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Ao lado de líderes globais, ministro dos Transportes discute o crescimento da infraestrutura no país

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Encontro que acontece nesta terça (10) reúne autoridades e lideranças empresariais para debater cenário econômico e investimentos no setor
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O ministro dos Transportes, Renan Filho, participa nesta terça-feira (10), do CEO Conference 2026, evento que reúne lideranças nacionais e internacionais para debater o cenário macroeconômico global e brasileiro.

O evento discute o papel das instituições e as perspectivas para o futuro da infraestrutura, com foco nos desafios do setor e nas oportunidades de crescimento associadas às estratégias de investimento no mercado financeiro.

No setor rodoviário, desde o início da gestão do ministro à frente da pasta, políticas adotadas favoreceram a ampliação das contratações com a iniciativa privada. Em menos de três anos, o Ministério dos Transportes realizou 22 leilões de rodovias, com geração de R$247 bilhões em investimentos. Outro marco foi a entrada de oito empresas de capital estrangeiro como proponentes nessas concessões.

Já em ferrovias, o mercado se prepara para conhecer a carteira de projetos do Governo do Brasil, que prevê, para 2026, 8 leilões e R$140 bilhões em novos investimentos. A expectativa é de um impacto estruturante, com potencial de movimentar até R$ 600 bilhões, a partir de rotas estratégicas e da ampliação da malha ferroviária em diferentes regiões do país.

Também participam do evento Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central; Fernando Haddad, ministro da Fazenda; Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos; Vital do Rêgo Filho, ministro do Tribunal de Contas da União e André Esteves, CEO do BTG Pactual, além de outras autoridades e lideranças empresariais.

Cobertura de imprensa
A cobertura por profissionais de imprensa será permitida de forma remota. Jornalistas interessados em acompanhar o evento devem se cadastrar pelo site: https://www.ceoconference.live/

Serviço
CEO Conference 2026
Data: Terça-feira, 10 de fevereiro
Horário: 14h30
Local: Grand Hyatt Hotel – Av. das Nações Unidas, 13.301, Brooklin – São Paulo (SP)

Infraestrutura, Trânsito e Transportes

VII Concurso de Cartórios: 2ª fase reúne mais de 170 participantes em Rondônia

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Mais de 170 candidatos participaram da segunda fase do VII Concurso Público de Provas e Títulos para Outorga de Delegações de Serventias Extrajudiciais de Notas e de Registro do Estado de Rondônia, realizada neste domingo (8). As provas, escritas e práticas, foram destinadas aos inscritos nas modalidades de ingresso por provimento e por remoção, aprovados na primeira etapa do certame.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador Glodner Luiz Pauletto, compareceu ao local de aplicação de provas, juntamente com representantes da comissão organizadora, acompanhando a chegada dos participantes.

Segundo a comissão do VII Concurso de Cartórios, pela manhã houve registro de 25 ausentes na prova de ingresso; 167 candidatos compareceram, enquanto quatro inscritos sub judice não compareceram. Já durante a tarde foram registrados 13 presentes e nenhum ausente.

Acompanhe as atualizações na página da Cebraspe, banca organizadora do certame.

O VII Concurso visa preencher 26 (vinte e seis) serventias extrajudiciais em todo o Estado de Rondônia, com reserva de vagas para candidatos com deficiência e também os autodeclarados negros, seguindo o regramento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A foto colorida mostra corregedor em escola durante Concurso de Cartórios

Assessoria de Comunicação Institucional

Ministério da Saúde desmente fake news e esclarece: Brasil não tem caso de Nipah confirmado

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Pasta e OMS afirmam que não há nenhuma evidência de disseminação internacional do vírus ou risco para a população brasileira. País mantém protocolos permanentes de vigilância a agentes altamente patogênicos

O Brasil não tem nenhum caso de Nipah confirmado. Portanto, o Ministério da Saúde esclarece que é falsa a informação que circula nas redes sociais que afirma o contrário. Segundo a pasta, o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilantes a agentes altamente patogênicos e garante que o risco de uma pandemia causada pelo vírus continua sendo considerado baixo. Essa é a mesma avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo a qual o surto recente registrado na Índia está praticamente encerrado. Não há, portanto, nenhuma evidência de disseminação internacional ou risco para a população brasileira.

