Início Site Página 424

IBGE: produção industrial registra crescimento em nove dos 15 locais pesquisados

0

Dados são da Pesquisa Industrial Mensal que mostrou variação de 0,5% na produção industrial nacional na passagem de outubro para novembro; também houve melhora na massa salarial da população

Com a variação de 0,5% na produção industrial nacional na passagem de outubro para novembro, nove dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional neste indicador registraram taxas positivas. O maior avanço individual veio do Paraná (5,4%), enquanto São Paulo (1,9%) registrou a maior influência no resultado mensal e ficou acima de seu patamar pré-pandemia. A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (12/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“No mês de novembro, é possível fazer uma relação com o avanço de 0,5% em relação à queda da taxa de juros, um efeito de uma política monetária mais expansionista. A queda da taxa de juros causa impacto direto na renda disponível das famílias, de maneira que o crédito está menos encarecido. Não podemos esquecer que os juros ainda estão em patamares elevados, mas conseguimos ver uma melhora na renda disponível das famílias, o que aumenta o consumo e impacta diretamente na cadeia produtiva industrial”, destaca o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

O pesquisador destaca ainda que outro ponto importante é a melhora na massa salarial da população, o que também impacta da renda das famílias e influencia no consumo das famílias. “Quando falo de uma melhora da massa salarial, estou falando de uma melhora na taxa de desemprego, impactando diretamente a cadeia industrial produtiva. Além disso, o crédito menos encarecido ajuda a diminuir as incertezas frente ao cenário macroeconômico, impactando nas decisões por parte dos produtores. Isso influencia na tomada de decisões, que se tornam mais otimistas, mais uma vez melhorando o ritmo da produção”.

Principal polo industrial do País, São Paulo apresentou avanço de 1,9% em novembro e acumulou ganho de 2,3% nos últimos dois meses. Os resultados da indústria paulista foram puxados pelo setor farmacêutico, corroborando o resultado nacional, que também teve esse setor como um dos destaques positivos.

“Com esse resultado, a indústria paulista está 22,0% abaixo do patamar mais elevado, de março de 2011, mas também observamos uma melhora de ritmo na produção, quando comparamos com o patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Com o resultado de novembro, a indústria paulista se encontra 0,4% acima do patamar pré-pandemia. Em outubro, São Paulo estava 1,7% abaixo do patamar pré-pandemia, evidenciando uma melhora de ritmo na produção em novembro. É importante salientar que não estamos falando de uma retomada de crescimento sustentado, mas sim uma melhora no cenário da produção industrial. Se isso vai criar uma trajetória de crescimento sustentado, ainda precisamos esperar os próximos dados”, avalia o pesquisador.

Já a indústria do Paraná apresentou a maior alta individual, com taxa de 5,4%, e foi a segunda maior influência no resultado nacional. Novembro foi o quarto mês consecutivo de resultados positivos no estado, que acumula ganho de 14,5%.

“Houve uma significativa melhora no ritmo de produção da indústria paranaense e podemos afirmar isso olhando os números relacionados aos números pré-pandemia. A indústria paranaense se encontra 9,6% acima do patamar pré-pandemia. É um patamar significativo, positivamente falando. Assim como em São Paulo, é necessário aguardar para ver se essa melhora vai ser tornar um crescimento sustentado, se vai perdurar, mas é uma melhora de ritmo de produção. O setor que tem mais influenciado essa indústria nos últimos meses é o de derivados do petróleo, que é um setor bastante influente dentro dessa indústria”, destaca Almeida.

A segunda maior taxa positiva, e quinta influência no mês, veio da indústria do Espírito Santo. O estado eliminou parte da perda de 7,1% acumulada no período setembro-outubro. A setor que exerceu influência no resultado da indústria capixaba foi o extrativo.

Por outro lado, Pernambuco (-9,7%) e Amazonas (-4,2%) mostraram os recuos mais intensos na produção, com o primeiro local eliminando o avanço de 9,8% registrado em outubro e o segundo marcando o terceiro mês seguido de queda na produção, período em que acumulou redução de 15,1%.

Indústria avança em 12 dos 18 locais pesquisado na comparação com novembro do ano passado

Na comparação com novembro de 2022, o setor industrial cresceu 1,3% em novembro de 2023, com resultados positivos em doze dos 18 locais pesquisados. Vale citar que novembro de 2023 (20 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (20).

Nesse mês, Paraná (21,2%), Espírito Santo (18,5%), Goiás (16,6%), Pará (12,8%), Rio de Janeiro (10,5%) e Mato Grosso (10,0%) assinalaram avanços de dois dígitos e os mais acentuados, impulsionados pelo comportamento positivo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, gás liquefeito de petróleo, gasolina automotiva, asfalto de petróleo, óleos combustíveis e querosenes de aviação), no primeiro local; e de indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e óleos brutos de petróleo) e celulose, papel e produtos de papel (celulose), no segundo.

