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Ações de conscientização e importância da informação sobre a hanseníase são evidenciadas pela Sesau

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Durante o Janeiro Roxo, campanha nacional de conscientização sobre a hanseníase, o governo de Rondônia intensifica as ações de conscientização e destaca a importância da informação correta, do cuidado contínuo e do acesso aos serviços de saúde. A doença ainda é cercada por mitos e desinformação, fatores que contribuem para o preconceito e dificultam o diagnóstico precoce.

O Janeiro Roxo reforça que a informação é uma aliada essencial no cuidado com a saúde. Combater a hanseníase é garantir dignidade, acesso ao tratamento e respeito às pessoas. Apesar de ser uma doença infecciosa, a hanseníase tem cura, tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não é facilmente transmissível. Entre os sinais e sintomas mais comuns da doença estão manchas na pele com perda de sensibilidade, que podem ser claras, avermelhadas ou acastanhadas, dormência, formigamento, fraqueza muscular e diminuição da sensibilidade ao calor, à dor ou ao toque.

Segundo os médicos Dahier Atallah e Sonia Caixeta, referências em hanseníase em Rondônia e atuantes na Policlínica Oswaldo Cruz (POC), a maior dificuldade no combate à doença ainda é a desinformação. Eles reforçam que a hanseníase não é transmitida por contato casual, mas por contato prolongado com gotículas respiratórias entre pessoas que possuem suscetibilidade imunológica ao Mycobacterium leprae. O medo da população, na maioria das vezes, está relacionado ao desconhecimento.

A informação é fundamental para desconstruir o estigma histórico que ainda cerca a doença e que, muitas vezes, afasta pacientes do diagnóstico precoce, tratamento adequado, cura e do acompanhamento de possíveis sequelas. Os especialistas explicam ainda que a hanseníase acomete principalmente os nervos periféricos, causando a chamada neurite periférica, que pode provocar dor, formigamento, perda de sensibilidade e fraqueza muscular.

Para orientar a população e combater o estigma, os médicos esclarecem os principais mitos sobre o contágio da doença:

🟣 Hanseníase é altamente contagiosa
MITO! A transmissão ocorre apenas após contato próximo, prolongado e contínuo com uma pessoa sem tratamento, principalmente por meio das vias respiratórias.

🟣 Um simples aperto de mão transmite a doença
MITO! O contato físico, como apertos de mão ou abraços, não transmite a hanseníase.

🟣 Compartilhar objetos pessoais causa contágio
MITO! Copos, talheres, roupas e toalhas não transmitem a doença.

🟣 Qualquer contato rápido pode infectar
MITO! A transmissão exige convivência frequente e prolongada com uma pessoa que ainda não iniciou o tratamento.

🟣 Quem está em tratamento continua transmitindo
MITO! Após o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a hanseníase.

🟣 Hanseníase passa pelo ar como a gripe
MITO! A doença não é transmitida de forma rápida ou casual pelo ar.

🟣 Hanseníase não tem cura
MITO! A hanseníase tem cura, e o tratamento é gratuito e eficaz quando iniciado precocemente.

ONDE BUSCAR ATENDIMENTO

A população pode buscar atendimento inicialmente na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa, onde é realizada a avaliação e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado. Em Porto Velho, também há assistência na Policlínica Oswaldo Cruz, referência no diagnóstico e acompanhamento da hanseníase. Ao identificar qualquer sinal suspeito, procure a UBS e não espere sentir dor.

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jefferson Rocha, reforça a importância da busca pelos serviços de saúde ao primeiro sinal da doença. “A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível na rede pública. Ao perceber qualquer mancha na pele com perda de sensibilidade, é fundamental procurar uma unidade de saúde. O diagnóstico precoce evita sequelas e garante qualidade de vida ao paciente”, afirmou.

Projeto com artesanato de plantas promove ressocialização e futura inserção no mercado de trabalho

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Com foco na reintegração social, o governo de Rondônia realizou, no dia 18 de janeiro, o curso prático de montagem de Kokedamas (bola de musgo) para as internas da Casa de Detenção de Pimenta Bueno. A iniciativa ofereceu novas habilidades artesanais ao público feminino, garantindo ferramentas para a reinserção social e a autonomia financeira após o cumprimento da pena.

