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Com 2.202 casos registrados de covid-19, fevereiro terminou como o segundo pior mês em confirmação de novos casos

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Apenas em janeiro de 2021 foram registrados mais casos que este mês

O último boletim epidemiológico do mês de fevereiro foi divulgado na noite da segunda-feira, 28, pela Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena. Foram confirmados nas últimas 24 horas 36 novos casos de covid-19. Desde o início da pandemia Vilhena contabiliza 19.677 casos da doença.

A análise dos números aponta que com 2.202 casos de contágios pelo novo coronavírus confirmados, o mês de fevereiro foi o segundo pior mês desde o início da pandemia, ficando atrás apenas de janeiro de 2021 quando 2.425 casos foram confirmados.

Em relação a óbitos, fevereiro registrou 22 mortes, sete a mais do que o mês janeiro deste ano; e o mesmo número registrado em fevereiro de 2021; mas um número bem menor do que os anotados nos três piores meses: março, fevereiro e janeiro de 2021 que registraram, na sequência, 58, 50 e 47 mortes por covid-19.

Conforme o boletim divulgado ontem, no período de 14 dias foram confirmados 880 casos da doença em Vilhena, número que gera uma média móvel diária de 63 casos; o que representa uma queda de  33,43% em comparação com a média anotada há 14 dias.

Ainda de acordo com o boletim epidemiológico, Vilhena tem hoje 569 casos ativos; um aumento de 6,75% em comparação com o dia anterior, mas, uma queda de 36,28% quando comparado com o total de casos ativos registrados há 14 dias.

Do total de casos ativos, seis pacientes estão internados na Central Covid do Hospital Regional de Vilhena. Apenas dois desses pacientes são de Vilhena. Os outros quatro pacientes são de Colorado, Cerejeiras, Cacoal e Conquista do Oeste. Há quatro pacientes na UTI, todos intubados. Segunda a Secretaria de Saúde é de 20% a taxa de ocupação dos leitos de UTI.

Sem novas altas de pacientes nas últimas horas, Vilhena segue com o total de 18.406 pessoas que venceram a doença. A taxa de cura é de 93,54%, conforme a análise dos números oficiais.

Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

Fabián Bustos comanda “intensivão” no Santos; veja o que mudou na rotina

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A chegada do técnico Fabián Bustos mudou a rotina no CT Rei Pelé. Em seu segundo dia de trabalho, o novo treinador do Santos comandou um treino estilo “intensivão”, com horas de atividade e começando mais cedo do que o habitual.

A primeira mudança prática de Fabián Bustos e sua comissão técnica no Santos foi o horário dos treinos desta semana. Além desta terça-feira, o Peixe treinará às 8h na quarta, na quinta e na sexta-feira, antes da viagem para Araraquara, onde enfrenta a Ferroviária no sábado, às 18h30.

E o que não faltou no treino desta terça-feira foi intensidade. Na segunda, Bustos havia comandado uma atividade mais leve só com quem não tinha sido titular contra o Novorizontino. Nesta manhã, porém, o argentino não poupou ninguém no Santos.

Às 8h, o elenco se apresentou na academia do CT Rei Pelé para um trabalho físico, como de costume. Depois, todo o grupo (menos quem está no departamento médico) foi para um dos campos do centro de treinamento para uma atividade física e técnica – troca de passes, velocidade, mas sem posicionamentos.

Por fim, no último bloco de treino, os jogadores do Santos realizaram um trabalho tático, já com posicionamento em campo. A atividade, que havia começado às 8h, terminou às 11h.

Depois do treinamento desta terça-feira, os jogadores do Santos se reapresentam para mais um trabalho com Fabián Bustos às 8h de quarta.