Bahia (8,4%), Maranhão (5,0%), Santa Catarina (2,2%) e Mato Grosso do Sul (2,2%) também apontaram avanços mais intensos do que a média nacional (1,3%), enquanto Ceará (0,9%) e Minas Gerais (0,2%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção no índice mensal de novembro de 2023.

Por outro lado, Amazonas (-10,3%) assinalou recuo de dois dígitos e o mais elevado nesse mês, pressionado, em grande parte, pela atividade de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores, telefones celulares, aparelhos para recepção, conversão e transmissão de imagens ou dados, placas de circuito impresso montadas, receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados e rádios para veículos automotores). Rio Grande do Sul (-4,4%), Rio Grande do Norte (-2,8%), Pernambuco (-1,8%), São Paulo (-0,3%) e Região Nordeste (-0,1%) mostraram os demais resultados negativos nesse mês.

Indicadores Conjunturais da Indústria  –  Resultados Regionais  –  Novembro de 2023
Locais  Variação (%)
Novembro 2023/ Outubro 2023* Novembro 2023/ Novembro 2022 Acumulado Janeiro-Novembro Acumulado nos Últimos 12 Meses
Amazonas -4,2 -10,3 2,4 1,5
Pará 1,7 12,8 4,5 3,1
Região Nordeste -1,2 -0,1 -4,0 -4,8
Maranhão 5,0 -3,4
Ceará 2,0 0,9 -5,8 -6,0
Rio Grande do Norte -2,8 12,2
Pernambuco -9,7 -1,8 0,9 -1,2
Bahia 2,7 8,4 -2,4 -3,0
Minas Gerais 2,5 0,2 3,2 2,7
Espírito Santo 4,3 18,5 9,4 6,8
Rio de Janeiro 3,7 10,5 4,4 4,4
São Paulo 1,9 -0,3 -1,4 -1,0
Paraná 5,4 21,2 4,2 3,5
Santa Catarina -0,7 2,2 -1,7 -1,6
Rio Grande do Sul -2,9 -4,4 -4,4 -4,1
Mato Grosso do Sul 2,2 -0,2
Mato Grosso -1,5 10,0 5,4 4,9
Goiás 3,3 16,6 4,9 4,6
Brasil 0,5 1,3 0,1 0,0
* Série com Ajuste Sazonal


Mais sobre a pesquisa

A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste. Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional será em 8 de fevereiro.

Por: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Início das Inscrições Online na Rede Pública Estadual de Ensino de Rondônia começam nesta Segunda-feira, 15

0

O Executivo de Rondônia divulga o prazo para inscrições online na Rede Pública Estadual de Ensino, com ênfase na priorização de matrículas para estudantes com deficiências, que podem se inscrever de 15 a 19 de janeiro de 2024. Aqueles que não fazem parte da Rede (estudantes de escolas particulares, municipais ou aqueles que não estão atualmente matriculados) podem efetuar a matrícula de 22 a 26 de janeiro por meio do portal eletrônico https://matriculaonline.seduc.ro.gov.br.

O governador do Estado, Marcos Rocha, destaca a importância da inclusão como um princípio fundamental da Educação. Com o objetivo de garantir oportunidades equitativas, as matrículas online serão inicialmente abertas para estudantes com deficiências. Rocha ressalta que o governo tem implementado ações e investimentos em prol da educação inclusiva, proporcionando oportunidades para todos os estudantes. A programação de matrículas visa criar um ambiente educacional inclusivo e adaptado às necessidades individuais de cada aluno.

Para efetuar a matrícula, é obrigatório o fornecimento do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do aluno durante o preenchimento dos dados no site. Após a inscrição online, os responsáveis têm um prazo de 24 horas para comparecer à escola selecionada com a documentação necessária para concluir o processo de matrícula. Essa etapa presencial é crucial para garantir a correta inclusão do aluno na instituição de ensino.

Ana Pacini, titular da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), destaca a importância da matrícula online como um passo significativo em direção a uma educação mais acessível e igualitária para todos. Ela enfatiza que esta é uma oportunidade para os alunos se integrarem à rede de ensino do estado, e incentiva os pais ou responsáveis a se programarem para organizar o processo de matrícula, proporcionando aos seus filhos um ambiente de aprendizagem por meio da Educação oferecida pelo Estado.

Fiscalização aérea reforça controle sanitário nas fronteiras de Rondônia

0

Para maior controle do trânsito de animais e vegetais, visando preservar a sanidade da agropecuária em Rondônia, a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron) intensificou o patrulhamento aéreo nos rios Mamoré e Guaporé, que formam parte da fronteira entre o Brasil e a Bolívia. A região, por ser estratégica para o transporte de gado por meio de balsas, apresenta um elevado risco sanitário devido a possibilidade do trânsito de animais oriundos da Bolívia, o que pode facilitar a disseminação de doenças graves ao rebanho de Rondônia.

