Durante entrevista ao jornalista Fábio Camilo, no programa Informa Rondônia, o vereador Everaldo Fogaça afirmou que seu nome está à disposição do partido para disputar uma vaga como deputado estadual nas eleições de 2026 em Rondônia.
Jornalista e bacharel em Direito, Fogaça atua na comunicação de Rondônia há 37 anos, com forte presença em site, rádio e TV. Ele é apresentador do “Programa do Fogaça” na TV aberta, veiculado nas cidades de Porto Velho, Candeias do Jamari, Ji-Paraná, Presidente Médici e Cacoal.
Natural de Guaraniaçu, no Paraná, Everaldo Fogaça veio para Rondônia com apenas 4 anos de idade. Morou em Cacoal por 26 anos e reside em Porto Velho há 23 anos. É pai de quatro filhos e avô de quatro netos.
Filiado ao PSD, Fogaça ressaltou que a decisão final passa pelo crivo da legenda, mas garantiu estar preparado para o desafio.
Ele também agradeceu o apoio de lideranças políticas, como o governador Marcos Rocha, presidente estadual do PSD e o ex-senador Expedito Júnior, que, segundo ele, foram fundamentais no convite para integrar essa nova missão.
Com três mandatos como vereador em Porto Velho, Fogaça construiu sua trajetória política com atuação voltada à fiscalização, presença nas comunidades e forte comunicação com a população, inclusive por meio das redes sociais.
Sobre a última eleição para deputado estadual, Fogaça participou do pleito, ficando como segundo suplente. Ao se colocar novamente como pré-candidato, o vereador sinaliza a intenção de ampliar sua atuação para o cenário estadual, apoiado na experiência acumulada no Legislativo municipal e no respaldo de lideranças políticas de Rondônia.
Uma nova pesquisa eleitoral em Rondônia para 2026 já está oficialmente registrada e promete movimentar o cenário político estadual nos próximos dias. O levantamento do Instituto Phoenix, identificado sob o número RO-09068/2026, foi protocolado no Tribunal Regional Eleitoral no dia 10 de abril e tem divulgação prevista para 16 de abril de 2026.
Quais cargos estão na pesquisa
O estudo abrange os principais cargos das Eleições Gerais 2026 em Rondônia, incluindo: Governador Senador Deputado Federal Deputado Estadual
Ao todo, serão 1.355 entrevistados, representando eleitores com 16 anos ou mais em diferentes municípios do estado de Rondônia.
Quem contratou a pesquisa
A pesquisa foi contratada e paga com recursos próprios pela empresa Franco & Rodrigues Comunicação Social e Empreendimentos Ltda, ligada ao Jornal Correio Continental.
O investimento total no levantamento é de R$ 8.600,00.
Como a pesquisa foi realizada
A metodologia segue padrão técnico utilizado nas principais pesquisas eleitorais do país:
Tipo: quantitativa Coleta: entrevistas presenciais domiciliares
Período: de 13 a 17 de abril de 2026
A seleção dos entrevistados ocorre em três etapas, utilizando o método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT), garantindo representatividade da população.
Os dados seguem bases oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da Justiça Eleitoral.
Perfil dos entrevistados
A amostra considera critérios proporcionais como: Sexo: 51,69% feminino e 48,31% masculino
Idade: distribuição entre jovens, adultos e idosos
Escolaridade: do analfabetismo ao ensino superior
Renda familiar: diferentes faixas econômicas
Esse equilíbrio busca refletir com fidelidade o eleitorado de Rondônia.
Margem de erro e nível de confiança
A pesquisa apresenta:
Margem de erro de 2,7 pontos percentuais
Nível de confiança de 95%
Ou seja, um padrão considerado confiável dentro das regras eleitorais.
Controle de qualidade
O levantamento conta com sistema rigoroso de fiscalização:
Equipes treinadas e credenciadas
100% dos questionários revisados
Cerca de 20% das entrevistas auditadas
Tudo isso para garantir consistência e credibilidade nos dados coletados.
O que esperar da divulgação
Com a publicação marcada para o dia 16 de abril, a pesquisa do Instituto Phoenix deve oferecer um dos primeiros retratos do cenário político de Rondônia rumo às eleições de 2026.
Na prática, é aquele velho termômetro que o povo conhece bem: antes da corrida esquentar de vez, já dá pra sentir como anda o humor do eleitor.
E como diz o ditado — política se faz ouvindo o povo.E agora, o povo de Rondônia vai começar a falar em números.
Fonte: Assessoria do Instituto Phoenix
69-98161-4821
A região Matas de Rondônia, situada entre o cenário amazônico e o cerrado é responsável por 75% da produção de café do estado, contribuindo para a conquista de Rondônia no 1º lugar em produção de café da Região Norte e no bioma amazônico; e do 5º lugar no Brasil.Produz um tipo de café único no mundo, cultivado com práticas agrícolas sustentáveis. A produção recebeu, em 2021, o Selo Indicação Geográfica (IG), do tipo denominação de Origem (DO), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). É o reconhecimento do sabor, qualidade e sustentabilidade do café das Matas de Rondônia.
O café produzido nas Matas de Rondônia é da espécie canéfora e é conhecido como ‘Robustas Amazônicos’, que se dá bem com o calor e altitudes menores do estado, ao contrário do arábica, outra variedade existente no Brasil, que se desenvolve em regiões com temperaturas mais baixas e montanhosas. O Robustas Amazônico é um café mais encorpado, doce, com sabor achocolatado e frutado, com toque de caramelo e floral. Carrega em si o ‘terroir amazônico’, combinações que revelam a riqueza e identidade da floresta amazônica.
