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Municípios vão receber novas Unidades Básicas de Saúde

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Outros quatro municípios já haviam sido contemplados em Rondônia

Os municípios de Buritis e Pimenta Bueno, em Rondônia, receberão investimentos de mais de R$ 2,7 milhões para a construção de novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) no estado. Em portaria publicada no início do mês, o Ministério da Saúde aprovou a construção de 293 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com o investimento total de R$ 708,8 milhões. Serão beneficiados 256 municípios, distribuídos em 22 estados.

Na Portaria GM/MS 3617/24, de 24 de abril, a pasta já havia autorizado a construção de quatro novas UBS em Rondônia, com repasse de R$ 8,3 milhões, totalizando 500 unidades em todo o país. As obras das novas unidades de saúde, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), irão permitir a expansão das equipes de Saúde da Família (eSF), de Saúde Bucal (eSB), das equipes Multiprofissionais (eMulti) e de Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

É importante destacar que essa ação da atual gestão do ministério tem como norte a ampliação do acesso e da cobertura da Atenção Primária no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país, objetivos estes estabelecidos pelo presidente Lula desde o início do seu mandato.

Dentro dos critérios de seleção, sem considerar uma ordem de importância entre eles, foi: maior vulnerabilidade socioeconômica do município; maiores vazios assistenciais na Atenção Primária; menores índices de cobertura de Estratégia de Saúde da Família; e adesão ao projeto arquitetônico de referência do Ministério da Saúde.

A etapa de formalização para as propostas selecionadas vai até 31 de maio. As informações adicionais e documentos complementares podem ser acessados no site do InvestSUS.

Saiba mais sobre o Novo PAC Saúde

A etapa é obrigatória para todos os selecionados, incluindo os contemplados por emendas parlamentares para o PAC da Saúde. Quanto antes os proponentes preencherem essa etapa, mais rápida será a aprovação e habilitação, bem como o recebimento dos recursos. O tipo de instrumento de repasse do Novo PAC Saúde para a construção de UBSs é a transferência fundo a fundo.

O Fundo Nacional de Saúde (FNS) adotará as medidas necessárias para as transferências de recursos financeiros estabelecidos nesta portaria aos respectivos Fundos de Saúde, em parcela única, conforme os processos de pagamento instruídos pelas secretarias finalísticas, após atendidas as condições previstas para essa modalidade de transferência. Os valores de cada UBS variam de R$ 1,8 milhão a R$ 6,6 milhões.

Confira a lista de municípios beneficiados com a construção de UBSs 

Acidente entre dois caminhões e um carro de passeio deixa uma vítima fatal

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Informações extraoficiais indicam que vítima fatal seria o condutor da carreta pertencente à empresa Mourão, com sede na cidade de Ji-Paraná

Um acidente envolvendo uma carreta, um caminhão basculante e um carro de passeio foi registrado no final da manhã deste sábado, 25, na BR-435, entre Colorado e Cerejeiras.

 

Segundo informações obtidas pela reportagem do Extra de Rondônia, um dos caminhões teria tentado uma ultrapassagem malsucedida, resultando no acidente próximo à ponte do rio Escondido.

Um dos motoristas envolvidos morreu na colisão. Informações extraoficiais indicam que seria o condutor da carreta pertencente à empresa Mourão, com sede na cidade de Ji-Paraná, conhecido por “Pesão”.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a funerária Center Pax de Colorado do Oeste foram acionadas.

 

Por Extraderondonia.com.br

TCE-RO fiscaliza unidades de saúde em Machadinho do Oeste

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Em fiscalização realizada em Machadinho do Oeste, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) constatou situações que carecem de melhorias, especialmente, na principal unidade de saúde do município: o Hospital Municipal.

Na inspeção, foram verificadas, entre outras questões, quantidade de médicos insuficiente para atendimento à população do município.

Equipe do TCE-RO verifica escala de profissionais da saúde

As escalas também não são divulgadas, diariamente. Além disso, não há normas para criação e cumprimento das escalas, assim como troca de plantões.

Para solucioná-las, o TCE, por seu conselheiro Jailson Viana, que acompanhou presencialmente a auditoria, fez orientações aos gestores.

A gestão municipal se comprometeu a solucionar as questões.

FISCALIZAÇÕES

As fiscalizações do TCE-RO têm sido recorrentes e realizadas em todo o Estado. Trata-se de um trabalho colaborativo e de diálogo, dentro da premissa de “cooperar para evitar punir”.

O objetivo do TCE-RO é promover, em conjunto com os gestores, a melhoria do serviço prestado à população.

