunião na semana passada com a Dsei, e os secretários de saúde municipais de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, onde foi definido um trabalho em conjunto para realizar ações tratativas dentro das aldeias”, afirmou.

A Casa de Apoio a Saúde do Índio (Casai), informou que apesar desse aumento na região, nos últimos anos não foram registradas mortes pela doença. Apesar do risco, o tratamento tem sido feito nas próprias aldeias indígenas e nenhum paciente se encontra internado no município.

Uma equipe do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cepem), segue para o município, para fazer uma força-tarefa na região para controlar o avanço da doença.

O coordenador explica que, nos casos em que há reincidência da doença, é importante que ocorra um trabalho mais minucioso por meio de tratamento supervisionado, seguindo as diretrizes do Novo Guia de Tratamento da Malária no Brasil de 2020.

SOBRE A MALÁRIA

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, não contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente à outra pessoa; é necessária a participação de um vetor, que no caso é a fêmea do mosquito Anopheles (mosquito prego), infectado por plasmodium, um tipo de protozoário.

Estes mosquitos são mais abundantes ao entardecer e ao amanhecer. Todavia são encontrados no período noturno, porém em menor quantidade. Qualquer pessoa pode contrair a malária. Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma no caso de uma nova infecção.

Cigarrinha e enfezamentos do milho desafiam produtores, que devem seguir recomendações de manejo

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O tema foi abordado pelo supervisor de Transferência de Tecnologia (TT) da Embrapa Cerrados (DF), Sérgio Abud, em Prosa Técnica promovida pela Emater-DF em parceria com a Embrapa no Parque Ivaldo Cenci, no PAD-DF, Distrito Federal, no dia 24 de setembro. Cerca de 60 técnicos e produtores do DF e Entorno acompanharam a apresentação.
 
“Estamos numa região com muitos cultivos de milho o ano todo e, considerando o potencial de dano dos enfezamentos, podemos ter problemas muito sérios se não começarmos a dar uma atenção especial à questão da cigarrinha-do-milho”, alertou Abud.
 
Ele acrescentou que a ocupação das áreas com lavouras de diferentes culturas ao longo do ano fornece alimento para diversas pragas e favorece sua multiplicação. Portanto, é necessário manter o equilíbrio agroecossistêmico em nível regional manejando de forma integrada o complexo de pragas do sistema de produção, e não apenas uma praga isoladamente.
 
Entre as medidas inadequadas de manejo da lavoura que oferecem alto risco de infestação por pragas estão o plantio dos mesmos cultivos nas mesmas áreas; o uso das mesmas variedades em grandes áreas, ano após ano, gerando forte pressão de seleção de indivíduos mais resistentes; o cultivo de transgênicos (Bt) sem áreas de refúgio ou manejo da resistência a pragas; o uso inadequado de inseticidas, com misturas de produtos e aplicações calendarizadas, que levam à perda da eficácia dos princípios ativos; e a exploração intensiva de culturas hospedeiras suscetíveis, formando a chamada “ponte verde” no campo.
 
Doenças são vasculares e sistêmicas
 
Os enfezamentos do milho são causados por bactérias (espiroplasma e fitoplasma) pertencentes à classe dos Mollicutes, que são transmitidas pela cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis). O espiroplasma (Spiroplasma kunkelli) causa o enfezamento pálido, enquanto o fitoplasma (Maize bushy stunt phytoplasma) causa o enfezamento vermelho.
 
“A cigarrinha causa um dano direto, porque ela suga a seiva do milho, e um dano indireto como vetor dos molicutes. Mas o grande problema são os enfezamentos, então temos que ter atenção especial sobre os molicutes. A cigarrinha é consequência por transmiti-los, mas não é o problema”, pontuou Abud.
 
As doenças são vasculares e sistêmicas: os molicutes se concentram no floema da planta, estrutura responsável pela circulação da seiva elaborada (composta por nutrientes), obstruindo-o e causando desordens fisiológicas, nutricionais e bioquímicas nas plantas de milho. “Não temos produtos para controlar os molicutes. Quando eles se instalam nas plantas, não há o que fazer”, disse o supervisor de TT da Embrapa Cerrados.
 
