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Anvisa proíbe venda de leite condensado e dois suplementos

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Intoxicação e origem desconhecida provocaram as medidas do órgão

Matheus Crobelatti* – Agência Brasil/Foto: © Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (2), a interdição cautelar do leite condensado semidesnatado La Vaquita e apreendeu os suplementos Glicojax e Durasil.

O lote do leite condensado foi reprovado no teste microbiológico Estafilococos Coagulase Positiva (ECP), após análises fiscais do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels. O teste mede a quantidade de bactérias Staphylococcus aureus em alimentos, bebidas e embalagens, que, em níveis elevados, podem causar intoxicações alimentares e outras doenças.

A Anvisa atribuiu o leite condensado La Vaquita à empresa Apti Alimentos, porém, a alimentícia afirmou, em nota oficial, que o produto não faz parte do seu portfólio e que foi associado erroneamente pela agência de vigilância sanitária.

Suplementos

A Anvisa constatou que os suplementos Glicojax e Durasil possuem origem desconhecida e utilizam propagandas enganosas. O Glicojax diz possuir benefícios terapêuticos, como auxílio no controle da glicose sanguínea, suporte cardiovascular, suporte à saúde metabólica e controle da diabetes. Segundo a Anvisa, tais benefícios não apresentam comprovação científica.

Já o suplemento em gotas da marca Durasil promete aliviar dores e melhorar a função erétil. O produto também tem o fabricante desconhecido. Apesar das irregularidades, plataformas de vendas online como Shopee e Mercado Livre continuam a distribuir o suplemento.

A Agência Brasil entrou em contato com as empresas e aguarda os retornos.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

TSE recebe 1,4 mil sugestões para regras das Eleições 2026

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Audiências nestas terça e quarta-feiras vão avaliar as propostas

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil/Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu nesta terça-feira (3) uma série de audiências públicas para ouvir sugestões sobre as regras que devem vigorar durante as Eleições de 2026, após ter recebido 1.423 propostas de alterações nas resoluções eleitorais para este ano.

No mês passado, a Justiça Eleitoral publicou 12 minutas de resolução e abriu um prazo, que se encerrou em 30 de janeiro, para o envio de sugestões por qualquer cidadão ou instituição interessados. Algumas dessas propostas foram selecionadas para serem apresentadas ao vivo, em audiências públicas realizadas nos dias 3 e 4 de fevereiro.

A transmissão das audiências pode ser acompanhada ao vivo pelo canal do TSE no YouTube.

A realização da consulta à sociedade civil pela Justiça Eleitoral é realizada a cada ciclo eleitoral, sendo um procedimento obrigatório conforme a legislação vigente. Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano eleitoral para debater e aprovar todas as normas.

Durante a abertura das audiências, o ministro Nunes Marques, vice-presidente do TSE e por isso relator das resoluções eleitorais deste ano, destacou o número considerado alto de contribuições registradas neste ano.

“Esse expressivo volume de contribuições evidencia o interesse, o engajamento e a relevância do debate em torno das normas eleitorais.” 

Em seu discurso, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou o compromisso com a ética durante o período eleitoral.

Ela enfatizou a visão de que a desconfiança nas instituições é fonte de instabilidade social e insegurança jurídica: “Devemos ser rigorosos e intransigentes com qualquer desvio ético.”

Na noite de segunda-feira (2), ao abrir o ano judiciário em cerimônia no TSE, ministra propôs uma série de regras para disciplinar a atuação de magistrados durante o período eleitoral. 

Mudanças para 2026

Ao publicar as minutas de resolução, o relator Nunes Marques fez ele próprio diversas sugestões para alterar as normas eleitorais.

As mudanças tratam de calendário eleitoral, manifestações na pré-campanha, pesquisas eleitorais, critérios para distribuição de recursos eleitorais e responsabilidade pela remoção de conteúdos digitais com ataques ao processo eleitoral, entre outros temas.  

