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Mobilização une doação de sangue e sensibilização por um trânsito mais seguro

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Com o intuito de salvar vidas, o governo de Rondônia lançou, na quinta-feira (26), em Porto Velho, a campanha “Quando você respeita o trânsito e doa sangue, a vida agradece em dobro”. A ação, desenvolvida pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RO), em parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), tem o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância de transitar com prudência, respeitando a legislação de trânsito e reduzindo sinistros. Ao mesmo tempo, o trabalho busca incentivar a doação de sangue.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a mobilização social tem o objetivo de salvar vidas, além de promover a conscientização para um trânsito mais seguro.

SOBRE A AÇÃO

A campanha, lançada nesta semana, parte de uma realidade que mostra que em 2023, Rondônia registrou 18 mil sinistros, dos quais, 12.689 resultaram em vítimas, sendo 57,6% motociclistas. Os dados foram extraídos do Anuário Estatístico de Sinistros de Trânsito, desenvolvido pelo Detran-RO.

Além da doação, campanha alerta e sensibiliza população sobre a importância de trafegar com prudência

Além disso, dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), mostram que, em 2024, o Hospital João Paulo II realizou 4.809 atendimentos relacionados a sinistros de trânsito, sendo que 3.791 são de pessoas que estavam envolvidas com motocicletas, ou seja, quase 80% do total.

IMPACTOS NA SAÚDE

Essa realidade tem um impacto direto no sistema de saúde, já que o aumento de sinistros implica em alta demanda hospitalar e, consequentemente, na necessidade de fornecimento de bolsas de sangue para atender aos procedimentos cirúrgicos.

O presidente da Fhemeron, Rodrigo Girelli explicou que, a iniciativa do Detran-RO chega em um bom momento, tendo em vista que o estoque de sangue costuma ficar baixo durante o período festivo. “Tenho certeza de que essa será a primeira de muitas ações que iremos fazer junto ao Departamento.”

MOBILIZAÇÃO

Sandro Rocha, diretor-geral do Detran-RO, salientou que a missão da Autarquia é promover segurança viária e salvar vidas. “O Detran-RO tem esse objetivo. Queremos mobilizar a população para respeitar a legislação e ajudar as pessoas que precisam de doação de sangue.”

 

Espetáculo de Dança ‘Maculelê: Reconstruindo o Quilombo’ emociona público e celebra a cultura afro-brasileira

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O espetáculo promoveu inclusão, respeito e reconexão com as raízes afro-brasileiras, impactando cerca de 2.500 pessoas e deixando um legado de reflexão cultural e social

Texto: Assessoria Fotos: Washington Kuipers
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Espetáculo de Dança 'Maculelê: Reconstruindo o Quilombo' emociona público e celebra a cultura afro-brasileira

O ritmo pulsante dos tambores, as coreografias cheias de energia e as histórias narradas em cada movimento marcaram o espetáculo de dança “Maculelê: Reconstruindo o Quilombo”, apresentado para um público de aproximadamente 2.500 pessoas nas cidades de Vilhena (RO) e Comodoro (MT). Realizado entre novembro e dezembro de 2024, o projeto promoveu 12 apresentações gratuitas em escolas públicas e comunidades locais, celebrando as tradições afro-brasileiras com um impacto emocional profundo.

Promovido pela Associação Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Diversidade Amazônica (ACEMDA), o projeto do espetáculo foi contemplado pelo edital Bolsa Funarte de Dança Klauss Vianna 2023 – Programa de Difusão Nacional, uma iniciativa da Fundação Nacional de Artes (Funarte) que visa promover a circulação de espetáculos de dança pelo Brasil. O projeto teve como objetivo central homenagear as raízes afro-brasileiras, promovendo diversidade, respeito e reconexão com a identidade cultural.

Com danças como o maculelê, o jongo e a capoeira, o espetáculo contou com um elenco de 10 dançarinos e músicos que apresentaram performances vibrantes. Cada coreografia representava histórias de luta, ancestralidade e orgulho, transportando o público para as origens da cultura afro-brasileira.

