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Parlamentares querem mais tempo para analisar acordo e alertam para riscos ao agro

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) avalia que o Congresso Nacional ainda não está pronto para votar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e defende mais tempo para uma análise aprofundada dos impactos do tratado sobre o agronegócio brasileiro. A posição foi reforçada pelo presidente da bancada, deputado Pedro Lupion, após reunião da FPA nesta terça-feira.

O acordo, encaminhado pelo governo federal à Câmara dos Deputados, precisa ser ratificado pelo Legislativo para entrar em vigor. Apesar da sinalização de que o texto poderia ser analisado ainda em fevereiro, a bancada do agro considera que o momento exige cautela, especialmente diante das salvaguardas adicionais incluídas pela União Europeia, que podem afetar diretamente a competitividade das exportações brasileiras.

Segundo Lupion, o texto principal do acordo é positivo e atende, de forma geral, às demandas da produção agropecuária e industrial do Brasil. O problema, na avaliação da FPA, está nas regras complementares adotadas posteriormente pelo bloco europeu, muitas delas para atender pressões internas de produtores europeus, o que pode resultar em barreiras práticas ao acesso do agro brasileiro ao mercado da UE.

“A bancada não é contra o acordo. O texto é bom. O que nos preocupa são as salvaguardas impostas depois da tramitação, que podem se transformar em obstáculos reais às nossas exportações”, afirmou Lupion. Para ele, votar o tratado sem enfrentar esse ponto seria expor o produtor rural brasileiro a riscos desnecessários.

A FPA defende que o Brasil construa mecanismos internos de proteção, sem reabrir a negociação internacional. Entre as alternativas em debate estão medidas administrativas e regulatórias que permitam reação rápida do país caso a União Europeia suspenda cotas, imponha exigências adicionais ou descumpra, na prática, o espírito do acordo. A Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada no ano passado, é vista como uma das ferramentas possíveis.

Para o deputado, a pressa na votação pode comprometer a posição do Brasil no longo prazo. “Não se trata de derrubar o acordo, mas de garantir que ele não vire uma armadilha para quem produz. O produtor precisa de previsibilidade, segurança jurídica e condições reais de competir”, ressaltou.

O tema tem mobilizado reuniões entre a FPA, entidades do setor agropecuário e representantes do governo, além de diálogos com diplomatas brasileiros envolvidos na negociação com a União Europeia. A avaliação predominante no setor é que o acordo pode abrir oportunidades importantes, desde que venha acompanhado de regras claras e capacidade de reação do Estado brasileiro.

Enquanto o governo trabalha para avançar na tramitação, a mensagem da bancada do agro é direta: o acordo Mercosul–União Europeia é estratégico, mas não pode ser aprovado sem garantias efetivas de proteção à produção rural brasileira.

Pensar Agro

Plano Clima atrasa e gera incertezas sobre regras, crédito e investimentos

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A demora do governo federal em concluir e divulgar o Plano Clima, que vai orientar a política brasileira de enfrentamento às mudanças climáticas até 2035, começa a gerar insegurança para o setor do agronegócio. Embora o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) tenha aprovado, em dezembro passado, as diretrizes gerais e metas setoriais, as chamadas estratégias transversais — justamente as que tratam de financiamento, implementação e impactos econômicos — seguem sem validação final.

Essas estratégias são consideradas decisivas para o agro porque envolvem temas diretamente ligados ao dia a dia do produtor, como acesso a crédito, adaptação climática, custos da transição, capacitação técnica e previsibilidade regulatória. Sem esses pilares definidos, o risco é que metas ambientais avancem no papel, mas sem clareza sobre quem paga a conta, como será a transição e quais instrumentos estarão disponíveis para quem produz.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) afirma que a validação das estratégias transversais deve ocorrer no primeiro trimestre de 2026, alegando que o volume de documentos — mais de mil páginas — exige análise jurídica e ajustes técnicos. A pasta reconhece a expectativa do setor produtivo, mas sustenta que o processo está em fase final de consolidação.

