Buscando intensificar o diálogo com a sociedade, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) anuncia a realização do projeto “Ouvidoria Presente” no Distrito de Triunfo, pertencente ao município de Candeias do Jamari, na próxima terça-feira (28/5), na escola Jonatas Coelho Neiva, com início dos atendimentos às 9h, e conclusão às 16h30.
A ação leva o Ministério Público até municípios, distritos e comunidades que ainda não possuem sede própria para interagir e receber demandas. Conforme a Ouvidora-Geral, Promotora de Justiça Andréa Damacena Ferreira Engel, “a ação busca aproximar o Ministério Público do cidadão, indo pessoalmente até locais afastados, com baixa presença do Poder Público ou que concentrem pessoas em estado de vulnerabilidade”, disse.
“O projeto oportuniza que as demandas da população sejam recebidas, tratadas e encaminhadas aos órgãos competentes para análise e solução”, acrescentou a integrante do MPRO.
Durante o evento, a população poderá assistir a palestras, obter orientações e receber atendimento em relação às diversas áreas de atuação do Ministério Público, como direito à saúde, à educação, família, idoso, pessoa com deficiência, crianças e adolescentes, do consumidor, meio ambiente, dentre outros. Será ofertado um ambiente que permita a escuta ativa, qualificada, sensível, com acolhimento e, se necessário, reservado, para garantir a privacidade e segurança da pessoa atendida.
A “Ouvidoria Presente” é um programa através do qual há a divulgação da Instituição, suas funções e formas de acesso, sendo uma forma de aproximação direta do Ministério Público com a sociedade. A Ouvidoria vai “às ruas” encontrar as pessoas, onde os interesses relacionados às Promotorias se colocam com as riquezas e peculiaridades de cada lugar.
O Brasil deu início às atividades da programação da 77ª Assembleia Mundial da Saúde, neste domingo (26), durante a celebração de alto nível da primeira Rodada de Investimento da Organização Mundial da Saúde (OMS). A discussão gira em torno de garantir financiamento base e flexível da Organização, suficiente para garantir equidade, desenvolvimento e apoio aos países que mais precisam, fortalecendo a assistência em todo o mundo. A abertura oficial da Assembleia vai acontecer na segunda (27).
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, participou da solenidade de forma virtual, por estar concentrada nas ações de assistência à população do Rio Grande do Sul, após emergência provocada por fortes chuvas e consequentes enchentes em todo o estado. Em sua fala, ela reforçou que “as alterações climáticas resultam em impactos graves na saúde”.
“Não há como olhar para o futuro da humanidade sem ter em mente a saúde”, declarou a ministra brasileira, afirmando a importância do G20 para mobilizar esforços, inclusive para a Rodada de Investimento da OMS. A Reunião Ministerial de Saúde do G20, a ser realizada em 31 de outubro, deverá ser de momento para mobilização de recursos.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, priorizou temas como a equidade em saúde, a sustentabilidade, indicadores de mortalidade materna, resistência antimicrobiana, ciência, desigualdades, pobreza e polarização, além das mudanças climáticas. “Saúde é sobre pessoas”, enfatizou perante representantes de todo o mundo. “Os países precisam de um financiamento flexível e voz sobre os recursos, para que então apresentem resultado de desenvolvimento”, complementou.
Em 2024, a 77ª Assembleia Mundial da Saúde tem como tema “Todos pela saúde. Saúde para todos”. Até o próximo sábado (1º/6), autoridades de saúde vão debater e encaminhar resoluções para determinar novas políticas a nível mundial.
Foto: Bianca Lima/MS
Confira a íntegra do discurso da ministra Nísia Trindade:
Prezado Doutor Tedros Adhanom, caros colegas, senhoras e senhores,
Gostaria de poder estar com vocês esta tarde, mas, como vocês devem saber, tive que ficar para ajudar a enfrentar as consequências sanitárias de uma enchente devastadora que ocorreu recentemente no Rio Grande do Sul. Infelizmente, outra evidência convincente do impacto das alterações climáticas na saúde.
A propósito, os últimos anos nos ensinaram pelo menos duas lições repetidas vezes. Uma delas é a centralidade da saúde nos assuntos internacionais. As alterações climáticas, por exemplo, resultam em impactos graves na saúde. A insegurança alimentar resulta em graves impactos na saúde. É claro que as crises econômicas e os conflitos militares também o fazem. Peço licença para mencionar a importância das pandemias e das emergências sanitárias nacionais e regionais para todos os nossos países.
Não há como olhar para o futuro da humanidade sem ter em mente a saúde.
A segunda lição é a posição central da OMS neste contexto. Os problemas globais necessitam de soluções globais e nenhuma outra organização se revelou em melhor posição para nos proporcionar a oportunidade de encontrar soluções globais. Uma OMS forte será fundamental para enfrentar os desafios futuros. Precisamos de uma OMS bem equipada e bem financiada, capaz de cumprir o seu mandato, agora e nos próximos anos.
É por isso que utilizaremos o poder de convocação do G20 para ajudar a mobilizar esforços para tornar a Ronda de Investimento um sucesso. Vamos realizar uma sessão na reunião ministerial da Saúde do G20 em outubro para sensibilizar os países a aderirem a esta iniciativa. Devemos também reservar um momento na Cimeira dos Líderes do G20, em Novembro, para podermos anunciar ao mundo quais os resultados que teremos alcançado.
Estamos felizes em poder ajudar. Nós protegemos você, meu irmão! Conte com nosso apoio até o fim.
Reduzir o endividamento melhora a vida das pessoas e ajuda a aquecer a economia do País, pois com o nome limpo, o cidadão pode voltar a consumir. O programa Desenrola Brasil, encerrado no último dia 20, contribuiu para reduziu a inadimplência entre a população que mais precisa, beneficiando 15 milhões de pessoas com a negociação de R$ 53 bilhões em dívidas.
A comunicadora socioambiental Lays Cristina Araújo está entre as pessoas que buscou o Desenrola Brasil para colocar a vida financeira em ordem. Ela estava com as contas organizadas até 2022, quando seu pai faleceu e surgiram despesas não previstas que a fizeram se endividar no cartão de crédito. O Desenrola Brasil foi a oportunidade para negociar as dívidas com condições melhores.