O Robustas Amazônico é um café mais encorpado, doce, com sabor achocolatado e frutado, com toque de caramelo e floral
A região Matas de Rondônia abrange 15 municípios localizados na região do Café, Vale do Guaporé e Zona da Mata do estado, estendendo-se por Alta Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alvorada do Oeste, Cacoal, Castanheiras, Espigão d’Oeste, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia d’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia d’Oeste, São Felipe d’Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras. Contempla, também, seis reservas indígenas.
Segundo estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apenas 0,8% (34,4 mil hectares) da área das Matas de Rondônia são ocupadas por cafezais, porém altamente produtivos, denominados de poupa-terra e, bastante frutíferos. Há muita floresta nativa no entorno (52% da área, sendo que 56% dela está em Terras Indígenas), o que faz jus ao nome ‘‘Matas de Rondônia’’. Além disso, a maioria dos estabelecimentos produtores de café foram classificados como de agricultura familiar, ou seja, é cultivado em pequenas propriedades.
CULTIVO FAVORÁVEL
O solo da região tem boa aptidão para fornecer nutrientes e a água para sustentar as lavouras, nutrindo os pés de café mesmo nos dias quentes. O relevo plano favorece a adoção de mecanização, o que ajuda a usar maquinários e tecnologias para dar precisão na adubação, irrigação e colheita. E, na época da colheita, a secagem dos grãos é no verão amazônico.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026. Este desempenho supera amplamente estados tradicionais, como o Espírito Santo (47,9 sc/ha) e a Bahia (44,6 sc/ha), produtores das duas espécies, canéfora e arábica. Levando-se em consideração apenas a produção de cafés da espécie canéfora (única produzida em Rondônia), o estado tem a segunda maior média do país, atrás apenas do estado da Bahia.
Produtividade de Café por Estado (Safra 2026) – Quadro geral
Atualmente, Rondônia produz 85,9% mais por hectare do que a média dos produtores brasileiros, que é de 34,2 sacas por hectare. O café é a terceira cultura mais importante do agro do estado. Ao se comparar as regiões com indicação geográfica, a Matas de Rondônia é a que possui maior produtividade média. Segundo levantamento da Embrapa em 2024, a média já era de 68,5 sacas por hectare. Considerando a implantação de lavouras mais tecnológicas que iniciam a produção e do clima favorável, a expectativa é que, em 2026, supere a média de 70 sacas por hectare.
A cafeicultura na região Matas de Rondônia destaca-se como um modelo sustentável de produção familiar e aliada ao clima
SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA
Rondônia responde por 75,4% da área plantada com café na Amazônia e por 93,8% do total produzido, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentro desse cenário, o sucesso do café das Matas de Rondônia tem um ingrediente especial: respeito à floresta. Um estudo inédito realizado pela Embrapa comprova a sustentabilidade da cafeicultura das Matas de Rondônia.
As lavouras de cafés Robustas Amazônicos sequestram 2,3 mais carbono (gás de efeito estufa que impulsiona o aquecimento global) do que emitem. Isso significa um saldo de carbono, retido nas lavouras de quase 4 toneladas por hectare.
Assim, a cultura se destaca como um modelo sustentável de produção familiar, aliada ao clima, provando que as famílias produzem com qualidade, respeitando a natureza.
CONSERVAÇÃO: as propriedades de café na região preservam as matas nativas e, ainda, ajudam a recuperar áreas degradadas;
SEQUESTRO DE CARBONO: as lavouras de café funcionam como miniflorestas ou ‘‘pulmões extras da floresta”, ajudando a limpar o ar e mantendo o clima fresco, ajudam, inclusive, a retirar o excesso de gás carbônico do ar (CO2), fortalecendo o combate ao aquecimento climático.
Saiba mais sobre a cafeicultura e sustentabilidade nas Matas de Rondônia neste link
Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026
Da região Matas de Rondônia brotam cafés premiados:
Coffee of the Year 2025 (SIC): Angélica Alexandrino Nicola, do Sítio São Sebastião em Seringueiras, conquistou o 2º lugar no Brasil com o Café Sauá, destacando o Robusta Amazônico.
Florada Premiada 2025: produtoras rondonienses Ângela Maria Coutinho (Seringueiras) e Fabiana Souza Leal (Espigão do Oeste) garantiram o 1º e 2º lugares no Brasil no maior concurso feminino do Brasil.
Concurso Tribos 2024/2025: o café do povo Paiter Suruí, produzido em Cacoal pelo cacique Rafael Suruí, atingiu nota máxima no concurso realizado há sete anos. Em todo esse período, nenhum café tinha atingido nota tão alta.
Concurso Melhor Café de Rondônia 2025: a produtora Débora Cristina Buziquia Fuzinato, do município de Rolim de Moura foi a campeã do 10º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé 2025).
REPERCUTIU NA MÍDIA
A cafeicultura das Matas de Rondônia que despertou atenção da mídia nacional.
O café das Matas de Rondônia carrega em si o ‘terroir amazônico’, combinações que revelam a riqueza e identidade da floresta amazônica
CONCAFÉ E FEIRA ROBUSTAS AMAZÔNICOS
Para estimular a qualidade do café de Rondônia e a valorização da cadeia produtiva acontece nas Matas de Rondônia iniciativas que atraem o público nacional e internacional para conhecer melhor os Robustas Amazônicos. O Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café (Concafé), realizado pelo governo de Rondônia e que premia os melhores cafés do estado, com distribuição de prêmios por empresas privadas, passou em 2024 a ter em sua programação, a Feira Robustas Amazônicos, em parceria com a Cafeicultores Associados da Região da Amazônia (Caferon). O evento reúne expositores, produtores, investidores e apreciadores, anualmente, no município de Cacoal.
Noite de premiação do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café, realizado pelo governo de Rondônia, e que passou em 2024, a ter em sua programação a Feira Robustas Amazônicos, em Cacoal
ROTA TURÍSTICA DO CAFÉ
O café também é turismo nas Matas de Rondônia. A Rota Turística do Café fortalece o turismo rural e promove a cultura cafeeira. A rota foi criada pelo governo de Rondônia, por meio da Lei n° 5.512, de 21 de dezembro de 2022. Inicialmente, a rota percorria os municípios de Cacoal, Nova Brasilândia d’Oeste, Alta Floresta d’Oeste e Alto Alegre dos Parecis. Em janeiro de 2025, o governo de Rondônia, por meio da Lei n° 5.958, acrescentou mais municípios à rota, que atualmente passa por Alta Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alvorada d’Oeste, Cacoal, Castanheiras, Espigão do Oeste, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia d’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia d’Oeste, São Felipe d’Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras. Contemplando todos os municípios da região Matas de Rondônia na Rota Turística.
Propriedades dos Bento destaca-se na Rota Turística do Café na Matas de Rondônia
HISTÓRIA POR TRÁS DOS CAFÉS
A lavoura dos Cafés da família do agricultor Deigson Bento, em Cacoal é premiada nacionalmente e recebe uma quantidade impressionante de visitantes. Os avós são mineiros, foram para o Mato Grosso e de lá vieram para Rondônia atrás do sonho de ter uma terra para produzir. “As pessoas começaram a querer conhecer esse local premiado. Foi onde tivemos a ideia de abrir a nossa casa para as pessoas conhecerem. Iniciamos atendendo, em média, de 400 a 500 pessoas por mês. Hoje, com cinco anos de abertura ao público, passam mais de 2.500 pessoas por mês na nossa propriedade”, afirmou. A família recebe desde produtores e especialistas, a ‘coffee lovers’ e consumidores finais. Os visitantes conhecem desde a lavoura até a torrefação e, ainda podem degustar do que é produzido, no mais recente empreendimento da família, a lanchonete das mulheres com cafés especiais e produtos regionais, inclusive bolo de café. As visitas guiadas são gratuitas e podem ser agendadas pelo telefone: (69) 999780449.
A propriedade dos Bento em Cacoal impressiona por proporcionar qualidade de vida em uma área de apenas 12 hectares
O agricultor conta que o que mais impressiona os visitantes são os bons resultados em uma propriedade pequena. ”São 12 hectares onde vivem cinco famílias com qualidade de vida. Eles também se impressionam com o padrão de qualidade rigoroso e a saúde das plantas. O segredo dos cafés especiais é trabalhar com amor no que faz. Se você coloca amor, colhe sucesso. Temos café no sangue. Cuidamos com carinho porque o café que eu quero consumir é o mesmo que eu quero para o meu cliente. Além disso, quando vemos o governo e o produtor trabalhando juntos para trazer qualidade de vida aos que vivem no campo é uma grande vitória. Em poucos estados vemos a evolução e a união que temos em Rondônia. Essa união é um ingrediente importante na transformação da cafeicultura. Ano passado, recebemos um benefício por meio da Cafeicultores Associados da Região da Amazônia (Caferon): duas secadoras estáticas que o governo nos gratificou para trazer mais qualidade ao café”, disse.
O CAFÉ PERFEITO
Um feito histórico para os Robustas Amazônicos foi conquistado pelo cacique Rafael Mopimop Suruí, com produção em terra indígena de Rondônia. Obteve a maior avaliação com a nota média de 95,11 pontos na 6ª edição do Concurso Tribos, em avaliação de nove especialistas, e celebrou o café perfeito ao receber, na mesma ocasião, 100 pontos do Head Judge, Silvio Leite, jurado técnico da qualidade dos cafés, conhecido como Papa do Café. “É a minha primeira nota 100 em café canéfora em mais de 40 anos de carreira; eu tenho três notas 100 em arábicas. É muito difícil chegar a essa pontuação, pois representam lotes que chegaram muito perto da perfeição. Neste caso, identifiquei uma grandeza de sabores espetacular, que pode ajudar produtores no mundo inteiro com este tipo de qualidade. É um café exemplar, perfeito”, disse o jurado técnico.
Marco histórico mundial para a espécie Canéfora: café Robusta Amazônico, produzido pelo cacique Rafael Suruí atingiu 100 pontos
O café com nota máxima é fruto de uma dedicação exemplar dos indígenas e do Projeto Tribos, baseado em três pilares: Protagonismo do Indígena, Proteção da Floresta e Produção de Cafés Especiais, desenvolvido por uma empresa parceira da Embrapa, Fundação Nacional do Índio (Funai), governo de Rondônia, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), Câmara Setorial do Café e cooperativas indígenas locais. “Desde 1981, o povo Paiter trabalha com o café em Rondônia. O que antes era apenas para sustento transformou-se, por meio de parceria, numa busca por café especial. O resultado de 100 pontos que alcançamos é fruto de dedicação, amor e da preservação da nossa floresta. Esse café é orgânico, não usa agrotóxicos e valoriza o nosso protagonismo. Hoje, temos jovens baristas formados que fazem o curso e trabalham dentro da reserva, moendo e torrando o nosso próprio café. Isso mostra que o indígena é capaz de produzir com qualidade. Valorizar o nosso trabalho é valorizar o nosso território e o futuro das nossas gerações, provando que a preservação e a produção andam de mãos dadas”, destacou.
Débora Cristina Buziquia Fuzinato, de Rolim de Moura, foi a ganhadora do melhor café de Rondônia no Concafé 2025
APERFEIÇOAMENTO
No 10º Concafé (2025), concurso que premia os melhores cafés de Rondônia, o topo do pódio foi ocupado por Débora Cristina Buziquia Fuzinato, de Rolim de Moura. Com uma nota histórica de 90,38 pontos, a produtora provou que a persistência e o suporte técnico são os segredos para o aperfeiçoamento da produção. “O café entrou na minha vida por meio do meu marido; ele é um apaixonado por café e foi com ele que aprendi a gostar. Hoje, o café ocupa um lugar muito especial na minha vida e, por meio dele, alcancei várias conquistas e a realização de sonhos. Uma dessas grandes vitórias foi a criação da nossa própria marca, um sonho que estamos concretizando agora. Não sei nem como explicar a emoção de meu café ser o grande campeão. Ele foi feito como todo produtor que participa: com um grande amor pela lida. Acredito que o diferencial foi a dedicação total nos detalhes: o cuidado na hora da fermentação e a atenção na secagem foram os grandes segredos para o meu café atingir esse nível de excelência e ser premiado. Também gostaria de destacar o apoio que recebemos do governo do estado, que tem nos ajudado muito. Somos atendidos pela Emater-RO, que é o nosso suporte técnico aqui na ponta e a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) que também está sempre presente e bastante prestativa, assim como a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron). Esse apoio do governo é fundamental para nós, produtores rurais e para o sucesso deste concurso.”
FLORADA DE AÇÕES CONJUNTAS
Em Rondônia é assim: florada nos cafezais e florada de ações conjuntas. Está brotando integração e o estado colhe um ambiente especial para a cafeicultura, com o governo de Rondônia de mãos dadas com os produtores, com as instituições de pesquisa e parceiros.
Governador de Rondônia, Marcos Rocha em uma propriedade exemplo na produção de café
Marcos Rocha | governador de Rondônia
‘’O que o governo de Rondônia faz é dar a mão para quem trabalha na terra por meio de diversas políticas públicas. A região Matas de Rondônia é uma área com uma produção impressionante de cafés premiados e apreciados no mercado global. Por isso, o governo investe em genética, novas tecnologias, assistência e visibilidade para que o mundo inteiro conheça o café das Matas de Rondônia e de todo o estado, pois traz a combinação perfeita da dedicação de uma gente trabalhadora e o cuidado com a floresta amazônica”, enfatizou.
Luiz Paulo | secretário da Seagri
”Esse café único de Rondônia vem da agricultura familiar, são mais de 17 mil famílias produtoras, inclusive é cultivado em aldeias indígenas abrangendo mais de 49 mil hectares plantados, onde a Mata de Rondônia é o berço dos Robustas Amazônicas. A cafeicultura rondoniense, em diversas safras, supera a marca de 3 milhões de sacas, o que equivale a mais de 20 bilhões de xícaras de café. Relevante em volume, qualidade e sustentabilidade, este cultivo contribui para a conservação da Amazônia”, frisou.
Hermes José Dias Filho | diretor-Presidente da Emater-RO
Enrique Alves, pesquisador da Embrapa em Rondônia
“Nosso papel na Emater-RO é garantir que a tecnologia chegue à ponta, na mão da agricultura familiar. Quando oferecemos assistência técnica gratuita e de qualidade, não estamos apenas ensinando a plantar café; estamos promovendo dignidade e sucessão familiar no campo. A explosão de produtividade que vemos, hoje, é o resultado direto de levar sustentabilidade e inovação para dentro das pequenas propriedades, provando que é possível ser altamente lucrativo respeitando a floresta”, salientou.
Enrique Alves | pesquisador da Embrapa em Rondônia
‘’Nossa pesquisa comprovou com dados científicos o que a gente já via no campo: a cafeicultura nas Matas de Rondônia é uma grande parceira da conservação. O produtor da região consegue produzir muito em pouco espaço, não há pressão para desmatamento. É um modelo de sustentabilidade, compatível com a floresta, que serve de exemplo para o mundo inteiro. Graças as tecnologias adaptadas à Amazônia, o estado produz um dos cafés mais genuínos e emblemáticos do mundo”, ressaltou.
Juan Travain | presidente da Caferon
Juan Travain, presidente da Caferon
“Os cafés das Matas de Rondônia, os Robustas Amazônicos, têm um gosto que vem da nossa história e do carinho que a gente tem com a terra. Esse selo de Indicação Geográfica é a prova de que o nosso café é único porque ele cresce abraçado com a floresta. Mas o que me deixa mais feliz é ver a união dos produtores. É o vizinho ajudando o vizinho para que a nossa cafeicultura seja reconhecida, um vibra com o sucesso do outro. Quando o mundo elogia o nosso café, ele faz menção a dedicação de cada família que acorda cedo e se dedica a produzir o melhor café”, disse.
