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TJRO promove live com pesquisador sobre a covid-19

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Quase dois anos após o início da pandemia da covid-19 e muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre a doença, cuidados e a vacinação. Atenta a este cenário e com o avanço da doença, a Divisão da Saúde do Tribunal de Justiça de Rondônia vai promover, no próximo dia 4, uma live com o médico e pesquisador Juan Villalobos, que atua como consultor do Poder Judiciário de Rondônia, dando elementos às decisões administrativas que buscam reduzir o contágio. O especialista vai responder questionamentos que poderão ser enviados por meio de formulário eletrônico.

Pesquisador da Fiocruz em Rondônia, o médico Juan Villalobos tem atuado na linha de frente da pandemia e, junto com a médica Ana Lúcia Escobar, da Universidade Federal de Rondônia, que também é consultora, é referência no combate à covid-19, em Rondônia. Com o tema “O cenário atual da pandemia e cuidados”, o médico vai orientar sobre medidas que ainda precisam ser tomadas diante da pandemia.

A live será transmitida no canal do TJ Rondônia no YouTube, das 9h30 às 11h. Para otimizar o tempo de apresentação, a Disau disponibiliza um formulário onde as perguntas podem ser enviadas. A live é destinada ao público interno da instituição, mas, por tratar-se de assunto de interesse público, será de livre acesso. É a segunda live com foco na difusão de informações de saúde promovida pelo TJRO. No dia 20 foi a vez do médico pediatra Reginaldo Lourenço e da médica pesquisadora Ana Lúcia Escobar, que falaram sobre a vacinação infantil, que teve início em janeiro.

Além das lives com especialistas, de acesso público, outra contribuição do Judiciário no combate à pandemia é a destinação de recursos provenientes de penas pecuniárias para ações de saúde. “O Judiciário está pautado na ciência para buscar as melhores soluções que possam trazer segurança para que nossos(as) magistrados(as) e servidores(as) possam manter a prestação jurisdicional e contribuir para o combate à covid-19”, ressalta o presidente do TJRO, desembargador Marcos Alaor Diniz Grangeia.

 

Currículo do palestrante 

Dr. Juan Villalobos possui graduação em Medicina – Universidad Nacional de Colômbia (1986), mestrado em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília (1993) e doutorado em Ciências (Biologia da Relação Patógeno-Hospedeiro) pela Universidade de São Paulo (1999). Atualmente, é professor adjunto IV da Universidade Federal de Rondônia e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz/Rondônia. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Doenças Infecciosas e Parasitárias, atuando, principalmente, nos seguintes temas: epidemiologia, hepatite c, hepatite delta e malária.

 

Clique aqui para ter acesso ao formulário

 

 

Assessoria de Comunicação Institucional

Polícia Federal deflagra operação para combate ao crime de redução a condição análoga à de escravo

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Durante a ação, foram resgatados 11 trabalhadores, oriundos dos estados do Maranhão e do Piauí, submetidos às mesmas condições investigadas no inquérito
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Nos dias 24 e 25 de janeiro do corrente ano, a Polícia Federal, em ação conjunta com a Superintendência Regional do Trabalho em Sergipe e o Ministério Público do Trabalho, deflagrou operação policial para combater o crime de redução a condição análoga à de escravo, previsto no artigo 149 do Código Penal, investigado através de inquérito policial, tendo em vista notícia inicial atinente a trabalhadores recrutados do Estado do Rio Grande do Norte, para trabalhar no corte de cana-de-açúcar no interior do estado sergipano.

Os levantamentos iniciais apontavam que os trabalhadores teriam sido submetidos à jornada exaustiva e estavam sujeitos a condições degradantes de trabalho, além de terem suas locomoções limitadas em face de dívidas contraídas com a empresa empregadora.

Nas diligências realizadas, foram confirmados os indícios iniciais e encontrados 11 trabalhadores, oriundos dos estados do Maranhão e do Piauí, submetidos às mesmas condições investigadas no inquérito inicialmente instaurado. Os trabalhadores foram resgatados e a eles restabelecidos os direitos trabalhistas, incluindo pagamento de verbas salariais, liberação do seguro-desemprego e custeio do retorno aos locais de origem.

Foi constatado que os trabalhadores eram submetidos a jornadas exaustivas de trabalho, por mais de 12 horas diárias, eram alojados em condições degradantes (alojamentos com camas insuficientes, ventilação deficitária, sem água filtrada, ausência de utensílios de cozinha e alimentação adequada, em precárias condições de higiene.

Já na frente de trabalho, não eram disponibilizados equipamentos de proteção individual em quantidade suficiente para todos, muitos deles, inclusive, danificados, não havia banheiro e eles cominam em espaço com inadequações térmica e ergonômica. Além disso, sofriam descontos salariais indevidos, que os impediam de retornar às suas casas, já que lhes sobrava menos que o valor para aquisição das passagens de retorno.

O responsável pela empresa não foi preso em flagrante, por não se encontrar em Sergipe quando das diligências. Os elementos de prova colhidos subsidiarão o inquérito policial já existente, assim como um novo, em razão da prática, em tese, dos crimes de redução a condição análoga à de escravo e tráfico de pessoas, com previsão de penas restritivas de liberdade cumuladas de até 16 anos.

Convém mencionar que combate ao trabalho escravo exercido pela Polícia Federal, em âmbito nacional, vai além da repressão ao crime, pois visa resguardar a dignidade da pessoa humana, além de salvar vidas. Na repressão ao trabalho escravo, a Polícia Federal atua em duas frentes: 1) de forma encoberta (regra), por meio das investigações policiais, desencadeadas a partir de notícias-crimes recebidas por diversas fontes; e 2) de forma ostensiva e coordenada, apoiando fiscalizações juntamente com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho, a Defensoria Pública Federal e o Ministério Público Federal.

A Polícia Federal deflagrou, no ano de 2021, 47 operações policiais especiais, representando aumento de 470% em comparação com o ano de 2020, bem como foi responsável pelo apoio de 57% das ações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel – GEFM, nas fiscalizações de trabalho escravo em todo o território nacional, tendo auxiliado no resgate de 764 trabalhadores ao longo de 2021.

 

Comunicação Social da Polícia Federal em Sergipe

Em Vilhena PRF registra 13 ocorrências criminais

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Houve flagrantes de tráfico de drogas, porte de arma, crimes ambientais dentre outros

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia, durante atividade de policiamento na área de responsabilidade da Delegacia de Vilhena (DEL 04) registrou 13 ocorrências criminais no período de 27 a 31 de janeiro de 2022.

Na quinta-feira (27), o motorista de um caminhão de pequeno porte (FORD/Cargo 1719) foi preso após policiais encontrarem um revólver calibre 38, com numeração de identificação raspada, na boleia do veículo. O infrator afirmou ter comprado o armamento em Goiás; ainda na quinta-feira houve registro de ocorrência de crime de trânsito (violar suspensão da CNH) e por posse de drogas para consumo (4g de maconha).

Sexta-feira (28), as equipes registraram dois flagrantes: transporte ilegal de madeira serrada, incluindo peças de castanheira, que tem comercialização proibida. No mesmo dia, um motorista foi preso por dirigir sob efeito de álcool.

O sábado foi o dia em que o maior número de flagrantes foi observado, totalizando sete ocorrências. A de maior relevância foi a prisão de um homem que viajava de ônibus, itinerário Rio Branco/AC – Brasília/DF, e trazia em seus pertences 1.99 Kg de maconha; ainda na área de drogas, em duas abordagens distintas, duas pessoas foram detidas por porte de drogas para consumo após policiais encontrarem porções de maconha nos pertences individuais dos infratores. Houve ainda registro de crime ambiental (30 m³ de madeira), de falsa identidade, alcoolemia e a prisão de um homem que furtou um veículo e instantes depois se envolveu em acidente de trânsito.

Por fim, no domingo (30), um foragido da justiça por condenação em crime de extração mineral foi preso após ser flagrado viajando em um ônibus interestadual.

As ocorrências e os detidos foram encaminhados à Polícia Judiciária para registro documental e apreensão dos objetos ilícitos. A Polícia Rodoviária Federal segue patrulhando as BRs rondonienses para garantir maior segurança a população e fluidez no trânsito de veículos e pessoas.

Fonte/Justiça e Segurança

Em Ariquemes PRF identifica transporte ilegal de Cassiterita

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Produto mineral, pesando quase 3 toneladas, foi obtido em Porto Velho/RO

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia, durante fiscalização na BR 364, município de Ariquemes, constatou crime de usurpação de bem ou matéria prima da União, em transporte de Cassiterita, realizado de maneira irregular. A ocorrência foi registrada nesta segunda-feira (31).

Conforme relato do motorista, o material foi embarcado na cidade de Porto Velho e tinha como destino final uma Cooperativa em Ariquemes.

No total, 2.883,06 Kg transportados em sacos foram identificados e encaminhados à UNISP para procedimentos da Polícia Civil, da Politec e também da SEFIN.

 

 

Justiça e Segurança

CRA deve votar regularização fundiária e agricultura familiar

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A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) começa 2022 com três projetos de lei prontos para serem votados, pois já contam com votos dos respectivos relatores. Dois desses projetos tramitam juntos por tratarem do novo marco legal da regularização fundiária (PL 2.633/2020 e PL 510/2021). O presidente da CRA é o senador Acir Gurgacz (PDT-RO). O relator de ambas as propostas é o senador Carlos Fávaro (PSD-MT), que já apresentou seu voto.

Fávaro optou pela aprovação do PL 510/2021, do senador Irajá (PSD-TO), na forma de substitutivo de sua autoria, com acatamento integral ou parcial de emendas dos senadores. Em seu texto, o relator deliberou pela prejudicialidade do PL 2.633/2020, proveniente da Câmara.

Segundo Fávaro, o substitutivo é direcionado ao beneficiamento de milhões de pequenos produtores, à preservação do meio ambiente e ao favorecimento da produção de alimentos. Em sua opinião, a regularização fundiária dará cidadania ao agricultor que está plantando, assim como protegerá o meio ambiente e ajudará a ampliar a produção de comida no Brasil.

O texto altera a Lei 11.952, de 2009, para ampliar a regularização fundiária das ocupações. Atualmente essa regularização está restrita à Amazônia Legal. Além disso, unifica a legislação de regularização fundiária para todo o país.

Também pronto para votação está o PL 486/2020, projeto de lei que inclui, entre os princípios da Política Nacional de Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais, o de redução das desigualdades sociais e regionais. Além disso, o texto determina que o governo dê tratamento especial aos agricultores familiares da região do Marajó (PA) no que se refere a linhas de crédito e em serviços de assistência e extensão rural.

O autor do projeto, senador Zequinha Marinho (PSC-PA), elogia os avanços do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), mas, segundo ele, a distribuição dos recursos destinados ao crédito rural continua privilegiando as regiões mais desenvolvidas.

Relator da proposta, o senador Paulo Rocha (PT-PA) afirma que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) na região do Marajó é inferior à média registrada pelos municípios do semiárido. Para ele, o projeto contribui para a “promoção de políticas públicas focadas no atendimento às necessidades específicas de agricultores familiares dessa região”.

Fonte: Agência Senado

Nota de falecimento – Francisco de Sales Duarte de Azevedo

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É com grande pesar que a família de Francisco de Sales Duarte de Azevedo, 69 anos, comunica seu falecimento ocorrido na madrugada dessa segunda-feira, 31/01 por volta da 1 hora, no Hospital do Amor em Porto Velho, local onde estava internado em tratamento de Câncer.

Sales, como era conhecido, era filho de Brás Azevedo de Souza e Júlia Duarte Azevedo. Formado em técnicas agrícolas em 1972 na Escola Agrícola de Jundiaí em Macaíba, Rio Grande do Norte, passou a residir em Rondônia no ano seguinte onde trabalhou no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Filiado à ARENA foi nomeado administrador distrital de Ouro Preto do Oeste (1977-1979) pelo governador Humberto Guedes antes que a mesma fosse emancipada. No governo Jorge Teixeira foi nomeado prefeito de Ariquemes em 1979, cargo que exerceu até 1980 quando filiou-se ao PDS. Eleito deputado federal por Rondônia em 1982,foi reeleito pelo PMDB em 1986 e participar da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Carta de 1988. Em 1990 perdeu a reeleição pelo PRN e em 1992 foi derrotado ao tentar a prefeitura de Ariquemes pelo PFL.[3] Retornou à política ao ser eleito deputado estadual pelo PSC em 1994 e prefeito de Ariquemes pelo PTB nas Eleições municipais no Brasil em 1996.

Sales deixa um grande legado, tanto como pessoa, homem de conduta ilibada e caráter íntegro, como também homem público que foi, de grande importância e influência para nossa região, principalmente para Ariquemes. O velório de Sales acontecerá na Câmara Municipal de Ariquemes com horário ainda não definido. Que nesse momento de dor, o Grande Deus Criador console os corações de familiares e amigos.

Pauta da CDH terá mudanças na lei trabalhista e prioridade a mulheres na casa própria

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A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) retoma suas atividades em 2022 com doze projetos prontos para entrar na pauta de votação. Entre eles, os que tratam da prioridade à mulher chefe de família no financiamento da casa própria e propostas que alteraram pontos da reforma trabalhista aprovada em 2017 (Lei 13.467, de 2017).

O  PL 2.902/2019, da senadora Rose de Freitas (MDB-ES), determina que a mulher que seja responsável pela unidade familiar tenha prioridade na aquisição de imóvel custeado pelo Sistema Financeiro de Habitação. Ela lembra que cerca de 40% dos lares brasileiros são de responsabilidade de mulheres, que encaram sozinhas a tarefa de criar os filhos. Caso seja aprovado e não haja recurso para análise em Plenário, o PL segue direto para votação na Câmara.

O relator é o senador Paulo Paim (PT-RS). Ele recomenda a aprovação, com sugestão de uma emenda, com mudanças redacionais para alinhar a terminologia usada pela proposição à das leis citadas no dispositivo. Paim substituiu o termo “mulher chefe de família” por “mulher responsável pela unidade familiar”.

Legislação trabalhista

A CDH também deverá analisar uma série de projetos que tratam de mudanças na legislação trabalhista. Um deles é o PLS 271/2017, de Paulo Paim, que propõe suprimir a possibilidade de extinção do contrato de trabalho por meio de acordo entre empregado e empregador. A proposta conta com voto favorável do relator, senador Telmário Mota (Pros-RR). Outra iniciativa de Paim, igualmente relatada por Telmário, é o PLS 268/2017, que limita a duração do contrato de trabalho de tempo parcial a 25 horas semanais. A intenção do autor é derrubar a regra introduzida em 2017, que permite carga horária semanal de 30 horas nesse tipo de contrato. O projeto também veda a possibilidade de prestação de jornada extraordinária.

Já o PLS 266/2017, apresentado pelo senador Romário (PL-RJ), cria o regime de teletrabalho especial para o empregado com deficiência. O texto conta com parecer favorável do relator, Telmário.

Caso aprovados, os projetos ainda passarão pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE); de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Assuntos Sociais (CAS).

Estudantes em abrigos

Proposto pela CPI dos Maus-Tratos, o PLS 506/2018 também pode entrar na pauta. Ele estabelece reserva de vagas em universidades federais e escolas técnicas para estudantes que vivem em abrigos. O texto, que tem relatório favorável do senador Marcos Rogério (DEM-RO), ainda precisa passar pela análise da Comissão de Educação (CE).

Defensoria pública

O PL 1.120/2019, do senador Lasier Martins (Podemos-RS), também aguarda análise da comissão. O texto concede à Defensoria Pública acesso ao cadastro de crianças ou adolescentes em programa de acolhimento institucional. A relatora, senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), apresentou voto favorável.

O acesso a esse cadastro já está disponível ao Ministério Público, aos conselhos tutelares, ao órgão gestor da assistência social e aos conselhos municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Assistência Social. O autor quer agora a sua extensão à Defensoria Pública.

Fonte: Agência Senado

Taxa de mortalidade de doenças negligenciadas aumenta durante pandemia

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malária, mosquito, Anopheles

Internações diminuíram no mesmo período

A pandemia de covid-19 trouxe impactos para o atendimento em relação às doenças tropicais negligenciadas que passaram a registrar aumento da mortalidade, apesar da queda de internações.

Em 2020, a taxa de mortalidade para malária subiu 82,55%, apesar da queda de 29,3% nas internações. Doenças como a leishmaniose visceral e a leptospirose também registraram aumento de mortalidade de 32,64% e 38,98%, respectivamente. O número de internações por essas doenças diminuiu no período, com quedas de 32,87% e 43,59%.

Já a dengue registrou aumento de 29,51% nas internações e de 14,26% na taxa de mortalidade. Os dados fazem parte de um estudo dos pesquisadores Nikolas Lisboa Coda Dias e Stefan Oliveira, da Universidade Federal de Uberlândia; e Álvaro A. Faccini-Martínez, da Universidade de Córdoba.

Eles compararam os dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) durante os primeiros oito meses de 2020 com os valores médios do mesmo período dos anos de 2017 a 2019. Segundo os pesquisadores, a queda nas internações é consequência da pandemia e do medo das pessoas de procurarem assistência à saúde nesse período.

Na avaliação da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), houve aumento do número de casos dessas enfermidades durante a pandemia. “Houve redução dos casos notificados e aumento da letalidade”, disse à Agência Brasil o presidente da entidade, Júlio Croda.

“Houve uma desassistência às pessoas que são acometidas por essas doenças e que, geralmente, são populações mais vulneráveis”, destacou.

Retrocesso

Na avaliação de Júlio Croda, o Brasil retrocedeu de dez a 20 anos no combate a essas doenças. Segundo ele, será necessário reconstruir os serviços de saúde já que todos os programas nacionais de controle para essas doenças sofreram algum impacto. Ele acredita ainda que a curva de redução de incidência que o país mantinha e de mortalidade associada a essas doenças tende a entrar em estabilidade até 2030.

“A gente perdeu uma década de combate a essas doenças, principalmente por conta da pandemia, da desassistência, da falta de diagnóstico e de um tratamento precoce”, avaliou o especialista.

Procurado pela Agência Brasil para comentar a afirmação de Croda, o Ministério da Saúde não respondeu até o fechamento da matéria.

Tuberculose

O presidente da SBMT afirmou que, depois de 15 anos, houve registro de redução das notificações de tuberculose em todo o mundo e crescimento do número de óbitos. “No Brasil, não foi diferente”. A tuberculose é a doença negligenciada responsável pelo maior número de mortes entre as populações mais vulneráveis, segundo Croda.

Relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), divulgado em outubro de 2021, relatou que os serviços de tuberculose estão entre os interrompidos pela pandemia de covid-19 em 2020. O impacto sobre essa doença foi particularmente grave e, em 2020, 1,5 milhão de pessoas morreram de tuberculose no mundo.

A OMS estima que 4,1 milhões de pessoas sofrem atualmente de tuberculose, mas não foram diagnosticadas com a doença ou não notificaram oficialmente às autoridades nacionais. Em 2019, o número de pessoas afetadas por tuberculose chegava a 2,9 milhões.

Doenças Negligenciadas

Mais de 1,7 bilhão de pessoas em todo o planeta sofrem com algum tipo de doença tropical negligenciada.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas somam um grupo diversificado de doenças transmissíveis que prevalecem em condições tropicais e subtropicais em 149 países, matam milhões de seres humanos e custam bilhões de dólares às economias em desenvolvimento a cada ano.

O Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, lembrado hoje (30), foi criado em 2019, por uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde. Este é o terceiro ano de celebração da data, em meio à pandemia da covid-19.

Em nota divulgada hoje, o coordenador de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Marcelo Wada, afirma que que a pasta vêm investindo na vigilância dessas doenças e implementando ações para que se alcance a eliminação ou controle desse grupo.

“Existem muitos desafios para a eliminação das DTNs, incluindo mudanças climáticas, ameaças zoonóticas e ambientais, emergentes em saúde pública. Vamos avançar nas estratégias para controlar essas doenças”, afirmou.

Doenças esquecidas

As chamadas doenças negligenciadas, ou esquecidas, são enfermidades infecciosas, muitas delas parasitárias, que afetam principalmente as populações mais pobres e com acesso limitado aos serviços de saúde, em especial pessoas que vivem em áreas rurais remotas e favelas.

Segundo a OMS, elas integram um grupo diversificado de 20 enfermidades prioritárias de origem parasitária, bacteriana, viral e fúngica. Causam dor e incapacidade, criando consequências sociais, econômicas e para a saúde duradouras para indivíduos e sociedades. Impedem as crianças de ir à escola e os adultos de ir  ao trabalho, prendendo as comunidades em ciclos de pobreza e desigualdade. As pessoas afetadas por deficiências causadas por essas doenças, muitas vezes sofrem estigma em suas comunidades, dificultando acesso aos cuidados necessários e levando ao isolamento social.

No Brasil, leishmaniose, tuberculose, doença de Chagas, malária, esquistossomose, hepatites, filariose linfática, dengue e hanseníase estão entre as principais doenças negligenciadas. Elas ocorrem em quase todo o território. Mais de 90% dos casos de malária ocorrem na Região Norte e há surtos de filariose linfática e oncocercose. As regiões Norte e Nordeste apresentam o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e concentram o maior número das DTNs.

Equidade

A comemoração deste ano do Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) foi iniciada pela OMS no último dia 26, sob o tema “Alcançar a equidade em saúde para acabar com a negligência das doenças relacionadas à pobreza”. A instituição fez um apelo a seus membros para que se concentrem no fortalecimento das intervenções, visando promover serviços de saúde equitativos para todos.

 

 

 

 Agência Brasil

Covid-19: Brasil registra 640 mortes e 179,8 mil novos casos

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Uso de máscaras é flexibilizado ao ar livre a partir desta quarta-feira (03) no Distrito Federal.

O número de mortes por covid-19 no Brasil subiu para 626.854. Em 24 horas, foram registradas 330 mortes. Segundo os números publicados pelo Ministério da Saúde na noite de hoje (30), 134.175 novos casos de covid-19 foram diagnosticados em 24 horas. O país soma 25.348.797 ocorrências da doença desde o início da pandemia.

Há ainda 3.133 mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em investigação. Os óbitos pela síndrome somam 766 nos últimos três dias.

País soma 25.348.797 ocorrências da doença desde o início da pandemia

O boletim também mostra que a taxa de casos ativos aumentou e a taxa de recuperação caiu. No momento, 87,4% do total de infectados são considerados livres de sintomas. A taxa chegou a 96,2% em dezembro, antes da chegada da Ômicron ao Brasil.

Estados

ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (157.854), Rio de Janeiro (69.878), Minas Gerais (57.306), Paraná (41.191) e Rio Grande do Sul (36.863). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.868), Amapá (2.039), Roraima (2.096) , Tocantins (3.997) e Sergipe (6.093).

Vacinação

O painel de vacinação do Ministério da Saúde registra que 355.702.862 doses de vacinas diversas já foram aplicadas. Destas, 164,7 milhões são referentes à primeira dose, enquanto 151,7 milhões são relativas à segunda dose. As doses de reforço chegaram à 38,6 milhões.

 

 

Agência Brasil –

 

Mágicos relatam dificuldades e descobertas durante pandemia

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Rodrigo Lima mágico Dia Mundial do Mágico

Dia Mundial do Mágico é comemorado hoje

O Dia Mundial do Mágico, comemorado hoje (31), presta homenagem aos mestres da arte de criar ilusões para pessoas de todas as idades. A data foi escolhida por marcar a morte do santo católico italiano São João Bosco, em 31 de janeiro de 1888 que, segundo a história, também era mágico, e foi escolhido como padroeiro desses profissionais. João Melchior Bosco, nome de nascimento do santo, trabalhou com mágica durante a adolescência a fim de ganhar dinheiro para ajudar na renda familiar.

Nos últimos dois anos, em função da pandemia de covid-19, as associações de mágicos e ilusionistas têm se ressentido das apresentações e reuniões presenciais entre seus membros. O diretor social do Círculo Brasileiro de Ilusionismo (CBI), Igor Millordi, disse que os mágicos da entidade estão “segurando” encontros presenciais e confraternizações por causa da pandemia, adotando reuniões online.

O presidente do CBI, Henri Sardou, afirmou que a expectativa é retornar às atividades presenciais ao longo deste ano. Para isso, precisam encontrar nova sede que abrigue também a biblioteca de livros raros da entidade. “A gente está em busca de uma sede para colocar esses livros à disposição, tanto dos mágicos quanto dos leigos que querem aprender mágica”. O CBI é uma das mais antigas associações de mágicos do país, fundada em 1952. “A pandemia foi muito ruim para os mágicos, tanto na parte comercial, porque os shows praticamente zeraram, quanto na das associações de mágicos, que perderam a periodicidade de encontros”.

AMI

O presidente da Academia Mineira de Ilusionismo (AMI), Hildon Dias, reforçou que a pandemia afetou fortemente a categoria porque, apesar de os mágicos serem peças fundamentais em uma festa ou espetáculo, são considerados supérfluos. “E quando se está com o orçamento apertado, a primeira coisa que se dispensa é o entretenimento mágico”. Para Dias, “a pandemia estragou tudo, porque acabou com os espetáculos, com as festinhas”.

Atualmente, apesar da variante Ômicron da covid-19, o presidente da AMI considera que as coisas já melhoraram. Voltaram as festas, com a adoção de todos os cuidados sanitários, inclusive nos teatros. Mas, no ápice da crise, muitos mágicos chegaram a passar necessidade e a depender da ajuda de colegas. A AMI tem hoje 40 mágicos filiados.

Nuamac

Alexandre Yoshida é presidente do Núcleo de Amigos Mágicos do Ceará (Nuamac) pelo segundo mandato. Ele disse que a profissão de mágico evoluiu muito no Brasil, principalmente com a chegada da internet, que facilitou a questão de contatos e de comunicação entre os mágicos brasileiros e estrangeiros. Yoshida afirmou que, no Brasil, os mágicos não são muito unidos, ao contrário do que acontece na Argentina ou na Espanha, por exemplo. “Esse individualismo impede que as coisas avancem com mais rapidez e força”, observou. Ele atribui isso também ao fator cultural.

Alexandre Yoshida concorda que a pandemia afetou muito a categoria, porque o setor de eventos foi o primeiro prejudicado e é o último que está voltando a funcionar. Por causa do avanço da variante Ômicron, a comemoração pelo Dia Mundial do Mágico foi transferida para os dias 5 e 6 de março, “se não houver novo decreto” que suspenda atividades presenciais. O Nuamac tem 19 anos de existência. É uma das associações mais ativas do Brasil. Entre mágicos profissionais e amadores, são 20 membros.

Flasoma

O congresso da Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas (Flasoma), que antes ocorria de dois em dois anos e  passou a ser trienal, não aconteceu no Brasil em 2020, como estava previsto, em função da pandemia. Ele seria realizado em Fortaleza, mas acabou adiado para o primeiro semestre deste ano, em formato virtual. Esse é o principal evento de mágica da América Latina e tem grande troca de experiências entre mágicos da região e e de outros países, informou Yoshida.

Crianças

Para Rodrigo Lima, ser mágico para uma plateia de crianças ”é incrível, porque a energia delas, na maioria das vezes, retroalimenta. É tão bacana a energia das crianças e seus sorrisos, que a gente sai contagiado”. Formado como analista de sistemas, Lima manteve, no início, os dois nichos de mercado. Aos 30 anos de idade, porém, descobriu que o que ele fazia por amor era a mágica.

Quem quer ser mágico deve gostar de interagir com o público e não ter vergonha de falar para as pessoas, deixar a timidez de lado e assumir a personalidade do mágico. Lima citou três pilares necessários a um bom mágico: exercitar muito bem o truque, exaustivamente; só fazer o truque uma vez, porque a mágica é a surpresa; e guardar segredo. Para viver de mágica, como faz Lima, o profissional deve beber de outras fontes, como estudar um pouco de marketingter bom relacionamento com as redes sociais, porque é onde cativa os clientes. “É nessa conexão que você vai trazer a família, as crianças e pais para contratar sua apresentação”.

Rodrigo Lima admitiu que a covid deu uma “rasteira” nos profissionais que trabalham com festas mas, em contrapartida, abriu novos caminhos. “Fui um pioneiro em fazer eventos digitais pela plataforma Zoom fora de Pernambuco, em outros estados e outros países, como a Austrália”. Recomendou aos profissionais do setor que é preciso ficar atento e se adaptar ao mercado. “Você tem duas opções: ou sentar e chorar ou ver como consegue conexão com o cliente de forma online. Para mim, deu super certo”.

Referência

Presidente da Sociedade Mágica do Brasil (Sombra), Kellys disse que existe associação de mágicos em quase todas as capitais do país, cada uma com média de 15 integrantes, no mínimo. De acordo com Kellys, na Europa e nos Estados Unidos, a mágica só perde para a caça e pesca como hobby e, muitas vezes, é indicada no combate à depressão. “Creio que seja pela interação com quem assiste e pelo envolvimento com as pessoas”.

Informou que, no Brasil, os cursos de mágica são, de maneira geral, divididos em blocos, etapas ou módulos, na maior parte ministrados por mágicos que estão pensando em se aposentar, por entidades de mágicos ou lojas que trabalham com equipamentos para a classe. A arte de iludir já foi chamada de escapismo e cria ilusões que surpreendem, escapam à lógica e enganam os nossos sentidos, em geral a nossa visão. Por isso se diz que as mãos de um mágico devem ser mais rápidas que os olhos de quem está assistindo seu número.

Famosos

O mais famoso profissional da arte de iludir de todos os tempos foi Harry Houdini. Seu nome ainda hoje é sinônimo de mágica. Começou a fazer truques com cartas de baralho e se apresentava em parques de diversão, nos Estados Unidos, no fim do século 19.

Já o pai da mágica no Brasil é João Peixoto dos Santos, natural da cidade de Formiga (MG), onde nasceu em maio de 1879. Aprendeu a fazer mágica com estrangeiros que vinham ao Brasil e, aos 19 anos, foi estudar em Paris para se aperfeiçoar. Peixoto instalou a primeira loja de mágicas do Brasil: “A Casa das Mágicas”, em 1910. São de sua autoria três livros considerados referência do profissional de mágica: “Tratado Completo de Prestidigitação e Ilusionismo” (1937); Curso Prático de Prestidigitação e Ilusionismo” (1943); Trucs de Magia Selecionados” (1946). 

 

 

 

Agência Brasil