Entre as principais sugestões está o aumento da responsabilidade das plataformas de redes sociais por conteúdos que promovam ataques ao processo eleitoral.

O ministro propôs que as empresas provedoras sejam obrigadas a retirar do ar as publicações mesmo sem autorização judicial. 

Pela regra vigente, que valeu para as últimas eleições municipais, os provedores de serviços de redes sociais somente poderiam ser responsabilizados caso descumprissem alguma decisão judicial. Nunes Marques propôs aumentar o rigor contra esse tipo de conteúdo.

O ministro, contudo, deixou inalteradas as regras sobre a utilização de inteligência artificial durante a campanha. Em 2024, o TSE aprovou normas para o uso de IA na propaganda eleitoral, incluindo a proibição do chamado deep fake – conteúdo fabricado em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos e que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia.

>> Entenda as regras para utilização de IA nas eleições.

Pré-campanha

O ministro também incluiu novas exceções para o comportamento de candidatos na pré-campanha. Ele propôs, por exemplo, liberar as lives em perfis nas redes sociais de pré-candidatos, desde que essas transmissões ao vivo não tenham pedidos de votos ou menções às pré-candidaturas.

Ele também propôs regras mais claras para isentar pessoas por críticas feitas à administração pública atual, mesmo se feita com a contratação de impulsionamento na internet, “desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral”, escreveu o ministro.

A proposta assinada por Nunes Marques libera as manifestações espontâneas “em ambientes universitários, escolares, comunitários ou de movimentos sociais, respondendo os responsáveis por eventuais abusos nos termos da lei”.

A exceção seria válida somente se a presença do pré-candidato no local ou o evento não tiverem sido financiados, direta ou indiretamente, por pré-candidatas, pré-candidatos, partidos ou federações.

Em relação ao financiamento de campanha, Nunes Marques sugeriu, por exemplo, que os partidos possam alterar os critérios de distribuição dos recursos até 30 de agosto, desde que a mudança seja justificada. Tais critérios devem ser aprovados pela maioria do diretório nacional das siglas.

Sílvia Cristina e Maurício Carvalho debatem federação em RO

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Os deputados federais Sílvia Cristina e Maurício Carvalho, se reuniram nesta segunda-feira (2) em Porto Velho, para discutir o fortalecimento da federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, e também sobre as pré-candidaturas majoritárias, além da composição para as eleições proporcionais.

Sílvia preside o Progressista no Estado e é pré-candidata ao Senado, com uma boa colocação em todas as pesquisas. Já Maurício deve sair à reeleição à Câmara Federal.

“Estamos na pré-campanha, mas o processo eleitoral já está sendo conduzido, com as definições de composições, de alinhamentos políticos e estabelecendo os nomes de pré-candidaturas majoritárias. É um processo importante neste momento, pois estou pré-candidata ao Senado e ter o apoio da federação nessa empreitada é decisivo”, explicou Sílvia Cristina.

O fortalecimento da federação foi um tema importante no encontro. A formação de uma nominata forte, para estadual e federal, é uma prioridade. A federação trabalha ainda para apresentar um nome competitivo ao Governo.

 

 

Assessoria

MPF pede revisão do pedágio e concessão da BR-364

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Ação busca garantir transparência no processo regulatório, revisão das tarifas e reparação aos usuários da rodovia em Rondônia

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública com o objetivo de estabelecer o controle judicial sobre a concessão da BR-364 no estado de Rondônia. Na ação, o MPF requer que o processo regulatório e os atos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sejam submetidos à supervisão da Justiça Federal. O MPF pede que a concessão seja reavaliada de forma estrutural para garantir que o contrato observe os princípios da legalidade e da proteção dos usuários. A ação foi movida contra a ANTT, a concessionária Rodovia Nova 364 S.A. e a União.

O MPF pede à Justiça que determine um novo processo de repactuação da concessão, sob a ótica do interesse público e do equilíbrio econômico-financeiro. De acordo com a ação, a cobrança de pedágio deve estar vinculada à efetiva entrega das melhorias previstas, incluindo as obras de duplicação. O MPF também quer a revisão das tarifas para patamares compatíveis com a realidade socioeconômica local e a restituição de valores cobrados indevidamente.