O curso de Montagem de Kokedamas foi realizado por meio da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), em parceria com a Associação de Assistência aos Condenados (A.A.C.), de Pimenta Bueno. Com a finalização do curso, todas as participantes receberam certificado de conclusão e capacitação técnica.

Durante a atividade, as participantes da ala feminina receberam instruções técnicas sobre a arte japonesa de cultivar plantas sem vasos, utilizando bolas de musgo. Ao final da capacitação, as internas foram certificadas, registrando a aptidão para o exercício da atividade artesanal. A ação reforça o compromisso do estado com a humanização do sistema prisional e a redução da reincidência criminal por meio do trabalho e da educação.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha destaca a importância da qualificação para a ressocialização. “Estamos transformando o sistema prisional em um espaço de aprendizado. Com qualificação e trabalho garantimos que essas mulheres retornem à sociedade com uma nova perspectiva de vida e dignidade”.

PARCERIA E MERCADO DE TRABALHO

Além da capacitação técnica, o projeto abre portas para a geração imediata de renda. Está em fase de planejamento a celebração de um convênio entre a Associação de Assistência aos Condenados (A.A.C.), envolvendo uma empresa privada e a Casa de Detenção de Pimenta Bueno.

O objetivo do acordo é viabilizar a contratação formal de mão de obra das internas capacitadas, permitindo que a produção das Kokedamas seja integrada a uma cadeia comercial. Essa política de parceria público-privada é um dos pilares da gestão para transformar o tempo de reclusão em oportunidade de qualificação profissional efetiva, além da inclusão no mercado de trabalho após cumprimento de pena.

Para o secretário da Sejus, Marcus Rito, o convênio entre estado e a iniciativa privada gera frutos importantes na ressocialização e cidadania. “A integração com empresas privadas é fundamental para consolidarmos a ressocialização. Quando o estado qualifica e a iniciativa privada absorve essa mão de obra, abrimos um ciclo de cidadania que gera economia para o setor produtivo e segurança para a sociedade”, pontuou.

Monitoramento clínico do HIV e da aids na população trans fortalece decisões no SUS

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SUS
Análise orienta ações para equidade e foi publicado em celebração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, 29 de janeiro

Foi publicado, esta semana, o Monitoramento clínico do HIV e da aids na população trans: uma análise agregada com foco em mulheres trans e travestis – Sumário Executivo 2025. O material foi divulgado também em comemoração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, 29 de janeiro, e representa um marco para a vigilância em saúde no Brasil, pois incorpora dados sistematizados, pela primeira vez em nível nacional, sobre o percurso de cuidado de pessoas trans vivendo com HIV e/ou aids no Sistema Único de Saúde (SUS).

“O documento amplia a capacidade de análise do Ministério da Saúde ao utilizar a identidade de gênero como eixo central para a produção de evidências, qualificando a tomada de decisão e o planejamento de políticas públicas”, afirma Draurio Barreira, o diretor do Departamento de HIV, Aids, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (Dathi/SVSA/MS).

Elaborado a partir de informações dos sistemas nacionais de saúde, o monitoramento descreve a cascata de cuidado, desde o diagnóstico até a supressão viral, e analisa indicadores como início e continuidade do tratamento antirretroviral (Tarv), atraso na retirada de medicamentos e interrupção do cuidado. Os resultados destacados na publicação apontam avanços importantes no acesso ao diagnóstico e ao tratamento entre pessoas trans, especialmente mulheres trans e travestis, ao mesmo tempo em que tornam visíveis lacunas persistentes ligadas a barreiras estruturais como estigma e discriminação na vinculação e na adesão sustentada ao cuidado nos serviços de saúde.

Para a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), Mariângela Simão, ao explicitar desigualdades segundo raça/cor, escolaridade e território, o documento reforça o papel estratégico da vigilância para identificar grupos e contextos que demandam respostas prioritárias. “Essas informações são fundamentais para orientar ações mais focalizadas, apoiar gestores locais e fortalecer a integração entre vigilância e atenção à saúde, contribuindo para a redução de iniquidades historicamente observadas na resposta ao HIV e à aids”, ressalta.

