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Educação fortalecida: Rosangela Donadon viabiliza investimento de mais de R$ 3 milhões para escola indígena em Chupinguaia

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Conquista construída desde dezembro de 2022 avança com articulação da deputada e garante nova escola indígena no município.

A deputada estadual Rosangela Donadon (União Brasil) garantiu mais um importante avanço para a educação indígena em Rondônia ao viabilizar a construção da nova sede da Escola Indígena Aikanã, no município de Chupinguaia.

A conquista é resultado de uma luta iniciada ainda em dezembro de 2022, uma demanda antiga da comunidade, que ao longo do tempo foi apresentada por lideranças locais, como o ex-vereador Ednei Bayer, e posteriormente recebeu o apoio da vereadora Angélica Peralta, fortalecendo ainda mais a pauta.

Com sensibilidade e compromisso, Rosangela Donadon abraçou a causa e não descansou até transformar essa reivindicação histórica em realidade para a população indígena.

Durante agenda institucional, a secretária adjunta de Educação, Débora Raposo, assegurou à deputada que a construção da unidade escolar será realizada, com investimento superiora R$ 3 milhões, garantindo uma estrutura adequada e respeitosa às tradições do povo Aikanã.

A parlamentar agradeceu ao governador Coronel Marcos Rocha pela sensibilidade e parceria. “Seguimos trabalhando com responsabilidade e compromisso para garantir avanços concretos na educação e mais dignidade para a nossa população”, destacou.

Por assessoria parlamentar

Prefeitura de Pimenteiras do Oeste organiza a 5ᵃ Edição do Campeonato de Pesca Esportiva no Rio Guaporé

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Pimenteiras se prepara para transformar o Rio Guaporé os dias 28 e 29 de março no palco do Campeonato de Pesca Esportiva

A Prefeitura do Município de Pimenteiras do Oeste/RO; através da gestora Prefeita Valéria Garcia (UB), junto a Secretaria Municipal de Turismo – Semute, está organizando nos dias 28/29 de março, a 5ᵃ Edição do Campeonato de Pesca Esportiva, nas margens do Rio Guaporé. O evento acontecerá no dia sábado 28 às 13:00 horas, na rampa do porto principal da cidade, nas margens do Rio Guaporé, um dos principais cartões-postais naturais da região no Cone Sul do Estado.

A concentração e a largada dos participantes serão na rampa do porto principal da cidade nas margens do Rio Guaporé, ponto conhecido pelos amantes da pesca, e promete reunir competidores de diferentes cidades em uma grande competição esportiva, turística e preservação ambiental. A saída das embarcações será no dia sábado 28 às 13:00 e chegada 17:00 horas e no sábado à noite com um grande Show com a banda Forro Sanfonado de Prata, na pegada dos Playboys, e no domingo 29, será a largada às 7:00 horas e chegada às 12 e a tarde será a entrega dos prêmios.

A competição do Campeonato de Pesca Esportiva será na modalidade de maior somatória de quilos de peixe, estimulando técnica, estratégia e conhecimento das águas do Rio Guaporé. Mais do que uma disputa, o Campeonato se consolida como um momento de integração entre pescadores experientes e iniciantes, fortalecendo o espírito esportivo e o compromisso com a pesca responsável.

De acordo com a comissão de organização, somente poderão participar 3 pessoas nas embarcações devidamente documentadas. A exigência reforça o compromisso com a segurança e a legalidade do evento.

A iniciativa é da prefeitura municipal de Pimenteiras, através da secretaria municipal de turismo – Semute, que destaca como principal objetivo incentivar a prática do turismo sustentável da pesca esportiva, fomentar o turismo regional e fortalecer o vínculo entre os apaixonados pela modalidade.

Além do aspecto competitivo, o evento movimenta a economia local, atrai visitantes e reforça a imagem do turismo de Pimenteiras como destino para o ecoturismo e as atividades ao ar livre. Hotéis, restaurantes e comércios costumam sentir o impacto positivo da presença dos participantes e familiares.