O órgão requer, ainda, a suspensão do modelo de cobrança baseado no sistema free flow (fluxo livre) com os valores aprovados, que chegam a R$ 37,00 em Cujubim (RO). A medida fundamenta-se na ausência de estudos técnicos idôneos e de Análise de Impacto Regulatório (AIR) que justifiquem o custo e o modelo adotado. Entre os pedidos, o MPF solicita que a Justiça determine à ANTT a realização da AIR e de audiências públicas nos principais municípios afetados, além da apresentação de um estudo de viabilidade.

A atuação do MPF ocorre em um contexto no qual outras ações judiciais resultaram na suspensão temporária da cobrança da tarifa por meio de liminares. No entanto, a ação do MPF apresenta pedidos mais amplos e estruturantes, focados no controle do contrato e na correção definitiva de irregularidades no processo regulatório.

Com a ação, o MPF busca assegurar que a concessão da BR-364 seja conduzida em conformidade com o interesse público, garantindo segurança jurídica e transparência na relação entre o Poder Público, a concessionária e os usuários.

Ação Civil Pública nº 1001556-63.2026.4.01.4100
Íntegra da ação

Ministério Público de Rondônia oferece denúncia contra investigados na operação Boi Gordo

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) ofereceu, nesta quarta-feira (4/2), denúncia contra 6 (seis) pessoas investigadas na Operação Boi Gordo, deflagrada em 2019 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o objetivo de instruir complexa investigação iniciada a partir de informações reveladas em acordo de colaboração premiada firmado na Procuradoria-Geral da República e homologado pelo Supremo Tribunal Federal.

As apurações, que envolveram diversas diligências, incluindo medidas cautelares pessoais e probatórias, bem como colaborações premiadas celebradas pelo MPRO e homologadas pelo Tribunal de Justiça de Rondônia, apontaram a existência de Organização Criminosa estruturada em núcleo empresarial, de intermediação e de agentes públicos, voltada à prática de fraudes fiscais e lavagem de capitais no contexto da atuação de unidades frigoríficas de grande grupo econômico do setor de carnes em diversos municípios de Rondônia, mediante manipulação de créditos presumidos de ICMS e compra de proteção contra fiscalizações tributárias.

São imputados aos denunciados os crimes de constituição e integração de organização criminosa agravada pelo envolvimento de funcionário público (art. 2º, § 4º, II, da Lei 12.850/2013), tráfico de influência qualificado pela alegação de destinação da vantagem indevida a agentes públicos (art. 332, parágrafo único, do Código Penal), corrupção passiva majorada (art. 317, § 1º, do Código Penal) e múltiplos crimes de lavagem de capitais (art. 1º, caput e § 1º, I, da Lei 9.613/1998), todos, em tese, praticados em concurso material entre si.

De acordo com a denúncia, o grupo teria oferecido a dirigentes do conglomerado empresarial um “pacote” ilícito que combinava a majoração artificial de créditos presumidos de ICMS, reduzindo indevidamente o tributo devido, com a promessa de blindagem contra ações fiscais, inclusive por meio de fiscalizações “estratégicas” previamente ajustadas para conferir aparência de normalidade aos lançamentos tributários.

Segundo apurado, a fraude fiscal identificada em diversas unidades frigoríficas instaladas no Estado de Rondônia gerou perda de receita tributária da ordem de R$ 159 milhões apenas em ICMS não recolhido, montante que supera R$ 439 milhões quando acrescidos multas, juros e atualização monetária, conforme autos de infração lavrados pela Secretaria de Estado de Finanças (Sefin/RO). Em contrapartida, a esses benefícios fiscais ilícitos e à proteção contra a atuação fiscalizatória, as investigações apontam o pagamento de propinas milionárias ao grupo denunciado, com destaque para o valor mínimo de R$ 7.026.048,16 em vantagens indevidas identificadas em espécie e por transferências bancárias dissimuladas por contratos e notas fiscais de serviços contábeis supostamente prestados, além de pagamentos mensais a agente público responsável pela fiscalização tributária de unidade frigorífica em Ariquemes/RO, operacionalizados por intermédio de contas de terceiros.

