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Ji-Paraná: Semplan realiza reunião para alinhamento das ações de planejamento

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Equipe técnica e empresa Gaspar trataram dos avanços das obras

Com o objetivo de direcionar e definir os próximos passos das obras de pavimentação e saneamento básico, a Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan), se reuniu, na segunda-feira (22), com as equipes técnicas da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (Seosp), Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd) e representantes da empresa Gaspar.

O secretário de Planejamento, Pedro Cabeça Sobrinho, ressaltou que o encontro é crucial para o avanço das iniciativas de saneamento básico no município.  Ele destacou a importância da integração entre as entidades envolvidas, e que a parceria entre o setor público e a iniciativa privada, representada pela empresa Gaspar, é fundamental para a efetividade das ações.

O principal objetivo da reunião foi alinhar estratégias e definir um plano de ação para o avanço da rede de esgoto em Ji-Paraná, visando melhorias significativas no saneamento básico da região. Durante o encontro, foram discutidos detalhes técnicos, prazos e orçamentos, com o intuito de garantir uma execução eficiente e dentro das melhores práticas construtivas e ambientais.

Os engenheiros e arquitetos presentes apresentaram análises detalhadas sobre o atual estado da rede de drenagem e das bases e sub-base, identificando áreas prioritárias que requerem intervenções imediatas. Ficou estabelecido que os encontros para alinhamento serão periódicos para avaliação do cronograma de execução e novas frentes de serviços.

Assessoria

MPRO expede recomendação para garantir segurança da população durante Carnaval em Porto Velho

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da Curadoria da Segurança Pública, emitiu recomendação nesta terça-feira (23/1) para blocos carnavalescos, o Poder Público e especialmente a Fundação Cultural de Porto Velho (FUNCULTURAL), alinharem medidas para garantir a segurança física e mental dos foliões durante o Carnaval 2024 na capital.

Assinam a recomendação a Promotora de Justiça Alba da Silva Lima e o Promotor de Justiça Antônio Carlos de Siqueira Junior, visando à manutenção da ordem pública e segurança da comunidade durante as manifestações artístico-culturais populares.

No ponto direcionado diretamente aos blocos de Carnaval, a recomendação estabelece que se cumpram os horários e trajetos pré-definidos, assim como os limites sonoros previstos em lei, que disponibilizem banheiros químicos, seguranças privados e equipes de atendimento médico. Tudo em número compatível com a estimativa de participantes de cada evento.

A recomendação estabelece que os blocos fomentem, antes e durante o itinerário, campanhas de proteção à criança e adolescente e de combate a violência contra a mulher.

Os blocos também devem enviar uma comunicação formal do evento, com a apresentação dos itinerários, horários e vias que serão interditadas ao Delegado Geral da Polícia Civil, ao Comandante dos Bombeiros e ao Diretor da Polícia Técnico-Científica (POLITEC) para que estes possam melhor estruturar suas unidades. No campo da segurança, os organizadores dos eventos também devem emitir proibição formal do uso de drones pelos blocos, por questões de logística e visando garantir as atividades de inteligência e monitoramento das forças de segurança pública.

À Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (SEMTRAN), a recomendação pede que o horário de interdição e desobstrução das vias de cada dia de desfile deverá ser de no mínimo 1 (uma) hora antes e 1 (uma) hora depois da festividade de cada bloco. Foi solicitado que a secretaria deve promover ampla divulgação, antes e durante o Carnaval, de todas as mudanças nas vias que serão afetadas.

Também deve haver áreas destacadas em cada percurso para a parada de táxis ou carros de aplicativos. E medidas efetivas para a disponibilidade do transporte público coletivo, com o estabelecimento de horários e roteiros, para viabilizar o deslocamento dos foliões durante as festividades.

Para a Secretaria Municipal de Saneamento e Serviços Básicos (SEMUSB), o MPRO solicita a organização na alocação dos ambulantes em locais apropriados, atentando-se para que seja assegurada a passagem de pedestres. Deverá ainda enfatizar a cada um dos ambulantes a proibição da venda de bebida alcoólica a menores de 18 anos.