“Assim que começou busquei o Desenrola e, se não fosse o programa, com certeza eu ainda estaria com a dívida. Teve dívida minha que consegui desconto de quase 90% com o programa. Não teria sido possível, de forma alguma, conseguir quitar se não fosse pelo Desenrola”, disse Lays Cristina.
“Foi bastante intuitivo ver a diferença dos juros. Eu me preocupava muito com o fato de ter uns juros muito altos e na plataforma do governo você via a grande diferença. Pra mim foi importante organizar essas dívidas sem comprometer a sustentabilidade da minha família”, acrescentou a comunicadora socioambiental.
O Desenrola Brasil foi lançado pelo Governo Federal em julho de 2023 para combater a crise de inadimplência provocada pela pandemia da Covid-19. O balanço final mostra que o programa reduziu em 8,7% a inadimplência entre a população mais vulnerável do País, que era o público prioritário, a chamada Faixa 1. Essa faixa contemplou as pessoas com renda de até dois salários mínimos ou inscritas no CadÚnico, e as negociações eram feitas pelo site e pelos canais parceiros.
Pelos dados do Serasa, de maio de 2023 a março de 2024, caiu de 25,2 milhões para 23,1 milhões o número de pessoas inadimplentes dentro dos critérios da Faixa 1 do programa.
O diretor de programa da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Quênio França, afirmou que os resultados do programa vão além da renegociação de dívidas. Segundo ele, o Desenrola teve também a ação educativa de conscientizar o cidadão sobre gastar com responsabilidade.
Organização pessoal
“O Desenrola, além desses resultados diretos, trouxe para a pauta da sociedade a importância da regularização das dívidas, do acesso ao crédito de forma responsável, da educação financeira, da melhor gestão dos recursos nas finanças pessoais. Os credores perceberam que, para além dos recursos do Desenrola, para além das pessoas atendidas, muitas outras buscaram rever sua forma de consumo e rever suas dívidas. São mais pessoas tendo acesso ao crédito, mais pessoas fazendo uma melhor gestão dos seus recursos. São mais recursos que retornam para os credores pra eles fazerem novos investimentos. Então, para além desses números, houve repercussões positivas para toda a economia”, afirmou.
Descontos e juros menores
No site do programa, a média de descontos foi de 90% para pagamentos à vista e de cerca de 85% nos pagamentos parcelados. Nas operações parceladas, a média das renegociações foi realizada em 13 prestações, com média de juros de 1,82% ao mês. Em alguns casos, os juros chegaram a 1,63%. O tempo médio para concluir a renegociação foi de 3 minutos e 42 segundos.
Dados estaduais
Do total de 5.571 municípios com público elegível ao Desenrola, foram realizadas renegociações em 5.567 (99,9%). Os estados onde mais pessoas foram beneficiadas pelo programa foram São Paulo (25,3%), Rio de Janeiro (11,3%) e Minas Gerais (8,6%). Esses estados também lideraram em valores absolutos, em volume de renegociação (R$ 2,06 bilhões).
Na Faixa 1 do Desenrola, 52% do público elegível ao programa era formado por mulheres. Entre o público que efetivamente negociou na plataforma, o percentual de mulheres sobe para 56% do total.
Desenrola Fies
Outra iniciativa do Governo Federal para reduzir o endividamento está em curso. É o Desenrola Fies, que contabiliza mais de 292,6 mil acordos firmados até o dia 21 de maio. As renegociações continuam até o dia 31 de maio.
O Desenrola Fies oferece condições especiais de negociação para os contratos celebrados até o fim de 2017, com débitos vencidos e não pagos até 30 de junho de 2023. Os principais benefícios são descontos de até 99% do valor da dívida, 100% de redução nos juros e condições facilitadas de parcelamento.
Em resposta às severas chuvas que castigaram o estado do Rio Grande do Sul nos meses de abril e maio, o Ministério da Fazenda publicou quinta-feira (23), em edição extra do Diário Oficial da União, três portarias que regulamentam a concessão de subvenção econômica para operações de crédito para produtores rurais, microempresas e empresas de pequeno porte prejudicadas pelos eventos climáticos extremos. Essas medidas, previstas na Medida Provisória nº 1.216/2024 , visam proporcionar alívio econômico e promover a recuperação das atividades produtivas nas regiões mais afetadas.
As regulamentações detalham as condições para a obtenção do desconto em operações de crédito para capital de giro ou investimento, os requisitos para os beneficiários e as obrigações das instituições financeiras participantes. As portarias visam garantir que os recursos cheguem efetivamente a quem precisa, permitindo uma rápida retomada das atividades econômicas e produtivas no estado.
No total, serão destinados R$ 1 bilhão para o Pronampe, que atende microempresas e empresas de pequeno porte, e R$ 1 bilhão para o Pronaf e Pronamp, destinados a agricultores familiares e médios produtores rurais que perderam sua capacidade produtiva. Essa alocação de recursos busca garantir a sobrevivência de setores econômicos importantes permitindo que empresários e agricultores reconstituam suas operações, mantenham empregos e contribuam para a recuperação do estado.
Pronaf e Pronamp
As Portarias nº 835 e 844 , publicadas no Diário Oficial da União em 23 de maio de 2024, regulamentam a concessão de subvenção econômica para mutuários do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) que sofreram perdas materiais nos municípios gaúchos atingidos pelos eventos climáticos.
A medida prevê um desconto de 30% sobre o valor das operações de crédito no âmbito do Pronaf, limitado a R$ 600 milhões, destinado a agricultores familiares com renda bruta anual de até R$ 500 mil, localizados em cidades em situação de calamidade ou emergência, reconhecidas pela Defesa Civil. O limite do crédito é de R$ 210 mil, e o desconto é limitado a R$ 25 mil para agricultores em áreas de calamidade e R$ 20 mil em áreas de emergência.
Para os médios produtores rurais localizados nestas regiões, com renda bruta anual até R$ 3 milhões, a medida prevê desconto de 25% sobre as operações contratadas no âmbito do Pronamp, limitado a R$ 400 milhões. O limite para o crédito é de R$ 600 mil, e o desconto fica limitado a R$ 50 mil para produtores em áreas de calamidade e R$ 30 mil em áreas de emergência. A Secretaria do Tesouro Nacional é responsável pela conferência dos valores e liberação dos recursos.