FONTE/TCE

TCE e MPC comemoram 41 anos com Fórum Nacional em Porto Velho

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Em comemoração ao 41º aniversário de instalação do Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO) e do Ministério Público de Contas (MPC-RO), será realizada, nesta segunda (27/5), na terça (28/5) e na quarta-feira (29/5), uma programação especial.

Trata-se do Fórum Nacional Inovação, Tecnologia e Soluções para o Controle Externo Orientado por Dados (CEOD). O evento será no auditório do Tribunal de Contas, em Porto Velho (RO).

O objetivo é proporcionar um espaço de reflexão sobre o papel da inovação e da tecnologia na otimização dos processos de controle externo.

Com a presença de membros e servidores de Tribunais e Ministérios Públicos de Contas de todo o Brasil, o Fórum é direcionado a gestores e técnicos da administração estadual e municipal, representantes da sociedade civil, profissionais de controle externo e tecnologia da informação, além de acadêmicos e pesquisadores.

PROGRAMAÇÃO

27 de maio (segunda-feira)

14h – Abertura Oficial.
15h40 – Palestra Magna: O CEOD e o Futuro do Controle Externo.
16h50 – Palestra: O uso da inteligência artificial para otimizar o controle na atuação do MPC-RO.

28 de maio (terça-feira)

8h30 – Painel: O presente futuro do Controle Externo: adaptação e transformação no mundo digital.
10h30 – Mesa-Redonda: Como o TCE-RO definiu o CEOD como sua prioridade de atuação para o biênio 24/25. Eixo norteador: CEOD – uma metodologia transversal.
14h30 – Palestra: A transversalidade da ciência de dados no Tribunal de Contas.
16h30 – Apresentação de “cases” de sucesso de CEOD em Tribunais de Contas.

Dia 29 de maio (quarta-feira)

9h – Painel: Possibilidades de uso da IA como ferramenta de desenvolvimento do CEOD.
10h30 – Painel: Possibilidades de uso da IA como ferramenta de desenvolvimento do CEOD e de controle da Administração Pública.

STF prorroga validade das cotas raciais em concursos públicos

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a vigência da Lei de Cotas até que o Congresso Nacional aprove uma nova norma sobre a matéria. Ao conceder a liminar, o ministro levou em consideração o fato de que no próximo dia 10 de junho se encerra a validade da regra que reserva 20% das vagas em concursos públicos federais para candidatos negros.

A Lei 12.990/2014 (Lei de Cotas) previu a duração da reserva de vagas por dez anos. Ocorre que, segundo o ministro, a fixação desse prazo teve por finalidade a criação de marco temporal para avaliação da eficácia da ação afirmativa. Ou seja, os resultados obtidos devem ser analisados de forma possibilitar o realinhamento da medida e programar o seu término, se atingido seu objetivo.

Segundo Flávio Dino, o fim da vigência da ação afirmativa sem que haja avaliação dos seus efeitos é contrário ao objetivo da própria lei, além de afrontar regras da Constituição que visam a construção de uma sociedade justa e solidária, com erradicação das desigualdades sociais e sem preconceito de raça, cor e outras formas de discriminação.

O relator verificou ainda que tramita no Congresso Nacional projeto de lei sobre a matéria, e seu texto já foi aprovado pelo Senado Federal, que reconheceu que a ação afirmativa ainda não atingiu seu objetivo e precisa ser continuada. O projeto de lei foi encaminhado para a Câmara dos Deputados.

Para ministro, portanto, deve ser afastada a interpretação que extinga abruptamente as cotas raciais previstas na Lei no 12.990/2014. “Ou seja, tais cotas permanecerão sendo observadas até que se conclua o processo legislativo de competência do Congresso Nacional e, subsequentemente, do Poder Executivo”, concluiu.

A decisão foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7654, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pela Rede Sustentabilidade. A liminar será submetida a referendo do Plenário.

Leia a íntegra da decisão.

STF

Comissão aprova proposta que prevê adesão ao Simples Nacional em janeiro ou julho

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A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou proposta pela qual o empresário optará pelo Simples Nacional nos meses de janeiro ou de julho. O texto altera o Estatuto da Micro e Pequena Empresa.

Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 228/23, da Comissão de Legislação Participativa. Hoje, a opção pelo Simples Nacional só pode ser feita em janeiro.

“O substitutivo, além de resguardar esse novo período de adesão ao Simples Nacional, indica a relevância de se observar os critérios do regime e a quitação de débitos para a regular inscrição”, explicou Vitor Lippi no parecer aprovado.