Segundo a OMS, foram confirmados na Índia apenas dois casos, ambos entre trabalhadores de saúde, que tiveram contato com 198 pessoas já identificadas e testadas, todas com resultado negativo. O último caso foi registrado naquele país em 13 de janeiro, indicando que o evento já se aproxima do fim do período de acompanhamento.

Em informe técnico recente, a OMS classificou o risco como baixo e reforçou que não há registro de casos fora dessa região nem em outros países citados equivocadamente em conteúdos desinformativos. Além disso, o vírus está associado a espécies específicas de morcegos que não existem no Brasil, o que afasta qualquer indicação de risco para a população brasileira no momento.

Saúde com ciência no combate a notícias falsas 

O Ministério da Saúde reafirma seu compromisso com a transparência, a ciência e a proteção dos brasileiros. A melhor forma de prevenção continua sendo o acesso à informação correta, o fortalecimento da vigilância em saúde e a confiança nas orientações oficiais. Para isso, a pasta e a Secretária de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República coordenam o programa Saúde com Ciência, iniciativa atua na defesa da vacinação, na valorização da ciência, no combate à desinformação e na entrega de informações íntegras à sociedade. Um dos objetivos do programa é garantir acesso a informações íntegras e respaldadas por evidências científicas.

O programa conta ainda com a parceria dos ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Ciência e Tecnologia e Inovação, e com a Controladoria-Geral da União (CGU) e Advocacia-Geral da União (AGU), garantindo atuação em diferentes frentes.

Como contribuir no combate a fake news

Além das ações do Ministério da Saúde, qualquer cidadão pode ajudar no combate às fake news. Basta checar informações duvidosas antes de compartilhá-las, alertar amigos e familiares, denunciar conteúdos falsos e evitar compartilhar mensagens suspeitas.

Recebeu algum conteúdo sobre saúde que pode ser falso? 

Acesse a plataforma FalaBr e preencha o formulário com o seu relato, fornecendo informações sobre o que foi publicado. O Chatbot do Ministério da Saúde também está disponível para esclarecer dúvidas. Para acessá-lo, adicione o número (61) 99381-8399 no seu WhatsApp.

O que é o vírus Nipah

O Nipah é um vírus conhecido pela ciência, identificado pela primeira vez em 1998 na Malásia, segundo o site oficial da OMS. Desde então, os surtos registrados ocorreram exclusivamente no Sudeste Asiático.

Do ponto de vista científico, o vírus Nipah ocorre de forma natural em alguns animais, especialmente morcegos-frugívoros e pode ser transmitido ao ser humano em situações específicas, como contato direto com animais infectados ou com alimentos contaminados.

A transmissão entre pessoas foi observada apenas em contextos de contato próximo e restrito. Não há evidências de disseminação ampla na população nem de ameaça iminente de pandemia global, como sugerem boatos.

Os sintomas podem incluir febre, dor de cabeça, confusão mental e dificuldades respiratórias, com evolução variável conforme o caso. Não existe vacina ou tratamento específico licenciado até o momento, e o cuidado clínico é baseado em suporte adequado, o que reforça a importância da vigilância epidemiológica e da informação qualificada.

Amanda Milan
Ministério da Saúde

Covid-19 mata 29 pessoas em janeiro no Brasil

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Principais vítimas foram homens com mais de 65 anos

Ao menos 29 brasileiros morreram em janeiro deste ano por complicações em decorrência da Covid-19, segundo o informativo Vigilância das Síndromes Gripais. A informação coloca o SarsCov-2 como o vírus mais mortal entre os identificados para os brasileiros nesse mês. Os números podem aumentar, pois parte das investigações sobre causas de óbito ainda está em andamento ou pode não estar atualizada.

Das 163 mortes causadas por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) nas primeiras quatro semanas deste ano, 117 não tiveram o principal vírus causador identificado.

A mais letal, com 29 casos, foi a Covid-19, seguida pela Influenza A H3N2, com sete casos, pelo Rinovírus, com sete casos, e pela Influenza A não subtipada, com seis casos.

