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Policiais do Pelotão Ambiental de Vilhena participam de curso de taxidermia para fortalecer ações de educação ambiental

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 Policiais militares do Pelotão Ambiental de Vilhena, pertencente ao Batalhão de Polícia Ambiental, participaram do Curso de Taxidermia, realizado nos dias 4 e 5 de março de 2026, nas instalações da Faculdade FIMCA, sob orientação da tutora Juliana Assaio Barbosa Miyata.

Durante a capacitação, foram taxidermizados exemplares da fauna silvestre, incluindo uma onça, uma anta, uma serpente e algumas aves. As peças produzidas serão utilizadas em atividades de educação ambiental desenvolvidas pelo Pelotão no município de Vilhena.

A iniciativa tem como objetivo ampliar as ferramentas pedagógicas utilizadas nas ações de conscientização ambiental, permitindo que estudantes e a comunidade tenham contato visual com exemplares da fauna silvestre, fortalecendo a compreensão sobre a importância da preservação da biodiversidade e da proteção do meio ambiente.

  A participação no curso reforça o compromisso da Polícia Militar de Rondônia com a educação ambiental e com o desenvolvimento de ações preventivas voltadas à conservação da fauna e dos recursos naturais.

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Vilhena anuncia construção de nova pista de caminhada na Avenida Tancredo Neves

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Com investimento de R$ 5,8 milhões, o projeto visa ampliar os espaços de lazer e estimular a prática de atividades físicas entre a Prefeitura e a Avenida Paraná

A Prefeitura de Vilhena confirmou a expansão da infraestrutura voltada à saúde e ao lazer com a construção de uma nova pista de caminhada na Avenida Tancredo Neves. O projeto receberá um investimento total de R$ 5,8 milhões.

O novo espaço será implantado no trecho compreendido entre o prédio da Prefeitura e a Avenida Paraná. Segundo o planejamento municipal, a obra foi projetada com foco em acessibilidade e segurança, buscando oferecer um ambiente adequado para a convivência social e o bem-estar físico dos moradores.

O processo licitatório para a escolha da empresa responsável pela execução deve ocorrer em breve. De acordo com o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Laércio Torres, a previsão é que os trabalhos no canteiro de obras comecem em um período de três meses.

“Considerando a média de prazo dos outros processos que a gente tem licitado, acredito que consigamos começar as obras nesse no prazo aproximado de 90 dias”, afirmou o secretário.

Semtran implanta mão única em vias próximas a escolas para reforçar segurança no trânsito

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Alterações entram em vigor nos dias 17 e 18 de março e visam organizar o fluxo de veículos nos horários de entrada e saída escolar

A Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Semtran) informa que realizará, nos próximos dias, novas alterações nos sentidos de circulação em vias localizadas próximas a duas unidades escolares da cidade, com o objetivo de garantir mais segurança e melhorar a fluidez do tráfego para alunos, pais e responsáveis.

No bairro Alphaville, a Rua 7.609, localizada próxima à Escola Felipe Rocha, passará a ter sentido único a partir do dia 17 de março. Já no bairro Jardim das Oliveiras, a Rua Josias Antônio da Silva, nas proximidades da Escola Shirlei Ceruti, passará a operar em mão única a partir do dia 18 de março.

As mudanças foram definidas após estudos técnicos de engenharia de tráfego, que identificaram a necessidade de reorganizar a circulação de veículos nessas regiões, especialmente nos horários de entrada e saída escolar. A medida busca reduzir pontos de conflito, organizar o fluxo de veículos e proporcionar mais segurança para pedestres.

A Semtran reforça a importância de que os condutores fiquem atentos à nova sinalização e respeitem as alterações implantadas. Para mais informações, dúvidas ou solicitações, entre em contato pelo WhatsApp (69) 3321-3920.

Prefeitura de Vilhena anuncia recurso para cobertura da feira na Avenida Melvin Jones

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Projeto prevê 300 metros de extensão com estrutura moderna busca oferecer proteção contra sol e chuva para feirantes e consumidores

A Prefeitura de Vilhena destinou o investimento de R$ 6 milhões para a construção da cobertura da tradicional “Feira da Melvin”. A obra abrangerá 300 metros da Avenida Melvin Jones, especificamente no trecho situado entre as ruas 1504 e 1508. O objetivo da iniciativa é melhorar as condições de trabalho dos feirantes e garantir maior conforto à comunidade, oferecendo proteção contra as variações climáticas.