Além da condenação ao cumprimento das penas privativas de liberdade e pecuniárias cominadas aos crimes apontados, o Ministério Público requereu a perda de bens, direitos e valores obtidos direta ou indiretamente com as infrações, inclusive mediante aplicação do confisco alargado previsto no art. 91-A do Código Penal, bem como a condenação dos denunciados ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 439.888.027,82 (quatrocentos e trinta e nove milhões, oitocentos e oitenta e oito mil, vinte e sete reais e oitenta e dois centavos), em razão da gravidade do esquema de corrupção e fraude tributária que atingiu a arrecadação do Estado e a concorrência leal no setor econômico. Também foi requerida a perda dos cargos e funções públicas ocupados à época dos fatos pelo agente estatal envolvido, em caso de condenação.

Agora inicia-se a fase judicial, com a remessa da denúncia ao Poder Judiciário para análise sobre seu recebimento, citação dos denunciados para apresentação de resposta à acusação, instrução processual e, ao final, julgamento do mérito dos pedidos condenatórios formulados pelo Ministério Público de Rondônia.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

MPRO garante na Justiça continuidade de processo para melhorar serviços de água e esgoto em Cerejeiras

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) uma decisão que garante a continuidade do processo de concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Cerejeiras. O Tribunal julgou procedente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, e declarou que o Decreto Legislativo nº 128/2024, editado pela Câmara de Vereadores, não era compatível com a Constituição Estadual, sendo, por isso, invalidado.

Entenda o caso

O Decreto Legislativo nº 128/2024 suspendia atos relacionados ao Processo Administrativo nº 393/2021, da Prefeitura de Cerejeiras, que trata da concessão dos serviços públicos de água e esgoto no município.

Na ação, o Ministério Público argumentou que a Câmara de Vereadores não tem competência para paralisar uma licitação conduzida pela Prefeitura. Segundo a Constituição, o Legislativo municipal só pode suspender atos do Executivo em situações muito específicas — como quando há abuso do poder de regulamentar leis —, o que não ocorreu neste caso.

De acordo com o Procurador-Geral de Justiça, decidir sobre a concessão de serviços públicos, como o saneamento básico, é uma atribuição da Prefeitura, não da Câmara de Vereadores. A interferência do Legislativo nesse tipo de decisão administrativa viola o princípio constitucional da separação dos poderes.

Decisão do Tribunal

O relator do caso, desembargador Osny Claro, acolheu os argumentos do Ministério Público e entendeu que a Câmara Municipal extrapolou suas competências ao utilizar decreto legislativo para suspender atos administrativos do Poder Executivo.

Por unanimidade, o Tribunal reconheceu que a análise da legalidade de atos administrativos, como processos licitatórios, é atribuição do Poder Judiciário, e não do Poder Legislativo. Ao suspender diretamente o andamento do processo administrativo, a Câmara interferiu indevidamente nas atribuições do Executivo.
Com o julgamento, o Decreto Legislativo nº 128/2024 foi declarado inconstitucional, com efeitos retroativos. Isso significa que a norma é considerada inválida desde o momento em que foi criada, como se nunca tivesse existido.

Atuação da Promotoria

A atuação do Ministério Público teve início na comarca de Cerejeiras, onde o Promotor de Justiça Ivo Alex Tavares Stocco identificou indícios de inconstitucionalidade na norma e encaminhou representação ao Procurador-geral de Justiça para a propositura da ação.