Interessados em participar ou realizar suas inscrições no Valor de R$ 150,00, ou obter mais informações podem entrar em contato pelo telefone, para inscrições com Roberto (69) 999265-6352 ou Ivan (69) 99931-5365, premiações em dinheiro do primeiro ao terceiro lugar.

Premiação Categoria Feminina:

1° Lugar R$ 6.000,00

2° Lugar R$ 5.000,00

3° Lugar R$ 3.000,00

Premiação Categoria Masculino:

1° Lugar R$ 6.000,00

2° Lugar R$ 5.000,00

3° Lugar R$ 3.000,00

Com expectativa de público crescente a cada ano a organização consolidada, o 5º Campeonato de Pesca Esportiva, do município e promete transformar no sábado e domingo em um verdadeiro encontro entre esporte, natureza e tradição.

O Chefe de Gabinete do Município, Rodrigo Sordi Moreira, ressalta que o apoio ao evento é uma das ações da atual gestão municipal para incentivar a pesca esportiva no Rio Guaporé em Pimenteiras.

A pesca esportiva vai captar esses turistas que visitam Pimenteiras e a gente vai poder fomentar o turismo de uma forma mais dinâmica, o nosso objetivo é desenvolvimento econômico do Município, reforça o Chefe de Gabinete Rodrigo Sordi.

Segundo a Prefeita Valéria Garcia, destaca. “A prática da pesca esportiva no município de Pimenteiras incentiva a melhoria da qualidade de vida e promoção da saúde física e mental dos amantes da natureza, além de contribuir para o desenvolvimento da pesca na economia local e mostrar o grande potencial turístico do Rio Guaporé em Pimenteiras”, ressalta a Prefeita Valéria Garcia.

 

 

 

Fonte e Foto: Hoje Rondônia

Magistradas falam sobre desafios atuais para decidir em processos envolvendo direitos territoriais indígenas

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A Rede de Inteligência da 1ª Região (Reint1), em parceria com a Comissão TRF1 Mulheres, realizou, no dia 3 de março, um encontro com foco nos direitos territoriais indígenas nos conflitos possessórios na Justiça Federal e no papel das Comissões de Conflitos Fundiários.

O objetivo foi discutir os desafios atuais na solução dessas controvérsias no Brasil – país marcado pelas contradições no julgamento do Marco Temporal, na Lei n. 14.701/2023 e nas propostas legislativas que lançam insegurança sobre o tema.

A vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), desembargadora federal Gilda Sigmaringa Seixas, coordenadora da Reint1, conduziu as discussões. Dentre as convidadas para o debate estiveram a desembargadora federal Rosimayre Gonçalves e a juíza federal Cynthia de Araújo Lima Lopes, ambas da Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal.

Também foi convidada a juíza federal Raffaela Cassia de Sousa, que atua na 10ª Vara do Juizado Especial Federal da Seção Judiciária do Amazonas. A magistrada é estudiosa dos conflitos fundiários e dos direitos dos povos indígenas no Brasil.

As convidadas desse encontro foram intencionalmente mulheres pois, segundo a desembargadora federal Rosimayre Gonçalves, que também preside a Comissão TRF1 Mulheres, essa foi uma forma que o grupo encontrou para valorizar o protagonismo feminino na Justiça Federal neste mês de março, em que se celebra o dia da mulher.

Contexto histórico: a origem da discussão sobre o marco temporal

A juíza federal Raffaela Cassia falou sobre o histórico e atual contexto das discussões jurídicas sobre o tema, com o objetivo de capacitar para a atuação jurisprudencial adequada, ética e convergente com os direitos territoriais indígenas.

Os principais tópicos abordados pela magistrada foram:

– A origem do Marco Temporal (Caso Raposa Serra do Sol/2009);
– O impacto do Caso Xokleng e do Tema 1031 (set/2023);
– A Lei n. 14.701/2013, para regulamentar a demarcação de terras indígenas, e a discussão da sua inconstitucionalidade no final do ano passado (2025);
– O conflito atual de posse no estado da Bahia (últimos desdobramentos em fev/2026).