O patrulhamento, que ocorre periodicamente com uma programação anual, visa detectar o transporte irregular de animais de produção ao longo de aproximadamente 1,4 mil quilômetros dos rios, abrangendo os municípios de Guajará-Mirim a Pimenteira do Oeste. Essa ação é essencial para evitar a movimentação irregular de animais, mitigando os riscos de contaminação e protegendo a pecuária local.

Fiscalização em áreas isoladas para identificar atividade pecuária em propriedades não cadastradas na Idaron.

Além dos rios, a fiscalização aérea estende-se às divisas com os estados do Mato Grosso e Amazonas. Em uma única missão, a equipe aérea pode realizar uma varredura territorial de mais de 2,5 mil quilômetros, sobrevoando não apenas os rios, mas também áreas de preservação e estradas não mapeadas, que podem servir como corredores para o trânsito ilegal de animais.

“A abrangência da fiscalização não se limita apenas aos animais. A ação aérea é fundamental para identificar também o transporte de frutas e vegetais que podem contribuir para a disseminação de pragas de grande impacto econômico, como nematoides, cancro cítrico e monilíase do cacaueiro, entre outras”, destaca o presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres.

Além de coibir o transporte irregular, o serviço de fiscalização aérea permite à Idaron monitorar a presença de gado dentro de áreas não cadastradas e observar a movimentação de rebanhos em grandes fazendas. Essa abordagem é essencial para combater atividades clandestinas, principalmente em localidades isoladas.

No último período de fiscalização, em 2023 , a equipe aérea da Idaron cobriu uma área impressionante de 13 mil quilômetros, reforçando o compromisso com a segurança sanitária e econômica do agronegócio em Rondônia. “A iniciativa é um exemplo de como a tecnologia e a abordagem estratégica podem ser importantes aliadas para proteção da produção agropecuária e para preservação do patrimônio natural do estado”, enfatizou o governador do Estado, Marcos Rocha.

Transporte de animais em rio na fronteira de Rondônia com a Bolívia.

Comissão aprova projeto que cria fundo para amparar vítimas de violência sexual

0

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5055/20, que cria o Fundo de Amparo às Vítimas de Violência Sexual e determina que as multas provenientes dos crimes contra a dignidade social sejam revertidas a esse fundo.

Pelo texto, da ex-deputada Lauriete (ES), o fundo será utilizado exclusivamente para fornecer assistência médica, legal e psicossocial às vítimas de violência sexual.

A proposta altera o Código Penal para incluir a aplicação de multas entre as penalidades para os crimes contra a dignidade sexual, como estupro, importunação sexual, assédio sexual e corrupção de menores, entre outros. Hoje estão previstas apenas penas de reclusão.

O relator, deputado Fernando Rodolfo (PL-PE), recomendou a aprovação da matéria. “A atenção estatal às pessoas vítimas de violência sexual é tema relevantíssimo, especialmente na nefasta realidade brasileira, em que pelo menos 8,9% das mulheres já sofreu algum tipo de abuso sexual, segundo dados da Pesquisa Nacional da Saúde”, afirmou.

“A pesquisa traz outro dado alarmante, que identificou que em 2019 ocorreu um estupro a cada oito minutos, sendo que 57,9% das vítimas tinham no máximo 13 anos e 85,7% vítimas eram do sexo feminino”, acrescentou o deputado.

Tramitação
O projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Senado aprimora Lei de Cotas, e texto já está em vigor

0

O ano de 2024 começa com uma notícia que interessa a toda a juventude brasileira: a atualização da Lei de Cotas (Lei 14.723, de 2023). O Senado se debruçou sobre o tema ao longo do ano passado e aprimorou a política, que vigora desde 2012. A lei já previa sua revisão dez anos depois. Pela norma sancionada em novembro, candidatos cotistas tiveram aumentada a chance de ingressar nos estabelecimentos federais de ensino superior ou de ensino médio técnico. Dentre outros benefícios, eles passam a concorrer primeiramente às vagas gerais, e disputam as vagas reservadas apenas se não forem classificados.

A Lei de Cotas reserva, no mínimo, 50% das vagas em universidades e institutos federais para estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas. Com a atualização, a distribuição racial das vagas ocorre dentro desse percentual, de forma que um aluno negro que estudou o ensino médio em escola particular, por exemplo, não é beneficiado.

A revisão sancionada reduziu a renda familiar máxima para participar das cotas, que passa de 1,5 salário mínimo por pessoa para 1 salário mínimo por pessoa. O texto também inseriu os quilombolas entre os beneficiados pela reserva de vagas, que já incluía pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. A distribuição das vagas será feita de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando a proporção dessas populações em cada unidade da federação.