O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado para micro e pequenas empresas. Consiste na apuração unificada de tributos, com alíquota variável de 4,0% a 17,42% sobre a receita bruta e conforme a atividade e o faturamento.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Correções do salário mínimo e de benefícios previdenciários têm impacto de R$ 51 bi nas contas de 2025

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Nota técnica das consultorias de Orçamento da Câmara dos Deputados e do Senado sobre o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 (PLN 3/24) mostra que o impacto da correção do salário mínimo e da variação do INPC sobre as contas públicas é estimado em R$ 51,2 bilhões pelo governo, o que é pouco menos de 1/5 do déficit da Previdência Social. A LDO estabelece as regras para a elaboração e execução do Orçamento da União.

O salário mínimo é referência para os benefícios da Previdência Social, para o seguro-desemprego e para o abono salarial do PIS/Pasep. Já o INPC corrige os benefícios previdenciários acima de um salário mínimo.

Para 2025, o governo estima que o mínimo passe de R$ 1.412 para R$ 1.502 com base em um INPC de 3,35% acumulado até novembro de 2024 e mais 2,9% do crescimento da economia de 2023. Essa regra de valorização do mínimo foi fixada em lei de 2023 (Lei 14.663/23).

Nos anexos do projeto da LDO, o governo faz uma projeção das despesas da Previdência Social para os próximos anos. Quando isso é feito com as regras atuais e com a perspectiva de envelhecimento da população, é observada uma redução das despesas em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) até 2028. Mas em 2029 elas voltariam a subir, fazendo com que o déficit passe de 2,32% do PIB em 2024 – ou R$ 268,2 bilhões – para 10,11% em 2100.

Contingenciamento
Uma alteração importante constatada pelos consultores na LDO de 2025 em relação às anteriores foi que o governo incluiu dispositivo do novo arcabouço fiscal (LC 200/23) que garante o não contingenciamento de um percentual mínimo de recursos necessários para o funcionamento da máquina pública. Esse percentual seria de 75% das despesas não obrigatórias autorizadas na lei orçamentária. Ou seja, esse total não poderia ser contingenciado para o cumprimento da meta de resultado primário, que, para 2025, é o equilíbrio entre receitas e despesas.

Meta fiscal
Sobre a revisão de objetivos fiscais feita pelo governo no projeto da LDO de 2025, reduzindo a meta de superávit de 0,5% do PIB para equilíbrio fiscal; os consultores avaliam que foi uma decisão realista. “Em linhas gerais, uma meta de resultado primário menos ambiciosa sinaliza maior lentidão para promover a estabilização da trajetória da dívida pública. Um resultado primário mais forte, por sua vez, catalisaria o processo de estabilização, mas isso decorreria de maior esforço arrecadatório, dada a dificuldade para a redução de gastos obrigatórios”, explica a nota.

Mantida a meta anterior, segundo os consultores, a busca por mais arrecadação teria um efeito colateral: “Embora o aumento da arrecadação melhore o resultado primário do exercício financeiro, corre-se o risco de se realimentar as despesas obrigatórias e, como decorrência, de se comprimir mais rapidamente o espaço ocupado pelas despesas discricionárias, notadamente as destinadas a investimentos”.

Os consultores afirmam que as despesas obrigatórias já serão impactadas nos próximos anos com o pagamento integral de precatórios, o restabelecimento das vinculações constitucionais da receita aos gastos com saúde e educação, as emendas impositivas e a política de valorização do salário mínimo.

Prioridades
Na nota das consultorias, foi destacado ainda que o governo direcionou para o Plano Plurianual 2024-2027 a relação das prioridades e metas da administração pública para 2025. Os consultores afirmam, porém, que apenas no projeto da Lei Orçamentária de 2025 é que serão selecionadas as metas que efetivamente serão buscadas com a indicação das dotações correspondentes.

“É questionável a delegação da definição das metas e prioridades para outros instrumentos, pois a Constituição elege a LDO como veículo normativo para fazê-lo”, apontam as consultorias.

Execução orçamentária
Em relação à execução das emendas parlamentares impositivas, o governo definiu os “impedimentos de ordem técnica” que podem barrar os repasses: ausência de projeto de engenharia; ausência de licença ambiental prévia; incapacidade do ente da Federação de aportar recursos para operação e manutenção do objeto da despesa; recursos insuficientes para conclusão do projeto ou de etapa útil; incompatibilidade com a política pública; incompatibilidade do objeto da despesa com os atributos da ação orçamentária; e impedimentos cujo prazo para superação inviabilize a contratação da despesa no ano em curso.

Na LDO de 2024, o Congresso autorizou a contratação sem projeto de engenharia aprovado ou licença ambiental prévia emitida, condicionando o repasse efetivo à obtenção posterior dos documentos. Mas o dispositivo foi vetado e esse veto ainda não foi votado pelo Congresso.

