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Brasil tem 822 mil estupros por ano ou dois por minuto, estima Ipea

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Depressão, suicidio

Estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) chama a atenção para um problema crítico no Brasil e que afeta principalmente as mulheres: o número estimado de casos de estupro no país por ano é de 822 mil, o equivalente a dois por minuto.

O estudo se baseou em dados da Pesquisa Nacional da Saúde, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNS/IBGE), e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, tendo 2019 como ano de referência. De acordo com o Sinan, a maior quantidade de casos de estupro ocorre entre jovens, com o pico de idade aos 13 anos.

Com base nessa estimativa, o Ipea também calculou a taxa de atrito para o país, ou seja, a proporção dos casos estimados de estupro que não são identificados nem pela polícia, nem pelo sistema de saúde. A conclusão é que, dos 822 mil casos por ano, apenas 8,5% chegam ao conhecimento da polícia e 4,2% são identificados pelo sistema de saúde.

“O quadro é grave, pois, além da impunidade, muitas das vítimas de estupro ficam desatendidas em termos de saúde, já que, como os autores ressaltam, a violência sexual contra as mulheres frequentemente está associada a depressão, ansiedade, impulsividade, distúrbios alimentares, sexuais e de humor, alteração na qualidade de sono, além de ser um fator de risco para comportamento suicida”, diz o Ipea.

Quanto às relações entre agressores e vítimas de estupro, notam-se quatro grupos principais: os parceiros e ex-parceiros, os familiares (sem incluir as relações entre parceiros), os amigos/conhecidos e os desconhecidos.

Neste cenário, a estimativa de 822 mil estupros por ano é, de acordo com os responsáveis pela pesquisa, conservadora. Pesquisador do Ipea e um dos autores do estudo, Daniel Cerqueira afirmou que faltam pesquisas especializadas sobre violência sexual abrangendo o universo da população brasileira. Segundo ele, uma limitação das análises é que elas se fundamentam inteiramente numa base de registros administrativos (Sinan).

“O registro depende, em boa parte dos casos, da decisão da vítima, ou de sua família, por buscar ajuda no Sistema Único de Saúde”, disse, em nota, o pesquisador. Segundo o Ipea, dessa forma, o número de casos notificados difere “substancialmente da prevalência real, pois muitas vítimas terminam por não se apresentar a nenhum órgão público para registrar o crime, seja por vergonha, sentimento de culpa, ou outros fatores”.

 

Agência Brasil

PIB cresce 2,9% em 2022 e fecha o ano em R$ 9,9 trilhões

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Economia, Moeda Real,Dinheiro, Calculadora

O Produto Interno Bruto (PIB – soma dos bens e serviços produzidos no país) caiu 0,2% no quarto trimestre de 2022, mas encerrou o ano com crescimento de 2,9%, totalizando R$ 9,9 trilhões. Já o PIB per capita alcançou R$ 46.155 no ano passado, um avanço, em termos reais, de 2,2% em relação ao ano anterior.

Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgado hoje (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento do PIB em 2022 foi puxado pelas altas nos serviços (4,2%) e na indústria (1,6%), que juntos representam cerca de 90% do indicador. Por outro lado, a agropecuária recuou 1,7% em 2022.

“Desses 2,9% de crescimento em 2022, os serviços foram responsáveis por 2,4 pontos percentuais. Além de ser o setor de maior peso, foi o que mais cresceu, o que demonstra como foi alta a sua contribuição na economia no ano”, disse, em nota, a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

“As duas atividades que mais chamam atenção estão entre as que mais cresceram em 2021, após as quedas de 2020: transportes e outros serviços, que inclui categorias de serviços pessoais e serviços profissionais. Foi uma continuação da retomada da demanda pelos serviços após a pandemia de covid-19. Em outros serviços, podemos destacar setores ligados ao turismo, como serviços de alimentação, serviços de alojamento e aluguel de carros”, acrescentou Rebeca.

Segundo o IBGE, na indústria, o maior destaque foi a atividade eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (10,1%), que teve bandeiras tarifárias mais favoráveis em 2022.