Reformulação

A reformulação da Lei de Cotas (Lei 12.711, de 2012), ocorreu pela aprovação do PL 5.384/2020, cujo relator foi o senador Paulo Paim (PT-RS). O texto foi analisado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) em agosto. E pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em outubro. No mesmo mês, a matéria foi aprovada pelo Plenário, após a aprovação de requerimento de urgência, e seguiu para sanção presidencial.

Por meio da reestruturação, a Lei de Cotas passou a prever uma metodologia para atualizar anualmente os percentuais de pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência em relação à população de cada estado em até três anos da divulgação, pelo IBGE, dos resultados do censo. A proporção racial deve ser mantida tanto nas vagas destinadas aos egressos do ensino público de famílias com renda máxima de um salário mínimo quanto nas vagas dos estudantes de outras faixas de renda.

A norma também fixou a avaliação do programa de cotas a cada dez anos, com a divulgação anual de relatório sobre a permanência e a conclusão dos alunos beneficiados. Os alunos optantes pela reserva de vagas que se encontrarem em situação de vulnerabilidade social também serão priorizados no recebimento de auxílio estudantil.  As novas regras já valem para a edição de 2024 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Aumento dos números

Em discurso no Plenário no dia 14 de novembro, um dia após a sanção da nova lei, Paim lembrou que, em 2012, 40.661 estudantes ingressaram no ensino superior da rede federal por meio de ações afirmativas. Esse número subiu para 108.616 em 2022, conforme dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) citados pelo senador. Para Paim, a criação e a atualização da Lei de Cotas estão entre as medidas sociais mais importantes da história do Brasil.

— Estou no Congresso há 40 anos e essa é a lei mais importante [já que] a liberdade passa pela Educação. Antes da política de cotas, nós tínhamos em torno de 6% de negros, negras, deficientes, quilombolas, nas universidades. Hoje, estamos em torno de 40%, até um pouco mais. Isso mostra que a política de cotas está cumprindo seu papel. É o Brasil negro, indígena, deficiente se encontrando na sala de aula — comentou o senador.

Concursos públicos

O aumento de vagas para negros em concursos públicos também foi foco da atenção dos senadores em 2023. O PL 1.958/2021, aprovado em dezembro pela CDH, prorroga por 25 anos e amplia para 30% a reserva de vagas em concursos públicos para negros. O texto do projeto se assemelha ao da Lei 12.990 de 2014, que estabeleceu cotas de 20% das vagas para negros em concursos e cujo prazo de vigência se encerra em 9 de junho de 2024. De autoria de Paim, a matéria foi aprovada na forma do novo texto apresentado pelo relator, senador Fabiano Contarato (PT-ES). A proposição seguiu para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que dará o parecer final.

De acordo com a proposta, serão reservadas para pessoas negras 30% das vagas disponíveis em concursos públicos e em processos seletivos simplificados de órgãos públicos, sempre que forem ofertadas duas ou mais vagas. Desse percentual, metade será destinada especificamente a mulheres negras, podendo ser redistribuída aos homens nas situações em que não houver candidatas suficientes. Quando esse cálculo resultar em números fracionários, eles serão arredondados para cima se o valor fracionário for igual ou superior a 0,5, e, para baixo, nos demais casos. A reserva também será aplicada às vagas que, eventualmente, surgirem depois, durante a validade do concurso.

Serão consideradas pessoas negras aquelas que assim se autodeclararem e apresentarem características que possibilitem seu reconhecimento social como negras, o que deverá ser verificado conforme processo definido em cada edital. Caso a autodeclaração seja indeferida, o candidato ainda poderá disputar as vagas destinadas à ampla concorrência, exceto se houver indícios de fraude ou má-fé, situação em que será excluído do concurso. Se já tiver sido nomeado para o cargo, terá a sua admissão anulada.

Contribuições

Contarato disse ter recebido contribuições do Executivo, sobretudo do Ministério da Igualdade Racial (MIR), em conjunto com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), para construir a emenda substitutiva que aumentou o percentual mínimo das vagas reservadas às pessoas negras, de 20% para 30%, a ser aplicado sempre que o número de vagas oferecidas for igual ou superior a dois.

Isso porque, segundo Contarato, os dados revelam que a presença da população negra no âmbito da administração pública federal é bem abaixo do que se visava, devido a brechas nos concursos públicos que possibilitaram a não observância do que prevê a Lei 12.990, de 2014.

“Por exemplo, o extremado fracionamento de vagas, que também buscamos solucionar com a emenda apresentada. Assim, temos pressa para que a população negra, que hoje representa cerca de 56% da sociedade brasileira, tenha participação efetiva nas instâncias decisórias”, diz no parecer.