PANORAMA DA NOVA FASE DA CAFEICULTURA
A renovação das lavouras passou a ser feita com mudas clonais de alta qualidade em uma união de esforços dos próprios produtores e do governo de Rondônia
Os melhores clones são selecionados por meio da parceria entre Sedec e Embrapa, que desenvolvem juntos a Rede Café, Projeto Rede Estadual de Avaliação de Clones de Café em Rondônia, com a identificação dos melhores clones de Robustas Amazônicos
O governo do estado também promove treinamento constante dos seus técnicos, por meio da Emater-RO, com ênfase em novas tecnologias de produção, resiliência climática e sustentabilidade
Com o incentivo à qualidade, sustentabilidade e torrefação local através das agroindústrias, o lucro do Robusta Amazônico, um café especial na Amazônia, também aumentou, aumentando também a qualidade de vida dos produtores
GANHOU O MERCADO GLOBAL
Esse café saboroso e sustentável passou a ser apreciado além das fronteiras do estado. Ações do governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), garantiram mais visibilidade ao café no mercado global por meio de missões internacionais com a equipe do governo e produtores. Resultado: os cafés de Rondônia fazem cada vez mais sucesso no cenário internacional, com a conquista de recorde de exportações, de 2023 (6.709.535 kg Líquido) para 2024 (35.056.181 kg Líquido), um aumento de 422,48%, ou seja, cinco vezes maior, conforme dados da Sedec, extraídos do Comex Stat — plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que reúne dados do Comércio Exterior Brasileiro.
E, em uma ação especial integrada com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a região recebeu, em 2023, 20 compradores de 11 países diferentes. E, de forma inédita, houve o Dia do Café de Rondônia em Londres, em 2024. Valorizado no mercado externo, em 2025 o destino do café de Rondônia deu uma virada: os estados brasileiros passaram a prestigiar as robustas amazônicas, ficando como a maior fatia da destinação dos produtos, marcando a consolidação do café rondoniense com apreciação por brasileiros e estrangeiros, pois o interesse internacional segue em alta.
O café de Rondônia deixou de ser uma commodity comum para se tornar um produto de alto valor agregado. A missão da Sedec é abrir as portas dos mercados nacionais e internacionais, conectando o sabor dos Robustas Amazônicos com os principais mercados do mundo. O reconhecimento do café como Patrimônio Cultural e Imaterial é o selo definitivo de que Rondônia é hoje uma potência econômica verde, onde o lucro e a conservação caminham juntos.
Encontro na última quarta-feira reuniu representantes políticos para debater propostas e desafios da região
Uma reunião realizada na última quarta-feira, em Porto Velho, reuniu lideranças políticas e apoiadores em um momento de diálogo e troca de ideias sobre os principais desafios enfrentados pela população.
O encontro contou com a participação da deputada estadual Rosangela Donadon, que destacou a importância da escuta e da construção coletiva de propostas voltadas ao desenvolvimento da capital e de todo o estado de Rondônia.
Durante a reunião, foram abordados temas relevantes como infraestrutura, saúde, geração de emprego e fortalecimento das políticas públicas, além da necessidade de ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade.
A participação ativa das lideranças presentes reforça a importância do diálogo e da construção coletiva como ferramentas essenciais para o avanço de ações que atendam às necessidades da população.
Programa quinzenal conecta especialistas e influenciadores para ampliar o acesso a informações qualificadas
João Risi/MS
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estreia, nesta segunda-feira (13), o videocast “Saúde nas Redes”, programa quinzenal que será exibido no canal oficial do Ministério da Saúde no Youtube. No primeiro episódio, o tema será saúde mental, assunto cada vez mais urgente no debate público e nas redes sociais. Padilha recebe a psicóloga e criadora de conteúdo Karen Scavacini e a cientista social e influenciadora Nataly Neri.
“A gente vive um tempo em que as telas estão dominando tudo, mas o lazer, o aprendizado e outras oportunidades que elas proporcionam podem se tornar um problema quando o uso sai do controle. Quando alguém começa a ficar irritado ao ficar sem celular, deixa de realizar outras atividades, passa as madrugadas online, dorme mal, se isola no quarto e perde o interesse em conversar, esses são sinais de alerta. Quanto mais cedo a gente percebe, mais conseguimos ajudar”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
Com formato quinzenal, o videocast surge com a proposta de ampliar o acesso da população a informações verdadeiras e qualificadas sobre saúde, conectando especialistas e comunicadores com forte presença digital. A cada episódio, o ministro recebe um especialista no tema em discussão ao lado de um influenciador digital, promovendo conversas acessíveis, relevantes e alinhadas aos desafios atuais da saúde pública.
O programa é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o YouTube, sempre às segundas-feiras, no canal oficial do Ministério da Saúde e nas redes sociais da pasta.
Saúde mental e ambiente digital
Na estreia, o debate é em torno dos impactos do ambiente digital no bem-estar emocional da população. Durante a conversa, Karen Scavacini destaca a importância de compreender a internet como uma grande praça pública e reforça a necessidade de atenção dos pais e responsáveis ao uso de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes. Já Nataly Neri compartilha como a exposição da vida nas redes sociais contribuiu para seu adoecimento mental e fala sobre o percurso de descoberta e cuidado com a própria saúde.