A proposta também prevê que os investimentos que tenham sido iniciados por uma emenda anterior terão que ser objeto de novas emendas até a conclusão do empreendimento. “Observe-se que a Constituição impõe essa obrigação apenas para investimentos iniciados a partir da execução de emendas de bancada estadual. Portanto, o PLDO inova ao estender a aplicação do dispositivo para todos os tipos de autor”, diz a nota.

As emendas parlamentares podem ser individuais, de bancadas estaduais e de comissões da Câmara e do Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Com baixa capacidade adaptativa para desastres, municípios correm riscos

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Quando a plataforma Adapta Brasil do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação aponta que 3.679 municípios brasileiros, ou seja, 66%, têm baixa ou baixíssima capacidade adaptativa para desastres geohidrológicos, é possível vislumbrar a severidade do problema a que estão suscetíveis os cidadãos brasileiros. Essa constatação de despreparo mostra que a adaptação climática — que requer ações urgentes diante dos efeitos das alterações do clima já sentidos à pele — é um ajuste que precisa ser incorporado por todo o país de forma transversal.

Ao apresentar o mapa da capacidade adaptativa dos municípios em recente audiência pública na Comissão Mista Permanente sobre Mudança Climática, a secretária nacional de Mudança do Clima, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ana Toni classificou a situação do país como muito vulnerável.

— Ali no Rio Grande do Sul, a parte sul do mapa mostra que esta era uma região com uma capacidade razoável de adaptação à mudança do clima. E olha o que a gente está vivenciando, isso em uma região que tem alguma capacidade de adaptação. Imagine nos estados do Norte do país que estão em vermelho, muitos do Nordeste, do Centro-Oeste que estão em vermelho. A nossa capacidade adaptativa é muito falha. Por isso, [é preciso] colocar foco em adaptação, prevenção, mitigação, é com este olhar que a gente está colocando para o Plano Clima — afirmou Ana Toni.

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Desde 2009, o Brasil conta com a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) que apresenta conceitos importantes (veja quadro) e aponta diretrizes para atuação. Essa normativa tem entre seus instrumentos o Plano Nacional sobre Mudança do Clima e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. Agora, o Senado recém-aprovou projeto de lei (PL 4.129/2021) com regras gerais para a formulação de planos de adaptação às mudanças climáticas nas três esferas federativas (saiba mais abaixo).

Essas normativas trazem dois conceitos importantes a serem definitivamente implementados: a adaptação às mudanças climáticas e a mitigação, temas em debate nessa edição da série Emergências Climáticas, que a Agência Senado publica para mensurar o impacto das tragédias climáticas, como as recentes perdas do Rio Grande do Sul, que não estão restritas a questão ambiental, mas que também transbordam para as tangentes do econômico e do social.

—  A gente já passou pelo El Niño e está chegando a La Niña. A pergunta é o que a gente já tem que fazer agora, que tipo de prevenção vai ser necessária em termos de alimentação, em termos de futuras irrigações, lógico que não dá no imediato, mas a gente já precisa pensar em termos de água para aquela região porque a gente sabe que alguns desses rios vão secar. Isso não é bola de cristal. Isso se chama ciência e a ciência já está nos apontando para que a gente mostre um pouco esses caminhos. Agora, para isso, a adaptação e a prevenção e logicamente a mitigação têm que virar prioridade — afirma Ana Toni.

Adaptação e mitigação

A adaptação climática e a mitigação são faces da mesma moeda, mas com diferenças significativas, segundo o consultor legislativo do Senado em Meio Ambiente, Matheus Dalloz.

— Quando se fala em mitigação em matéria de mudança do clima, na verdade está se falando em mudanças da economia e da sociedade para que se evite uma piora na situação climática. Então, quando se fala dessas metas de corte de emissões dos gases de efeito estufa, é a mitigação, que é diminuir as consequências das atividades contidas na economia e da sociedade humana sobre o clima.

Já a adaptação climática é o retorno disso. Ou seja, quando se cria consequências no clima, colhem-se os problemas.

— Como é que a gente reage para evitar que esse problema que nós mesmos criamos não traga consequências graves sobre a sociedade diretamente? E aí, a gente está falando de adaptação. Perceba que são faces da mesma moeda. A mitigação é a gente diminuir a consequência das nossas ações sobre o clima. E a adaptação é diminuir as consequências da mudança do clima sobre nossas vidas — expõe Dalloz.

Fundadora e presidente do Instituto Talanoa e criadora da iniciativa “Política por Inteiro”, que monitora as políticas públicas ligadas às questões climáticas e socioambientais, Natalie Unterstell afirma que a adaptação não está restrita a moderar danos, mas pode ser também uma forma de aproveitar oportunidades associadas às mudanças climáticas, como, por exemplo, usufruir da maior insolação para placas solares.