“O crescimento dessa atividade está muito relacionado à recuperação em relação à crise hídrica de 2021. Além do crescimento da economia, houve o desligamento das térmicas, diminuindo os custos de produção, o que contribui para o aumento do valor adicionado da atividade. Ademais, a atividade de construção, com alta de 6,9%, corroborada pelo aumento na sua ocupação, foi influenciada pelo ano eleitoral, que sempre apresenta uma maior quantidade de obras públicas”, analisou a coordenadora.

Já as indústrias de transformação tiveram variação negativa de 0,3%, principalmente pela queda na fabricação de produtos de metal; móveis; produtos de madeira e de borracha e plástico, enquanto as indústrias extrativas caíram 1,7%.

“O resultado das indústrias extrativas no ano foi puxado pela queda na extração de minério de ferro, relacionada ao lockdown ocorrido na China, nosso maior comprador, enquanto as indústrias de transformação foram impactadas negativamente devido a fatores como juros altos e custos de matéria-prima elevados”, avaliou Rebeca.

Produção de soja

O setor de agropecuária teve queda de 1,7% no ano, decorrente do decréscimo de produção e perda de produtividade da atividade agricultura, que suplantou a contribuição positiva das atividades de pecuária e pesca.

“A soja, principal produto da lavoura brasileira, com estimativa de queda de produção de 11,4%, foi quem mais puxou o resultado da agropecuária para baixo no ano, sendo impactada por efeitos climáticos adversos”, explicou a pesquisadora.

Na análise da despesa, houve alta de 0,9% da Formação Bruta de Capital Fixo, que são os investimentos, segundo ano consecutivo de crescimento. A despesa de consumo das famílias avançou 4,3% em relação ao ano anterior e a despesa do consumo do governo, por sua vez, cresceu 1,5%.

No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 5,5%, enquanto as importações de bens e serviços subiram 0,8%.

Delegado Lucas diz que situação das famílias sem regularização fundiária é problema de ordem social em RO

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O deputado Delegado Lucas (PP) defendeu nesta quarta-feira (1°), durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Rondônia, a necessidade do poder público priorizar a regularização fundiária para centenas de famílias rondonienses. Segundo Lucas, atualmente o estado tem inúmeros pequenos e médios produtores rurais, principalmente na agricultura familiar, trabalhando com medo de serem retirados  as propriedades. “Grande parte desses produtores estão em áreas que precisam de regularização fundiária. Nossos produtores precisam ter dignidade para trabalhar porque vivem uma vida muito sofrida. Nós não sabemos o que é viver no campo ao longo de diversos anos, no sol rondoniense, na chuva, na precariedade das estradas, e tudo isso sem ter do estado um papel de orientação ou auxílio. Um papel aparentemente fiscalizatório, punitivo e repressor”, declarou o Delegado Lucas na tribuna do plenário.

Para o parlamentar, a questão da regularização fundiária depende de uma discussão conjunta entre todas as instituições. “Os atores envolvidos precisam entender que há sim uma necessidade ambiental para ser enfrentada, ninguém é contra isso, mas há, sobretudo, um problema de ordem social”, declarou. O deputado Delegado Lucas ainda destacou em seu discurso a influência da agricultura familiar na economia do estado. “Precisamos entender que, eventualmente, toda essa população que hoje está em área de litígio, assim como sua cadeia produtiva, se for retirada da noite para o dia, além de um colapso econômico no estado de Rondônia, não garantiria um reflorestamento de imediato. É necessário achar uma solução que envolva economia sustentável e ao mesmo tempo que dê condições dessas pessoas continuarem ali produzindo, tirando seu sustento”, finalizou.

O distrito de Rio Pardo é uma das áreas em litígio que o deputado tem buscado estratégias para conseguir títulos de regularização fundiária. Em fevereiro, logo após a posse na ALE, o parlamentar esteve na comunidade e conversou com os moradores Riopardenses. Em 2010, uma lei autorizou que a União doasse imóveis rurais da propriedade (de uma área da Floresta Nacional do Bom Futuro) para o estado de Rondônia. No entanto, nesse período houve uma dificuldade para a regularização fundiária do Distrito de Rio Pardo e agora, devido uma ação no judiciário, há risco de uma reintegração de posse e consequente retirada das famílias que ali vivem.