Para ter acesso ao benefício, o mutuário precisa comprovar que está domiciliado ou possui estabelecimento em um dos municípios gaúchos que tiveram estado de calamidade pública ou emergência reconhecidos pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, conforme Portaria nº 1.587, de 13 de maio de 2024. Além disso, no caso de municípios em situação de calamidade, o mutuário deverá apresentar uma declaração de que teve perdas de no mínimo 30% de sua estrutura produtiva em decorrência dos eventos climáticos ocorridos em abril e maio de 2024, no estado do Rio Grande do Sul. No caso de municípios em situação de emergência, além da declaração pessoal de perdas, os agricultores deverão apresentar laudo de perda emitido por instituição de assistência técnica, podendo ser laudo grupal.
O custo total da concessão do desconto será assumido pela União, com recursos específicos para essa finalidade, e o programa será operado por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banrisul, Cresol, Sicoob e Sicredi. A medida tem como objetivo auxiliar na recuperação dos produtores rurais atingidos pelos desastres, garantindo viabilidade de sua estrutura produtiva e produção.
Pronampe para Empresas
Além das medidas para os produtores rurais, a Portaria nº 843 , de 23 de maio de 2024, também regulamenta a concessão de subvenção econômica para conceder empréstimo a juros real zero a microempreendedores individuais, microempresas, pequenas empresas e profissionais liberais afetados por eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul. A portaria detalha os requisitos para a obtenção do benefício, as condições para a contratação da linha de crédito com desconto e as obrigações das instituições financeiras participantes. O programa prevê um desconto de 40% sobre o valor de operações de crédito contratadas no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), para mutuários em cidades em situação de calamidade, reconhecida pela Defesa Civil.
As operações de crédito ficam limitadas a 60% do faturamento bruto anual ou R$ 150 mil (o que for menor), e não consideram no cálculo deste limite os valores contratados em operações no âmbito do Programa até 1º de maio de 2024, não prejudicando desta forma, sobretudo, os empreendedores que tomaram crédito no âmbito do Pronampe Solidário – RS no último trimestre de 2023. A linha conta com prazo de 84 meses para pagamento, sendo 24 meses o período máximo de carência, e as operações podem ser contratadas da data da publicação da medida até 31 de dezembro de 2024.
Para ter acesso à subvenção, a empresa precisa comprovar perdas materiais decorrentes dos eventos climáticos extremos e estar localizada em um dos municípios do Rio Grande do Sul que tiveram estado de calamidade pública reconhecido pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. A comprovação de perdas se dará por meio de declaração apresentada pela empresa no ato da contratação da operação de crédito. O Ministério do Empreendedorismo da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte é responsável pela conferência e liberação dos valores.
O programa disponibilizará R$ 1 bilhão para a concessão do desconto, sendo R$ 500 milhões destinados a mutuários com faturamento anual bruto de até R$ 360 mil e R$ 500 milhões para mutuários com faturamento anual bruto de até R$ 4,8 milhões. O faturamento considerado será o do ano anterior à contratação da operação de crédito.
O desconto de 40% será aplicado no ato da contratação da operação de crédito, que poderá ocorrer entre 23 de maio e 30 de dezembro de 2024. Cada empresa terá direito a apenas um desconto, considerando todas as instituições financeiras participantes. Após a aplicação do desconto, o saldo devedor passará a seguir as condições de pagamento e encargos previstos na Lei nº 13.999/2020.
Duas instituições financeiras estão autorizadas a operar a linha de crédito com desconto: Banco do Brasil, com limite de R$ 400 milhões para ressarcimento, e Caixa Econômica Federal, com limite de R$ 250 milhões. A contratação da operação de crédito estará sujeita à disponibilidade de recursos e às políticas de crédito de cada instituição financeira.
Além dos recursos para subvenção do Pronampe, a Medida Provisória 1.216 de 09 de maio de 2024 também destinou R$ 4,5 bilhões para garantia de operações no âmbito do Programa, destinados, segundo ato do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, para mutuários em cidades em condição de calamidade ou emergência, reconhecida pela Defesa Civil. Este valor pode alavancar até R$ 30 bilhões em crédito para empresas prejudicadas pelos eventos climáticos extremos.
Até o primeiro trimestre de 2023, 88,2% da população de 5 anos ou mais haviam tomado pelo menos duas doses da vacina contra a covid-19, ou seja, tinham o esquema primário de vacinação completo. Essa taxa foi de 71,2% para pessoas de 5 a 17 anos e de 92,3% para pessoas de 18 anos ou mais.
Além disso, 14,8% das crianças e adolescentes de 5 a 17 anos não tinham tomado nenhuma dose da vacina até o momento da pesquisa, percentual que é de 3,4% para os adultos de 18 anos ou mais.
Os principais motivos alegados para não tomar todas as doses recomendadas foram “por esquecimento ou falta de tempo” (29,2%), seguido por “não acha necessário, tomou as doses que gostaria e/ou não confia na vacina” (25,5%), que, juntos, representaram 54,7% do grupo em questão.
Já em relação as pessoas que não tomaram nenhuma dose da vacina, entre crianças e adolescentes, medo de reação adversa (39,4%) foi o principal motivo e, entre os adultos, 36,0% “não confiam ou não acreditam na vacina”.
Considerando a população de 5 anos ou mais, 27,4% tiveram covid-19 confirmada por teste ou diagnóstico médico. Quando incluída a opção da autopercepção, o total de pessoas que tiveram ou consideram que tiveram covid sobe para 34,3%.
Para o total de pessoas que tiveram covid-19 ou consideram tê-la desenvolvido, a grande maioria teve a doença uma única vez (67,2%), enquanto 31,4%, duas vezes ou mais.
Entre quem teve ou considera que teve a doença, 89,7% tiveram sintomas na primeira vez, ou única, enquanto 10,0% foram assintomáticos. Adicionalmente, 4,2% das pessoas que tiveram ou consideram que tiveram covid-19, além de apresentar sintomas, precisaram ser internadas.
Entre as pessoas com sintomas que não haviam tomado nenhuma dose da vacina quando tiveram covid-19, considerando a primeira (ou única) infecção, 5,1% precisaram ser internadas; entre as que haviam tomado uma dose, 3,9% precisaram ser internadas; e entre as que haviam tomado duas doses ou mais, 2,5% precisaram ser internadas.