Do ponto de vista da promoção da saúde e da equidade, o monitoramento reafirma o compromisso do SUS com uma atenção integral, livre de discriminação e orientada pelos direitos humanos. Ao dar visibilidade às trajetórias de cuidado de pessoas trans e travestis, o documento subsidia o aprimoramento de práticas assistenciais, a qualificação das equipes de saúde e o enfrentamento de barreiras institucionais, como o estigma e a transfobia, que impactam diretamente a permanência dessas pessoas no cuidado.

Webinário debaterá monitoramento clínico da saúde da população trans pelos serviços locais

O fortalecimento do uso de dados desagregados por identidade de gênero contribui para o acompanhamento das metas nacionais e globais de enfrentamento do HIV, alinhando-se às diretrizes para a eliminação da aids como problema de saúde pública até 2030. “A atualização cadastral e o preenchimento qualificado das informações nos sistemas de vigilância e assistência são fundamentais para ampliar a visibilidade da população trans e qualificar a produção de evidências para a tomada de decisão no SUS, tornando-o mais equitativo, inclusivo e atento à diversidade da população brasileira”, destaca Draurio Barreira, diretor do Dathi/SVSA/MS.

Em 2025, por meio das notas técnicas 242 e 243, o Ministério da Saúde divulgou orientações aos serviços de saúde com o objetivo de fortalecer o monitoramento clínico e o planejamento de ações equitativas relacionadas à população trans. A incorporação dessas orientações será debatida nesta quinta-feira (29), às 15h, durante o webinário “Diálogos em Prevenção: Monitoramento Clínico de HIV e Aids na População Trans”. A transmissão do evento ocorrerá pelo canal da SVSA/MS no Youtube.

Ministério da Saúde

17 partidos disputarão eleições 2026 da Assembleia em RO

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Com a possibilidade de até 25 candidatos por partido, o número total de concorrentes pode ultrapassar 400 nomes, tornando o cenário político ainda mais dinâmico

Assessoria/Parlamentar

Porto Velho, Rondônia – Eleições 2026 em Rondônia prometem uma disputa acirrada para a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO). Ao todo, 17 partidos políticos estão oficialmente aptos para lançar candidatos, concorrendo às 24 vagas de deputado estadual.

De acordo com as regras eleitorais, cada partido pode registrar até 25 candidatos, número que corresponde a 24 vagas em disputa mais 1, ampliando a competitividade entre as legendas e aumentando as opções para o eleitor rondoniense.

24 vagas em disputa na Assembleia Legislativa de Rondônia

A Assembleia Legislativa de Rondônia é composta por 24 deputados estaduais, responsáveis por elaborar leis, fiscalizar o governo estadual e representar a população. Nas eleições de 2026, essas cadeiras serão disputadas por centenas de candidatos, distribuídos entre os partidos habilitados.

Com a possibilidade de até 25 candidatos por partido, o número total de concorrentes pode ultrapassar 400 nomes, tornando o cenário político ainda mais dinâmico.

Veja os 17 partidos aptos a disputar as eleições 2026 em Rondônia

Confira a lista completa dos partidos políticos habilitados para concorrer às vagas na ALE-RO:

PV / PT / PCdoB

REDE / PSOL

PL

PSD

Mobiliza

MDB

Podemos

União Brasil / PP

Republicanos

PDT

PRD / Solidariedade

PRTB

Novo

Avante

PSB

PSDB

Agir

Eleições 2026 devem ampliar o debate político em Rondônia

A diversidade de partidos reflete a pluralidade de ideias e projetos que devem marcar o debate político no estado. Temas como desenvolvimento econômico, infraestrutura, saúde, educação e meio ambiente devem ganhar destaque durante a campanha eleitoral.

Com 17 partidos na disputa e milhares de eleitores atentos, as eleições 2026 em Rondônia prometem ser decisivas para o futuro político do estado.

MPRO articula rede para reforçar proteção de crianças e adolescentes no Carnaval 2026

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) promoveu, na manhã desta terça-feira (27/1), duas reuniões de alinhamento com representantes da rede de proteção de Porto Velho, Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste. Os encontros tiveram como foco a articulação de ações de sensibilização, prevenção e enfrentamento de violações de direitos de crianças e adolescentes durante o período do Carnaval 2026.

As reuniões foram conduzidas pelo promotor de Justiça Fábio Rodrigo Casaril, da 19ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Porto Velho, com apoio do Grupo de Atuação Especial Cível (GAECIV), atualmente sob coordenação da promotora de Justiça Lucinana Ondei. O primeiro encontro ocorreu com a rede de Porto Velho, e o segundo reuniu representantes de Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste.