Já a Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (SEMASF) deve apresentar à Curadoria de Segurança Pública, até a próxima segunda-feira (29/1), os nomes e contatos dos Conselheiros Tutelares em atividade no período carnavalesco.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA) deve apresentar ao MPRO o plano de trabalho para a festividade, indicando especialmente como atuará na prevenção e repressão dos denominados “paredões de som”.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Golpes bancários se espalham e destroem vida financeira de vítimas

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Era tarde de quarta-feira, por volta das 13h30, em meados de outubro de 2023, em Brasília, quando a professora aposentada Maria Zélia*, de 76 anos, recebeu uma ligação de um número de telefone usado pelo banco onde movimentava seu dinheiro há 20 anos. Do outro lado da linha, alguém que se identificava como gerente bancário. Segundo esse interlocutor, havia suspeita de fraudes na sua conta.

O suposto gerente indagava sobre transferência monetária eletrônica para uma pessoa que Maria Zélia não reconhecia. Ele também informava da compra em um supermercado que a correntista não frequentava, em valor improvável (R$ 4.350), e de um recente saque poupudo (R$ 4.900).

Após negar todas as presumidas operações, Maria Zélia foi orientada a procurar uma agência do banco no Núcleo Bandeirante, região administrativa do DF a quase 18 quilômetros de sua casa, no início da Asa Norte, bairro próximo à região central da capital. A justificativa era para verificação dos cartões de crédito e débito e para vistoria do celular. O propósito, alegou o suposto gerente, era checar se o aparelho havia sido acessado remotamente.

Maria Zélia informou que não era possível se deslocar. O aparente gerente então se prontificou a enviar um funcionário para buscar os cartões – que deveriam ser cortados sem danificar o microchip eletrônico – e o telefone celular. Tudo deveria ser entregue em envelope. O gerente garantiu que o aparelho retornaria uma hora depois de ser examinado e afirmou que um antivírus seria instalado no dispositivo.

Por volta das 14 horas o dito funcionário enviado se apresentou no prédio de Maria Zélia. A correntista desceu de seu apartamento aos pilotis do edifício para entregar apenas os cartões, mas foi convencida a entregar também o aparelho ao falsário.

Uma hora depois, ela não recebeu nenhuma ligação de retorno. Foi aí que desconfiou que tinha caído em um golpe. Após perceber a fraude, ligou para o canal oficial do banco pedindo que bloqueasse os cartões e o aplicativo da instituição financeira. Mas, além daquele banco, Maria Zélia mantinha no aparelho o app de outro banco, pelo qual recebe sua aposentadoria. Nesse caso, ela não conseguiu que as atendentes da segunda instituição detivessem qualquer operação.

O golpe resultou em um prejuízo de R$ 180 mil. O valor soma transferências via PIX, uso de saques indevidos de aplicações, compras com os cartões e empréstimos consignados concedidos pelos bancos, que foram desviados pelos estelionatários.

O crime cometido contra Maria Zélia é um dos tipos de fraude mais recorrentes, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Apesar de ter entregue os cartões e o telefone na mão dos criminosos, ela não forneceu suas senhas de segurança para movimentar as contas. Mesmo sem a senha, houve movimentação financeira sem que os bancos interferissem

“Nenhum alerta foi acionado pela inteligência dos bancos, nada inusual foi detectado, nada foi feito. Levaram tudo, um tanto mais e pior, a saúde mental e emocional de minha mãe”, enfatiza Antônio Pereira*, publicitário e empresário, filho de Maria Zélia.

“Clientes que sempre sentiram seguros depositando o patrimônio de uma vida em instituições seculares, veem, agora, ondas de golpes de todos os tipos acontecer com seu patrimônio, antes a salvo”, acrescenta Pereira.

Ocorrências

A reportagem tentou ouvir diretamente fontes do Banco Central e levantar dados e informações sobre a ocorrência desses tipos de crime. A autarquia, no entanto, informou por e-mail que não cabia a ela responder. “As autoridades de segurança pública são as responsáveis por atender a sua solicitação”.

Walter Faria, diretor adjunto de Operações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou à Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados que “em 2022, a Polícia Federal, em parceria com o sistema financeiro, realizou mais de 50 operações de combate a fraudes eletrônicas. Houve mais de 100 prisões preventivas e mais de 60 prisões temporárias.” A Polícia Federal não deu retorno aos pedidos de informação sobre esses crimes à Agência Brasil.

Registros administrativos coletados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto às secretarias estaduais de Segurança contabilizam mais de 200 mil ocorrências de estelionato eletrônico. O dado não traz, no entanto, os números de seis estados (Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo).

Pesquisa realizada para Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) para o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) projeta que 7,2 milhões de consumidores sofreram alguma fraude em instituições financeiras nos 12 meses anteriores à aplicação do levantamento (feito no final de julho e começo de agosto de 2023). Na rodada anterior da pesquisa, feita em 2022, o número apurado foi de 8,4 milhões de consumidores.