— Mas a adaptação mais importante é aquela que a gente possa se proteger e isso tem a ver com intervenções. A gente sabendo que as cidades vão, por exemplo, ter que enfrentar chuvas muito mais fortes, por um período maior de tempo, que elas desimpermeabilizem parte do seu território para poder acomodar essa chuva. Façam intervenções urbanas. Então a adaptação ela é muito real, muito prática e tem que ser muito visível.

A probabilidade de ocorrência de eventos catastróficos, como o ocorrido no Rio Grande do Sul é aumentada pelas emissões de gases estufa, pelo aquecimento global, explica Natalie Unterstell.

— Então a gente tem que trabalhar justamente pra reduzir as nossas emissões de modo que eventos como esse não sejam tão fortes, tão difíceis. Por outro lado, a adaptação aumenta a nossa capacidade de acomodar eventos como esse. Da gente reagir melhor. É por isso que a gente precisa das duas coisas, da chamada mitigação e também da adaptação.

O mundo já vislumbra bons exemplos de adaptação, como na Holanda, onde foi feita a elevação do Porto de Rotterdam ou em Veneza, na Itália, onde se trabalhou para fazer uma regulação das cheias. Mas os exemplos não estão retidos em países desenvolvidos.

Na África, lembra Natalie, criaram-se mecanismos financeiros para poder ajudar a quem precisa quando há quebras de safras decorrentes de desastres climáticos.

— Essa reação é rápida. A gente tem situações das habitações sociais, enfim, moradias em geral que quando as pessoas as constroem por exemplo em Moçambique, elas já recebem instruções de como fazer com os materiais mais adaptados, do jeito mais adaptado. E a adaptação é coletiva. A gente precisa de soluções que vão olhar para o entorno, para o todo, e isso a gente só consegue com políticas públicas e com relações boas entre o setor privado e público — destaca a presidente do Talanoa.

Em debate no governo federal, o Plano Clima para o período 2024-2035 tem entre seus planos setoriais de mitigação a agricultura e a pecuária; o uso da terra e florestas; cidades, incluindo a mobilidade urbana; energia (elétrica e de combustíveis); indústria; resíduos e transportes. Além de incluir parte dessa lista, os de adaptação também congregam questões como biodiversidade, igualdade racial e combate ao racismo, povos indígenas e comunidades tradicionais, segurança alimentar e nutricional e oceano e zona costeira.

Projeções sobre os biomas

O pensar e o agir não podem ser só a curto prazo quando já há projeções fundamentadas que apontam perdas significativas a médio e longo prazo, não só para os seres humanos, mas para a biodiversidade como um todo. Já é certo, por exemplo, que os efeitos das mudanças climáticas vão atingir severamente a Caatinga nas próximas décadas.

Com um clima mais quente e seco, estudos por projeções estatísticas apontam perda de espécies animais e vegetais em 90% do território desse ecossistema até 2060.

Após forte seca em 2023, que levou a perda de centenas de animais na Amazônia como os botos-cor-de-rosa e tucuxis, os especialistas temem por nova escassez severa de chuvas que levem a riscos reais capazes de provocar incêndios de proporções catastróficas.

O mesmo vale para o Pantanal, que ardeu severamente em chamas entre 2019 e 2021 e o Cerrado, que já está 10% mais seco e 1º C mais quente em comparação histórica.

O que dizer então do Pampa, extensas áreas de campos nativos de rica biodiversidade que toma quase 70% da área do Rio Grande do Sul, hoje reduzido a 41% de sua originalidade.

Gaúcha e moradora do município de Rio Grande, a presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Andréa dos Santos, ressalta que as questões climáticas foram muito acentuadas no Rio Grande do Sul, com registros de chuvas abundantes desde junho do ano passado e repetição em alguns municípios, que acabaram destruídos quase que por completo. Mas ela não descarta a importância que o bioma Pampa teria na proteção e prevenção dos severos efeitos das enxurradas.

— O bioma Pampa tem, principalmente nessas áreas de banhado e beira de rios, essa finalidade de absorção. Sem nenhum juízo conceitual sobre isso, mas parece muito com a forma dessas cidades-esponjas vêm atuando — afirma a presidente da FNA.

Os meteorologistas explicam porque a chuva se concentra em determinada região, mas é preciso explicar o porquê de acontecer toda essa devastação nas cidades, segundo Andréa:

— E aí eu não tenho dúvida que a mão do homem, ela é responsável por isso. Assim como ela vai ser responsável por mudar essa realidade.