Vírus

Os demais vírus – H1N1, Influenza B e VSR – somaram cinco mortes. Ao todo, 4.587 casos, incluídos os não letais, foram registrados no período, dos quais 3.373 não tiveram os vírus causadores identificados. O estado com mais mortes confirmadas foi São Paulo: 15 óbitos em 140 casos registrados.

As mortes atingiram principalmente os idosos com mais de 65 anos: 108 no total. Entre os casos com identificação de SarsCov-2, 19 tinham mais de 65 anos. Dados de vacinação indicam que a cobertura está abaixo do considerado ideal.

Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 foi incluída no calendário básico de vacinação de três grupos: crianças, idosos e gestantes.

Além disso, pessoas que fazem parte de grupos especiais devem reforçar a imunização periodicamente. No entanto, cumprir esse calendário tem sido um desafio no Brasil.

Vacinas

A cobertura, no entanto, está longe do ideal. Em 2025, de cada dez doses distribuídas pelo Ministério da Saúde a estados e municípios, menos de quatro foram utilizadas. Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e apenas oito milhões aplicadas.

Dados da plataforma Infogripe – da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – que monitora a ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), mostram que, em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram com gravidade após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes.

 

 

Guilherme Jeronymo, Repórter da Agência Brasil/Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil

Ministério Público de Rondônia prestigia de solenidade de aposentadoria do Desembargador Miguel Mônico

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Magistrado compôs o quadro do Ministério Público de Rondônia por quase duas décadas

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Subprocurador-Geral de Justiça Administrativo, Marcelo Lima de Oliveira, prestigiou a cerimônia de aposentadoria do Desembargador Miguel Mônico Neto, ocorrida na sede do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), em Porto Velho, na manhã da segunda-feira (9/2).

O magistrado atuou por quase vinte anos entre os cargos de Promotor e Procurador de Justiça do MPRO, tornando-se Desembargador do TJRO em 2005, através do quinto constitucional – regra prevista na Constituição Federal que reserva 1/5 das vagas em tribunais para advogados e membros do MP, seguindo critérios e procedimentos específicos.

Além de familiares, amigos, colegas de trabalho e de instituições da justiça, também prestigiaram o evento os Procuradores de Justiça Emilia Oiye, Ivo Scherer, Rodney Pereira de Paula, Airton Pedro Marin Filho e o presidente da Associação de Membros do Ministério Público de Rondônia (Ampro), promotor de Justiça Elias Chaquian Filho.

Representando o Procurador-Geral de Justiça do MPRO, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, o Subprocurador-Geral de Justiça Administrativo, Marcelo Lima, destacou a trajetória Miguel Mônico, marcada pelo compromisso com a legalidade, a ética e o interesse público. O membro ressaltou que a história do desembargador se confunde com a própria construção da Justiça rondoniense, desde seu ingresso como Promotor, em 1985 até a atuação dele como Procurador e, posteriormente, como Magistrado.

A passagem de Miguel Mônico pelo Tribunal de Justiça, segundo Marcelo Lima, consolidou uma carreira reconhecida pela firmeza, serenidade e excelência técnica. Outro ponto enfatizado foi a contribuição do desembargador ao Direito Ambiental, área em que se tornou referência nacional, como pesquisador e professor da Escola da Magistratura de Rondônia. Premiações do Conselho Nacional de Justiça e a qualidade de suas decisões reforçam seu legado jurídico e institucional.

Em tom pessoal, Marcelo Lima lembrou da amizade que os une e da admiração compartilhada através da música, de debates e do futebol. “Desejamos que esta nova etapa seja de reflexão e saúde, tempo para viver, para descansar, para a família e, sobretudo, o merecido orgulho de quem cumpriu com distinção a missão que lhe foi confiada. Muito obrigado”, conclui.

Trajetória profissional

O Desembargador Miguel Mônico Neto nasceu em 20 de abril de 1959, no município de Garça, São Paulo. Iniciou sua trajetória no serviço público em 1981, como servidor federal do então INPS. Em 1985, foi aprovado no concurso para a carreira do Ministério Público do Estado de Rondônia, onde atuou como Promotor e Procurador de Justiça.

Em 26 de dezembro de 2005, tomou posse como desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, pelo critério do quinto constitucional. Ao longo de sua carreira, exerceu relevantes funções institucionais, incluindo a Corregedoria-Geral da Justiça (biênio 2012-2013), a Vice-Presidência do Colégio de Corregedores Gerais do Tribunal de Justiça do Brasil (CCOGE) e a Vice-Presidência e a Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (biênio 2022-2023).