Texto e foto: Assessoria parlamentar

Rosangela Donadon participa de reunião com superintendente da Sejucel para tratar de projetos voltados ao apoio do esporte

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Deputada solicitou na reunião a criação de uma representação da Sejucel no Cone Sul.
A deputada estadual Rosangela Donadon (União Brasil) participou de uma reunião nesta quarta-feira (1), com o superintendente da Sejucel (Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer), Júnior Lopes, para tratar de assuntos relacionados ao apoio de projetos voltados para incentivar a prática esportiva no Cone Sul de Rondônia.

Rosangela Donadon solicitou na reunião com Júnior Lopes a criação de uma representação da Sejucel no Cone Sul para alavancar o esporte na região. De acordo com a deputada, o superintendente gostou da indicação e vai analisar a possibilidade da implantação de uma representação da Sejucel no Cone Sul.

Na reunião a parlamentar ressaltou que sempre trabalhou para apoiar o fomento da prática esportiva em Rondônia, inclusive ela destinou R$ 800 mil para a realização do Torneio Regional Society que contou com duas edições. A edição de 2022 contou com a participação de 241 equipes dos municípios nos municípios de Vilhena, Colorado do Oeste, Cerejeiras, Chupinguaia, Corumbiara, Cabixi e Pimenteiras do Oeste e Pimenta Bueno e Primavera de Rondônia.

As equipes que participaram dos torneios receberam uniformes e materiais esportivos. “Investir em esporte é investir em saúde, educação e qualidade de vida para a população. Na nossa região do Cone Sul a população, a juventude e as famílias se envolvem e gostam de participar dos torneios esportivos, por isso tenho trabalhado para apoiar projetos que incentivem a prática esportiva em Rondônia. Agradeço ao superintendente da Sejucel, Júnior Lopes pela atenção e gentileza, vamos juntos trabalhar em prol do fomento do esporte no Cone Sul”, disse a deputada.

Texto e foto: Assessoria parlamentar

PF combate organização criminosa dedicada ao descaminho de vinhos argentinos

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Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão
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 A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2/3) a Operação Zéfiro, visando ao desmantelamento de organização criminosa dedicada a importação irregular, em larga escala, de vinhos argentinos para o Brasil.

Na ação, a PF cumpre sete mandados de busca e apreensão em residências e empresas localizadas nos municípios de São José do Cedro/SC, Dionísio Cerqueira/SC e Barracão/PR.

A investigação teve início após a prisão em flagrante de seis indivíduos, pelo crime de descaminho, ocorrida em setembro de 2021, quando eles realizavam o carregamento de 1.400 caixas de vinhos argentinos em um caminhão na sede de uma empresa situada na cidade de Barracão/PR, de onde a carga seria conduzida até São Paulo/SP.

Além da utilização de empresas de fachada, o grupo realizava a lavagem do dinheiro oriundo da atividade criminosa por meio de movimentação financeira em contas de “laranjas”.

Junto com os mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal também deferiu pelo sequestro de bens e valores de alguns investigados e empresas que eram utilizadas nas atividades delituosas.

Os envolvidos na operação são investigados pelos crimes de descaminho, lavagem de dinheiro e organização criminosa, os quais, somando-se as penas máximas, totalizam 22 anos de reclusão.

 

Comunicação Social da Polícia Federal em Dionísio Cerqueira/SC 

Presidente do TJRO participa do VI Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil, em MG

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O presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Marcos Alaor Diniz Grangeia, participa, nesta semana, do VI Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil, Consepre, realizado em Belo Horizonte. O evento reúne chefes do Poder Judiciário estadual, autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, autoridades militares e civis, magistrados e convidados. Vice-presidente do Consepre, Marcos Alaor compôs a mesa de honra na abertura do evento, junto com outras autoridades

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, José Arthur de Carvalho Pereira Filho, anfitrião desta edição do Encontro e vice-presidente de Inovação e Tecnologia do Consepre, ressaltou a relevância do evento, que fortalece a união e a harmonia do Poder Judiciário estadual.