Para o agronegócio, o problema não é apenas o atraso, mas a ausência de informações objetivas. O Plano Clima define como cada setor deverá contribuir para que o Brasil cumpra sua NDC, compromisso firmado no Acordo de Paris. No caso do agro, isso significa mudanças em práticas produtivas, exigências ambientais, rastreabilidade, uso de insumos e, possivelmente, novas condicionantes para acesso a financiamento público e privado.

Especialistas apontam que as estratégias transversais são o coração do plano, pois tratam dos meios de execução. Sem elas, qualquer planejamento tende a ficar travado. O receio no campo é que o produtor seja cobrado por metas ambientais antes mesmo de saber quais instrumentos de apoio estarão disponíveis, especialmente em um cenário de margens apertadas, juros elevados e eventos climáticos cada vez mais extremos.

Outro ponto de atenção para o setor é o risco de o debate climático ser contaminado pelo calendário eleitoral. Técnicos que acompanham o tema avaliam que o Plano Clima precisa ser uma política de Estado, e não de governo, para garantir estabilidade de regras ao produtor rural. A postergação da divulgação aumenta o temor de ajustes políticos que distorçam critérios técnicos e ampliem a insegurança jurídica.

Paralelamente, o governo também trabalha no chamado “mapa do caminho” para a redução do uso de combustíveis fósseis, documento que envolve diretamente os setores de energia, indústria e logística — todos com impactos indiretos sobre o agro. A expectativa era que esse mapa estivesse alinhado às metas do Plano Clima, mas, até agora, essa convergência ainda não está clara.

Para o produtor rural, a principal demanda é objetiva: previsibilidade. O agro brasileiro já avançou em práticas sustentáveis, integração lavoura-pecuária-floresta, uso racional de insumos e tecnologias de baixa emissão. O que falta, segundo representantes do setor, é um plano que reconheça esse esforço e apresente caminhos viáveis, com financiamento acessível, regras claras e prazos realistas.

Enquanto o Plano Clima não sai do papel, cresce no campo a percepção de que decisões estratégicas estão sendo adiadas. Investimentos em tecnologia, adequações produtivas e até planos de expansão ficam em compasso de espera, reforçando a avaliação de que, sem execução bem definida, a política climática corre o risco de se tornar mais um fator de incerteza para quem produz.

Pensar Agro

TSE irá garantir tradução para línguas indígenas nas audiências públicas sobre normas das Eleições 2026

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Iniciativa inédita do ministro Nunes Marques, vice-presidente do Tribunal e relator das resoluções do pleito, prevê tradução simultânea e intérpretes de três línguas indígenas nas transmissões das audiências, que ocorrem de 3 a 5 de fevereiro

Iniciativa inédita do ministro Nunes Marques, vice-presidente do Tribunal e relator das resoluçõ...
A democracia incorpora demandas por igualdade, respeito a direitos, participação política e justiça social. Foto: Ascom/TRE-RO

As audiências públicas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tratar do texto preliminar das resoluções das Eleições Gerais 2026 contarão com tradução simultânea e intérpretes de línguas indígenas. A medida inédita é do vice-presidente da Corte e relator das resoluções do pleito, ministro Nunes Marques, e será implementada nos dias 3 e 4 de fevereiro, a partir das 10h, e no dia 5, a partir das 11h, durante transmissão ao vivo das audiências pelo canal do TSE no YouTube.

A iniciativa do ministro Nunes Marques tem como objetivo ampliar a inclusão, a diversidade e a acessibilidade. O trabalho irá envolver intérpretes das línguas Tikuna, Yaathe (Fulni-ô) e Kaingang, além de tradutores-intérpretes de Línguas Indígenas de Sinais (Tilis).