Alinhamento

Na abertura, o MPRO destacou a necessidade de alinhar fluxos e atribuições institucionais para o período carnavalesco, considerando o aumento de vulnerabilidades que afetam crianças e adolescentes em grandes eventos. Foram reforçados os eixos prioritários de atuação para 2026: enfrentamento da violência sexual, com ênfase na exploração sexual; combate ao trabalho infantil; e ações preventivas associadas, como a proibição da venda e do consumo de álcool por menores, a rápida notificação de desaparecimento e o estímulo à vacinação infantil.

O promotor de Justiça Fábio Rodrigo Casaril ressaltou que a atuação integrada da rede é essencial para garantir respostas rápidas e eficazes diante de situações de risco. Segundo ele, o alinhamento prévio permite organizar tanto as ações preventivas quanto o atendimento a eventuais ocorrências envolvendo crianças e adolescentes, inclusive nos deslocamentos entre municípios durante o Carnaval.

Candeias

No encontro com Candeias do Jamari, foi informado que a programação de Carnaval estará vinculada ao aniversário do município, celebrado em 13 de fevereiro, ainda sem cronograma detalhado. O Conselho Tutelar comunicou que atuará em regime de plantão ou sobreaviso durante o período. O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) relatou o acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade e a realização de orientações, aguardando alinhamento com a gestão municipal.

Representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) informaram que serão produzidos materiais locais de divulgação e articuladas ações em espaços públicos, como feiras e pit stop, com apoio do Conselho Tutelar e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). O GAECIV/MPRO informou que encaminhará materiais oficiais da campanha nacional “Pule, Brinque e Cuide”, além de contatos de canais de denúncia, incluindo a Ouvidoria do MPRO, vídeos e jingles.

Ficou pactuado que o município deverá encaminhar, até o dia 7 de fevereiro de 2026, o plano municipal de ação e o fluxo de atendimento para o período carnavalesco, bem como produzir relatório pós-evento, com dados de ocorrências, para subsidiar o planejamento das ações em 2027.

Itapuã

Em Itapuã do Oeste, foi apresentada a previsão de três dias de programação carnavalesca, nos dias 13, 14 e 15 de fevereiro, incluindo atividades voltadas às crianças, como brincadeiras e ações itinerantes no domingo. O MPRO informou que apoiará o município com plantões, canais de denúncia e o compartilhamento de materiais oficiais para adaptação e impressão local.

Encaminhamentos

Ao final dos encontros, foram definidos encaminhamentos para formalização dos representantes na comissão interinstitucional do “Carnaval Seguro”, definição de fluxos de atendimento, escalas de plantão, cronograma de comunicação e produção de materiais informativos. Entre as ações pactuadas estão o envio do plano de ação à 19ª PJ, a inclusão do GAECIV no grupo de articulação da comissão, a realização de reunião específica para definição de fluxos, a confirmação da cobertura do sistema de identificação de crianças por QR Code em todos os blocos e a produção de relatório consolidado pós-evento.

Direito protegido

O Ministério Público de Rondônia atua para defender o direito de crianças e adolescentes à proteção integral, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A atuação do MPRO visa prevenir violações, articular a rede de proteção e garantir respostas rápidas e coordenadas diante de situações de risco, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade, como grandes eventos populares.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Desenvolve Vilhena: Prefeitura garante o maior pacote de investimentos da história do município

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Mais de R$ 60 milhões em recursos próprios foram aprovados pela Câmara Municipal e serão aplicados em todas as áreas

A Prefeitura de Vilhena teve aprovados, nesta quarta-feira, 28, pela Câmara Municipal de Vereadores, os projetos de lei que autorizam a aplicação de mais de R$ 60 milhões em investimentos com recursos próprios do município. O montante, oriundo de superávit financeiro, representa o maior pacote de investimentos já realizado com verba municipal na história das cidades no interior de Rondônia.

Os projetos foram encaminhados pelo Executivo à Casa de Leis e aprovados após análise, reforçando a responsabilidade fiscal da atual gestão e a capacidade do município de investir em todas as áreas, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

Para o prefeito Flori Cordeiro, que acompanhou a sessão e usou a tribuna para explicar detalhes dos projetos, a aprovação é resultado direto de uma política de austeridade e organização financeira. “Nos últimos três anos, o índice de gastos com pessoal foi reduzido de 54% para 37%, garantindo controle fiscal, segurança orçamentária e condições reais para ampliar investimentos estruturantes. A redução do gasto fixo permitiu direcionar recursos públicos para obras, serviços e programas que impactam diretamente a vida da população”, discursou.

O pacote contempla investimentos em saúde, educação, obras e infraestrutura, assistência social, esporte, cultura, agricultura, mobilidade urbana, trânsito e urbanismo, alcançando todas as regiões da cidade e diferentes públicos.

Na área da assistência social, estão sendo destinados R$ 3,3 milhões, sendo R$ 1 milhão para o Lar dos Idosos Maria Tereza da Lamarta e R$ 2,3 milhões para a AMAVI, fortalecendo o cuidado, o acolhimento e a dignidade das pessoas em situação de vulnerabilidade. Na saúde, o investimento chega a R$ 3,5 milhões com a construção da ala pediátrica da UPA, ampliando a estrutura e garantindo atendimento mais humanizado às crianças do município.

A mobilidade urbana recebe R$ 8,3 milhões em investimentos, incluindo R$ 4,3 milhões para a manutenção do programa Tarifa Zero no transporte coletivo, R$ 2,5 milhões para instalação de guard-rails que serão usados na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes e depois na avenida Jô Sato, R$ 1 milhão para aquisição de veículos e motocicletas para a Guarda de Trânsito e R$ 500 mil para implantação de novos pontos de ônibus. As ações respondem a demandas históricas e visam mais segurança, acessibilidade e fluidez no trânsito urbano.

Em urbanismo, será aplicado R$ 1,2 milhão na revitalização da Praça Angelo Spadari, promovendo espaços públicos mais vivos, seguros e acolhedores para a população. A cultura também é contemplada com R$ 1,2 milhão, sendo R$ 578 mil para reforma do prédio da Fundação Cultural e R$ 650 mil para o fortalecimento das políticas públicas do setor, valorizando a identidade cultural de Vilhena.

Na educação, os investimentos somam R$ 10 milhões para a construção de uma nova escola de ensino fundamental no Residencial Cidade Verde IV, reforçando a educação como base do desenvolvimento futuro do município. O esporte e lazer recebem R$ 6 milhões, com R$ 4 milhões destinados à construção de complexos esportivos e R$ 2 milhões para a modernização do Estádio Portal da Amazônia, fortalecendo o esporte como ferramenta de inclusão, saúde e oportunidades.

A maior fatia do pacote está concentrada em obras e infraestrutura, com mais de R$ 23 milhões. Os recursos serão aplicados em drenagem e combate a alagamentos, um problema crônico agravado ao longo de mais de 40 anos; cobertura da Feira Melvin Jones, reforma e ampliação da pista de caminhada da Avenida Tancredo Neves; elaboração do projeto do viaduto/trincheira da BR-364 e aquisição de materiais para a usina de asfalto e produção de CBUQ.

A agricultura recebe R$ 5,1 milhões, com investimentos em pontes de concreto, aquisição de caminhão trator e custeio da mini-usina de leite, fortalecendo o setor produtivo rural e impulsionando o desenvolvimento econômico do município.

Além do pacote aprovado, a Prefeitura também destaca investimentos já autorizados e em andamento, que somam hoje cerca de R$ 100 milhões. Desse valor, já estão garantidos R$ 5 milhões para a construção de uma escola de educação infantil no bairro Alphaville, com 380 novas vagas, e R$ 4,6 milhões para a escola de educação infantil Omar Godoi, no bairro Jardim das Oliveiras, que irá ofertar 400 novas vagas. O investimento direto na educação básica inclui ainda R$ 2,1 milhões para aquisição de uniformes e materiais escolares, beneficiando cerca de 12 mil alunos da rede municipal.

Na área de infraestrutura urbana, Vilhena já contabiliza mais de 60 quilômetros de pavimentação em setores que aguardavam há décadas, como os setores 17, 35, 20, 06, 13 e a Vila Marcol. Também está previsto o investimento inicial de R$ 300 mil na implantação de equipamentos de fiscalização eletrônica para reforçar a segurança no trânsito.

A gestão também promoveu uma valorização histórica dos servidores públicos municipais, com reajuste salarial de 29,7%, alcançando cerca de 1.200 servidores e gerando um impacto anual de aproximadamente R$ 10 milhões na economia local.

Para a administração municipal, o momento vivido por Vilhena é resultado de decisões firmes para organizar as contas públicas, planejamento responsável e compromisso com investimentos que atendem às reais necessidades da população.

OAB Rondônia alerta sobre golpes de falsos advogados

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Os golpistas utilizam indevidamente nomes, fotos e até informações reais de processos judiciais para conferir aparência de legitimidade às abordagens

Ascom OAB/RO

 

A OAB Rondônia reforça o alerta à população e à advocacia sobre a ocorrência de golpes praticados por falsos advogados, uma fraude em que criminosos se passam por profissionais da área jurídica para enganar vítimas, principalmente por meio de mensagens e ligações em aplicativos como o WhatsApp.

Os golpistas utilizam indevidamente nomes, fotos e até informações reais de processos judiciais para conferir aparência de legitimidade às abordagens, induzindo as vítimas a realizarem pagamentos via PIX ou outras formas de transferência, sob falsas promessas de liberação de valores ou celebração de acordos judiciais.

Segue sonora/entrevista com a advogada Helen Ribeiro, especialista em Direito do Consumidor e membro da Força-Tarefa de Combate ao Golpe do Falso Advogado da OAB Rondônia:

https://drive.google.com/file/d/1Ap8Tmye8JXduOIkjGobvLS84iJfmio1F/view?usp=sharing

Valor da Produção Agropecuária (VPA) atingiu R$ 171,61 bilhões em 2025

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O agronegócio de São Paulo encerrou 2025 com um resultado que, embora discreto em termos percentuais, é significativo do ponto de vista econômico e estrutural. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) do Estado atingiu R$ 171,61 bilhões, com crescimento real de 0,55% em relação a 2024, segundo estimativa preliminar do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA). Em um ano marcado por custos elevados, ajustes de mercado e desafios climáticos, o avanço indica resiliência e capacidade de adaptação do setor.

O desempenho foi puxado principalmente pelas cadeias de carnes e café, que combinaram produção consistente com melhora de preços. A carne bovina teve papel central nesse resultado, alcançando R$ 22,64 bilhões em valor de produção, alta superior a 20% em relação ao ano anterior. O crescimento reflete tanto o aumento da produção quanto a valorização do produto, impulsionada pela demanda interna mais firme e pela boa inserção da carne paulista nos mercados externo e doméstico.

Esse movimento não acontece por acaso. O avanço da pecuária em São Paulo está diretamente ligado a fatores como sanidade animal, organização da cadeia produtiva, investimentos em tecnologia, genética e gestão, além da proximidade com a indústria e a logística. Na prática, isso garante maior previsibilidade ao produtor e ajuda a transformar eficiência produtiva em renda no campo.

Outro destaque foi o café beneficiado, que somou R$ 9,60 bilhões em valor de produção e registrou crescimento expressivo, acima de 47%. O resultado foi fortemente influenciado pelo cenário internacional, marcado por restrições de oferta em países concorrentes e por uma demanda global aquecida. Com estoques mais ajustados e safras sem grandes excedentes, os preços reagiram, beneficiando o produtor paulista.

Para quem está no campo, esse movimento ajuda a explicar por que, mesmo sem grandes expansões de área, o café voltou a ganhar peso na renda agrícola. Em momentos assim, gestão comercial, qualidade do produto e timing de venda fazem diferença direta no resultado final da propriedade.

O VPA considera as 50 principais cadeias produtivas do Estado e, em 2025, manteve praticamente estável o ranking de participação. A cana-de-açúcar segue na liderança, seguida por carne bovina, laranja para indústria, carne de frango, café beneficiado, soja, ovos, leite, laranja de mesa e milho. Essa diversidade é um dos principais trunfos da agropecuária paulista, pois dilui riscos e ajuda a amortecer perdas pontuais em algumas culturas.

Embora alguns produtos tenham enfrentado retrações ao longo do ano, seja por clima, custos ou mercado, o resultado consolidado mostra que o agro paulista conseguiu atravessar 2025 com estabilidade econômica. Mais do que crescimento pontual, o VPA revela a capacidade do setor de gerar renda, sustentar empregos e manter sua relevância mesmo em cenários menos favoráveis.

Elaborado desde 1948, o VPA é uma das principais referências para o planejamento do setor agropecuário paulista. Para o produtor, o número não é apenas estatística: ele ajuda a entender tendências, identificar cadeias mais dinâmicas e orientar decisões futuras em um ambiente cada vez mais competitivo.

Fonte/Pensar Agro

Produtores vão à Justiça contra pedágio e alertam para impacto econômico

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A implantação antecipada de novos pedágios na BR-364, principal corredor logístico entre Vilhena e Porto Velho, levou entidades do setor produtivo a recorrerem à Justiça Federal para tentar suspender a cobrança. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Rondônia (Aprosoja-RO) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) protocolaram ação com pedido de tutela de urgência, argumentando que a medida compromete a previsibilidade econômica e amplia custos logísticos em um momento sensível para o agronegócio regional.

Segundo as entidades, a cobrança foi autorizada após alterações relevantes no contrato de concessão da rodovia no fim de 2025. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou mudanças contratuais, revisou tarifas e permitiu o início da cobrança cerca de seis meses antes do cronograma originalmente previsto. Para o setor produtivo, a antecipação alterou de forma abrupta a estrutura de custos do transporte, sem tempo hábil para adaptação das operações.

Estudos de impacto econômico elaborados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), utilizados como subsídio técnico na ação judicial, indicam que o pedágio tende a provocar uma redução expressiva no fluxo de cargas que cruzam Rondônia. A estimativa é de queda próxima a 3 milhões de toneladas no transporte originado no Mato Grosso com destino a Porto Velho, o que representaria retração de cerca de 44% nesse corredor logístico.

Na avaliação do setor, a consequência direta seria menos movimentação econômica no estado, perda de escala logística e redução na geração de renda. Além disso, transportadoras já analisam a mudança de rotas, inclusive para o abastecimento de combustíveis, o que pode elevar custos e pressionar preços ao consumidor final. A leitura é que o impacto do pedágio vai além do agronegócio e alcança a economia rondoniense como um todo.

Outro ponto levantado na ação é a forma como a revisão contratual foi conduzida. Embora a concessionária tenha recebido prazo ampliado para avaliar os efeitos das alterações na estrutura de custos, os usuários da rodovia passaram a arcar imediatamente com a nova tarifa. Para produtores e transportadores, isso cria um desequilíbrio, pois o pagamento ocorre antes da consolidação de parâmetros que garantam proporcionalidade e transparência.

O setor produtivo também argumenta que o novo custo compromete contratos firmados com antecedência. A produção de soja e milho envolve planejamento de longo prazo, com definição prévia de preços, fretes, financiamentos e operações de troca. A introdução repentina de um custo logístico relevante afeta margens já apertadas e coloca em risco a segurança jurídica dessas negociações.

As entidades ressaltam que não se posicionam contra a concessão da rodovia nem contra investimentos em infraestrutura. A defesa é por um modelo que respeite previsibilidade, transparência e proporcionalidade, evitando que mudanças contratuais de grande impacto sejam repassadas de forma imediata ao usuário. Enquanto a Justiça analisa o pedido, o debate reacende a discussão sobre equilíbrio regulatório, custos logísticos e competitividade em regiões dependentes de longos corredores rodoviários.

Pensar agro

PRF apreende quase 4 kg de entorpecente

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A Polícia Rodoviária Federal em Rondônia apreendeu, na noite desta sexta-feira (23), cerca de 3,92 kg de haxixe durante uma abordagem no km 208 da BR-364, em Pimenta Bueno. A droga era transportada em um ônibus interestadual que fazia o itinerário entre Rio Branco (AC) e Brasília (DF).

Durante a fiscalização, os agentes sentiram um forte odor característico de maconha vindo de uma bolsa de mão. Ao vistoriarem a bagagem, localizaram a droga envolta em pó de café e plástico filme. Uma passageira foi identificada como responsável pelo transporte após apresentar comportamento suspeito e contradições durante a entrevista policial.

Diante dos fatos, a mulher e o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para providências cabíveis, sob o enquadramento no crime de tráfico de drogas.

PRF