Segundo o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Laércio Torres, a estrutura será a maior rua coberta de Rondônia e uma das maiores da Região Norte. “Ela vai se estender desde o ponto de mototáxi até a Farmácia Confiança”, detalhou o secretário.

O projeto está sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Obras (Semosp) e deve passar agora pela análise da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan). Após a validação técnica, a administração municipal dará início ao processo licitatório para a escolha da empresa responsável pela execução.

A expectativa da secretaria é de que todos os trâmites burocráticos sejam finalizados até o mês de maio, quando o contrato com a empresa vencedora deverá ser assinado para o início das obras.

Comunicado: mudança de endereço da Secretaria Municipal de Saúde

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A Prefeitura de Vilhena informa que a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) estará atendendo em novo endereço a partir da próxima segunda-feira, 09.

Com o objetivo de oferecer mais comodidade e melhor estrutura para servidores e para a população, a Semus passa a funcionar nas dependências do Park Shopping Vilhena.

A mudança visa proporcionar um ambiente mais acessível, organizado e confortável para o atendimento ao público, garantindo a continuidade dos serviços administrativos prestados pela Secretaria.

A Prefeitura orienta os cidadãos que necessitarem de atendimento junto à Secretaria Municipal de Saúde que se dirijam ao novo endereço a partir da data informada.

Em caso de dúvidas, os canais oficiais da Prefeitura permanecem disponíveis para esclarecimentos.

Ezequiel Neiva vistoria Escola Maria Laurinda Groff que passará por reforma e ampliação no distrito de Nova Dimensão

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Projeto já está em fase de licitação para a contratação da empresa responsável pela execução das obras.

Deputado Ezequiel Neiva foi recebido pela vice-diretora Graciele Tafarel (Foto: Nilson Nascimento | Assessoria Parlamentar)

A Escola Estadual Professora Maria Laurinda Groff, localizada no distrito de Nova Dimensão, em Nova Mamoré, deverá passar por uma reforma e ampliação em sua estrutura. A melhoria é resultado de uma indicação do deputado estadual Ezequiel Neiva (União Brasil) junto ao Governo de Rondônia, atendendo a um pedido apresentado pelos vereadores Adalto Ferreira e Toinho Barroso, além do secretário municipal de Agricultura, Abilio Baiano, e do ex-vereador Zé Carlos.

O projeto já está em fase de licitação para a contratação da empresa responsável pela execução das obras, etapa que antecede o início dos trabalhos de melhoria na unidade de ensino. “A iniciativa busca proporcionar mais conforto, segurança e melhores condições de aprendizado para alunos, professores e toda a comunidade escolar”, destacou Ezequiel Neiva.

O deputado Ezequiel Neiva destacou a importância da parceria com o Governo do Estado para garantir investimentos na educação. “A reforma e ampliação da escola é uma demanda importante da comunidade de Nova Dimensão. Quero agradecer ao governador, coronel Marcos Rocha, por atender nossa indicação e demonstrar sensibilidade com a educação. Agora o projeto segue em fase de licitação para que possamos iniciar essa obra tão aguardada”, afirmou o parlamentar.

Durante visita à unidade de ensino, o deputado foi recebido pela vice-diretora Graciele Tafarel, que acompanhou o parlamentar ao lado do vereador Adalto Ferreira, do secretário municipal de Agricultura, Abilio Baiano, e da professora Eliane. O encontro serviu para dialogar sobre as necessidades da escola e reforçar a importância do investimento para fortalecer a estrutura educacional do distrito.

“A presença do deputado aqui demonstra o compromisso em ouvir a comunidade escolar e buscar soluções para melhorar nosso ambiente de ensino. A reforma e ampliação da escola será um avanço importante para alunos e professores”, destacou a vice-diretora Graciele Tafarel.

Ezequiel Neiva valorizou o trabalho que tem sido empreendido junto aos seus colaboradores em Nova Mamoré. “A expectativa é que, após a conclusão do processo licitatório, as obras sejam iniciadas, garantindo melhorias estruturais que irão beneficiar diretamente estudantes e profissionais da educação no distrito de Nova Dimensão”, encerrou.

Texto: Alexandre Almeida I Secom ALE/RO
Foto: Nilson Nascimento | Assessoria Parlamentar

CPI ouve governador Eduardo Leite e vota requerimentos sobre Master na quarta

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A CPI do Crime Organizado ouve nesta quarta-feira (11), às 9h, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Ele deve falar sobre a atuação das facções criminosas no estado e o trabalho do governo gaúcho no combate ao crime (REQ 1/2025 – CPICrime).

A comissão também espera avançar nas investigações relacionadas às fraudes do Banco Master, com novos pedidos de quebras de sigilo e convocações de acusados de favorecer o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Apresentaram requerimentos nesse sentido os senadores Fabiano Contarato (PT-ES), Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE) e Humberto Costa (PT-PE).

O empresário Fabiano Campos Zettel também deve falar aos senadores. Cunhado de Vorcaro, Zettel foi preso pela Polícia Federal na quarta-feira (4), data em que deporia à CPI.

Girão afirma no requerimento que os fraudadores costumam usar a família e diversas empresas em crimes financeiros complexos (REQ 167/2026 – CPICrime).

A CPI pode quebrar os sigilos fiscal, telefônico e telemático de Zettel, caso os senadores aprovem os REQs  212/2026 – CPICrime e 213/2026 – CPICrime.

Também há pedidos de quebra de sigilo de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, que tem o apelido de “Sicário” (REQ 244/2026 – CPICrime). Ele foi também foi preso na quarta-feira (4) pela Polícia Federal, suspeito de coordenar um grupo para intimidar adversários de Vorcaro, e tentou se matar na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte. No momento, está internado em estado grave no Hospital João XXIII, na capital mineira.

Ainda podem ser convocados:

O empresário Vladimir Timerman e o ex-senador Pedro Taques (MT), que denunciaram o Banco Master antes das investigações, podem ser convocados para contribuir como testemunhas com a CPI (REQ 210/2026 – CPICrime e REQ  215/2026 – CPICrime).

Como participar

O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.

Fonte: Agência Senado

Senado trabalha para combater brutalidade contra mulheres

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Cibelle Monteiro Alves (22 anos), Maria de Lourdes Freire Matos (25 anos), Tainara Souza Santos (31 anos) e outras milhares de brasileiras integram as alarmantes e crescentes estatísticas anuais do feminicídio no Brasil. Vítimas do sentimento de possessão masculina em boa parte das vezes, muitas dessas mulheres foram mortas após atropelamentos, ao serem esfaqueadas, atingidas por tiros e, até mesmo, queimadas.

Números divulgados pela Procuradoria da Mulher do Senado evidenciam a dimensão cruel da violência de gênero no país. De acordo com dados do Painel de Violência contra a Mulher, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Justiça brasileira julgou, em média, 42 casos de feminicídio por dia em 2025. O aumento foi de 17% em comparação ao ano anterior. Ao todo, foram 15.453 julgamentos enquadrados na Lei do Feminicídio, que considera a morte de mulheres por menosprezo ou discriminação à condição de gênero. No ano passado, o Poder Judiciário recebeu 11.883 novos casos, uma média de 32 por dia e um aumento de 16% em relação a 2024.

Os números foram compilados desde 2020. Conforme o levantamento, só em 2025, o Poder Judiciário recebeu mais de 1 milhão de novos casos de violência doméstica, incluindo crimes previstos na Lei Maria da Penha e descumprimento de medidas protetivas.

No mesmo período, a Justiça brasileira julgou, em média, 1.710 casos de violência doméstica por dia. Ao todo, foram 624.429 novos casos no ano passado.

Para ajudar a conter a onda de violência contra a mulher, o Senado age em diversas frentes e atua por um marco institucional com ações como o endurecimento da lei, a criação de espaços especializados de acolhimento para as vítimas, além da adesão recente a um pacto firmado entre os três Poderes da República, com o objetivo de fortalecer a prevenção dos crimes, a proteção das mulheres e a devida responsabilização dos agressores.

Lápides da covardia

Uma das vítimas de feminicídio citadas no início desta reportagem, Cibelle Monteiro Alves foi morta no dia 25 de fevereiro em um shopping onde ela trabalhava, em São Bernardo do Campo (SP). Segundo a polícia, Cássio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos, não aceitava o fim do relacionamento e a matou com um golpe de faca no pescoço, após tê-la feito refém no local.

Em 5 de dezembro, a cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos foi brutalmente assassinada, em Brasília. Ela foi encontrada morta após um incêndio nas instalações do quartel onde era saxofonista e atuava como musicista no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas. O soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, disse ter tido um relacionamento com a vítima e confessou à Polícia Civil do Distrito Federal ter matado a militar e ateado fogo no local após uma discussão.

Tainara Souza Santos morreu na véspera do Natal de 2025, depois de quase um mês internada e ter tido as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada no fim de novembro por um ex-ficante, na Marginal Tietê, em São Paulo. As investigações policiais apontaram o autor do crime como Douglas Alves da Silva, de 26 anos, que atropelou Tainara de forma intencional, motivado por ciúmes.

Os casos mencionados tiveram forte repercussão nacional. Com a Lei 14.994, de 2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio, criminosos como Cássio Henrique da Silva Zampieri, Kelvin Barros da Silva e Douglas Alves da Silva passaram a estar sujeitos a condenações ainda mais severas, já que o texto prevê:

  • Penas mais rigorosas: aumento da pena de feminicídio para 20 a 40 anos, a maior do Código Penal;
  • Crimes Autônomos: o feminicídio deixa de ser apenas uma qualificadora do homicídio e passa a ser um tipo penal autônomo;
  • Progressão de regime: exige o cumprimento de pelo menos 55% da pena para a progressão de regime, endurecendo a execução penal;
  • Aumento de pena para lesão e ameaça: a lesão corporal no contexto de violência doméstica contra a mulher passou a ser punida com reclusão de dois a cinco anos (antes era detenção);
  • Proteção à criança/adolescente: penas maiores se o crime ocorrer na presença de filhos ou pais da vítima;
  • Efeitos da condenação: a perda do poder familiar, tutela ou curatela torna-se um efeito automático da condenação em casos de crimes dolosos com pena de reclusão contra a mulher por razões de gênero; e
  • Medidas de segurança: proibição de visitas íntimas para condenados por crimes contra mulheres e transferência para presídios distantes da residência da vítima.

Efeitos

Juízes e promotores já têm notado os efeitos do endurecimento da legislação promovido pelo Congresso Nacional para quem comete crimes contra as mulheres, segundo a senadora Margareth Buzetti (PP-MT). Ela é autora do projeto que deu origem ao “pacote antifeminicídio”, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro de 2024. Além de aumentar para 40 anos a pena para o crime de feminicídio — o assassinato de mulheres em contexto de violência doméstica ou de gênero — a norma também prevê a punição para outros atos contra as mulheres, como lesão corporal, ameaça e violência psicológica.

Entre as principais mudanças mencionadas por Margareth está o impedimento de o criminoso ser liberado após audiência de custódia. Antes, acusados de ameaça ou descumprimento de medida protetiva, por exemplo, eram passíveis de receber uma condenação de três meses a dois anos de prisão, mas podiam ser soltos depois de audiência com o juiz. Com a mudança, o magistrado tem embasamento legal para deixar esse homem preso antes mesmo do julgamento.

— A gente mudou o texto da lei para que realmente “esse cara” fique preso se cometer um desses crimes. Podemos dizer, sem dúvida, que esse pacote mudou e está mudando muito a nossa realidade — disse Margareth em entrevista ao programa Argumento, da TV Senado.

Pacto  

Em fevereiro, o Senado aderiu ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, firmado entre os três Poderes da República (Legislativo, Executivo e Judiciário) para enfrentar a violência contra a mulher de forma estruturada. Entre os objetivos, está o fortalecimento das redes de enfrentamento à violência contra a mulher, a promoção de informações sobre os direitos e as estruturas de proteção e de prevenção da violência baseada em gênero.

Para o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, o feminicídio “é uma chaga aberta na sociedade brasileira” e deve ser tratado como um problema de Estado, e não de governo.

— O feminicídio é o lado mais cruel de uma violência que atravessa, todos os dias, a vida de milhares de mulheres brasileiras. Esse compromisso firmado entre as instituições é, antes de tudo, uma declaração de responsabilidade do Estado brasileiro. Neste ato, a República Federativa do Brasil reafirma um dos seus deveres fundamentais: combater o feminicídio com o máximo rigor, com prioridade absoluta e com ação permanente — declarou Davi na solenidade para assinatura do Pacto, ocorrida no Palácio do Planalto.

Feminicídio é o termo usado para definir o homicídio de mulheres cometido em razão do gênero, ou seja, quando a vítima é morta por ser mulher, e está diretamente relacionado à violência doméstica e familiar. Em março, se completam 11 anos da Lei do Feminicídio, que inseriu esse crime no Código Penal como um qualificador para o crime de homicídio, gerando pena de 12 a 30 anos de reclusão. Foi a introdução do termo “feminicídio” na legislação brasileira. A lei teve origem no PLS 292/2013, de iniciativa da CPMI da Violência Contra a Mulher, que funcionou no Congresso Nacional em 2012.

Na segunda-feira (9), a fachada do Congresso Nacional receberá uma projeção mapeada em homenagem ao 11º aniversário da Lei do Feminicídio no Brasil. A projeção transforma o prédio do Congresso em um símbolo de reflexão e compromisso na luta pela proteção das brasileiras.

Leis suficientes

Na opinião da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que integra o comitê gestor do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, o Brasil já conta com leis suficientes em defesa das mulheres. Para ela, a garantia de financiamentos necessários ao enfrentamento da violência contra a mulher é um dos desafios da atualidade.

Nesse sentido, Daniella destacou como exemplo os R$ 130 milhões destinados ao Programa Antes que Aconteça, desde 2023, quando ela presidiu a Comissão Mista de Orçamento (CMO). Entre as iniciativas que já vêm sendo desenvolvidas, o programa prevê a reeducação de homens autores de violência doméstica, incentivando reflexão sobre atitudes agressivas e alternativas não violentas para resolução de conflitos.

— À frente da CMO, meu olhar foi justamente para sabermos quanto se investia na proteção e cuidado com as mulheres. Do total de gastos obrigatórios como saúde e educação, o investimento na proteção feminina representava historicamente 0,01%. Como política pública sem recurso não passa de falácia e não existe, tratamos de resolver o problema efetivamente e uma das formas foi com a criação do “Antes que Aconteça”, em parceria com diversos órgãos.

De acordo com Daniella, o projeto piloto foi executado na Paraíba em 2025, com a instalação da Sala Lilás para as mulheres em cidades como João Pessoa e Campina Grande.

— Recebemos muitas vítimas de violência que chegam extremamente fragilizadas e, muitas vezes, acompanhadas de seus filhos, que têm ali um lugar adequado para o seu acolhimento. Tenho feito questão de acompanhar de perto e vejo que temos obtido muito sucesso — disse Daniella em entrevista ao programa Argumento, da TV Senado.

Entre março e novembro de 2025, a Sala Lilás de João Pessoa realizou 509 atendimentos, enquanto a unidade de Campina Grande, inaugurada em agosto, contabilizou 108 atendimentos até o fim de novembro. Ao todo, foram registrados 617 atendimentos a mulheres e crianças em situação de violência no período. Os números integram o relatório oficial entregue ao Ministério da Justiça e Segurança Pública em dezembro.

Sala Lilás do Senado

Está marcada para as 15h da quarta-feira (11) a inauguração da Sala Lilás do Senado Federal, a primeira de um Parlamento em todo o mundo. Trata-se de um espaço especializado em ações de segurança, justiça e/ou saúde voltadas ao atendimento humanizado e sigiloso de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência.

O anúncio da inauguração foi feito em Plenário no dia 25 de fevereiro pela senadora Daniella Ribeiro, que destacou o empenho da Diretoria-Geral do Senado e da Mesa da Casa para a criação da Sala Lilás e adiantou que as ações envolverão o sistema de saúde e a Polícia Legislativa.

— Todos vão conhecer e poderão levar a ideia para onde puderem, de modo a sensibilizar outros órgãos a fazer o mesmo. Como primeira-secretária, posso refletir que das cerca de 30 mil pessoas que passam nesta Casa mensalmente, quantas mulheres, com toda a certeza, vão procurar esse espaço devido à segurança a ser proporcionada por ele. É algo que me deixa extremamente feliz — disse Daniella.

Poder feminino

Do total de 81 cadeiras do Senado, 16 são ocupadas por mulheres — apenas 19,75%. Na opinião da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), a ocupação de espaços de poder pelas brasileiras é um dos passos fundamentais para se combater a onda de agressões, especialmente contra as mulheres negras e de regiões mais empobrecidas do país.

— Não se trata de criar uma separação entre homens e mulheres, mas estamos aqui para lembrá-los de que todos têm mães, filhas, avós e que eles precisam nos apoiar, de modo a termos mais mulheres chegando ao poder. Esta é a única maneira efetiva de evitarmos a violência contra a mulher que, infelizmente, existe em todas as classes sociais — disse Zenaide em entrevista à TV Senado.

Formalizada no Regimento Interno do Senado há cinco anos, a bancada feminina garantiu às senadoras um espaço institucional próprio, com as mesmas prerrogativas garantidas a líderes de partidos ou blocos parlamentares — como preferência no uso da palavra, possibilidade de orientar votações e participação no Colégio de Líderes. A medida fortaleceu a atuação coletiva em pautas de interesse das mulheres e ampliou a visibilidade dessas demandas no Parlamento. Esse é o tema de uma reportagem especial da Agência Senado publicada em 27 de fevereiro.

Maria da Penha

Símbolo da luta contra a violência doméstica e familiar no Brasil, a farmacêutica e ativista Maria da Penha Maia Fernandes foi recebida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na quarta-feira (4). A Lei Maria da Penha, que completa 20 anos em agosto, foi criada a partir da história da ativista.

Davi destacou a coragem de Maria da Penha e reforçou que o combate ao feminicídio e a defesa das mulheres são prioridades no Congresso Nacional.

A visita de Maria da Penha aconteceu a convite da procuradora especial da Mulher, senadora Augusta Brito (PT-CE), que considerou a ativista “uma inspiração para o combate efetivo da violência contra as mulheres”.

Augusta lembrou que o domingo, 8 de março, no qual se celebra o Dia Internacional da Mulher, não é apenas uma data comemorativa, mas reflexiva.

—  É para que homens e mulheres analisem a responsabilidade de cada de conscientizar a todos e desconstruir o machismo, que tanto vem nos matando e nos silenciando — disse a parlamentar à Agência Senado.

Propostas

Estão na fila para análise dos parlamentares uma série de projetos com a finalidade de reforçar a proteção e a dignidade das brasileiras. Um deles é o PL 2.945/2025, do senador Wilder Morais (PL-GO), que aumenta de 40 anos para 50 anos a pena máxima para condenados por múltiplos crimes de homicídio, feminicídio ou estupro. O texto aguarda distribuição às comissões.

O PL 994/2024, do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), suspende o pagamento de salários de agentes públicos (entre eles políticos eleitos) enquanto estiverem afastados do exercício do cargo por motivo de violência contra a mulher. A proposta está sob relatoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE) na Comissão de Direitos Humanos (CDH).

Por sua vez, o PL 4.842/2023 obriga clubes de futebol a exibirem campanhas de conscientização sobre violência contra a mulher durante eventos esportivos com mais de 10 mil pessoas. A medida se aplica a clubes que recebem verbas públicas de loterias federais e exige que as campanhas sejam veiculadas nos telões, sonorização e sistemas de mídia dos estádios. O projeto é da senadora Augusta Brito e aguarda votação na Câmara. É o caso também do PL 5.881/2023, que determina a publicação, a cada dois anos, de um relatório com dados do Registro Unificado de Violência contra as Mulheres. Apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o texto pretende aperfeiçoar a produção de dados para subsidiar políticas públicas.

Já o uso da inteligência artificial para reduzir as taxas de feminicídio está previsto em outro projeto que começa a ser analisado pelo Senado. Protocolado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) em 25 de fevereiro, o PL 750/2026, institui o Programa Nacional de Monitoramento de Agressores com Uso de Tecnologia por Inteligência Artificial (PNM-IA), com o intuito de prevenir a violência e assegurar a efetividade das medidas protetivas de urgência.

Segundo Braga, a iniciativa surge do “cenário crítico, onde dados do Instituto de Pesquisa DataSenado apontam que 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica somente em 2025”. Ainda de acordo com o parlamentar, somente no Distrito Federal, em 2024, sistemas integrados de proteção emitiram mais de 13 mil alertas, garantindo que nenhuma vítima monitorada tivesse sua integridade física violada.

Fonte: Agência Senado

Deputada Rosangela Donadon convida população de Vilhena para a abertura do Circuito Cone Sul Agro Show 2026

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Entrada é gratuita e programação reúne rodeio, feira de exposições, expositores e atrações culturais

Graças ao recurso destinado pela deputada estadual Rosangela Donadon, começa hoje, em Vilhena, a abertura do Circuito de Exposições Cone Sul Agro Show 2026, evento que levará rodeio, feira de exposições, expositores e atrações culturais para diversos municípios do Cone Sul de Rondônia.

A programação em Vilhena acontece nesta sexta, sábado e domingo (6, 7 e 8 de março), reunindo produtores rurais, empreendedores e a população em um grande evento que celebra as tradições do campo e movimenta a economia local. O evento será realizado no estacionamento do Estádio Portal da Amazônia, sempre a partir das 18 horas, com entrada gratuita para toda a população.

A deputada Rosangela Donadon destacou que apoiar eventos como o Cone Sul Agro Show é uma forma de incentivar o desenvolvimento econômico e fortalecer o agronegócio, além de valorizar a cultura e as tradições da região. Segundo ela, a iniciativa também abre oportunidades para pequenos produtores, comerciantes e empreendedores apresentarem seus produtos e ampliarem seus negócios.

Após a etapa de abertura em Vilhena, o circuito seguirá por outros municípios do Cone Sul de Rondônia, passando por Chupinguaia, Pimenteiras do Oeste, Cabixi, Corumbiara, Colorado do Oeste e Cerejeiras, encerrando com a grande final novamente em Vilhena.

A parlamentar também agradeceu ao governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, pelo apoio às iniciativas que fortalecem o agronegócio e promovem eventos que geram renda, incentivam o empreendedorismo e contribuem para o desenvolvimento econômico da região.

Por assessoria parlamentar

Nova Mamoré receberá terceira ambulância destinada pelo deputado Ezequiel Neiva

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Veículo será destinado ao distrito de Palmeiras e atenderá também o Assentamento Tiago Campin e comunidades da região.

Ambulância garantirá mais agilidade no transporte de pacientes e no acesso aos serviços de saúde (Foto: Nilson Nascimento | Assessoria Parlamentar)

O deputado estadual Ezequiel Neiva (União Brasil) participará nesta sexta-feira (06), às 16h30, da entrega de uma ambulância que ficará à disposição da comunidade para reforçar o atendimento à saúde da população no distrito de Palmeiras, em Nova Mamoré. O veículo irá atender diretamente os moradores do distrito de Palmeiras, do Assentamento Tiago Caezempin e de toda a região, garantindo mais agilidade no transporte de pacientes e no acesso aos serviços de saúde.

Segundo o parlamentar, a entrega representa mais um passo importante para ampliar a estrutura de atendimento no município. “Essa é mais uma conquista importante para fortalecer o atendimento à saúde da nossa população. Recentemente, já entregamos uma ambulância UTI para o distrito de Jacinópolis e outra para Nova Dimensão, e agora damos mais esse passo para ampliar a estrutura de atendimento em Nova Mamoré”, destacou Ezequiel Neiva.

Com a nova entrega, esta será a terceira ambulância destinada pelo deputado estadual Ezequiel Neiva ao município de Nova Mamoré, beneficiando diretamente os distritos de Jacinópolis, Nova Dimensão e, agora, a comunidade do distrito de Palmeiras e do Assentamento Tiago Campin. “O objetivo é fortalecer a rede de atendimento e garantir mais segurança e rapidez no deslocamento de pacientes que necessitam de cuidados médicos”, frisou o parlamentar.

A ação é resultado da parceria do parlamentar com o prefeito Marcélio Brasileiro (PL) e com lideranças do município, reforçando o compromisso conjunto em atender as principais demandas da população. Também atuam nesse trabalho os vereadores Adalto Ferreira (União Brasil) e Toinho Barroso (União Brasil), além do secretário municipal de Agricultura, Abílio Baiano, e do ex-vereador Zé Carlos.

Texto: Alexandre Almeida I Secom ALE/RO
Foto: Assessoria Parlamentar