O ministro foi também o relator da Consulta nº 0600222-07, apreciada pelo Tribunal em 27 de fevereiro de 2024, na qual ficou definido que as candidaturas de pessoas indígenas registradas por partidos e federações partidárias passarão a contar com distribuição proporcional — nos mesmos moldes estabelecidos às pessoas negras — de recursos financeiros oriundos do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, denominado Fundo Partidário, e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), além de tempo gratuito de rádio e televisão.

Essa determinação de distribuição proporcional de recursos está agora consolidada nas minutas de resoluções da relatoria do ministro submetidas à audiência pública.

“A democracia incorpora demandas por igualdade, respeito a direitos, participação política e justiça social. Esse avanço representa passo importante na inclusão política dos povos originários, ao ampliar a pluralidade nas nossas instituições”, ressaltou o ministro Nunes Marques.

A iniciativa se insere no escopo da Resolução nº 74/135 da Assembleia Geral das Nações Unidas, que proclamou o período de 2022-2032 como a Década Internacional das Línguas Indígenas.

De igual forma, abrange o objetivo 10.2 de redução das desigualdades, previsto na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Diversidade linguística e representatividade 

A escolha das línguas considerou critérios como número de falantes, vitalidade linguística e abrangência territorial dos povos originários representados. De acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 391 etnias e 295 línguas indígenas. Entre as quatro mais faladas, estão a língua Tikuna, com 51.978 falantes, e a Kaingang, com 27.482.

Por que as traduções nessas línguas?

Pelas informações que constam do cadastro eleitoral, a língua Tikuna é a que mais tem registro entre as eleitoras e os eleitores indígenas que declararam etnia e idioma. Kaingang é também uma língua de grande abrangência na região Sul. Por sua vez, a língua Yaathe é falada pelos povos indígenas do Nordeste e os representa. Já o povo Fulni-ô é um dos poucos que mantiveram a língua tradicional preservada.

Transmissão acessível 

As audiências públicas ocorrerão em formato híbrido, com participação presencial e por videoconferência, na sede do TSE, em Brasília, e terão transmissão ao vivo pelocanal oficial da Justiça Eleitoral no YouTube.

Confira a página das audiências para mais informações.

#ParaTodosVerem

Homem indígena em primeiro plano, olhando diretamente para a câmera, com expressão serena. Ele usa um cocar grande e colorido, com penas azuis, amarelas e laranjas, além de pintura facial em tom alaranjado que atravessa os olhos. No pescoço, há colares artesanais. Ao fundo, aparece um mural com rostos de pessoas indígenas, também com pintura e adornos tradicionais, voltados para o lado, criando um efeito de repetição e profundidade. No canto inferior direito, há a marca do TRE-RO.

Fonte TSE

Assessoria de Comunicação do TRE-RO

Banco Master: MPF faz recomendações para garantir a devolução de recursos a aposentados e pensionistas

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O Ministério Público Federal expediu na última terça-feira (3), duas recomendações solicitando providências para que seja garantido o ressarcimento a aposentados e pensionistas de valores relacionados a descontos de crédito consignado do Banco Master. Os contratos foram reconhecidos como inválidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As recomendações foram destinadas ao instituto e às autoridades responsáveis pela liquidação do conglomerado financeiro.

A estimativa é de que cerca de 250 mil contratos do Banco Master com crédito consignado apresentam indícios de irregularidade ou fraude. Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller Jr., em entrevista veiculada em 27 de janeiro, o Master teria até a primeira semana de fevereiro para comprovar a legalidade desses contratos e descontos, sob pena de serem considerados inválidos. A orientação do presidente aos prejudicados foi a de, individualmente, solicitar a inclusão dos recursos devidos junto à autoridade liquidante.

Considerando a inviabilidade de centenas de milhares de aposentados e pensionistas lesados fazerem o pedido de reconhecimento da dívida, o MPF recomendou que o INSS solicite, junto à autoridade liquidante do Master, a habilitação dos créditos extraconcursais e que as autoridades responsáveis pela liquidação reconheçam a dívida e reservem valores para que a devolução aos aposentados e pensionistas seja realizada de forma prioritária.