Por GE

PF, em cooperação policial internacional, auxilia na destruição de laboratório de cocaína na Bolívia

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Operação Guaporé desarticula laboratório capaz de refinar 2 toneladas de cocaína por semana
Comodoro/MT – A Polícia Federal, em cooperação policial internacional com a polícia Boliviana, participou da destruição, nessa segunda-feira (28/2), de um laboratório destinado ao refino de cocaína no interior do Parque Noel Kempff, em área localizada a cerca de 1,8km da fronteira do Brasil.

Quatro pessoas foram presas em flagrante: um colombiano, dois bolivianos e um brasileiro.

O brasileiro detido foi encaminhado com os demais para cidade de Santa Cruz de La Sierra.

A ação também contou com a participação do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e do Centro Integrado de Operações Aéreas do Estado de Mato Grosso (Ciopaer).

Trata-se de uma das maiores estruturas empregadas para o refino de cocaína já desarticuladas na região, em um meticuloso trabalho desenvolvido através da cooperação entre as forças policiais do Brasil e da Bolívia. Estima-se que o laboratório teria capacidade de refinar aproximadamente 2 toneladas por semana, totalizando quase 10 toneladas ao mês.

No local foi encontrado pelos policiais bolivianos farto material para o refino, incluindo insumos da mesma natureza daqueles que foram apreendidos em julho de 2021 pela Polícia Civil em Comodoro/MT, além de equipamentos como destilador e um potente gerador, enterrado no subsolo do local e grande quantidade de cocaína que será pesada em Santa Cruz de La Sierra.

No laboratório ainda havia um sofisticado sistema de internet via satélite, rádio comunicadores, depósito de combustível, diversas redes, em uma espécie de dormitório, televisão, geladeira fogão e um refeitório.

Próximo ao local havia duas pistas de pouso, sendo uma aparentando ter sido inaugurada há pouco tempo.

A refinaria possuía dois acessos, um pelo Rio Guaporé e outro pelo Córrego do Espeto.

A Polícia Federal investigava a presença da refinaria na região há cerca de dois anos. A troca de informações entre as forças policiais dos dois países foi essencial para a ação desta semana.

A principal hipótese era a de que a pasta base de cocaína vinha até o laboratório de avião, em grandes quantidades, e ali era refinada até se transformar em cloridrato de cocaína (cocaína em pó).

Posteriormente era embalada, atravessava o rio Guaporé com destino ao Brasil, onde era colocada em barcos ou caminhonetes e embarcada para caminhões em Comodoro/MT.

As investigações terão continuidade para identificar os indivíduos envolvidos seja no refino ou no transporte da substância entorpecente no Brasil, além das rotas utilizadas e destino final da droga.

 

 

Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso

Marcos Rogério não assumiu (ainda) a liderança no Senado Federal e pode ser ministro de Bolsonaro

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Pode ser só um atraso causado pela burocracia e por decisões mais prementes do presidente Bolsonaro, mas o fato do senador Marcos Rogério ainda não ter sido indicado para a liderança do governo no Senado, pode ser traduzido numa outra situação: a de que o Presidente vai realmente chamá-lo para seu Ministério, nas próximas semanas.

Essa é uma decisão esperada não só pelo senador e todos os seus eleitores e apoiadores, mas que tem também causado frisson no Palácio Rio Madeira/CPA.

Caso Marcos Rogério vá para o Ministério, Bolsonaro tira do caminho de Marcos Rocha um dos seus mais difíceis concorrentes. Outro indício de que o jovem senador de Ji-Paraná estaria saindo do páreo, na corrida rondoniense, é de que um dos seus principais aliados, o prefeito da Capital, Hildon Chaves, já bateu o martelo no último sábado, avisando que estará no palanque de Rocha, que busca a reeleição.

Há quem diga, nos complexos bastidores da nossa política, que a decisão de Hildon teria passado também pela convicção de que Marcos Rogério teria outros planos para este ano.

O assunto ainda está pendente, porque tudo pode mudar do dia para a noite. Poe enquanto, o filho do Presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro, assumiu informalmente a liderança do governo, até que seja dada uma decisão definitiva.

Quem sabe esta semana, ainda teremos a definição do caso Marcos Rogério e da sua decisão de concorrer ou não ao Governo do Estado?

 

 

 

Fonte: SÉRGIO PIRES
O Observador

Dnit conclui parte da elevação da BR-364 após cheia do rio

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Rodovia voltou a ser interditada pela PRF e deve ser reaberta na noite de segunda-feira (28). Veja horários da operação ‘Siga e Pare’.

 

A BR-364, entre Ariquemes (RO) e Itapuã do Oeste (RO), foi aberta por tempo determinado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na segunda-feira (28), depois que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) conclui parte das obras de elevação da rodovia.

A operação ‘Siga e Pare’ começou na noite de domingo (27) e seguiu até às 6h desta segunda-feira (28). Após esse horário, a polícia voltou a fechar o trecho, para que as obras de elevação fossem retomadas. Segundo a PRF, “todas as filas de caminhões que existiam no local foi escoado”.

Em nota, a polícia explica que “uma nova reabertura deve ocorrer às 22h de segunda-feira, com uma nova operação Pare e Siga”. O fluxo será liberado da seguinte forma:

  • das 00h às 01h liberado sentido Porto Velho;
  • das 01h às 02h liberado sentido Ariquemes;
  • das 02h às 03h liberado sentido Porto Velho e assim por diante.

 

Quatro dias de interdição

interdição da principal rodovia de Rondônia começou na quinta-feira (24), durante a tarde. O ponto de alagamento da rodovia é no KM 540, perto do acesso para o município de Alto Paraíso (RO).

Na sexta-feira (25), a equipe do Dnit chegou ao local e no sábado (27) iniciou a obra de elevação da rodovia com pedras. Mais de 20 km de congestionamento se formou, principalmente de carretas.

No sábado (26), a PRF iniciou uma campanha junto a moradores da região de Ariquemes para arrecadar alimentos e água para mais de 800 motoristas que estão parados na BR-364 há dias.

Aos motoristas, A PRF alertou que desconhece rotas alternativas e não aconselha riscos desnecessários por estradas ou rodovias da região do Vale do Jamari.

Transporte de passageiros

 

Na manhã de segunda, uma equipe da Rede Amazônica foi até a rodoviária da capital e no local, conversou com uma das gerências de transporte rodoviário.

Segundo a empresa, nos dias em que a BR-364 ficou totalmente interditada, foi necessário usar a rota alternativa que passa pelo município de Cujubim. Eles também informaram que o transporte de passageiros está se normalizando, já que a PRF está fazendo a liberação parcial da rodovia em horários específicos.

Por G1-RO

Pelé recebe alta de hospital após tratar infecção urinária

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O Rei do Futebol estava Internado desde o último dia 13 de fevereiro, quando entrou para dar continuidade a seu tratamento médico. Em setembro, ele retirou um tumor do intestino.

Em nota, a equipe médica disse nesta segunda-feira que Pelé se encontra em quadro estável. Diz o comunicado:

“Edson Arantes do Nascimento recebeu alta do Hospital Israelita Albert Einstein neste sábado, dia 26 de fevereiro de 2022. O paciente encontra-se em condições clínicas estáveis, já curado de sua infecção urinária, e seguirá o tratamento do tumor de cólon, identificado em setembro de 2021.”

Histórico

 

Pelé vem passando, nos últimos meses, por repetidas internações. Elas incluem sessões de quimioterapia. Em dezembro, o ex-jogador comemorou ter deixado o hospital em tempo de passar as festas de fim de ano com a família.

Neste mês, Pelé usou as redes sociais para tranquilizar os fãs diante de rumores sobre uma piora em seu estado de saúde. Ele postou uma foto cortando o cabelo e brincou: “Não acham que estou bonitão?”.

Por Redação do ge

Oficial: Fifa proíbe a Rússia de disputar Eliminatórias e Copa do Mundo

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Decisão, tomada em conjunto com a Uefa, é resposta da entidade à invasão da Ucrânia e afeta também futebol feminino e categorias de base

Conforme antecipado pelo ge, a Fifa suspendeu a Federação de Futebol da Rússia (RFU). Desse modo, o país que entrou em guerra com a Ucrânia está proibido de disputar as Eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar – e consequentemente do próprio Mundial.

A decisão, que foi tomada em conjunto com a Uefa, envolve todas as seleções russas, incluindo seleções de base, masculinas e femininas, além dos clubes do país. O Spartak Moscou, por exemplo, foi eliminado da Liga Europa.

A Rússia pode recorrer da decisão ao TAS (Tribunal Arbitral do Esporte). As sanções podem cair em caso de acordo de paz entre as nações.

A federação de futebol da Rússia se manifestou sobre a exclusão das equipes nacionais e dos clubes das competições internacionais. A entidade “discorda categoricamente” da suspensão e promete recorrer na Justiça.

— Acreditamos que essa decisão vai contra as normas e princípios das competições internacionais, assim como contra o espírito do esporte. Ela tem óbvio caráter discriminatório e prejudica um largo número de atleta, técnicos, funcionários, clubes e seleções e, mais importante, milhões de russos e torcedores estrangeiros — declarou a RFU.

As medidas foram tomadas pelo Bureau do Conselho da Fifa, instância da entidade que inclui os presidentes das seis confederações continentais de futebol, e pelo Comitê Executivo da Uefa – órgão que toma todas as decisões mais importantes do futebol europeu. A Uefa também anunciou a rescisão do contrato de patrocínio com a empresa estatal russa Gazprom.

A Rússia disputaria uma partida pela repescagem das Eliminatórias para a Copa no dia 24 de março, contra a Polônia – que se recusava a participar do jogo e enfrentar a Rússia em qualquer circunstância. A mesma posição era compartilhada por República Tcheca e Suécia, que também se enfrentam pelas Eliminatórias – num jogo cujo vencedor pegaria quem ganhasse entre Rússia e Polônia.

Segundo apurou o ge, tendência é que a seleção polonesa seja considerada vencedora e avance. Caberá a Uefa a decisão.

No Dia Mundial das Doenças Raras, Ministério da Saúde reforça importância do diagnóstico precoce

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SUS oferece tratamento integral e gratuito para as cerca de 13 milhões de pessoas que vivem com condições raras no Brasil

Anualmente, o último dia de fevereiro é marcado pelo Dia Mundial das Doenças Raras, data celebrada nesta segunda-feira (28). No Brasil, o objetivo da iniciativa é conscientizar a população e buscar incentivos de pesquisa para o desenvolvimento e atualizações das políticas públicas relacionadas às doenças raras. O Ministério da Saúde também alerta para a importância do diagnóstico precoce e correto.

Atualmente, existem no País cerca de 13 milhões de pessoas com condições raras. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento integral e gratuito para esse público, desde o diagnóstico até o acompanhamento e a reabilitação.

Para chegar ao diagnóstico correto é comum que as pessoas passem por diversos médicos e especialistas e façam inúmeros exames, justamente para descartar o diagnóstico de outras doenças correlatas, o que pode levar tempo. A maioria dos casos de doenças raras, cerca de 75% do total, são diagnosticados na infância.

Doenças raras
Considera-se doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada grupo de 100 mil indivíduos. O número exato de doenças raras não é conhecido, mas estima-se que existam cerca de 7 mil tipos diferentes em todo o mundo. Essas enfermidades são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição. Manifestações relativamente frequentes podem simular doenças comuns, dificultando o diagnóstico de uma condição rara, além de causar sofrimento clínico e psicossocial aos afetados e seus familiares.

Geralmente, as condições raras são crônicas, progressivas e incapacitantes. Podem ser degenerativas e levar à morte. Além disso, em 95% dos casos não há cura, de modo que os tratamentos são feitos com base nos sinais e sintomas de cada caso e consistem em acompanhamento clínico, fisioterápico, fonoaudiológico e psicoterápico para aliviar os sintomas e retardar o avanço da doença.

Política nacional
No Brasil, o Governo Federal estabeleceu importantes ações voltadas para doenças raras, como a instituição da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, a aprovação das Diretrizes para Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no âmbito do SUS e a ampliação dos incentivos financeiros para a temática.

Há 21 estabelecimentos de saúde habilitados como Serviços Especializados e Centros de Referência no País. Os pacientes com condições raras também podem receber atendimento e acompanhamento médico, de acordo com cada caso, na Atenção Primária, por meio das Unidades Básicas de Saúde ou na Atenção Especializada, em algum hospital ou serviço de média e alta complexidade, como ambulatórios especializados e serviços de reabilitação.

Os hospitais universitários, federais e estaduais, que são 50 em todo o Brasil, também oferecem serviços voltados para casos de erros inatos do metabolismo. Existem ainda as associações beneficentes e voluntárias que contam com recursos governamentais e dedicam-se principalmente aos casos de deficiência intelectual e dismorfologia, que também estão aptas a oferecer atendimento aos pacientes com doenças raras. Em contrapartida, há acompanhamento multidisciplinar e reabilitações que conferem qualidade de vida aos pacientes. Por isso, a importância do diagnóstico precoce.

Teste do Pezinho
Muitas das doenças raras podem ser detectadas logo no nascimento, por meio da triagem neonatal, conhecida popularmente como Teste do Pezinho. O exame é oferecido gratuitamente pelo SUS em todas as maternidades do País. Estima-se que sejam feitos 2,4 milhões de exames desse tipo por ano na rede pública de saúde. O procedimento consiste na coleta de gotas de sangue dos pés de recém-nascidos e, atualmente, engloba o diagnóstico de seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

Em 2021, o Governo Federal ampliou para 50 o número de doenças que podem ser detectadas pelo Teste do Pezinho oferecido pelo SUS, por meio da Lei nº 14.154 de 26 de maio de 2021 . A normativa estabelece que a implementação da norma, cuja regulamentação será feita pelo Ministério da Saúde, ocorra em cinco etapas, de forma escalonada, no prazo de um ano, de acordo com a seguinte ordem de progressão:

Primeira etapa: doenças relacionadas ao excesso de fenilalanina, toxoplasmose congênita e outras hiperfenilalaninemias;
Segunda etapa: galactosemias, aminoacidopatias, distúrbios do ciclo da ureia, distúrbios da beta oxidação dos ácidos graxos;
Terceira etapa: doenças lisossômicas;
Quarta etapa: imunodeficiências primárias;
Quinta etapa: atrofia muscular espinhal.

Gustavo Frasão
Ministério da Saúde

Brasil pede cessar-fogo e respeito ao direito humanitário na Ucrânia

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Brasília - O diretor do DNCE, do MRE, embaixador Ronaldo Costa Filho fala sobre os resultados da 29ª Reunião do Comitê de Negociações Birregionais - Mercosul-União Europeia (Wilson Dias/Agência Brasil)

Embaixador brasileiro reitera postura em busca do diálogo

Após uma série de discursos de países que condenaram a Rússia na Assembleia Geral da ONU emergencial convocada para esta segunda-feira (28), em Nova York, o representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), embaixador Ronaldo Costa Filho, reiterou a postura brasileira em busca do diálogo.

“Essa situação não justifica de forma alguma. O uso de força contra a soberania e integridade territorial de qualquer Estado-membro vai contra as normas e princípios mais básicos e é uma violação clara da Carta da ONU“, disse Costa Filho. “O Brasil reforça seus pedidos de um cessar-fogo imediato na Ucrânia, bem como o respeito pelo direito humanitário internacional”, defendeu.

Em meio a ordem do presidente da Rússia, Vladimir Putin, para que militares russos deixem de prontidão o arsenal nuclear do país, Costa Filho também pediu cautela para não ampliar as tensões na Europa Oriental. O embaixador brasileiro afirmou ainda que o enfraquecimento do Acordo de Minsk foi uma consequência de ações de todos os lados. A falta de aplicação do tratado é um dos motivos que a Rússia usa para justificar a invasão à Ucrânia. “Vemos uma sucessão de eventos que se não forem contidos em breve levarão a um confronto muito mais amplo. Todos sofreram, não só aqueles envolvidos na guerra”.

Sem críticas diretas a Rússia, o Brasil agradeceu aos países que estão recebendo refugiados, inclusive brasileiros pediu a todos os envolvidos que reavaliem as suas decisões sobre o fornecimento de armas, o recurso de ataques cibernéticos e aplicação de sanções seletivas que podem prejudicar a economia mundial, especialmente a produção de alimentos.

Histórico

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), grupo militar liderado pelos Estados Unidos. Para a Rússia, uma possível entrada do vizinho na organização é uma como uma ameaça à sua segurança. A relação entre Rússia, Belarus e Ucrânia começou antes da criação da União Soviética.

 

 

 

 Agência Brasil

ONU: clima está mudando mais rápido do que o previsto

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Mudanças climáticas terão efeitos irreversíveis, diz relatório

Relatório publicado hoje (28) pela Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que os impactos das mudanças climáticas estão sendo “muito mais rápidos” do que o previsto pelos cientistas, causando “perturbações perigosas e generalizadas na natureza”. De acordo com o relatório do Painel Intergovernamental sobre Especialistas em Mudanças Climáticas (IPCC), os esforços que estão sendo feitos no sentido de mitigar esses efeitos não são suficientes. E, como consequência, há efeitos danosos para a vida de bilhões de pessoas, em especial povos indígenas e comunidades locais.

“Tenho visto muitos relatórios científicos na minha vida, mas nada como isso”, disse o secretário-geral geral da ONU, António Guterres, logo ao abrir seu discurso, durante a entrevistas coletiva para divulgar o documento. “O relatório do IPCC apresentado hoje é um atlas do sofrimento humano e uma indagação sobre danos e sobre o destino de nossas lideranças climáticas. Fato a fato, esse relatório mostra que pessoas e planeta estão afetados pelas mudanças climáticas”, disse.

“Neste momento, praticamente metade da humanidade vive em zona perigosa. Neste momento, muitos ecossistemas chegaram a um ponto sem retorno. E neste momento, o alcance descontrolado da poluição corrente força uma vulnerabilidade global que está em marcha para a destruição. Os fatos são inegáveis. Essa abdicação de nossas lideranças é criminosa. Os grandes poluidores continuam sendo os culpados por prejudicar nosso único lar”, acrescentou.

Segundo o presidente do IPCC, Hoesung Lee, “este relatório traz um sério alerta sobre as consequências da inação”, uma vez que mostra que as mudanças climáticas são uma “ameaça cada vez mais séria ao nosso bem-estar e à saúde do planeta”.

Injustiça climática

De acordo com a diretora do Programa Ambiental das Nações Unidas, Inger Andersen, a mensagem que o relatório envia é clara: “mudanças climáticas já são nossos oponentes”. “As chuvas estão aí, prejudicando bilhões de pessoas”, disse.

“Temos visto destruições perigosas em todo o mundo natural. Espécies em migração vivem em condições mais vulneráveis, e há mortes ocorrendo por inundações causadas por tempestades”, disse ela, ao lembrar que, na última década, pessoas vulneráveis que vivem em países de menor desenvolvimento têm 15 vezes mais chances de morrer em decorrência de inundações, secas ou tempestades.

O risco, segundo a diretora da ONU, atinge particularmente povos indígenas e comunidades locais. “O nome disso é injustiça climática”, sentenciou, ao defender que o retorno à natureza é a melhor forma de a humanidade se adaptar e diminuir as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, promover empregos que potencializar economias.

“Temos a obrigação de dedicar pensamentos e fundos para transformar e adaptar os programas tendo a natureza em seu centro. A humanidade passou séculos tratando a natureza como seu pior inimigo. A verdade é que a natureza pode ser nossa salvação, mas apenas se nós a salvarmos primeiro”, completou.

O relatório destaca que, nas próximas duas décadas, o planeta enfrentará vários perigos climáticos inevitáveis, caso o aquecimento global chegue a 1,5°C. Alguns deles terão efeito irreversível. Os riscos são cada vez maiores e terão consequências para infraestruturas e para assentamentos costeiros de baixa altitude.

Financiamento, tecnologia e compromisso

O estudo alerta que, em algumas regiões, o “desenvolvimento resiliente ao clima será impossível”, caso o aquecimento global aumente mais de 2°C. Neste sentido, o levantamento destaca “a urgência de implementar a ação climática, com foco particular na igualdade e justiça”, o que implica em “financiamento adequado, transferência de tecnologia, compromisso político e parcerias que aumentem a eficácia da adaptação às mudanças climáticas e à redução de emissões”.

António Guterres lembrou que a ciência tem reiterado que o mundo precisa cortar 45% de suas emissões até 2030, para atingir zero emissão de gases até 2050. “No entanto, os atuais acordos indicam que as emissões vão aumentar em quase 14% durante esta década. Isso representa catástrofe, e vai destruir qualquer chance de mantermos vivos os compromissos”.

Ele acrescentou que os combustíveis fósseis têm grande responsabilidade nesse cenário, e criticou os países que têm descumprido acordos multilaterais sobre o tema. “A presente combinação global sobre [emissões de] energia está quebrada, e os combustíveis fosseis continuam causando danos, choques e crises econômicas, de segurança e geopolíticas”, disse.

“Agora é tempo de acelerar a transição energética para um futuro de energia renovável, porque combustível fóssil representa impasse para nosso planeta, para a humanidade e, sim, para as economias. A transição imediata para uma fonte renovável de energia é a único caminho para garantir a segurança energética, o acesso universal e para os empregos verdes que nosso mundo precisa”, acrescentou.

A adaptação, visando o uso amplo de energia limpa, não é algo barato, ainda mais no caso de países menos desenvolvidos. Tendo em vista essas dificuldades, Guterres convocou países desenvolvidos, bancos multilaterais de desenvolvimento, financeiras privadas e outras corporações a fazerem coalizões de forma a incentivar, desenvolver e dar acessos ao uso de energia limpa.

O levantamento da ONU cita relações diretas entre as mudanças climáticas e exposição de pessoas a situações de insegurança alimentar e hídrica aguda, especialmente na África, Ásia, América Central e do Sul, bem como em pequenas ilhas e no Ártico.

Atraso é morte

“Precisamos ajudar países a se adaptarem às novas necessidades. Precisamos de dinheiro para salvar vidas, porque atraso é morte. Todos bancos multilaterais sabem o que precisa ser feito: trabalhar com governos para desenvolver caminhos para projetos visando a obtenção dos recursos públicos e privados necessários. Todo planeta precisa cumprir o acordado para conseguirmos, de fato, reduzir as emissões”, argumentou.

Guterres acrescentou que o G20, grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta, precisa liderar esse caminho. “Caso contrário, a humanidade pagará um preço alto, com um número ainda maior de tragédias. Pessoas em todos lugares estão ansiosas e furiosas. Eu também. Agora precisamos transformar essa fúria em ação. Toda voz pode fazer diferença. E cada segundo conta”, concluiu.

 

 

Agência Brasil