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Comissão pode votar regulamentação do trabalho por aplicativo; conheça a proposta

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A nova versão do relator reforça que a relação intermediada pela plataforma não cria vínculo empregatício

Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Augusto Coutinho (REPUBLICANOS - PE)
Augusto Coutinho, relator da proposta

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a regulamentação dos serviços de transporte e entrega por aplicativo no país poderá votar, na próxima terça-feira (14), o parecer do relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), ao Projeto de Lei Complementar 152/25, do deputado Luiz Gastão (PSD-CE).

Em relação à primeira versão, de dezembro de 2025, o novo parecer publicado no último dia 7 de abril enfatiza ainda mais o caráter autônomo do trabalho e redefine a abrangência e o peso de certas obrigações. Segundo Coutinho, as mudanças refletem o resultado dos debates e o empenho por um consenso que permita a aprovação da matéria.

“O novo substitutivo materializa o esforço de buscar um texto politicamente viável que, ao mesmo tempo, mantenha conquistas importantes para os trabalhadores”, diz o relator no parecer.

A nova versão consolida o termo “trabalhador autônomo plataformizado”, reforçando que a relação intermediada pela plataforma não cria vínculo empregatício entre o trabalhador e a empresa ou o usuário.

O texto deixa claro o direito do trabalhador de gerenciar livremente seu tempo e de se cadastrar em múltiplas plataformas. Proíbe também metas de tempo mínimo de trabalho e punições para quem recusar serviços ou ficar offline.

Entre outras alterações, o substitutivo foca apenas no transporte de passageiros e em entregas de bens, eliminando a categoria genérica de “outros serviços” via plataformas; e exclui diversos dispositivos relacionados aos direitos dos usuários, remetendo, nesses casos, ao Código de Defesa do Consumidor.

Pontos de apoio e infraestrutura para motoristas, que eram direitos garantidos na primeira versão do parecer, passam a ser “diretriz de política pública” na nova versão, que prevê instalação gradual e sem exigência imediata.

Fernando Frazão/Agência Brasil
Pontos de apoio e infraestrutura para motoristas passam a ser “diretriz de política pública”

A nova versão estrutura as regras nos seguintes eixos centrais:

Previdência Social

  • Trabalhador autônomo plataformizado: é segurado obrigatório na categoria de contribuinte individual. Paga 5% sobre o salário de contribuição, que corresponde a 25% de sua remuneração bruta mensal.
  • Plataformas: a regra geral é o recolhimento de 20% sobre a mesma base de cálculo (os 25% da remuneração bruta do trabalhador).
  • Modelo alternativo: as plataformas podem optar por contribuir com 5% sobre a receita bruta obtida no mercado brasileiro.

Ganhos, taxas e remuneração

  • Natureza dos ganhos: os ganhos do trabalhador são divididos em duas partes:
    • 25% são considerados renda (base para impostos e Previdência)
    • 75% servem para cobrir custos, como combustível e manutenção
  • Taxas de retenção: as plataformas podem cobrar uma taxa mensal fixa ou taxas por serviço. No caso de taxas por serviço, a média não pode ultrapassar 30% (ou 15% em modelos híbridos com taxa mensal). O cálculo deve ser feito de forma individualizada a cada sete dias.
  • Remuneração para entregas:
    • por serviço — piso de R$ 8,50 para trajetos de até 3 km (automóvel) ou até 4 km (moto, bicicleta ou a pé).
    • Por tempo trabalhado — valor não inferior ao proporcional a dois salários-mínimos por hora efetivamente trabalhada (contada do aceite à entrega).

Gorjetas e promoções: as gorjetas devem ser repassadas integralmente e não integram a remuneração bruta. Descontos e promoções oferecidos pela plataforma aos usuários não podem ser descontados do trabalhador ou usados para abater o limite das taxas.

Fernando Frazão/Agência Brasil
Texto prevê benefícios fiscais na compra de carros e motos

 

Benefícios adicionais

  • Benefícios fiscais: isenção de IPI e IOF na compra de carros e motocicletas nacionais para profissionais que comprovem ao menos 2.000 horas de serviço nos últimos 12 meses.
  • microempreendedor: motoristas enquadrados como trabalhadores autônomos plataformizados não podem ser microempreendedores individuais (MEI).