“Diante da alta probabilidade de insuficiência de recursos das instituições em liquidação, bem como da necessidade de garantir a devolução de recursos subtraídos ilicitamente dos consumidores afetados pela contratação indevida de empréstimos consignados e de cartões consignados de crédito, deve-se garantir que, no quadro geral de credores, o montante destinado a eventuais restituições seja preservado antes da exaustão do ativo (reserva de valores)”, destaca o Ministério Público Federal na recomendação.

O INSS e as autoridades responsáveis pela liquidação do Banco Master têm dez dias para responder ao MPF sobre o acolhimento das recomendações. Cópia do documento também foi enviada ao Banco Central.

Recomendação nº 4/2026

Recomendação nº 5/2026

 

Procuradoria da República no Distrito Federal

Boletim traz orientações da CNM sobre como participar da Mobilização Municipalista deste mês e da XXVII Marcha

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A primeira mobilização municipalista do ano e a abertura das inscrições para agentes municipais são os destaques da edição de fevereiro do Boletim CNM. No dia 24 deste mês, o presidente Paulo Ziulkoski e gestores de todo o país estarão em Brasília para evitar o avanço de pautas – bombas no Congresso que possam trazer mais responsabilidades aos Municípios e comprometer significativamente os serviços prestados à população.

Nesta edição, você vai saber detalhes dos riscos dessas pautas e de como marcar presença na mobilização. O Boletim também destaca que outra importante manifestação, a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, maior evento municipalista do mundo em número de autoridades, abriu as inscrições para prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e demais gestores municipais. A recomendação da Confederação é de que a participação seja confirmada antecipadamente como forma de o gestor se planejar com a viagem e hospedagem.

Confira também no Boletim deste mês os impactos da decisão normativa do Tribunal de Contas União (TCU) nos coeficientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para 2026, a última atualização da estimativa de receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para o exercício de 2025, além de uma importante conquista no STF encabeçada pela CNM com a inserção dos Municípios no processo de demarcação desses territórios.  Faça aqui o download para conferir essas e outras notícias do movimento municipalista
 

Por: Allan Oliveira

 

Da Agência CNM de Notícias

Fim da jornada 6×1 prevê redução gradual do horário de trabalho

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A redução da carga horária de trabalho deve ser prioridade do Congresso em 2026, de acordo com senadores governistas e a Presidência da República. Pronta para ser votada no Plenário do Senado, uma proposta de emenda à Constituição aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos. E diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras.

De acordo com a PEC 148/2015, o fim da chamada escala 6×1 ocorrerá de forma gradual. No ano de publicação do texto, as regras atuais se manterão. Já no ano seguinte, o número de descansos semanais passará de um dia, como é hoje, para dois dias na semana e a jornada começará a ser reduzida. Apenas seis anos depois os novos direitos estarão plenamente instituídos.

A PEC foi aprovada em 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com relatório do senador Rogério Carvalho (PT-SE). Antes de ser promulgado e passar a valer, o texto ainda precisa passar por duas votações no Plenário do Senado e mais duas no da Câmara, com o voto favorável de pelo menos 49 senadores e 308 deputados.

Mas ainda não há definição clara sobre a proposta que vai a votação. Segundo o próprio relator, que é líder do governo no Senado, o Palácio do Planalto deve enviar um novo projeto de lei em regime de urgência constitucional para acelerar a tramitação.

Na abertura dos trabalhos legislativos na segunda-feira (2), Rogério Carvalho defendeu a redução da jornada, que deverá beneficiar milhões de pessoas.

— É o projeto que mais vai mexer com a vida dos brasileiros. Serão 38 milhões de trabalhadores [contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho — CLT] beneficiados. Sem contar os 120 milhões de brasileiros que, de alguma forma, terão ganho com a redução da jornada — disse.

Pesquisa

Os contratados pela CLT a serem beneficiados representam 37% das pessoas que declararam ter alguma ocupação em 2024, segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) citada na justificativa do relatório aprovado na CCJ.

Também terão direito à redução da jornada:

  • servidores públicos;
  • empregadas domésticas;
  • trabalhadores de portos e
  • outros trabalhadores avulsos.

Contratados como pessoas jurídicas não terão o direito à nova jornada. No entanto, tanto esses como os trabalhadores informais terão a vantagem de um novo padrão no mercado de trabalho para se espelhar, segundo o relatório.

Mesmo salário

Os empregadores não poderão reduzir a remuneração do trabalhador como forma de compensar o novo tempo de descanso.

Mesmo após a transição, será mantido o limite de oito horas por dia, na jornada normal. No entanto, futuros acordos trabalhistas poderão alterar o tempo de trabalho para ajustá-los ao teto final de 36 horas semanais. O expediente poderia ser, por exemplo:

  • oito horas de segunda-feira à quinta-feira, e quatro horas, na sexta-feira;
  • sete horas e 12 minutos de segunda-feira à sexta-feira, entre outras alternativas.

A PEC mantém a possibilidade de compensar horários e reduzir as jornadas por meio de acordos de trabalho, como a Constituição já prevê.

Impacto financeiro

No dia da aprovação do texto na CCJ, o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou em Plenário que a medida poderá ter efeitos negativos na economia que, para ele, ainda não foram considerados.

— O que custa isso? Quem é que paga essa conta? Acho que essas pessoas não fazem conta, acham que o dinheiro só cai do céu. Eu fico imaginando as pequenas empresas, que têm um, dois funcionários.

Fonte: Agência Senado

CPMI do INSS deve votar quebras de sigilo do Banco Master nesta quinta

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve votar nesta quinta-feira (5) uma série de requerimentos, entre eles pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal relacionados ao Banco Master. A reunião começa às 9h.

Os pedidos de quebra de sigilo foram apresentados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e deputados da bancada do Novo. Os parlamentaressolicitam informações sobre contas, investimentos, bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras pelo Banco Master. A medida integra a investigação sobre possíveis irregularidades na concessão de crédito consignado a aposentados e pensionistas.

Segundo integrantes da CPMI, mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados vinculados ao banco apresentam indícios de irregularidades, incluindo casos suspeitos de contratação sem autorização dos beneficiários.

A comissão também deve analisar requerimento da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) que solicita à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informações sobre histórico de voos e passageiros de aeronaves registradas em nome da empresa Viking Participações Ltda., ligada ao empresário Daniel Vorcaro. A justificativa é apurar possíveis conexões entre a atuação do Banco Master no mercado de consignados e eventuais desvios de recursos.

Pedidos de Prisão

Entre as propostas em análise, há requerimentos que pedem a representação por prisão preventiva do ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira, investigado na Operação Sem Desconto. O deputado Rogério Correia (PT-MG) argumenta risco de interferência nas investigações e possibilidade de fuga.

Outro pedido se refere a medidas cautelares e prisão preventiva de investigados apontados como responsáveis por associações que teriam aplicado descontos indevidos em benefícios previdenciários, causando prejuízos estimados em cerca de R$ 714 milhões. Também há proposta de retenção de passaportes e proibição de saída do país de suspeitos. O grupo batizado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) como “golden boys” inclui Felipe Macedo Gomes, Américo Monte Júnior, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Marco Aurélio Gomes Júnior.

Depoimento

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou o adiamento do depoimento de Daniel Vorcaro para o dia 26 de fevereiro, antes previsto para esta quinta (5). A decisão foi tomada após reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator de processos envolvendo o Banco Master.

Com a mudança na agenda, a CPMI ouve nesta quinta-feira apenas o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Ele deve prestar esclarecimentos sobre os contratos de crédito consignado sob investigação e as medidas adotadas pelo instituto diante das suspeitas de fraude.

Fonte: Agência Senado

Vilhena sedia Copa Master 45+ de Voleibol com apoio da Secretaria de Esportes

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Competição reúne atletas veteranos de várias cidades de Rondônia neste fim de semana, no Ginásio Jorge Teixeira

Organizada pelo desportista Amarildo dos Santos e realizada com apoio da Prefeitura de Vilhena, por meio da Secretaria Municipal de Esportes (Semes), acontece neste final de semana, dias 07 e 08, a Copa Master Vilhena 45+ de Voleibol.

A competição terá como sede o Ginásio Jorge Teixeira, e reunirá atletas veteranos de diversas cidades rondonienses, incluindo equipes de Porto Velho, Ji-Paraná e Presidente Médici. Conforme a organização, oito equipes já confirmaram participação, cinco delas na categoria masculina, e três na feminina. Os jogos começam no sábado, 07, a partir das 08h e seguem ao longo do final de semana.

Para o secretário municipal de Esportes, Silmar de Freitas, o fomento à Copa Master reforça o compromisso da gestão com o bem-estar da população em todas as faixas etárias. “O apoio da Semes em iniciativas como esta ocorre por entendermos que o esporte é um instrumento fundamental de integração social, saúde e qualidade de vida para todas as idades”, pontuou o secretário.

O organizador do evento, Amarildo dos Santos, destaca que a expectativa para esta edição é alta. “Este evento é uma celebração do voleibol, da amizade e da longevidade esportiva. É uma satisfação reunir atletas que contribuíram historicamente para o crescimento e a popularização da modalidade em Vilhena e em todo o Estado”, afirmou.

Vigilância Sanitária reforçou controle sanitário e ampliou proteção à saúde pública em 2025

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Balanço anual apontou mais de 1,3 mil inspeções, intervenções sanitárias, campanhas de vacinação e fortalecimento da segurança alimentar no município

A Secretaria Municipal de Saúde (Semus), através da Coordenação de Vigilância Sanitária, divulgou o balanço das ações realizadas ao longo de 2025, com destaque para a atuação a partir das denúncias encaminhadas ao setor. Ao todo, foram recebidas 81 denúncias e reclamações, das quais 69 resultaram em atendimento efetivos.

Ao longo do ano, a Vigilância Sanitária desenvolveu um conjunto expressivo de atividades administrativas e regulatórias. Foram emitidos 696 alvarás sanitários, 1.205 habite-se sanitários e 180 dispensas sanitárias. Também foram realizados 296 cadastros de estabelecimentos sujeitos à vigilância sanitária e a exclusão de 29 estabelecimentos que encerraram suas atividades. As ações de fiscalização resultaram em 1.329 inspeções sanitárias e no mesmo número de licenciamentos concedidos, evidenciando o acompanhamento contínuo das atividades econômicas e de serviços no município.

O controle de medicamentos sujeitos a regimes especiais também integrou as ações do setor, com a emissão de 27.350 receituários ao longo do ano, incluindo receituários amarelos, azuis, B2, além de documentos específicos para anorexígenos e retinoides, garantindo rastreabilidade e uso seguro dessas substâncias.

Entre os segmentos fiscalizados, os serviços de alimentação receberam atenção especial. Em 2025, foram realizados 121 cadastros, 253 inspeções sanitárias e 158 licenciamentos nesse setor, reforçando as medidas de segurança alimentar e prevenção de riscos à saúde da população.

Já as ações de monitoramento incluíram a investigação de 13 eventos adversos e queixas técnicas, além da emissão de seis laudos laboratoriais pelo Programa Estadual de Monitoramento de Alimentos (PROEMA). Paralelamente, a Vigilância Sanitária investiu na prevenção por meio da educação em saúde, com a realização de 271 atividades educativas voltadas ao setor regulado e quatro ações direcionadas à população.