A atuação do MPRO reafirma seu compromisso com a fiscalização das instituições e a garantia de que os serviços essenciais cheguem à população de forma eficiente e dentro da legalidade.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Deputada estadual Rosangela Donadon se reúne com produtores da Linha Rio Vermelho, em Vilhena

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Parlamentar articula solução para levar energia elétrica a mais de 13 famílias da zona rural

A deputada estadual Rosangela Donadon (União Brasil) se reuniu, nesta semana, com produtores rurais da Linha Rio Vermelho, em Vilhena, para tratar de demandas prioritárias da comunidade, com foco na melhoria da infraestrutura e no fortalecimento da produção agrícola local.

A reunião foi organizada por Jair Dornelles e contou com a presença de agricultores da região, que apresentaram as principais dificuldades enfrentadas no dia a dia. Entre as demandas debatidas, destacou-se a necessidade de implantação de energia elétrica para atender mais de 13 famílias, uma reivindicação essencial para garantir melhores condições de trabalho, produção e qualidade de vida no campo.

Durante o encontro, foi realizada uma chamada de vídeo com o responsável da Energisa em Porto Velho, Dr. Fabiano, possibilitando um diálogo direto sobre a situação da localidade e os encaminhamentos técnicos necessários para avançar na solução do problema.

Segundo a deputada Rosangela Donadon, a escuta ativa das comunidades rurais é uma das prioridades do mandato.

“Nosso trabalho é estar presente, ouvir os produtores e buscar soluções concretas. Energia elétrica é desenvolvimento, é dignidade e é fundamental para fortalecer a agricultura familiar em Rondônia”, ressaltou.

A reunião foi considerada bastante produtiva, com encaminhamentos definidos e o compromisso de acompanhamento junto aos órgãos responsáveis. A deputada reafirmou que continuará trabalhando firmemente em defesa do desenvolvimento rural, apoiando os agricultores e promovendo ações que impulsionem o crescimento do setor produtivo em todo o estado de Rondônia.

Por assessoria parlamentar

Conheça a rondoniense que conquistou milhões de visualizações após cantar em praia do Rio de Janeiro

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Vídeo foi gravado e publicado pelo cantor e influenciador britânico Luke Silva. Publicações já somam mais de 15 milhões de visualizações nas redes sociais.

Cantando de forma espontânea a música When I Was Your Man, de Bruno Mars, na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), a enfermeira Milena Santana, natural de Ji-Paraná (RO), viu um vídeo mudar o rumo da sua história. A gravação, feita de forma despretensiosa, viralizou nas redes sociais e reacendeu o sonho de seguir carreira como cantora. (Veja acima)

O vídeo foi gravado e publicado pelo cantor e influenciador digital britânico Luke Silva, conhecido por registrar encontros musicais espontâneos ao redor do mundo. Somadas, as publicações já ultrapassam 15 milhões de visualizações nas redes sociais.

Em entrevista ao g1, Milena contou que o desejo de viver da música nasceu cedo. Ainda criança, começou a cantar timidamente na igreja e em casa. Com o passar dos anos, passou a se apresentar em eventos, formaturas e apresentações escolares, tornando-se uma voz conhecida em cerimônias no interior de Rondônia. Para ela, cantar sempre foi algo natural.

“Mesmo sem entender exatamente o que aquilo significava, eu sentia que a música era uma forma de me expressar. Sempre cantei para Deus e sempre procurei levar Deus em tudo o que faço através da música”, revela.

Na adolescência, Milena deixou Rondônia para estudar em um internato no Paraná. Lá, integrou grandes corais, experiência que contribuiu para sua formação musical e abriu portas para viagens internacionais.

Em 2017, se apresentou em cidades como Orlando, Washington, Boston e Nova York. Dois anos depois, em 2019, participou de uma turnê pela Flórida, passando por Orlando, Miami e Atlanta.

Após concluir o ensino médio, Milena venceu um concurso evangélico de canto. Como prêmio, ganhou a gravação de um videoclipe em estúdio, mas o projeto não seguiu adiante por motivos que, segundo ela, estavam fora de seu controle.

Acaso ou destino?

O tempo passou, mas o sonho nunca foi deixado de lado. Ele apenas aguardava uma nova oportunidade — que surgiu em dezembro de 2025, quando Milena foi convidada para cantar no casamento de uma amiga, no Rio de Janeiro. A viagem, no entanto, quase não aconteceu. Um forte tornado provocou o cancelamento de centenas de voos, incluindo o dela.

“Mais de 200 voos foram cancelados, incluindo o meu. Acabei perdendo dois dias de viagem e achei que não conseguiria chegar ao Rio de Janeiro para o casamento da minha amiga. No fim, deu tudo certo — e ainda saí com esse presente inesperado, que foi gravar esse vídeo”, conta.

O encontro com Luke Silva aconteceu na orla de Ipanema, onde o influenciador se apresentava. Mesmo tímida, Milena aceitou o convite para cantar e arriscou no inglês. A música escolhida foi When I Was Your Man, de Bruno Mars, de quem é fã.

“Na hora, passou um misto de sentimentos. Eu estava toda desarrumada, com o cabelo bagunçado, e pensei que não estava preparada. Ao mesmo tempo, senti muito forte que eu precisava cantar com ele, mesmo com a timidez”, relembra.

Um novo capítulo

A gravação marcou um novo capítulo na trajetória de Milena. Pouco tempo depois, internautas passaram a marcá-la nas publicações de Luke, e os números começaram a crescer rapidamente. O perfil, que antes tinha cerca de 5 mil seguidores, ultrapassou a marca de 100 mil — e continua em ascensão.

Além do aumento de seguidores, vieram o incentivo, a admiração e o reconhecimento, que cruzaram fronteiras e chegaram a países como Japão, Alemanha, Estados Unidos, Espanha e Índia. Milena também destaca o apoio dos rondonienses, que, segundo ela, reforçou o orgulho de levar o nome do estado para o mundo.

“Meu maior sonho é viver da música, tocar pessoas através da minha voz, crescer no meio digital e influenciar vidas de forma positiva, sempre levando o nome de Deus. Hoje, esse sonho ganhou um novo capítulo”, afirma.

Com a repercussão do vídeo, Milena foi convidada para gravar uma música com Luke Silva em Londres. Para ela, tudo está apenas começando — e acontecendo de forma natural, assim como o encontro que viralizou nas redes sociais.

“Esse momento foi um divisor de águas. Não significa que o sonho já se realizou, mas ele está apenas começando […] Sinto no meu coração uma emoção muito grande e um chamado para crescer na música e tocar o coração das pessoas através dela”, finaliza.

Fonte/G1/Por Mateus Santos, g1 RO

Balanço mostra que Estado lidera exportações brasileiras de carne bovina

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O Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) divulgou nesta sexta-feira (30.01) um balanço que confirma Mato Grosso como o principal exportador de carne bovina do Brasil em 2025. O Estado respondeu por 23,1% de todo o volume embarcado pelo país, consolidando sua liderança no comércio internacional da proteína animal.

Ao longo do ano, Mato Grosso exportou cerca de 978,4 mil toneladas de carne bovina, com destino a 92 países, em um desempenho considerado histórico pelo setor. O volume coloca o Estado à frente de São Paulo (833,8 mil toneladas), Goiás (508,1 mil), Mato Grosso do Sul (450,1 mil) e Minas Gerais (324,6 mil).

Segundo o Imac, o resultado reflete um ano de forte atividade da pecuária mato-grossense. Em 2025, foram abatidas aproximadamente 7,4 milhões de cabeças de gado, gerando uma receita próxima de US$ 4 bilhões com as exportações. O preço médio da tonelada ficou em torno de US$ 5,4 mil, evidenciando a valorização da carne brasileira em mercados estratégicos.

Além do volume, o levantamento aponta uma mudança relevante no perfil dos destinos da carne produzida em Mato Grosso. A China manteve a liderança, concentrando 54,8% das compras, mas outros mercados ampliaram participação. A Rússia respondeu por 6%, o Chile por 4,85% e os Estados Unidos por 4,1% das importações ao longo do ano.