Também é de Contarato a previsão, no relatório, de que 50% das vagas reservadas às pessoas negras sejam destinadas especificamente às mulheres negras. Essa disposição é necessária, de acordo com o parlamentar, porque a sub-representação das mulheres negras é agravada, mesmo frente aos homens negros, na administração pública federal, conforme demonstrado pelos dados do Atlas do Estado Brasileiro do IPEA (plataforma de dados integrados sobre o funcionalismo público, em seus três níveis federativos — federal, estadual e municipal — e dos três Poderes). Na hipótese de não haver mulheres negras para a ocupação das vagas reservadas, as remanescentes serão revertidas aos demais candidatos negros, de acordo com a ordem de classificação.

Contratação temporária

Segundo o projeto aprovado pela CDH, a política de reserva de vagas deverá igualmente ser observada nos processos seletivos simplificados para o recrutamento de pessoal nas hipóteses de contratação por tempo determinado. O intuito é atender a necessidade de que trata a lei sobre contratações temporárias (Lei 8.745/1993), para os órgãos da administração pública federal direta, as autarquias e as fundações públicas.

Adicionalmente, os órgãos e entidades estabelecerão em seus editais de concursos públicos e processos seletivos simplificados a reserva de vagas especificamente para indígenas e quilombolas, de acordo com regulamentação. No âmbito dos concursos para provimento de cargos efetivos no Ministério dos Povos Indígenas e na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), serão reservadas a indígenas de 10% a 30% das vagas oferecidas.

“Essas previsões objetivam tirar essa minoria social da invisibilidade e incluí-la nas instâncias federais especializadas da administração pública, a fim de que possa contribuir ativamente para a sociedade da qual é parte. Apresentamos também regras para a identificação de negros e para a nomeação dos candidatos aprovados; as providências a serem tomadas na hipótese de indícios ou denúncias de fraude ou má-fé no procedimento de confirmação da autodeclaração”, explica Contarato.

Regulamento

Em razão da variedade de características próprias de cada concurso, Fabiano Contarato atribuiu a regulamento a previsão de medidas específicas para evitar o fracionamento de vagas que acarrete prejuízo à reserva de vagas e de outras políticas. A emenda também estabelece que a instituição de metas de representatividade étnico-racial na composição dos quadros funcionais dos órgãos e das entidades da administração pública federal levarão em conta percentuais de raça da população apurados pelo IBGE.

O prazo de 25 anos para revisão da lei, caso aprovada, considera o fato de que os concursos e os processos seletivos simplificados são heterogêneos, segundo Contarato. Caso os objetivos sejam atendidos antes do esperado, os órgãos responsáveis pelo acompanhamento e monitoramento da ação afirmativa divulgarão essa informação.

“A reserva de vagas é medida necessária, adequada e proporcional para que, no futuro, se alcance a igualdade de acesso por todos os brasileiros, também no âmbito da administração pública federal. A Constituição Federal prevê a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação e assegura a todos a igualdade perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, ressalta o relator.

Fonte: Agência Senado

Decisão sobre MP da desoneração da folha sai ainda em janeiro, diz Pacheco

0

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou nesta terça-feira (9) que deve decidir ainda em janeiro, durante o recesso parlamentar, sobre a tramitação da MP 1.202/2023, que limita a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia. A proposta foi debatida em reunião com líderes partidários pela manhã.

O governo publicou a medida provisória no fim de dezembro para diminuir o impacto do benefício nas contas públicas. Pacheco declarou que buscará uma “solução de arrecadação sustentável” em diálogo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

— Pretendemos tomar essa decisão ainda no recesso, até porque é muito importante ter estabilidade jurídica […]. Não tomarei uma decisão de devolução integral ou parcial sem conversar com o ministro Fernando Haddad. É muito importante haver esse diálogo entre o Legislativo e o Executivo. —  disse o presidente do Senado.

Segundo Pacheco, a pressa se justifica para dar previsibilidade ao setor produtivo. Ele declarou esperar avanços no debate da MP ainda nesta semana para ter “um bom encaminhamento sem ruptura, sem desgaste e sem polêmica” sobre o assunto.

Ele afirmou que a MP causou “estranheza” por se tratar de um tema já debatido pelo Congresso e não descartou a possibilidade de devolução parcial da medida. O objetivo, segundo o presidente do Senado, é encontrar com o governo um meio-termo para o mérito da proposta e, depois, decidir a forma como isso será feito.

— Acho difícil ter uma evolução de revogação desse instituto da desoneração da folha de pagamento no âmbito do Congresso Nacional. Mas, obviamente, [se for] uma discussão que possa envolver um remodelamento com uma transição ao longo do tempo, estaremos absolutamente dispostos a ouvir e discutir, eventualmente, em um projeto de lei.