Segundo explicou, no julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Caso Raposa Serra do Sol, em 2009 (Petição 3388), nasceu a tese do fato indígena para a qual só seriam terras de demarcação indígena aquelas ocupadas ou disputadas por essas comunidades na data da promulgação da Constituição Federal (5 de outubro de 1988).

Tal tese – conhecida como “Marco Temporal” – se contrapôs à “Tese do Indigenato” que, de modo contrário, sustenta a “posse imemorial dos povos indígenas, independentemente de uma data específica”, e foi desenvolvida ainda no início do Século XX por João Mendes Júnior, importante jurista brasileiro. Durante o governo de Michel Temer (2016-2018), em razão desse julgamento, a Advocacia-Geral da União (AGU) editou parecer vinculante sobre as demarcações, paralisando-as em 2017, para que fossem reconsideradas sob o viés do Marco Temporal.

Até que, em 21 de setembro de 2023, o Recurso Extraordinário 1.017.365 envolvendo o povo Xokleng foi julgado no STF, resultando no Tema de Repercussão Geral 1031. Ao definir o estatuto jurídico-constitucional das relações de posse das áreas de tradicional ocupação indígena, nele afirmou-se: “a proteção constitucional aos direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam independe da existência de um marco temporal em 5 de outubro de 1988 ou da configuração do renitente esbulho […] persistente à data da promulgação da Constituição”.

“Acompanhamos na mídia a grande mobilização no Caso Xokleng. Por 9 votos a 2, foi reconhecido o Indigenato”, destacou a juíza federal. Sendo de Repercussão Geral – diferentemente do Caso Raposa Serra do Sol –, todos os processos que discutiam a tese do Marco Temporal foram suspensos. Apesar disso, no mesmo dia em que o STF julgou o Tema 1031, o Senado aprovou projeto que deu origem à Lei 14.701/2013 – lei que adotou, expressamente, o já derrubado Marco Temporal.

De acordo com a magistrada Raffaela Cassia, isso gerou insegurança jurídica. Afinal, qual regra se aplicaria? Como resultado dessa insegurança, foram propostas três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI’s) e uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) no Supremo sobre a lei. Diversas tentativas de conciliação depois, em dezembro de 2025, por 8 votos a 2, se reconheceu novamente a inconstitucionalidade do Marco Temporal.

“Nesse ponto é importante que a juíza e o juiz federal compreendam, diante das ações possessórias envolvendo indígenas, que a Lei n. 14.701/2013 não foi considerada inconstitucional em sua integralidade – apenas alguns dos seus dispositivos –; que foi reconhecida a mora do Executivo em demarcar as terras indígenas e fixado prazo de 10 anos para a demarcação”, afirmou. A juíza Raffaela elencou dois dos dispositivos considerados ilegais: o artigo sob a tese do Marco Temporal e o afastamento da consulta livre, prévia e informada às comunidades indígenas (o Supremo reafirmou essa consulta como sendo obrigatória).

E, embora tendo sido julgada duas vezes no STF, a situação ainda não está pacificada: no Congresso Nacional, tramita Proposta de Emenda Constitucional (PEC 48/2023) com objetivo de inserir, justamente no art. 231, que trata das terras de povos indígenas, a teoria do marco temporal. “Essa insegurança gera processos de retomada e ações voluntárias nas comunidades que tentam retomar territórios que elas reconhecem como tradicionais e estão ocupados por terceiros – ‘autodemarcação’. Esse histórico é importante compreender o acirramento cada vez maior dos conflitos”, frisou Raffaela Cassia.

O panorama atual de aumento nos conflitos possessórios e a criação e atuação das comissões de soluções fundiárias

Para exemplificar a escalada nos conflitos, a juíza federal Raffaela Cassia citou a disputa da Terra Indígena Comexatibá, situada no extremo sul da Bahia, ocupada pelo povo Pataxó – situação violenta que já levou à morte de vários indígenas e de não indígenas, até mesmo de duas turistas gaúchas, alheias ao conflito, baleadas no dia 24 de abril ao passarem pela área.

Falou ainda da condenação do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos em 5 de fevereiro de 2018, ao ser analisado o caso do povo Xucuru, que também envolve uma série de conflitos e assassinatos. Pela Corte, o País foi condenado por omissão tanto do Poder Executivo quanto do Poder Judiciário.

Como resposta a esses problemas, a magistrada ressalta a importância do papel desempenhado pelas Comissões de Conflitos Fundiários.

A omissão demarcatória tem um custo humano para indígenas e não indígenas. Daí a importância da Comissão de Conflitos Fundiários, para evitar decisões precipitadas e trabalhar, nas retiradas ou reocupações, de forma que não haja mais perdas humanas”, concluiu.

E como devem atuar as Comissões de Conflitos Fundiários para evitar a piora dos conflitos possessórios? A pergunta coube à juíza federal Cynthia Lopes, membro da Comissão Regional de Conflitos Fundiária do TRF1, responder.

Segundo ela, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao criar a Comissão Nacional de Soluções Fundiárias, por meio da Resolução n. 510/2023, definiu as seguintes atribuições básicas: estabelecer protocolos para tratamento das ações de despejos ou reintegrações de posse; desenvolver iniciativas para assegurar soluções que evitem não só a ofensa à dignidade humana como também a aplicação de medidas coercitivas; apoiar comissões regionais em atos (visitas técnicas, audiências, reuniões etc) e estabelecer política judiciária para esses conflitos – que precisam ter caráter coletivo para justificar a atuação de qualquer uma das comissões.

A atuação da Comissão Regional da 1ª Região: o que tem sido feito no TRF1

As comissões regionais têm atribuições parecidas com as da Comissão Nacional: estabelecer diretrizes para o cumprimento dos mandados, contribuir para soluções consensuais, auxiliar na garantia dos direitos fundamentais na reintegração de posse, mapear conflitos fundiários de natureza coletiva e realizar as visitas técnicas e reuniões de audiência entre as partes e demais interessados.

O TRF1 criou a comissão regional por meio da Resolução Presi n. 46 de 2023, que atua compondo planos de ação mediante provocação do juiz do caso e atendimento de determinados requisitos (coletividade do caso, antiguidade da ocupação, quantidade de pessoas a serem removidas e o impacto social disso, risco à integridade dos seus ocupantes, desocupações em que haja violência rondando, entre outros).

Para exemplificar, Cynthia contou como funcionam alguns planos de ação, que consideram as vulnerabilidades sociais dos afetados, a existência de políticas habitacionais para assegurar inclusão das famílias, os encargos de transporte e guarda de bens e o prazo razoável para desocupação assistida do imóvel dentre as medidas.

É preciso verificar, por meio de todas essas medidas, a proteção e o respeito à dignidade do ser humano”, salientou a juíza federal Cynthia Lopes.

Morosidade amplia o conflito

Antes de encerrar os debates, a desembargadora federal Gilda Sigmaringa Seixas destacou que muitos processos envolvendo terras indígenas permanecem anos sem cumprimento efetivo das decisões judiciais. Como exemplo, ela citou o caso de uma comunidade tupinambá de Belmonte/BA, cuja decisão favorável à regularização territorial já havia sido proferida, mas ainda aguardava execução pelo Ministério da Justiça. Segundo a magistrada, a demora também contribui para a escalada de tensões e violência nos territórios.

Também membro da Comissão de Soluções Fundiária, a desembargadora federal Rosimayre Gonçalves destacou que a judicialização dessas disputas decorre de uma “inação crônica” do Estado brasileiro em implementar políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais. Apontou ainda a falta de articulação entre órgãos federais como um fator que intensifica os conflitos.