Entre as pessoas que tiveram ou consideram que tiveram covid. 23,0% relataram a permanência ou surgimento de sintomas após 30 dias, percentual maior entre adultos de 18 anos ou mais (24,7%) do que entre crianças e adolescentes de 5 a 17 anos (7,3%).
Pessoas com esquema primário de vacinação completo representam 88,2% da população com 5 anos ou mais – Foto: Jonathan Campos/AEN-PR
Até o primeiro trimestre de 2023, 88,2% da população de 5 anos ou mais haviam tomado pelo menos duas doses da vacina contra a covid-19, ou seja, tinham o esquema primário de vacinação contra a doença completo. Entre as pessoas com 18 anos ou mais, 92,3% tomaram duas doses ou mais, enquanto para a população de 5 a 17 anos esse percentual foi de 71,2%. Além disso, 3,4% dos adultos de 18 anos ou mais não tinham tomado nenhuma dose da vacina até o momento da pesquisa, percentual que sobe para 14,8% entre crianças e adolescentes de 5 a 17 anos.
Os dados são do módulo sobre covid-19 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, realizada em convênio com o Ministério da Saúde e divulgada hoje (24) pelo IBGE.
Rosa Dória, analista da pesquisa, ressalta que “o questionário foi elaborado no primeiro semestre de 2022 e baseado nas diretrizes de vacinação e testagem vigentes à época, sendo aplicado no primeiro trimestre de 2023 para as pessoas de 5 anos ou mais, população para a qual a vacinação estava autorizada até então”.
93,9% dos brasileiros tomaram pelo menos uma dose da vacina
No primeiro trimestre de 2023, 93,9% da população de 5 anos ou mais (188,3 milhões de pessoas) haviam tomado pelo menos uma dose de vacina contra a covid-19. Entre os homens, 93,0% (90,8 milhões) tinham tomado pelo menos uma dose, percentual que sobe para 94,8% entre as mulheres (97,5 milhões).
Nas áreas urbanas, 94,2% (164,2 milhões) das pessoas de 5 anos ou mais tomaram pelo menos uma dose de algum imunizante contra a covid-19, enquanto nas áreas rurais esse percentual foi 92,3% (24,1 milhões). O Sudeste, região mais populosa do Brasil, registrou a maior proporção de pessoas de 5 anos ou mais com, pelo menos, uma dose de vacina (95,9%), seguida das regiões Nordeste (94,0%); Sul (93,1%); Centro-Oeste (91,0%); e Norte (88,2%).
Mais da metade dos vacinados tinham tomado todas as doses recomendadas até o primeiro trimestre de 2023
Entre as pessoas de 5 anos ou mais de idade que tomaram alguma dose de vacina contra a doença, mais da metade (58,6%) disseram ter tomado todas aquelas recomendadas para si até o primeiro trimestre de 2023, com maior proporção entre os moradores das áreas urbanas (59,5%) do que entre moradores das áreas rurais (51,8%) e maior proporção entre as mulheres (60,4%) do que entre os homens (56,5%).
Na análise por grandes regiões, destaca-se, novamente, a Sudeste com o maior percentual de pessoas vacinadas com as doses recomendadas (64,5%). As regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste apresentaram percentuais muito próximos (respectivamente, 56,9%, 55,4% e 55,2%). Por outro lado, apenas 43,8% das pessoas dessa faixa etária na Região Norte tomaram o número de doses recomendadas, sendo esse percentual ainda menor na área rural (37,9%).
Com relação à faixa etária, os percentuais de pessoas de 5 a 17 anos e de 18 anos ou mais que tomaram todas as doses recomendadas foram similares na Região Sudeste; maior entre os adultos nas regiões Norte e Nordeste; e maior entre as crianças e adolescentes nas regiões Sul e Centro-Oeste.
Mais da metade das pessoas que não tomaram todas as doses recomendadas alegam falta de tempo, esquecimento ou não acham necessário
A pesquisa investigou também os motivos pelos quais 38,6% das pessoas de 5 anos ou mais de idade que iniciaram o esquema vacinal não haviam tomado todas as doses recomendadas. Os principais motivos alegados foram “por esquecimento ou falta de tempo” (29,2%), seguido por “não acha necessário, tomou as doses que gostaria e/ou não confia na vacina” (25,5%), que, juntos, representaram 54,7% do grupo em questão. Motivações como “está aguardando ou não completou o intervalo para tomar a próxima dose” (17,5%) e “medo de reação adversa ou teve reação forte em dose anterior” (16,5%) também foram frequentes.
84,3% das crianças e adolescentes vacinadas tomaram pelo menos duas doses da vacina
Entre as pessoas de 5 a 17 anos de idade vacinadas contra a covid-19, 84,3% tinham tomado pelo menos duas doses do imunizante até o primeiro trimestre de 2023, sendo o esquema vacinal primário completo o mais comum: 50,5% tinham duas doses e 33,8% tinham 3 doses ou mais.
Quase 77% dos adultos vacinados tomaram três doses ou mais da vacina
Entre os adultos, o esquema vacinal com alguma dose de reforço se mostrou majoritário, com 76,9% das pessoas de 18 anos ou mais com, pelo menos, três doses de imunizante contra a covid-19. Esse percentual variou conforme a Grande Região: 64,5% no Norte; 67,0% no Centro-Oeste; 73,4% no Sul; 78,5% no Nordeste; e 81,2% na Sudeste. “Cabe lembrar que a imunização dos adultos se iniciou pelo grupo de idosos e de prioritários. Por conta disto, muitas pessoas que seguiram as recomendações vacinais no tempo adequado já estavam com quatro ou mais doses no primeiro trimestre de 2023, alcançando 42,4% dos adultos”, destaca a analista da pesquisa.
Percentual de não vacinados foi maior entre crianças e adolescentes
Já as pessoas que não haviam tomado vacina até o momento da pesquisa representaram 5,6% da população de 5 anos ou mais. O grupo mais jovem foi o que teve uma proporção maior de não vacinados: 14,8% do total de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade. Esse percentual foi maior nas regiões Norte e Centro-Oeste, com 23,0% e 22,4%, respectivamente. Entre os adultos, 3,4% deles não se vacinaram, proporção que alcançou 7,4% na Região Norte.
