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PF apura manipulação de resultado em campeonato brasileiro de futebol da série D

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (26/6), a Operação Jogo Limpo, para apurar possível manipulação de resultado de partida de futebol, realizada no interior de São Paulo/SP, e válida pelo campeonato brasileiro da série D.

Policiais federais cumprem 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça do Estado de São Paulo/SP, nas cidades de Patrocínio/MG, São José do Rio Preto/SP, São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, Tanguá/RJ e Nova Friburgo/RJ.

A investigação teve início através de ofício da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), encaminhando relatório da Sportradar, o qual reportou que a movimentação das casas de apostas indicou que os apostadores detinham conhecimento prévio de que determinada equipe viria a perder o primeiro tempo da partida por ao menos dois gols. De acordo com a empresa, 99% da tentativa da rotatividade no mercado de “totais de gols do primeiro tempo” nesta partida foi para tal resultado.

Durante a partida, verificou-se que a equipe visitante sofreu três gols ainda no primeiro tempo, sendo um deles contra. São alvos da operação integrantes e ex-integrantes de uma das equipes.

Segundo o apurado, determinada empresa teria firmado parceria com um dos clubes e vários jogadores por ela agenciados foram contratados. A investigação visa apurar a influência de tais pessoas no resultado da partida.

Trata-se, em tese, dos crimes contra a incerteza do resultado esportivo, que encontram as condutas tipificadas na Lei Geral do Esporte, com penas de dois a seis anos de reclusão.

A PF atua no caso, mediante autorização expressa do Ministro da Justiça e Segurança Pública, tendo em vista a repercussão nacional do caso, que exige repressão uniforme.

Ressalta-se que a CBF, por meio da sua Unidade de Integridade, colaborou desde o início com as investigações.

Parceria CBF, Sportradar e Polícia Federal

A CBF e a PF firmaram uma parceria para combater a manipulação de resultados no futebol brasileiro. A CBF se comprometeu a compartilhar informações com a PF sobre possíveis casos de manipulação de jogos identificados pela Sportradar.

A Sportradar é uma companhia privada no ramo de criação e emprego de soluções tecnológicas para serviços de integridade e detecção de fraudes relacionadas a apostas e identificação de manipulação de resultados esportivo, com sede na Suíça. Desde 2005, a empresa desenvolve serviços para ajudar federações esportivas, autoridades estaduais e agências de aplicação da lei em todo o mundo a combater a corrupção no Esporte.

A Polícia Federal e Sportradar firmaram memorando de entendimento para intercâmbio de informações relevantes ao combate à corrupção no esporte. O acordo de cooperação possibilita que a PF tenha acesso a análises relacionadas à integridade esportiva nos mercados de apostas e indicativos de manipulação de eventos esportivos para auxiliá-la nas investigações de práticas ilícitas suspeitas de vinculação a combinação de resultados.

* nota editada às 9h para incluir informações sobre a parceria entre a PF e a CBF

Coordenação-Geral de Comunicação Social

Lei do deputado Cássio Gois que prioriza Café Robusta Amazônico na administração pública é sancionada

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A Assembleia Legislativa de Rondônia anunciou a sanção da Lei N° 5.804, de 21 de junho de 2024, que prioriza a aquisição de café torrado em grão e café torrado moído da espécie Café Robusta Amazônico, proveniente da agricultura familiar e de empreendedores rurais do estado. A lei, de autoria do deputado estadual Cássio Gois (PSD), foi apresentada durante a última edição da Rondônia Rural Show Internacional, realizada em Ji-Paraná.

 

“Estou extremamente feliz por ver este projeto se tornar lei. É um passo extremamente importante para fortalecer a nossa economia e valorizar o trabalho dos nossos agricultores, em especial, o pequeno produtor. A Rondônia Rural Show foi o palco perfeito para apresentar essa iniciativa, destacando a importância do Café Robusta Amazônico e os benefícios que ele traz para nossa comunidade”, declarou o deputado Cássio Gois.

 

Ainda de acordo com o autor da lei, Cássio Gois, a nova legislação estabelece que o estado de Rondônia, na aquisição de café torrado em grão e café torrado moído para consumo no âmbito da administração pública, priorizará a compra do Café Robusta Amazônico oriundo da agricultura familiar, do empreendedor familiar rural ou de produtores rurais e afins do estado.

 

O vice-governador, no exercício do cargo de governador do estado de Rondônia, sancionou a lei que foi publicada no Diário Oficial do Estado. “Esta lei não apenas promove o nosso café, mas também impulsiona o desenvolvimento sustentável e a valorização dos pequenos produtores rurais. Agradeço ao Governo do Estado pela sensibilidade ao nosso projeto e por entender a importância desse marco para o nosso estado”, finalizou Cássio Gois.

 

A Lei N° 5.804, de 21 de junho de 2024, entra em vigor a partir da data de sua publicação, marcando um novo capítulo para o setor cafeeiro de Rondônia e reforçando o compromisso do estado com a agricultura familiar e o empreendedorismo rural.

 

Texto: Marcelo Negrão/Assessoria Parlamentar

MPRO promove treinamento sobre uso de geotecnologia no combate ao desmatamento

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O treinamento “Uso de Geotecnologia no Combate e Prevenção de Desmatamento” teve início na manhã desta terça-feira (25/6), e conta com a coordenação do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA) e da EMPRO – Escola Superior do Ministério Público de Rondônia. Ele acontece nos dias 25 e 26 de junho de 2024, no auditório da EMPRO, em Porto Velho.

Ministrado pela pesquisadora do Imazon, Alexandra Monteiro Alves, a iniciativa visa capacitar os participantes no uso de tecnologias geográficas avançadas para monitorar e prevenir o desmatamento, uma prática essencial para a preservação ambiental, especialmente na Amazônia.

O treinamento tem como objetivo principal fornecer aos participantes conhecimentos práticos sobre o uso de geotecnologia, que envolve o uso de satélites e outros equipamentos tecnológicos para mapear e monitorar áreas de floresta. Isso é essencial para detectar e prevenir atividades de desmatamento ilegal, protegendo as matas em Rondônia e, por consequência, contribuindo para a preservação de recursos hídricos e climáticos.

Durante a abertura do evento, o Coordenador do GAEMA, Promotor de Justiça Pablo Hernandez Viscardi, destacou a importância da iniciativa para aprimorar o trabalho dos técnicos do MPRO, reforçando a parceria com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), uma instituição de referência na área ambiental. Durante a capacitação, a pesquisadora Alexandra Monteiro Alves compartilhará técnicas e ferramentas que facilitam a obtenção de resultados mais eficientes no combate ao desmatamento.

O Procurador-Geral de Justiça, Ivanildo de Oliveira, também esteve presente na abertura do treinamento e ressaltou a importância da capacitação contínua e o papel crucial das tecnologias no cumprimento da defesa do meio ambiente. Ele enfatizou que o combate ao desmatamento está diretamente ligado à mitigação de crises hídricas e à manutenção do equilíbrio ecológico. “Quando cuidamos do meio ambiente, estamos cuidando de todos: da vida, dos seres humanos. Tudo está interligado em um sistema de dependência mútua no ecossistema planetário. A crise hídrica que se aproxima, prevista para ser mais severa do que a do ano passado, está diretamente relacionada ao desmatamento. Quanto maior o desmatamento, menos água teremos, agravando ainda mais os problemas”, pontuou.

A realização deste treinamento reforça o compromisso do MPRO em proteger o meio ambiente e promover práticas sustentáveis, garantindo que os profissionais estejam bem equipados para enfrentar os desafios ambientais atuais e futuros.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

MP prestigia abertura da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas em Rondônia

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 quarta-feira, 26 de junho de 2024

O Ministério Público, por meio da Promotora de Justiça Luciana Ondei Rodrigues da Silva, Coordenadora do Grupo de Atuação Especial da Educação, participou da cerimônia de abertura da 26ª Semana Nacional e 4ª Semana Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas, realizada pelo governo do estado nessa segunda-feira (24/6), no auditório do Ministério Público do Trabalho.

O evento trouxe o tema “Educar é Prevenir: o caminho para um futuro sem drogas”, com a proposta de promover debates e reflexões em ações e faz parte de uma semana alusiva ao Dia Internacional de Combate às Drogas, celebrado anualmente em 26 de junho.

A abertura contou com presença de representantes de diversas instituições. Além do Ministério Público, se envolveram na discussão que busca conscientizar a família, o poder público e a sociedade sobre os perigos do uso de drogas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO), Polícia Federal (PF) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RO).

De acordo com a Promotora de Justiça, o evento é uma forma de sensibilizar a família, o poder público e a sociedade sobre a relação direta do uso de drogas com os casos de evasão e de fracasso escolar, um trabalho preventivo de extrema importância para se garantir a permanecia na escola.

A campanha busca ampliar o alcance das mensagens de prevenção se utilizando das redes sociais, por meio da hashtag #useacabeçanãousedrogas, para chamar a atenção e envolver jovens e adultos.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Corregedoria se reúne com Fazendas Públicas para assegurar extinção de processos de execução fiscal

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Resolução do CNJ permite que executivos fiscais de baixo valor sejam extintos, tendo em vista o princípio constitucional da eficiência administrativa

A foto mostra os participantes da reunião posando, logo após a reunião.

Reunião convocada pela Corregedoria-Geral da Justiça discutiu a implantação da Resolução CNJ n. 547/2024, que trata da extinção de processos de execuções fiscais em razão da ineficiência administrativa. Com a participação do corregedor, desembargador Gilberto Barbosa, e procuradores do Estado e de alguns municípios, assim como magistrados da Corregedoria e de unidades judiciárias, foi definido um cronograma de extinção de processos, levando em consideração as determinações da norma instituída pelo Conselho Nacional de Justiça.

Segundo estudo do Poder Judiciário, um processo de execução fiscal custa em média ao Estado dez mil reais. Porém, o número de processos com valor menor que o custo final é enorme. Dos 50 mil processos de execução fiscal em Rondônia, 32 mil são de valores abaixo de dez mil, o que representa 68% do total dessa classe processual no Estado. Além disso, conforme relatório Justiça em Números, a execução fiscal tem sido apontada como a maior causa da morosidade no Judiciário, respondendo por 34% do acervo pendente, com taxa de congestionamento de 88% e tempo médio de tramitação de 6 a 7 anos.

Diante desse cenário, os processos que estão há muito tempo sem movimentação, sem bens penhoráveis, com devedor não localizado pela Fazenda Pública, entre outros requisitos, poderão ser extintos pelo Poder Judiciário, tendo em vista o princípio constitucional da eficiência administrativa.

A aplicação da resolução, conforme foi detectado e mencionado na reunião, terá grande impacto, por exemplo, nas ações do Detran. São ações relativas a cobranças de impostos, multas, entre outras dívidas executadas judicialmente, todas de valores inferiores a dez mil reais.

Para evitar grandes impactos nas Fazendas, as ações de execução fiscal que se enquadram nas disposições da Resolução CNJ n. 547/2024 serão extintas conforme um cronograma. Do montante total passível de extinção, serão formados 10 lotes, em igual quantidade de processos, com ordem cronológica e a cada 30 dias será disponibilizado um novo lote de processos para os gabinetes de juízes, até que a quantidade prevista seja finalizada.

Participaram da reunião Thiago Alencar Alves Pereira, procurador-geral do Estado de Rondônia; os procuradores do Estado Maxwel Mota de Andrade, Mariana Loiola de Oliveira Gonçalves e Henrique Eduardo Gonçalves de Farias Filho; Luiz Duarte Freitas Júnior, procurador-geral do município de Porto Velho; Rodrigo Sampaio de Souza, rrocurador-teral do município de Ji-Paraná; Paulo José do Nascimento Fabrício, juiz auxiliar da Corregedoria; Ana Valéria de Queiroz Santiago,coordenadora do 1º Núcleo de Justiça 4.0 da Execução Fiscal; Fabíola Cristina Inocêncio,ttitular da Vara de Execuções Fiscais; entre outros servidores/gestores da Corregedoria.

Assessoria de Comunicação Institucional

Rondônia recebe vagas remanescentes do Programa Mais Médicos

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O Ministério da Saúde anunciou vagas remanescentes do edital do 38º ciclo do Programa Mais Médicos destinadas ao estado de Rondônia. No total, estão disponíveis 10 vagas no estado, enquanto em todo o Brasil o programa oferece 1.042 vagas, sendo 100 delas destinadas à região Norte. Essas vagas têm como principal objetivo atender localidades de alta vulnerabilidade social, com 116 vagas destinadas a municípios classificados como de muito alta vulnerabilidade e 176 para os de alta vulnerabilidade. Os gestores municipais têm até o dia 26 de junho para manifestar interesse nas vagas disponíveis.

O governo federal trabalhou com melhorias para o atual modelo do programa. Os profissionais agora contam com oportunidades de especialização e mestrado, benefícios proporcionais ao valor mensal da bolsa para atuarem nas periferias e regiões mais remotas e direito a compensação do valor pago pelo INSS para alcançar o valor da bolsa durante os seis meses de licença-maternidade, no caso das médicas que se tornarem mães. Os médicos que se tornarem pais, terão direito a licença de 20 dias.

Para atrair os profissionais brasileiros, os Ministérios da Saúde e da Educação firmaram parceria para incentivar a inscrição dos médicos formados pelo Financiamento ao Estudante do Ensino Superior que terão ajuda para quitar o Fies.

Para aderir, os gestores municipais devem realizar inscrição na página e-Gestor.

Acesse o quadro de vagas e saiba como realizar o procedimento

Ministério da Saúde

Foto/Secom

Mais Médicos finaliza mais um módulo de acolhimento com mais de 500 participantes

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Profissionais serão submetidos esta semana a provas para validação de conhecimentos adquiridos nas aulas. Aprovados estarão aptos para atuar em cerca de 350 municípios
Anotações do programa mais médicos.jpg

Foto: Jerônimo Gonzales/MS

Médicos intercambistas e brasileiros formados no exterior finalizam, esta semana, o 2° Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv) de 2024 do Programa Mais Médicos, realizado em parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação. Participam dessa etapa 522 médicos intercambistas, sendo 454 brasileiros formados no exterior e 68 estrangeiros formados também fora do Brasil. Se aprovados na última prova que será aplicada até o final da semana, os profissionais estarão aptos para atuar na atenção primária à saúde de 347 municípios espalhados pelo país.

O MAAv é a primeira etapa formativa do médico intercambista no programa, com o objetivo de integrá-lo para atuação generalista na atenção primária à saúde (APS) no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). É uma etapa obrigatória e aborda conteúdos relacionados a legislação, atribuições e funcionamento do SUS, ações da atenção primária, protocolos clínicos de atendimentos definidos pela pasta e Código de Ética Médica.

O coordenador-geral de provimento profissional do Departamento de Apoio à Gestão da APS, Edson Lucena, destacou os investimentos que vêm sendo realizados para elevar a qualidade do atendimento na atenção primária.

“O Programa Mais Médicos está entre as prioridades do governo federal. Tivemos, recentemente, o aumento da bolsa dos médicos, a mudança e o aumento do financiamento da atenção primária”, salientou Lucena. “São muitos os investimentos para tornar essas ações mais efetivas para o provimento médico, com a finalidade de levar atendimento e melhorar a qualidade de vida da população, principalmente nas regiões de vazios assistenciais, localidades mais afastadas, cidades do interior e de maior vulnerabilidade”, relatou.

Oficina de sensibilização

Esta edição do acolhimento contou com a oficina de sensibilização da estratégia Atenção Integrada às Doenças Prevalentes da Infância na APS, com o objetivo de introduzir os médicos em uma abordagem de atenção à saúde na infância que possibilita significativa redução da mortalidade infantil.

Desenvolvida originalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Unicef, a estratégia adota abordagem simultânea e integrada do conjunto de doenças de maior prevalência na infância, em substituição ao enfoque tradicional que considera cada doença isoladamente. O objetivo é sensibilizar os profissionais médicos e médicas que atuarão em localidades remotas e de difícil acesso.

O médico Jaime Valência, da Coordenação de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente (Cacriad), considera que a oficina é estratégica para o fortalecimento da atuação dos profissionais médicos, com ênfase na saúde infantil, um grupo especialmente suscetível a complicações e hospitalizações.

“O compromisso com a saúde pública e a formação contínua dos médicos reforça a missão de aprimorar o atendimento em regiões remotas e assegurar a saúde das crianças brasileiras, alinhando-se às diretrizes e compromissos assumidos pelo governo brasileiro”, destacou o médico.

Anna Iung
Ministério da Saúde

Prévia da inflação de junho fica em 0,39%

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A prévia da inflação de junho ficou em 0,39%, após taxa de 0,44% registrada em maio. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje (26) pelo IBGE, aponta que a maior variação (0,98%) e o maior impacto (0,21 ponto percentual) vieram do grupo Alimentação e Bebidas. Na sequência, vieram os grupos Habitação (0,63% e 0,10 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (0,57% e 0,08 p.p.).

O IPCA-E, acumulado trimestral do IPCA-15, ficou em 1,04%, menor que a taxa de 1,12% registrada no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a variação do IPCA-15 foi de 4,06%, acima dos 3,70% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2023, a taxa foi de 0,04%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em junho. Apenas o grupo dos Transportes (-0,23%) e o de Artigos de residência (-0,01%) apresentaram variação negativa.

IPCA15 – Variação mensal (%), julho 2023 – junho 2024

Índice geral | Brasiljulho 2023agosto 2023setembro 2023outubro 2023novembro 2023dezembro 2023janeiro 2024fevereiro 2024março 2024abril 2024maio 2024junho 202401-0,250,250,50,75

Notas:

1 – Com a atualização das Estruturas de Ponderação, obtidas a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF – 2017-2018, foram introduzidos aperfeiçoamentos na classificação dos produtos e serviços que compõem as estruturas dos índices de preços. Com isso, foram criadas novas tabelas, a partir de janeiro de 2020 para o IPCA e INPC e fevereiro de 2020 para o IPCA-15, contendo os dados com as estruturas atualizadas. Os dados de períodos anteriores são disponibilizados em outras tabelas.

2 – A variação acumulada em 12 meses está disponível a partir de janeiro de 2021.

Fonte: IBGE – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15

No grupo Alimentação e bebidas (0,98%), a alimentação no domicílio acelerou de 0,22% em maio para 1,13% em junho. Contribuíram para esse resultado as altas da batata inglesa (24,18%), do leite longa vida (8,84%), do arroz (4,20%) e do tomate (6,32%). No lado das quedas, destacam-se o feijão carioca (-4,69%), a cebola (-2,52%) e as frutas (-2,28%).

A alimentação fora do domicílio (0,59%) acelerou em relação ao mês de maio (0,37%), em virtude das altas de lanche (de 0,47% em maio para 0,80% em junho) e da refeição (0,34% em maio para 0,51% em junho).

No grupo Habitação (0,63%), a alta da taxa de água e esgoto (2,29%) foi influenciada pelos reajustes de 6,94% em São Paulo (5,48%), a partir de 10 de maio, de 9,85% em Brasília (4,60%), a partir de 1º de junho, e de 2,95% em Curitiba (2,86%), a partir de 17 de maio. Em energia elétrica residencial (0,79%), os seguintes reajustes tarifários foram aplicados: em Salvador (0,52%), reajuste de 1,63%, a partir de 22 de abril; em Recife (-0,64%), reajuste de -2,64% a partir de 29 de abril; em Fortaleza (1,14%), reajuste de -2,92% a partir de 22 de abril; e em Belo Horizonte (4,11%), reajuste de 6,76% a partir de 28 de maio.

Ainda em Habitação, no subitem gás encanado (-0,10%), o resultado do Rio de Janeiro (-0,33%) decorre de redução média de 1,75%, a partir de 1º de junho, após o reajuste de 0,97% aplicado a partir de 1º de maio.

O resultado do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,57%) foi influenciado pela alta nos preços dos planos de saúde (0,37%), decorrente do reajuste de até 6,91% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 4 de junho, com vigência a partir de maio de 2024 e cujo ciclo se encerra em abril de 2025. Desse modo, no IPCA-15 de junho foram apropriadas as frações mensais relativas aos meses de maio e junho.

No grupo Transportes (-0,23% e -0,05 p.p), houve queda na passagem aérea (-9,87% e -0,07 p.p.). Em relação aos combustíveis (-0,22%), todos registraram queda nos preços: etanol (-0,80%), gás veicular (-0,46%), óleo diesel (-0,42%) e gasolina (-0,13%). O subitem táxi apresentou alta de 0,18%, devido ao reajuste de 17,64% em Recife (3,09%), a partir de 22 de abril.

Quanto aos índices regionais, todas as onze áreas de abrangência tiveram alta em junho. A maior variação foi registrada em Belo Horizonte (0,68%), por conta das altas da batata inglesa (24,31%), do leite longa vida (10,68%), da energia elétrica residencial (4,11%) e da gasolina (1,77%). Já o menor resultado ocorreu em Belém (0,16%), que apresentou queda nos preços das passagens aéreas (-9,40%) e das carnes (-2,39%).

Mais sobre a pesquisa

Para o cálculo do IPCA-15, a metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. Os preços foram coletados no período de 16 de maio a 14 de junho de 2024 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de abril a 15 de maio de 2024 (base).

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. Veja os resultados completos no Sidra. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a julho, será em 25 de julho.

 

IBGE

Ministério da Saúde busca parcerias para trabalhar com migrantes estrangeiros

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Por meio de um formulário eletrônico , disponível até 26 de julho, ministério quer montar cadastro de organizações que atuam com a saúde das populações migrantes internacionais

Agência Gov | via MS
Ministério da Saúde busca parcerias para trabalhar com migrantes estrangeiros

Rovena Rosa/Agência Brasil
Ministério quer construir parcerias

Por meio de um formulário eletrônico , o Ministério da Saúde está realizando levantamento para identificar organizações que atuam com a saúde das populações migrantes internacionais no Brasil. O objetivo principal é se aproximar da sociedade civil organizada para desenvolver uma estratégia nacional de saúde para as populações migrantes, refugiadas e apátridas no Brasil.

O formulário ficará disponível até dia 26 de julho e é direcionado a movimentos sociais, coletivos, organizações da sociedade civil, gestores e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) , secretarias de saúde, organizações internacionais, instituições

acadêmicas e, em especial, organizações da sociedade civil geridas por migrantes, refugiados e apátridas.

Coordenado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) , o Grupo de Trabalho Interministerial busca garantir o acesso à saúde dessa população ao Sistema Único de Saúde (SUS). “O SUS é garantido pela constituição não só aos brasileiros, mas sim a toda população que vive ou se encontra no território nacional. É nosso papel enquanto gestor federal identificar a população migrante e assegurar o seu acesso à saúde”, explica a secretária da SVSA, Ethel Maciel.

Com versões em português, espanhol, francês e inglês, as informações coletadas por meio do formulário poderão ser utilizadas para futuras atividades e convites relacionados à saúde e migração.

Por Ministério da Saúde

Link: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/junho/ministerio-da-saude-faz-levantamento-de-organizacoes-que-trabalham-com-populacao-migrante

Poetisa e romancista brasileira Adélia Prado vence o Prêmio Camões 2024

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Poetisa foi escolhida por júri internacional nesta quarta (26). Prêmio, mais importante da língua portuguesa, foi criado em 1988 pelos governos do Brasil e de Portugal

Agência Gov | via FBN
Poetisa e romancista brasileira Adélia Prado vence o Prêmio Camões 2024

Reprodução

A poeta, professora, filósofa, romancista e contista mineira Adélia Prado é a vencedora do Prêmio Camões 2024, o mais importante da língua portuguesa. A reunião do júri aconteceu na manhã desta quarta-feira, de forma virtual. Os jurados foram o escritor e professor Deonisio da Silva (Brasil), o professor e pesquisador Ranieri Ribas (Brasil), o filósofo e crítico de arte poética Dionisio Bahule (Moçambique), o professor Francisco Noa (Moçambique), a professora Clara Crabbé Rocha (Portugal) e a professora Isabel Cristina Mateus (Portugal).

O valor da premiação é de 100 mil euros, um dos maiores valores do mundo entre os prêmios literários. A premiação é concedida por meio de subsídio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) e do Governo de Portugal.

Segundo o júri, “Adélia Prado é autora de uma obra muito original, que se estende ao longo de décadas, com destaque para a produção poética. Herdeira de Carlos Drummond de Andrade, o autor que a deu a conhecer e que sobre ela escreveu as conhecidas palavras “Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo…”, Adélia Prado é há longos anos uma voz inconfundível na literatura de língua portuguesa”.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou a vitória da cultura brasileira com a conquista de Adélia Prado no Prêmio Camões 2024. Ela sublinhou a importância de reconhecer a obra de uma mulher brasileira, enfatizando que Prado não só eleva a literatura nacional, mas também representa a força e a criatividade das mulheres no cenário cultural. Menezes ressaltou que este prêmio é um tributo à rica tradição literária do Brasil e à capacidade das escritoras brasileiras de capturar a essência da nossa identidade cultural.

O presidente Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, também comentou o resultado: “Adélia Prado vence o Prêmio Camões no ano da comemoração do quinto centenário do maior porta da língua portuguesa. Coincidência ou destino? Adélia não é apenas um dos maiores nomes da poesia do Brasil, mas de toda língua portuguesa, em todos os quadrantes da terra e da grande poesia. Uma poesia lírica e metafísica, amorosa e existencial, antiga e moderna. É a voz profunda de Divinópolis, que teve em Carlos Drummond de Andrade um de seu mais fervorosos leitores. Foi ele quem a descobriu para o Brasil, e hoje é o Brasil que se descobre dentro de sua obra”, afirmou.

Sobre Adélia Prado

Adélia Prado nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, em 1935. É licenciada em filosofia. Publicou os seus primeiros poemas em jornais de Divinópolis e de Belo Horizonte. A sua estreia individual só aconteceu em 1975, quando remeteu para Carlos Drummond de Andrade os originais de seus novos poemas. Impressionado com a sua escrita, enviou os poemas para a Editora Imago. Publicado com o nome “Bagagem”, o livro de poemas chamou atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo.

Em 1976, o livro foi lançado no Rio de Janeiro, com a presença de importantes personalidades como Carlos Drummond de Andrade, Affonso Romano de Sant’Anna, Clarice Lispector, entre outros. Em 1978 escreveu O Coração Disparado , com o qual conquistou o Prémio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro. Nos dois anos seguintes, dedicou-se à prosa, com Solte os Cachorros em 1979 e Cacos para um Vitral em 1980. Volta à poesia em 1981, com Terra de Santa Cruz .

Recebeu da Câmara Brasileira do Livro, o Prémio Jabuti de Literatura, com o livro Coração Disparado , escrito em 1978.

Sobre o Prêmio Camões

O Prêmio Camões foi instituído pelos governos do Brasil e de Portugal em 1988, com o objetivo de estreitar os laços culturais entre as nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e enriquecer o património literário e cultural da língua portuguesa. Com o nome do maior escritor da história da língua portuguesa – o poeta português Luís Vaz de Camões – o prêmio é atribuído aos autores, pelo conjunto da obra, que contribuíram para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa.

O Ministério da Cultura português organiza a premiação pela parte portuguesa, cabendo à Fundação Biblioteca Nacional a organização pela parte brasileira. Em todas as edições do prêmio, o júri é composto por dois portugueses, dois brasileiros e dois representantes das demais nações da CPLP – Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste e São Tomé e Príncipe. O mandato para os jurados é de dois anos.

O diploma entregue aos laureados contém o nome de todos os países lusófonos e é assinado pelos chefes de estado do Brasil e de Portugal. Entre os 34 vencedores encontram-se autores de cinco países lusófonos (Brasil, Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde). O premiado em 2023 foi o ensaísta crítico literário, cronista e tradutor português João Barrento.

O Prémio Camões foi já atribuído, por ordem cronológica, a Miguel Torga (Portugal), João Cabral de Mello Neto (Brasil), José Craveirinha (Moçambique), Vergílio Ferreira (Portugal), Rachel de Queiroz (Brasil), Jorge Amado (Brasil), José Saramago (Portugal), Eduardo Lourenço (Portugal), Pepetela (Angola), António Cândido (Brasil), Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal), Autran Dourado (Brasil), Eugénio de Andrade (Portugal), Maria Velho da Costa (Portugal), Rubem Fonseca (Brasil), Agustina Bessa-Luís (Portugal), Lygia Fagundes Telles (Brasil), Luandino Vieira – recusado (Angola), António Lobo Antunes (Portugal), João Ubaldo Ribeiro (Brasil), Arménio Vieira (Cabo Verde), Ferreira Gullar (Brasil), Manuel António Pina (Portugal), Dalton Trevisan (Brasil), Mia Couto (Moçambique), Alberto da Costa e Silva (Brasil), Hélia Correia (Portugal), Radouan Nassar (Brasil), Manuel Alegre (Portugal), Germano Almeida (Cabo Verde), Chico Buarque (Brasil), Vítor de Aguiar e Silva (Portugal), Paulina Chiziane (Moçambique), Silviano Santiago (Brasil) e João Barrento (Portugal).

Link: https://www.gov.br/bn/pt-br/central-de-conteudos/noticias/adelia-prado-vence-o-premio-camoes-2024-1

Reprodução