No campo acadêmico, é graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Marília, especialista em Direito Penal e mestre em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça pela Universidade Federal de Rondônia. Destaca-se também por sua produção intelectual na área jurídica, tendo recebido diversas honrarias institucionais, como o colar do mérito judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia e a medalha do mérito governador Jorge Teixeira de Oliveira.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Lideranças indígenas reforçam luta permanente por territórios, direitos e dignidade

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Comissão destaca que tem responsabilidade direta na defesa dos povos indígenas.

Respeitar os povos indígenas é respeitar a Constituição, enfatizam lideranças (Foto: Fábio Nascimento I Greenpeace)

Uma das principais lideranças em defesa dos povos indígenas na Amazônia, Ivaneide Bandeira Cardozo, conhecida como Neidinha Suruí, da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, avalia que o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, celebrado neste sábado (7), não se limita a um marco simbólico. Para ela, a resistência indígena é cotidiana. “Todo dia é dia de luta. Não tem um dia específico, mas o dia 7 é um dia para se lembrar e fazer uma reflexão”, afirma, ao destacar que o atual cenário da política indigenista é marcado por mais retrocessos do que avanços.

Neidinha é uma das principais lideranças em defesa dos povos indígenas na Amazônia (Foto: Assessoria)

O Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas remete à Batalha de Caiboaté, ocorrida em 1756, como consequência do Tratado de Madri firmado entre Portugal e Espanha. O confronto resultou na morte de Sepé Tiaraju e de cerca de 1.500 indígenas guarani que resistiam à expulsão de seus territórios tradicionais. A data foi instituída oficialmente pela Lei 11.696/2008 para dar visibilidade à resistência contínua dos povos originários e à luta pelo direito à existência, à terra, à identidade e à dignidade.

Indígenas da etnia Paiter-Suruí, de Rondônia, mantêm vivas as memórias culturais por meio de práticas como dança, música, pintura, cerimônias e rituais (Foto: Guto Martins I Funai)

 

Ao analisar o momento político, Neidinha Suruí afirma que há pouco a comemorar. “Atualmente, a gente tem pouco a comemorar, porque nós estamos sofrendo mais retrocessos do que avanços por conta de um congresso nacional que é inimigo do povo, principalmente inimigo dos povos indígenas”, declara.

 

Indígenas residentes no município de Cacoal (Foto: Jeferson Mota I Secom – Governo de Rondônia)

 

Segundo ela, propostas como o marco temporal e a flexibilização das leis ambientais ampliam as ameaças aos territórios indígenas e favorecem a grilagem, muitas vezes sustentada por desinformação. “Você tem uma luta enorme para conter o avanço da grilagem por conta de uma propaganda mentirosa, as famosas fake news”, acrescenta.

 

A Proposta de Emenda à Constituição 48/2023, conhecida como PEC do Marco Temporal das Terras Indígenas determina que apenas terras sob posse indígena em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, possam ser demarcadas (Foto: Divulgação I Funai)

 

Conexão global da luta indígena

 

Neidinha destaca ainda que a luta dos povos indígenas de Rondônia está integrada a uma mobilização global. Segundo ela, povos indígenas em diferentes partes do mundo enfrentam desafios semelhantes, especialmente no combate às emergências climáticas e na defesa da demarcação de seus territórios. “No mundo inteiro, os povos estão lutando por seus territórios e para combater as emergências climáticas”, afirma.

 

Conforme Neidinha, o marco legal e a flexibilização de leis ambientais ameaçam territórios indígenas (Foto: Divulgação)

 

Sobre a retirada de invasores de terras indígenas em Rondônia, Neidinha explica que a ação ocorreu em cumprimento à ADPF 709, que determinou a desintrusão de sete terras indígenas, entre elas a Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau. De acordo com ela, a área é demarcada e homologada, passou por todos os procedimentos legais e, por isso, não se enquadra no marco temporal. “O que houve foi o cumprimento de uma determinação do Supremo, retirando quem não tinha documento legal para estar dentro da terra”, afirma.