Medo de reação adversa ou de injeção foi principal motivo para não tomar vacina
Entre as pessoas de 5 anos ou mais não-vacinadas até o primeiro trimestre de 2023, mais de um terço (33,7%) alegou ter “medo de reação adversa ou de injeção”, 26,3% disseram “não confiar ou não acreditar na vacina”, 24,2% responderam “não acha necessário, acredita na imunidade e/ou já teve covid” e 5,1% alegaram motivos de “recomendação por profissional de saúde”.
Entre as crianças e adolescentes, o “medo de reação adversa ou de injeção” correspondeu ao maior percentual (39,4%), seguido por “não acha necessário, acredita na imunidade e/ou já teve covid” (21,7%) e “não confia ou não acredita na vacina” (16,9%). “No caso das crianças e adolescentes, é possível que tal decisão tenha sido dos pais ou responsáveis”, ressalta Rosa.
Entre os adultos, o motivo mais citado foi “não confia ou não acredita na vacina” (36,0%). Mostraram-se também importantes as alegações: “medo de reação adversa ou de injeção” (27,8%) e “não acha necessário, acredita na imunidade e/ou já teve covid” (26,7%).
27,4% da população de 5 anos ou mais teve covid-19 confirmada por teste ou diagnóstico médico
Estima-se que 55 milhões de pessoas tiveram, pelo menos uma vez, covid-19 confirmada por teste ou diagnóstico médico até o primeiro trimestre de 2023. Isso significa um percentual de 27,4% da população de 5 anos ou mais de idade no Brasil, com maior proporção entre mulheres (29,1%%) do que entre homens (25,7%).
“Perguntamos paras as pessoas se elas tiveram covid-19 a partir de três perguntas: se ela teve algum teste positivo, tanto PCR quanto de antígeno; se ela recebeu um diagnóstico médico da doença, sem ter tido a confirmação por teste, situação que aconteceu mais no início da pandemia em situações de escassez de teste; e se ela considera que teve covid, por autopercepção, visto que, por exemplo, pode não ter tido acesso ou procurado testagem ou a atendimento de saúde, mas acredita que teve a doença”, explica Rosa.
Quando incluída a opção da autopercepção, que perguntou se a pessoa considera que teve covid-19 em alguma ocasião em que não houve confirmação por teste ou por diagnóstico médico, o total de pessoas que tiveram ou consideram que tiveram covid sobe para 34,3%.
Ainda para o total de pessoas que tiveram covid-19 confirmada ou consideram ter tido, foi perguntado o número de vezes em que isso ocorreu. Observa-se que a grande maioria teve a doença uma única vez (67,2%), enquanto 31,4%, duas vezes ou mais.
Na área urbana, o percentual de pessoas que desenvolveram a doença por duas vezes ou mais (31,9%) foi maior do que o observado na área rural (26,6%). Entre as regiões, a Centro-Oeste (35,6%) e a Norte (33,0%) apresentaram os percentuais mais altos de pessoas que tiveram a doença duas vezes ou mais, e a Nordeste, por sua vez, registrou a maior proporção de pessoas que a desenvolveram apenas uma vez (70,6%).
Percentual de internados por covid-19 foi maior entre os não vacinados
Para quem teve ou considera que teve covid-19, também foi perguntado sobre a ocorrência de sintomas na primeira vez, ou única, em que tiveram a doença: 89,7% tiveram sintomas, enquanto 10,0% foram assintomáticos. Adicionalmente, 4,2% das pessoas que tiveram ou consideram que tiveram covid-19, além de apresentar sintomas, precisaram ser internadas.
“É possível ainda relacionar a ocorrência de internação com a vacinação, lembrando que o objetivo da imunização é a proteção contra a forma grave da doença. Nesse sentido, verifica-se que, entre os não vacinados, o percentual de internados foi maior do que entre os vacinados”, pontua a analista.
Entre as pessoas que não haviam tomado nenhuma dose da vacina quando tiveram ou consideram que tiveram covid-19 pela primeira ou única vez, 5,1% precisaram ser internadas; entre as que haviam tomado uma dose, 3,9% precisaram ser internadas; e entre as que haviam tomado duas doses ou mais, 2,5% precisaram ser internadas.
Um em cada 4 adultos que tiveram covid relataram sintomas após 30 dias
Entre as pessoas que tiveram ou consideram que tiveram covid – 23,0% relataram a permanência ou surgimento de sintomas após 30 dias, percentual maior entre adultos de 18 anos ou mais (24,7%) do que entre crianças e adolescentes de 5 a 17 anos (7,3%)
Entre os sintomas mencionados, cansaço/fadiga foi o mais frequente (39,1%), seguido por perda/alteração de olfato e paladar (28,8%); dor no corpo, muscular (mialgia) ou nas articulações (28,3%); e problema de memória/atenção ou dificuldade na fala com (27,1%).
Mais sobre a pesquisa
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em parceira com o Ministério da Saúde, abordou a temática da covid-19 na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, no primeiro trimestre de 2023. Para isso, foi incluído no questionário da pesquisa, um módulo suplementar de perguntas, aplicado a todos os moradores de 5 anos ou mais de idade do domicílio para a investigação de aspectos relacionados à doença, incluindo a vacinação, a ocorrência da infecção e a persistência de seus sintomas. Os indicadores são apresentados por grupos etários e sexo, para o conjunto do país, grandes regiões, incluindo, em alguns casos, desagregações segundo as áreas urbana e rural e por unidades da federação.
Produtores dos municípios de Candeias do Jamari e Teixeirópolis foram os ganhadores do 3º Concurso de Queijos de Rondônia (ConQueijo), realizado nesta sexta-feira (24), como parte da programação da 11ª Rondônia Rural Show Internacional, realizada no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, com programação até sábado (25). A premiação deste ano ultrapassa R$ 44 mil, distribuídos nas categorias Muçarela, Coalho e Provolone. No total, 13 queijos de oito agroindústrias de várias regiões do estado concorreram aos prêmios. Entre os diversos critérios avaliados estão sabor, textura, aroma e apresentação.
Governo entrega prêmios aos que dedicam-se a melhorar a qualidade do queijo
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, enalteceu o empenho de todos os participantes. ‘‘Parabenizo os produtores pelo esforço em elevar a qualidade dos queijos. Estamos em um estado abençoado por Deus, onde produtores, expositores e equipe do governo do estado; todos, trabalham em conjunto, abraçam as oportunidades e vencem’’, ressaltou.