As projeções de cada ano são superiores à população da cidade do Rio de Janeiro (6,2 milhões de habitantes, conforme o Censo Demográfico de 2022). Se os números projetados nas duas pesquisas forem somados, temos um total de 15,6 milhões de consumidores lesados – número bem superior à cidade mais populosa do Brasil – São Paulo, com 11,4 milhões de habitantes.

Confiança nos bancos

A insegurança e a perda de confiança em bancos e instituições financeiras pode ser crítica para o setor. “O volume de fraudes e golpes começou a prejudicar a própria percepção do consumidor financeiro sobre a segurança e a confiabilidade do sistema financeiro”, admitiu Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, em audiência na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados em 26 de outubro do ano passado.

A economista Ione Amorim, coordenadora de Projetos do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), segue na mesma linha e alerta que as falhas de segurança e de confiabilidade do sistema financeiro podem prejudicar a evolução digital das transações monetárias.

“Não é possível que a gente consiga pensar em moeda digital se não tiver uma regulamentação que venha fortalecer, que venha trazer o mínimo de segurança para que as pessoas possam transacionar recursos financeiros”, disse referindo-se ao Drex, projeto de moeda digital de Banco Central.

Para o promotor de Justiça do Estado de Minas Gerais, Glauber Tatagiba, golpes bancários são “o principal problema na área financeira que temos no Brasil”. Tatagiba, que coordena o Procon/MG, lembra que os bancos comerciais foram o “assunto mais reclamado” e as falhas bancárias e transferências indevidas configuraram como “problemas mais reclamados” em 2023 no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec).

Responsabilidade

O volume de fraudes eletrônicas é um sinal dos tempos de digitalização de várias atividades corriqueiras dos cidadãos. Tendência acentuada com a pandemia da covid-19, nos anos de 2020 e 2021, como explicou Walter Faria, da Febraban, na Câmara.

“O crime migrou junto com a pandemia. Até então, nós tínhamos ataques muito grandes às agências bancárias e a equipamentos de autoatendimento. Com a mudança forçada pela pandemia — hoje nós temos oito em cada dez transações totalmente digitais, totalmente eletrônicas —, o crime migrou para cá também.”

A irrupção do estelionato eletrônico exigiu “investimento maciço no sistema financeiro para a segurança e prevenção a fraudes”, relatou Faria. “Em tecnologia, o sistema financeiro investiu, em 2022, R$ 35 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões especificamente para prevenção a fraudes e para a segurança bancária.”

Os esforços e investimentos feitos pelos bancos nos últimos anos para evitar a exposição de clientes a golpes e garantir mais proteção aos sistemas digitais das instituições financeiras é reconhecido por diferentes fontes ouvidas pela Agência Brasil, como por exemplo, a juíza Marília de Ávila e Silva Sampaio, magistrada titular da 2ª Turma Recursal do Juizado Especial do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). “Isso é fato”, disse à reportagem. Ela, no entanto, pondera que “o crime anda na nossa frente. Nós vamos a reboque.”

Para a juíza, que lida na segunda instância do tribunal com processos de estelionato eletrônico, os investimentos dos bancos são exigências da legislação. Portanto, os gastos com proteção não reduzem as responsabilidades dessas instituições.

“É obrigação do agente [financeiro] guardar e dar a devida segurança. O correntista confiou no sistema de segurança do banco a ponto de colocar o dinheiro lá. Então, se alguém tiver que pagar por isso [golpes e fraudes] quem tem que pagar é o banco, não é o correntista.”

Marília Sampaio pondera que os crimes afetam as instituições financeiras, mas são contra os correntistas. Nesse sentido, “os riscos da atividade bancária são ônus do fornecedor, e não do consumidor.”

Ela cita que uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Súmula 479, definiu que “as instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias”.

“A atividade lucrativa dos bancos tem a ver com esta confiança do cliente em colocar o seu dinheiro lá. O banco vive de credibilidade”, lembra a magistrada.

* nomes fictícios usados a pedido dos entrevistados

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-01/golpes-bancarios-se-espalham-e-destroem-vida-financeira-de-vitimas

Redução da jornada de trabalho deve voltar à pauta do Senado em 2024

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Trabalhar quatro dias da semana e, consequentemente, conseguir ter mais tempo para o descanso, para o lazer, ou até mesmo para buscar mais conhecimento está entre os desejos de grande parte dos trabalhadores brasileiros. Aliar essa demanda ao cenário dinâmico e desafiador do mundo profissional, sem redução salarial, deve ser uma das discussões a ser retomada pelo Senado em 2024. 