Os sintomas das doenças são mais severos na fase de produção, polinização e formação dos grãos, quando o metabolismo da planta se intensifica. O momento exato da ocorrência vai depender da época em que a planta foi infectada, da cultivar de milho utilizada e das condições ambientais (em períodos mais quentes, o metabolismo da planta é mais intenso).
 
No enfezamento pálido, aparecem estrias cloróticas esbranquiçadas, que se estendem da base para o ápice das folhas de forma paralela às nervuras, além de encurtamento de internódios e da redução da altura da planta devido à obstrução da circulação de seiva elaborada. Também pode ocorrer o avermelhamento, que evolui para a seca das folhas. Já no enfezamento vermelho, o avermelhamento das folhas é mais intenso, com seca a partir das margens das folhas, ocorrência de brotos axilares, aumento do perfilhamento e proliferação de espigas; algumas cultivares podem não apresentar avermelhamento, mas as folhas ficam com clorose (produção insuficiente de clorofila) e começam a secar.
 
Em ambos os enfezamentos, ocorre a má formação de raízes, levando ao acamamento e ao tombamento das plantas, muitas vezes até por doenças oportunistas de raiz causadas por outros patógenos. De acordo com a severidade, as espigas podem sofrer uma leve redução da produção até praticamente não terem grãos formados. Abud explicou que não é possível diferenciar os dois enfezamentos visualmente no campo – somente com teste molecular –, e as plantas podem apresentar ambas as doenças.
 
Cigarrinha tem alto potencial de proliferação e dispersão
 
Entre as 44 espécies de cigarrinhas que ocorrem na cultura do milho no Brasil, apenas a cigarrinha-do-milho é capaz de transmitir os molicutes que causam os enfezamentos do milho, além de um vírus que causa a doença conhecida como virose da risca. Ela é originária do México e atualmente se distribui em todas as regiões tropicais e subtropicais das Américas. O ciclo de vida varia de dois a três meses, sendo que a forma adulta tem longevidade até 77 dias. A fêmea coloca os ovos dentro da folha do milho, preferencialmente na nervura central, e é capaz de depositar de 400 a 600 ovos durante toda a vida.
 
A cigarrinha-do-milho pode estar presente em outras culturas, como sorgo, milheto, gramíneas forrageiras como a braquiária e o capim colonião, e plantas daninhas. No entanto, somente completa o ciclo de vida na cultura do milho.
 
A longevidade dos insetos adultos e a quantidade de ovos por fêmea são fatores, segundo Abud, que demonstram a gravidade dos enfezamentos quando a cigarrinha está infectada com os molicutes. “Se ela colocar 300 ovos viáveis e se cada descendente colocar mais 300, pensando num único ciclo da cultura do milho com quatro gerações do inseto, serão milhões de cigarrinhas. Se extrapolamos isso para uma região que planta milho verão, milho safrinha, milho semente, milho pamonha e milho verde, não dá para calcular o potencial”, estimou.
 
A transmissão dos molicutes pela cigarrinha-do-milho é do tipo persistente e propagativo. Ao sugar a seiva de uma planta contaminada, a cigarrinha adquire os molicutes. Os patógenos começam a circular e se multiplicar na cigarrinha. Durante cerca de três a quatro semanas, os insetos infectados passam pelo período latente, momento em que ainda não conseguem transmitir os patógenos. Após o período latente, quando o inseto visita outra planta (não contaminada) para novamente se alimentar, os molicutes concentrados na glândula salivar são injetados no floema e começam a se multiplicar.
 
A dispersão das cigarrinhas se dá entre plantios sequenciados. Na cultura de verão, normalmente a população, ainda reduzida, começa a se multiplicar, inclusive nas plantas tigueras (voluntárias) abandonadas após a colheita. Quando é plantado o milho mais tardio ou de segunda safra, a população do inseto, já muito maior, migra para essas áreas, onde as plantas são mais jovens. Nessas áreas, devido ao efeito de concentração de cigarrinhas, os problemas com enfezamentos são maiores. “Não podemos deixar tigueras e cultivos abandonados. Temos que, ao menos, reduzir a sucessão de cultivos para evitar a multiplicação dos molicutes”, apontou Abud.
 
Medidas buscam evitar a disseminação dos molicutes
 
Quanto ao manejo dos enfezamentos, ele salientou que nenhuma medida tomada de forma isolada é eficaz, sendo que nenhuma é 100% eficiente e que não há medidas curativas. “À medida em que os molicutes chegarem à planta, vai depender da resposta dessa planta ao clima, da cultivar e do momento da infecção para sabermos o tamanho do prejuízo”, reforçou, destacando a necessidade de controle da população de cigarrinhas na fase inicial para reduzir o efeito de concentração das cigarrinhas infectivas.
 
Abud detalhou uma série de medidas para reduzir os prejuízos causados pelos enfezamentos do milho, a saber:
 
Na entressafra:
• Eliminar plantas de milho voluntárias (tigueras) e manter a lavoura no limpo.
 
Na semeadura:
• Sincronizar o período de semeadura na região;
• Evitar a semeadura do milho em proximidade de lavouras mais velhas com alta incidência de enfezamentos;
• Diversificar e rotacionar cultivares de milho;
• Usar híbridos com maior tolerância genética aos enfezamentos;
• Usar sementes certificadas e tratá-las com inseticidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Tratar as sementes vai reduzir a transmissão dos molicutes na fase inicial da cultura.
 
Durante o cultivo:
• Monitorar a presença da cigarrinha entre as fases VE (emergência) e V8 (oitava folha) do milho e aplicar inseticidas registrados para reduzir ao máximo a população de cigarrinhas;
• Rotacionar os modos de ação para evitar a resistência aos inseticidas;
• Controlar a qualidade da colheita e evitar a perda de espigas e grãos.
 
Após a colheita:
• Transportar o milho colhido e evitar a perda de grãos nas estradas;
• Fazer a rotação de cultivos e evitar o plantio sucessivo de gramíneas.
 
Ao falar sobre a possibilidade de controle biológico da cigarrinha, ele apresentou resultados de ensaios com o uso de produtos a base dos fungos Isaria fumosorosea e Beauveria bassiana, demonstrando a diminuição da mobilidade, da taxa de alimentação e do potencial de contaminação da cigarrinha em lavouras de milho.
 
Abud finalizou a apresentação agradecendo ao pesquisador Charles Martins de Oliveira, também da Embrapa Cerrados, pela orientação e os conteúdos da palestra. Ele ressaltou que o manejo dos enfezamentos e das cigarrinhas deve ser feito de forma territorial e integrada, e que em localidades com alta incidência de enfezamentos e cigarrinhas, deve-se interromper temporariamente o cultivo do milho. “Considerando a região do PAD-DF e do Entorno do DF, como vamos fechar a janela de plantio e evitar a multiplicação dos molicutes e dos enfezamentos? Essa é a pergunta que não quer calar”, observou.
 
Para mais informações, acesse a cartilha Manejo da Cigarrinha e Enfezamentos na Cultura do Milho e a página temática da Embrapa Controle da cigarrinha do milho.

Brasil tem recorde de praias e marinas premiadas com a Bandeira Azul em 2021

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Regiões Sul, Sudeste e Nordeste contam com locais que possuem a certificação ambiental para a próxima temporada de verão

A temporada de verão de 2021/2022 no Brasil vai contar com recorde de praias e marinas premiadas com a Bandeira Azul, principal certificação internacional dedicada à gestão de praias, marinas e embarcações de turismo. O anúncio foi feito na sexta-feira (01) e confirma as indicações realizadas pelo júri nacional do programa, composto pelo Ministério do Turismo e outros órgãos do país, que recomendou 22 praias e 6 marinas. Em comparação à última temporada, o Brasil ampliou em 16% o número de locais com a certificação, quando 24 foram premiados.

Somando as praias e marinas, o país terá ao todo 28 locais premiados pela iniciativa, sendo 15 em Santa Catarina, 5 no Rio de Janeiro, 3 na Bahia e 3 em São Paulo, um em Alagoas e outra no Espírito Santo. A cerimônia de entrega das bandeiras está prevista para novembro, no início da temporada Bandeira Azul no hemisfério sul. Veja a lista abaixo.

Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, o aumento no número de certificações vem para selar o compromisso do governo federal na preservação ambiental, principalmente da orla marítima brasileira. “Nós estamos empenhados em ofertar locais limpos, preservados e aptos para que os nossos turistas possam aproveitar o nosso litoral, que podemos considerar como um dos mais lindos do mundo. Vamos continuar trabalhando para que possamos aprimorar os nossos destinos para recebermos cada vez melhor o nosso turista”, pontuou.

Para se qualificar para o Bandeira Azul, uma série de critérios com foco em gestão ambiental, qualidade da água, educação ambiental, segurança e serviços, turismo sustentável e responsabilidade social devem ser atendidos, mantidos e comprovados anualmente. O principal objetivo do Programa é elevar o grau de participação e, consequentemente, de conscientização da sociedade, empresários do segmento náutico e gestores públicos quanto à necessidade de proteger os ambientes marinho/costeiro, incentivando a realização de ações que conduzam à resolução dos problemas existentes na busca da qualidade e proteção ambiental.

A coordenadora do Programa Bandeira Azul no Brasil, Leana Bernardi, destacou que a premiação vem para vencer os desafios encontrados nos últimos tempos. “Por conta da pandemia, houve dificuldade para alguns em realizar testes de balneabilidade da água e certas atividades relacionadas ao programa. No entanto, com a ajuda de nossos parceiros, todos os critérios foram cumpridos, ganhando reconhecimento do júri nacional e internacional”, concluiu.

Além do MTur, também fazem parte do Júri Nacional do Programa os ministérios da Educação e do Meio Ambiente, a Secretaria de Coordenação e Governança Patrimônio da União do Ministério da Economia, o Instituto Ambientes em Rede, a Associação Náutica Brasileira – ACATMAR, a Agência Brasileira de Gerenciamento Costeiro, a Fundação SOS Mata Atlântica, a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático e a Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente – ANAMMA . Anualmente, as entidades se reúnem para aferição do cumprimento dos critérios e deliberação sobre quais praias, marinas e embarcações serão submetidas ao Júri Internacional.

Bandeira Azul

O Programa Bandeira Azul promove o desenvolvimento sustentável em áreas de água doce e marinhas. O Programa desafia as autoridades locais e os gestores de praia a alcançarem altos padrões de qualidade em quatro temas: qualidade da água, gestão ambiental, educação ambiental e segurança. Ao longo dos anos, o Bandeira Azul tornou-se um rótulo ecológico altamente respeitado e reconhecido trabalhando para reunir os setores de turismo e meio ambiente de maneira local, regional e internacional.

O Programa Bandeira Azul foi criado pela FEE – Foundation for Environmental Education (www.fee.global), uma instituição internacional com diversos integrantes representando seu respectivo país. No Brasil, o Operador Nacional do Programa é o IAR – Instituto Ambientes em Rede (www.iarbrasil.org.br).

Praias premiadas na temporada 2021/2022:

  • Praia do Patacho, Porto de Pedras – AL
  • Praia da Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, Salvador – BA
  • Praia de Guarajuba, Camaçari – BA
  • Praia de Itacimirim, Camaçari – BA
  • Praia da Sereia, Vila Velha – ES
  • Praia do Sossego, Niterói – RJ
  • Prainha, Rio de Janeiro – RJ
  • Praia da Reserva, Rio de Janeiro – RJ
  • Praia do Peró, Cabo Frio – RJ
  • Praia Grande, Governador Celso Ramos – SC
  • Praia do Estaleiro, Balneário Camboriú – SC
  • Praia do Estaleirinho, Balneário Camboriú – SC
  • Praia de Piçarras – Balneário Piçarras – SC
  • Praia de Quatro Ilhas, Bombinhas – SC
  • Praia de Mariscal, Bombinhas – SC
  • Praia da Conceição, Bombinhas – SC
  • Prainha, São Francisco do Sul – SC
  • Praia do Forte, São Francisco do Sul – SC
  • Praia Grande, Penha – SC
  • Praia da Bacia da Vovó, Penha – SC
  • Praia da Saudade, Penha – SC
  • Praia do Tombo, Guarujá – SP

Marinas premiadas na temporada 2021/2022:

  • Marina Costabella, Angra dos Reis – RJ
  • Tedesco Marina – Balneário Camboriú – SC
  • Marina Itajaí, Itajaí – SC
  • Iate Clube de Santa Catarina (sede Centro), Florianópolis – SC
  • Marinas Nacionais, Guarujá – SP
  • Marina Kauai, Ubatuba – SP

 

Com informações do Ministério do Turismo

Sebrae articula estudo de integração econômica entre Brasil e Bolívia através do rio Guaporé

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Encontro discutiu a implantação de travessia e o alfandegamento interligando os municípios de Costa Marques e Puerto Ustarez

A audiência pública aconteceu na última quinta-feira (30) na Câmara de Vereadores de Costa Marques (RO) com o objetivo de discutir vantagens econômicas da integração Brasil-Bolívia. Essa possibilidade de integrar por meio do município de Costa Marques começou a ganhar força no ano passado (2020), quando o presidente Jair Bolsonaro viabilizou o projeto de construção da ponte no rio Guaporé. O encontro na Zona da Mata contou com a presença de parlamentares, empresários e representantes do Sebrae em Rondônia e do país vizinho, Bolívia.

De acordo com o superintendente do Sebrae em Rondônia, Daniel Pereira, desde 1986 há um processo de construção que tem avançado bastante nos últimos anos, com atividades econômicas entre Brasil e Bolívia, mas até então através de Guajará Mirim.

“Fui procurado pelo prefeito de Costa Marques para fazermos um estudo de viabilidade econômica para justificar perante o governo brasileiro uma passagem por aqui. Então fizemos uma articulação com um grupo de empresários que bancou esse estudo, que mostra os produtos que podemos comprar da Bolívia e os produtos que podemos vender, em uma perspectiva de negócio interessante para a região. Hoje começa a apresentação desse produto aqui em Costa Marques, e esperamos que as autoridades brasileiras do governo federal se convençam através desse estudo da importância dessa passagem de Costa Marques para a Bolívia porque cria uma perspectiva de desenvolvimento econômico para os dois lados”, afirmou Daniel.

“Estamos vindo a esse evento de extrema importância para o município de Costa Marques e para Rondônia. Estou representando o superintendente federal da Agricultura e destaco a importância desse evento, uma vez que o Ministério da Agricultura é integrante das instituições federais que homologam e autorizam a entrada e a saída de produtos agropecuários, controlam também as nossas fronteiras e evitam o ingresso de doenças, tanto dos vegetais quanto dos animais. Por isso torcemos para que o resultado dessa reunião seja logo concretizado”, disse Elias Robles, auditor fiscal federal.

Para Fábio Florence Fernandes, coordenador geral do Sistema de Vigilância Agropecuária do Ministério da Agricultura (Vigiagro), esse evento é de fundamental importância para o desenvolvimento das fronteiras. “O objetivo aqui é discutir com as autoridades locais brasileiras e bolivianas a abertura do comércio através da ponte que está sendo projetada para ser construída em Costa Marques, e o Ministério da Agricultura é um dos principais órgãos para que o comércio flua entre os países, sendo que o Vigiagro é o órgão que faz o controle dos produtos de interesse agropecuário visando coibir pragas e doenças que possam afetar a agropecuária brasileira”, finaliza Fernandes.

 

 

Assessoria

Nova versão do sistema do Cadastro Único amplia acesso a programas sociais para pessoas sem vínculos familiares

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O Cadastro Único do Governo Federal tem uma nova funcionalidade para o cadastramento de pessoas sem vínculos familiares e menores de 16 anos em abrigos públicos, que não possuem um Responsável Familiar (RF). O Ministério da Cidadania incluiu a figura do Representante Legal (RL) para facilitar a inclusão deste público na base nacional do sistema. A modernização com as regras publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (04) visa ampliar o acesso à base de dados, que é usada na operação de mais de 27 programas voltados às pessoas em situação de vulnerabilidade.

“É mais um mecanismo que criamos para levar cidadania a todos os brasileiros, seguindo o lema do Governo Federal que ninguém fica para trás. O Cadastro Único é importante para identificarmos todas as pessoas em situação de vulnerabilidade no país, inclusive as que serão atendidas pelo novo programa social, o Auxílio Brasil”, destacou João Roma, ministro da Cidadania.

A nova versão do sistema traz a funcionalidade “Incluir um RL – Representante Legal” para que os gestores municipais possam inscrever as pessoas sem RF em sua composição familiar. A Secretaria Nacional do Cadastro Único (Secad) recebe diversas demandas nesse sentido, já que pelas regras previstas na legislação, estas pessoas não podem ser consideradas Responsáveis Familiares ou não tem ninguém para representá-las dessa maneira.

“Estamos ampliando o acesso ao sistema, que atualmente já contempla cerca de 78 milhões de cidadãos, ou 30 milhões de famílias de baixa renda, pobres ou na extrema pobreza. Dessa forma, conseguimos identificar mais pessoas em situação de vulnerabilidade que necessitam do amparo do poder público”, explicou Tércio Brandão, secretário nacional do Cadastro Único.

“É importante criarmos mecanismos para alcançar todas as pessoas que necessitam do cadastro, atender pessoas que atualmente não podem ser inscritas em função das regras atuais do sistema. Dessa forma, elas passam a ter acesso a inúmeros serviços e benefícios, ampliando seus direitos”, completou Tércio Brandão.

 

Com informações do Ministério da Cidadania

Primeira, segunda e terceira dose: veja programação da semana para vacinação contra covid-19 em Vilhena

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Prefeitura de Vilhena disponibiliza vacinas em postos de saúde, faculdade e unidades de saúde

 

Em ritmo acelerado, a vacinação contra a covid-19 em Vilhena tem programação aberta nesta semana em vários locais para aplicação da primeira, segunda e terceira dose das vacinas contra covid-19. A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a imunização completa é a melhor garantia de proteção contra as formas graves da doença e recomenda a todos que ainda não se vacinaram que procurem os locais adequados quando chegar sua vez.

 

“É uma campanha gigantesca”, garante o prefeito Eduardo Japonês. “A Saúde tem feito um trabalho imenso desde janeiro, vacinando nossa população com responsabilidade e dando um fim às internações. Infelizmente os internados atualmente são aqueles que não se vacinaram e isso deixa claro, mais uma vez, a importância da proteção de todos”, comenta.

 

Ao buscar os pontos de vacinação é obrigatório apresentar CPF, documento pessoal com foto, comprovante de endereço, cartões do SUS e de vacinas. Os menores de idade precisam ainda estar acompanhados de adulto responsável legal. Veja abaixo a programação da vacinação contra o novo coronavírus nesta semana em Vilhena.

 

PRIMEIRA DOSE – As primeiras doses estão sendo aplicadas em dois locais: para adolescentes de 12 a 17 anos, com ou sem comorbidades, a vacinação acontece na Avec das 8h às 12h às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, e das 8h às 17h nas quartas-feiras.

 

Já aqueles que têm 18 anos ou mais devem procurar os postos de saúde que funcionam no período matutino e vespertino.

 

SEGUNDA DOSE – A segunda dose é aplicada sempre na Avec, das 8h às 12h às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, e das 8h às 17h nas quartas-feiras, para todos os públicos com 12 anos ou mais. Nesta semana estão sendo vacinados aqueles que têm agendamento até 10 de outubro para a segunda dose.

 

TERCEIRA DOSE – Todos os idosos com 80 anos ou mais podem, que já tomaram a segunda dose há 6 meses ou mais, procurar a Avec das 8h às 12h às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, e das 8h às 17h nas quartas-feiras para receber a terceira dose. Conforme mais carregamentos de doses cheguem, mais idades serão contempladas.

 

Os profissionais de saúde da rede pública estão sendo procurados pelo Setor de Imunização conforme chegam novos lotes para aplicação da terceira dose. 

 

Já os profissionais da rede privada devem comunicar a Prefeitura por meio de e-mail. É necessário que a empresa envie à Prefeitura lista atualizada de profissionais em atividade que já receberam a segunda dose. O documento deve ser enviado para [email protected] e deve conter o nome dos profissionais, da empresa bem como assinatura e telefone do responsável imediato dos profissionais listados. A Secretaria Municipal de Saúde, então, fará o agendamento de cada um e entrará em contato com cada empresa para comunicar a programação.

 

Críticas, elogios, dúvidas e informações podem ser conseguidas através do WhatsApp institucional da saúde, 3322-2945.

 

Semcom

Polícia Federal combate o tráfico internacional de drogas e de armas na fronteira entre Brasil e Paraguai

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Operação Escritório do Crime cumpre 8 mandados de busca e quatro de prisão em Ponta Porã/MS

A  Polícia Federal deflagrou a Operação Escritório do Crime contra organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas e de armas na fronteira entre Brasil e Paraguai.

Foram cumpridos, na cidade de Ponta Porã, oito mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária.

Além disso, reafirmando seu comprometimento no combate ao crime organizado, foi deflagrada por Agentes de Inteligência da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai e Forças Especiais, com a coordenação do Ministério Público do Paraguai, operação simultânea na cidade de Pedro Juan Caballero, contra a mesma organização criminosa, com cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Além das prisões e buscas, houve a apreensão de diversos bens e valores, bem como munições de grosso calibre.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas (art. 33, c/c 40, I da Lei 11.343/06), organização criminosa (art. 2º, caput, da Lei nº 12.850/13) e tráfico internacional de armas de fogo (art. 18 da Lei 10826/03 do Código Penal), cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

 

Com informações da Polícia Federal

Cerca de 2,4% das declarações foram retidas em malha; veja como regularizar pendências com a Receita Federal

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Foram recebidas 36.868.780 declarações, destas, 869.302 foram retidas em malha por omissão de rendimentos

A Receita Federal já pagou o último lote da restituição do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2021, ano-base 2020, mas nem todos os contribuintes receberam e estão com o dinheiro na conta. Isso porque algumas declarações ficaram retidas na malha fina. Do total de declarações recebidas, 2,4% foram retidas. O principal motivo é a omissão de rendimentos sujeitos ao ajuste anual.

Entre março e setembro de 2021, a Receita Federal recebeu 36.868.780 declarações. Destas, 869.302 foram retidas em malha. São 666.647 declarações com imposto a restituir, representando 76,7% do total em malha. Outras 181.992 ou 20,9% do total em malha tem imposto a pagar e 20.663, com saldo zero.

Motivos da retenção

O principal motivo que deixou declarações retidas e impediu contribuintes de receber a restituição foi a omissão de rendimentos sujeitos ao ajuste anual (41,4%) como salários, ações judiciais e rendimento de aluguel. Em seguida estão deduções da base de cálculo (30,9%), tais como as despesas médicas, contribuições para previdência oficial, para previdência privada e pensão alimentícia.

Divergências entre o que consta em Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) e o que foi declarado pela pessoa física, além de outros itens relacionados a Dirf, respondem por 20% das retenções.

Outros 7,7% são motivados por deduções do imposto devido, recebimento de rendimentos acumulados e divergência de informação sobre pagamento de carnê-leão ou imposto complementar.

O contribuinte está na malha, o que fazer?

Se a restituição não foi liberada, o contribuinte deve verificar no site da Receita Federal, na opção Meu Imposto de Renda, qual a pendência. “Nesse espaço ele vai ter acesso ao extrato de processamento do imposto de renda com todas as informações, inclusive com o detalhamento dos motivos pelos quais a declaração está retida”, explicou o auditor fiscal da Receita Federal, Altemir Linhares.

O contribuinte tem então três opções para resolver o problema. Uma delas é fazer a correção por meio de uma declaração retificadora que é apresentada sem multa ou penalidade. Essa opção não é possível depois que o contribuinte for intimado ou notificado pela Receita Federal.

“Se ele concordar que realmente cometeu um erro, uma insuficiência de informação, ele pode fazer uma nova declaração, retificar a antiga, transmitir para a Receita Federal. Essa declaração vai ser processada e volta para o ritmo normal, ou seja, se tiver uma restituição, volta pra fila de restituição e o contribuinte sai da malha”, explicou Altemir Linhares.

Outra opção é apresentar, de forma virtual, todos os comprovantes e documentos que atestam os valores declarados e apontados como pendência. Para apresentar os documentos, é necessário verificar atentamente as orientações do Extrato do Processamento da DIRPF e formalizar um Processo Digital para a Malha Fiscal por meio do Portal e-CAC. Para informações sobre o Processo Digital da Malha Fiscal, consultar Malha Fiscal – Atendimento, a partir do espaço Onde Encontro.

Ele pode ainda aguardar comunicado da Receita descrevendo que documentos precisam ser apresentados para explicar a pendência apresentada e dando um prazo.

“Fazendo espontaneamente, o contribuinte tem a vantagem de não ter maiores penalidades e todo o processo é muito mais rápido e muito menos custoso tanto para o contribuinte quanto para a Receita Federal”, ressaltou o auditor fiscal da Receita Federal, Altemir Linhares.

Trabalho, Emprego e Previdência

Setembro foi o mês com menos mortes por Covid-19 desde abril de 2020

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53 mortes por Covid-19 foram registradas em Rondônia durante o mês de setembro de 2021. De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), esse é o menor número de óbitos desde abril de 2020, segundo mês da pandemia no estado.

Março de 2021 foi o mês mais letal da pandemia, com 1.293 óbitos. Somente no dia 8 de março, foram registradas 66 óbitos, mais do que todas as notificações em setembro.

Mortes por Covid-19 em Rondônia
Por um período de seis dias consecutivos em setembro, o boletim divulgado pela Sesau registou uma ou nenhuma morte pela doença. Além disso, o dia mais letal contabiliza sete mortes, uma queda de 89% com relação ao dia mais letal de março.

Casos da Covid-19 em 2021

Março e setembro também são os meses com mais e menos casos da doença, respectivamente. Em março, 38.538 pessoas testaram positivo e em setembro, 2.705 estavam com o vírus. Entre os meses, a queda no número de casos foi de 92,98%.

Casos da Covid-19 em Rondônia
Dados são referentes ao período de janeiro a setembro de 2021
28.22828.22824.14924.14938.53838.53825.46825.46816.80816.80818.04118.04112.13112.1315.3895.3892.7052.705Casos de CovidJaneiroFeveiroMarçoAbrilMaioJunhoJulhoAgostoSetembro010k20k30k40k50k
Fonte: Sesau

Vacinação

 

Em contrapartida, o número de pessoas que já tomaram ao menos uma dose do imunizante em Rondônia, só cresce. Desde o início da campanha de vacinação, em janeiro de 2021, mais de 1 milhão de pessoas já tomaram a 1ª dose da vacina.

 

Por G1-RO

Motorista fura sinal, bate em viatura da Força Nacional e até semáforo é arrancado

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Acidente foi em cruzamento da avenida Governador Jorge Teixeira foi em Porto Velho. Condutor de carro de passeio teve ferimento no ombro e foi levado pela equipe do Samu à hospital particular na capital.

Uma colisão envolvendo uma viatura da Força Nacional e um veículo de passeio deixou o trânsito lento na Avenida Jorge Teixeira na manhã desta segunda-feira (4), em Porto Velho.

De acordo com testemunha, o condutor do carro seguia pela Avenida Amazonas, sentido Zona Leste, quando ultrapassou o sinal vermelho e colidiu com a viatura da Força Nacional, que estava na Avenida Jorge Teixeira, sentido bairro.

Equipes do Samu, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros e da Energisa foram acionadas para atender o acidente.

Por conta da colisão, o semáforo foi arrancado e dificultou o trânsito no local. Fios de alta tensão começaram a entrar em curto-circuito, e foi necessário isolar a área.

Segundo apurado pelo g1, o condutor do carro de passeio estava uniformizado e trabalha como vigilante em uma empresa particular da capital. A equipe médica informou que ele não aparentava sinais de embriaguez.

O trabalhador estava orientado e conversava enquanto esperava o atendimento. De acordo com o Samu, o condutor teve uma fratura na região do ombro e foi encaminhado a um hospital particular da capital.

Já o condutor da viatura do Força Nacional estava orientado, conversando e foi levado embora em um carro de passeio.

Por conta do combustível na pista, depois do acidente, a equipe do Corpo de Bombeiros jogou serragem para evitar qualquer incêndio. Já a equipe da Energisa isolou o local onde os fios de alta tensão estavam.

Por G1-RO