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Mês da Mulher: polícia pode afastar agressor da convivência da vítima, mesmo sem ordem judicial

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Em março de 2022, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) validou mudança na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) que permitiu, em casos excepcionais, que a autoridade policial determine o afastamento imediato do suposto agressor do domicílio ou do lugar de convivência com a vítima, mesmo sem autorização judicial prévia, quando houver risco à vida ou à integridade da mulher.

O colegiado, por unanimidade, julgou improcedente o pedido formulado pela Associação de Magistrados do Brasil (AMB) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6138 para invalidar a norma introduzida na Lei Maria da Penha pela Lei 13.827/2019.

A medida poderá ser implementada pelo delegado de polícia, quando o município não for sede de comarca​ (quando o juiz responsável não mora na localidade), ou pelo policial, quando não houver delegado disponível no município no momento da denúncia. Em qualquer hipótese, o juiz deve ser comunicado, em até 24h, para decidir sobre a manutenção ou a revogação da cautelar, com a ciência ao Ministério Público.

Ciclo de violência

No julgamento, a Corte seguiu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. A seu ver, a alteração na lei é uma resposta legislativa adequada e necessária ao rompimento do ciclo de violência doméstica em suas fases mais agudas, amplamente justificável em razão da eventual impossibilidade de obtenção de uma decisão judicial em tempo hábil. Ele ressaltou que a mudança não tirou a última palavra do Poder Judiciário, que tem a prerrogativa de decidir sobre a manutenção ou revogação da medida e sobre a supressão e a reparação de eventuais excessos ou abusos.

Em seu voto, o ministro explicou que, na sua redação original, a Lei Maria da Penha estabelecia medidas protetivas de urgência de cunho estritamente judicial. Os prazos cumulativos de 48 horas para a remessa do expediente ao juiz e mais 48 horas para a decisão sobre as medidas, em muitas situações, era incompatível com a urgência para a adoção de providências eficazes. Por isso, a Lei 13.827/2019 procurou superar “uma grave e séria deficiência na concretização de políticas públicas de erradicação da violência doméstica no Brasil, aumentando, assim, o nível de proteção conferido às mulheres”.

O ministro ressaltou, ainda, o caráter excepcional da medida, que se restringe a contextos de presença judicial insuficiente e visa impedir que mulheres submetidas a violência continuem expostas às hostilidades na privacidade do lar. Ele reforçou que o controle judicial é exercido posteriormente em sua plenitude.

Em relação à alegação de que a norma ofenderia a inviolabilidade do domicílio, o relator lembrou que, independentemente de ordem judicial ou prévio consentimento do morador, o artigo 5º, inciso XI, da Constituição Federal admite o ingresso em domicílio alheio nas hipóteses de flagrante delito ou para prestar socorro. Isso inclui a urgência com risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher.

Ranço arcaico

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, a violência contra a mulher representa “um ranço arcaico da nossa sociedade”, cujo enfrentamento se dá tanto em âmbito nacional quanto internacional. Ele frisou que a igualdade de direitos entre homens e mulheres foi reconhecida na Carta das Nações Unidas de 1945 e norteou uma série de outros tratados internacionais sobre o tema, como a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, de 1979, e a Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres, de 1993, primeiro instrumento internacional a abordar, de forma expressa e direta, o combate à violência de gênero.

“A casa é o lugar mais perigoso para um enorme percentual de mulheres brasileiras”, afirmou. De acordo com o relator, no Estado de São Paulo, 66% dos feminicídios ocorreram na casa da vítima, e em 97% dos casos elas não tinham medidas protetivas, segundo levantamento do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo.

Agenda 2030

A série de matérias “O STF e os direitos das mulheres” está alinhada com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 5 da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que visa alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

Leia a íntegra do acórdão do julgamento da ADI 5617

AR/AD//CF

Leia mais:

23/3/2022 – STF valida mudança na Lei Maria da Penha que autoriza delegados e policiais a concederem medidas protetivas

 

CDH aprova moradia para filhos de cuidadores em universidades públicas

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (15) projeto do senador Romário (PL-RJ) que obriga as universidades públicas a darem moradia nas residências universitárias a menores dependentes de pessoas que atuem como acompanhantes de pessoa com deficiência. O projeto, relatado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR), foi aprovado sem mudanças e segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O PL 3656/2020 busca garantir o direito de crianças e adolescentes que sejam filhos ou dependentes desses acompanhantes de morar junto com a família, em um ambiente adequado. Romário aponta que a ampliação das políticas de assistência estudantil inclui as pessoas com deficiência no sistema educacional, mas cria um dilema para os estudantes e suas famílias. Nos casos em que essas pessoas, em razão do tipo de deficiência, dependam de acompanhamento, geralmente não há nas residências estudantis a possibilidade de que esse acompanhante possa trazer sua família para residir na universidade.

“Rotineiramente, essas pessoas com deficiência agraciadas com uma vaga de moradia universitária não podem prescindir do acompanhamento de um adulto da família: o pai, a mãe, um avô ou mesmo um irmão de mais idade. Essa necessidade pode gerar um novo problema de negligência educacional quando ocorre de esse acompanhante ser responsável por crianças e adolescentes em idade escolar, se não forem mantidos sob o cuidado desse mesmo adulto”, argumenta o senador.

Para Flávio Arns, o trabalho do acompanhante geralmente cria uma relação de confiança e proximidade emocional e não é fácil dispensar alguém com quem já se convive há muitos anos e contratar uma pessoa que preencha as exigências das instituições de ensino.  Além disso, pessoas com deficiência podem necessitar de cuidados muito específicos, que exigem um acompanhante já capacitado.

Segundo o relator, o projeto exige que a universidade garanta um ambiente adequado, organizando os espaços físicos privativos e coletivos para permitir que essas condições sejam atendidas. Para ele, são medidas viáveis, como foi adaptar os prédios públicos quando as mulheres começaram a ingressar no serviço público, quando sequer havia banheiros femininos para as primeiras senadoras, por exemplo.

— De fato, se tais condições não forem viabilizadas haverá desrespeito aos direitos de crianças e adolescentes, conforme apontamos acima. Ademais, sem a permissão da presença do acompanhante reconhecido pelo estudante com deficiência restará agredido o direito constitucional das pessoas com deficiência à educação.

Fonte: Agência Senado

PF combate descaminho de vinhos argentinos para o Brasil

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15/3) a operação Mascate, que visa desarticular grupo familiar dedicado ao descaminho de vinhos em cidades da fronteira do Brasil com a Argentina.

Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão em duas empresas e na residência dos seus respectivos proprietários, nas cidades de Dionísio Cerqueira/SC, Bom Jesus do Sul/PR e Barracão/PR.

Apurou-se que as lojas ofereceriam, no Brasil, vinhos argentinos por preço bastante inferior àquele oferecido pelas demais pessoas jurídicas que atuam com a venda do produto na região.

Constatou-se, ainda, que os investigados movimentaram vultosas quantias em dinheiro nas contas das empresas investigadas, valores não condizentes com os declarados formalmente, o que caracteriza a lavagem de capitais.

No cumprimento das medidas determinadas pela Justiça Federal, foi autorizada a apreensão de valores, joias, obras de arte, veículos e outros itens de luxo, em razão da elevada condição econômica ostentada pelos investigados.

Os envolvidos na operação são investigados pelos crimes de descaminho e lavagem de dinheiro, os quais, somando-se as penas máximas, totalizam 14 anos de reclusão.

 

Comunicação Social da Polícia Federal em Dionísio Cerqueira/SC

Maternidade de Cerejeiras recebe investimentos para reforma e troca da caixa d’água

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O deputado Ezequiel Neiva destinou mais R$ 130 mil para a melhoria da infraestrutura do Hospital Municipal São Lucas, em Cerejeiras. O recurso proveniente de emenda parlamentar individual foi repassado ao Fundo Municipal de Saúde. Com esse valor destinado ao município, Ezequiel Neiva se aproxima de R$ 1 milhão de investimentos no Hospital São Lucas, nos últimos três anos.

Os R$ 130 mil são destinados para a reforma da maternidade, com serviços de pintura, troca de portas, entre outras melhorias, e também para a construção da caixa d´água responsável pelo abastecimento de toda a unidade médica. O pedido, de acordo com Ezequiel Neiva, foi realizado pelos vereadores Reinaldo Caburé, Dione Ribeiro e Zeca Rolista. “Agora a prefeitura poderá contratar a empresa que executará as obras”, acrescentou Neiva.

O deputado destaca que tem priorizado o atendimento à saúde no município. Citou o investimento no valor de R$ 120 mil para a aquisição de centrais de ar, que já foram instaladas; R$ 150 mil para a compra de remédios; R$ 100 mil para a aquisição de materiais; de R$ 100 mil para o material de consumo; R$ 76 mil para o paisagismo e iluminação; e R$ 300 mil a realização de exames se ressonância e tomografia.

“Além de todos os recursos já destinados, temos outros investimentos previstos para o Hospital São Lucas, em 2023, a exemplo da aquisição de mobiliários para a unidade médica. Vamos continuar priorizando recursos para a melhoria da saúde nos municípios”, assegurou o deputado Ezequiel Neiva.

Texto e foto: Assessoria parlamentar

MP obtém condenações em caso de chacina da Fazenda Vilhena; penas somadas superam 600 anos

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O Ministério Público de Rondônia obteve a condenação de seis réus, pela prática de cinco homicídios duplamente qualificados, cárcere privado e furto, ocorridos em uma fazenda localizada no Município de Vilhena. O grupo foi sentenciado a penas que, somadas, superam 600 anos de reclusão, em regime fechado. Ocorrida em outubro de 2021, a chacina da Fazenda Vilhena, como o caso ficou conhecido, vitimou o casal que era dono da propriedade e mais três funcionários. O crime, associado ao conflito por terras, teve grande repercussão na sociedade local.

O julgamento, encerrado nesta terça-feira (14/3), durou mais de 20 horas e teve atuação do Promotor de Justiça Rodrigo Leventi Guimarães.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, em 13 de outubro de 2021, um grupo de cinco homens ligados a um movimento camponês, na companhia de outros indivíduos ainda não identificados, invadiu a Fazenda Vilhena, matando, mediante disparos de armas de fogo, o casal Heladio Candido Senn e Sonia Maria Biavattim, proprietários da área, além dos funcionários Amagildo Severo, Oederson Santana e Dhonatas Rocha Borges Reis. O ataque teria sido motivado pelo desejo de revanche por conflitos registrados na região, bem como pelo interesse de que a área fosse distribuída entre integrantes de movimento.

Durante a sustentação, o Promotor de Justiça argumentou a prática dos crimes com uso de meio que impossibilitou a defesa das vítimas e motivo torpe – homicídio duplamente qualificado, tese que foi acatada pelo corpo de Jurados.

Os réus também foram condenados pelos crimes de cárcere privado, por terem mantido um casal de funcionários e os netos dos fazendeiros trancados por horas em um quarto pequeno. Os quatro só conseguiram deixar o local horas depois, ao arrombarem uma janela. Já o crime de furto ficou configurado pelo ato de o grupo ter levado veículo picape do fazendeiro e diversos outros objetos.

Sentença – Com a condenação pelos cinco homicídios, furto e cárcere privado, os réus E.R. e M. R. tiveram as penas fixadas em 95 anos de reclusão. Já W.S, J.P.R. e M.C.. foram sentenciados a 105 anos e A.O. foi condenado a 108 anos.

Para o Promotor de Justiça Rodrigo Leventi, as sentenças foram uma clara resposta à sociedade. “O Ministério Público de Rondônia continuará atuando para que autores de crimes dessa natureza, que atingem o bem mais valioso que é a vida, não fiquem impunes”, afirmou.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

TJRO mantém decisão para que motorista alcoolizado seja julgado no Tribunal do Júri por 2 homicídios

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Crimes ocorreram na zona rural de São Francisco do Guaporé; acusado será julgado também por duas tentativas de homicídios

Em julgamento realizado no Tribunal de Justiça de Rondônia, a 1ª Câmara Criminal negou provimento ao recurso em sentido estrito interposto pela defesa de um acusado de dois homicídios e duas tentativas de homicídios. Ele deve ser julgado por sete jurados em sessão pública pelo fato de ter assumido o risco de causar o resultado morte, acusado de estar em alta velocidade e sob efeito de bebidas alcoólicas no momento do capotamento do carro que dirigia. As quatro vítimas eram passageiras do mesmo veículo.

Por unanimidade, os desembargadores da 1ª Câmara Criminal reconheceram que é incabível a despronúncia do acusado quando há indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva, corroboradas pelas declarações prestadas na fase judicial.

Com o recurso, a defesa buscava anular a sentença de pronúncia, que é a decisão da vara judicial criminal que define se um acusado será ou não julgado pelo Tribunal do Júri, que é o órgão competente para julgamento de crimes dolosos contra a vida como homicídios ou tentativas de homicídios. O dolo eventual, como decidido neste caso, é quando a pessoa, por uma ação ou omissão, assume o risco de matar outra pessoa.

Consta na sentença de pronúncia que, em setembro de 2016, na BR 429, o acusado José  dirigia um veículo Corolla sob influência de álcool e em velocidade excessiva para via pública, sem observar as regras de segurança de trânsito. Por isso, a Justiça decidiu que ele assumiu o risco de provocar o acidente que vitimou outras quatro pessoas, sendo que duas delas vieram a óbito.

A denúncia do Ministério Público afirma que o acidente aconteceu após o grupo de amigos ingerir grande quantidade de bebidas alcoólicas – durante os festejos da tradicional cavalgada, que ocorre anualmente na cidade vizinha – quando retornavam para casa, em São Miguel do Guaporé.

Um vídeo anexado ao processo e gravado por uma das vítimas, indica que o motorista poderia estar a cerca de 220 km/h no momento do acidente ou pouco antes dele, e que estaria sob influência de bebida alcoólica.

O motorista perdeu o controle da direção do veículo, saiu da pista de tráfego e colidiu com uma árvore, arremessando duas vítimas para fora do veículo, as quais morreram ainda no local.

De acordo com o julgamento da 1ª Câmara Criminal, o caso deve ser levado a Júri Popular para decisão sobre o acidente ter ou não sido praticado com emprego de meio do qual resultou perigo comum (capacidade psicomotora manifestamente alterada em razão da influência de álcool), bem como se a velocidade era incompatível com a via trafegada e se a conduta do condutor (denunciado) na direção daquele veículo era irregular ou teria exposto ao risco a vida das pessoas, transeuntes ou usuários por onde o acusado passou.

Para a Justiça, somente o Tribunal do Júri poderá decidir pela condenação ou absolvição do acusado, devendo ser mantida a pronúncia.

Participaram do julgamento os desembargadores Jorge Leal, Valdeci Castellar Citon e Francisco Borges Ferreira Neto.

Assessoria de Comunicação Institucional

Se você faz parte do público prioritário, é hora de garantir a vacina bivalente no braço

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Quem não completou o ciclo vacinal ou está com doses em atraso também pode se vacinar; consulte o calendário do seu município

O Brasil está mobilizado pela retomada das altas coberturas vacinais. Já são mais de 3,2 milhões de doses de reforço bivalentes contra a Covid-19 aplicadas desde o início do Movimento Nacional pela Vacinação no público prioritário, que são as pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. O governo federal reitera a importância da imunização para que esse índice de pessoas com proteção reforçada seja cada vez maior.

O grupo prioritário soma mais de 55 milhões de brasileiros. Neste primeiro momento, estão sendo vacinados idosos acima de 70 anos, pessoas imunocomprometidas, funcionários e pessoas que vivem em instituições permanentes, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, grupo com cerca de 18 milhões de pessoas.

Em seguida, conforme o avanço da campanha e o cronograma de entrega de doses, outros grupos serão imunizados, como as pessoas entre 60 e 69 anos, as pessoas com deficiência permanente, os trabalhadores da saúde, gestantes e puérperas e a população privada de liberdade. Esses grupos precisam ficar atentos às informações de seus municípios para saber o momento de procurar uma unidade de saúde.

A região Sudeste é a que tem mais pessoas dentro desses grupos, com 24 milhões de brasileiros. Em seguida vem a região Nordeste, com 14,5 milhões de pessoas prioritárias para a vacinação. Depois o Sul do Brasil, com 8,2 milhões; região Norte, com 4,3 milhões de brasileiros e, por fim, o Centro-oeste, somando 3,8 milhões de pessoas.

É importante reiterar que, para quem faz parte do público-alvo, é necessário ter completado o ciclo vacinal com os imunizantes monovalentes para, então, receber a dose de reforço bivalente, respeitando um intervalo de quatro meses da última dose recebida.

As vacinas bivalentes e monovalentes são igualmente eficazes e protegem contra a Covid-19. Quem ainda não completou o ciclo vacinal ou está com alguma dose em atraso, pode procurar uma unidade de saúde para se vacinar, mesmo que não esteja no grupo prioritário.

Ter o esquema vacinal completo é fundamental porque, com o passar do tempo, o organismo pode perder a memória imunológica contra o vírus. Estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com mais de 1,5 mil pessoas revelou que seis meses depois da segunda dose, os anticorpos haviam caído entre os pesquisados. Com o reforço na imunização, eles voltaram a subir consideravelmente.

Ministério da Saúde

Alimentação escolar é tema de curso na República Dominicana

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Equipe do FNDE participa do encontro a fim de colaborar para o aprimoramento dos programas de alimentação escolar na América Latina e Caribe

Uma equipe técnica formada por representantes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) está na República Dominicana para auxiliar na implementação do projeto “Consolidação de Programas de Alimentação Escolar na América Latina e no Caribe”, que faz parte do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO. O grupo participa, nesta semana, da segunda fase do Curso do Caribe para Programas de Alimentação Escolar, em que são realizadas análises mais aprofundadas a respeito dos programas locais e há uma intensa troca de experiências sobre os assuntos discutidos na primeira fase. 

A presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, destacou a importância da colaboração entre os países durante a abertura do evento. “É com grande alegria e satisfação que nós, do FNDE, participamos deste encontro tão relevante para o programa de cooperação internacional Brasil-FAO. Já são 14 anos de parceria, para garantir alimentação saudável e de qualidade nas escolas, impulsionar a agricultura familiar e estimular a criação de programas sustentáveis de alimentação escolar. Aprimorar essas ações é fundamental para o desenvolvimento social e econômico dos nossos países parceiros”. 

O embaixador do Brasil na República Dominicana, Renan Barreto, afirmou que “o governo brasileiro está muito consciente da importância das consequências positivas que a alimentação gera em um país.”, e completou: “Reforço o compromisso brasileiro na cooperação internacional e com a República Dominicana”. 

No segundo dia de agenda, na terça-feira, 14, a coordenadora-geral do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE), Solange Castro, comentou sobre a expectativa da equipe do FNDE. “Estamos dedicados à troca de conhecimentos, para apoiarmos a consolidação da política de alimentação escolar na América Latina e no Caribe. Ensinando e aprendendo, para podermos melhorar nossas ações e alcançar resultados ainda melhores”. 

O encontro, que começou na segunda-feira, dia 13, e segue até 17 de março, conta com palestras, debates, visitas a escolas locais e a cooperativas de produtores. Durante a programação, também foi executada a etapa de conclusão da “Estratégia Conjunta para o Fortalecimento dos Programas de Alimentação Escolar Sustentável (Paes) na América Latina e Caribe – ambiente seguro durante e pós-pandemia”, um minicurso sobre temas de manipulação e segurança de alimentos que atendeu 11 países, sendo 6 da América Latina e 5 do Caribe, como El Salvador, Guatemala, Honduras, Paraguai, Peru e República Dominicana. 

Reajustes – na semana passada o Governo Federal anunciou que cerca de 40 milhões de estudantes das redes públicas de ensino serão beneficiados, em 2023, com o aumento dos valores repassados pelo Governo Federal para a alimentação escolar. Após seis anos sem correção, os valores per capita do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para todas as etapas e modalidades da educação básica serão reajustados em percentuais que variam de 28% a 39%. O Programa é administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).     

Para os ensinos médio e fundamental, que representam mais de 70% dos alunos atendidos pelo Programa, o reajuste será de 39%. Para os estudantes da pré-escola e escolas indígenas e quilombolas, o aumento alcança o patamar de 35%. Para as demais etapas e modalidades, a correção será de 28%.  Neste ano, serão investidos R$ 5,5 bilhões na melhoria da qualidade dos alimentos nas escolas.   

PNAE  o Programa Nacional de Alimentação Escolar destina recursos suplementares para apoiar o atendimento diário de aproximadamente 40 milhões de estudantes em cerca de 150 mil escolas. A transferência financeira é dividida em até dez parcelas, de fevereiro a novembro de cada ano, e corresponde a 20 dias letivos por mês. O cálculo sobre os recursos a serem repassados leva em conta o número de dias de atendimento, a quantidade de estudantes matriculados em cada rede ou unidade de ensino e o respectivo per capita.    

Criado inicialmente com o nome de Campanha de Merenda Escolar, em 1955, o Programa Nacional de Alimentação Escolar é a mais antiga política pública de segurança alimentar e nutricional do Brasil. Executado e gerenciado pelo FNDE, o PNAE tem o objetivo de contribuir para o crescimento e desenvolvimento biopsicossocial dos estudantes, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis, por meio da oferta de alimentação de qualidade nas escolas e de ações de educação alimentar e nutricional.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE

Jovem de 22 anos é preso por ter relações sexuais com menina de 12

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Há dias eles vinham conversando por meio de uma rede social; ela foi encontrada na casa do rapaz depois de 12 horas desaparecida.

Um jovem de 22 anos foi preso em Uberlândia, nesse fim de semana, por ter sido flagrado com uma menina de 12 anos durante um encontro. A família da jovem a encontrou na casa do rapaz depois de 12 horas de desaparecimento. O homem e a vítima confirmaram que houve sexo entre eles, o que levou à prisão dele por estrupro de vulnerável. Há dias eles vinham conversando por meio de uma rede social e, no dia do encontro, ela se ofereceu para entregar uma encomenda para o irmão no trabalho dele, no bairro Santa Mônica, na Zona Leste da cidade do Triângulo Mineiro. Essa foi uma desculpa para sair de casa e se encontrar com o homem. Depois disso, a jovem desapareceu. Familiares e amigos conseguiram imagens de câmeras de segurança que mostravam os dois andando juntos pelo bairro. Além disso, o smartphone da menina foi rastreado e eles conseguiram encontrar o possível local em que eles poderiam estar. O encontro, que começou pela manhã foi finalizado à noite, quando a Polícia Militar foi chamada na porta da casa do então suspeito, já no bairro Granada, Zona Sul de Uberlândia. A adolescente estava na casa, junto com a família dele. Ao receber voz de prisão, o jovem disse não saber a idade real da menor, que teria dito a ele ter 17 anos. A vítima recebeu atendimento médico e o preso teve a prisão ratificada na Delegacia de Plantão. O fato de a família dele saber da presença da menina no local e não ter avisado aos pais dela ainda será investigado.

 

Por Vinicius Lemos / EM

(Foto: Reprodução/Redes sociais)

Detran capacita profissionais que atuam na Educação de Trânsito

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Prevista no Código de Trânsito Brasileiro – CTB, que  estabelece  a educação para o trânsito como direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito – SNT, o Departamento Estadual de Trânsito – Detran Rondônia realiza no período de 13 a 30 de março oficinas, Aplicação Prática Pedagógica nos municípios polos de Cacoal, Ouro Preto do Oeste, Ariquemes e Porto Velho. Nos dias 13 e 14, 23 servidores de 19 municípios que fazem parte do polo de Cacoal participaram das oficinas.

O diretor geral do Detran, Paulo Higo Ferreira, explica que as oficinas têm o objetivo de apresentar os projetos desenvolvidos pela Diretoria Técnica de Educação de Trânsito – DTET aos servidores que atuam nas Circunscrições Regionais de Trânsito – Ciretrans.

Para o governador de Rondônia Marcos Rocha,  as campanhas e ações Práticas Pedagógicas executadas pela Coordenadoria de Educação de Trânsito – CET da DTET fazem parte dos princípios da Política Nacional de Trânsito e das metas e iniciativas dispostas no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito – Pnatrans para a década 2021-2030.

O diretor Técnico da DTET, Ruymar Pereira de Lima, destaca que o Pnatrans apresenta ações e atividades específicas para serem desenvolvidas pela Educação de Trânsito, com previsão de entrega de relatórios quadrimestrais e metas para cada biênio, a contar de 2023. “Assim, para que haja o cumprimento dos preceitos legais, é necessário propiciar momentos de prática com os servidores que atuam com Educação de Trânsito, nos quais seja possível a troca de conhecimentos e experiências, contribuindo para a melhoria do desenvolvimento do trabalho oferecido à sociedade” – disse Ruymar.

A agente de trânsito da Ciretran de Ministro Andreazza, Ângela Pimentel, participa das oficinas realizadas no polo de Cacoal. “É gratificante participar de um encontro onde há trocas de experiência, onde aprendemos na prática como fazer a educação de trânsito em consonância com a legislação vigente” – avaliou.

O Detran Rondônia realiza atividades educacionais relacionadas ao trânsito nos 52 municípios do Estado e tem como meta o envolvimento da sociedade para redução de sinistros no trânsito.