A primeira-dama, Luana Rocha, e o vice-governador, Sérgio Gonçalves, também elogiaram o sucesso dos queijos rondonienses. ‘‘Temos um produto de sucesso, porque temos pessoas que aproveitam a chuva, o sol, a terra para produzir e transformar o estado’’, destacou Luana Rocha. ‘‘Como é bom premiar quem se esforça para fazer excelentes produções de queijos’’, salientou Sérgio Gonçalves.
A agroindústria de Candeias do Jamari ficou em 1º lugar nas categorias Muçarela e Provolone
VALORIZAÇÃO
Segundo o titular da Seagri, Luiz Paulo, o ConQueijo foi criado pelo governo de Rondônia para valorização e incentivo à qualidade dos queijos provenientes das agroindústrias familiares. ‘‘A cadeia de leite de Rondônia está cada vez mais forte no estado. Os queijos apresentados a cada edição do ConQueijo crescem em potencial de qualidade, fruto das políticas públicas para o agro, e do esforço dos produtores’’, afirmou.
O coordenador da feira, Janderson Dalazen pontuou que, o 3º ConQueijo foi incorporado à programação da 5ª Exposição Rondoniense do Agronegócio do Leite (RondoLEITE), no pavilhão da Bovinocultura, onde aconteceram as avaliações dos produtos. O intuito é que a produção de queijos seja ainda mais conhecida pelo público nacional e internacional.
A agroindústria de Teixeirópolis alcançou o 1º lugar na categoria Coalho
MELHORES PRODUÇÕES
A agroindústria de Candeias do Jamari ficou em 1º lugar nas categorias Muçarela e Provolone, o prêmio duplo foi motivo de muita comemoração pelo produtor Naderson Klein. ‘‘Esse é um resultado de muita dedicação. Ter ganhado esses dois prêmios foi sensacional e estamos na feira onde o governo está nos incentivando a divulgar os nossos produtos. Já trabalhamos com queijo há mais de 20 anos, ano após ano buscando melhorar os nossos produtos’’, comemorou.
Já a agroindústria de Teixeirópolis alcançou o 1º lugar na categoria Coalho. O produtor rural Sicero Negrini falou da satisfação dessa conquista. ‘‘O Governo de Rondônia tem nos incentivado bastante através da Emater, Idaron e Seagri. A ideia da agroindústria surgiu porque meus filhos são queijeiros e manteigueiros, então há 13 meses estamos produzindo e fomos vitoriosos. Vamos trabalhar para melhorar ainda mais’’, assegurou.
Degustação dos queijos premiados
PREMIAÇÃO POR CATEGORIA
Muçarela
1º lugar: Agroindústria Lacklein (Paiol do Queijo) – Candeias do Jamari – R$ 11.070,76 (Onze mil, setenta reais e setenta e seis centavos;
2º lugar: Agroindústria Quatro Irmãos – Teixeirópolis – R$2.949,02 (dois mil, novecentos e quarenta e nove reais e dois centavos);
3º lugar: Agroindústria Margori – Ouro Preto do Oeste – R$ 1.516,02 (mil, quinhentos e dezesseis reais e dois centavos).
Coalho
1º lugar: Agroindústria Quatro Irmãos – Teixeirópolis – R$ 9.884,02 (nove mil, oitocentos e oitenta e quatro reais e dois centavos);
2º lugar: Agroindústria Margori- Ouro Preto do Oeste – R$ 2.949,02 (dois mil, novecentos e quarenta e nove reais e dois centavos);
3º lugar: Agroindústria Marcon -Presidente Médici – R$ 1.516,02 (mil, quinhentos e dezesseis reais e dois centavos).
Provolone
1º lugar: Agroindústria Lacklein (Paiol do Queijo) – Candeias do Jamari – R$ 9.684,02 (nove mil, seiscentos e oitenta e quatro reais e dois centavos);
2º lugar: Agroindústria Marcon-Presidente Médici – R$2.949,02 (dois mil, novecentos e quarenta e nove reais e dois centavos);
3º lugar: Agroindústria Massaroto – Presidente Médici – R$ 1.516,02 (mil, quinhentos e dezesseis reais e dois centavos).
CONFIRA A GALERIA DE IMAGENS DA RONDÔNIA RURAL SHOW INTERNACIONAL 2024
A 11ª Rondônia Rural Show Internacional, termômetro para medir a importância do agronegócio sustentável no Norte do país, encerrou com recorde de movimentação econômica em negócios, e também de visitantes. Este ano, o Governo de Rondônia apostou no tema ‘‘Agricultura da Amazônia’’, e colheu sucesso ao apresentar ao Brasil e ao mundo cadeias produtivas sustentáveis, com produtos premiados nacionalmente.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, foram seis dias de uma programação especial no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, que colocou Rondônia no radar nacional e internacional como ambiente favorável aos negócios sustentáveis na Amazônia. Superou os R$ 3,5 bilhões em negócios movimentados em 2023, e número de público, que registrou 265 mil visitantes no ano passado.
‘‘Chegamos em 2024 com a responsabilidade de superar o volume de negócios do ano passado, e superamos, graças a Deus, e à união do governo de Rondônia, produtores rurais e expositores. Chegamos aos R$ 4,4 bilhões. Também tivemos recorde de público de mais de 276 mil visitantes. Isso mostra que Rondônia está avançando, pois a feira é uma amostra do que está acontecendo na economia do estado”, salientou o governador.
AVANÇOS
A primeira-dama, Luana Rocha, também destacou que o êxito da feira consolida a união de todos em prol do desenvolvimento do estado. ‘‘Rondônia é o estado de pessoas que sabem transformar a terra em produtos de qualidade, e que ajudam a mostrar para o Brasil e o mundo como o estado é próspero’’, destacou.
O vice-governador, Sérgio Gonçalves pontuou que, a feira foi marcada pela satisfação com as vendas e com o nível de serviços oferecidos no local. ‘‘Rondônia é um modelo na economia e colhe resultados de políticas públicas estruturantes criadas desde 2019. É um estado sem espaço para o pessimismo, que conta com pessoas otimistas e que buscam resultados positivos”, ressaltou.
O titular da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Luiz Paulo acrescentou que, o saldo expressivo da feira evidencia o quanto o agronegócio de Rondônia é pujante. ‘‘Foram dias de trabalho árduo e de muita alegria. Estamos todos unidos pela construção de um estado forte, com terras que prosperam, produzindo muito mais em nossas lavouras, com responsabilidade quanto ao meio ambiente’’, frisou.
