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Mais de 100 atletas participam da Corrida do Dia Internacional da Mulher organizada pela Semes

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Competição com percurso de 3 km arrecadou alimentos para organizações não-governamentais

Foi realizada neste domingo, 13, a corrida do Dia Internacional da Mulher, evento da Secretaria Municipal de Esportes (Semes), voltado para homenagear as mulheres, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no último dia 8 de março. O evento contou com mais de 100 participantes nos formatos caminhada e competição em um trecho de pouco mais de 3 km nos arredores da Câmara Municipal de Vereadores e da Prefeitura de Vilhena.

“Quero agradecer a todas as mulheres que fizeram deste um lindo evento. Tivemos 105 participantes, sendo 27 para a categoria adulto, outras 24 para o veterano e 54 mulheres que participaram na modalidade de caminhada. Conseguimos arrecadar muitos alimentos que serão destinados para entidades não governamentais da nossa cidade”, aponta Welliton Ferreira, secretário municipal de Esportes.

Com percurso de 3,2 km e largada em frente à Câmara dos Vereadores de Vilhena, a competição durou pouco mais de 30 minutos de trajeto. As duas primeiras colocadas na categoria veterano foram Josivane de Fátima (1ª) e Rute de Oliveira (2ª). Já pela categoria adulto, Maria Eduarda Lemes de Carvalho (1ª) e a tenente do Corpo de Bombeiros Viviane Oliveira (2ª) ficaram com as duas primeiras colocações.

Patrícia da Glória, vice-prefeita de Vilhena, esteve no evento e destacou os princípios da ação da Prefeitura. “Além de homenagear as mulheres presentes, um dos principais objetivos desta corrida foi promover a atividade física e gerar uma vida saudável. Nos dois últimos anos nossa vida foi impactada por causa da pandemia e deixamos de praticar os devidos exercícios, de cuidar da nossa saúde. Agora estamos retomando esse hábito e este evento foi um incentivo para voltarmos com a prática dos exercícios”, finaliza Patrícia.

De acordo com a Semes, foi feita a entrega de prêmios de participação para todas as competidoras, além de medalhas da primeira a quinta colocada de cada categoria. Todo o evento teve o suporte e apoio da Secretaria Municipal de Saúde e do Corpo de Bombeiros.

Estiveram no evento também os vereadores Sargento Damassa e Wilson Tabalipa, bem como secretários municipais, servidores públicos, atletas e interessados em geral.

A corrida do Dia Internacional da Mulher teve o patrocínio de Cimá Freitas-Academia Atmus, Salão Chaplim, Elziomar, Dona Gilda, Mayra Bronze, Hotel Amazon, Farofa, Rondo Frutas, Carvalho Mercearia, Tiago Arsenal FC, Casa dos Parabrisas, Mecânica do Valdo, Gesiane Sperteld, Mercado Ferraz, Viveiro São Paulo, Polo Doces, Sicredi, Amarildo, Mahogany, Escolinha América, Escolinha de Vôlei AABB Prof. France, Delta Loja Militar, Conveniência Quinto Bec, Atlética Hordeum, Atlética Embaixadora, Atlética Vikings, CT Fut 7, Studio Litie Ferreira, Vereador  Wilson Tabalipa e Sicoob Credisul.

Para mais informações, basta entrar em contato pelo telefone (que também é WhatsApp institucional) da Semes, pelo número 3321-2174.

 

Semcom

Máscaras deveriam ser mantidas em ambientes fechados, diz especialista

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Ele recomenda ainda a medida para idosos e imunossuprimidos

“Na minha opinião, ainda não é o momento de liberar o uso de máscaras em ambientes fechados. Como o número de transmissões e mortes está diminuindo ao longo do tempo, a liberação em espaços abertos é algo natural. Mas, ainda não é o momento para espaços fechados. A variante Ômicron é muito transmissível e há pessoas imunossuprimidas ou idosos que, se pegarem o vírus, mesmo vacinados, correm o risco de ser hospitalizados e ter a doença de forma grave”, disse. Para o professor, a liberação em espaços fechado deveria estar vinculada à queda do número de mortes por covid-19.

Segundo Ribeiro, locais com aglomerações ainda deveriam manter a obrigatoriedade do uso de máscara, como transporte público, comércios, teatro, cinema, feiras e shopping.

A obrigatoriedade do uso também deveria ser mantida para estudantes e professores em escolas. Outro ponto destacado pelo professor é a necessidade de que os brasileiros completem o ciclo vacinal contra a covid-19.

“A pandemia ainda não acabou. Existem outras variantes que surgiram, como a Ômicron, que aumentou o número de infecções na Grã Bretanha, em Hong Kong e na própria China. Se não tomarmos cuidado, pode aparecer nova onda”, lembrou..

Fiocruz

Para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a flexibilização de medidas protetivas contra a doença, como o uso de máscaras em locais fechados de forma irrestrita, é prematuro. De acordo com o boletim do Observatório Covid-19 divulgado pela instituição, as próximas semanas serão fundamentais para entender a dinâmica de transmissão da doença. Ainda não é possível avaliar o efeito das festas e viagens no período do carnaval.

O boletim cita estudo recente que sugere que o uso de máscaras deve ser mantido por duas a dez semanas após a meta de cobertura vacinal ser atingida, entre 70% e 90%. Com o surgimento da variante Ômicron e sua maior capacidade de escape dos anticorpos, o boletim diz que as máscaras ficaram ainda mais importantes.

 

 

 

Agência Brasil

Petrópolis: moradores ainda buscam onde morar, um mês após tragédia

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O morador do Morro da Oficina, em Petrópolis, Antonio Pereira retira entulho de sua casa, um mês após a enchente

Forte chuva deixou 233 mortos e quatro desaparecidos

Ao completar um mês da tragédia que tirou a vida de 233 pessoas e deixou quatro desaparecidos em Petrópolis, alguns problemas seguem sem solução. O maior deles é onde acomodar as centenas de pessoas que perderam suas casas ou tiveram que sair do imóvel, com risco de desabamento, após a enxurrada que abalou o município na tarde de 15 de fevereiro.

Segundo o último balanço da prefeitura, são 685 pessoas em abrigos, a maioria em igrejas e escolas. Outras estão provisoriamente em casas de parentes. A maioria espera a concessão do aluguel social para conseguir novo lugar para morar, mas o processo está muito lento.

Entre esses casos, está o de Marta dos Santos Ribeiro, que precisou sair de casa, no Morro da Oficina, e hoje está alojada na casa da irmã, depois de morar um mês em uma igreja. Ela e o marido Edison Alves da Silva conversaram com a reportagem no alto do morro, entre os escombros do que restou das residências, onde tinham ido buscar alguns pertences.

O casal morador do Morro da Oficina, em Petrópolis, Edson Alves da Silva e Marta dos Sanrtos Ribeiro tiveram sua casa parcialmente destruída na enchente ocorrida há um mês
Morador do Morro da Oficina, em Petrópolis, o casal Edson Alves da Silva e Marta dos Sanrtos Ribeiro tiveram a casa parcialmente destruída na enchente ocorrida há um mês – Tomaz Silva/Agência Brasil

“A gente estava na igreja até quinta-feira passada, só que tivemos de sair. Nós ainda não achamos casa, mas já fizemos o cadastro. As que nós encontramos, não aceitam o aluguel social. Já procuramos mais de 20 casas. O futuro é de muita luta, mas temos fé”, disse ela, que está afastada pela Previdência, porque se recupera de um câncer.

Outros se deparam com a falta de reconhecimento oficial, por parte da Defesa Civil do município, de que seus imóveis estão em área de risco, o que garante o acesso ao aluguel social. É o caso de Camila Lírio, que se preocupa com seus vizinhos, a maioria moradora ao lado do Morro da Oficina, em área que também corre risco de futuros desabamentos.

“Estou morando em casa de amigos, mas é provisório. Muita gente ainda não quer sair, porque alega que não há risco. Isso é mais uma tragédia anunciada. O que aconteceu do lado de cá pode acontecer do lado de lá. Tem que oficializar a interdição. Ali tem umas 150 pessoas. Estou correndo atrás do aluguel social. Para conseguir uma casa, tem que pegar os dados e levar para a prefeitura, que fará o pagamento na conta do proprietário. Mas ninguém quer locar, com a incerteza do pagamento”, relatou Camila.

Para o padre José Celestino Coelho, da Paróquia Santo Antônio, do Alto da Serra, o problema não é simples e demanda maior planejamento do poder público, para que novas tragédias não aconteçam. Ele viu tudo bem a sua frente, pois a igreja fica a pouco mais de 100 metros do Morro da Oficina. E foi para lá que acorreram centenas de pessoas na primeira noite, em busca de abrigo.

“Aqui chegou a ter 280 pessoas, agora tem 24, que não estão conseguindo ir para o aluguel social. O ensinamento que ficou é que temos de ter mais planejamento e fiscalização. Se continuar do jeito que está, é uma tragédia que vai ficar esquecida e depois virão outras. Infelizmente”, refletiu o padre.

Desaparecido

Enquanto o problema para uns é buscar nova moradia, o drama de outros é localizar um parente que continua desaparecido. É o caso de Adauto Vieira da Silva. Ele tenta, sem sucesso, desde o dia da tragédia, encontrar o corpo do filho, Lucas Rufino da Silva.

Além dele, Adauto perdeu no deslizamento do Morro da Oficina a esposa e uma filha, que já foram sepultadas. Porém, o corpo de Lucas, de 21 anos, continua desaparecido. O pai diz que, logo após o temporal, amigos chegaram a reconhecer, no meio da lama, o que seria o corpo do jovem. Porém, depois que foi levado para o Instituto Médico Legal, o reconhecimento foi de outra pessoa, o que causa indignação.

O morador do Morro da Oficina, em Petrópolis, Adalto Vieira da Silva perdeu dois filhos e a esposa na enchente ocorrida há um mês
O morador do Morro da Oficina, em Petrópolis, Adalto Vieira da Silva perdeu dois filhos e a esposa na enchente ocorrida há um mês – Tomaz Silva/Agência Brasil

“Eu enterrei a minha esposa e minha filha. E o meu filho? Se ponham no meu lugar. Tentar tirar o direito de enterrar o meu filho. Ele estava com 21 anos. Já passou um mês, mas para mim parece que foi ontem. Até quando vou ter que esperar? Eu só vou ame quietar quando eles solucionarem onde está o meu filho”, disse ele, próximo ao local onde dois tratores tentavam remover toneladas de terra, na esperança de localizar o corpo de Lucas.

Comércio

A poucos quilômetros dali, o centro de Petrópolis busca retomar a força de seu comércio, severamente afetado pela inundação. Dezenas de lojas foram invadidas pela água e lama, ficando semanas fechadas, para limpeza e reforma das instalações. Na Rua do Imperador, uma das principais da área central, o que se via na tarde dessa segunda-feira (14) era o oposto dos dias que se seguiram à tragédia.

Comerciantes da Rua do Imperador, na região central de Petrópolis, retomam atividades dez dias após as chuvas.
Comerciantes da Rua do Imperador, na região central de Petrópolis, retomam atividades dez dias após as chuvas. – Fernando Frazão/Agência Brasil

Em vez de lojas fechadas, cobertas por grossa camada de lama, a região voltou a atrair milhares de pessoas. Além dos próprios moradores, centenas de turistas voltam aos poucos a frequentar o comércio local, especialmente conhecido pelas confecções de bom preço e qualidade, muito buscadas por clientes e revendedores.

Um caso que se tornou emblemático foi o da Livraria Nobel, que perdeu quase 15 mil livros em seu estoque, no subsolo da loja, inundado pela chuva em questão de minutos, sem dar tempo aos funcionários fazerem nada, além de salvarem suas próprias vidas.

“Conseguimos reabrir a loja. E para isso tivemos muito carinho da população. Foi muito rápido. Quando entrou pela porta da frente, o meu filho já saiu dali com água na cintura. O prejuízo é grande. Não perdemos só os livros, foram cinco computadores, móveis, divisórias. Agora, quando começa a chover, fica todo mundo tenso e traumatizado”, contou a proprietária, Sandra Madeira, que nem por isso pensou em desistir. Afinal, Petrópolis só tem duas livrarias: a Nobel e a Vozes.

Prefeitura

Procurada para se manifestar sobre os problemas na concessão dos aluguéis sociais, a prefeitura de Petrópolis respondeu que o último balanço, de 10 de março, inclui 170 aluguéis sociais. “Importante dizer que a prefeitura fez todos os esforços para agilizar a concessão de aluguéis sociais. Um grupo de trabalho, que envolve todas as secretarias, atua na ponta, auxiliando as famílias na busca por moradia segura. O município também liberou a exigência do laudo da Defesa Civil pelo período de 60 dias, justamente para acelerar o processo”, escreveu a prefeitura em nota.

Até o momento, foram 1.778 laudos concluídos e 3.012 estão em andamento. No total, a Defesa Civil tem 5.802 ocorrências registradas.

 

 

Agência Brasil

Contribuintes começam a receber declaração pré-preenchida do IR

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Imposto de renda 2022.

Ferramenta foi ampliada para quem tem login Gov.br prata ou ouro

A partir de hoje (15), os contribuintes com certificado digital ou com login nível prata ou ouro no Portal Gov.br recebem a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda. Por meio da ferramenta, o cidadão tem acesso a um formulário com informações recolhidas pelo Fisco, podendo apenas confirmar os dados e enviar a declaração.

Disponível no Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal (e-CAC), a ferramenta foi ampliada. Até o ano passado, a declaração pré-preenchida só estava disponível a quem tem certificação digital (espécie de assinatura eletrônica vendida no mercado). A partir de 2022, o recurso foi ampliado a quem tem conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br, categorias com maior nível de segurança.

Nesse tipo de declaração, o contribuinte recebe, no portal e-CAC, informações relativas a rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais obtidas por declarações repassadas por empresas, planos de saúde, instituições financeiras e companhias imobiliárias à Receita. Cabe ao cidadão confirmar os dados ou alterar, incluir ou excluir informações necessárias, como deduções adicionais que não constavam do formulário pré-preenchido.

Quem não tiver certificação digital deverá entrar no e-CAC com o login da conta Gov.br (nível prata ou ouro). Se o cidadão ainda não tiver conta nesse nível, deve fazer logo o cadastro ou aumentar o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no aplicativo Gov.br. Confira aqui como aumentar o nível de segurança.

Quem acessar o portal único com certificado digital tem a conta automaticamente migrada para o nível ouro. Essa categoria tem maior segurança de dados e garante acesso irrestrito aos serviços públicos digitais.

Procedimentos

A declaração pré-preenchida está disponível em todas as plataformas da Receita Federal: no programa gerador da declaração, no aplicativo Meu Imposto de Renda para dispositivos móveis e no e-CAC. Para quem optar por usar o programa gerador, a opção “Iniciar declaração a partir da pré-preenchida” aparecerá na tela de abertura.

Ao clicar no botão, o programa gerador abrirá a página do e-CAC. O contribuinte deverá digitar o CPF e a senha do login da conta Gov.br. Após esse procedimento, deve voltar para o programa gerador e concluir a importação da declaração pré-preenchida.

Mudanças

No fim de fevereiro, o centro virtual de atendimento da Receita Federal (e-CAC) elevou o nível de segurança para acessar a plataforma por meio do login Gov.br. Usuários do tipo bronze deixaram de ter acesso à ferramenta.

No início de março, a Receita liberou uma série de serviços do Imposto de Renda para quem tem conta no portal único do governo federal. No entanto, a declaração pré-preenchida só está disponível a partir de hoje.

Segundo a Receita Federal, os novos serviços reduzirão a necessidade de o cidadão ir a um posto do órgão para buscar dados de declarações de anos anteriores. O prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2022 começou no último dia 7 e vai até as 23h59min59s de 29 de abril. Neste ano, a Receita Federal espera receber 34,1 milhões de documentos. Quem enviar a declaração fora do prazo determinado deverá pagar multa de R$ 165,74 ou de 20% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

 

 

Agência Brasil

Março Roxo quer conscientizar população sobre a epilepsia

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Eletroencefalograma,Exame

Campanha é promovida pela Associação Brasileira de Epilepsia

A campanha Março Roxo deste ano, promovida pela Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), quer conscientizar a população sobre a doença que acomete 2% da população no Brasil e afeta em torno de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A iniciativa internacional começou no Canadá, em 2008, baseada no relato da menina Cassidy Megan, que compartilhou seu sentimento de solidão por ter epilepsia. A cor roxa foi escolhida em alusão à lavanda, flor ligada ao sentimento de isolamento descrito por Cassidy. No dia 26 de março, é comemorado o Dia Internacional de Conscientização sobre a Epilepsia, o Purple Day.

O objetivo da campanha é mostrar que a empatia é tão importante para a pessoa com epilepsia quanto o tratamento e que a falta de informação e o preconceito podem impactar fortemente a qualidade de vida das pessoas com epilepsia, disse, à Agência Brasil, o vice-presidente da ABE, neurologista Lecio Figueira. A estimativa é que até 70% das pessoas com epilepsia no mundo não recebem diagnóstico e tratamento adequados, segundo o neurologista.

“A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro, que são recorrentes e geram as crises epilépticas. Para considerar que uma pessoa tem epilepsia, ela deverá ter repetição de suas crises epilépticas. Portanto, a pessoa poderá ter uma crise epiléptica [convulsiva ou não] e não ter o diagnóstico de epilepsia”, explicou o neurocirurgião pediátrico Ricardo Santos de Oliveira, orientador pleno do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Cirurgia e Anatomia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, e médico assistente da Divisão de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Doenças neurológicas

O vice-presidente da ABE, Lecio Figueira, disse que as doenças neurológicas mais frequentes são o acidente vascular cerebral (AVC), dores de cabeça e epilepsia. O estigma da epilepsia, segundo Figueira, é de uma pessoa retardada, que cai no chão, tem convulsão e baba. “O estigma da epilepsia é esse. Mas isso não é a realidade. A maior parte das pessoas com epilepsia não têm alteração cognitiva significativa ou deficiência mental, toma o medicamento apropriado para a doença que controla as crises e toca a sua vida. São pessoas produtivas, casam”. Figueira admitiu que existe uma parcela reduzida de pessoas que apresenta mais dificuldade, cujo controle é mais difícil. Por isso, a conscientização é importante para as pessoas entenderem a epilepsia, reforçou.

Não se trata de uma doença mental, no sentido da loucura, deixou claro Lecio Figueira. É uma doença ligada ao funcionamento do cérebro. A maneira melhor de traduzir a doença é dizer que se trata de um curto-circuito cerebral, explicou o especialista.

“Essa ativação anormal do cérebro leva aos sintomas, e dependendo como ocorre essa ativação, pode ter sintomas diferentes. A crise pode ser uma alteração da visão, uma sensação esquisita, uma saída fora do ar, só a mão da pessoa ficar tremendo”, explicoi. Quando a ativação é mais ampla e pega todo o cérebro, pode levar a uma crise, chamada de convulsão. A pessoa cai no chão, se debate, fica roxa, baba, pode morder a língua.

Controle

A epilepsia não tem cura, mas a maior parte das epilepsias tem controle com medicação. “A maior parte vai ficar totalmente controlada com medicação, assim como a maior parte das doenças crônicas, como colesterol alto, diabetes, hipertensão. Você não cura essas doenças, mas consegue controlar e ter uma vida normal”, assegurou Lecio Figueira. “Tem um tratamento muito eficaz, que permite que a pessoa toque a vida normal, na maior parte dos casos”.

A epilepsia é definida por crises epilépticas. A pessoa deve ter, pelo menos, uma crise na vida e um risco alto de voltar a ter crise. “Você não precisa ter crise toda hora, convulsão toda hora, para dizer que tem epilepsia. Basta ter tido uma crise na vida, ter um risco alto de voltar a ter e precisar tomar remédio para controlar esse risco”, disse Figueira, acrescentando que há vários tipos de crise epiléptica. “O fato de você nunca ter tido uma convulsão não quer dizer que você não tem epilepsia”.

Dependendo da região do cérebro em que houver a ativação, uma criança pode ter uma pequena desligada e depois voltar ao normal, meio confusa; pode ficar com olhar meio perdido e não responder aos chamados; pode fazer movimentos sem propósito com as mãos. Como cada região do cérebro tem uma função, há diversas tipos de crises epilépticas. Lecio Figueira disse que a epilepsia pode começar em qualquer época da vida. Atualmente, com a maior quantidade de idosos na população, é mais comum a epilepsia iniciar na terceira idade, superando as crianças.

Medicação

Pelo menos 70% das pessoas ficam totalmente controlados com medicação. Como as pessoas com epilepsia têm predisposição a voltar a ter crise, a recomendação é que o medicamento tenha uso contínuo, ou seja, seja tomado todo dia, para evitar que aconteçam as crises. “Isso é seguro e protege todas elas”. De qualquer modo, o vice-presidente da ABE disse que o uso dos remédios tem de ser discutido caso a caso com o médico, dependendo do tipo de crise e da atividade da pessoa.

A perda de controle de uma parte do corpo, que começa a se mexer sozinha, pode ser uma crise de epilepsia. O mesmo ocorre com episódios repetidos de alteração da consciência, em que a pessoa fica fora do ar. “O diagnóstico é clínico, mas não é tão simples assim”, disse Lacio Figueira. A sugestão do neurologista é que a pessoa procure um médico, de preferência um neurologista, para ter uma avaliação e um diagnóstico adequado.

O neurocirurgião pediátrico Ricardo Santos de Oliveira lembra que a epilepsia não é uma doença contagiosa. Portanto, qualquer contato com alguém que tenha epilepsia não transmite a doença. Um único episódio de crise não indica também que a pessoa tenha epilepsia e a doença não implica obrigatoriamente em ter distúrbios de comportamento. De acordo com Oliveira, existem situações que podem predispor ao aparecimento de uma crise convulsiva como, por exemplo, febre, estresse, uso de drogas, distúrbios metabólicos, privação de sono, estímulos visuais excessivos, entre outros. Um episódio único de crise convulsiva não pode ser considerado diagnóstico de epilepsia, explicou.

Consequências

Entre as consequências da falta da empatia para a pessoa com epilepsia está a desesperança, que pode gerar uma sensação de solidão e perspectivas negativas em quem tem a doença. A autoestima fica prejudicada. Segundo a ABE, esse é um dos principais problemas em qualquer fase.

Apesar dos tratamentos disponíveis e da possibilidade de desempenho normal de atividades no dia a dia, a forma negativa como a sociedade ainda trata a doença leva o paciente a se questionar ou a evitar situações. A associação da epilepsia à doença mental faz ainda com que o paciente seja considerado incapaz. Ele acaba não revelando que tem a doença, o que dificulta a luta por direitos.

 

 

Agência Brasil

Consumo de ultraprocessados aumenta o risco de obesidade em jovens

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Salão do Panetone 2018, realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), em São Paulo.

Pesquisa ouviu 3.500 adolescentes com idade entre 12 e 19 anos

A pesquisa apontou ainda que uma alimentação com alto consumo desse tipo de produto aumenta em 52% o risco de acúmulo de gordura abdominal e em 63% a chance para gordura visceral, entre os órgãos internos.

O trabalho foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Participaram do estudo 3.580 adolescentes com idade entre 12 e 19 anos nos Estados Unidos. As entrevistas e exames foram conduzidos entre 2011 e 2016. Os jovens foram entrevistados de forma qualitativa, em um método que relembra toda a alimentação da pessoa nas últimas 24 horas.

Daniela Neri, uma das responsáveis pelo estudo, disse que foram feitas duas entrevistas com cada adolescente, em geral, sendo uma em um dia útil e outra no fim de semana. Dessa forma, de acordo com a pesquisadora, é possível ter um panorama da alimentação no cotidiano do jovem. “Um entrevistador treinado pergunta tudo o que ele consumiu nas últimas 24 horas por refeição, como foi preparado, horário consumido. É um dos métodos com menor erro para avaliar consumo”, explicou.

Os adolescentes passaram também por exames que mediram a massa corporal e o acúmulo de gordura no abdome e nos órgãos internos. Daniela Neri enfatiza que a gordura visceral aumenta o risco para diversas doenças.

A partir dos dados coletados, os jovens foram distribuídos entre três grupos, dos que menos consumiam os ultraprocessados aos que mais tinham esses alimentos na dieta. “A gente conseguiu observar que a partir do aumento do consumo desse alimentos no peso da dieta, havia maior risco de obesidade”, disse a pesquisadora.

Gordura e açúcar

Daniela Neri disse que os alimentos ultraprocessados têm muito pouco conteúdo nutricional, mas são mais atrativos, especialmente para crianças, por terem sabores, cores e texturas feitos para agradar. “São formulações de substâncias obtidas a partir do fracionamento de alimentos frescos”, disse dando como referência produtos como refrigerantes, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, salgadinhos e alimentos congelados.

Apesar do uso de alimentos frescos na produção, a pesquisadora alerta que o resultado final são produtos muito calóricos e com quantidades altas de sal, gorduras e açúcar. “Muito pouco do alimento fresco fica nessas formulações. Elas incluem açúcar, óleos e gorduras também. São acrescidos de muitas substâncias que são de uso exclusivo industrial, como concentrados de proteína, gordura hidrogenada e amidos modificados”, disse.

Para os jovens, os efeitos de um alto consumo desse tipo de produto são, segundo a pesquisadora, ainda maiores do que em adultos. “É uma fase de crescimento, desenvolvimento da criança. Então, o impacto é muito grande”.

 

 

Agência Brasil

Deputada Rosangela Donadon visita campus de Colorado do Oeste do IFRO

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A deputada estadual, Rosangela Donadon (PDT), visitou o campus de Colorado do Oeste do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) nesta sexta-feira,11.

A parlamentar foi recebida pelo diretor-geral do campus Colorado do Oeste, Marcos Aurélio Anequine de Macedo, que lembrou que o campus foi construído na época em que Melki Donadon era prefeito do município de Colorado do Oeste.

Marcos Aurélio ressaltou que o campus de Colorado do Oeste tem se destacado pela qualidade de ensino oferecido para os alunos.

O diretor-geral do campus Colorado do Oeste, Marcos Aurélio convidou a deputada Rosangela Donadon para participar da solenidade de lançamento da pedra fundamental da construção da clínica Médica Veterinária do campus.

A deputada Rosangela Donadon, parabenizou Marcos Aurélio pelo trabalho que ele tem feito com empenho e dedicação juntamente com os acadêmicos e servidores da instituição de ensino. Ela agradeceu a receptividade com que foi recebida no campus.

“O diretor-geral do campus de Colorado do Oeste do IFRO, Marcos Aurélio Anequine está de parabéns pelo trabalho desenvolvido em prol da educação. Agradeço a ele e todos os servidores e alunos da instituição de ensino pela receptividade com que me receberam”, disse a parlamentar.

 

 

Assessoria

No podcast Supremo na semana, ministra Cármen Lúcia fala sobre representatividade da mulher no Judiciário e na política

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Para a ministra do STF, mulheres qualificadas intelectual e eticamente estão comprometidas com uma transformação no Brasil.

Na semana em que foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, o segundo programa de 2022 do podcast “Supremo na semana” entrevista a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que comenta a data e também fala sobre a representatividade da mulher no Judiciário e na política. A edição foi publicada neste sábado (12).

Clique aqui para ouvir o episódio 24.

Conquistas das mulheres

A ministra Cármen Lúcia ressaltou que a data em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher é importante por ser um momento específico de reflexão das conquistas femininas, tanto o que já foi efetivado como o que ainda precisa ser conquistado. Ela também salientou a importância de sensibilizar a sociedade de que a igualdade é um direito que beneficia a todos.

Representatividade feminina

Segundo a ministra, apesar de a maioria de estudantes de direito e de inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) serem mulheres, “na magistratura nós somos menos de 40%” e, desse total, apenas 7% são negras, ainda que a população brasileira seja majoritariamente negra. Ela também comentou que no Brasil existem tribunais que não têm nenhuma juíza em sua composição.

Ao constatar que para uma mudança de paradigma é necessário haver primeiro uma mudança na sociedade, a ministra Cármen Lúcia afirmou que não se quer apenas a presença sem a qualificação necessária para o desempenho dos cargos e destacou que existem mulheres qualificadas intelectual e eticamente e que estão comprometidas com uma transformação no Brasil a fim de promover igualdade entre todos.

De acordo com ela, movimentos de mulheres, de homens e também de empresas têm tido espaço na sociedade e pretendem alterar esse quadro no sentido de propiciar melhores condições a todas as pessoas. “Acho que nesse sentido é que nós temos que nos por em movimento, não apenas olhar o movimento, para chegar a essa transformação da sociedade brasileira que continua sendo estruturalmente machista, racista, preconceituosa”.

Violência de gênero nas campanhas

Sobre as eleições gerais deste ano, a ministra que, atualmente, também ocupa o cargo de ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que, nas duas últimas décadas, aquela Corte tem realizado mudanças para que se cumpra a participação mínima das mulheres com a distribuição igual dos recursos financeiros para as campanhas e propagandas de rádio e televisão. “Também temos trabalhado para impedir as candidaturas laranjas”, disse a ministra, ao ressaltar que o TSE tem propiciado igualdade de condições na eleição de mulheres, a fim de não serem usadas para fazer figuração em listas partidárias ou em registros de candidaturas.

“Semana Justiça pela Paz em Casa”

Ainda durante a entrevista, a ministra falou sobre o êxito da “Semana Justiça Pela Paz em Casa”, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de justiça de todo o país desde 2015. A campanha deste ano, segundo ela, já chegou a quase 470 mil sentenças e quase 200 mil medidas protetivas foram expedidas nessas 19 semanas. “Além de tudo isso, fazemos com que houvesse mais varas de combate à violência doméstica, mais juízes querendo participar desse processo, isso demonstra que há também uma sensibilidade maior do Poder Judiciário”, avaliou.

Mensagem para as mulheres

No final do podcast, a ministra Cármen Lúcia deixou uma mensagem para as mulheres. Ela afirmou que toda mulher é uma referência na sua família e nas lutas que existem há mais de dois séculos, mas ressaltou que, agora, há uma diferença, pois “nós não somos apenas pessoas que vêem que há movimento de mulheres, nós somos mulheres em movimento” e essa é a grande transformação.

 

 

Fonte/STF

Governo tira a obrigatoriedade do uso de máscara em locais abertos e fechados em Rondônia

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Em coletiva na manhã deste sábado (12), o governador Marcos Rocha (União Brasil) anunciou que assinou decreto desobrigando os rondonienses a usar máscaras de proteção contra a covid-19 em locais abertos e fechados a partir de segunda-feira (14).

Segundo o governante, a decisão foi tomada após uma série de estudos realizados por sua equipe. Ele disse que tem segurança em liberar a utilização da máscara de proteção contra a doença. “Fizemos um estudo técnico e hoje posso anunciar que não será mais preciso usar máscara de proteção. Ela será usada, conscientemente quando alguém sentir sintomas gripais”, disse.

O governador disse ainda que também não haverá mais limitação sobre número de pessoas em locais fechados.

Tocador de vídeo

RONDÔNIA AGORA

Em Rondônia, Decreto que retira a obrigatoriedade do uso da máscara será publicado na próxima segunda (14)

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O uso da máscara é opcional em ambientes externos e internos em Rondônia. A nova medida passa a valer a partir de segunda-feira (14), após publicação no Diário Oficial. A opcionalidade é resultado das ações de enfrentamento a Covid 19 e Influenza em todo Estado de Rondônia.

As ações de enfrentamento tiveram resultados positivos em menos de 50 dias e com isso, a pandemia perdeu força de contaminação e agravamento.

Atualmente, são mais de 1.200.000 rondonienses vacinados com a 1ª dose e mais 1 milhão com a 2ª dose, representando 64,10% da população vacinada.

O esforço dos rondonienses na vacinação e o respeito às medidas, fez com que alcançássemos resultados importantes.

O uso da máscara é opcional e caso você não esteja confortável em não usá-la, fique tranquilo e continue usando. Em caso de sintomas gripais é obrigatório o uso da máscara.

 

 

Assessoria