 

Garimpeiros foram retirados da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia (Foto: Assessoria I Superintendência Regional em Rondônia – Polícia Federal)

 

Floresta em pé, clima e água para todos

 

A liderança indígena ressalta que a preservação dos territórios está diretamente ligada à proteção ambiental e climática. Manter a floresta em pé, segundo ela, garante equilíbrio climático em escala global e assegura recursos essenciais. Em Rondônia, as terras indígenas, reservas extrativistas e parques contribuem para a melhoria do clima, a manutenção dos recursos hídricos e a garantia de água e energia. “Manter a floresta em pé é uma forma de equilibrar o clima, e esse equilíbrio não é só para os indígenas, é para todas as pessoas”, enfatiza.

 

Marcha de povos indígenas em Brasília (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom I Agência Brasil)

 

Juventude indígena e novas frentes de atuação

 

O protagonismo indígena também se expressa entre as novas gerações. A coordenadora do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, Walelasoeikigh Suruí, a “Kin Suruí”, afirma que o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas representa um marco de valorização e visibilidade para a juventude. “É um importante dia e uma forma de valorizar e dar mais visibilidade à luta dos povos indígenas”, destaca.

 

Kin Suruí explica que a juventude indígena atua em várias frentes, com foco no estímulo à participação política (Foto: Arquivo pessoal)

 

Segundo Kin Suruí, a juventude indígena atua em múltiplas frentes, com foco no estímulo à participação política dos jovens, na defesa da democracia e no enfrentamento a retrocessos nas políticas públicas e aos ataques aos direitos indígenas. Ela também aponta como prioridades o fortalecimento de redes, movimentos e coletivos, a luta pelos direitos das mulheres, os direitos LGBTQIAPN+, a valorização cultural e a justiça climática.

 

Protagonismo político e enfrentamento

 

Ao avaliar a presença indígena nos espaços de decisão, Kin Suruí afirma que ainda há falta de visibilidade e respeito. “É necessário que as pautas indígenas sejam mais respeitadas e que nossas vozes sejam escutadas, para que possamos ser protagonistas e tomar decisões sobre nossos territórios e nossas vidas”, afirma.

 

Segundo lideranças, a luta dos povos indígenas é cotidiana (Foto: José Rui Gavião I Funai)

 

Sobre o marco temporal, ela é enfática: “O marco temporal coloca em risco nossos territórios e nossas vidas, gerando insegurança dentro dos territórios”, defendendo que o enfrentamento à tese envolva também aliados comprometidos com a proteção do clima e da vida.

 

Povos indígenas em diferentes partes do mundo enfrentam desafios bem semelhantes (Foto: Divulgação)

 

Papel institucional da Assembleia Legislativa

 

O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), deputado Ribeiro do Sinpol (PRD), afirma que o Parlamento estadual tem responsabilidade direta na defesa dos povos indígenas. “A Assembleia Legislativa é, antes de tudo, a casa do povo, e isso inclui os povos indígenas. Defender os povos indígenas não é favor, é cumprir a Constituição e agir com humanidade”, afirma.

 

Ribeiro do Sinpol detalha ações da Assembleia para os povos indígenas (Arquivo I Secom AE/RO)

 

Segundo o parlamentar, cabe ao Legislativo fiscalizar, cobrar ações do Executivo, abrir espaços de escuta e construir leis e políticas públicas que cheguem às aldeias. Ele destaca que o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas funciona como um chamado permanente ao Estado. “O 7 de fevereiro funciona como um ‘alarme institucional’: ele obriga o Estado a lembrar que a luta indígena é histórica, contínua e atual”, ressalta.

 

Ações legislativas e políticas públicas

 

Ribeiro do Sinpol cita ações concretas da Assembleia Legislativa que dialogam diretamente com a proteção dos povos indígenas, como o Projeto de Lei da Política Estadual de Saúde Indígena (PLO 1178/25), ainda em tramitação, que propõe atendimento mais humanizado, com inclusão de tradutores, integração de saberes tradicionais e valorização de práticas culturais. Ele também menciona a destinação de recursos para a estrutura estadual indígena, incluindo investimentos na Superintendência Estadual Indígena e iniciativas orçamentárias voltadas a diagnósticos em comunidades indígenas.