Um dos casos de maior relevância no ano foi a atuação da Vigilância Sanitária na Associação “Patinha Feliz”, a partir de denúncia protocolada em março de 2025. Após reuniões técnicas, inspeções e a contagem de 160 cães, foi decretada a intervenção sanitária no canil informal por meio do Decreto nº 65.163/2025. A intervenção ocorreu entre 30 de junho e 21 de outubro de 2025, com medidas voltadas à garantia de condições sanitárias adequadas, bem-estar animal e redução de riscos à saúde pública.

Ainda na área de saúde animal, a Campanha de Vacinação Antirrábica imunizou mais de 19 mil cães e gatos nas zonas urbana e rural, mobilizando cerca de 160 voluntários e 38 postos de vacinação na área urbana. A Vigilância Sanitária também acompanhou 22 incineração de entorpecentes, em parceria com a Polícia Civil e a Polícia Federal, assegurando o cumprimento das normas sanitárias e ambientais.

O acompanhamento técnico de 22 agroindústrias familiares também marcou o ano, com inspeções contínuas das condições higiênico-sanitárias de produção, rotulagem, armazenamento, transporte e boas práticas de fabricação, contribuindo para a segurança alimentar e a qualidade dos produtos ofertados à população.

Outro destaque foi o acompanhamento do Projeto de Castração Animal, que recebeu investimento de R$ 239.248,58. Ao todo, 268 animais foram castrados, sendo 189 cães e 79 gatos, com monitoramento integral da Vigilância Sanitária desde a triagem até a execução dos procedimentos.

Ao encerrar o balanço do ano, a coordenadora da Vigilância Sanitária, Edvaneide Silva, ressaltou o compromisso do setor com a defesa da saúde pública. “Nosso trabalho é pautado pelo bem-estar coletivo e pela qualidade sanitária dos serviços e produtos ofertados no município. Em 2026, daremos continuidade às ações de fiscalização, monitoramento e educação em saúde, contando com o apoio da população, especialmente por meio das denúncias, que são fundamentais para orientar as ações e fortalecer o controle sanitário”, destacou.

Semas investiu R$ 5,7 milhões em projetos sociais por meio de parcerias em 2025

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Recursos fortaleceram ações de esporte, cultura, educação e acolhimento social em parceria com entidades do terceiro setor

A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) encerrou o exercício de 2025 com resultados expressivos no fortalecimento da Política Municipal de Assistência Social, consolidando parcerias com entidades do terceiro setor e viabilizando investimentos voltados à proteção social da população em situação de vulnerabilidade.

Ao longo de 2025, a Secretaria geriu 95 processos de parcerias, beneficiando diretamente 32 entidades da sociedade civil. O valor total firmado por meio dessas parcerias somou R$ 5.781.092,29, provenientes de diferentes fontes de recursos, como doações do imposto de renda, editais do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso (CMDI), do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), emendas parlamentares municipais e federais, além de superávit financeiro.

De acordo com o secretário da pasta, Nilcemar Dias, os recursos investidos possibilitaram a execução de projetos nas áreas de esporte, cultura, educação, acolhimento e lazer, contemplando iniciativas como judô, karatê, futebol, ginástica rítmica, balé, basquete, muay thai, boxe, voleibol, vôlei de areia e beach tennis, além de ações culturais e educacionais nas áreas de dança, fotografia, música e incentivo à leitura.

Também foram desenvolvidos projetos voltados ao acolhimento e ao cuidado de idosos, mulheres, crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), pessoas em trânsito e mulheres gestantes.

A Semas tem como objetivo principal planejar, executar e coordenar a Política Municipal de Assistência Social, atuando na garantia de direitos, na prevenção de violências e na promoção da inclusão social de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social ou risco. Essa atuação ocorre por meio da oferta de serviços, benefícios e programas e, de forma estratégica, por meio de parcerias com entidades do terceiro setor, que ampliam o alcance das políticas públicas no município.