Medida Provisória

A medida foi editada pelo governo federal após a promulgação da Lei 14.784, de 2023, que prorroga para até o final de 2027 a desoneração da folha salarial para 17 setores da economia.  A legislação foi publicada depois de o Congresso Nacional derrubar o veto (VET 38/2023) do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao projeto original aprovado pelos congressistas (PL 334/2023).

Em 29 de dezembro, depois do envio da MP ao Congresso, Pacheco afirmou, em nota, que havia a “necessidade da análise técnica” da proposta e o debate com os líderes partidários antes de decidir se a MP continuaria tramitando no Congresso.

A medida foi proposta pelo ministro Fernando Haddad para limitar a desoneração, benefício que foi instituído em 2012 e tem sido prorrogado desde então. O objetivo do governo é aumentar a arrecadação para alcançar a meta de zerar o déficit fiscal em 2024, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano.

Autor do projeto original que prorrogou a desoneração até 2027, o senador Efraim Filho (União-PB) defendeu a devolução da medida e o reenvio do tema por meio de projeto de lei. O senador afirmou haver precedentes para que a MP seja devolvida e disse esperar que isso ocorra ainda durante o recesso parlamentar.

— O nosso encaminhamento foi pela devolução total da medida provisória, entendendo que é a tentativa de uma imposição de uma agenda à qual o governo não teve votos para sustentar em plenário […] A devolução também traz segurança jurídica para que os setores possam se planejar do ponto de vista tributário — disse Efraim.

Segundo ele, o envio da MP após a derrubada do veto “não foi bem recebido” pelos congressistas.

— A tentativa de fazer a derrubada da derrubada do veto não é bem vista pelo Congresso e, por isso, poder modificar [a lei] e enviar por PL essas alterações talvez seja um caminho de solução.

Vice-líder do governo na Casa, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), afirmou que a reoneração “pode ser um tiro no pé”. Para ele, o fim do benefício pode gerar um “desemprego gigantesco” no país. Ele também lamentou que parte dos líderes partidários não compareceu à reunião com Pacheco.

— O mais plausível de todos [os caminhos debatidos] foi uma devolução parcial desta medida provisória que protegeria o setor produtivo do Brasil e aí iniciaríamos uma discussão sobre o restante. Quem é patriota não pode ser contra o déficit zero. Agora, uma coisa é defender o déficit zero e prejudicar segmentos tão importantes da sociedade.

Resistência

As mudanças na desoneração enfrentam resistência no Congresso. A Frente Parlamentar do Empreendedorismo pediu ao presidente do Senado a devolução da medida quando a proposta foi publicada, em 29 de dezembro.

Na segunda-feira (8), o grupo enviou documento para líderes partidários solicitando a rejeição da proposta. O pedido foi assinado por outras oito bancadas temáticas, dentre elas a da agropecuária, a maior do Congresso Nacional.

O benefício da desoneração da folha permite que as empresas de 17 setores da economia paguem alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários. A MP editada pelo governo estabelece que, a partir de abril, a alíquota menor de imposto valerá apenas para um salário mínimo por trabalhador. A remuneração que ultrapassar esse valor terá a tributação normal (de até 20%).

O texto também determina a redução gradual do benefício até 2027 e extingue até 2025 os benefícios tributários concedidos às empresas de promoção de eventos incluídas no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).

Fonte: Agência Senado

IPVA de 2024 começa a ser pago a partir desta semana em Rondônia

0

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que teve o calendário divulgado pelo Governo de Rondônia no fim de 2023, poderá ser pago a partir desta semana, em todo o Estado. O calendário segue uma organização baseada no último dígito da placa do veículo, com destaque para os finais 1, 2 e 3 (vencimento em março).

Até o dia 31 de janeiro, os contribuintes terão 10% de desconto no pagamento do imposto. Já quem efetuar o pagamento até dia 29 de fevereiro, terá 5% de desconto, porém, quem pagar no prazo final, em 29 de março, o contribuinte não terá direito ao desconto, devendo efetuar o pagamento total do valor. Essa regra se aplica aos meses subsequentes, de forma que a antecipação do pagamento implica em descontos.

A novidade para este ano, é a implementação de mudanças na legislação referente ao IPVA, por meio da Lei n° 5.706, de 20 de dezembro de 2023. Essa atualização tem como objetivo modernizar e simplificar as normativas relacionadas ao IPVA no Estado.

ISENÇÕES

A Lei nº 5.706 ainda traz benefícios relevantes a partir deste ano, como a isenção do IPVA para proprietários de veículos de duas rodas, como motocicletas de até 170 CC, que eram sujeitos a uma alíquota de 2%. Além disso, os motoristas que trabalham com transporte por aplicativo, também serão beneficiados com esta lei.

O objetivo é promover melhores condições de trabalho e contribuir para a sustentabilidade econômica, além de fortalecer este setor, que é de fundamental importância à economia Estadual, representando um alívio financeiro para muitas famílias que utilizam este meio de transporte.

COMO EMITIR O BOLETO

Para acessar o boleto, basta entrar no site da Secretaria de Estado de Finanças (sefin.ro.gov.br) , na data prevista. No documento, já consta a redução de 10% para o pagamento à vista aos proprietários de veículos, que possuem placas de final 1, 2 e 3.

É importante destacar que, a Secretaria de Estado de Finanças não envia o boleto para a residência do contribuinte. O calendário completo, com todas as alterações está disponível no site da Sefin.

Ações realizadas pelo Governo de Rondônia resultam na redução de 64% no desmatamento, em 2023

0

 Destaque na luta contra o desmatamento na Região Amazônica, Rondônia conquistou um marco significativo durante o ano de 2023, no qual o Governo do Estado registrou uma redução de 64% no desflorestamento. Segundo informações da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), com dados da Coordenadoria de Geociências (Cogeo), a queda registrada foi de 33% de redução nos focos de calor, 41% na taxa anual de desmatamento, 56% no número de alertas de desmatamento e 64% de queda nas áreas de alertas de desmatamento, em comparação a 2022.

A área desmatada em 2023 foi de 43.5 mil hectares, já em 2022 o desflorestamento apontado foi de 126 mil hectares. Os dados divulgados pelo GeoPortal, um investimento do Governo de Rondônia que permitiu um sistema integrado de acesso e compreensão das questões ambientais, é o marco significativo para o desenvolvimento do Estado.

O Governo do Estado reforça os investimentos no desenvolvimento do sistema que possibilita monitorar o desmatamento em tempo real, o que resultou na redução. As ações estratégicas implementadas pelo Governo para a redução do desmatamento vão ao encontro do compromisso com a proteção e conformidade com a legislação ambiental, consideradas prioridades. Com os investimentos como equipamentos, operações, aliados ao trabalho de fiscalização e educação ambiental; o Estado está obtendo números expressivos contra o desmatamento.

MAPEAMENTO

Segundo o secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, os esforços realizados com o objetivo de mapear e combater o desmatamento, alcançando esses resultados, são possíveis por meio de uma política abrangente que engloba o monitoramento, fiscalização, comando de controle e educação ambiental. “Importante destacar que, o Estado registrou queda no desmatamento, e ao mesmo tempo aumento na produção, o que demonstra que é possível combater ilícitos ambientais, sem prejudicar a produtividade”, destacou.

Os investimentos do Governo de Rondônia nas áreas de informática e ações de fiscalização contínua, foram citados pelo coordenador da Cogeo, Guilherme Vilela, como medidas importantes para a queda dos índices. “Hoje temos aplicativos que apresentam com muita rapidez, um levantamento das áreas onde ocorrem os desmatamentos. Aliado a isso, a fiscalização, tanto por parte da Sedam quanto de outros órgãos e parceiros”, ressaltou.

O coordenador destacou ainda, parcerias com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e projetou que a utilização de novos softwares devem contribuir com uma redução ainda maior em 2024.

PL de Bolsonaro, Chrisóstomo, Sílvia Cristina, Marcos Rogério e Bagattoli busca consolidação em Rondônia nas eleições de 2024

0

Na corrida política em Rondônia, o Partido Liberal (PL), alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, desponta como uma força influente nas últimas eleições, contando com figuras proeminentes como os deputados federais Coronel Chrisóstomo e Sílvia Cristina, e os senadores Marcos Rogério e Jaime Bagattoli.

Na Assembleia Legislativa (ALE/RO) ainda há também Affonso Candido e Jean Mendonça.

A trajetória política do PL na região ganha destaque, principalmente com a expressiva votação de Sílvia Cristina nas eleições de 2022, onde conquistou a segunda posição com 65.012 votos. Marcos Rogério, ainda no DEM em 2018, surpreendeu ao desbancar Confúcio Moura do MDB, garantindo a vaga no Senado.

Em 2024, Jaime Bagattoli, pecuarista que quase superou Confúcio em 2018, emergiu vitorioso, derrotando Mariana Carvalho do Republicanos, considerada favorita para suceder Hildon Chaves. O PL, com seus representantes, consolida-se como uma força política de relevância em Rondônia.

A análise do Ipespe Analítica, veiculada pela CNN Brasil, destaca o fenômeno político que o PL representa na Região Norte. O partido vislumbra a oportunidade de conquistar prefeituras de capitais, consolidando-se como protagonista no cenário político local.

No entanto, em Porto Velho, o PL não figura como o favorito, segundo o indicador. Hildon Chaves, atual prefeito sem partido, reeleito em 2020, desponta como um possível facilitador para a sucessão, apoiando a deputada federal Mariana Carvalho, que agora está no Republicanos. O agregador de pesquisas aponta Carvalho com 22%, mais que o dobro do segundo colocado, Marcelo Cruz (Patriota).

O PL, apesar de não ser o favorito na capital, fortalece sua presença política no estado, evidenciando uma ascensão notável em termos de representação e votação. A CNN Brasil enxerga o PL como um protagonista nas eleições municipais de 2024, embora a preferência em Porto Velho esteja, atualmente, inclinada para Mariana Carvalho, hoje no Republicanos.

A consolidação do PL em Rondônia nas eleições recentes reflete a influência significativa do ex-presidente Jair Bolsonaro no cenário político regional. O partido, que antes era uma força emergente, agora se firma como uma opção viável para os eleitores, conquistando postos-chave com representantes expressivos, como Coronel Chrisóstomo e Sílvia Cristina.

A trajetória de Sílvia Cristina, segunda mais votada no pleito de 2022, evidencia a força do PL. Com 65.012 votos, ela se destaca como uma das lideranças políticas mais influentes do partido na região. Essa ascensão representa não apenas a popularidade da candidata, mas também o respaldo que o PL angariou junto ao eleitorado rondoniense.

Os deputados federais do PL, Coronel Chrisóstomo e Sílvia Cristina, desempenham papel crucial na representação do partido. Suas atuações no Congresso Nacional têm contribuído para fortalecer a presença do PL não apenas em Rondônia, mas também no contexto nacional, consolidando a sigla como uma força política de relevância.

A chegada de Jaime Bagattoli ao Senado, após derrotar Mariana Carvalho em 2024, evidencia a capacidade do PL em desafiar candidaturas consolidadas. O pecuarista, que já havia demonstrado potencial em 2018, reforça o papel do partido como uma alternativa competitiva, capaz de superar expectativas e conquistar votos expressivos.

A análise da CNN Brasil, destacando o PL como um fenômeno político na Região Norte, aponta para uma transformação no panorama eleitoral local. O partido, vinculado ao ex-presidente Bolsonaro, busca não apenas ampliar sua presença no Legislativo, mas também almeja consolidar-se como uma opção para lideranças executivas, visando prefeituras de capitais.

Em resumo, o Partido Liberal (PL) se estabelece como uma força política em ascensão em Rondônia, conquistando representatividade expressiva e desafiando tradicionais candidaturas. Com seus representantes notáveis, o partido busca não apenas manter, mas ampliar sua influência nas próximas eleições, marcando uma nova fase na dinâmica política do estado.

Fonte: Rondônia Dinâmica

Empresário portovelhense Vinicius Guastala morre em acidente na Argentina

0

Um grave acidente envolvendo uma motocicleta conduzida pelo empresário Vinicius Guastala, e um automovel modelo Chevrolet Meriva, que ocorreu na ultima segunda-feira (08) no KM 71 da BR-XYZ (Argentina) resultou na morte do empresário Vinicius Guastala.

O trágico incidente resultou na perda de Vinicius Guastala, de 48 anos, que conduzia a motocicleta no momento da colisão.

Maria Rita Soares, de 38 anos, que estava como passageira na motocicleta, sofreu lesões graves como resultado do impacto e foi imediatamente levada para o Hospital San Antonio de Pádua, onde está internada na unidade de terapia intensiva.

Soares passou por uma cirurgia ao meio-dia de ontem, mas não foram divulgados detalhes específicos sobre seu estado atual. Seu prognóstico é reservado.

Segundo Lucas Sequalino, chefe das operações dos bombeiros no local, ambos os motociclistas estavam devidamente equipados com capacetes, no entanto, não foram suficientes para protegê-los diante da violência do impacto frontal com o veículo.

Enquanto isso, o motorista do Chevrolet Meriva foi encaminhado para o hospital para receber atendimento médico. Ele apresentava apenas ferimentos leves, incluindo cortes no rosto e no couro cabeludo.

Curiosamente, o motorista conseguiu sair do veículo por conta própria antes da chegada do resgate.

Paralelamente, as equipes bombeiros de Rio Cuarto agiramamente para controlar incêndio queolveu a moticleta após a colisão.

De acordo com Sequalino, acidente ocorreu uma reta e havia obstáculos que pudessemicar a visibilidade dos motoristas. Lev em consideração o horário e as condiçõesáticas, o sol também não foi um fator determinante nesse sentido.

A investigação sobre a mecânica exata do acidente ainda está em andamento e será conduzida pelas autoridades competentes.

Essa trágica colisão na BR-XYZ serve como um lembrete sombrio dos perigos nas estradas e destaca a importância de se observar todas as medidas de segurança adequadas, inclusive o uso correto dos equipamentos de proteção.

 

Observador