O Consepre tem como alguns dos objetivos “a defesa dos princípios, prerrogativas e funções institucionais do Poder Judiciário; a integração dos Tribunais de Justiça em todo o país; o intercâmbio de experiências funcionais e administrativas; o estudo e aprofundamento dos temas jurídicos e das questões judiciais que possam ter repercussão em mais de um Estado da Federação, em busca da uniformização de entendimentos e em respeito à autonomia e às peculiaridades locais”.

O anfitrião do evento, o presidente José Arthur Filho, iniciou seu pronunciamento citando trecho do poema “De Mãos Dadas”, do mineiro Carlos Drummond de Andrade. Também destacou que o cerne do trabalho conjunto está enraizado na defesa da autonomia, dos princípios, das prerrogativas, das políticas e das funções institucionais do Poder Judiciário, especialmente no âmbito estadual. “O entendimento comum é de que a defesa de um Judiciário independente é condição inegociável para a manutenção e o fortalecimento do Estado Democrático de Direito e para a construção de uma sociedade com mais igualdade, prosperidade e paz”.

Fotografia mostra evento com participantes sentados

Consepre

O presidente do Consepre e do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargador Carlos França, saudou a todos e falou da importância de reunir os presidentes de tribunais  estaduais do país, como forma de discutir internamente os principais problemas comuns. “Ao identificar problemas, buscamos soluções que possam ser aplicadas em favor de todo o Poder Judiciário estadual, sempre visando atender melhor a sociedade em geral”, disse o presidente do Consepre.

Ele também afirmou que é função do Consepre defender a autonomia dos tribunais, mas sempre alinhado com a Constituição Federal e com as normas do Conselho Nacional de Justiça. “Em nossos encontros estão presentes conselheiros do CNJ e representantes da República, para que todos possam seguir em uma mesma direção, que culmina no aprimoramento da prestação jurisdicional”, encerrou.

O Consepre foi criado em novembro de 2021, com a unificação do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça e do Colégio de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil, durante o 120º Encontro de Presidentes de Tribunais de Justiça, realizado no TJ de Pernambuco.

Programação

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, realizou a primeira palestra do VI Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), aberto nesta quarta-feira (01-03), no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), anfitrião do evento. Durante a apresentação, o ministro do TST abordou o tema “Regularização do Teletrabalho”, considerando a Resolução CNJ  Nº 481/2022 , que definiu, em novembro de 2022, regras para o retorno ao trabalho presencial de magistrados e servidores do Judiciário em todo o país.

O encontro encerra com a assinatura da Carta de Belo Horizonte, documento que irá apresentar as principais conclusões dos três dias de evento.

 

Assessoria de Comunicação Institucional

com informações do Consepre

Prorrogado prazo para prestação de contas do PNAE e PNATE

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Estados e municípios beneficiados pelos programas de alimentação e transporte escolar em 2022 devem encaminhar as informações sobre a execução ao FNDE até 16 de abril

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) estendeu os prazos para a prestação de contas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), referentes a 2022. Agora, gestores públicos municipais, estaduais e distritais têm até o dia 16 de abril para enviar as prestações de contas referentes ao PNAE via Sistema de Gestão de Prestação de Contas (SiGPC). Já o prazo para encaminhar os dados sobre a execução do PNATE segue até 29 de abril. 

A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo do FNDE, a fim de não prejudicar os entes federativos beneficiados. Os novos prazos foram estabelecidos pela Resolução CD/FNDE nº 01/2023, publicada na quarta-feira (1º/3), no Diário Oficial da União (DOU). 

Segundo a presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, a extensão do prazo está ligada às instabilidades no SiGPC no início de 2023. “Por isso, resolvemos dar um prazo maior para que estados, municípios e Distrito Federal possam encaminhar suas informações sobre a execução dos recursos repassados por meio desses programas no ano passado”, afirmou Fernanda.  