“O projeto é uma celebração das nossas raízes culturais. Cada apresentação e oficina foram oportunidades únicas para promover o respeito à diversidade e reconectar as pessoas com sua história e identidade”, explicou Andréia Machado, presidente da ACEMDA.

Para garantir inclusão, as apresentações contaram com interpretação em Libras, ampliando o acesso cultural a pessoas com deficiência auditiva. Além disso, rodas de conversa complementam as atividades, abordando temas como combate ao racismo, identidade cultural e a relevância das tradições afro-brasileiras na formação da cultura nacional.

O projeto também realizou quatro oficinas de dança, atendendo 200 participantes que aprenderam as danças afro-brasileiras e receberam certificados de participação.

A estudante Carla Moura, 16 anos, ressaltou que participar da oficina foi transformar.   “Participar da Oficina de Dança Afro-Brasileira foi transformador. Aprendi que cada movimento carrega histórias e significado, conectando-me com minhas raízes de forma profunda. A energia e união do grupo tornaram tudo especial, indo além da dança para celebrar e valorizar nossa cultura. Saio inspirada a continuar aprendendo e preservando esse legado.”, disse Carla.

Para muitos jovens estudantes, as experiências foram marcantes e transformadoras.

Lucas Silva, de 15 anos, estudante de Vilhena, compartilhou a sua experiência: “Eu nunca imaginei que uma apresentação pudesse me tocar tanto assim. As danças, cheias de energia e emoção, fizeram eu me sentir muito mais perto da minha cultura. Senti a força das nossas raízes em cada movimento e a importância de celebrar tudo o que somos.”

A estudante Patrícia Lima, de 14 anos, de Comodoro, enfatizou o impacto inclusivo: “Ver a dança e a interpretação em Libras foi algo incrível! A forma como tudo ficou acessível me permitiu entender ainda mais a riqueza das tradições afro-brasileiras. Foi uma aula sobre resistência, orgulho e história que ficará comigo para sempre.”

Luciana Santos, de 13 anos, destacou como o projeto inspirou novas perspectivas: “Aquilo que eu vi foi mais do que uma apresentação, foi uma verdadeira inspiração. A beleza das danças afro-brasileiras me tocou profundamente, e agora sinto uma vontade imensa de aprender mais sobre essas histórias.”

Mais do que entreter, “Maculelê: Reconstruindo o Quilombo” se consolidou como um instrumento de transformação cultural e social.

Para Andréia Machado, o projeto reafirma a importância da arte como elemento essencial da identidade nacional: “Estamos promovendo a inclusão e o reconhecimento da cultura afro-brasileira como parte essencial da nossa identidade nacional. É uma alegria ver a arte impactando tantas vidas.”

Com apresentações que uniram arte, tradição e resistência, o espetáculo deixou um legado de reflexão e orgulho nas comunidades onde passou. “Maculelê: Reconstruindo o Quilombo” reafirma a força das raízes afro-brasileiras, promovendo um futuro de diversidade e respeito. O projeto do espetáculo Maculelê: Reconstruindo o Quilombo foi fomentado pela Bolsa Funarte de Dança Klauss Vianna 2023.

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Saída temporária: polícias não podem reconduzir sentenciados ao presídio antes de decisão judicial

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Já os argumentos utilizados para questionar a legalidade da portaria se baseiam na necessidade de decisão judicial, exceto em casos de flagrante delito

Conselho Nacional de Justiça

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Saída temporária: polícias não podem reconduzir sentenciados ao presídio antes de decisão judicial

Saída temporária de presos no Distrito Federal – Foto: Antônio Cruz/ABr

Por unanimidade, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julgou procedente pedido formulado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para declarar ilegal trecho de normativo editado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Portaria da corte paulista permite que as polícias civil e militar, antes de decisão judicial, façam a condução de sentenciados a presídios, caso constatado descumprimento de condições determinadas em saída temporária.

O Procedimento de Controle Administrativo 0007808-46.2024.2.00.0000, examinado durante a 9.ª Sessão Virtual Extraordinária de 2024, encerrada na última quinta-feira (19/12) , discutiu a legalidade da Portaria Conjunta TJSP n° 2/2019, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP).

O normativo regulamenta, especificamente no artigo 7.º, parágrafo 2.º, o processamento das autorizações de saídas temporárias de presos, estabelecendo que a Polícia Civil e a Polícia Militar devem fiscalizar a obediência às condições de saída e, em caso de descumprimento, conduzir o sentenciado de volta ao presídio, como medida cautelar em proteção à sociedade.

Já os argumentos utilizados para questionar a legalidade da portaria se baseiam na necessidade de decisão judicial, exceto em casos de flagrante delito. O relator do procedimento, conselheiro José Rotondano, destacou que a portaria, ao permitir a ação direta das polícias, poderia violar garantias legais e processuais dos sentenciados.

“A ‘custódia’ promovida no estado de São Paulo, como medida acautelatória em proteção à sociedade, daquele que, segundo as Polícias Civil e Militar, teria descumprido as condições de saída temporária, se distancia das normas de regência, notadamente pelo aspecto de que essa restrição de liberdade ser exercida à revelia de decisão judicial”, descreve o voto do relator.

Dólar fecha última sessão cotado a R$ 6,17

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O dólar fechou a última sessão cotado a R$ 6,17. O resultado veio em uma sessão marcada por outra intervenção do Banco Central no câmbio.

A autarquia injetou US$ 3 bilhões no mercado à vista. Desde o dia 12 de dezembro, o total leiloado já soma mais de US$ 30 bilhões.

Além disso, analistas do mercado financeiro consideram que a baixa liquidez – normalmente notada no fim de ano – também influenciou a moeda americana.

As incertezas em torno do cenário fiscal no Brasil também contribuem para o resultado.

Os dados são da Companhia Morningstar.

https://brasil61.com/n/dolar-fecha-ultima-sessao-cotado-a-r-6-17-bras2413224

Quatro pessoas são presas durante operação de combate ao furto de energia

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Na última semana, uma operação realizada pela Polícia Militar, Polícia Técnico-Científica (Politec) e equipes de fiscalização da Energisa autuou diversos estabelecimentos comerciais em Porto Velho, nos distritos de Vista Alegre do Abunã e Nova Califórnia, e nos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré.

A ação teve como foco o combate ao furto de energia elétrica, que resultou em quatro prisões. Entre os presos estão o responsável por uma farmácia, em Porto Velho e a proprietária de um escritório de advocacia, em Nova Mamoré.

Em Guajará-Mirim e Nova Mamoré, as equipes realizaram o desligamento de redes clandestinas de baixa e média tensão em madeireiras e outros comércios, somando 20 irregularidades relacionadas ao furto e à fraude de energia elétrica.

A energia recuperada em toda a operação seria suficiente para abastecer cerca de 4.200 residências durante um mês.

Furto de energia é crime. Saiba como denunciar anonimamente

O furto de energia elétrica é considerado crime, previsto no Código Penal, com pena que varia de 1 a 4 anos de reclusão, além do pagamento do consumo desviado. A prática também impacta diretamente a qualidade do fornecimento de energia para a população, uma vez que a rede elétrica é dimensionada para atender apenas clientes regulares.

A população pode colaborar no combate a este crime, realizando denúncias anônimas pelo telefone 190 da Polícia Militar ou pelo 0800 647 0120 da Energisa.

 

Assessoria/Energisa

Retrospectiva 2024: importantes julgamentos buscaram orientar tribunais eleitorais, partidos e candidatos

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou 2024 com a aprovação das resoluções que regeram as eleições municipais de outubro, tratando, entre outros pontos, da utilização da inteligência artificial nas campanhas eleitorais. O ano também foi marcado por decisões relevantes, incluindo a fixação de entendimentos pelo Plenário, com o objetivo de orientar os tribunais e os juízos eleitorais em suas decisões, sempre com a finalidade maior de assegurar eleições seguras e confiáveis, respeitando a soberania do voto.

Depois de julgar vários casos de fraude à cota de gênero praticada por partidos políticos que lançaram candidaturas femininas fictícias para concorrer ao cargo de vereador, em 2024 o TSE aprovou a Súmula 73, para orientar partidos políticos, federações, candidatas, candidatos e julgamentos da própria Justiça Eleitoral.

O Tribunal também tomou importantes decisões, como a que estabeleceu a distribuição proporcional de candidaturas indígenas registradas por partidos e federações partidárias, e a que confirmou a competência da Justiça Eleitoral para julgar casos de ataques a cônjuges de candidatas ou candidatos sempre que houver conexão com conteúdo eleitoral no contexto de campanha eleitoral.

Confira os principais julgamentos:

Fevereiro

TSE aprovou as 12 resoluções que regeram as Eleições Municipais de 2024. Além do calendário e dos atos gerais do pleito, as normas trataram de: sistemas eleitorais; gestão e distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC); pesquisas eleitorais; reclamações e pedidos de direito de resposta; procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação; registro de candidatas e candidatos; prestações de contas eleitorais; propaganda eleitoral; cadastro eleitoral; e ilícitos eleitorais.

Foram inseridas diversas novidades na resolução que trata da propaganda eleitoral, em especial, sobre o uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas. São elas: proibição de deepfakes; obrigação de aviso sobre o uso de IA na propaganda eleitoral; restrição do emprego de robôs para intermediar o contato com o eleitor; e responsabilização das big techs que não retirarem do ar, imediatamente, conteúdos racistas, homofóbicos, com desinformação, discurso de ódio, ideologia nazista e fascista, entre outros.

Em sessão administrativa, o Plenário decidiu que, nos mesmos moldes estabelecidos para as pessoas negras, as candidaturas indígenas registradas por partidos e federações partidárias passarão a contar com distribuição proporcional de recursos financeiros oriundos do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos (Fundo Partidário) e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), além de tempo gratuito de rádio e televisão.

Março

Por unanimidade, o TSE fixou a competência da Justiça Eleitoral para julgar casos de ataques a cônjuges de candidatas ou candidatos sempre que houver conexão com conteúdo eleitoral no contexto de campanha eleitoral.

No mesmo mês, o Plenário autorizou o Podemos a adotar o número 20 como identificador oficial da legenda. A numeração era utilizada pelo Partido Social Cristão (PSC), que foi incorporado pelo Podemos em junho de 2023.

Abril

Em abril, o Tribunal fixou o entendimento de que a simples mudança do número de legenda de um partido político, por requerimento voluntário da própria agremiação, não configura hipótese de justa causa para a desfiliação partidária de detentores de mandatos eletivos filiados à sigla.

Maio

Plenário aprovou a Súmula 73, que trata especificamente de fraude à cota de gênero, com o seguinte enunciado: “A fraude à cota de gênero, consistente no que diz respeito ao percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas, nos termos do art. 10, § 3º, da Lei 9.504/1997, configura-se com a presença de um ou alguns dos seguintes elementos, quando os fatos e as circunstâncias do caso concreto assim permitirem concluir: votação zerada ou inexpressiva; prestação de contas zerada, padronizada ou ausência de movimentação financeira relevante; ausência de atos efetivos de campanha, divulgação ou promoção da candidatura de terceiros”.

Também em maio, o Tribunal decidiu que a distribuição de santinhos por candidatas e candidatos em feiras livres não configura propaganda eleitoral irregular, desde que não cause poluição visual nem comprometa a aparência dos bens de uso comum. Contudo, ficou estabelecido que a permissão não contempla as práticas de boca de urna, derrame de santinhos e poluição visual do ambiente.

Em sessão administrativa, os ministros definiram que tanto os ocupantes de cargos de vereador quanto os de deputado federal e estadual poderão se filiar a outros partidos que tenham atingido a cláusula de desempenho, a partir da data em que o respectivo tribunal eleitoral proclamar os eleitos. O entendimento foi firmado na análise conjunta de duas consultas.

Junho

Na mesma sessão, o Colegiado manteve a prisão preventiva do ex-deputado Wladimir Afonso Rabelo da Costa, acusado da prática de violência política de gênero contra a deputada federal Renilce Conceição Nicodemos de Albuquerque (MDB-PA). Segundo o processo, o réu valeu-se de suas redes sociais para ameaçar e perseguir a deputada, impulsionou vídeo com ofensas e humilhações, realizando lives nas quais fazia ilações sobre relacionamentos da vítima, incitando violência contra a mulher.

O Tribunal também assinalou que partidos políticos podem utilizar os recursos do Fundo Partidário para adquirir imóveis alienados em leilões. Contudo, o Plenário vetou a possibilidade de compra realizada a partir de financiamento imobiliário firmado com instituição bancária. O entendimento foi firmado na análise de consulta formulada pelo diretório nacional do partido Republicanos.

Julho

Na sessão que marcou o encerramento do primeiro semestre forense de 2024, o TSE reafirmou a proibição do uso de marca ou produto em toda e qualquer modalidade de propaganda eleitoral, conforme previsto na legislação eleitoral. No entanto, os ministros concluíram pela possibilidade do uso de marca, sigla ou expressão pertencente à empresa privada em nome de candidata ou candidato na urna eletrônica.

Outubro

Em outubro, o TSE confirmou os mandatos de Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves da Silva, governador e vice-governador de Rondônia. Por unanimidade, o Colegiado entendeu pela ausência de provas robustas de supostos abusos de poder político e econômico praticados nas Eleições Gerais de 2022 e julgou improcedente a ação que pedia a cassação dos mandatos e a inelegibilidade dos políticos.

Novembro

Por maioria de votos (5 a 2), o TSE confirmou o afastamento dos cargos de três vereadores de Castanhal (PA) e de uma vereadora de Florianópolis (SC) por infidelidade partidária. Todos foram eleitos suplentes e trocaram de partido na janela partidária, antes de assumirem a vaga como titulares. Segundo o Plenário, embora não tenham a obrigação de se manterem filiados aos partidos, os suplentes que optarem pela troca devem ter a filiação cancelada com todos os direitos e deveres, inclusive a possibilidade de exercer o mandato por meio da sigla pela qual concorreram à vaga.

Dezembro

No dia 3 de dezembro, o Plenário reafirmou que pesquisas eleitorais divulgadas em ano de eleição, mesmo que realizadas em período anterior, devem ser registradas perante o TSE. A regra está prevista na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). O entendimento foi ratificado na análise de recurso em representação ajuizada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) do município de Diadema (SP) contra o Partido dos Trabalhadores (PT) local, em razão de uma pesquisa realizada em 2023, mas que teve os resultados divulgados em março de 2024, ano eleitoral.

 

Tribunal Superior Eleitoral (TSE

Ministério da Saúde atualiza orientações para vigilância do Oropouche

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O Ministério da Saúde atualizou as orientações para vigilância e controle de Oropouche no país em nota técnica publicada nesta semana. Medida reforça as ações de acompanhamento das arboviroses, conforme plano apresentado em setembro.

O documento foi elaborado depois do Colóquio sobre a Emergência de Oropouche no Espírito Santo: Ações de Vigilância, Assistência e Pesquisa, realizado entre os dias 16 e 17 de dezembro de 2024. O evento no estado capixaba reuniu especialistas, pesquisadores e gestores estaduais e municipais para a troca de experiências e a revisão de estratégias de enfrentamento da doença.

Na nota, o Ministério da Saúde atualiza o contexto epidemiológico nacional, incluindo a confirmação de óbitos, orienta as vigilâncias quanto a investigação de óbitos suspeitos, sugere definição de caso para a assistência e vigilância e reforça o conteúdo de outras documentações sobre o tema, como transmissão vertical e investigação entomovirológica.

A diretriz do Ministério também enfatiza a importância da investigação epidemiológica para identificar os locais de infecção e caracterizar o inseto transmissor da Oropouche, doença de notificação obrigatória no Brasil devido ao seu potencial epidêmico, e reforça a importância da investigação de óbitos relacionados a doença.

Desde 2023, o Brasil tem registrado um aumento no número de casos de Oropouche, com 11,6 mil casos confirmados até a semana epidemiológica 50 de 2024, e a transmissão foi identificada em 22 estados, exceto: Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul, que só tiveram casos importados.

Até o momento, foram confirmados quatro óbitos associados ao vírus, e outros quatro permanecem em investigação. Também foram confirmados cinco casos de transmissão vertical, sendo quatro óbitos fetais e um por anomalia congênita, 24 casos de transmissão vertical seguem em investigação, sendo 20 óbitos fetais e quatro anomalias congênitas.

Durante a 12ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), realizada em 19 de dezembro, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, destacou a situação do Espírito Santo, que nas últimas quatro semanas concentrou 98,7% dos casos de Oropouche registrados no Brasil. “O Espírito Santo adotou uma forte vigilância, aumentando a testagem de amostras negativas para dengueZika e chikungunya, o que tem permitido diagnósticos mais precisos. Essa abordagem serve como modelo para outros estados, considerando que cerca de 40% dos casos prováveis de arboviroses no Brasil testam negativo para essas doenças, o que indica a possível presença de outros patógenos”, explicou.

É importante destacar que apesar de outros municípios do estado do Espírito Santo terem confirmados casos esporádicos, 96% dos casos registrados nas últimas quatro semanas estão concentrados em cinco municípios

A infecção pelo vírus Oropouche provoca sintomas como febre, dor de cabeça prolongada e intensa, dor muscular e nas articulações. Também podem ocorrer tontura, dor nos olhos, calafrios, sensibilidade à luz, náuseas e vômitos.

Em casos mais graves, podem surgir sangramentos e problemas no sistema nervoso. Os sintomas costumam durar de 2 a 7 dias, mas em algumas pessoas podem ser mais intensos. Embora alguns sintomas sejam semelhantes aos da dengue, o tratamento deve ser avaliado de acordo com cada caso, pois a doença ainda está sendo melhor compreendida.

Prevenção e medidas de controle

A prevenção e o controle são essenciais para minimizar o risco de exposição ao vírus Oropouche, especialmente em áreas com presença do transmissor. Confira as principais recomendações para proteção individual, manejo ambiental e precauções adicionais, com foco em grupos vulneráveis, como gestantes:

  • Roupas protetoras: utilize calças, camisas de mangas longas, meias e sapatos fechados para cobrir áreas expostas do corpo.
  • Evitar exposição ao transmissor: reduza o contato com os maruins, que têm maior atividade ao amanhecer e no final da tarde.
  • Uso de telas e mosquiteiros: instale telas de malha fina (com gramatura inferior a 1,5mm) nas janelas e mosquiteiros para bloquear a passagem do vetor.
  • Repelentes: embora a eficácia contra maruins não tenha comprovação, o uso de repelentes é recomendado para proteção contra outros insetos, como Culex e Aedes aegypti.
  • Manejo ambiental: a principal medida de controle é a manutenção do ambiente limpo, evitando o acúmulo de material orgânico, como folhas e frutos de plantas.
  • Cuidados com gestantes: As grávidas devem evitar atividades que envolvam risco de exposição ao vetor, como a limpeza de quintais.

Monitoramento e capacitação

Desde o início de 2024, o Ministério da Saúde tem se dedicado a promover debates e ações estratégicas sobre o vírus Oropouche, com o objetivo de fortalecer a vigilância, a assistência e a pesquisa relacionadas à doença.

Por meio de uma série de eventos promovidos pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias estaduais de Saúde, investigações de campo e publicações técnicas, a pasta tem buscado sensibilizar profissionais de saúde e promover a atualização dos protocolos de manejo e diagnóstico, com ênfase na transmissão vertical e no acompanhamento de casos em gestantes.

A seguir, destacam-se algumas das principais iniciativas realizadas ao longo do ano:

  • Em fevereiro, o Ministério da Saúde promoveu a I Oficina para Discussão das Ações de Vigilância, Assistência e Pesquisa em Oropouche, em Manaus, e publicou uma nota técnica com orientações sobre a vigilância da doença.
  • Em junho, foi realizado o webinário “Aspectos Clínicos, Epidemiológicos e Laboratoriais sobre Febre de Oropouche no Brasil”, com o objetivo de sensibilizar os profissionais de saúde sobre a vigilância e o manejo clínico da doença.
  • Em julho, foi divulgada mais uma nota técnica recomendando a intensificação da vigilância da transmissão vertical do vírus Oropouche.
  • Em agosto, outra nova diretriz orientou sobre a notificação e investigação de casos suspeitos de Oropouche em gestantes, anomalias congênitas ou óbitos fetais.
  • Em outubro, ocorreu um treinamento com profissionais de laboratórios de referência no país para padronizar os protocolos para diagnóstico do vírus em tecidos e células humanas e animais, incluindo primatas não-humanos.
  • As atividades, teóricas e práticas, foram realizadas no Pará e conduzidas pela Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB) e pelo Instituto Evandro Chagas (IEC). Também foi publicada Nota Técnica que trouxe um roteiro de investigação entomológica a partir da ocorrência de casos humanos de Oropouche, destinado aos profissionais de vigilância ambiental/entomológica, técnicos de entomologia e de laboratório e demais atores da Vigilância em Saúde nos âmbitos municipal, estadual, distrital e federal.

Simone Sampaio
Ministério da Saúde

Deflagrada operação contra organização criminosa em Colorado do Oeste/RO, MS e SP

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Operação contou com um efetivo superior a 200 policiais. Porto Velho também foi alvo da operação
Nesta quinta-feira (26/12), o Ministério Público de Rondônia (MPRO) liderou a deflagração da Operação Audácia 5, uma ampla ação integrada com diversas forças de segurança pública. O objetivo da operação é intensificar o combate ao crime organizado no estado, contando com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), da Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (SESDEC) e de entidades como a Polícia Militar (PMRO), Polícia Civil (PCRO), Polícia Técnico-Científica (POLITEC), Polícia Penal (PPRO), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Federal (PF).

A ação contou também com o apoio do GAECO do Mato Grosso do Sul (MPMS), da Força Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (FTICCO), do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), do Batalhão de Choque (BPCHOQUE), do Centro de Inteligência da PMRO (CI), da Coordenadoria de Recursos Especiais da PCRO (CORE), do Núcleo de Operações da PRF e de diversas outras unidades, totalizando mais de 200 agentes envolvidos.

Metas e objetivos da operação

A Operação Audácia 5 buscou executar 32 mandados de busca e apreensão em 16 residências e 16 celas prisionais distribuídas em quatro unidades, localizadas nas cidades de Porto Velho/RO, Colorado do Oeste/RO e Campo Grande/MS. Esses mandados foram autorizados pelo Poder Judiciário para subsidiar um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado pelo MPRO. O foco da investigação é desarticular organizações criminosas com atuação em Rondônia, Mato Grosso do Sul e São Paulo, enquadradas na Lei nº 12.850/2013.

Outras finalidades incluem a recaptura de fugitivos da justiça, o cumprimento de mandados de prisão em aberto e a realização de flagrantes durante a operação por crimes como porte ilegal de armas, tráfico de entorpecentes e receptação de bens roubados.

Justificativa do nome da operação

O nome “Audácia” reflete o comportamento dos alvos investigados, que frequentemente exibem armas de fogo, drogas e grandes quantias de dinheiro em redes sociais. Além disso, fazem referências claras às facções criminosas de que fazem parte, desafiando as autoridades e ignorando os riscos legais. Essas práticas indicam uma tentativa de intimidar as forças de segurança e ampliar sua influência nas áreas onde atuam.

Impacto esperado

A operação reforça o comprometimento das instituições envolvidas em combater o crime organizado e em proteger a sociedade. Os resultados das investigações e ações realizadas serão acompanhados de perto pelo MPRO e pelos demais órgãos participantes, consolidando os esforços para garantir a segurança no estado e região.

Por Rondônia em Pauta

Luizinho Goebel destina R$ 305 mil em emendas para comunidades do Baixo Madeira

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Cumprindo o seu compromisso de trabalhar por todo o estado de Rondônia, o deputado Luizinho Goebel (Podemos) atendeu a solicitações dos moradores dos distritos de Nazaré  e Calama, em Porto Velho, e destinou recursos de emendas parlamentares que chegam a R$ 305 mil.

Representantes da Comunidade de Nazaré, no Baixo Madeira, solicitaram ao deputado Luizinho apoio para a realização da tradicional Festa da Melancia, que atrai moradores de todos os distritos do baixo madeira, de Porto Velho e de municípios vizinhos. O deputado destinou emenda de R$ 105 mil, que foram empenhadas e pagas, ajudando no custeio do evento.

Já a comunidade de Calama pediu apoio do deputado Luizinho Goebel para a construção de uma casa de farinha. De acordo com o presidente da Associação dos agricultores de Calama, Simão Régis, esses recursos vão beneficiar mais de 200 associados, que poderão fazer o beneficiamento da mandioca plantada no distrito, produzindo farinhas e derivados, ampliando a renda e melhorando a qualidade de vida desses pequenos produtores rurais. A emenda na ordem de 200 mil já foi destacada pelo deputado no orçamento do estado, devendo ser paga no próximo ano.

De acordo com o deputado Luizinho Goebel, atender às comunidades ribeirinhas com esses recursos de emendas parlamentares é garantir a essas famílias acesso a programas e projetos que melhoram a qualidade de vida e garantem o sustento desses trabalhadores. “A festa da melancia foi novamente um sucesso. Ajudamos à comunidade com esses recursos por acreditar que a festa movimenta a economia local, promove a produção da melancia e coloca em evidência o trabalho de pelo menos sete comunidades do baixo madeira, que não medem esforços para, todo ano, fazer a sua festa e mostrar a sua produção”, disse.

“Já a destinação da emenda de R$ 200 mil para a Associação dos Agricultores de Calama é o cumprimento de um compromisso que temos de apoiar o produtor rural do estado. São recursos que podem transformar a vida de muitas famílias, que terão a oportunidade de fazer a sua própria farinha e os derivados da macaxeira, melhorando a sua renda e qualidade de vida de cada um”, finalizou.

Por Assessoria

Abertura de mercado no Chile para exportação de abacate hass do Brasil

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O governo brasileiro recebeu com satisfação o anúncio, pelo governo do Chile, da autorização para que o Brasil exporte abacate da variedade hass para aquele país.

A autorização abre novas oportunidades para a fruticultura brasileira, ao mesmo tempo que amplia a oferta de frutas para o consumidor chileno. O Chile é um mercado de crescente importância para exportadores de abacate; o consumo “per capita” dessa fruta no país é de 8,2kg por ano.

Com o anúncio, o Brasil alcançou 222 aberturas de mercado em 2024, totalizando 300 novas oportunidades de negócio em 62 destinos desde o início de 2023.

Esse resultado é fruto da ação coordenada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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