 

Comissão do Meio Ambiente em sessão na Alero (Foto: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO)

 

Desafios atuais e compromisso institucional

 

Na avaliação do parlamentar, os povos indígenas de Rondônia enfrentam desafios graves, como pressão sobre os territórios, invasões ilegais, garimpo, desmatamento e conflitos fundiários, além de dificuldades de acesso à saúde, à educação e a políticas públicas adequadas. Ele ressalta ainda que o preconceito e a desinformação seguem como obstáculos.

 

Operações destroem acampamentos, maquinários e outras estruturas utilizadas pelo garimpo ilegal (Foto: Thiago Dias I Secom – Governo Federal)

 

Respeito

 

Ao final, as falas das lideranças indígenas e do Parlamento convergem para uma mesma mensagem: respeitar os povos indígenas é respeitar a Constituição, a vida e o futuro coletivo. Para Neidinha Suruí, esse respeito passa pela garantia dos territórios ancestrais.

 

“Então, a mensagem muito clara de respeito. Se tu quer o respeito, tu também tem que respeitar. Você precisa respeitar os territórios indígenas. São territórios ancestrais, cujo benefício não vai só para o indígena, vai para toda a população. Então, a mensagem principal é demarcar território, manter território. É uma forma de respeitar os povos indígenas. E a outra mensagem muito importante é, não se deixe enganar por políticos que incentivam invasão de terras indígenas, porque nós estamos em um período eleitoral e, geralmente, vira moeda de troca nesse período. Incentivando, dizendo que vão acabar com as terras. E aí, quem se dá mal é sempre o pequeno, é sempre o trabalhador”.

 

Indígenas acompanham os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988 (Foto: Leopoldo Silva I Senado Federal)

 

Kin Suruí reforça: “Nós somos os guardiões da floresta. Nossa ciência ancestral sabe como viver sem destruir, e sim proteger. A protegemos não apenas para nosso bem, mas sim para o bem de todos. As mudanças climáticas afetam a todos”.

 

Já Ribeiro do Sinpol conclui reafirmando o compromisso de seguir atuando “com sensibilidade, responsabilidade e diálogo”, para que os povos indígenas sejam reconhecidos como parte essencial da história e do futuro de Rondônia.

 

Exposição de artesanato tradicional e de biojoias durante a 12ª edição da Rondônia Rural Show Internacional (Foto: Eliete Marques I Secom ALE/RO)

 

Texto: Elianio Nascimento I Jornalista Secom ALE/RO

Ezequiel Neiva viabiliza cirurgias e exames e reduz filas na saúde de Cerejeiras

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Ações do mandato resultam em mais eficiência e dignidade no atendimento à população.

Mais cirurgias, menos filas e atendimento mais perto de casa (Foto: Alexandre Almeida I Secom ALE/RO)

O trabalho desenvolvido pelo deputado estadual Ezequiel Neiva (União Brasil) tem gerado avanços significativos na área da saúde do município de Cerejeiras. Recentemente, o parlamentar viabilizou R$ 1,1 milhão em recursos para o setor, atendendo a uma demanda apresentada pelo prefeito Sinésio José (União Brasil), em parceria com os vereadores Dione Ribeiro (União Brasil), Marcão da Rádio (MDB), Selso Lopes (União Brasil) e Zeca Rolista (União Brasil).

 

A secretária municipal de Saúde, Sinelma Penha de Souza, destacou a importância da atuação do deputado para o fortalecimento dos serviços oferecidos à população. Segundo ela, os recursos destinados em 2025 foram aplicados em cirurgias gerais, tomografias e ressonâncias, realizadas por meio de emenda parlamentar.

 

“O Ezequiel, como parceiro da saúde, tem sido importantíssimo. Ele destinou no ano de 2025 o valor de R$ 1,1 milhão para atender a saúde em cirurgias gerais, tomografias e ressonâncias que são feitas em Vilhena através dessa emenda. As cirurgias são realizadas em Cerejeiras, o que beneficia muito os munícipes que não precisam se deslocar para outro município”, frisou.

Emenda parlamentar que gera impacto real na vida das pessoas (Foto: Alexandre Almeida I Secom ALE/RO)

Sinelma também ressaltou a boa aceitação dos serviços pela população e agradeceu o apoio recebido. “As cirurgias estão sendo muito bem aceitas. Nossos munícipes estão sendo beneficiados aqui, pertinho deles, sem precisar se deslocar para outro local. Eu agradeço muito, em nome da população de Cerejeiras, ao deputado estadual Ezequiel Neiva”, afirmou.

A enfermeira Keli Cristiane Zarembski, que atua no Hospital Municipal São Lucas, também celebrou a contribuição do parlamentar, destacando a redução das filas de espera. “Para nós aqui em Cerejeiras, a contribuição com cirurgias eletivas, endoscopia, colonoscopia, ultrassom e tomografia diminuiu muito as filas nas regulações, o que proporciona mais bem-estar para a população e melhora o atendimento às pessoas que nos procuram”, disse.

Hospital Municipal São Lucas fortalecido com recurso que melhora o atendimento à população (Foto: Alexandre Almeida I Secom ALE/RO)

Keli reforçou o reconhecimento ao trabalho do deputado em prol da saúde pública. “Quero agradecer ao deputado por olhar com atenção para a saúde de Cerejeiras. Isso contribui muito para a melhoria do nosso atendimento à população, permitindo auxiliar nos procedimentos que são realizados aqui no município”, completou.

Ao comentar os investimentos, o deputado Ezequiel Neiva ressaltou o compromisso com a saúde pública e com a população do Cone Sul. “Nosso mandato tem o compromisso de transformar recursos em resultados concretos. Trabalhamos para garantir que os investimentos cheguem a quem mais precisa, fortalecendo a saúde e proporcionando mais dignidade e qualidade de vida à população de Cerejeiras e de todo o Cone Sul”, concluiu.

Texto e fotos: Alexandre Almeida I Secom ALE/RO

Após pedido do MPRO, Justiça decreta prisão preventiva do suspeito da morte de professora universitária

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Em audiência de custódia, realizada na manhã deste sábado (7/2), o Ministério Público, após analisar as condições da prisão do aluno suspeito de matar a professora de direito de uma faculdade da capital, solicitou a prisão preventiva do autor do crime, como garantia da ordem pública.

A justiça acolheu o pedido e converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. O MPRO continuará atuando no caso em busca de justiça pela professora.

O caso

Na noite da sexta-feira (6/2), a professora acadêmica Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, que também exercia a função de escrivã na Polícia Civil de Rondônia, foi assassinada na sala de aula de uma faculdade particular em Porto Velho, vítima de golpes de faca desferidos por João Junior, aluno do curso.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Rondônia garante conquistas decisivas para viabilizar Rota rumo ao Pacífico

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A assinatura da Carta de Porto Velho e do Protocolo de Irmandade com o Departamento de Beni, Bolívia, marcou o encerramento do Nodo Bioceânico Central nesta sexta-feira (6). O evento, realizado pelo governo de Rondônia, reuniu autoridades estratégicas do Brasil, Bolívia, Peru e Chile em Porto Velho durante três dias de intensos debates.

O encontro garantiu avanços práticos para destravar a logística regional, incluindo o pleito junto ao governo Federal pelo posto aduaneiro 24h na fronteira e a inclusão da rota via Costa Marques no Programa Rotas de Integração Sul-Americana. Essas medidas são consideradas passos fundamentais para reduzir custos e o tempo do transporte de produtos rondonienses rumo ao mercado asiático, fortalecendo a economia.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, anfitrião do encontro, reforçou que o estado é prova de que é possível aumentar a produção sem abrir mão da preservação, sendo o Corredor Bioceânico Central a rota estratégica para que os produtos rondonienses alcancem o Mercado Global. Além de abrir portas para a exportação, o governador destacou que o corredor promove um intenso intercâmbio comercial e cultural entre os países da América Latina.

“A agricultura não é problema, é solução; mostramos que é possível produzir preservando o meio ambiente. Com essa nova rota e o fortalecimento dessa irmandade com nossos vizinhos, estamos abrindo caminhos para que os nossos países possam se desenvolver e melhorar a qualidade de vida da população. É um crescimento integrado que beneficia Rondônia e todos os estados vizinhos”, enfatizou Marcos Rocha.