Os próximos episódios abordarão temas de grande relevância, como desinformação, jogos de apostas (bets) e saúde da mulher, ampliando o debate sobre questões atuais que impactam diretamente o bem-estar da população e o uso consciente das tecnologias no dia a dia.
Dois projetos de lei estão pautados para votação no Plenário do Senado nesta terça-feira (14), a partir das 14h. O primeiro estabelece diretrizes para as atividades de inteligência no Brasil. O segundo institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
Da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, o PL 6.423/2025 define conceitos, funções e procedimentos para a obtenção, análise e disseminação de informações relacionadas às atividades de inteligência no país.
Pela proposta, serão alteradas as leis vigentes para regular o acesso a dados, o uso de técnicas sigilosas e a proteção dos profissionais de inteligência. A ideia é fortalecer a segurança nacional e a defesa dos interesses do Estado, ao permitir que as autoridades tomem decisões com base em dados e análises de inteligência.
Covid
Já o PL 2.120/2022, do deputado Pedro Uczai (PT-SC), institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, a ser celebrado anualmente em 12 de março, em homenagem às pessoas que faleceram devido à pandemia do coronavírus.
Recursos são aplicados em recapeamento com asfalto usinado, microrrevestimento e pavimentação para melhorar a mobilidade urbana no município.
O município de Cerejeiras passa por uma nova etapa de melhorias na infraestrutura urbana com o avanço das obras de recapeamento e pavimentação viabilizadas por meio de investimentos articulados pelo deputado estadual Ezequiel Neiva (PL). Os serviços, que somam mais de R$ 8,5 milhões, têm como objetivo ampliar a mobilidade urbana, melhorar a trafegabilidade e oferecer mais segurança à população.
Durante visita à Avenida Integração Nacional, o parlamentar acompanhou o andamento das obras e destacou a importância da parceria com a administração municipal para garantir a execução dos serviços dentro do prazo e com qualidade. Segundo ele, a iniciativa atende reivindicações apresentadas pelos vereadores Selso Lopes, Dione Ribeiro, Marcão da Rádio, Valmir Joaquim e Zeca Rolista.
De acordo com as informações apresentadas durante a vistoria, Cerejeiras está recebendo investimento de R$ 6,5 milhões para a execução de aproximadamente 10 quilômetros de recapeamento com asfalto usinado, material considerado mais resistente e durável. A tecnologia empregada deve assegurar melhores condições de tráfego e mais segurança para motoristas, motociclistas e pedestres.
Além disso, outros mais de R$ 2 milhões estão sendo aplicados em cerca de 10 quilômetros de recapeamento com microrrevestimento, técnica voltada à conservação preventiva do pavimento. A medida busca prolongar a vida útil das vias e evitar danos maiores à malha urbana.
Ao comentar o volume de recursos destinados ao município, Ezequiel Neiva ressaltou que os investimentos representam um reforço importante para o desenvolvimento local. Segundo ele, as intervenções contribuem para a melhoria do trânsito, reduzem custos futuros com manutenção e impactam diretamente a qualidade de vida da população.
O prefeito de Cerejeiras, Sinésio José, agradeceu o apoio e destacou a relevância da parceria institucional para a execução das obras. Ele afirmou que os investimentos têm reflexos diretos no cotidiano dos moradores e representam avanço significativo para o desenvolvimento da cidade.
Na oportunidade deputado também reafirmou o compromisso de continuar buscando novos investimentos para Cerejeiras e outros municípios da região, com foco em infraestrutura e crescimento econômico.
A vistoria também contou com a presença do suplente de deputado federal Wiveslando Neiva (PL), que destacou a importância da união entre o poder público municipal e o mandato parlamentar para viabilizar melhorias concretas à população.
Pacientes em uso de Tirzepatida precisam estar atentos à manutenção da massa muscular durante o processo de emagrecimento — e é nesse contexto que suplementos como whey protein e creatina ganham importância.
De acordo com o médico Everaldo Ferreira de Souza, da Kacoal Clínica Médica, a perda de peso promovida pela medicação pode ir além da redução de gordura, atingindo também a massa magra, especialmente quando há diminuição significativa da ingestão alimentar.
“O paciente tende a comer menos, o que é esperado com o uso da medicação. Porém, essa redução alimentar pode comprometer a ingestão adequada de proteínas, essenciais para a manutenção da massa magra”, explica o médico.
Nesse cenário, o whey protein surge como um aliado importante, por ser uma fonte de proteína de alta qualidade e rápida absorção. O suplemento contribui para preservar a massa muscular durante o emagrecimento, além de auxiliar na recuperação, principalmente para quem pratica atividades físicas.
Dr. Everaldo Ferreira de Souza
Já a creatina, conhecida pelo uso no ganho de desempenho físico, também tem papel relevante nesse processo. Segundo o especialista, ela ajuda na manutenção da força e da massa muscular, evitando perdas excessivas durante o tratamento.
“A creatina não é apenas para quem quer ganhar massa. Ela pode ser uma estratégia importante para preservar a musculatura em pacientes em processo de emagrecimento mais acelerado”, destaca Everaldo.
Outro ponto importante é que a preservação da massa muscular impacta diretamente o metabolismo, contribuindo para um gasto energético mais eficiente e resultados mais sustentáveis a longo prazo. O médico reforça que o uso de suplementos deve sempre ser orientado por um profissional, respeitando as necessidades individuais de cada paciente.
“O tratamento com Tirzepatida precisa ser acompanhado de perto. Alimentação equilibrada, atividade física e suplementação adequada fazem toda a diferença nos resultados e na saúde do paciente”, conclui. (Redação)
Assim, a combinação entre acompanhamento médico, nutrição adequada e suplementação pode garantir um emagrecimento mais saudável e equilibrado.
Quase dez meses depois de abrirem uma investigação comercial contra o Pix, os Estados Unidos voltaram a alfinetar o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro, reacendendo a discussão sobre as investidas do governo Trump contra ele e as possíveis medidas de efeito prático que pode tomar nesse sentido.
O Pix foi mencionado em um relatório de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas americanas.
O documento foi elaborado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (Office of the United States Trade Representative, USTR), a mesma agência que em julho do ano passado abriu um inquérito para apurar se considera o Pix uma “prática desleal”, que fere a competitividade do setor produtivo americano.
O Pix é citado três vezes nas mais de 500 páginas do National Trade Estimate Report de 2026, em apenas um parágrafo:
“O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas.”
O governo brasileiro reagiu e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar que o “o Pix é do Brasil”. “Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”, ele declarou em entrevista na semana passada.
Até o presidente da Colômbia saiu em defesa do sistema de pagamentos brasileiro. Na segunda-feira (6/4), Gustavo Petro elogiou o modelo e, em uma longa publicação nas redes sociais, pediu que o sistema fosse estendido a seu país.
A investigação da USTR ainda está em andamento e não tem data fechada para ser concluída. Enquanto se aguarda o desfecho, uma das perguntas que surgem no debate em torno do caso é: o que os EUA podem fazer de concreto contra o sistema de pagamentos brasileiro?
Especialistas apontam que o pix contraria interesses de big techs e de empresas de cartão
As armas dos EUA
Os especialistas em comércio exterior e regulação econômica ouvidos pela reportagem frisaram que os EUA não têm jurisdição para agir diretamente contra o Pix.
As ferramentas à disposição dos americanos se concentram no âmbito comercial e estão descritas na própria legislação que foi usada para abrir a investigação contra o Brasil, a seção 301 do Trade Act de 1974.
Vão desde a suspensão de benefícios e acordos comerciais à restrição de importações de produtos e serviços ou imposição de tarifas sobre esses bens e serviços.
Ou seja, os EUA poderiam, por exemplo, dar início a um novo tarifaço sobre as exportações brasileiras com destino aos portos americanos ou retirar o Brasil do Sistema Geral de Preferências (SGP), um programa de benefícios tarifários instituído nos anos 1970 para países em desenvolvimento.
“Trata-se, portanto, mais de um mecanismo de pressão externa e econômica sobre o Estado brasileiro do que um poder regulatório sobre a infraestrutura de pagamentos em si”, destaca Camila Villard Duran, especialista em direito econômico e regulação do mercado monetário.
Duran destaca que no novo relatório do USTR a linguagem usada no capítulo do Brasil é semelhante à que descreve supostas “práticas desleais” no setor de pagamentos em diversos outros países que também são criticados pelos EUA.
“O caso brasileiro, nesse sentido, não é isolado, mas integrado a uma estratégia política mais ampla de contestação de práticas nacionais em serviços financeiros digitais”, diz ela, que é professora associada de direito da ESSCA School of Management, na França, e cofundadora do Instituto Mulheres na Regulação.
“Assim, a consequência mais plausível não é uma medida direcionada tecnicamente ao Pix, mas sim alguma forma de retaliação comercial mais ampla”, avalia Duran.
Nesse sentido, uma fonte brasileira próxima às negociações diz ser difícil arriscar o que exatamente viria, caso a investigação de fato concluísse que as acusações contra o Brasil são pertinentes.
Historicamente, pondera a fonte, os EUA pouco usaram o instrumento da seção 301 do Trade Act de 1974 e, no caso específico da investigação contra o Brasil, o escopo de temas analisados pelo USTR é amplo e vai bem além do Pix.
Também inclui, por exemplo, as tarifas a que os produtores de etanol americanos estão submetidos para acessar o mercado brasileiro e até o desmatamento ilegal, acusado de dar vantagem competitiva injusta às exportações agrícolas brasileiras.
Renê Medrado, sócio do escritório Pinheiro Neto Advogados, faz avaliação semelhante e exemplifica: ainda que os EUA por ventura optassem por uma retaliação comercial ampla, é difícil estimar se as eventuais tarifas seriam colocadas para uma lista ampla de produtos ou se seriam seletivas.
“E tem isso de que o governo americano às vezes fala que vai [fazer alguma coisa], depois volta atrás…”, ele acrescenta, ao comentar sobre o desafio de se traçar possíveis cenários.
“Agora, o ponto é: o ambiente hoje é bom”, completa Medrado, referindo-se ao estado das relações entre os governos Lula e Trump.
Desde que os dois presidentes se cruzaram nos bastidores da assembleia-geral da ONU em Nova York em setembro do ano passado, há um diálogo bilateral maior entre Brasil e EUA e uma expectativa de que um encontro presencial formal entre os dois aconteça.
“O alcance dessas medidas dependerá muito mais da dinâmica da política bilateral e da eficácia da diplomacia brasileira”, comenta a professora Camila Villard Duran.
O que está em jogo
Por que então os EUA voltaram a alfinetar o Pix? No relatório do USTR de março do ano passado, o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro não havia nem sido mencionado diretamente, ao contrário do que aconteceu no deste ano.
Mesmo no documento em que formalizou a investigação contra o Brasil, a agência não citou o Pix nominalmente, apesar de ter feito referência indireta a ele (“O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, diz o texto).
A fonte ouvida pela BBC News Brasil que tem proximidade com as negociações comenta que uma das hipóteses para o endurecimento no tom agora foi o desfecho de uma reunião recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) em que o Brasil bloqueou uma proposta dos EUA e outros países para estender a moratória de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas, que inclui serviços digitais como streamings, softwares e jogos.
E há ainda a grande derrota que o tarifaço de Trump sofreu no judiciário americano em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte considerou que o instrumento que vinha sendo usado para embasar as medidas (a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês), na verdade não autorizava o governo americano a instituir as tarifas.
Em um artigo de março deste ano, duas analistas do centro de pesquisas americano Brookings Institute pontuaram que, diante desse revés, a Seção 301, usada na investigação contra o Brasil, pode entrar no cardápio do governo americano como opção para voltar a taxar seus parceiros comerciais.
Do lado do setor financeiro, a jurista Camila Villard Duran chama atenção para a expansão do Pix no Brasil, “que altera diretamente o equilíbrio competitivo para empresas americanas, como Visa e Mastercard”, mas especialmente para o fenômeno mais amplo no qual ele está inserido, de transformação estrutural e reorganização da ordem monetária e financeira internacional.
“O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros”, destaca Duran.
A professora aponta que, no relatório do USTR, os EUA fazem críticas semelhantes às feitas ao Brasil a países como Índia, Tailândia e Paquistão, “onde políticas públicas nacionais promovem sistemas domésticos de pagamento, impõem requisitos de localização de dados ou criam barreiras regulatórias à atuação de empresas estrangeiras”.
“Em todos esses casos, o argumento dos EUA é semelhante: tais medidas seriam discriminatórias e restringiriam o acesso de empresas americanas a mercados nacionais”, completa.
Da economia à política
Diante desse panorama, Duran avalia que a pressão sobre o Pix e sobre sistemas de pagamentos de outros países também está ligada a uma questão ainda mais ampla, de soberania.
O que está em jogo, diz ela, já não é apenas a concorrência entre empresas, “mas o controle sobre infraestruturas consideradas como críticas”.
“Nas minhas pesquisas, tanto sobre a criação do euro digital como sobre os projetos de plataformas alternativas para transações financeiras transfronteiriças, noto que a ideia de ‘soberania monetária’ está se deslocando muito rapidamente da autonomia da política monetária para o controle jurisdicional sobre as infraestruturas de pagamento e dos dados monetários que elas geram”, afirma Duran.
“A moeda, na economia digital, torna-se cada vez mais informação e, nesse contexto, o controle jurisdicional sobre esses dados passa a ser um elemento central do poder monetário estatal.”
Isso ajuda a explicar porque as polêmicas em torno do Pix também mobilizam a arena da política.
Desde o início dos ataques do governo Trump ao sistema de pagamentos a gestão Lula tem procurado usar os episódios para melhorar sua imagem apostando em um discurso focado justamente na soberania nacional.
Membros do governo também têm buscado usar a polêmica para atingir adversários políticos, especialmente aqueles ligados ao bolsonarismo, que têm um histórico de proximidade com a gestão Trump.
Após a divulgação do último relatório do USTR, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o “silêncio” de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dizendo que o senador “prefere bater palma para americano do que defender o que facilita a vida de milhões de brasileiros” e que acabaria com Pix.
Diversos vídeos e conteúdos anônimos compartilhados nos últimos dias também faziam afirmações nesse sentido.
Flávio, que é pré-candidato à presidência, chegou a se pronunciar sobre o assunto e negou qualquer intenção de acabar com o sistema de pagamentos.
O assunto promete estar entre os temas de discussão da eleição presidencial de 2026. (BBC)
Uma operação da Polícia Militar na manhã de quinta-feira (09), resultou na prisão de quatro pessoas em um estabelecimento comercial no bairro Jardim Eldorado, em Vilhena. A ação foi motivada por perturbação do sossego, tráfico de drogas e presença de menores em uma adega localizada na Avenida Sabino Bezerra de Queiroz.
A primeira intervenção ocorreu por volta das 03h, quando o proprietário, V.H.F.O., de 23 anos, foi orientado a encerrar as atividades por conta da perturbação do sossego. Diante da reincidência flagrada às 06h, equipes da Rádio Patrulha retornaram ao local e abordaram 16 pessoas.
Durante a revista, os policiais localizaram com U.A.P., de 27 anos, uma pistola calibre 9 mm com registro de furto e 16 munições. Com uma mulher identificada pelas iniciais C.S.M., de 28 anos, foram encontradas porções de cocaína e maconha, além de dinheiro em espécie. No momento da chegada das viaturas, suspeitos tentaram descartar sete invólucros de entorpecentes pelo cano de respiro de uma fossa. No local, diversos invólucros vazios indicavam o consumo de drogas. Os responsáveis, V.H.F.O. e P.H.B.S., admitiram ter ignorado a ordem de fechamento do estabelecimento emitida anteriormente.
A operação da Polícia Militar foi concluída com a condução de todos os envolvidos à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP). U.A.P. foi autuado por porte ilegal de arma e receptação; C.S.M. por tráfico de drogas e os responsáveis pelo comércio por desobediência, perturbação do sossego e também tráfico de drogas. O material apreendido foi entregue à Polícia Judiciária para as devidas providências.