A feira teve recorde de vendas e de público em 2024
O coordenador da feira, Janderson Dalazen, expressou a satisfação com o sucesso do evento. ‘‘Hoje é um dia muito feliz porque essa feira é feita de planejamento, sonhos e muito trabalho. O sorriso de todos os presentes mostra o quanto tudo deu certo. E amanhã já começa a planejamento para a edição de 2025”, afirmou.
EDIÇÃO HISTÓRICA
A estrutura montada em 2024 foi elogiada por visitantes e expositores. Houve palestras e exposições; pavilhões temáticos como o de artesanato; o da agricultura, com produtos das agroindústrias; o da bovinocultura, com comercialização de animais, e as inovações e rodadas de negócios no Pavilhão Empresarial Internacional.
No local, estiverem presentes 650 expositores, 26 vitrines tecnológicas e nove representações internacionais interessadas em fortalecer relações comerciais com o estado de Rondônia. A feira foi palco da premiação do 3º Concurso de Queijos de Rondônia (ConQueijo); do 6º Fórum Rondoniense para Manutenção da Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação; da criação da Comissão de Regularização Fundiária, e de visitas guiadas aos casos de sucesso na agricultura da Amazônia.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, agradeceu aos os produtores, expositores, servidores, secretários, imprensa e a todos que acreditaram no sucesso de mais uma edição da feira agropecuária rondoniense.
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A 11ª edição da Rondônia Rural Show Internacional encerrou neste sábado (25), com grande sucesso, destacando-se também, pela diversidade e criatividade apresentadas no Pavilhão do Artesanato. Realizada no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, entre os dias 20 e 25 de maio, a feira confirmou-se como um evento de referência para o setor agropecuário, e cultural do estado de Rondônia.
Este ano, com o crescimento no número de expositores, de 35 na edição passada para 55 na atual, o evento refletiu o crescente interesse e valorização do artesanato rondoniense. O titular da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), Junior Lopes, destacou o aumento como um sinal expressivo da expansão e fortalecimento do setor. O Pavilhão do Artesanato, em seis dias, movimentou pouco mais de R$ 260 mil em negócios. Esse número representa a força do artesanato rondoniense, com centenas de negócios realizados em peças produzidas por comunidades indígenas e ribeirinhas, em palha e fibras naturais, que se destacaram. Os visitantes puderam apreciar uma ampla variedade de produtos que representam a identidade cultural de Rondônia.
PROGRAMAÇÃO INTERATIVA
Além da exposição e comercialização de produtos, o pavilhão ofereceu uma programação rica em atividades interativas. Rodas de conversas diárias permitiram que os visitantes aprendessem técnicas artesanais, diretamente com os artesãos. Pautas como “Empreendedorismo e Gestão de Negócios no Setor Artesanal” foram desenvolvidos para a capacitação e profissionalização dos expositores.
Pavilhão do artesanato atraiu visitantes e implementou a economia do estado
O entusiasmo dos visitantes foi evidente ao longo de toda a feira, e o expositor Israel Miranda, que trabalha com cutelaria destacou, “é muito bom, um momento de grandes oportunidades de negócio, tanto em vendas quanto pós-vendas, gerando rendas e arrecadações para muitos municípios”, enfatizou.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha ressaltou sobre as ações da feira que, “a Rondônia Rural Show é uma vitrine para o potencial do estado, e o Pavilhão de Artesanato exemplifica isso perfeitamente. O aumento no número de expositores e a qualidade dos produtos apresentados demonstram o talento e a dedicação do nosso povo. Continuaremos a investir e apoiar iniciativas como essa, que promovem o desenvolvimento sustentável e valorizam nossa cultura.”
Ampla variedade de produtos representam a identidade cultural de Rondônia
O secretário da Sejucel, Junior Lopes evidenciou que, “o aumento no número de expositores neste ano, é um indicativo do sucesso e da importância do Pavilhão de Artesanato, na Rondônia Rural Show. Estamos orgulhosos de ver tantos artesãos talentosos ganhando visibilidade e mercado. Isso reforça nosso engajamento em apoiar e promover a cultura e o artesanato de identidade local, que são fundamentais à economia do nosso estado”.
A coordenadora do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), Adriele Malta salientou que, “ver a participação crescente das artes no pavilhão é gratificante. Este espaço não só permite a exposição de nossas tradições e criatividade, mas também proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências. As oficinas e workshops têm sido um sucesso, e os artesãos estão aproveitando a oportunidade para aprimorar suas técnicas e expandir seus negócios.”
CONFIRA A GALERIA DE IMAGENS DA RONDÔNIA RURAL SHOW INTERNACIONAL 2024
A Rondônia Rural Show Internacional 2024 se consolida como mais uma edição de sucesso, após uma semana intensa de novidades, tecnologias e muitas atrações, que movimentaram a maior feira do agronegócio da região Norte do país. Durante o evento, que reuniu produtores, expositores, investidores e autoridades, foram apresentados os mais recentes avanços tecnológicos e oportunidades de investimento no setor agrícola, enaltecendo o agronegócio para o desenvolvimento econômico e sustentável do estado e, trazendo este ano o tema: “Agricultura da Amazônia”. Confira algumas das ações realizadas.
ULTRAPASSANDO RECORDES: R$ 4,4 BI
Governo do estado anunciou o recorde deste ano
A Rondônia Rural Show Internacional 2024 vence os próprios recordes e dispara com maior volume de negócios alcançando R$ 4,4 bilhões e consolidando-se como a maior feira do agronegócio da região Norte do país. Esse número representa a força do agronegócio rondoniense, com centenas de negócios feitos, aquisição de tecnologias sustentáveis, maquinários modernos, produtos e equipamentos para a agricultura e pecuária de alta qualidade. Este ano, a feira atraiu 276 mil visitantes que puderam presenciar a evolução do evento
O governo de Rondônia garantiu a concessão de incentivos tributários, nos termos do convênio ICMS 28/24, para os participantes da Rondônia Rural Show Internacional. A medida buscou ampliar o prazo de pagamento do ICMS, e permitir o parcelamento do imposto em até três parcelas mensais, beneficiando produtores rurais e empresários. Conforme definido no Decreto N° 29.123, de 21 de maio de 2024, fica concedida a ampliação do prazo de recolhimento do ICMS cujos fatos geradores estejam atrelados à edição deste ano do evento.
Produtores dos municípios de Candeias do Jamari e Teixeirópolis foram os ganhadores do 3º Concurso de Queijos de Rondônia (ConQueijo), realizado na sexta-feira (24), como parte da programação da 11ª Rondônia Rural Show Internacional. A premiação deste ano ultrapassou R$ 44 mil, distribuídos nas categorias Muçarela, Coalho e Provolone. No total, 13 queijos de oito agroindústrias de várias regiões do estado concorreram aos prêmios.
Na sexta-feira (24), durante a 11ª Rondônia Rural Show, o Programa Nota Legal Rondoniense realizou o segundo sorteio trimestral de 2024, distribuindo um total de R$ 50 mil em prêmios, que foram divididos em valores de R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 15 mil e R$ 20 mil. Através do programa, os participantes, além do sorteio trimestral, têm a oportunidade de concorrer a prêmios por meio das raspadinhas, nos valores de R$ 50 a R$ 500, e fazer doação de até R$ 0,25 por nota fiscal para entidades sociais cadastradas.
A trajetória exitosa do café em Rondônia foi comemorada na sexta-feira (24), Dia Nacional do Café, como caso de sucesso da agricultura na Amazônia, estando presente do plantio à degustação na 11ª Rondônia Rural Show Internacional. Rondônia produz cada vez mais cafés especiais, de qualidade, com sustentabilidade e que são premiados, o que mostra a força da agricultura familiar no estado.
A Exposição Rondoniense do Agronegócio do Leite (RondoLEITE) se destaca como uma grande vitrine para a pecuária rondoniense, sendo uma das atrações da Rondônia Rural Show Internacional. Em sua 5ª edição do RondoLEITE foi realizado no Pavilhão da Bovinocultura, reunindo visitantes de diversos municípios e tem proporcionado oportunidades de negócios para os criadores participantes.
O público da Rondônia Rural Show Internacional, que trouxe esse ano o tema “Agricultura da Amazônia” pode participar, gratuitamente, de cursos voltados à piscicultura e frigorífico, garantidos pelo Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep), que foram ofertados todos os dias da programação do maior evento do agronegócio do Norte do país.
Com o objetivo de impulsionar o potencial turístico do estado, o governo de Rondônia lançou a 1ª Feira Estadual de Turismo – ExpoTurismo Rondônia. A cerimônia oficial aconteceu na terça-feira (21), no Pavilhão Empresarial Internacional, durante a 11ª Rondônia Rural Show Internacional, no Centro Tecnológico Vandeci Hack, em Ji-Paraná.
A Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) fortaleceu o incentivo ao investimento em tecnologia sustentável, visando a redução do impacto ambiental gerado, e a melhoria da qualidade de vida das famílias que vivem no campo. A casa sustentável apresentada na Rondônia Rural Show Internacional vem como uma inovação na forma de gerir os resíduos da propriedade.
Entre os destaques da maior feira de agronegócio do Norte do país, o Pavilhão de Artesanato chamou atenção e atraiu um público diversificado e interessado nas riquezas culturais da região, que ganha cada vez mais espaço em meio ao agronegócio, com a exposição e comercialização de peças produzidas por artesãos locais de todo o estado. Este ano, o pavilhão apresentou um número recorde de expositores: de 35 em 2023, o número subiu para 55 nesta edição.
A 11ª edição da Rondônia Rural Show Internacional tem se mostrado um grande sucesso, tanto para visitantes quanto a expositores de diversos setores, que destacam o reflexo de suas participações, impulsionando a economia do estado. O sucesso de vendas e visibilidade dos produtos foram destacados pelos expositores, que já fazem planos para 2025.
A 11ª Rondônia Rural Show Internacional foi marcada pela inovação voltada ao fomento do agronegócio sustentável rondoniense. O Pavilhão Empresarial Internacional foi palco do Hackathon, um desafio de soluções tecnológicas inéditas para as cadeias produtivas do café, cacau, piscicultura, grãos e economia da floresta, que premiou na sexta-feira (24), a proposta que revoluciona a produção de cacau no estado como campeã.
A jovem atleta Mariana Ysabel Alcântara, de 17 anos, fez história ao conquistar a medalha de prata nos Jogos Escolares Brasileiros (Jebs) na categoria Karatê. A competição, que é o maior evento de esporte escolar do país, ocorreu entre os dias 19 e 20 de maio, em Aracaju, Sergipe.
Mariana, estudante do Colégio Militar Tiradentes da Polícia Militar (CTPM 5) em Vilhena, destacou-se como a única atleta de sua cidade a trazer uma medalha nesta modalidade. O Jebs sub 18 reuniu jovens talentos de todo o Brasil, e a conquista de Mariana evidencia seu talento e dedicação ao esporte.
A delegação do Cone Sul de Rondônia contou com seis atletas, sendo quatro de Vilhena. Dentre os vilhenenses, três são da Academia Champions e um da Associação O Caminho da Escola. Os competidores foram orientados pelo experiente sensei Flávio Gomes, que atuou como técnico do Estado. Ele expressou sua gratidão ao presidente da Federação Escolar FEERO de Rondônia, Antônio Marques Nunes, pelo apoio essencial durante a competição.
A equipe da Academia Champions Clube, vinculada ao projeto social “Treinando Campeões”, foi fundamental para o sucesso de Mariana. A jovem atleta também contou com o patrocínio e apoio de vários parceiros, incluindo o Posto Trevo, a Mecânica Erte, a Ethernize Fotografia, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Vilhena, a Secretaria de Esporte de Vilhena, a Câmara Municipal de Vereadores de Vilhena e a Global Assessoria Contábil.
Além de Mariana, outros atletas que representaram Vilhena foram João Gustavo Cotta, que estuda no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), campus Vilhena (RO) , e Amanda Gues, também do IFRO. Rodrigo Oliveira, que também estuda no IFRO, e treina na Associação O Caminho da Escola, foi outro competidor notável da região.
A medalha de prata de Mariana Ysabel não apenas celebra seu esforço e talento, mas também destaca a importância do apoio comunitário e institucional no desenvolvimento dos jovens atletas. O sucesso de Mariana serve como inspiração para muitos outros jovens que buscam alcançar grandes feitos no esporte escolar.