O assunto tem sido tendência no mundo todo, com alguns países já colocando em prática legislações ou projetos pilotos que incentivem as empresas a adotarem modelos de jornadas reduzidas, promovendo bem-estar, produtividade e qualidade de vida aos seus funcionários. 

Apesar de o Congresso Nacional já discutir projetos de redução da carga horária trabalhada desde 1995, quando o senador Paulo Paim (PT-RS) e o então deputado federal e posteriormente senador, Inácio Arruda, apresentaram sua primeira proposta sobre o tema (PEC 231/1995), somente em 2023 o assunto passou a ser visto como uma aprovação possível no Legislativo.

Já em dezembro do ano passado, antes do encerramento das atividades legislativas, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou o projeto que inclui na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT — Decreto-Lei 5.452, de 1943) a possibilidade de redução da hora trabalhada diária ou semanal, sem redução da remuneração, desde que feita mediante acordo ou convenção coletiva (PL 1.105/2023). 

Atualmente a CLT prevê o regime de tempo parcial de 30 horas semanais, já a Constituição estabelece como jornada máxima as 44 horas semanais. Diante dessa diferença de 14 horas entre o definido pela CLT e o máximo permitido pela Constituição, o texto possibilita essa negociação da redução da jornada até 30 horas, desde que seja acordado entre empregador, sindicato e empregado e sem redução salarial. 

Apresentada pelo senador Weverton (PDT-MA), a matéria, que recebeu parecer favorável do senador Paulo Paim, não contempla contratações por tempo parcial, visto que o limite já é de 30 horas semanais. Como foi analisada em decisão terminativa, a proposta seguirá para a Câmara dos Deputados, exceto se no mínimo nove senadores apresentarem recurso para análise no Plenário do Senado.

— Esse é um importante projeto que vai fortalecer a relação empregado e empregador. Precisamos ter uma correlação justa nesta relação para estarmos de portas abertas a investidores e lhes garantir segurança jurídica. É um projeto de suma importância para o país — disse Weverton quando a matéria foi aprovada na CAS.

PEC

Em outra frente, Paim também apresentou um texto para fazer alterações constitucionais. A proposta de emenda à Constituição (PEC 148/2015) estabelece que a duração de trabalho normal não será superior a 8 horas diárias e a 36 horas semanais. A matéria está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda designação de relator.

De acordo com a iniciativa, a jornada de trabalho não poderá ser superior a 40 horas semanais, diminuindo gradativa e anualmente em uma hora por ano até o limite de 36 horas. Até a implantação da emenda, caso seja promulgada, a jornada de trabalho normal não poderá ser superior a 44 horas semanais. Ele explicou como seria essa aplicação em pronunciamento no Plenário, em junho de 2023. 

— Hoje, a jornada de trabalho no Brasil é 44 horas semanais, oito horas diárias. A jornada de trabalho para 40 horas semanais é possível. Para, em seguida, gradativamente decrescermos até o limite de 36 horas semanais, com turnos de seis horas para todos. Importante destacar: sem prejuízo nenhum para sequer o empregador e muito menos para o empregado.

Apesar de o tema ainda estar distante de um consenso no Brasil, Paim acredita que é possível avançar em busca de um entendimento entre os atores envolvidos e, para isso, ele considera fundamental a participação do Legislativo e do Executivo federal nas discussões. 

— É preciso que todos entendam que a redução de jornada só representará uma vitória se for fruto de um grande entendimento não só no Congresso e no Executivo, mas também entre empregados e empregadores. Esse entendimento é que aponta caminhos, pois o país que queremos está baseado na humanização da relação de trabalho — afirmou o senador na mesma ocasião. 

Outros países

No Reino Unido, um estudo realizado entre junho e dezembro de 2022 pela parceria entre a The 4-Day Week Global, um grupo que faz campanha por uma semana de trabalho mais curta, juntamente com o instituto de pesquisa Autonomy e pesquisadores das universidades de Cambridge e Oxford, buscou reduzir a jornada de trabalho para uma semana de quatro dias trabalhados para funcionários de 61 empresas de diversos setores que concordaram em participar do teste. 

No fim do estudo, após a experiência de oferecer um dia a mais de folga na semana, foi revelado que 92% das empresas participantes decidiram manter a jornada de trabalho reduzida. Além de fazer sucesso entre patrões e funcionários, o teste mostrou que a redução da jornada de trabalho não diminuiu a produtividade e que o número de saídas de funcionários caiu 57% durante o período experimental.

Além de Brasil e Reino Unido, países como Espanha, França, Portugal e Japão já debatem o tema. Na Espanha, por exemplo, há uma proposta para reformular a dinâmica de trabalho tradicional e adotar uma semana de quatro dias trabalhados. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), países como Holanda, Bélgica, Dinamarca e Alemanha já começaram a ter experiências com a aplicação de uma jornada de trabalho reduzida, chegando a cerca de 32 horas semanais em alguns dessas nações.

América Latina 

No ano passado, o Congresso do Chile aprovou uma lei que reduz a semana de trabalho de 45 para 40 horas. Um ano após a sua aplicação, a jornada de trabalho será reduzida das atuais 45 horas para 44 horas. Após três anos o limite será de 42 horas e após cinco anos chegará a 40 horas. Já, no Brasil, a The 4-Day Week Global e a brasileira Reconnect Happiness at Work estão em tratativas para testar um projeto piloto com um modelo de trabalho semanal de quatro dias com empresas interessadas. 

Segundo a página da Reconnect Happiness at Work, o modelo a ser adotado no teste é o de 100-80-100, ou seja, 100% de pagamento do salário, trabalhando 80% do tempo e mantendo 100% da produtividade. O foco principal do projeto, de acordo com eles, é promover o aumento da produtividade, ajustando o cenário de transição para para uma semana de trabalho de 32 horas. 

Saúde e qualidade de vida

Muitas das discussões que já vêem ocorrendo no âmbito do Senado, entre a sociedade civil e dentro das empresas buscam responder a uma pergunta específica: a redução da jornada de trabalho virá como resposta para conciliar o crescimento econômico com a preservação da saúde mental e física dos trabalhadores? 

Um relatório publicado em 2021 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que as longas jornadas de trabalho levaram a 745 mil mortes por acidente vascular cerebral e doença isquêmica do coração em 2016. Isso representa um acréscimo de 29% desses casos desde 2000, segundo as instituições. 

Diante dos números, as duas agências têm recomendado que governos, empregadores e trabalhadores comecem a pensar e implementar medidas que possam proteger a saúde e bem estar da classe trabalhadora. 

Fonte: Agência Senado

Igualdade salarial: Governo Federal recebe relatórios de remuneração a partir de segunda (22)

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Empresas com 100 ou mais funcionários são obrigadas a fornecer essas informações, que serão utilizadas para garantir paridade salarial entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo

Começa na próxima segunda-feira (22) o prazo para as empresas com mais de 100 funcionários realizarem o preenchimento ou retificação do Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios do Primeiro Semestre de 2024, em caráter experimental, na área do Portal Emprega Brasil – Empregador, no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) . O prazo final para o preenchimento do documento é no dia 29 de fevereiro.

A iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério das Mulheres atende ao que determina o Decreto nº 11.795/2023, publicado em novembro do ano passado para regulamentar a Lei nº 14.611, de 2023 , assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em julho de 2023, que estabelece a obrigatoriedade de igualdade salarial entre mulheres e homens.

As informações serão utilizadas para a verificação da existência de diferenças salariais entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo. Os relatórios semestrais de transparência utilizarão os dados de salários e ocupações de homens e mulheres já informados pelas empresas pelo eSocial, e as empresas estão sendo solicitadas a prestar algumas informações adicionais sobre critérios de remuneração e ações que apoiem a contratação e a promoção de mulheres nas empresas. Todas essas informações serão consolidadas em um relatório pelo Ministério do Trabalho e Emprego e disponibilizados para disseminação, tal como determina a legislação em março de 2024.

Lupa

A lei determina a divulgação desses relatórios das empresas com 100 empregados e mais, caso isto não ocorra, serão aplicadas punições. A multa administrativa corresponderá a até 3% da folha de salários do empregador, limitado a 100 salários mínimos, sem prejuízo das sanções aplicáveis aos casos de discriminação salarial. Atualmente, a multa máxima é de R$ 4 mil.

Além disso, a Lei prevê indenização por danos morais em situações de discriminação por sexo, raça, etnia, origem ou idade. Para fins de fiscalização e averiguação cadastral, o MTE pode solicitar às empresas informações complementares àquelas que constam no relatório. Nos casos em que o relatório constata desigualdade de salários as empresas poderão buscar regularizar esta situação por meio dos Planos de Ação para Mitigação da Desigualdade Salarial e de Critérios Remuneratórios entre mulheres e homens, e a Portaria do MTE n 3.714, de 24 de novembro de 2023, explicita as ações que devem estar contida nos planos.

Garantia de Direitos

Medidas para a promoção da garantia da igualdade salarial e remuneratória entre mulheres e homens também estão previstas da nova legislação, como a promoção e implementação de programas de diversidade e inclusão no ambiente de trabalho que incluam a capacitação de gestores, lideranças e empregados(as) a respeito da temática da equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho; fomento à capacitação e formação de mulheres para o ingresso, permanência e ascensão no mercado de trabalho em igualdade de condições com os homens.

Segurança dos dados

As informações dos relatórios preservarão o anônimo e devem estar de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). O envio deverá ser feito por meio de ferramenta digital do MTE. A publicação dos relatórios deve ser feita nos meses de março e setembro de 2024.

Preenchimento do Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios
Prazo de entrega: 22/1/2024 a 29/2/2024
Onde: Portal Emprega Brasil – link: https://servicos.mte.gov.br/empregador/#/
Quem: Todas as empresas com mais de 100 funcionários

Por: Ministério das Mulheres

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Mais Médicos: 752 mil cariocas terão atendimento pelo SUS com a chegada de novos profissionais

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O Mais Médicos continua expandindo a assistência na atenção básica em todo o Brasil. Só na cidade do Rio de Janeiro, 218 profissionais foram recebidos nesta sexta-feira (19), em solenidade com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade, do prefeito Eduardo Paes e do secretário Municipal de Saúde Daniel Soranz. Os novos profissionais devem garantir o acesso ao atendimento de cerca de 752 mil cariocas e se somam a outros 360 médicos que atuam pelo programa no município. Outros 108 devem ser alocados no município a partir de março, com impacto no atendimento de mais 345 mil pessoas.

No total, o Mais Médicos chega a 2024 com 468 profissionais no Rio, um número quatro vezes mais alto que o encontrado antes do relançamento do programa – em janeiro de 2023 eram apenas 77 em atuação. A ampliação de vagas permite atendimento em toda a cidade, em especial, nas regiões de maior vulnerabilidade – com 1,6 milhão de pessoas beneficiadas ao todo.

Em um ano, o número de profissionais mais que dobrou no estado do Rio, passando de 492 em janeiro de 2023 para 1.282 neste mês. É atendimento garantido para 4,4 milhões de pessoas nas cidades fluminenses. Com os incentivos para a fixação de profissionais, a ação garante que a população tenha acesso contínuo ao atendimento qualificado, especialmente quando se soma a outras estratégias, como a ampliação das equipes de Saúde da Família.

Recorde de profissionais em atuação no ano de 2023

O Brasil registrou um aumento de 105% no quantitativo de profissionais atuantes no Mais Médicos no ano de 2023. Com 28,2 mil vagas preenchidas em 82% do território nacional, 86 milhões de brasileiras e brasileiros foram beneficiados com o programa. Além disso, em apenas um ano, o Mais Médicos alcançou 744 novos municípios de todas as cinco regiões brasileiras.

Os médicos também chegaram em 100% dos 34 distritos sanitários indígenas – um avanço importante diante da desassistência enfrentada por essa população nos últimos anos. Só no território Yanomami, o número de profissionais subiu de 9 no início do ano passado para 28 atualmente. Ao todo, são 977 novos profissionais atuando na saúde indígena e em mais duas áreas: o Consultório na Rua e a saúde prisional.

Ministério da Saúde

Mãe de crianças que morreram carbonizadas tinha saído de casa para buscar remédio em RO

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Miguel Henrique, de 5 anos, e Enzo Gabriel, de 4 anos, morreram carbonizados após a casa em que moravam pegar fogo, na última quarta-feira (17), em Ariquemes (RO).

Familiares ouvidos pela Rede Amazônica revelaram que no momento do incêndio, a mãe das vítimas havia saído de casa para buscar remédios para uma das crianças em um posto de saúde do município.

A perícia esteve no local e deu início às investigações sobre as causas do incêndio, mas de acordo com a Polícia Civil, o laudo deve sair em até 30 dias. Segundo a polícia, as investigações preliminares apontam que o incêndio foi acidental e não criminoso.

O Corpo de Bombeiros revelou que no momento do incêndio, apenas as duas crianças estavam na casa. A mãe e o irmão mais velho das vítimas estavam fora e ficaram em estado de choque quando foram informados sobre o caso. Ambos foram encaminhados para o hospital.

Vizinhos relataram que a mãe nunca deixava as crianças sozinhas e que saiu apenas para buscar remédio para um dos filhos.

Na manhã desta quinta-feira (18), as crianças foram sepultadas. A Associação de Mães de Autistas de Ariquemes (AMAAR) emetiu uma nota de pesar pela morte de Miguel Henrique, que era atendido na associação.

Ao todo, nove bombeiros foram designados para a ocorrência e foram usados mais de 15 mil litros de água para conter as chamas.

Por Jemima Quéren, Rede Amazônica

Deputada Rosangela Donadon investe R$1,5 milhão em projeto inovador para agricultura familiar em Rondônia

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Nesta quinta-feira,19, a deputada estadual Rosangela Donadon, (União Brasil), desempenhou um papel crucial na promoção do desenvolvimento sustentável da agricultura familiar em Vilhena. A parlamentar liderou uma reunião com presidentes de 13 associações rurais do município, apresentando um projeto inovador que visa beneficiar pequenos agricultores.

Rosangela Donadon destinou cerca de R$1,5 milhão para o projeto “Mudando Histórias com mudas de coqueiros-anões” que vai atender aproximadamente 320 agricultores familiares. Cada um receberá entre 15 e 210 mudas de coco, totalizando 62 mil mudas, além de 34.909 quilos de fertilizantes, que serão distribuídos gratuitamente para os produtores rurais em cerca de 20 municípios do estado de Rondônia.

A reunião em Vilhena contou com a presença destacada do secretário regional de governo para o Cone Sul, Wesley Geminiano, e outros representantes importantes. O encontro teve como foco principal a apresentação do projeto que visa impulsionar a produção agrícola na região, distribuindo mudas de coco e fertilizantes.

Durante a reunião, a deputada enfatizou a importância de fortalecer a agricultura familiar como um meio de proporcionar melhores condições de vida para os agricultores. O projeto beneficiará diretamente 80 agricultores em Vilhena, cada um recebendo aproximadamente 210 mudas de coco e fertilizantes, acompanhados de consultoria técnica por profissionais capacitados.

A entrega das mudas de coco para os agricultores de Vilhena está agendada para o próximo sábado, 27, e, segundo Rosangela Donadon, em breve agricultores de outros municípios serão contemplados com a entrega das mudas e dos fertilizantes, tudo com objetivo de fomentar a agricultura familiar.

Os presidentes das associações rurais expressaram profundo agradecimento à deputada pelo constante empenho em prol do desenvolvimento rural. Rosangela Donadon reiterou sua crença de que os agricultores devem permanecer no campo, mas com qualidade de vida e os recursos necessários para prosperar em suas atividades.

“Acredito que o homem do campo tem que permanecer no campo, mas com qualidade de vida e meios para trabalhar, e é para isso que tenho trabalhado incansavelmente”, afirmou a deputada Rosangela Donadon.

Além da presença do secretário regional e do gerente local e regional da Emater, o vereador Idenei Dummer e Elias Correa, responsável pelo Instituto Raiz Nativa, estiveram presentes na reunião, reforçando a importância do engajamento de diversas esferas governamentais e entidades na promoção do desenvolvimento rural sustentável.

O projeto proposto pela deputada Rosangela Donadon representa um passo significativo para impulsionar a produção agrícola na região, proporcionando não apenas recursos materiais, mas também incentivando a comunidade a perseguir métodos mais sustentáveis de produção, promovendo assim o bem-estar dos agricultores familiares.

Por Assessoria Parlamentar

MPRO ingressa com Ação Civil Pública contra empresa que vendeu caminhão de lixo usado ao município de Alta Floresta D’Oeste

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da Promotoria de Justiça de Alta Floresta D’Oeste, ingressou na quarta-feira (17/1) com Ação Civil Pública contra uma empresa de distribuição de máquinas por agir em desconformidade com a lei de licitação.

As investigações apontam que o Município de Alta Floresta D’Oeste pagou por um caminhão de lixo que, novo, custaria mais de R$ 600 mil, mas a empresa vencedora do processo de licitação entregou um veículo reformado que não atende corretamente às necessidades da prefeitura.

O bem móvel adquirido e recebido pelo Município deixou de ser fabricado há mais de uma década, apresenta sinais de ferrugem na pintura, marcas de impacto e a existência de massa plástica sob a pintura.

Há indícios que entrega se deu em total desconformidade com os princípios basilares do direito, em ofensa direta à lei de licitação. Portanto, o MPRO requer na Ação Civil Pública que seja declarada a nulidade do contrato administrativo celebrado entre o Município de Alta Floresta e a empresa e, consequentemente, a restituição do valor de R$ 604.989 já apreendidos ao cofre municipal. O pedido objetiva o ressarcimento dos prejuízos causados ao erário.

A ação também pede a condenação da ré à multa no valor de 0,1% do faturamento bruto do último exercício anterior à instauração do processo administrativo.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

6 de cada 10 participantes do Enem poderiam estar no ensino superior

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Análise do MEC revela que mais de 1 milhão de pessoas teriam condições de entrar em uma graduação pelo Sisu, com 570 pontos no Enem. Via Prouni, com nota 509, seriam 1,6 milhão

Ao divulgar os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023, o Ministério da Educação (MEC) chamou a atenção para a grande chance de acesso ao ensino superior com as notas do exame. Uma análise inédita do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do MEC responsável pelo exame, revelou que 6 em cada 10 participantes do Enem teriam condições de cursar o ensino superior mesmo com uma nota abaixo da média nacional.  

Quem faz o Enem tem pelo menos três oportunidades de cursar uma graduação. A primeira oportunidade é com o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona para as universidades e os institutos federais (além de instituições públicas estaduais e municipais). Quem não conseguir uma vaga nas instituições públicas ainda tem a chance de tentar bolsas (integrais ou de 50%) nas particulares, por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni). Nesse processo seletivo, os candidatos são pré-selecionados em duas chamadas, com muitas chances de ingresso. Quem não conseguir a bolsa nessas etapas ainda pode disputá-la por meio de lista de espera. Existe ainda uma terceira possibilidade, que é fazer uma faculdade particular com financiamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).  

Chance real – O MEC simulou as possibilidades para mostrar à população que não é preciso ter um desempenho excepcional no exame para concorrer aos processos seletivos baseados nas notas do Enem. “Todos os jovens brasileiros têm condições de usar o Enem para acessar a educação superior brasileira”, defendeu o Ministro da Educação, Camilo Santana, durante a coletiva de imprensa que anunciou os resultados do Enem. Os processos seletivos para o Sisu e o Prouni começarão ainda em janeiro. Em breve serão anunciadas as datas do Fies. 

VAGA PELO SISU 

Caso 1 | Participante do Enem, da ampla concorrência, com nota 570 

  • Chance de entrada em 20% dos cursos do Sisu (842 cursos). 
  • 37% dos participantes com essa nota conseguiriam uma vaga. 
  • Equivale a 1 milhão de participantes.

Caso 2 | Participante do Enem, concluinte do ensino médio na rede pública, com nota 532  

  • Chance de entrada em 20% dos cursos do Sisu (1.658 cursos). 
  • 43% dos participantes com essa nota conseguiriam uma vaga. 
  • Equivale a 357 mil participantes. 

 VAGA PELO PROUNI 

Caso 3 | Participante do Enem, da ampla concorrência, com nota 509 

  • Chance de entrada em 25% dos cursos do Prouni. 
  • 61% dos participantes com essa nota conseguiriam uma vaga. 
  • Equivale a 1,6 milhão de participantes.

Caso 4 | Participante do Enem, concluinte do ensino médio na rede pública, com nota 509  

  • Chance de entrada em 25% dos cursos do Prouni. 
  • 53% dos participantes com essa nota conseguiriam uma vaga. 
  • Equivale a 444 mil participantes.

*Todos os casos consideram as notas de corte do Sisu e Prouni de 2023. Logo, em 2024, pode ocorrer alguma variação. 

Cursos possíveis  Nas quatro simulações, os participantes com nota pouco acima da média nacional, no caso do Sisu, e mesmo abaixo da média, no caso do Prouni, teriam condições de cursar várias licenciaturas, além de cursos de engenharia, gestão, administração e até direito. Para aqueles que tentam uma vaga pela ampla concorrência, seria possível passar em 842 cursos (ver nuvem de palavras abaixo). Para aqueles que concluíram o ensino médio em escola pública e contam, portanto, com reserva de vagas, por causa da Lei de Cotas, as chances são ainda maiores. Com uma nota abaixo da média nacional, esse grupo de estudantes poderia cursar 1.658 cursos.  

842 cursos possíveis para quem fez o Enem e concorreu ao Sisu pela ampla concorrência 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep