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Com novo recorde de atendimentos, surto de covid-19 em Vilhena revela números que geram alerta

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Apesar de Vilhena apresentar letalidade e mortalidade menor que os maiores municípios rondonienses, a região é uma das piores do mundo na pandemia

 

A gravidade do surto de covid-19 na cidade, no estado, no país e no mundo tem preocupado a Saúde do município. Na última quinta-feira o município ultrapassou, pela primeira vez, mais de 400 atendimentos em 24 horas para pacientes com sintomas gripais. São 10,5 mil nos últimos 50 dias, enquanto nos últimos 12 meses foram pouco mais de 30 mil atendimentos. Além deste, outros dados mostram como Vilhena está em uma das regiões mais graves da pandemia no mundo, quando é considerada a taxa de mortalidade, ou seja, o número de mortes por covid-19 proporcionalmente à população.

Se Vilhena tivesse 1 milhão de habitantes, o município teria 2.717 mortes por covid-19 considerando as taxas atuais de óbitos na cidade. O número é maior que a média mundial de 726 mortes por milhão. Contudo, menor que as taxas da América do Sul (2.827), do Brasil (2.919) e de Rondônia (3.764). Se fosse um país, o Estado seria o oitavo pior do mundo de um total de 225 países. Vilhena, se fosse um país, estaria em 19°, enquanto o Brasil atualmente tem o 15° pior índice de mortalidade.

Entre os estados brasileiros, Rondônia é o terceiro pior nesta análise, perdendo apenas para o estado vizinho do Mato Grosso e para o Rio de Janeiro, que têm taxas de mortalidade de 4.010 e 4.002, respectivamente. Na comparação de Vilhena com os demais municípios de Rondônia, o município é o que tem a menor mortalidade entre os nove maiores municípios (com 41,5 mil habitantes ou mais).

Devido à eficiência do sistema de Saúde em Vilhena, oferecendo tratamento, testes, internação e medicamentos a todos, a porcentagem de infectados que morrem em Vilhena é de 1,63%, a menor entre os oito maiores municípios de Rondônia e consideravelmente menos que as médias de Rondônia (2,21%), do Brasil (2,64%), da América do Sul (2,82%).

Considerando a quantidade de pessoas infectadas, se fosse um estado brasileiro, Vilhena teria a oitava maior incidência de casos, e se fosse um país seria o 57° de um ranking de 225. Já entre os cinco maiores municípios de Rondônia, a cidade tem a menor taxa de incidência.

A Secretaria Municipal de Saúde lembra que as ferramentas para o fim do surto e da pandemia estão ao alcance de todos: vacinação gratuita e segura, bem como medidas de prevenção simples, como uso correto da máscara, evitar tocar em outras pessoas sem necessidade, distanciamento social, evitar aglomerações, higienização do ambiente de trabalho, manter o ar arejado, evitar compartilhar objetos pessoais e respeitar as regras de isolamento em caso de infecção.

Agência Brasil explica: o que é o retinoblastoma

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Teste do olhinho é necessário para diagnosticar a doença

Ainda não tão conhecido do público em geral, existe um tipo de câncer que acomete crianças e atinge os olhos, podendo ter consequências graves. É o retinoblastoma, tumor maligno que se aloja nas retinas de meninos e meninas.

Essa modalidade de câncer, em geral, atinge crianças com idades entre 2 e 5 anos. Ela é responsável por 2% a 4% de todos os casos de câncer em crianças em todo o mundo a cada ano.

Segundo o médico oftalmologista e professor do curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília Anderson Gustavo Teixeira Pinto, a doença é genética e pode ser hereditária.

Para fazer a identificação dessa condição médica, há exames importantes. Um deles é o teste de olho vermelho, também conhecido como teste do olhinho, realizado após o nascimento. Ele pode detectar problemas congênitos envolvendo os olhos.

Mas como a doença pode se manifestar até os cinco anos, Anderson Pinto ressalta que é fundamental fazer exames oftalmológicos pelo menos uma vez por ano para conferir se a criança possui alguma doença.

Além dos exames, alguns sintomas e sinais podem aparecer e por isso é importante que os pais fiquem atentos a alterações na visão e em comportamentos de seus filhos.

“Como a doença acomete crianças de até 5 anos, elas não têm capacidade de conversar com os pais. Quando há desvio do olho, quando crianças botam as mãos nos olhos ou é possível ver reflexo nas fotos vermelho, é sinal de que precisa de cuidado”, recomenda o profissional.

Os exames e a atenção dos pais, destaca o médico, são fundamentais para que haja o diagnóstico precoce do retinoblastoma. Quanto mais cedo ele for descoberto, mais leve o tratamento e maiores as chances de sucesso.

Anderson Pinto explica que, a depender do grau de avanço, é possível tratar o tumor com laser ou com métodos como quimioterapia e radioterapia. “Em lesões mais avançadas podemos até ter que retirar os olhos do paciente. Quando é muito grave, pode evoluir a óbito”, diz.

 

 

Agência Brasil

Novo ensino médio começa a ser implementado este ano

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Estudantes brasilienses concluem simulado do Enem Colégio Setor Oeste, Asa Sul, Brasília, DF, Brasil 7/7/2016 Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília.

Primeira mudança deve ser ampliação da carga horária

O novo ensino médio começa a ser implementado oficialmente este ano nas escolas brasileiras públicas e privadas. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, a implementação vai começar pelo 1º ano do ensino médio, e a primeira mudança nas redes deverá ser a ampliação da carga horária para pelo menos cinco horas diárias.

A reforma também trará desafios, de acordo com Vitor de Angelo, que é secretário de Educação do Espírito Santo. Ele citou, entre esses desafios, a possibilidade de aumento da desigualdade entre regiões, estados e redes de ensino e a necessidade da adequação de avaliações, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“A primeira coisa que deve chegar às escolas, com certeza, é a ampliação da carga horária, porque é uma exigência legal. O que não é exigência legal, mas está atrelado de alguma maneira a isso é a implementação de um currículo novo”, diz Angelo. O Consed representa os secretários estaduais de Educação, responsáveis pela maior parte das matrículas do ensino médio do país. Segundo o último Censo Escolar, de 2021, as redes estaduais concentram cerca de 85% das matrículas.

O novo ensino médio foi aprovado por lei em 2017, com o objetivo de tornar a etapa mais atrativa e evitar que os estudantes abandonem os estudos. Com o novo modelo, parte das aulas será comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções está dar ênfase, por exemplo, às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários vai depender da capacidade das redes de ensino e das escolas.

O cronograma definido pelo Ministério da Educação estabelece que o novo ensino médio comece a ser implementado este ano, de forma progressiva, pelo 1º ano do ensino médio. Em 2023, a implementação segue, com o 1º e 2º anos e, em 2024, o ciclo de implementação termina, com os três anos do ensino médio.

Pela lei, para que o novo modelo seja possível, as escolas devem ampliar a carga horária para 1,4 mil horas anuais, o que equivale a sete horas diárias. Isso deve ocorrer aos poucos. Em 2022, a carga horária deve ser de pelo menos mil horas anuais, ou cinco horas diárias, em todas as escolas de ensino médio do país. Esta será, portanto, a primeira mudança a ser sentida.

Os estudantes do primeiro ano do ensino médio começarão também a ter contato com novo currículo. Os itinerários, no entanto, deverão começar a ser implementados apenas no ano que vem na maior parte das escolas.

“Tomando o Espírito Santo como exemplo, o que o aluno capixaba vai encontrar na escola de ensino médio é jornada maior e currículo novo, no que diz respeito à formação geral básica. Disciplinas ou componentes curriculares diferentes, com os quais ele não estava acostumado, como eletivas, projeto de vida, estudo orientado, mas ainda sem segmentar na sua preferência de itinerário. A partir do ano que vem, ele vai encontrar o itinerário de aprofundamento dentro da sua escolha”, explica o secretário.

Desafios

A reforma trará também, segundo Angelo, alguns desafios, entre eles a possibilidade de aumento das desigualdades educacionais. “No novo ensino médio, a gente pode ter todas as promessas de itinerários e de escolhas, mas para algumas redes. Outras podem não conseguir”, afirma. “O risco é ter escolas com alguns itinerários e outras não, regiões com alguns itinerários e outras não. Então, pode haver um aprofundamento das desigualdades dentro do país e dos estados, para não falar das redes privada e pública”, acrescenta.

Isso significa que um estudante pode não encontrar em seu município o curso técnico ou a formação que deseja. “São cuidados que precisaremos ter, que não invalidam [o novo ensino médio], mas a gente não pode desconsiderar que isso existe para não achar que tudo são flores, que o novo ensino médio vai mudar tudo, vai trazer itinerários, ensino flexível adaptado aos alunos, que eles vão fazer o que quiser. As nossas escolas são as mesmas e elas têm dificuldades, os professores tiveram formação, mas não viraram a chave e mudaram de uma hora para outra, então é preciso ter cuidado com isso para não se frustrar”, diz Angelo.

Outro desafio é a avaliação dos estudantes. O Enem, por exemplo, precisará ser reformulado para avaliar o novo currículo. “O exame precisa estar alinhado com o novo ensino médio. O Enem é uma prova nacional que precisa criar critérios de comparação entre tod

o e qualquer estudante que está terminando o ensino médio, especialmente por causa do Sistema de Seleção Unificada, o Sisu que é nacional. Mas, como vamos comparar, nacionalmente, pessoas que fizeram currículos distintos? Esse é o maior desafio”, avalia.

Em webinário, em dezembro, o secretário de Educação Básica do MEC, Mauro Luiz Rabelo, detalhou as ações da pasta para a implementação do novo ensino médio. Segundo ele, somando todas as ações, até aquele momento, haviam sido repassados aos estados e às escolas R$ 2,5 bilhões.

Rabelo também falou sobre o Enem que, segundo ele, deverá ter duas partes, uma delas voltada para avaliar os conhecimentos adquiridos na parte comum a todos os estudantes, definida pela BNCC, e outra que deverá avaliar os itinerários formativos. “Atualmente, a grande questão mesmo é como criar um segundo momento de prova que contemple a avaliação dos itinerários formativos, dada a diversidade de possibilidades que na implementação”, disse o secretário. O novo modelo de prova deverá começar a vigorar apenas após a total implementação do novo ensino médio, em 2024.

 

 

Agência Brasil

Pedido de vista suspende julgamento de recursos eleitorais que envolvem o prefeito e a vice-prefeita de Vilhena

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Um pedido de vista antecipada dos autos pelo Desembargador Paulo Kiyochi Mori, Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), suspendeu, na sessão de 31 de janeiro, o julgamento, pela Corte dos recursos eleitorais n. 0600603-93 e 0600607-33.

Referidos processos têm pedido de cassação dos diplomas do prefeito e da vice-prefeita de Vilhena, Eduardo Toshiya Tsuro (Eduardo Japonês) e Patricia Aparecida da Glória, respectivamente, por suposto abuso de poder e prática de condutas vedadas aos agentes públicos.

O relator, Juiz Edson Bernardo, apresentou questão de ordem pela retirada do sigilo dos autos, afirmando que não há elementos que justifiquem a permanência do sigilo das ações. O voto foi acompanhado por todos os membros da Corte, afastando o sigilo dos processos.

Na sequência, foi analisada a preliminar de nulidade do processo em razão de alegada ilegitimidade do representante da coligação. O relator votou pela rejeição da preliminar, tendo sido acompanhado pelo Juiz João Rolim. Após pedido de vista do presidente, os demais membros aguardam para votar na sessão em que o processo for pautado para continuidade do julgamento.

A sessão foi realizada por videoconferência.

 

Seção de Comunicação Social do TRE-RO

Quantidade de vinho apreendido pela PRF cresce mais de 30 vezes no Paraná

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Quadrilhas do tráfico de drogas estão diversificando o leque de crimes com o descaminho de vinho; maior parte do vinho argentino vendido no estado é fruto de importação ilegal

Barracão é um pequeno município com pouco mais de dez mil habitantes e está localizado no extremo sudoeste do Paraná. A cidade faz parte de uma conurbação interestadual e transfronteiriça. Para chegar ao estado de Santa Catarina, bastam poucos passos e se está em Dionísio Cerqueira; já para chegar à Argentina, é só atravessar uma rua ou um terreno baldio, e você estará em Bernardo de Irigoyen. A localização geográfica, e a tênue linha de fronteira terrestre, fazem do local a principal porta de entrada ilegal dos cobiçados vinhos argentinos.

Em 2021, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu no Paraná mais de 56 mil garrafas de vinhos, que entraram no Brasil por essa região. Para se ter uma ideia, ao empilhar todas essas garrafas em uma única coluna, a altura ficaria equivalente a dois montes Everest – mais de 16,8 mil metros.

Gráfico apreensões de vinho 2018-2021A apreensão de vinhos no estado tem crescido de forma exponencial nos últimos anos. Os números mostram aumento de 3.206% na quantidade de vinho apreendida pela PRF no Paraná em quatro anos. Em 2018, a PRF apreendeu 1.700 garrafas, em 2019 foram 3.937, em 2020 chegou a 22.737 garrafas e em  2021 foram apreendidas 56.254 garrafas de vinho. Com o aumento da entrada de vinhos pela conurbação transfronteiriça a PRF no Paraná aumentou a fiscalização na região.

O vinho argentino em descaminho tem três possíveis rotas de destino ao entrar no estado. Ele pode ir para a capital (Curitiba/PR), onde abastece o varejo local, pode subir para o estado de São Paulo, e de lá ser distribuído para o resto do país, visto que São Paulo tem um dos principais corredores logísticos do país, ou seguir para Santa Catarina. “Isso não significa que os receptores finais da mercadoria sejam apenas estes lugares, pois os mesmos podem funcionar apenas como centros de distribuição”, comenta um dos policiais que atua no combate a este tipo de crime na região.

Do varejo às organizações criminosas

O perfil de quem traz o vinho ilegalmente tem mudado nos últimos anos. Se no início das apreensões era mais comum o “pequeno contrabandista”, pessoas transportando pequenas cargas, agora o crime organizado é o dono o comércio do vinho ilegal. A utilização de veículos roubados, clones, batedores e olheiros são alguns dos artifícios praticados pelos contrabandistas e quadrilhas.

As quadrilhas do tráfico de drogas estão diversificando o leque de crimes com o comércio ilegal de vinho, uma forma de investimento criminoso para capitalizar as organizações. É o que aponta um levantamento realizado pelos setores operacionais da PRF no Paraná. “Não é o pequeno muambeiro que vai ali comprar um pouco de vinho e trazer, são quadrilhas altamente organizadas“, comenta um policial rodoviário federal que atua em operações contra esse tipo de crime.

Para quem compra o vinho ilegal, a impressão que se tem é a de que apenas está burlando as leis fiscais e não pagando imposto, e assim tendo a vantagem de comprar o vinho por preços mais acessíveis. Entretanto, quem compra o vinho que entra ilegalmente  pode estar contribuindo diretamente para a manutenção da saúde financeira de quadrilhas do crime organizado.

Riscos nas rodovias – No fim de tarde de uma sexta-feira de julho de 2021, na BR-373, em Coronel Vivida/PR, uma equipe da PRF tentou abordar uma caminhonete suspeita. Ao receber ordem de parada, o motorista iniciou fuga em alta velocidade, cortando o trânsito pela contramão e realizando ultrapassagens perigosas.

Devido ao grande fluxo de veículos e a falta de sinal para comunicação com outra equipe para realizar o bloqueio, o veículo acabou escapando. Na manhã do dia seguinte, uma equipe de policiais rodoviários federais em Santa Catarina recebeu um chamado na zona rural de Mafra e encontrou o veículo que havia fugido da equipe no Paraná. A caminhonete estava incinerada com centenas de garrafas de vinho.

Este é apenas um dos diversos casos envolvendo comerciantes ilegais de vinho e que se tornaram rotineiros nas fiscalizações da PRF. Fugas que colocam em risco o cidadão de bem ao cruzar com os criminosos.

Ilícitos argentinos dominando e os lucros estratosféricos

Segundo a Receita Federal, o  que torna o vinho argentino atrativo para praticar esse tipo de crime é o gap cambial – a desvalorização da moeda argentina frente à brasileira. Atualmente um peso argentino oficial está custando em média 0,052 centavos – na cotação de janeiro de 2022 – já o câmbio paralelo chega a custar até 0,03 centavos. “A diferença cambial é gigantesca, então o importador regular que utiliza o câmbio oficial para suas importações acaba saindo em desvantagem em relação ao contrabandista”, explica o delegado da Receita Federal na região.

comparação preços vinhos mercado licito e ilicitoGrupos de Whatsapp, marketplaces digitais e até distribuidoras de bebidas e restaurantes são pontos de distribuição de vinho ilegal. Ao comparar os valores de algumas garrafas de vinho vendidas nestes grupos de Whatsapp com o de venda das mesmas garrafas no mercado nacional, percebe-se que o preço praticado pelos contrabandistas é muito abaixo do praticado pelas importadoras lícitas.

Em alguns casos, os vinhos dos contrabandistas têm um valor de venda até 72% menor do que os vendidos por importadores regularizados. De acordo com o delegado, “dificilmente você consegue achar vinho argentino sendo importado licitamente hoje, os importadores oficiais quase não trabalham com vinho argentino mais”.

Vinhos que são comprados na Argentina por R$30 – na cotação do câmbio paralelo – são vendidos pelos contrabandistas a R$150 em grupos de Whatsapp. Estes mesmos vinhos são vendidos por R$350 a R$800 no mercado lícito no Brasil. De acordo com um levantamento feito pela Receita Federal em Santa Catarina, o lucro obtido pelos contrabandistas já chegou a ser até cinco vezes maior do que o valor de compra do produto argentino.

Hoje em dia, devido a grande quantidade de contrabandistas no mercado, a margem de lucro é um pouco menor, chegando na casa dos 300%. “Essa margem tem caído porque agora é criminoso concorrendo com criminoso”, comenta o servidor da Receita Federal na região.

 

 

Justiça e Segurança

CCJ pode votar projetos contra uso de cerol e armas de brinquedo

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Na volta dos trabalhos legislativos, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) tem, prontos para a pauta, três projetos sobre temas ligados ao direito penal e penitenciário. Os projetos tratam do uso de cerol (PL 4.391/2019), do porte de armas de brinquedo ou de simulação (PL 991/2019) e do cultivo de hortas em estabelecimentos penais (PLS 117/2017). Todos já têm relatórios pela aprovação, mas com mudanças.

Apresentado pelo ex-senador Major Olimpio (1962-2021), o PL 4.391/2019  criminaliza, entre outras condutas, o uso, o armazenamento, a posse, a venda e a fabricação de cerol. A mistura, feita com vidro moído e cola, e é nos fios ou linhas de pipas e brinquedos semelhantes e serve para cortar as linhas de outras pipas. O problema é que o cerol pode causar acidentes graves. São muitos os casos de mortes causadas por cerol.

Em janeiro, um mototaxista morreu em Barretos (SP) após ter o pescoço atingido por uma linha com cerol. Ele chegou a ser socorrido após o acidente, mas depois de quatro dias no hospital, não resistiu aos ferimentos. Também em janeiro, um motociclista de Santos (SP) foi internado em estado grave após sofrer o mesmo tipo de acidente. No Distrito Federal, na última semana, uma linha de cerol cortou a coluna e o para-brisa de um ônibus.

O projeto, que tem como relator o senador Antonio Anastasia (PSD-MG), estabelece pena de detenção de seis meses a dois anos, além de multa para quem cometer os crimes. O relatório é pela aprovação, na forma de um substitutivo (texto alternativo), que autoriza o uso de cerol em competições esportivas autorizadas pelo Poder Público, em locais designados especificamente para esse fim.

Armas de brinquedo

Também pronto para a pauta na CCJ, o PL 991/2019, do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), criminaliza o porte de armas de brinquedo. Ao defender a aprovação do projeto, o senador lembrou que bandidos estão alugando armas de brinquedo para assaltos. Ele lembrou que armas de brinquedo parecidas com as armas de verdade, ou simulacros de armas, têm venda proibida, mas isso não tem sido suficiente para evitar o uso desse tipo de arma por bandidos.

O relator, senador Marcos do Val (Podemos-ES), é a favor da aprovação do texto, com ajustes na redação. A pena prevista, caso o texto seja aprovado, é de um a três anos de detenção, além de multa.

Hortas

Já o PLS 117/2017 incentiva estabelecimentos prisionais a manter o cultivo de hortas orgânicas em suas dependências. Apresentado pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), o projeto acrescenta um artigo à Lei de Execução Penal, que diz que deverá ser incentivado, tanto quanto possível, o cultivo de hortas orgânicas para o suprimento dos próprios estabelecimentos penais ou para doação a instituições de caridade.

O relatório do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) é pela aprovação do texto, apenas com uma emenda de redação.

Os três projetos estão sendo analisados em decisão terminativa pela comissão. Isso significa que, caso sejam aprovados na CCJ, podem ir direto para a análise na Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para a votação no Plenário do Senado.

Fonte: Agência Senado

PRF intercepta em Teresina dois veículos que participaram de roubo à carga avaliada em mais de R$ 500 mil

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Policiais Rodoviários Federais recuperaram, na tarde de hoje (01), carga de sandálias avaliada em mais de R$ 500 mil. Uma pessoa foi presa.
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Em ação orientada pelo setor de Inteligência, os agentes receberam a informação de que um caminhão VOLVO/FH 500 havia sido roubado na madrugada do dia 31/01/2022, na BR 222, próximo à divisa com o Ceará, na cidade São João da Fronteira/PI, e em seguida abandonado em uma rodovia estadual . Os veículos suspeitos de envolvimento no assalto eram um veículo de carga IVECO/TRAKKER 720T42TN e um Toyota/Corolla.

Na tarde de hoje (01), esses veículos foram interceptados pela PRF em Teresina, quando os policiais deram ordem de parada, no entanto, os condutores não obedeceram e empreenderam fuga. Depois de alguns quilômetros de acompanhamento, passando por estradas vicinais, e inclusive adentrando a mata, o motorista do Corolla e mais dois ocupantes desceram do carro e fugiram em direção a vegetação da região. Já o motorista do veículo de carga, um homem de 49 anos, contratado pela organização criminosa para o transporte da carga roubada, foi preso. A carga de sandálias recuperada pela PRF está avaliada em R$ 508.296,00.

Dentro do veículo, os agentes ainda encontraram um aparelho conhecido como jammer, que bloqueia o sinal de GPS e impede o rastreamento de veículos.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Teresina para registro de ocorrência e investigação.

 

 

PRF

Congresso tem 34 medidas provisórias a analisar

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Na volta dos trabalhos legislativos, 34 medidas provisórias já esperam análise dos parlamentares. Desse total, 18 foram publicadas durante o recesso e só devem perder a validade a partir de junho, já que o prazo de 60 dias é prorrogado automaticamente. Outras oito já estão em regime de urgência, uma delas trancando  a pauta de votações no Senado. Cinco medidas, com prazo apertado, precisam ser votadas ainda em fevereiro para não perder a vigência.

Chuvas

Duas medidas provisórias que liberam recursos para o enfrentamento  das enchentes que atingiram diversas regiões do país foram editadas nesta sexta-feira (21). Parte da verba também será destinada para apoio aos estados da Região Sul, afetados com forte estiagem. As MPs 1.096/2022 e 1.097/2022 têm validade imediata e serão analisadas pelo Congresso.

Câncer

Entre as medidas com prazo curto para a votação está a MP 1.067/2021, que tranca a pauta do Senado. A MP define regras para a incorporação obrigatória de novos tratamentos pelos planos e seguros de saúde. Já aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto garante aos pacientes que se a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não se manifestar em 120 dias (prazo prorrogável por mais 60 dias) após o pedido inicial, o tratamento será automaticamente incluído no rol de procedimentos, até decisão definitiva.

A aprovação da MP fez parte de um acordo para o Congresso manter o veto total do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao PL 6.330/2019, do senador Reguffe (Podemos-DF), que facilitaria o acesso a remédios orais contra o câncer. O texto da MP foi alterado pela Câmara e obriga o oferecimento de medicamentos contra o câncer, de uso oral e domiciliar, inclusive aqueles com tratamento iniciado na internação hospitalar. O prazo final para a aprovação é o dia 10 de fevereiro.

Setor aéreo

As medidas mais recentes apresentadas pelo governo, que ainda devem começar a ser analisadas pelo Congresso em fevereiro, incluem mudanças relativas ao setor aéreo. Publicada em 30 de dezembro, a  Medida Provisória (MP) 1.089/2021 é parte do programa Voo Simples, lançado em 2020, que reúne medidas para reduzir a burocracia do setor e aumentar a eficiência na prestação de serviços. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), vários procedimentos alterados eram das décadas de 70 e 80 e estavam defasados.

A medida cria uma nova tabela para a Taxa de Fiscalização da Aviação Civil, com valores ajustados de acordo com o porte das empresas e complexidade do serviço prestado. Além disso, o texto traz pontos polêmicos, como a extinção da necessidade de contratos de concessão de empresas aéreas e a dispensa das empresas de fazer a revalidação da outorga a cada cinco anos. Também está na MP o fim da  obrigatoriedade de autorização prévia para a construção de aeródromos.

Já a MP 1.094/2021 do dia 31 de dezembro, reduz as alíquotas do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) nas operações de arrendamento de aeronaves e motores. De acordo com o governo federal, a medida vai beneficiar as empresas do setor de transporte aéreo regular de passageiros ou de cargas. A redução do imposto tem validade até o final de 2026. Segundo o governo, a medida representará uma renúncia fiscal de R$ 374 milhões para 2022; R$ 382 milhões para 2023; R$ 378 milhões para 2024; R$ 371 milhões para 2025; e R$ 158 milhões para 2026.

Para pagar a conta, foi editada a MP 1.095/2021, que acaba com o Regime Especial da Indústria Química (Reiq). O regime, que valeria até 2025, reduz alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins sobre matérias-primas químicas e petroquímicas. O fim dos incentivos tributários já estava previsto na MP 1.034/2021aprovada em junho do ano passado, mas a previsão era de que houvesse uma redução gradual, com o encerramento em 2025. A revogação gerou protestos da  Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), entidade que congrega indústrias de grande, médio e pequeno porte.

Salário mínimo

A lista das medidas mais recentes, editadas durante o recesso parlamentar, inclui, ainda, a MP 1.093/2021, que trata da divulgação do resultado financeiro do Regime Geral de Previdência Social, e a MP 1.091/2021, que fixa o valor do salário mínimo de 2022 em R$ 1.212 mensais. Também estão na lista a (MP 1.081/2021), que autoriza o Poder Executivo  a doar imunizantes contra a covid-19 a outros países, em caráter de cooperação humanitária internacional, e várias medidas com créditos extraordinários para finalidades como educação , segurança alimentar e vacinas, por exemplo.

As duas últimas editadas durante o recesso foram a MP 1.099/2022, que cria o Programa Nacional de Prestação de Serviço Civil Voluntário; e a MP 1.098/2022, que autoriza o Brasil a suspender concessões e até retaliar membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) em disputas comerciais enquanto audiências estiverem interrompidas no organismo internacional que regula o comércio global de bens e serviços.

Educação

A MP 1.075/2021, que amplia o acesso de estudantes de escolas privadas ao Programa Universidade para todos (Prouni), ainda precisa ser aprovada pelas duas Casas Legislativas. Antes, só podiam participar do programa alunos de escolas públicas ou de escolas privadas com bolsa integral. Com a medida, quem estuda em escola particular sem bolsa poderá se beneficiar do programa.

O prazo final para a votação vai até maio, mas, apesar de já ter força de lei na publicação, o texto da medida prevê efeitos somente a partir de 1º de julho de 2022. Entre esses efeitos está a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais, de 50%, para estudantes de cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior, com ou sem fins lucrativos. As bolsas são destinadas a brasileiros sem  diploma de nível superior com , renda familiar mensal per capita de até  três salários mínimos.

Também pendente de análise nas duas Casas Legislativas, a MP 1.090/2021, editada em dezembro, permite abatimento de até 86,5% nas dívidas de estudantes com o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). O desconto pode aumentar para 92% caso o devedor esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O benefício só é válido para alunos que aderiram ao Fies até o segundo semestre de 2017.

Energia elétrica

Com prazo de votação até maio, a MP 1.078/2021 estabelece as condições para um novo empréstimo para o setor elétrico cobrir os prejuízos com a atual crise hídrica. A medida ainda será  analisada agora pelos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.  Segundo o Executivo, a MP pode atenuar a queda de arrecadação das distribuidoras com as tarifas de energia elétrica e o aumento das despesas com a geração de energia pelas usinas.

O texto também autoriza a instituição de bandeira tarifária extraordinária a fim de cobrir os “custos excepcionais” decorrentes de eventual situação de escassez hídrica. Essa bandeira não será aplicada aos consumidores de baixa renda inscritos na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE).

Outra medida, a MP 1.066/2021, também trouxe estímulos ao setor, mas pode não ser votada porque, na prática, já surtiu efeitos na publicação. O texto permitiu que o recolhimento do PIS/Pasep, da Cofins e de contribuições previdenciárias referentes aos meses de agosto, setembro e outubro fosse feito  apenas em dezembro, sem multa por atraso. Editada em setembro de 2021, a MP tranca a pauta de votações.

Policiais

Trancando a pauta da Câmara, a MP 1.070, possibilita a policiais, bombeiros, agentes penitenciários, peritos e guardas municipais, subvenção financeira concedida pelo governo federal para aquisição da casa própria. O programa prioriza agentes de segurança com renda bruta mensal de até R$ 7 mil, mas é aberto a profissionais com renda maior. Pelo Habite Seguro, será possível financiar até 100% do valor do imóvel, com subsídios de até R$ 13 mil, provenientes do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), de acordo com a faixa de renda do profissional. O prazo para votação vai até 21 de fevereiro.

Fim do prazo

Outras duas medidas, também no fim do prazo para a votação, podem não ser votadas. O prazo mais apertado é o da MP 1.065/2021, que permite a exploração privada de ferrovias por meio de autorização. A medida vale até o dia 6 de fevereiro de 2022 e ainda não foi analisada por nenhuma das Casas do Congresso. O texto implementa a modalidade de autorização, mais célere, para a exploração de trechos ferroviários curtos.

A medida é semelhante em muitos aspectos, ao marco legal das ferrovias (PLS 261/2018), transformado em lei em dezembro (Lei 14.273, de 2021).  Além disso, o Senado também analisa um projeto de decreto legislativo que susta os efeitos de uma portaria do Ministério da Infraestrutura que regulamenta a MP (PDL 826/2021). Como precisaria ser votada nas duas casas ainda na primeira semana de trabalhos, é provável que a MP perca o prazo de vigência.

Outra medida que pode não ser votada é a MP 1.069/2021, que trata da comercialização de combustíveis por revendedor varejista, com prazo de vigência até 20 de fevereiro. Trechos da medida foram incorporados à MP 1.063/2021 já transformada na Lei 14.292, de 2022.  A medida autorizou postos de combustíveis a comprar álcool combustível (etanol hidratado) diretamente de produtores e importadores.

Medidas provisórias

As medidas provisórias (MPs) são normas com força de lei editadas pelo presidente da República em situações de relevância e urgência. Apesar de produzir efeitos jurídicos imediatos, a MP precisa da posterior apreciação pelas Casas do Congresso Nacional (Câmara e Senado) para se converter definitivamente em lei ordinária.

O prazo inicial de vigência de uma MP é de 60 dias e é prorrogado automaticamente por igual período, caso não tenha sua votação concluída nas duas Casas do Congresso. Se não for apreciada em até 45 dias, contados da publicação, entra em regime de urgência, impedindo grande parte das deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando.

Medidas provisórias para deliberação em 2022

MPs

Publicação

Assunto

Situação

MP
1.065/2021
30/08/2021 Ferrovias — serviço de transporte e trânsito ferroviário Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.066/2021
03/09/2021 Energia elétrica — recolhimento de contribuições Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.067/2021
03/09/2021 Saúde complementar Aprovada na Câmara dos Deputados
MP
1.069/2021
13/09/2021 Comercialização de combustíveis por varejista Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.070/2021
14/09/2021 Instituição do Programa Habite Seguro Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.071/2021
23/09/2021 Redução de alíquotas PIS/Pasep e Cofins na importação do milho Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.072/2021
01/10/2021 Alteração do cálculo de taxas de fiscalização do mercado de valores mobiliários Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.073/2021
29/10/2021 Contratos temporários do Mapa e da ANS Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.074/2021
12/11/2021 Informações e dados contábeis, orçamentários e fiscais por parte dos entes federativos Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.075/2021
07/12/2021 Ampliação do acesso de estudantes às bolsas de estudo do Prouni Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.076/2021
07/12/2021 Benefício extraordinário do Programa Auxílio Brasil para dezembro de 2021 Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.077/2021
08/12/2021 Programa Internet Brasil Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.078/2021
13/12/2021 Enfrentamento dos impactos financeiros da escassez hídrica Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.079/2021
15/12/2021 Prazos de isenção, de redução a zero de alíquotas ou de suspensão de tributos em regimes especiais de drawback Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.080/2021
16/12/2021 Fundo para aparelhamento e operacionalização das atividades-fim da Polícia Federal Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.081/2021
20/12/2021 Autorização ao Poder Executivo para doação de imunizantes contra covid  a outros países Pendente de votação pela Câmara e pelo Senado
MP
1.082/2021
23/12/2021 Percentual mínimo do repasse obrigatório da União aos fundos dos estados e municípios Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1.083/2021
24/12/2021 Crédito extraordinário para o Ministério da Saúde (R$ 6,4 bilhões) Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1.084/2021
24/12/2021 Crédito extraordinário para o Ministério da Cidadania (R$ 4,1 bilhões) Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1.085/2021
28/12/2021 Sistema Eletrônico dos Registros Públicos Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1.086/2021
28/12/2021 Crédito extraordinário para o Ministério da Infraestrutura (R$ 200 milhões) Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1.087/2021
28/12/2021 Crédito extraordinário para o Ministério da Cidadania (R$ 167,2 milhões) Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1.088/2021
29/12/2021 Crédito extraordinário para o Ministério da Educação (R$ 3,5 bilhões) Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1.089/2021
30/12/2021 Regime tarifário da exploração da infraestrutura aeroportuária Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1090/2021
30/12/2021 Renegociação de dívidas do FIES Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1091/2021
31/12/2021 Salário mínimo de 2022 Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP 1092/2021 01/01/2022 Crédito extraordinário para o Ministério da Cidadania  (R$ 700 milhões) Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1093/2021
31/12/2021 Divulgação do resultado financeiro do Regime Geral de Previdência Social Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1094/2021
31/12/2021 Redução do Imposto de renda sobre arrendamento de aeronaves Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1095/2021
31/12/2021 Revogação do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP 1096/2022 21/01/2022 Recursos para reparar danos causados pelas enchentes e pelas estiagens Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP
1097/2022
21/01/2022 Recursos para reparar danos causados pelas enchentes Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP 1098/2022 27/01/2022 Suspensão de concessões em caso de descumprimento de obrigações multilaterais por membro da Organização Mundial do Comércio. Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação
MP 1099/2022 28/01/2022  Institui o Programa Nacional de Prestação de Serviço Civil Voluntário e o Prêmio Portas Abertas. Apresentada durante o recesso, aguarda início da tramitação

Fonte: Agência Senado

Senado vota nesta quarta cobertura obrigatória de tratamento oral contra câncer

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Na primeira sessão deliberativa do ano, marcada para esta quarta-feira (2), a partir das 18h, os senadores devem analisar uma proposta que define regras para a incorporação obrigatória de novos tratamentos pelos planos e seguros de saúde. Originário da Medida Provisória (MP) 1.067/2021 e já aprovado pela Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 29/2021 garante aos pacientes que, se a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não se manifestar em 120 dias (prazo prorrogável por mais 60 dias) após o pedido inicial de incorporação, o tratamento será automaticamente incluído no rol de procedimentos, até decisão definitiva.

A aprovação da MP fez parte de um acordo para o Congresso manter o veto total do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao PL 6.330/2019, do senador Reguffe (Podemos-DF), que facilitaria o acesso a remédios orais contra o câncer. O texto da MP, que no Senado é relatado pela senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), foi alterado pela Câmara e obriga o oferecimento de medicamentos contra o câncer, de uso oral e domiciliar, inclusive aqueles com tratamento iniciado na internação hospitalar. O prazo final para a aprovação da matéria, que tranca a pauta de votações, é o dia 10 de fevereiro.

Pela iniciativa, será garantida ainda a continuidade do tratamento ou do uso do medicamento em análise, mesmo se essa decisão for desfavorável. Todas as regras se aplicam aos processos de análise em curso, e a ANS terá 180 dias a partir da publicação da futura lei para regulamentar o tema.

Os medicamentos orais contra o câncer, de acordo com o texto, devem ser fornecidos ao paciente ou a seu representante legal em dez dias após a prescrição médica. O provimento, por meio de rede própria, credenciada, contratada ou referenciada, poderá ser fracionado por ciclo de tratamento. Ainda conforme o texto, será obrigatório comprovar que o paciente ou seu representante legal recebeu as devidas orientações sobre o uso, a conservação e o eventual descarte do medicamento.

Comissão técnica

Assim como já acontece no Sistema Único de Saúde (SUS), a medida cria uma comissão técnica de apoio para assessorar a ANS na tomada de decisões sobre novas tecnologias e medicamentos — entre eles, transplantes e procedimentos de alta complexidade. A Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar terá sua composição e funcionamento definidos em regulamento.

A MP, no entanto, garante representatividade para os seguintes setores quando for feita a análise de processos específicos: um representante indicado pelo Conselho Federal de Medicina; um representante da sociedade de especialidade médica, conforme a área terapêutica ou o uso da tecnologia a ser analisada, indicado pela Associação Médica Brasileira (AMB); um representante de entidade representativa de consumidores de planos de saúde; um representante de entidade representativa dos prestadores de serviços de saúde suplementar; um representante de entidade representativa das operadoras de planos privados de assistência à saúde; e representantes de áreas de atuação profissional da saúde relacionadas ao evento ou procedimento sob análise.

Entre as funções da comissão, está a de apresentar relatório à ANS considerando as melhores evidências científicas disponíveis e possíveis sobre eficácia, segurança, usabilidade e eficiência dos tratamentos, além de avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação a coberturas já previstas nos planos e de análise do impacto financeiro da ampliação da cobertura.

Os indicados para a comissão, assim como os representantes designados para participarem dos processos, deverão ter formação técnica suficiente para a compreensão adequada das evidências científicas e dos critérios utilizados na avaliação. O texto prevê ainda que o interessado em incluir os medicamentos ou procedimentos na listagem dos planos de saúde deverá apresentar documentos com evidências científicas sobre a eficácia, a acurácia, a efetividade e a segurança do medicamento, produto ou procedimento analisado.

Fonte: Agência Senado

Comunidade surda poderá enviar perguntas em vídeo e também se beneficia de interpretação/tradução da Língua Brasileira de Sinais nas unidades

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Desde novembro de 2021 a Prefeitura de Vilhena passou a oferecer mais acessibilidade à comunidade surda local, incluindo interpretação de Libras (Língua Brasileira de Sinais) nos vídeos produzidos pela Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom). As duas assessoras, contratadas a pedido do prefeito Eduardo Japonês através de reuniões com a Assurv (Associação dos Surdos de Vilhena), fazem também atendimentos pelo WhatsApp e acompanham presencialmente surdos em órgãos públicos da Prefeitura.
“Há cerca de mil surdos em Vilhena e queremos garantir que todos tenham acesso às informações em sua própria maneira de entender as informações. Por isso, após reuniões com a Assurv, recebemos as indicações das profissionais indicadas. É um avanço e uma honra poder atender esse público”, explica o prefeito Eduardo Japonês.
Ana Paula Seixas atende diariamente surdos na Secretaria Municipal de Assistência Social, bem como a demanda da Saúde, enquanto a servidora Raphaela de Melo Viana faz a interpretação dos vídeos produzidos pela Semcom e também atende a demanda do canal de comunicação para a comunidade surda criado no WhatsApp.
“A Comunicação deve ser de fácil entendimento para todos e com esta ação do prefeito, a iniciativa melhora ainda mais o alcance efetivo dos materiais informativos produzidos pela Semcom. Inclusive, convidamos todos a se inscrever no canal da Prefeitura no Youtube que já conta com quase 2 mil inscritos, bem como nas páginas do Facebook e Instagram, que somam mais de 21 mil seguidores”, comenta Herbert Weil, secretário municipal de Comunicação.
No WhatsApp o canal de comunicação em Libras da Prefeitura de Vilhena é através do número 99387-5585. Basta enviar um vídeo com a pergunta ou realizar uma chamada por vídeo no WhatsApp.
Semcom