Essa resolução também prorroga os prazos para os conselhos de controle social enviarem seus pareceres sobre as prestações de contas do PNAE e do PNATE referentes a 2022. Os Conselhos de Alimentação Escolar (CAEs) devem encaminhar suas análises por meio do Sistema de Gestão de Conselhos (Sigecon) até dia 31 de maio, enquanto os Conselhos de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) têm até 13 de junho para enviar os pareceres a respeito da execução do PNATE do ano passado. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE 

Bolsa Família é recriado com mínimo de R$ 600 por família e mais R$ 150 por criança de até seis anos

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MP que reinstitui o programa também prevê R$ 50 a mais para cada criança de sete a 18 anos. Assinatura do presidente Lula será nesta quinta, 2/3, em cerimônia no Palácio do Planalto

O Bolsa Família está de volta com toda a integralidade de conceitos e instrumentos que fizeram dele o maior programa de transferência de renda e combate à fome da história do país. O programa será oficialmente retomado nesta quinta-feira, 2/3. Em cerimônia no Palácio do Planalto a partir das 11h, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina a Medida Provisória que define os parâmetros da política pública.

Todas as famílias beneficiárias receberão um valor mínimo de R$ 600 e serão criados dois benefícios complementares, pensados para atender de forma mais adequada o tamanho e as características de cada família.

Um deles é voltado para dar atenção especial à Primeira Infância. Determina um valor adicional de R$ 150 para cada criança de até seis anos de idade na composição familiar. Um segundo, chamado Benefício Variável Familiar, prevê um adicional de R$ 50 para cada integrante da família com idade entre sete e 18 anos incompletos e para gestantes.

Mais do que uma ação de transferência de renda, o Bolsa Família é um instrumento da estratégia de redução da pobreza, de combate à fome e de promoção da educação e da saúde do Governo Federal.

Até por isso, o programa volta a enfatizar condicionalidades estratégicas e históricas, como a exigência de frequência escolar para crianças e adolescentes de famílias beneficiárias, o acompanhamento pré-Natal para gestantes e a atualização do caderno de vacinação com todos os imunizantes previstos no Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

CADASTRO APRIMORADO — Desde que assumiu a gestão em 1º de janeiro, o Governo Federal tem trabalhado no aprimoramento do Cadastro Único (base de dados e porta de entrada para programas sociais) e em uma agenda de busca ativa em parceria com estados e municípios. A intenção é garantir que o benefício chegue a quem de fato necessite e detectar famílias que deveriam fazer parte do programa e que atualmente não estão nele.

QUEM RECEBE — O Bolsa Família é voltado para famílias em situação de vulnerabilidade econômica e social. Para serem habilitadas, elas precisam atender critérios de elegibilidade, como apresentar renda per capita classificada como situação de pobreza ou de extrema pobreza, ter os dados atualizados no Cadastro Único e não ter informações divergentes entre as declaradas no cadastro e em outras bases de dados federais.

A seleção considera a estimativa de pobreza, a quantidade de famílias atendidas em cada município e o limite orçamentário. Com a nova legislação, terão acesso ao programa todas as famílias que têm renda de até R$ 218 por pessoa.

AGENDAS TRANSVERSAIS — O Bolsa Família se casa com uma série de ações já tomadas e no horizonte próximo do Governo Federal para fortalecer a proteção social e dinamizar o mercado de trabalho. Agenda que inclui a política de valorização do salário mínimo, a retomada de 14 mil obras paralisadas e do Minha Casa Minha Vida, com foco na geração de emprego e renda e no atendimento das faixas mais vulneráveis da população.

A agenda transversal inclui ainda ações como a reinstalação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), instância que reúne entidades da sociedade civil e governo na articulação, formulação e implementação de políticas de combate à fome e de promoção da alimentação de qualidade. Tem ligação também com o Movimento Nacional pela Vacinação, iniciado na última segunda-feira (27/2) para reconstruir a confiança nos imunizantes e retomar a cultura de vacinação no país.

O Bolsa Família se conecta, adicionalmente, com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que será retomado e garante a compra direta de alimentos da produção de agricultores familiares para uso na merenda escolar, em restaurantes comunitários e em diversas instituições da rede de assistência social. Conversa ainda com a área de educação, que vai ampliar o acesso ao ensino integral, para aprimorar a formação escolar das crianças e jovens.

Projeto prevê pena de prisão de dois a cinco anos para quem usar animais em circos

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O texto autoriza a exibição de animais em eventos desportivos ou culturais desde que esteja garantido o bem-estar deles

Hoje o uso de animais em apresentações circenses é regulamentado pelos estados

O Projeto de Lei 174/23 proíbe a utilização de animais em circos no Brasil. Conforme a proposta, a medida é válida para eventos presenciais e transmitidos pela internet. Hoje o tema é regulamentado por leis estaduais.

Pelo texto em análise na Câmara dos Deputados, quem descumprir as regras será punido com prisão, de dois a cinco anos, e multa. A pena é dobrada em caso de morte do animal.

O objetivo, segundo os autores, Delegado Matheus Laiola (União-PR) e Delegado Bruno Lima (PP-SP), é “impor que todos devem cuidar adequadamente dos animais e garantir que não venham a sofrer ou serem tratados como objetos”.

O texto também autoriza o uso de animais em exibições, desde que tenham finalidade desportiva ou cultural e que esteja garantido o bem-estar dos animais envolvidos.

Tramitação
O projeto será despachado para análise das comissões permanentes e, depois, do Plenário da Câmara.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Deputados aprovam projeto que cria Programa Crédito da Mulher nos bancos oficiais

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Parte dos recursos deverão ser emprestados a microempresas dirigidas por mulheres negras, de baixa renda ou com deficiência

A relatora da proposta, deputada Luisa Canziani

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (2), em sessão plenária, o Projeto de Lei 1883/21, que cria o Programa Crédito da Mulher no âmbito das instituições financeiras oficiais federais e estipula percentuais de concessão de crédito em programas já existentes, como o Pronampe. O texto vai ao Senado.

A proposta é a primeira aprovada pela Câmara relacionada ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março. As demais devem ser analisadas na próxima semana.

De acordo com o parecer da deputada Luisa Canziani (PSD-PR), no mínimo 25% dos recursos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) deverão ser emprestados às microempresas e empresas de pequeno porte controladas e dirigidas por mulheres.

Dentro dessa reserva, percentuais mínimos dos recursos serão destinados às mulheres negras de renda baixa ou com deficiência.

O Pronampe deverá ter um planejamento para que seja alcançada igualdade na cobertura dos financiamentos segundo a proporção existente de microempresas e de pequeno porte controladas e dirigidas por mulheres.

O texto aprovado segue em grande parte a redação do substitutivo da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC). O projeto é de autoria da ex-deputada e atual governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão.

A relatora disse que a proposta contribui para reduzir as desigualdades no Brasil, “especialmente quanto a gênero e raça”. “Devemos realmente apresentar medidas para corrigir a discriminação e as dificuldades vivenciadas pelas mulheres no mercado de crédito e nas atividades empreendedoras”, afirmou Luisa Canziani.

“Recorte racial”
Luisa Canziani fez um acordo com deputados do PL que ajustou alguns pontos da proposta para prever a fixação de um percentual mínimo dos financiamentos para negócios de mulheres negras de baixa renda ou com deficiência.

Inicialmente, a proposta priorizava apenas as mulheres negras. O pedido foi feito para que o texto não ficasse com um recorte exclusivamente racial.

Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Deputada Bia Kicis discursa no Plenário da Câmara. Ela é uma mulher branca, tem cabelos médios e castanhos e usa uma blusa preta e branca
Bia Kicis defendeu critérios apenas sociais para a concessão dos financiamentos

Esse, aliás, foi o ponto mais debatido no Plenário. Apesar de elogiar as linhas gerais da proposta, a deputada Bia Kicis (PL-DF) defendeu que o recorte dos financiamentos deveria ser apenas social. “Eu quero ajudar todas as mulheres empreendedoras, sejam elas brancas, negras, asiáticas, indígenas”, disse. Ela foi acompanhada pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS). “Nós temos que parar de ficar polarizando o País e dividindo-o em segmentos, e começar a compreender que alma não tem cor”, afirmou.

Contrária aos dois, a deputada Erika Kokay (PT-DF) defendeu o texto aprovado. “Quando se faz aqui o recorte de raça, reconhecemos que há um racismo estruturante no País”, disse. Ela afirmou também que o projeto torna os bancos oficiais comprometidos com o empreendedorismo feminino.

A deputada Jack Rocha (PT-ES) também defendeu a medida. “Milhares de mulheres negras, assim como eu, precisam da oportunidade desse Estado”, disse, acrescentando que a proposta tem potencial de revolucionar áreas hoje não privilegiadas pelo poder público.

Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Deputada Jack Rocha fala ao microfone. Ela é negra, usa uma blusa vinho e uma faixa estampada no cabelo
Jack Rocha defendeu o recorte de raça aprovado no texto final

Pontos que serão regulamentados
O projeto aprovado determina que um decreto do Executivo federal fixará as condições para a obtenção, junto a cada banco federal, de crédito para o financiamento de microempreendedoras, inclusive com taxa reduzida.

O decreto deverá definir cinco pontos:

  • planejamento e metas para se alcançar a igualdade na cobertura de financiamentos segundo a distribuição por sexo, com previsão de percentual mínimo para mulheres negras, de baixa renda ou com deficiência, definido segundo o critério populacional;
  • condições que serão facilitadas, inclusive garantias e outros requisitos;
  • as linhas de financiamento com taxas reduzidas de juros;
  • os projetos de capacitação e auxílio a empreendedoras, voltados à expansão de negócios e a investimentos, especialmente com base em inovação e uso de novas tecnologias; e
  • outros estímulos ao empreendedorismo feminino.

Divulgação e juros reduzidos
O programa deverá ser divulgado pelos bancos e pelos meios oficiais de comunicação do Poder Executivo e também deverá haver busca ativa de potenciais empreendedoras, especialmente de mulheres negras e em condições de vulnerabilidade social.

Um dos mecanismos previstos no texto é a aplicação da Taxa de Longo Prazo (TLP) em valores reduzidos para esse público, com percentuais distintos para diferentes prazos, modalidades e atividades econômicas.

A todo caso, o programa deverá ser executado em articulação com outros programas de crédito nacionais, como o Pronampe, o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) e o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Sebrae
Sobre o Sebrae, a proposta prevê a destinação de parte dos recursos do Fampe para as empreendedoras até que ocorra igualdade de cobertura segundo a distribuição por sexo, considerando ainda critérios de cor ou raça, conforme decisão do Conselho Deliberativo do Sebrae.

O conselho deverá fazer constar em seu planejamento as políticas para apoiar empreendimentos de mulheres, inclusive mulheres negras, de baixa renda ou com deficiência, divulgando a proporção de recursos para apoiá-los.

O órgão paraestatal deverá enviar ao Congresso, anualmente, um relatório sobre o uso dos recursos para apoiar diretamente empreendimentos de mulheres.

Execução detalhada
O Executivo federal também deverá enviar ao Congresso, trimestralmente, um relatório com detalhes sobre o andamento do Programa Crédito da Mulher.

Entre os pontos do relatório estão o número de operações, valores, prazos e taxas de juros aplicadas, separadas por sexo e por sexo e cor ou raça, bem como por setor econômico e região.

O primeiro relatório deverá ser enviado após 120 dias da data de publicação da futura lei.

As mudanças no funcionamento do Sebrae entrarão em vigor após 180 dias da publicação da futura lei e as demais regras depois de 90 dias.

 

Reportagem – Eduardo Piovesan e Janary Júnior
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Agência Câmara de Notícias