Boto-cor-de-rosa sofre perigo de extinção em Rondônia — Foto: Marcos Amend[/caption]
O boto-cor-de-rosa, nativo da região amazônica, entrou na lista de ‘perigo de extinção’ em quase todos os estados da região Norte, incluindo Rondônia, revela a plataforma SALVE, desenvolvida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio).
Recentemente, um vídeo que mostra um golfinho brigando por um peixe com um pescador viralizou nas redes sociais e vários internautas comentaram que está cada vez mais raro ver a espécie nos rios de Rondônia.
Acontece que os botos cor-de rosa, também conhecidos como ‘golfinhos dos rios’, são predadores de topo de cadeia e indicadores da saúde dos ecossistemas e estão entre as espécies mais ameaçadas de extinção, de acordo com a plataforma SALVE.
Ao todo, 2.609 espécies foram catalogadas no estado e seis animais, incluindo o boto, estão em perigo de serem extintas. A classificação indica o nível de ameaça ou conhecimento sobre a população da espécie na natureza.
Indicadores da saúde do ecossistema
De acordo com a plataforma ‘Boto Amazônicos’ desenvolvida por um grupo de especialistas da ‘Iniciativa Golfinhos de Rio da América do Sul’ (SARDI, sigla em inglês), a presença do boto-cor-de-rosa é influenciada pela abundância de peixes e habitats saudáveis.
A vida desses animais depende de rios saudáveis que sirvam como abrigo, fonte de alimentação e local de reprodução. Por isso é necessário a preservação de regiões intocadas, de acordo com os pesquisadores.
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Botos cor-de-rosa vivem na Amazônia — Foto: BBC
Contudo, a expansão das atividades humanas ao longo desses rios representa uma séria ameaça devido ao conflito pelo uso dos recursos hídricos e de pesca, como mineração ilegal e captura das espécies.
Ameaças
De acordo com o ICMbio, estima-se que a população de botos reduziu em 50% no período de três gerações (69 anos), baseado em um índice de abundância apropriado, declínio da qualidade do habitat e níveis de exploração.
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Botos tucuxi e cor-de-rosa estão ameaçados — Foto: Instituto Mamirauá
Essas ameaças incluem destruição de habitats, morte acidental em redes de pesca, caça clandestina, pesca predatória e contaminação por mercúrio. Além disso, a fragmentação de rios pela construção de barragens hidrelétricas é crítica, de acordo com a plataforma SALVE.
Desde o início dos anos 2000, o boto-cor-de-rosa enfrenta uma ameaça direta ao ser utilizado como isca na pesca de piracatinga. A prática inicialmente acontecia somente em parte dos rios Amazonas/Solimões, mas há registros de uma expansão desse método.
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Botos estão ameaçados pela pesca excessiva — Foto: BBC
As capturas acidentais também são uma ameaça. O aumento das taxas de desmatamento e ocupação humana ao longo das margens dos rios são fatores que afetam diretamente essa espécie, que está associada a esse ambiente.
Por G1/RO





Defendida pelo conselheiro Richard Pae Kim, a minuta de resolução, ou seja, o texto proposto, determina aos tribunais de justiça e aos magistrados que zelem pela igualdade de direitos, combatendo toda e qualquer forma de discriminação à orientação sexual e à identidade de gênero, evitando fundamentar manifestações contrárias aos pedidos de adoção e tutela exclusivamente com base no fundamento da orientação sexual dos candidatos.
Responsável por, entre outras coisas, fomentar e disseminar práticas que aperfeiçoem os serviços dos órgãos do Poder Judiciário, o CNJ atendeu a uma proposta do senador Fabiano Contarato (foto) (PT-ES). Em agosto deste ano, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) também acatou – por unanimidade – o pedido do senador, proibindo que membros do Ministério Público se manifestem contrariamente à adoção de crianças e adolescentes com base na orientação sexual dos candidatos a adotantes.
“O que me motivou a fazer [apresentar] esta representação foi que, quando da adoção do meu primeiro filho, um membro do Ministério Público (MP), disse que era contra porque [um] filho só pode ter pai e mãe, jamais dois pais ou, ainda pior, nas palavras do promotor, duas mães”, disse Contarato, convidado a se manifestar, em plenário, após a aprovação da resolução, durante a sessão ordinária do CNJ desta terça-feira.



Criminosos exigiam dinheiro para não expor conversas íntimas de vítimas — Foto: Unsplash[/caption]