Autoridades da Bolívia e do Chile também destacaram a importância da união regional e o compromisso de manter o ritmo das discussões técnicas:

José Alejandro Unzueta (Governador do Beni, Bolívia):

“Essa integração traz avanços para os quatro países. Vamos levar essa discussão para o Beni, dando continuidade ao que foi construído aqui para consolidar a rota que conecta a Amazônia aos Andes.”

Diego Paco Mamani (Governador de Arica e Parinacota, Chile):

“Esse intercâmbio terá continuidade no Chile com uma discussão técnica, para fazer com que os objetivos sejam alcançados e essa integração seja efetiva para todos.”

Foi assinado Protocolo de Irmandade com o Departamento de Beni, Bolívia

CONQUISTAS DA EDIÇÃO RONDÔNIA

Dando sequência aos trabalhos iniciados na primeira edição do Nodo Bioceânico Central em Arica, no Chile, em 2025, a Edição Rondônia foi uma iniciativa do governo de Rondônia, coordenada pela Secretaria Especial de Integração de Rondônia em Brasília (Sibra) e pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), resultando em:

  • Viabilização Aduaneira: Articulação para o funcionamento 24h das aduanas, eliminando gargalos para cargas perecíveis;
  • Rota Costa Marques: Pedido de inclusão do trecho no Programa de Rotas de Integração Sul-Americana do Governo Federal;
  • Acordos de Irmandade: Atos formais do Governo de Rondônia para cooperação econômica e integração transfronteiriça entre as regiões.

Também foi debatido o “turismo de integração”, que unam a Amazônia rondoniense às paisagens andinas

LOGÍSTICA E TURISMO

O último dia do evento contemplou ainda painéis fundamentais sobre o potencial produtivo de alimentos e a desburocratização para transformar a região em polo exportador. Também foi debatido o “turismo de integração”, visando criar roteiros binacionais que unam a Amazônia rondoniense às paisagens andinas e ao litoral do Pacífico.

PRÓXIMO PASSO

Ao final do encontro, foi anunciado oficialmente que a próxima edição do Nodo Bioceânico será realizada no Departamento do Beni, na Bolívia. O anúncio reforça o compromisso de consolidar a integração definitiva entre os países vizinhos e o acesso estratégico ao oceano Pacífico por meio da rota amazônica andina.

Saúde reforça vacinação de crianças e adolescentes em RO

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Pais, mães e responsáveis, procurem a Unidade de Saúde mais próxima e vacinem seus filhos

Brasil 61/Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O estado de Rondônia segue mobilizado para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As vacinas do Calendário Nacional estão disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde.

Uma das prioridades é a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo. Em 2025, a Região Norte registrou 25 casos da doença, todos no Tocantins. Os registros foram classificados como importados ou relacionados à importação.

Para ampliar as coberturas vacinais, os gestores de saúde mantêm campanhas educativas e a mobilização das equipes municipais. Neste início de 2026, o Ministério da Saúde reforçou o alerta por meio do aplicativo Meu SUS Digital, que envia mensagens aos pais sobre a importância de manter a vacinação em dia.

O coordenador estadual de Imunizações em Rondônia, Ivo Barbosa, explica as ações junto aos municípios rondonienses.

“As prioridades estabelecidas para os próximos meses concentram-se em dois eixos principais. Primeiro, consolidar os avanços já alcançados, garantir a manutenção dos índices de cobertura vacinal. Segundo, intensificar a busca ativa por crianças não vacinadas por meio da implementação de estratégias de microplanejamento ajustadas às especificidades de cada município e comunidade.”

Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças e proteger a população. Faça sua parte!

“O Sistema Único de Saúde, o nosso SUS, está presente em todos os municípios do país. E ele leva a vacina até a população. As vacinas oferecidas pelo SUS são muito seguras. Nós já usamos há muito tempo, ou seja, temos ampla experiência no uso dessas vacinas. E são vacinas que protegem e ajudaram a gente a eliminar do nosso território doenças como a rubéola, o sarampo, a paralisia infantil.”

Além do sarampo, o calendário inclui vacinas contra tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, meningites, pneumonia, rotavírus, febre amarela, influenza, Covid-19 e HPV.

Sobre o HPV, o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. A imunização previne diversos tipos de câncer.

Pais e responsáveis de Rondônia devem atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde.

Mais informações em gov.br/vacinacao.