Foram excluídos da nova versão benefícios como a gratificação de 30% em dezembro, os adicionais para trabalho noturno, domingos e feriados, e a possibilidade de formação de reserva (poupança) custodiada pela plataforma.

Trabalho, segurança e transparência

  • Justiça: compete à Justiça do Trabalho julgar casos envolvendo os contratos dos trabalhadores autônomos plataformizados.
  • Seguro: obriga as plataformas a contratarem seguro de vida e integridade física com capital mínimo de R$ 120 mil.
  • Transparência: assegura aos motoristas direito de receber relatórios detalhados (por serviço e consolidados a cada 30 dias) com valores, taxas e retenções. Decisões automatizadas sensíveis (como bloqueios) devem ser passíveis de revisão humana.
  • Dever de Diligência: obriga as empresas a prevenirem cadastros falsos e garantirem a identidade real do trabalhador.

Regras para punições

  • Contratos: exige contrato escrito e claro definindo prazos, formas de remuneração, obrigações de conduta e critérios para distribuição de ofertas de serviços.
  • Bloqueios e suspensões: antes de suspender, bloquear ou punir trabalhadores, as plataformas devem prever sanções em contrato, notificar o trabalhador dos fatos, conceder prazo para defesa e decidir apenas após avaliá-la — proibindo cláusulas genéricas e vagas.

Por fim, foram removidos na nova versão o limite de jornada de 12 horas, o tempo mínimo de 15 segundos para aceite, o botão de pânico obrigatório no aplicativo e o direito de mulheres atenderem apenas mulheres.

A reunião para discussão e votação do parecer foi convocada para terça-feira (14), às 14h30, no plenário 7.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Safra de soja deve atingir 17,7 milhões de toneladas, prevê Aprosoja

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A safra de soja 2025/2026 em Mato Grosso do Sul ganhou força na reta final, com revisão para cima na produtividade média estadual, que passou de 52,82 para 61,73 sacas por hectare, alta de 19,2% sobre o ciclo anterior. Com isso, a produção pode alcançar 17,7 milhões de toneladas, avanço de 26,3% em relação à safra passada.

Os dados são do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul (Siga-MS), plataforma de monitoramento da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS) que acompanha em tempo real o desempenho das lavouras no Estado com base em levantamentos de campo e imagens de satélite.

Até 3 de abril, 4,3 milhões de hectares de soja já haviam sido colhidos, de um total estimado em 4,7 milhões de hectares — área que representa expansão de 5,9% frente ao ciclo anterior. A revisão de produtividade considera amostragens em 19,5% da área cultivada e ainda pode sofrer ajustes conforme avança a consolidação dos dados nas propriedades.

O desempenho mais robusto da soja reflete uma melhora nas condições ao longo do ciclo, após um início mais irregular. Em campo, o ganho de rendimento por hectare ajuda a recompor parte das margens do produtor, pressionadas por custos elevados de insumos e crédito mais caro.

No milho segunda safra, os dados da Aprosoja-MS mostram que o plantio já alcança 2,1 milhões de hectares, o equivalente a mais de 90% da área prevista nas principais regiões produtoras: 95,3% no Norte, 93,1% no Centro e 99,6% no Sul do Estado.

A área total destinada ao cereal está estimada em 2,2 milhões de hectares, crescimento de cerca de 3% na comparação anual. Ainda assim, a produtividade média esperada recuou para 84,2 sacas por hectare, queda de 22,4% frente à safra anterior.

Com isso, a produção de milho deve somar 11,1 milhões de toneladas, volume 20,1% inferior ao ciclo 2024/2025. A redução está associada, principalmente, ao encurtamento da janela ideal de plantio em parte das áreas e ao aumento do risco climático durante o desenvolvimento da cultura.

O quadro consolida um contraste relevante no Estado: enquanto a soja avança com ganho de produtividade e maior volume, o milho safrinha entra na temporada com expectativa mais cautelosa, exigindo maior atenção do produtor à gestão de risco e à condução da lavoura.

Fonte Pensar Agro

Departamento de Agricultura dos EUA mantém produção do Brasil e corta estoques globais

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) – equivalente ao Ministério da Agricultura (Mapa) brasileiro, divulgou nesta quinta-feira (09.04)  seu relatório de abril elevando a previsão de produção mundial de soja para 427,4 milhões de toneladas, enquanto reduziu os estoques globais em 0,4%, para 124,8 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, manteve a estimativa de safra do Brasil em 180 milhões de toneladas, com leve alta nas exportações, projetadas em 115 milhões.

Na prática, o impacto dentro da nossa porteira passa por três pontos centrais: preço, concorrência e timing de comercialização. O primeiro efeito está nos preços. Mesmo com leve queda nos estoques globais, o mercado continua enxergando uma oferta confortável. Isso limita altas mais consistentes nas cotações internacionais, principalmente na bolsa de Chicago, que segue como referência para a formação de preços no Brasil. Para o produtor, significa margens mais apertadas, sobretudo em um cenário de custo ainda elevado.

O segundo ponto é a concorrência. O corte de 2,2% nas exportações dos Estados Unidos, agora estimadas em 41,9 milhões de toneladas, confirma uma tendência já percebida no campo: a soja brasileira segue ganhando espaço, especialmente na China. Esse movimento sustenta os embarques do Brasil, mas também aumenta a dependência do mercado externo, tornando o produtor mais exposto às oscilações globais.

O terceiro fator é o ritmo de venda. Com estoques globais ainda relativamente altos e produção recorde na América do Sul, o mercado tende a trabalhar sem pressão imediata de escassez. Isso reduz a urgência de compra por parte dos importadores e exige maior estratégia na comercialização. Traduzindo: quem trava preço cedo pode garantir margem; quem aposta em alta precisa conviver com maior risco.

No milho, o cenário é semelhante. O USDA elevou a produção global para 1,3 bilhão de toneladas, reforçando a percepção de oferta ampla. No Brasil, a safra foi mantida em 132 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 43 milhões. Esse quadro ajuda a explicar a pressão recente sobre os preços, que já começam a refletir a expectativa de maior disponibilidade global.

No trigo, a revisão para cima na produção mundial, agora estimada em 844,1 milhões de toneladas, ampliou a pressão sobre as cotações, com destaque para o avanço da Rússia como principal exportador global.

Para o produtor, isso significa que o mercado segue mais sensível a clima e logística do que propriamente à falta de produto. O foco agora se desloca para o desenvolvimento da safra norte-americana, fator que pode, de fato, alterar o equilíbrio entre oferta e demanda e destravar movimentos mais consistentes de preço.

No fundo, o relatório do USDA não muda o jogo, mas confirma o cenário: produção alta, disputa por mercado e necessidade crescente de gestão, seja no custo, seja na comercialização. Em um ambiente assim, eficiência deixa de ser diferencial e passa a ser condição de sobrevivência.

Fonte/Pensar Agro

Ezequiel Neiva valoriza Agrocom como motor de desenvolvimento em Cerejeiras e região

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Agrocom/Cerejeiras-RO

Feira reúne mais de 200 expositores, impulsiona negócios e fortalece o agronegócio no Cone Sul de Rondônia.

Agrocom/Cerejeiras-RO

A realização da 3ª edição da Agrocom tem se consolidado como um dos principais eventos voltados ao fortalecimento do agronegócio em Cerejeiras e em toda a região sul de Rondônia. Presente na feira, o deputado estadual Ezequiel Neiva (PL) destacou a importância do evento como um espaço estratégico para impulsionar a economia local, promover negócios e valorizar quem produz no campo.

Segundo o parlamentar, a Agrocom vai além de uma feira agropecuária, sendo um ambiente de conexão entre produtores, empreendedores e investidores. “A Agrocom representa uma grande oportunidade de integração entre os diversos setores do agro. Aqui, vemos de perto o resultado do trabalho de quem produz, além de fomentar novas parcerias e oportunidades de crescimento para a nossa região”, afirmou.

Ezequiel Neiva também ressaltou o impacto direto da feira na geração de renda e no fortalecimento dos pequenos e médios produtores. Com mais de 200 expositores, o evento reúne uma diversidade de produtos e serviços, movimentando a economia local e ampliando o acesso dos visitantes às potencialidades do agronegócio regional. “São mais de 200 expositores fazendo negócios, gerando renda e criando oportunidades para muitas famílias. Isso mostra a força do nosso agro”, pontuou.

Para Ezequiel Neiva, espaço é fundamental para que os expositores apresentem seus produtos (Foto: Alexandre Almeida | Assessoria Parlamentar)

Outro destaque mencionado pelo deputado Ezequiel Neiva é a valorização dos produtos regionais, que ganham visibilidade durante a feira. Para ele, esse espaço é fundamental para que os produtores apresentem sua qualidade e conquistem novos mercados. “A exposição dos produtos permite que o público conheça o que é produzido aqui, fortalecendo a identidade da nossa produção e incentivando o consumo local”, acrescentou.

Ezequiel Neiva reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento do setor agropecuário e com iniciativas que promovam o crescimento econômico sustentável da região. “Continuaremos trabalhando para apoiar eventos como a Agrocom, que fortalecem o produtor rural, incentivam o empreendedorismo e contribuem diretamente para o desenvolvimento de Cerejeiras e de todo o nosso estado”, concluiu.

Texto: Alexandre Almeida | Assessoria Parlamentar
Foto: Thyago Lorentz | Secom ALE/RO

Sílvia Cristina diz que a inclusão da imunoterapia é um avanço para o tratamento do câncer

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 A deputada federal Silvia Cristina afirmou que a inclusão da imunoterapia em protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, no tratamento oncológico através do SUS, é um grande avanço e uma conquista para os pacientes, que passam a ter acesso a procedimentos mais modernos.

“A nova lei garante o acesso a terapias modernas, para todos em tratamento oncológico que necessitem. É um avanço enorme, que vai trazer mais dignidade aos pacientes”, disse a deputada.

A Lei 15.379/26 foi sancionada pelo presidente da República, após ter sido aprovada no Congresso Nacional. Tudo começou com o projeto de lei 2371/2021, de autoria do deputado Bibo Nunes (PL-RS). Sílvia Cristina acompanhou a tramitação da matéria na Comissão de Saúde da Câmara e também no Senado.

A imunoterapia é uma modalidade terapêutica que auxilia o sistema imunológico do paciente a identificar e combater as células cancerígenas. Atualmente, a técnica é aplicada em alguns tipos de tumor, como o renal e o de pele (melanoma).

 

 

 

 

Ação da Polícia Militar termina com quatro presos e apreensão de arma em Vilhena

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Uma operação da Polícia Militar na manhã de quinta-feira (09), resultou na prisão de quatro pessoas em um estabelecimento comercial no bairro Jardim Eldorado, em Vilhena. A ação foi motivada por perturbação do sossego, tráfico de drogas e presença de menores em uma adega localizada na Avenida Sabino Bezerra de Queiroz.

A primeira intervenção ocorreu por volta das 03h, quando o proprietário  de 23 anos, foi orientado a encerrar as atividades por conta da perturbação do sossego. Diante da reincidência flagrada às 06h, equipes da Rádio Patrulha retornaram ao local e abordaram 16 pessoas.

Durante a revista, os policiais localizaram com outro de 27 anos, uma pistola calibre 9 mm com registro de furto e 16 munições. Com uma mulher de 28 anos, foram encontradas porções de cocaína e maconha, além de dinheiro em espécie. No momento da chegada das viaturas, suspeitos tentaram descartar sete invólucros de entorpecentes pelo cano de respiro de uma fossa. No local, diversos invólucros vazios indicavam o consumo de drogas. Os responsáveis admitiram ter ignorado a ordem de fechamento do estabelecimento emitida anteriormente.

A operação da Polícia Militar foi concluída com a condução de todos os envolvidos à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP). U.A.P. foi autuado por porte ilegal de arma e receptação por tráfico de drogas e os responsáveis pelo comércio por desobediência, perturbação do sossego e também tráfico de drogas. O material apreendido foi entregue à Polícia Judiciária para as devidas providências.

 

Fonte/PM

Governo do Brasil prorroga prazo para que Estados e Munícipios resolvam pendências de projetos do Novo PAC Saúde

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Governo do Brasil prorrogou, em caráter excepcional e definitivo, o prazo para a conclusão da etapa de ação preparatória das obras, selecionadas em 2025, do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) Saúde. Com a medida, Estados e Municípios têm até 31 de maio de 2026 para cumprir essa fase e evitar o cancelamento de propostas que estavam em risco por pendências nos processos iniciais.

A decisão, anunciada no dia 3 de março, ocorre em um cenário de alerta para a execução das obras: municípios enfrentavam dificuldades para cumprir exigências como licitação, assinatura de contrato e emissão da ordem de serviço dentro do prazo anteriormente estabelecido. A prorrogação será aplicada automaticamente, sem necessidade de solicitação ou análise técnica no sistema.

A medida abrange obras estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS), como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Centros Especializados em Reabilitação (CER). Em muitos casos, as propostas ainda não haviam avançado sequer para a fase de publicação de edital, o que colocava em risco a continuidade dos investimentos.

O que precisa ser feito

Para concluir a etapa preparatória, é necessário cumprir exigências como a publicação e homologação do resultado da licitação, a assinatura da ordem de serviço, a instalação da placa da obra e a atualização das informações no Sistema de Monitoramento de Obras da Saúde (Sismob). O não atendimento dessas condições dentro do novo prazo implicará no cancelamento das propostas e na perda dos recursos previstos.

Esta é a última prorrogação do prazo e representa uma oportunidade final para que Estados e Municípios regularizem pendências e avancem na execução dos empreendimentos. A expectativa é que, com a conclusão dessa etapa, grande parte das obras financiadas por transferências fundo a fundo tenha início já no começo de junho.

Como funciona o fluxo das obras

O fluxo de execução das obras do Novo PAC Saúde é composto por quatro etapas:

  • Ação preparatória: fase inicial, que inclui os procedimentos necessários para viabilizar o início da obra, como licitação e ordem de serviço;
  • Início de execução: marco formal de começo da obra após o cumprimento das exigências iniciais;
  • Execução e conclusão: período de realização das obras até sua finalização;
  • Entrada em funcionamento: etapa final, com a unidade pronta e apta para atendimento à população.

Para apoiar tecnicamente os entes federativos, o Ministério da Saúde disponibiliza projetos referenciais de arquitetura e engenharia, modelos padronizados de unidades de saúde, kits de licitação e canais de atendimento, como grupos regionalizados de WhatsApp.

Diante do novo prazo, a orientação é de mobilização imediata das equipes locais para evitar a descontinuidade das propostas e garantir a ampliação da rede de serviços de saúde nos territórios.

Malu Sousa
Ministério da Saúde

Câmara rejeita mudança feita pelo Senado na medida provisória do seguro-defeso

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O texto que vai à sanção é o parecer apresentado na comissão mista que analisou a MP

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Deputados reunidos no plenário
Deputados reunidos ontem à noite

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, na sessão desta quinta-feira (9), as mudanças feitas ontem pelo Senado na Medida Provisória 1323/25. Assim, ficou mantida a versão aprovada pelos deputados na terça-feira (7). O texto, que altera as regras para pagamento do seguro-defeso, segue para sanção presidencial.

O seguro-defeso é um benefício social decorrente da proibição da pesca no período de reprodução dos peixes.

O texto que vai à sanção é o parecer do senador Beto Faro (PT-PA), apresentado na comissão mista que analisou a MP.

Principais pontos
A medida provisória estabelece novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso e autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.

Segundo o texto aprovado, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve ter solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.

As despesas ficarão de fora do limite previsto na Lei 10.779/03, que é a dotação orçamentária do ano anterior mais a correção permitida pelo arcabouço fiscal (IPCA mais até 2,5% da variação real da receita primária).

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

“Essa aprovação representa um avanço importante para os pescadores”, afirmou o deputado Fausto Jr. (União-AM), que fez parte da comissão mista. “Conseguimos garantir mais agilidade, menos burocracia e mais segurança jurídica no acesso ao seguro-defeso. Essas medidas vão facilitar a vida de quem mais precisa, especialmente nas regiões mais remotas.”

 

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Corregedoria publica novas regras para conservação documental e qualidade sanitária de cartórios de Rondônia

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A Corregedoria Geral da Justiça de Rondônia (CGJ-RO) publicou, nesta sexta-feira (10), dois provimentos que tratam da qualidade sanitária e estrutural dos cartórios do estado e da preservação da memória documental de Rondônia. Os provimentos nº 9/2026 e nº 10/2026, assinados pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Glodner Luiz Pauletto, já estão em vigor e estão disponíveis para consulta no Diário Oficial da Justiça.

O primeiro ato normativo, de número 9/2026, altera as Diretrizes Gerais Extrajudiciais do Estado de Rondônia para estabelecer regras detalhadas sobre as condições sanitárias, estruturais e de funcionamento das serventias extrajudiciais (conhecidas popularmente como cartórios).

Entre os principais pontos abordados estão requisitos para a conservação e higiene dos espaços, acessibilidade, segurança, adequação das instalações, qualidade do mobiliário e equipamentos, bem como estrutura adequada para atendimento ao público e condições de trabalho para servidores e colaboradores. Além disso, o provimento determina que itens como iluminação, ventilação, disponibilidade de água potável, instalações sanitárias funcionais e ambientes acessíveis sejam rigorosamente observados.

O segundo provimento publicado nesta sexta, nº 10/2026, institui o Programa de Preservação do Acervo Extrajudicial de Rondônia (PPAE-RO) – “Memória Extrajudicial de Rondônia”. O objetivo é implementar uma política institucional de preservação da memória documental, evitando a deterioração dos registros históricos e assegurando o acesso à informação.

As medidas incluem procedimentos de higienização e conservação de livros e documentos, controle ambiental de temperatura e umidade, acondicionamento seguro dos acervos, prevenção contra pragas e proteção contra a incidência de luz solar. Todo esse cuidado deve considerar as especificidades do clima amazônico e seguir as diretrizes de temporalidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A fiscalização quanto ao cumprimento das novas normas será realizada pela Corregedoria e pelos Juízos Corregedores Permanentes durante inspeções regulares.

Com as novas regulamentações, a CGJ-RO espera consolidar o padrão de qualidade, transparência e segurança nos serviços cartorários, além de zelar pela conservação documental que integra a história da sociedade rondoniense.

Assessoria de Comunicação Institucional

MPRO obtém condenação por feminicídio em julgamento do Tribunal do Júri em Rolim de Moura

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve a condenação de um homem pelo assassinato da própria esposa, após julgamento no Tribunal do Júri, realizado na quinta-feira (9/4), em Rolim de Moura. O autor do crime foi condenado a mais de 28 anos de prisão.

O crime aconteceu no dia 3 de janeiro de 2024, em Rolim de Moura. O casal viveu junto por cerca de oito anos e teve dois filhos. Segundo os autos, a convivência era marcada por brigas frequentes, ofensas, ameaças e agressões praticadas pelo marido contra a esposa.

No dia do crime, o homem agrediu a companheira na presença dos filhos. A vítima sofreu golpes na cabeça, o que causou alteração de consciência. Após a agressão, o homem jogou a vítima em um córrego em frente à residência da família. A mulher morreu por afogamento, conforme apontou a perícia.

Condenação e pena aplicada

O Conselho de Sentença decidiu pela condenação do réu, reconhecendo ainda três circunstâncias qualificadoras que tornam o crime mais grave: feminicídio, uso de meio que dificultou a defesa da vítima e morte por asfixia. Além disso, reconheceu que o crime foi praticado na presença dos filhos da vítima, o que também torna o crime mais reprovável.

A Justiça fixou a pena em 28 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, sem direito a qualquer outro benefício. Também foi determinada a indenização por danos morais aos dois filhos da vítima, no valor de R$ 20 mil para cada um, como forma de compensação pelo sofrimento causado.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)