Para o Imac, essa diversificação é um sinal de maturidade do setor. “Embora a China continue sendo o principal destino, o crescimento de outros mercados mostra que Mato Grosso tem conseguido acessar países com diferentes exigências sanitárias e comerciais. Isso reduz riscos e amplia as oportunidades de valorização da carne mato-grossense no cenário global”, afirmou o diretor de Projetos do instituto, Bruno de Jesus Andrade, em nota.

Os dados também revelam diferenças significativas nos preços pagos conforme o mercado de destino. A União Europeia liderou os valores médios, com US$ 6.022,79 por tonelada, seguida pelo Oriente Médio, com US$ 4.250,79. Já a China, apesar de ser o maior comprador em volume, registrou preço médio de US$ 4.145,84 por tonelada, abaixo dos mercados mais exigentes em termos de padrões sanitários e certificações.

Na avaliação do setor, os números divulgados pelo Imac reforçam a posição estratégica de Mato Grosso no agronegócio brasileiro e evidenciam o avanço da pecuária estadual não apenas em escala produtiva, mas também em acesso a mercados de maior valor agregado, fator decisivo para a sustentabilidade econômica da atividade nos próximos anos.
Pensar Agro

Exportações do agro batem recorde histórico e somaram quase R$ 98 bilhões

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais atingiram um patamar histórico em 2025, impulsionadas principalmente pela valorização das commodities e pela diversificação de mercados. Dados do Boletim Logístico – Ano IX, janeiro de 2026, divulgado nesta segunda-feira (26.01) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostram que o setor somou R$ 97,7 bilhões em vendas externas entre janeiro e novembro, alta de quase 13% em relação ao mesmo período de 2024, quando a receita foi de R$ 92,3 bilhões.

O resultado consolida o maior valor já registrado desde o início da série histórica, em 1997, segundo a estatal. Mesmo com recuo no volume total embarcado, que caiu 6,6%, para 15,3 milhões de toneladas, a combinação entre preços internacionais mais elevados e qualidade dos produtos garantiu o avanço da receita.

O café manteve a liderança absoluta da pauta exportadora e foi o principal responsável pelo desempenho recorde. A receita do produto alcançou R$ 54,9 bilhões, crescimento de 41% em relação ao ano anterior, mesmo com queda de 12,5% no volume exportado. O movimento foi sustentado pela forte valorização do preço médio internacional, que saltou de R$ 22,7 mil para R$ 36,7 mil por tonelada, refletindo a restrição da oferta global e a demanda aquecida.

Na sequência aparece o complexo soja, com R$ 15,1 bilhões em exportações e volume de 7 milhões de toneladas. O segmento, no entanto, enfrentou um ambiente menos favorável, marcado por demanda internacional mais moderada e preços globais em queda ao longo do ano, o que limitou o crescimento da receita. Já o setor sucroalcooleiro somou R$ 10,3 bilhões, impactado por ajustes de mercado e perda de competitividade frente a outros exportadores.

A diversificação da pauta e dos destinos segue como uma das marcas do agro mineiro. Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 643 produtos agropecuários foram exportados para 177 países em 2025, reforçando a resiliência do setor diante das oscilações do comércio internacional.

No segmento de proteínas animais, o desempenho também foi positivo. As exportações de carnes bovina, suína e de frango renderam R$ 9,2 bilhões, alta de 7% na comparação anual, com embarques de 463 mil toneladas. A carne bovina liderou o avanço, beneficiada por preços firmes e pela demanda externa, especialmente em mercados que buscam fornecedores com padrões sanitários mais elevados.

Os dados reforçam o papel do agronegócio como pilar da economia mineira e mostram que, mesmo em um cenário de volatilidade global, o Estado conseguiu ampliar receitas ao capturar valor por meio de preços, qualidade e diversificação — uma estratégia que tende a ganhar ainda mais relevância em 2026.

Pensar Agro