Início Site Página 33

Corregedoria incentiva rondonienses no Prêmio Solo Seguro; prazo de inscrição vai até 31 de março

0

A Corregedoria Geral da Justiça de Rondônia (CGJ-RO) informa que estão abertas as inscrições para a 3ª edição do Prêmio Solo Seguro 2025/2026, uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que reconhece e incentiva boas práticas de regularização fundiária urbana e rural em todo o país. Os interessados podem se inscrever até o dia 31 de março.

Podem participar projetos já implementados há pelo menos 12 meses e que contribuam para simplificar procedimentos, reduzir prazos e custos, integrar informações e fortalecer a governança fundiária, promovendo a articulação entre poder público, setor privado e sociedade civil.

Instituído pelo Provimento n. 145/2023 e regulamentado pela Portaria n. 13/2026, o prêmio está dividido em três categorias: Regularização Fundiária Urbana; Regularização Fundiária Rural; e Gestão Informacional e Governança Fundiária Responsável.

A seleção levará em conta critérios como impacto social e territorial, eficiência, inovação, criatividade, articulação institucional e potencial de replicação. É possível inscrever mais de uma iniciativa, desde que cada uma seja enviada separadamente e enquadrada em apenas uma categoria.

Premiação

A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 9 de junho, na sede do CNJ, em Brasília, com transmissão ao vivo pelo canal do CNJ no YouTube.

A premiação destaca a relevância da regularização fundiária para garantir segurança jurídica às famílias, proteger o meio ambiente, organizar o uso do solo e contribuir para a solução de conflitos fundiários, além de incentivar a replicação de iniciativas bem-sucedidas em diferentes regiões do país.

As inscrições podem ser feitas por meio do Formulário para Inscrição no Prêmio Solo Seguro – 2026 – Formulários Corregedoria Nacional.

*Assessoria de Comunicação Institucional com informações do CNJ 

Nova Unidade Mista de Pesquisa na Baixada Cuiabana fortalece agricultura familiar em Mato Grosso

0
Iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com a Embrapa, amplia acesso à tecnologia, impulsiona a produção sustentável e fortalece a agricultura familiar na região

Nova Unidade Mista de Pesquisa na Baixada Cuiabana fortalece agricultura familiar em Mato Grosso. Foto: Gustavo Araújo

Aconteceu neste sábado (21), a inauguração da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Baixada Cuiabana, no município de Nossa Senhora do Livramento (MT). A cerimônia contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e da presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá.

A iniciativa consolida a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na promoção da inovação no campo e no fortalecimento da agricultura familiar em uma das regiões estratégicas de Mato Grosso. Com investimento de aproximadamente R$ 53 milhões, a unidade foi estruturada como um centro de referência em pesquisa agropecuária aplicada, voltado ao desenvolvimento sustentável e à promoção da segurança alimentar.

A Umipi está instalada em uma área de cerca de 200 hectares, em terreno da União onde anteriormente funcionava a estação de pesquisa em piscicultura da Empaer. O projeto foi apresentado oficialmente em outubro de 2024, na Superintendência Federal de Agricultura do Mapa em Várzea Grande (MT), ocasião em que também foi realizado o descerramento da pedra fundamental. Já a ordem de serviço para o início das obras foi assinada em março de 2025, marcando o avanço para a fase de implantação da estrutura.

A unidade opera sob modelo de gestão compartilhada, com coordenação técnica liderada pela Embrapa Agrossilvipastoril, sediada em Sinop (MT). A iniciativa reúne parcerias com instituições como a Empaer, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), permitindo a integração de infraestrutura, recursos humanos e conhecimento científico voltados ao desenvolvimento de tecnologias adaptadas aos biomas Cerrado e Pantanal.

Infraestrutura e atuação

A Umipi conta com laboratórios equipados, áreas experimentais, espaços de capacitação e estruturas voltadas à pesquisa aplicada. Entre os destaques já em funcionamento estão a Estação de Piscicultura “Mais Vida”, voltada à produção sustentável de alevinos e ao desenvolvimento de tecnologias para a criação de peixes, e a Horta Tecnológica do Projeto Alimentar, dedicada à produção e ao aprimoramento de sistemas de cultivo de hortaliças adaptadas à região.

Nova Unidade Mista de Pesquisa na Baixada Cuiabana fortalece agricultura familiar em Mato Grosso. Foto: Gustavo Araújo
Nova Unidade Mista de Pesquisa na Baixada Cuiabana fortalece agricultura familiar em Mato Grosso. Foto: Gustavo Araújo

As linhas de atuação priorizam cadeias produtivas estratégicas para a agricultura familiar da Baixada Cuiabana, como piscicultura, fruticultura, olericultura e mandiocultura, além de sistemas integrados de produção, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e sistemas agrossilvipastoris.

A unidade contempla 11 municípios, incluindo Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger e Nossa Senhora do Livramento, com foco na promoção do desenvolvimento regional sustentável.

Desenvolvimento regional e resultados

A Umipi tem como principais objetivos elevar a produtividade das propriedades familiares por meio de tecnologias sustentáveis, promover práticas que preservem os recursos naturais, agregar valor à produção agropecuária e contribuir para a redução das desigualdades regionais, além de fortalecer a segurança alimentar e nutricional.

Entre os resultados já alcançados estão a produção e distribuição de alevinos para agricultores familiares, comunidades tradicionais e povos indígenas, a doação de peixes e hortaliças para famílias em situação de vulnerabilidade, além do desenvolvimento de pesquisas voltadas à formulação de rações mais eficientes e à adaptação de cultivares às condições locais. A unidade também tem promovido capacitações técnicas e ações de transferência de tecnologia para produtores e extensionistas rurais.

Com a inauguração, o Ministério da Agricultura e Pecuária amplia a presença da pesquisa agropecuária em regiões estratégicas e reforça o compromisso com a democratização do acesso à inovação no campo. A Umipi da Baixada Cuiabana se consolida como uma plataforma integrada de pesquisa e desenvolvimento, alinhada às demandas da agricultura familiar nos biomas Cerrado e Pantanal.

Informações à imprensa
[email protected]

Ministro Fávaro participa da abertura oficial do Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT)

0

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participa nesta segunda-feira (23) da cerimônia oficial de abertura do Show Safra Mato Grosso 2026, que acontece no município de Lucas do Rio Verde (MT).

A feira é um dos principais eventos do agronegócio brasileiro, consolidado como espaço estratégico de integração entre o setor produtivo, a pesquisa, a iniciativa privada e o poder público, com foco em inovação, desenvolvimento tecnológico e fortalecimento das cadeias agropecuárias. Esta edição será realizada no período de 23 a 27 de março.

Em 2025, mais de 170 mil pessoas passaram pelo Show Safra, que contou com 525 expositores e gerou mais 2 mil empregos.

SERVIÇO

Abertura do Show Safra Mato Grosso 2026

Data: 23 de março
Horário: 18h (17h horário local)
Local: MT- 449, KM 08 – Zona Rural, Lucas do Rio Verde – MT, 78460-417

Informações à imprensa
[email protected]

Gestão e tecnologia transformam propriedade de Itapuã do Oeste em referência na pecuária leiteira familiar

0

O Sítio São José, localizado na Linha 61 – General Carneiro, no município de Itapuã do Oeste, vem se destacando como unidade de referência em gestão e produtividade na agricultura familiar em Rondônia. A propriedade pertence ao casal Jesus Fernandes do Nascimento e Rosilei Aparecida de Medeiros Nascimento e integra o Projeto de Consultoria Técnica e Gerencial para Produtor Rural da Pecuária Leiteira (Consultec-Leite).

O projeto Consultec-Leite, executado pelo governo de Rondônia por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO), foi implantado em 2020 com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do leite nos 52 municípios de Rondônia, por meio de ações estruturadas em cinco eixos: consultorias de gerenciamento; aperfeiçoamento profissional de técnicos e produtores; manejo nutricional, genético e sanitário; aumento da produtividade; e ampliação da renda dos produtores rurais. Atualmente, o projeto atende 2.046 produtores cadastrados, com o trabalho de 74 técnicos que atuam exclusivamente na atividade leiteira.

A propriedade do casal Nascimento abriga três famílias, totalizando 11 pessoas que dependem diretamente da atividade leiteira para sua subsistência. Com mais de 20 anos de experiência na atividade, a família passou a adotar, a partir de agosto de 2022, as tecnologias e orientações técnicas do Consultec-Leite, tornando-se unidade de referência em gestão da atividade leiteira na agricultura familiar.

O uso de tecnologias acessíveis e o acompanhamento técnico são fundamentais para a eficiência produtiva

MAIS CONTROLE E AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

Orientados pela Emater-RO, a família passou a registrar diariamente os dados zootécnicos e financeiros da atividade, permitindo maior controle dos custos de produção e melhor planejamento da propriedade. A propriedade também passou a utilizar o ultrassom, por meio do projeto Rufião Móvel – política pública do governo estadual – para diagnóstico reprodutivo do rebanho, auxiliando no planejamento da reprodução, na seleção e no descarte de animais menos produtivos.

Os resultados foram expressivos. A extensionista da Emater-RO em Itapuã do Oeste, Poliana Moulaz de Oliveira, explica que, no início do programa, a propriedade produzia cerca de 110 litros de leite/dia, mas, com a implantação das tecnologias recomendadas e o balanceamento da ração, em 2024 a produção passou para 410 litros diários, mantendo praticamente o mesmo número de matrizes. “Esse aumento de produtividade resultou em maior receita líquida, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida das famílias que vivem da atividade”, destaca a extensionista.

FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR

Com apoio da Emater-RO, a produção passou de 110 para 410 litros de leite/dia

O diretor-presidente da Emater-RO, Luiz Cláudio Pereira Alves, ressalta que o acompanhamento técnico é fundamental para o sucesso das propriedades. “O trabalho da Emater é levar conhecimento, gestão e tecnologia acessível ao produtor rural. O caso do Sítio São José mostra que, com planejamento, manejo correto e controle dos custos, é possível aumentar a produtividade e a renda sem ampliar a área, fortalecendo a agricultura familiar de forma sustentável”, afirmou.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os investimentos do governo do estado em assistência técnica e tecnologia no campo ajuda ao pequeno produtor, que quando recebe orientação e apoio, responde com produção, renda e qualidade de vida.

Com a adoção das técnicas apresentadas pela Emater-RO, a propriedade passou a produzir mais forragem de qualidade ao longo do ano, reduzindo custos com ração e medicamentos, além de melhorar a saúde e a produtividade do rebanho. O aumento da produtividade por hectare e a redução dos custos de produção resultaram em maior renda e mais qualidade de vida para as famílias.

O Sítio São José se consolida, assim, como exemplo de que a adoção de ferramentas de gestão, o uso de tecnologias acessíveis e o acompanhamento técnico são fundamentais para garantir eficiência produtiva, sustentabilidade e rentabilidade na agricultura familiar leiteira em Rondônia, demonstrando a importância da assistência técnica para o desenvolvimento rural e o fortalecimento da agricultura familiar no estado.

MPRO obtém decisão definitiva para regularizar farmácia pública em São Felipe do Oeste

0

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) avança mais uma etapa para regularizar a assistência farmacêutica da rede pública no município de São Felipe do Oeste. A atuação é conduzida pelo promotor de Justiça Fábio Augusto Negreiros Parente Capela Sampaio.

Uma ação civil pública foi proposta pelo MPRO após a identificação de irregularidades na Unidade Mista de Saúde Dr. Atalibal Victor Filho, constatadas em fiscalizações do Conselho Regional de Farmácia.

A ação apontou falhas como ausência de controle adequado de medicamentos, inexistência de protocolos de segurança, problemas no gerenciamento de resíduos e falta de comissões obrigatórias.

Também foram identificadas deficiências na organização da assistência farmacêutica, incluindo ausência de farmacêutico responsável e falta de rotinas padronizadas.

Andamento
Em 3 de janeiro de 2025, a 2ª Vara Cível de Pimenta Bueno julgou o pedido procedente e determinou que o município adotasse diversas medidas para corrigir falhas na assistência farmacêutica.

O município recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça de Rondônia. Em 24 de novembro de 2025, o Tribunal negou o recurso e manteve a sentença.

A decisão se tornou definitiva após o trânsito em julgado, em 2 de março de 2026, o que significa que não há mais possibilidade de recurso e que as medidas devem ser cumpridas.

 

Determinações

A Justiça determinou que o município adote uma série de medidas para regularizar o serviço. Entre elas estão:

  • criação de comissões obrigatórias, como a de controle de infecção hospitalar e de farmácia terapêutica;
  • implantação de protocolos de segurança do paciente;
  • estruturação da Central de Abastecimento Farmacêutico;
  • adoção de sistema racional de dispensação de medicamentos;
  • controle de temperatura e condições de armazenamento;
  • elaboração de relatórios de consumo e custos;
  • implantação de procedimentos operacionais padrão;
  • garantia de farmacêutico responsável na unidade.

 

Direito assegurado

O direito à saúde é garantido pela Constituição e reforçado por normas que regulam a qualidade e segurança dos serviços. Cabe ao MPRO zelar por esse direito, assegurando que toda a população tenha acesso a unidades de saúde que atendam às exigências legais e proporcionem um atendimento seguro.

O cidadão pode denunciar a má prestação de serviços na área da saúde à Ouvidoria do MPRO, pelo número 127 ou, ainda, pelo formulário online.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Alerta laranja atinge 17 estados no início da semana

0

O alerta laranja significa situação meteorológica perigosa

Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil/Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para chuvas intensas que deverão atingir partes de 17 estados no início desta semana. O alerta laranja é o grau intermediário dentre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo.

Os territórios dos três estados da região Sul do país, com exceção da faixa litorânea, deverão ser impactados pelas precipitações causadas por uma frente fria. As chuvas deverão atingir apenas uma pequena porção da parte sul dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. 

Na Região Norte, o estado do Acre (todo o território), Amazonas (com exceção da parte norte), Rondônia (apenas na porção norte) e Pará (metade sul do estado) também estão incluídos no alerta laranja para chuvas intensas.

Na Região Nordeste, Maranhão (com exceção da porção norte), Bahia (norte e oeste) e Piauí (com exceção de uma faixa ao leste), também deverão ser impactados pelas chuvas no início desta semana.

Já na Região Centro Oeste, Tocantins (todo território), Mato Grosso (porção norte), e Goiás (uma pequena faixa ao norte) estão incluídos no alerta laranja.

E, no Sudeste, Minas Gerais e Espírito Santo, serão impactados em uma pequena porção do norte dos estados.

De acordo com o Inmet, o alerta laranja significa situação meteorológica perigosa. A recomendação é para que as pessoas se mantenham vigilantes e informem-se regularmente sobre as condições meteorológicas previstas.

PF prende foragido da Justiça na rodoviária de Volta Redonda

0
Homem possuía mandado de prisão preventiva por diversos crimes

WhatsApp Image 2026-02-20 at 07.59.44 (1).jpeg

Imagem de arquivo

A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (20/03), um homem com mandado de prisão preventiva em aberto, na rodoviária de Volta Redonda/RJ.

Após levantamentos de inteligência, policiais federais localizaram o foragido no momento em que ele se encontrava a bordo de um ônibus que fazia a linha Barra Mansa x Campo Grande.

A ação deu cumprimento à ordem judicial expedida pela Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

O homem foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda para os procedimentos cabíveis e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O preso poderá responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores e porte ilegal de arma de fogo.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

PF destrói draga no Rio Madeira

0
A Operação Iterum II foi deflagrada em conjunto com a DMA e o IBAMA
WhatsApp Image 2026-03-20 at 18.26.44.jpeg

Porto Velho/RO. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Delegacia de Combate a Crimes Ambientais (DMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), realizou a Operação Iterum II, deflagrando ação de combate ao garimpo ilegal no leito do Rio Madeira, em  Rondônia.

Durante a operação, foi inutilizada uma draga, equipada com dois motores e estrutura completa voltada à extração ilegal de ouro. O equipamento foi encontrado em funcionamento na região e imediatamente neutralizado pelas equipes atuantes, impedindo a continuidade das atividades criminosas e os graves danos ambientais delas decorrentes.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia/RO
Contato: (69) 3216-6242

Ações do Projeto “Vem Pro Parque” reforçam preservação ambiental nas comunidades de Rondônia

0

Com foco na conscientização ambiental e na valorização das unidades de conservação, o governo de Rondônia realizou, nos dias 16 a 20 de março, mais uma edição do projeto “Vem Pro Parque”, no Parque Estadual Guajará-Mirim. A ação, coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), reuniu estudantes e comunidade em uma programação voltada à educação ambiental e ao fortalecimento da relação entre sociedade e natureza.

Promovido por meio da Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC), com apoio da Coordenadoria de Educação Ambiental (Ceam), o projeto contou ainda com a parceria do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Governo Federal, consolidando-se como uma importante iniciativa de educação ambiental no estado.

SEMANA DE ATIVIDADES

Alunos da EMEF Osvaldo Ribeiro do Nascimento participaram da ação

 

Na segunda e terça-feira, o projeto “Vem Pro Parque” promoveu ações de educação ambiental com estudantes em escolas nos municípios de Campo Novo de Rondônia e Buritis. Durante as atividades, foram realizadas palestras sobre prevenção de queimadas, importância da água e preservação ambiental, além de destacar o papel das unidades de conservação na proteção da biodiversidade. Ao todo, cerca de 800 alunos participaram da programação nos dois dias. Já na quinta-feira foi realizada uma reunião com o Conselho Consultivo do PEGM, para vivenciar de perto as belezas cênicas, os atrativos naturais, as potencialidades e também as fragilidades da unidade de conservação.

Dando continuidade, os estudantes também vivenciaram uma experiência imersiva no Parque Estadual Guajará-Mirim, onde conheceram a estrutura da unidade, aprenderam sobre a fauna local e participaram de palestras educativas, incluindo a apresentação de animais taxidermizados. Encerrando as atividades, na sexta-feira, cerca de 80 alunos da EMEF Osvaldo Ribeiro do Nascimento  participaram da ação, reforçando o compromisso do projeto em promover a educação ambiental de forma prática, dinâmica e conectada à realidade amazônica.

IMPORTÂNCIA DO PROJETO

A atividade aproxima os alunos da realidade ambiental do estado

Segundo o coordenador da CUC, Daniel Santos de Souza, a iniciativa faz parte das estratégias voltadas ao fortalecimento das unidades de conservação por meio da educação ambiental. “Nosso objetivo é incentivar a aproximação da sociedade, principalmente dos estudantes, com as áreas protegidas, ampliando o entendimento sobre a importância da conservação da biodiversidade, do uso consciente dos recursos naturais e da redução dos impactos ambientais”, afirmou.

A iniciativa faz parte das estratégias voltadas ao fortalecimento das unidades de conservação

O secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, afirma que a ação reforça o compromisso de Rondônia com a promoção da educação ambiental e a preservação dos recursos naturais “A Sedam tem atuado de forma contínua para desenvolver iniciativas que aproximem a população das pautas ambientais, incentivando a conscientização e o cuidado com o meio ambiente. Projetos como esse fortalecem a gestão das unidades de conservação e contribuem para a construção de uma cultura de sustentabilidade em Rondônia”, finalizou.

De acordo com Rodrigo de Souza Oliveira, diretor da Escola Osvaldo Ribeiro do Nascimento, a visita ao PEGM foi importante, por promover educação na prática. “Com a realização do projeto Vem pro Parque nossos alunos saem conscientizados da necessidade de colaborar com a proteção do meio ambiente, em especial por ele vivem aqui, nas proximidades do Parque Guajara-Mirim. Tudo que foi ensinado aqui eles vão chegar em casa contando e na sala de aula, eles serão motivados a apresentarem relatórios das atividades aqui desenvolvidas”, afirmou.

Um mês depois, agro brasileiro ainda sente os efeitos do tarifaço e perde espaço nos EUA

0

Um mês após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, em 20 de fevereiro, que derrubou o “tarifaço” imposto por Donald Trump, o comércio agrícola entre Brasil e Estados Unidos segue longe da normalidade. O tarifaço, que impôs alíquotas de até até 50% foi considerado ilegal por extrapolar os poderes do Executivo. Na prática, as tarifas recíprocas mínimas de 10% foram anuladas, mas barreiras estruturais permanecem e continuam afetando setores relevantes do agro brasileiro.

Entre as medidas que seguem em vigor, destacam-se as tarifas de 25% sobre aço e alumínio, que impactam indiretamente cadeias como máquinas agrícolas e embalagens, além de investigações antidumping, exigências sanitárias mais rigorosas e novas propostas tarifárias em discussão no governo norte-americano. Paralelamente, ainda não há definição sobre a devolução dos valores pagos em 2025, com estimativas que superam US$ 100 bilhões — tema que segue em disputa administrativa e judicial nos Estados Unidos.

O impacto do tarifaço foi concentrado no segundo semestre de 2025. Entre julho e outubro, as exportações brasileiras totais para os EUA recuaram cerca de 40%. No agronegócio, a queda foi de 35% na receita e 41% no volume embarcado, refletindo a perda abrupta de competitividade. Mesmo com a derrubada das tarifas, parte desse mercado ainda não foi recuperada.

No café, principal item da pauta agro aos EUA, a retração foi uma das mais intensas. Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil indicam queda de cerca de 50% nas compras entre agosto e novembro de 2025. O prejuízo estimado para o setor varia entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões. Em 2026, há recuperação parcial, mas os embarques seguem abaixo do padrão histórico, com contratos mais curtos e maior pressão sobre preços.

Na carne bovina, além da perda de mercado durante o período de tarifas elevadas, o setor continua enfrentando entraves sanitários. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes estima impacto entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões, considerando a queda de receita em 2025 e o aumento de custos para atender às novas exigências em 2026.

O segmento de suco de laranja e frutas frescas também ainda sente os efeitos. As perdas no auge da crise são estimadas entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões, com redução de até 30% nos embarques de frutas como manga e uva. Parte dos importadores norte-americanos migrou para outros fornecedores, e a recomposição desses contratos ocorre de forma gradual.

Na área de produtos florestais, o prejuízo superou US$ 100 milhões em 2025. O setor segue pressionado por investigações comerciais em curso nos Estados Unidos, o que mantém elevado o risco de novas tarifas específicas. Já segmentos menores, como mel e pescados, tiveram impacto proporcional ainda maior: em alguns casos, mais de 60% das exportações dependiam do mercado norte-americano, resultando em retrações bruscas e dificuldade de redirecionamento.

Isan Rezende

PASSIVO – Apesar da derrubada do tarifaço, o cenário está longe da normalidade. Os Estados Unidos mantiveram uma postura mais restritiva, substituindo tarifas amplas por barreiras técnicas, sanitárias e investigações comerciais direcionadas. Além disso, parte dos importadores já migrou para outros fornecedores ao longo de 2025, o que dificulta a recuperação imediata do market share brasileiro.

Outro ponto de atenção é o passivo financeiro gerado durante a vigência das tarifas. Exportadores e importadores aguardam definição sobre a devolução dos valores pagos a mais — tema que ainda tramita no sistema jurídico e administrativo norte-americano, sem prazo claro para resolução.

Para o produtor rural, o efeito prático permanece: o mercado dos Estados Unidos continua acessível, mas mais exigente, mais caro e menos previsível. O episódio acelerou a diversificação de destinos — com avanço das vendas para Ásia, Europa e Oriente Médio —, mas não eliminou a relevância do mercado norte-americano, que segue estratégico para produtos de maior valor agregado.

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lembra que a superação dos entraves ainda existentes passa, прежде de tudo, por uma atuação mais assertiva do governo brasileiro no campo diplomático e técnico.

“O Brasil precisa atuar com mais firmeza nas negociações bilaterais com os Estados Unidos, apresentando dados técnicos e sanitários robustos que comprovem a qualidade e a segurança dos nossos produtos. Não basta esperar a normalização do mercado; é necessário reconstruir a confiança comercial e garantir previsibilidade para o exportador”, afirma.

Segundo ele, outro ponto central é o alinhamento interno da cadeia produtiva para atender às exigências cada vez mais rigorosas impostas pelos mercados internacionais.

“Os setores que mais sofreram com o tarifaço precisam acelerar investimentos em rastreabilidade, certificação e padronização. Hoje, o acesso a mercados como o norte-americano depende de comprovação técnica detalhada, e isso exige integração entre produtor, indústria e governo. Quem não se adequar rapidamente tende a perder espaço de forma definitiva”, diz o Presidente.

Rezende também defende uma estratégia mais ampla de inserção internacional para reduzir a vulnerabilidade a decisões unilaterais. “O episódio mostrou que não podemos concentrar nossas exportações em poucos destinos. É fundamental avançar em acordos comerciais e abrir novos mercados, mas sem abrir mão de recuperar o espaço nos Estados Unidos. O produtor brasileiro é competitivo; o que falta é transformar essa competitividade em acesso efetivo ao mercado, com menos barreiras e mais segurança jurídica”, conclui.

Fonte/Pensar Agro