Já a desembargadora federal Kátia Balbino, que participou na condição de ouvinte do encontro, ressaltou ser necessário avançar na identificação e priorização de processos que envolvem conflitos sociais sensíveis para que o Tribunal não trate essas demandas apenas como metas numéricas. Nesse sentido, o representante do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e Ações Coletivas (NugepNac), servidor Ricardo Teixeira Marrara, complementou afirmando que o Tribunal está trabalhando no sistema de classificação e mapeamento de processos estruturais para melhorar o acompanhamento e a gestão.

AL

Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Regional Federal da 1ª Região

Artigo aponta necessidade de revisão nas regras de acesso ao Plano de Equilíbrio Fiscal

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Sustentabilidade fiscal e equilíbrio federativo seguem no centro do debate municipalista. Nesse contexto, a Associação Rondoniense de Municípios (AROM) divulga que a Confederação Nacional de Municípios (CNM) publicou um novo artigo técnico que analisa os critérios atuais de acesso ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) e propõe mudanças para ampliar a participação dos Municípios, especialmente os de menor porte.

Assinado pelo secretário de Fazenda de São Caetano do Sul (SP), Paulo José Rossi, o artigo aponta que a limitação do programa aos Municípios com mais de 200 mil habitantes ou capitais tem excluído a maior parte dos Entes locais que enfrentam dificuldades financeiras. O estudo destaca que essa restrição decorre de norma infralegal e não está prevista diretamente na Lei Complementar 178/2021, que instituiu o PEF.

O levantamento técnico mostra que mais de 5 mil Municípios brasileiros (cerca de 96% do total) ficaram fora do programa em 2024 em razão do critério populacional, mesmo diante de um cenário de fragilidade fiscal crescente. Entre os Municípios com menos de 200 mil habitantes, mais de 3 mil registraram déficit primário no período analisado, evidenciando a necessidade de revisão dos mecanismos de apoio federativo.

Outro ponto destacado é a classificação de Capacidade de Pagamento (Capag), indicador oficial do Tesouro Nacional que avalia a situação fiscal dos Entes subnacionais. Em 2024, mais de 2 mil Municípios desse grupo apresentaram classificação “C” ou “D”, o que sinaliza risco fiscal moderado ou elevado e reforça o argumento de que o acesso ao PEF deveria considerar critérios técnicos mais objetivos.

Como alternativa, o artigo propõe a universalização do acesso ao programa com base em indicadores fiscais, como a própria Capag e o resultado primário. A medida permitiria direcionar o apoio federal aos Municípios que realmente necessitam, fortalecendo a eficiência do programa, a cooperação federativa e a justiça na distribuição de recursos.

A análise também aponta que a revisão pode ser realizada por meio de ajustes no decreto regulamentador e em normativas da Secretaria do Tesouro Nacional, sem necessidade de alteração legislativa. Para a CNM, o debate sobre o PEF ganha ainda mais relevância diante das transformações em curso com a Reforma Tributária, que exigem maior preparo e sustentabilidade das finanças municipais.

O artigo completo pode ser acessado clicando aqui. O conteúdo também está disponível no portal da Reforma Tributária da CNM e reúne dados, fundamentos jurídicos e propostas voltadas ao fortalecimento da gestão fiscal nos Municípios.

Assessoria AROM

PRF prende duas mulheres por tráfico internacional de armas

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu duas mulheres na tarde desse domingo (22) na divisa dos estados de São Paulo com Paraná. Com elas foram encontrados 16 revólveres, uma pistola, um carregador sobressalente vazio e 25 munições. Nenhuma das armas eram novas e seriam levadas para a cidade mineira de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O flagrante ocorreu às 16h35, no Km 1 da BR 369, em Jacarezinho/PR, já próximo à cidade de Ourinhos, em São Paulo, quando uma equipe da base paulista parou o automóvel Fiat Cronos que passava por ali. Nele havia dois homens da Bahia, tendo 42 e 30 anos de idade, uma mulher moradora de Betim com 49 anos e uma paraguaia de 21.

Os policiais encontraram as armas embrulhadas em filme plástico e escondidas nas mochilas das duas mulheres as quais, inicialmente, negaram qualquer ilícito no transporte, depois admitiram que obtiveram as armas no Paraguai e as levariam para Betim. Não foram obtidos indícios de participação dos dois homens no crime.

Foram listados cinco revólveres calibre 38, nove calibre 32, dois calibre 22 e uma pistola calibre 45. As armas e as mulheres foram levadas para a Polícia Federal em Londrina/PR onde foram presas pelo crime de tráfico internacional de armas de fogo, crime previsto no artigo 18 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), cuja pena pode chegar a 16 anos de reclusão.

Secretários destacam a importância de confirmar participação antecipadamente na XXVII Marcha

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Muitos representantes municipais têm seguido o direcionamento do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e se planejado antecipadamente para a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Os secretários dos Municípios de Barra do Ouro (TO), Ricardo Lustosa Silva; e de Anagé (BA), Silvania Soares; são alguns dos participantes que atenderam à solicitação do líder municipalista e, em entrevista à Rádio CNM de Notícias divulgada nesta segunda-feira, 23 de março, destacaram as vantagens de realizarem a inscrição a meses do início do evento.

O secretário de Administração de Barra do Ouro enfatizou que a sua cidade será representada no evento por uma comitiva. Para ele, definir a presença com um prazo largo até a data de abertura promove um melhor aproveitamento da programação da Marcha. “A inscrição antecipada é de suma importância porque garante uma melhor organização da participação. Não só eu já fiz a minha, como outros secretários e a prefeita. Isso permite que a equipe se planeje com antecedência e possa aproveitar o máximo de todas as atividades que são oferecidas nesse evento tão importante para os Muncípios”, considerou Ricardo Lustosa.

A secretária de Finanças de Anagé segue o mesmo entendimento e informou que a decisão de confirmar a presença o mais breve possível permite ações importantes que promovam a economia. “Fizemos a inscrição com tempo para nos programarmos e nos planejarmos. A gente sabe que a Marcha é um evento que muita gente se interessa e já fizemos a nossa parte. Compramos as passagens e a escolha do hotel”, complementou Silvânia Soares.

Os dois entrevistados também comentaram que a integração com outros gestores no encontro é fundamental para disseminação de informações relevantes para os seus respectivos Municípios. “A Marcha é fundamental porque proporciona uma troca de experiência entre os gestores de todo o país e fortalece a gestão pública com essa troca de ideias. O evento contribui para que a gente possa buscar soluções eficientes para os desafios locais”, reforçou o secretário tocantinense. “É um evento com um leque de informações muito grande. É importante voltar com essas orientações para passar para toda a equipe toda da nossa área”, disse a representante baiana.

As inscrições para a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios continuam abertas. O evento, considerado a maior mobilização municipalista do mundo em número de autoridades, está previsto para os dias 18 a 21 de maio na capital federal. Clique aqui para confirmar a sua presença antecipadamente.

Ouça as entrevistas concedidas à Rádio CNM:
Entrevista com a Secretária de Anagé (BA), Silvânia Soares
Entrevista com o Secretário Barra do Ouro (TO), Ricardo Lustosa Silva

Por: Allan Oliveira
Da Agência CNM de Notícias 

Criminalização da misoginia está na pauta do Plenário na terça

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O Plenário do Senado deve analisar nesta terça-feira (24), a partir das 14h, o projeto de lei que criminaliza a misoginia — ódio ou aversão a mulheres — e insere o delito entre os crimes contidos na Lei do Racismo.

O Projeto de Lei (PL) 896/2023, da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), prevê pena mínima de dois anos de prisão para a injúria e de um ano para a discriminação ou incitação à misoginia.

O texto já havia sido aprovado em votação final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sob relatoria da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), mas será analisado por todos os senadores após requerimento apresentado.

Reparação

Os senadores também devem votar o PL 3.777/2023, do deputado Josenildo (PDT-AP), que dispensa novas provas para a fixação de indenização por dano moral contra pessoa condenada por crimes contra a vida, integridade física, liberdade e honra.

O texto tem o apoio da relatora da CCJ, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN), ainda sem votação na comissão. A proposta altera o Código de Processo Penal.

Esporte

Outro item da pauta, o PL 1.476/2022 obriga os clubes a inscreverem seus programas de formação de atleta no respectivo conselho municipal dos direitos da criança e do adolescente.

O texto, do ex-deputado federal Milton Coelho (PE), também exige a prova de que os clubes dão condições mínimas aos atletas menores de idade, conforme exige a Lei Geral do Esporte.

O relator do projeto é o senador Jorge Kajuru (PSB-GO).

Tunísia

O Plenário deve analisar ainda o Acordo de Colaboração Científica e de Inovação Brasil-Tunísia. Relatado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), o PDL 380/2021 promove intercâmbio de pesquisadores e de informações científicas entre os dois países.

O tratado foi assinado em Brasília, em abril de 2017. O Congresso Nacional precisa aprovar o texto para permitir ao presidente da República confirmá-lo e inseri-lo na legislação brasileira

Fonte: Agência Senado

Vídeo documentário sobre a cultura da comunidade indígena Sabanê é exibido em aldeias de Vilhena

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Com direção da jornalista Andréia Machado, o curta-metragem foi exibido nas aldeias Sowainte e Capitão Kina, fortalecendo a valorização da cultura do povo Sabanê.

O vídeo documentário “Saberes Ancestrais: Cultura e Tradição da Comunidade Sabanê” foi exibido nas aldeias Sowainte e Capitão Kina, localizadas no município de Vilhena, promovendo um encontro entre memória, identidade e pertencimento.

Com roteiro e direção da jornalista e documentarista Andréia Machado, a produção tem sete minutos de duração e classificação livre. A direção de som é assinada por Marcio Guilhermon, enquanto a direção de fotografia, captação de imagens e edição ficaram a cargo do fotógrafo Washington Kuipers. O documentário também conta com interpretação em Libras, ampliando o acesso e reforçando o compromisso com a inclusão.

O curta apresenta um olhar sensível e de abordagem etnográfica sobre os ritos, práticas culturais e saberes tradicionais do povo indígena Sabanê, destacando a importância da preservação de sua cultura ancestral. As exibições aconteceram nos dias 21 e 22 de fevereiro, nas próprias aldeias onde o documentário foi gravado, fortalecendo o vínculo entre a obra e a comunidade. A iniciativa proporcionou aos moradores a oportunidade de se reconhecerem na narrativa audiovisual, reafirmando o protagonismo indígena na construção e difusão de suas próprias histórias.

Segundo Andréia Machado, o principal objetivo do filme é valorizar a identidade cultural do povo Sabanê e contribuir para o reconhecimento de seus saberes ancestrais. A diretora também destacou a receptividade da comunidade durante o processo de produção e lançamento, ressaltando a importância das parcerias locais e sinalizando a continuidade de novos projetos culturais na região.

“Quero expressar minha profunda gratidão à comunidade Sabanê por ter aberto suas portas, seus lares e, principalmente, seus saberes para a construção deste documentário. Foi uma experiência de muito aprendizado, respeito e troca. A confiança de vocês tornou esse trabalho possível, e me sinto honrada por poder contribuir, ainda que de forma simples, para o registro e a valorização dessa cultura tão rica e ancestral. Muito obrigada a todos e todas que participaram, acolheram a equipe e acreditaram nesse projeto. Seguimos juntos, fortalecendo a cultura e dando visibilidade às histórias que precisam ser contadas”, disse Andréia Machado.

Após as exibições, foram realizadas rodas de conversa com a participação de moradores e do sociólogo Marcio Guilhermon, criando um espaço de diálogo, escuta e troca de experiências. As discussões abordaram os temas apresentados na obra e reforçaram a importância do audiovisual como ferramenta de reflexão e fortalecimento comunitário.

O projeto foi contemplado pelo Edital de Premiação nº 01/2025 – Inscrição de Propostas para realização de Atividades Culturais em Múltiplos Formatos, “Edital de Execução Cultural Anita Pietchaki”, no segmento de Audiovisual, Eixo I, Linha de Ação Curta-Metragem, promovido pela Fundação Cultural de Vilhena (FCV), com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, via Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

Em breve, o documentário será disponibilizado gratuitamente na internet, permitindo que toda a população interessada tenha acesso à obra. A iniciativa busca ampliar o alcance do conteúdo, promovendo a valorização da cultura do povo Sabanê e possibilitando que mais pessoas conheçam e se conectem com seus saberes, tradições e modos de vida.

Texto e fotos: Assessoria

Fiscalização eletrônica contribui para redução de 10,85% nos acidentes de trânsito em Vilhena

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Número de sinistros caiu de 129 para 115; fevereiro registrou a maior redução após instalação de radares

Vilhena registrou uma redução de 10,85% nos índices de acidentes de trânsito no primeiro bimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, conforme dados do Sistema de Gestão Administrativa da Polícia Militar de Rondônia (Siga/PMRO).

De acordo com o levantamento, o número total de sinistros passou de 129, nos meses de janeiro e fevereiro de 2025, para 115 no mesmo período de 2026, representando uma diminuição de 14 ocorrências.

O resultado está diretamente relacionado à implantação do sistema de fiscalização eletrônica no município, com a instalação de radares medidores de velocidade em pontos estratégicos e considerados críticos na cidade. A medida tem contribuído para a redução de excessos de velocidade e, consequentemente, para a diminuição dos acidentes.

A queda mais expressiva foi registrada no mês de fevereiro, com redução de aproximadamente 18,18%, passando de 77 ocorrências em 2025 para 63 neste ano. Já em janeiro, foram contabilizados 52 registros em ambos os anos, mantendo estabilidade no comparativo.

Os números refletem a atuação integrada entre o município, a Polícia Militar de Rondônia e demais órgãos de fiscalização de trânsito, que unem tecnologia e ações de conscientização para promover um trânsito mais seguro.

Semagri lança edição 2026 do PMAA com aumento de investimento e entrega de equipamentos agrícolas

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Programa fortalece agricultura familiar e garante alimentos para entidades socioassistenciais em Vilhena

A Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri) lançou, nesta sexta-feira, 20, a edição 2026 do Programa Municipal de Aquisição de Alimentos (PMAA), em Vilhena. O evento, realizado na sede da pasta, reuniu autoridades, produtores rurais e representantes de entidades socioassistenciais beneficiadas pela iniciativa.

O programa tem como foco o fortalecimento da agricultura familiar, aliado à garantia de acesso a alimentos de qualidade para instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social. Nesta primeira etapa, estão sendo adquiridos produtos como hortaliças, leguminosas e frutas, além de itens como biscoitos, café, mel e ovos.

De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Gilvaneo da Veiga, houve ampliação significativa dos investimentos neste ano. Em 2026, o programa conta com R$ 500 mil em recursos próprios da Prefeitura, valor superior aos R$ 150 mil aplicados no ano anterior.

Para o produtor rural Hélio Leopoldo, o programa representa uma importante oportunidade de valorização da produção local. “É uma forma de comercializar nossos produtos com um preço mais justo, o que contribui diretamente para a renda do agricultor”, destacou.

Já a presidente da Associação Lançando a Rede, Viviane Andrade, ressaltou o impacto da iniciativa no atendimento às crianças. “Atendemos diversas crianças em situação de vulnerabilidade, e esses alimentos ajudam a reduzir os custos da associação. Além disso, são produtos frescos e de qualidade, que permitem oferecer refeições mais saudáveis”, afirmou.

Além do lançamento do programa, o evento também foi marcado pela entrega de novos equipamentos para o setor agrícola. Foram disponibilizados dois tratores, adquiridos por meio de emenda do deputado estadual Luizinho Goebel, uma mini carregadeira viabilizada por emenda do senador Jaime Bagattoli, e um caminhão avaliado em R$ 1 milhão, adquirido com recursos próprios da Prefeitura e apoio de R$ 100 mil provenientes de emenda da deputada federal Silvia Cristina.