Cidades-esponjas

A “cidade-esponja”, arquitetada para absorver um grande volume de água, foi criada pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, que viveu por 17 anos como agricultor em uma vila chinesa onde a chuva não cessava durante o verão. A partir do princípio de que a natureza regula a água, ele conseguiu modificar mais de 70 cidades, imunes hoje a volumes de chuvas superiores as ocorridas recentemente no Rio Grande do Sul.

Para isso, o arquiteto trabalha com proposta que congrega a retenção de uma boa parte da água das chuvas em sistema de açudes, em áreas permeáveis; com a diminuição da velocidade dos rios, a partir do uso da vegetação e, por fim, com a adaptação dos municípios para que tenham áreas alagáveis.

Presidente da FNA, Andréa dos Santos lembra que a região próxima a Estação Ecológica do Taim — unidade de conservação de proteção integral da natureza, localizada no sul do Rio Grande do Sul — não sofreu tanto com as chuvas.

— Porque o banhado do Taim permite essa água ser mais espalhada, ser mais absorvida. Então, é uma região que está dentro da bacia da Lagoa Mirim, que não foi tão atingida. Sempre enche, mas ele cumpriu a sua função. Isso tem essa semelhança um pouco com a proposta das cidades-esponjas. É essa necessidade de a própria natureza fazer essa absorção. Eu vejo como, por exemplo, na região metropolitana de Porto Alegre, centro do estado, principalmente nas cidades menores, a necessidade urgente de recomposição das matas ciliares. Porque isso vai diminuir essa chegada de água na região metropolitana, pelo menos nessa esfera. Só que a gente não vai fazer isso do dia para a noite. É um trabalho de longo prazo — ressalta Andréa.

Para a presidente da FNA, a contratação pública de equipes multidisciplinares que reúnam arquitetos, urbanistas, geólogos, geógrafos e outros especialistas, ausentes em boa parte dos municípios brasileiros, é fundamental para que propostas como a das cidades-esponjas — que não será adequada para todos os municípios — e outras que venham a ser estudadas sejam fiel e adequadamente desenvolvidas.

Cidades resilientes

Ao se pensar a adaptação climática, outro conceito relevante é o de cidades resilientes, ou seja, aquelas com capacidade de se adaptar para prevenir os efeitos de desastres naturais. A esses municípios demanda-se preparo que una experiências passadas aos planos de ação que sejam exitosos no futuro.

A presidente da FNA se diz preocupada com o que chama de “planos de gaveta”, que “infelizmente, é uma regra que a gente tem nos municípios brasileiros”.

— A gente tem que propor alternativas de planejamento urbano, para tornar as cidades mais adequadas e mais resilientes, mas a gente tem que ter alternativas ambientais seguras. E fazer isso acontecer. Os nossos municípios têm plano diretor, têm plano ambiental. A gente tem muita lei, muito plano. A gente precisa colocar isso em prática. E enfrentar os problemas, porque muitos desses planos têm espaços na sociedade que são contra ou que não atendem os interesses de determinados grupos — avalia a presidente da FNA.

Andréa lembra que a partir desses interesses, são feitas alterações nas legislações que, teoricamente, são resultado do debate entre profissionais, discutidas com a sociedade por meio de audiências públicas.

— Há uma metamorfose, na verdade, desse processo. Às vezes tu nem sente. A gente não se dá conta. Quando a gente deixa aumentar a altura de uma edificação, por exemplo, ou seja, aumentar o nível, o número de pavimentos de um edifício, a gente está mexendo na quantidade e na densidade daquela área e aí a gente tem uma estrutura que já está feita para uma determinada densidade e não para essa alteração — exemplifica a arquiteta e urbanista.

Para Andréa, ter cidades resilientes é estar adaptado a enfrentar os problemas e saber se antecipar ao que vai ou pode acontecer.

— Se eu sei que minha cidade vai alagar, eu já vou começar a preparar essa cidade para retirar famílias da área e ter onde colocar. A outra questão é eu saber que a vida inteira a minha cidade alagou e que eu não me preparei. Ai ser resiliente é ter ações bem concretas para que isso não aconteça de novo. Eu não vejo uma cidade como o Cruzeiro do Sul ser resiliente mais. Não vejo como Muçum, porque a cidade acabou. Mas Porto Alegre tem de ser resiliente e ser resiliente passa pela estrutura urbana das cidades. E passa por essa questão de manutenção dos serviços públicos.

Projetos adequados com as novas tecnologias para o enfrentamento das tragédias climáticas, educação ambiental e trabalhos ambientais consistentes, informação correta e adequada são alguns pontos que devem ser assinalados na cartilha de uma cidade resiliente, de acordo com a presidente da FNA. A disponibilidade de recursos financeiros também pesa na questão.

— Nós não vamos ter uma cidade resiliente sem essa preocupação de garantir recursos para mudar as cidades. Acho que isso é fundamental e é necessário. Para a contratação de profissionais, para a compra de equipamentos, para a contratação de consultorias, empresas, etc. Mas, principalmente, para a execução das obras necessárias. Seja de uma cidade-esponja, porque ela é uma obra, ou seja, de uma drenagem, mais comum dentro da cidade.

Também é fundamental pensar o planejamento das futuras cidades, já quando elas começam a se estruturar.

— Dar essa garantia de que se a cidade pretende crescer, que cresça com essa proposta já pensando os pontos, os problemas futuros. Que a gente possa pensar sim que esse crescimento pode acarretar em problemas futuros — diz Andréa.

Planos de adaptação 

O PL 4.129/2021, recém-aprovado no Senado e que retornou à Câmara como um texto alternativo ao apresentado pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), determina que as medidas previstas no plano nacional sejam formuladas em articulação da União, estados, municípios e os setores socioeconômicos, com participação social dos mais vulneráveis aos efeitos climáticos, assim como do setor privado.

“Diante desse cenário, é fundamental que os entes federados se articulem para planejar e implementar de forma adequada suas políticas públicas com foco na adaptação à nova realidade, de modo a evitar ao máximo possível os prejuízos ambientais, econômicos e sociais que se avizinham. Assim, os planos de adaptação à mudança do clima são instrumentos da maior importância”, defendeu o senador Jaques Wagner (PT-BA), ao relatar a proposta.

O consultor Dalloz explica que o PL 4.129/2021 prevê que os planos municipais e estaduais de adaptação sejam integrados ao nacional.

— A grande questão é se o país vai conseguir fazer essa integração, que é uma ação que o Brasil historicamente tem dificuldade. Nós podemos fazer um excelente plano, agora se esse plano não for implementado, é um problema.

A lógica da existência de um plano é a mesma tanto para um cenário em que os extremos vão ser de seca, quanto para um cenário em que os extremos vão ser de chuvas em abundância, segundo o consultor:

— E qual que é a lógica central? Planejamento e gestão de risco. Para os cenários de seca e de extrema chuva, nós precisamos de planejamento, nós precisamos de diagnóstico, que pode ser nacionalmente, regionalmente, ou localmente — diz Dalloz.

Rio Grande do Sul

Alvo de um esforço nacional para reconstrução, o Rio Grande do Sul tem o desafio de reerguer sua infraestrutura com vistas a adaptar-se para novos eventos climáticos extremos. As enchentes atingiram diretamente mais de 2,2 milhões de pessoas no estado, obrigando mais de 600 mil a abandonarem suas casas. Ao mesmo tempo, a infraestrutura do estado foi severamente danificada, com destruição de estradas, pontes e alagamento até do aeroporto internacional de Porto Alegre. A proteção da capital para enchentes de nada adiantou. Dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul apontam que 90% da indústria do estado foi atingida pelas cheias, de proporções inéditas. Ao mesmo tempo, houve perda de grande parte da safra e extensas áreas agricultáveis permanecem alagadas.

— O Brasil carece de um planejamento robusto, de curto, médio e longo prazo, para a prevenção e precaução de acidentes climáticos, a ser incorporado como política de Estado — disse no início de maio o senador Paulo Paim (PT-RS), que preside a comissão temporária externa criada para acompanhar a situação do Rio Grande do Sul.

Entenda alguns conceitos apresentados na Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC)

Adaptação Iniciativas e medidas para reduzir a vulnerabilidade dos sistemas naturais e humanos frente aos efeitos atuais e esperados da mudança do clima.
Efeitos adversos da mudança do clima Mudanças no meio físico ou biota resultantes da mudança do clima que tenham efeitos deletérios significativos sobre a composição, resiliência ou produtividade de ecossistemas naturais e manejados, sobre o funcionamento de sistemas socioeconômicos ou sobre a saúde e o bem-estar humanos.
Emissões Liberação de gases de efeito estufa ou seus precursores na atmosfera numa área específica e num período determinado.
Gases de efeito estufa Constituintes gasosos, naturais ou antrópicos, que, na atmosfera, absorvem e reemitem radiação infravermelha.
Impacto Os efeitos da mudança do clima nos sistemas humanos e naturais.
Mitigação Mudanças e substituições tecnológicas que reduzam o uso de recursos e as emissões por unidade de produção, bem como a implementação de medidas que reduzam as emissões de gases de efeito estufa e aumentem os sumidouros.
Mudança do clima Mudança de clima que possa ser direta ou indiretamente atribuída à atividade humana que altere a composição da atmosfera mundial e que se some àquela provocada pela variabilidade climática natural observada ao longo de períodos comparáveis.
Vulnerabilidade Grau de suscetibilidade e incapacidade de um sistema, em função de sua sensibilidade, capacidade de adaptação, e do caráter, magnitude e taxa de mudança e variação do clima a que está exposto, de lidar com os efeitos adversos da mudança do clima, entre os quais a variabilidade climática e os eventos extremos.

Fonte: Agência Senado

Congresso analisa vetos sobre saidão e fake news na terça

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O Congresso Nacional tem sessão conjunta na terça-feira (28), às 14h, para análise de vetos presidenciais e de projetos de lei que abrem créditos orçamentários extras propostos pelo Poder Executivo. São 26 itens na pauta.

Entre os 17 vetos prontos para apreciação, estão itens adiados após negociações entre governo e oposição na sessão do último dia 9. É o caso do veto (VET) 46/2021 à Lei 14.197, de 2021, que revogou a antiga Lei de Segurança Nacional e foi parcialmente vetada pelo então presidente Jair Bolsonaro.

O veto de Bolsonaro impediu a tipificação do crime de comunicação enganosa em massa (disseminação de fake news), com pena de até cinco anos de reclusão. Em contrapartida para o adiamento, a bancada do governo pediu a retirada de pauta do veto parcial do presidente Lula à lei que restringe a saída temporária dos presos (Lei 14.843, de 2024). O VET 8/2024, agora reinserido na ordem do dia, excluiu da lei um trecho que retirava totalmente a possibilidade de o preso sair para visitar a família ou participar de atividades de convívio social. O governo argumenta que essa proibição é inconstitucional e sustenta que a manutenção de visita esporádica à família “minimiza os efeitos do cárcere e favorece o paulatino retorno ao convívio social”.

Também retornam à pauta o veto a vários pontos da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024 (VET 1/2024) e outro que exclui do Orçamento de 2024 a previsão de destinação de R$ 85,8 milhões para o Ministério das Comunicações investir em inclusão digital ( VET 4/2024).

Deputados e senadores podem ainda decidir sobre o veto à Lei 14.368, de 2022, que flexibiliza regras do setor aéreo. O projeto aprovado no Congresso garantia o despacho gratuito de uma bagagem em voos, mas o trecho foi vetado por Bolsonaro (VET 30/2022). Também podem ser avaliados diversos trechos rejeitados pelo Poder Executivo na Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (VET 39/2023) e na Lei Orgânica Nacional das Polícias e Bombeiros Militares (VET 41/2023).

Créditos

Além dos vetos, os parlamentares vão decidir analisar créditos suplementares (que liberam mais recursos para projetos previstos no Orçamento) e especiais (para necessidades não contempladas anteriormente). Ao todo, os nove projetos de lei do Congresso Nacional (PLNs) em pauta preveem cerca de R$ 2 bilhões de reforço orçamentário.

Um deles (PLN 5/2024) abre crédito suplementar de R$ 256,8 milhões para custear ações do Exército e do Ministério do Turismo. Segundo o Executivo, parte dos recursos serão empregados na execução, pelo Exército, das obras de duplicação da rodovia GO-213, de obras em Araguari (MG) e da construção da barragem de Arvorezinha, em Bagé (RS).

Já o PLN 2/2024 propõe crédito especial de R$ 7,4 milhões para o Ministério da Educação. A medida vai beneficiar estudantes de baixa renda da Universidade Federal do Vale do São Francisco com sede em Petrolina (PE).

Fonte: Agência Senado

PF deflagra a Operação Segurança Legal para fiscalizar empresas clandestinas de segurança privada em RO

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A Polícia Federal deflagrou a Operação Segurança Legal em Guajará-Mirim/RO, nesta sexta-feira (24/5), com a finalidade de fiscalizar empresas e pessoas que exploram irregularmente atividades de segurança privada.

Durante a ação, foram fiscalizadas três empresas clandestinas, bem como foram realizadas atividades de conscientização em estabelecimentos comerciais sobre a necessidade de contratação de serviços de segurança privada legalizados e regulares.

No Brasil, tais atividades são autorizadas, controladas e fiscalizadas pela Polícia Federal e são consideradas complementares às atividades de segurança pública.

São elementos, entre outros, que caracterizam atividade de segurança privada o uso de cassetete ou algemas, a utilização de uniforme ostensivo, a função de intervir na constatação de atitude suspeita, a realização de revista privada, realização de rondas, motorizadas, ou não, e a abordagem de pessoas para esclarecimentos de situações.

Essas atividades só podem ser exercidas por vigilantes e por estabelecimentos autorizados e fiscalizados pela Polícia Federal.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia